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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Diabetes e macarrão: nutricionista revela o que é preciso saber para evitar picos de glicose

 

 

 

 macarrão e diabetes

 

O macarrão está presente na rotina alimentar de milhões de brasileiros. No entanto, para quem convive com diabetes, o consumo da massa costuma gerar dúvidas e receios, principalmente pelo medo de picos inesperados de glicose após a refeição.

Nesse contexto, a questão central não é excluir o alimento, mas entender como comer macarrão de forma adequada, com menos impacto glicêmico. Segundo a nutricionista Carol Neto, mestre em diabetes e doutora em doença renal crônica pela Unicamp, o cuidado começa na compreensão do papel do macarrão na alimentação.

 

 

“O macarrão tem uma quantidade bem expressiva de carboidrato, assim como o arroz e a batata. O problema maior está na dificuldade de porcionar e contar corretamente esse carboidrato”, explica.

Por que a porção de macarrão costuma sair do controle

Um dos principais fatores associados ao descontrole glicêmico é o tamanho da porção. Em restaurantes ou refeições fora de casa, o macarrão frequentemente se transforma no prato principal, sem a presença de outros grupos alimentares.

“Muitas vezes a pessoa pede uma massa e aquilo vira a refeição inteira. Vem uma quantidade grande de carboidrato”, afirma Carol.
Além disso, por outro lado, formatos como o espaguete dificultam a percepção visual da quantidade servida.

“A gente acaba colocando um pouquinho mais ou um pouquinho menos sem perceber”, observa.

 

A combinação dos alimentos muda a resposta da glicose

Enquanto isso, refeições mais equilibradas tendem a provocar respostas glicêmicas mais previsíveis. A nutricionista destaca que o impacto do macarrão depende diretamente da forma como ele é combinado no prato.

“Quando você monta um prato com proteína e fibra, como carne e salada, o pico de glicose tende a ser menor”, explica.
“No caso da massa, muita gente não coloca proteína e acaba comendo um volume grande de carboidrato.”

Portanto, a ausência de proteína e fibras favorece picos mais rápidos e intensos de glicose no sangue.

Macarrão integral ou tradicional: o que realmente faz diferença

O macarrão integral contém mais fibras, o que ajuda a retardar a absorção da glicose. Ainda assim, isso não significa que o macarrão tradicional precise ser excluído da alimentação de quem tem diabetes.

“O integral tem mais fibra. Mas, se a pessoa não gosta, não tem problema. Dá para usar alguns truques para fazer a glicemia subir mais devagar”, orienta Carol.

Entre essas estratégias estão:

  • incluir proteína na refeição
  • adicionar pequenas quantidades de gordura
  • evitar pratos compostos apenas por massa

O impacto do molho no controle glicêmico

O tipo de molho também interfere diretamente na resposta glicêmica. Molhos que incluem proteína tendem a reduzir a velocidade de absorção do carboidrato.

“O macarrão à bolonhesa tem carne. A carne é proteína e ajuda a segurar a subida da glicose”, explica.

No entanto, molhos brancos exigem atenção adicional.

“O molho branco tem gordura. Isso pode frear a subida imediata da glicose, mas pode causar um aumento tardio, três, quatro ou até cinco horas depois”, alerta.
Nesse cenário, o monitoramento da glicemia após a refeição se torna ainda mais importante.

MACARRÃO PARA DIABÉTICO, TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER | VIDEO ESPECIAL

 

 link: https://youtu.be/o2eAZSda1-g?list=PLjOnTL2Rjuz3rPejWwRpNvhu3bfVi32cl

 

 

A confusão comum na contagem de carboidratos do macarrão

Um erro frequente entre pessoas que utilizam a contagem de carboidratos está relacionado ao peso do macarrão usado como referência. Segundo Carol Neto, as tabelas nutricionais consideram o macarrão cozido, e não cru.

“Tudo que tem em tabela de composição de alimentos é referente ao macarrão cozido, porque a gente não come macarrão cru”, explica.

Ela detalha a diferença:

  • 100 g de macarrão cru têm cerca de 70 g de carboidrato
  • 100 g de macarrão cozido têm cerca de 30 g de carboidrato

“Quando o macarrão cozinha, ele hidrata, fica mais pesado e muda completamente a contagem”, reforça.

Estratégias práticas para reduzir o impacto do macarrão na glicemia

Segundo a especialista, algumas atitudes simples ajudam a tornar o consumo de macarrão mais seguro no dia a dia de quem convive com diabetes.

“Se puder, o ideal é comer uma salada de entrada, combinar a massa com uma proteína e evitar pratos formados apenas por macarrão”, orienta.

Portanto, o macarrão não precisa ser encarado como um vilão. O controle está na forma de consumo, no planejamento do prato e no acompanhamento da glicemia após a refeição.

 


 T

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

FONTE :https://umdiabetico.com.br/2026/01/04/diabetes-e-macarrao-nutricionista-revela-o-que-e-preciso-saber-para-evitar-picos-de-glicose/

 

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abs

Carla

 

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