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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Se o diabetes está no sangue, por que ele afeta olhos, rins, pés e coração?

 

 

 Entenda por que o diabetes afeta outros órgãos e como a glicose alta circula pelo corpo, causando complicações ao longo do tempo.

 

 diabetes afeta outros órgãos

 

Quando se descobre que o diabetes afeta outros órgãos, é comum surgir a dúvida sobre como a glicose alta circula pelo corpo e provoca complicações silenciosas ao longo do tempo. Mesmo sem sintomas aparentes, esse processo pode comprometer olhos, rins, pés e coração, especialmente quando o controle glicêmico não é adequado.

Nesse contexto, especialistas explicam que o diabetes não tratado ou mal controlado pode provocar danos progressivos em vasos sanguíneos de diferentes calibres, comprometendo órgãos essenciais para a qualidade de vida.

 

O papel da glicose alta na circulação do corpo inteiro

A glicose circula por todo o organismo através do sangue. No entanto, quando permanece elevada por longos períodos, ela passa a agredir a parede dos vasos sanguíneos, tanto os pequenos quanto os grandes.

Segundo a endocrinologista Dra. Mônica Gabbay, médica endocrinologista pediátrica da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), esse processo acontece de forma gradual.
“Imagine um cano por onde passa água todos os dias. Se, aos poucos, você jogar gordura nesse cano, ele vai entupir. A glicose alta faz algo semelhante com os vasos”, explica.

Portanto, o excesso de glicose não fica restrito ao sangue. Ele percorre todo o corpo e interfere diretamente no funcionamento dos órgãos que dependem de boa circulação.

Por que olhos, rins e pés costumam ser os primeiros afetados

Os olhos, os rins e os pés possuem uma grande quantidade de vasos sanguíneos pequenos. Por isso, são considerados órgãos-alvo das chamadas complicações microvasculares do diabetes.

 

Nos olhos, o dano pode levar à retinopatia diabética, que compromete a visão de forma progressiva. Nos rins, o excesso de glicose pode prejudicar a filtragem do sangue, evoluindo para insuficiência renal. Já nos pés, a circulação reduzida e a perda de sensibilidade aumentam o risco de feridas que demoram a cicatrizar.

A nutricionista Tarcila de Campos, mestre em diabetes e educadora em saúde, reforça que essas complicações não surgem de um dia para o outro.
“Elas são resultado de anos de glicemia elevada, muitas vezes sem sintomas claros. Por isso, o cuidado diário faz toda a diferença”, afirma.

Quando o diabetes também compromete o coração e o cérebro

Além dos pequenos vasos, o diabetes também pode afetar vasos maiores, responsáveis por irrigar o coração e o cérebro. Essas são as chamadas complicações macrovasculares.

Nesse cenário, o risco de infarto e AVC aumenta, especialmente quando o diabetes se associa a outros fatores, como pressão alta, colesterol elevado, excesso de peso e sedentarismo.

Ainda assim, é importante destacar que o problema não está apenas na glicose isoladamente. “Cuidar do diabetes vai além do açúcar no sangue. É preciso olhar pressão, colesterol e estilo de vida como um conjunto”, explica Dra. Mônica.

Por que muitas complicações surgem sem dor ou aviso

Um dos aspectos mais perigosos do diabetes mal controlado é o seu caráter silencioso. Muitas pessoas não sentem dor nem percebem sinais claros enquanto os vasos estão sendo danificados.

No caso dos pés, por exemplo, a perda de sensibilidade pode fazer com que pequenas lesões passem despercebidas. Com o tempo, isso pode evoluir para infecções graves e, em situações extremas, amputações.

Por outro lado, quando o controle glicêmico é feito de forma adequada, o risco dessas complicações cai de maneira significativa. Portanto, monitorar a glicose, realizar exames de rotina e manter acompanhamento médico regular são medidas essenciais.

O QUE PODE ACONTECER SE EU NÃO CUIDAR DO MEU DIABETES? | EP 4 - JUNTOS POR VOCÊ

 

 

LINK:  https://youtu.be/IhlyC8csHxE?list=PLjOnTL2Rjuz3zzBvaIi9u9gTfuRCG4pH5

 

O que realmente ajuda a prevenir essas complicações

A boa notícia é que o avanço do tratamento e da educação em diabetes reduziu consideravelmente a incidência de complicações ao longo das últimas décadas.

Além do controle da glicose, especialistas destacam a importância de:

  • acompanhamento regular com a equipe de saúde
  • exames periódicos de olhos, rins e pés
  • controle da pressão arterial e do colesterol
  • alimentação equilibrada e atividade física possível dentro da rotina

Nesse contexto, a prevenção não depende de perfeição, mas de constância. “O cuidado diário evita que o excesso de glicose cause danos cumulativos ao longo dos anos”, resume Tarcila.

Referências

Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Diretrizes de Complicações Crônicas
https://diabetes.org.br

American Diabetes Association (ADA) – Standards of Medical Care in Diabetes
https://diabetesjournals.org

Organização Mundial da Saúde (OMS) – Diabetes
https://www.who.int

 

 

 

 

 

T

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

FONTE :https://umdiabetico.com.br/2026/

 

Câncer de Cólo de Útero

 


 

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Carla

 

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