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domingo, 3 de agosto de 2014

TESTE DE SCHILLER | Rastreio do Câncer de Colo Uterino


O teste de Schiller é um teste que pode ser usado durante o exame ginecológico para auxiliar o médico a encontrar áreas com lesões suspeitas no colo do útero.

O teste de Schiller foi batizado em homenagem ao médico Walter Schiller, que ao redor 1930 descreveu o método de pesquisar células cancerígenas no colo do útero através da coloração do mesmo com uma solução à base de iodo, chamada de solução de lugol ou solução de Schiller.

Uma forma alternativa de realizar o teste de Schiller pode ser feito substituindo o lugol por uma solução de ácido acético (vinagre).

Neste artigo vamos explicar o que é o teste de Schiller, quais são as suas aplicações atualmente no rastreio do câncer do colo do útero e o que significam os resultados teste de Schiller positivo e teste de Schiller negativo.

O que é o teste de Schiller?

Um dos objetivos do exame ginecológico é visualizar diretamente o colo do útero, também chamado de cérvix uterino. Em muitos casos, apenas a olho nu é possível notar a presença de lesões no colo do útero, sejam elas lesões inflamatórias típicas das cervicites, úlceras, feridas, etc.  O teste de Schiller e o teste do ácido acético são feitos de forma a aumentar a nossa capacidade de identificar áreas com lesões do colo uterino, que muita vezes podem parecer normais ao olho nu.

O teste é feito com uma zaragatoa, uma espécie de cotonete muito comprido. O ginecologista encharca a ponta da zaragatoa, que é revestida de algodão, com iodo (ou ácido acético) e “pinta” toda a região do colo do útero, como se usasse um pincel. Após um minuto de espera, o médico volta a visualizar o colo do útero para tentar identificar áreas que ficaram pouco coradas.

A  lógica por trás do exame é a seguinte: as células normais do colo uterino e da vagina são ricas em glicogênio, uma grande molécula feita de várias pequenas moléculas de glicose. O iodo consegue impregnar os tecidos ricos em glicogênio, mantendo-os escuros (pintados). Já as células cancerígenas ou pré-cancerígenas são pobres em glicogênio e, por isso, não se impregnam com o iodo, mantendo-se mais claras, geralmente amareladas, e facilmente distinguíveis do resto do tecido saudável, que permanecesse corado de marrom (cor do iodo).

Chamamos de teste de Schiller positivo toda vez que houver alguma área amarelada do colo uterino, que não fica corada com o lugol, sugerindo a presença de células atípicas. Por outro lado, o teste de Schiller negativo ocorre quando todo o cérvix uterino se cora de marrom, evidenciando a presença de tecido rico em glicogênio e, portanto, saudável, por toda a área pintada. Quando há áreas que não se coram, mas não ficam amareladas, em geral, consideramos que o teste é negativo.

O teste do ácido acético tem uma lógica semelhante, mas o mecanismo é diferente. O ácido acético desidratada as células de forma heterogênea, sendo o seu efeito mais pronunciado nas células atípicas que nas células sadias. O resultado final é uma coloração brancacenta em todo o tecido que for composto por células suspeitas.
Teste de Schiller positivo
Não há grandes diferenças de resultado entre ambos os testes.  A coloração com o ácido acético deve ser o teste de escolha para as mulheres com história de alergia ao iodo.

A presença de manchas brancas no colo uterino após o uso do ácido acético ou a ausência de impregnação do iodo em certas áreas coradas com o lugol indicam a realização de colposcopia ou biópsia do tecido, caso existam alterações visíveis da morfologia do tecido não corado. Um teste de Schiller positivo não indica necessariamente a existência de um câncer. Ele é apenas o primeiro passo no rastreio de tumores.

Utilidade do teste de Schiller

O teste de Schiller e do ácido acético foram muito utilizados durante décadas pelos ginecologistas. Entretanto, nos últimos anos,  o seu uso tem se tornado menos frequente, principalmente em áreas com fácil acesso a novos recursos médicos e laboratoriais, que são mais sensíveis e específicos para o rastreio do câncer do colo do útero.

O teste de Schiller e do ácido acético podem estar falsamente positivo nas mulheres na menopausa ou nos casos de cervicite (inflamações/infecções do colo uterino). Também é bom lembrar que nem todas as células pobres em glicogênio são necessariamente malignas ou pré-malignas.

Atualmente, a forma mais comum de rastrear o câncer de colo uterino é através do exame de Papanicolau, chamado também de exame de citologia cervical. Durante o exame ginecológico, o médico colhe material do colo uterino e do seu orifício com uma espátula e uma escova de forma a captar células para que um médico patologista possa visualizá-las em um microscópio, à procura de células malignas. O material colhido no Papanicolau também pode ser usado para pesquisa do HPV, que é o vírus que causa o surgimento do câncer do colo do útero (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO).

Muitos médicos já não consideram necessária a coloração do cérvix uterino como lugol ou ácido acético, pois o papanicolau é um exame mais confiável e com menores taxas de falsos positivos e falsos negativos.

O teste de Schiller ou do ácido acético, portanto, podem auxiliar no rastreio do câncer de colo do útero, mas eles não devem nunca serem usados como substitutos do exame de papanicolau, pois são inferiores.

A grandes vantagem do teste de Schiller é o fato dele ser muito barato, estando disponível mesmo em áreas com poucos recursos técnicos.  Outra vantagem é a ausência de efeitos colaterais relevantes e de contra-indicações absolutas (as pacientes com alergia ao iodo podem usar o ácido acético).

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abs,
Carla








sábado, 2 de agosto de 2014

Para Sempre Alice:Leitura Obrigatória para quem Convive com a Doença Alzheimer

“Quando Alice encontra-se em espiral rápida do Alzheimer, com apenas tem 50 anos. Professora universitária, esposa e mãe de três filhos, ainda tem muitas coisas para fazer – escrever livros, lugares para ver, netos para conhecer. Mas quando não consegue se lembrar de como fazer o seu famoso pudim de Natal, se perde em seu próprio quintal, e deixa de reconhecer sua filha atriz depois de um excelente desempenho, se sente desesperada. Mas ela pode ver através disso? Deveria ela ver atraves disso? Perdendo seus dias passados, vivendo cada dia, sua memória de curto prazo é apoiada por um par de fios desgastados. Mas ela ainda é Alice.“

Para Sempre Alice da autora Lisa Genova.

Borboleta Azul

Este livro é incrível, uma ficção muito bem escrita. É um daqueles livros que ninguém se arrepende de comprar. Nos arriscamos a dizer que é uma leitura obrigatória para quem convive com a doença de Alzheimer, seja amigo, familiar, cuidador ou profissional.

As descrições da autora, que é neurocientista e se descobriu uma excelente escritora, sobre as percepções dos sintomas a partir da perspectiva de quem tem Alzheimer são bem interessantes e podem mudar a forma como muitos entendem a doença. É extremamente interessante ler os relatos dos sintomas pelos olhos de quem os sofre.

Ao pesquisar mais para atualizar o post; recomendamos esse livro no comecinho do Reab em 2010, vimos que ele está virando filme!! Muito legal, né?

Enfim, corre e vai comprar seu exemplar!! Cuidado para não confundir esse livro com outro: Alice Para Sempre de Elton Licks. Caso vocês tenham dificuldade em encontrar exemplares novos, vocês podem procurar em sebos virtuais. Sempre compramos livros esgotados no site Estante Virtual.

para-sempre-alice

Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE). Especialista em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design e Ergonomia (UFPE). Consultora em Tecnologia para Reabilitação.

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abs,
Carla
extraído:http://www.reab.me/dica-de-livro-para-sempre-alice/

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Linfoma de Hodgkin X Linfoma Não Hodgkin

Afinal, qual a diferença entre linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin?
linfoma

O Linfoma de Hodgkin foi descrito pelo patologista Thomas Hodgkin. As células de origem desta neoplasia do sistema linfático se tratam de um linfócito B. O sintoma inicial mais comum do linfoma de Hodgkin é o aumento indolor e perceptível dos linfonodos, ou seja o surgimento de caroços no pescoço, axilas ou virilha. Mas há também aumento na porção superior do peito, interior do peito (mediastino) e abdômen. Outros sintomas incluem febre, suores noturnos (que geralmente obrigam o doente a trocar a roupa de cama), perda de peso sem motivo (pelo menos 10% do peso ao longo de seis meses sem dieta) e coceira na pele.Quando o linfoma de Hodgkin afeta os gânglios linfáticos do peito, o inchaço desses gânglios pode comprimir a traquéia e causar tosse, falta de ar e dor torácica. Além disso, o baço também pode aumentar (esplenomegalia).

Mesmo nos grupos menos favoráveis, o índice de cura pode atingir 60%. A curabilidade destes pacientes também se reflete na possibilidade de resgate de cerca de 50 % dos pacientes, que apresentam recidivas após o tratamento inicial com o transplante autólogo e até mesmo com o transplante alogênico.


O nome Linfoma não Hodgkin surgiu pela semelhança da apresentação clínica com o Linfoma de Hodgkin. Entretanto, foram notadas diferenças que não permitiam a classificação como o processo descrito originalmente pelo Professor Hodgkin.

Os linfomas não Hodgkin (LNH) representam os linfomas mais frequentes. Eles são originários de dois tipos de linfócitos; os linfócitos B e os linfócitos T. Os LNH representam um grupo heterogêneo de neoplasias. Mais de 70 subtipos já foram identificados e as classificações patológicas ainda não foram totalmente definidas.



Para os linfomas do tipo B, o tratamento quimioterápico foi impulsionado com a introdução do medicamento rituximabe-Mabthera que aumentou a probabilidade de cura de um subtipo de linfomas do tipo B- o linfoma difuso de grandes células. No linfoma folicular, ele contribui para o aumento da sobrevida e para o intervalo livre de progressão, medidas indiscutíveis da melhor qualidade de vida destes pacientes.

Os linfomas T representam de uma maneira geral uma doença mais agressiva. Os resultados terapêuticos são menos favoráveis, embora também constituam uma neoplasia potencialmente curável.


*Todas informações acima foram escritas e revisadas pelo Dr. Daniel Tabak, membro do Comitê Científico da Abrale e onco-hematologista do Centro de Tratamento Oncológico do Rio de Janeiro.

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abs,
Carla
Créditos: ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – http://www.abrale.org.br