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quinta-feira, 30 de julho de 2026

DIABETES: Você não precisa abandonar o pão após o diagnóstico de diabetes; veja o que colocar junto

 




Quem convive com diabetes não precisa retirar o pão da alimentação, mas a combinação no prato pode influenciar a resposta da glicose

Quem entra em uma padaria pela manhã costuma repetir o mesmo café da manhã: pão francês com manteiga e café. Para quem convive com diabetes tipo 2, porém, o que acompanha o pão pode fazer diferença no comportamento da glicose após a refeição. Segundo a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o foco não deve estar em eliminar o alimento, mas em montar uma refeição mais equilibrada.

Pão não precisa sair da alimentação de quem tem diabetes

Após o diagnóstico, muitas pessoas acreditam que o pão é um dos primeiros alimentos que precisam abandonar. No entanto, Tarcila explica que essa orientação não corresponde ao que é adotado atualmente na prática clínica.


Segundo ela, o pão francês pode continuar fazendo parte da alimentação. O ponto mais importante é observar a quantidade consumida e o que será ingerido junto com ele.

A nutricionista afirma que uma unidade de pão francês pode ser uma porção adequada para muitas pessoas. Quando possível, retirar parte do miolo também ajuda a reduzir a quantidade de carboidrato consumida na refeição.

Ela destaca, porém, que essa não é a principal estratégia.

O que colocar junto do pão faz diferença

De acordo com Tarcila Campos, consumir apenas um alimento rico em carboidrato logo pela manhã pode favorecer uma elevação mais rápida da glicose, especialmente em pessoas com diabetes tipo 2, que apresentam resistência à insulina.

Por isso, ela recomenda acrescentar uma fonte de proteína à refeição.

Ovo mexido, queijo ou outras opções proteicas podem tornar o café da manhã mais equilibrado. A combinação ajuda a organizar melhor a refeição, sem a necessidade de excluir o pão.

Durante a conversa, Tarcila explica que a estratégia não consiste em substituir todos os alimentos considerados menos saudáveis, mas em construir refeições que façam sentido para a rotina de cada pessoa.

Fruta junto com o pão pode aumentar a quantidade de carboidratos

Outro ponto destacado pela nutricionista é o hábito de consumir pão e fruta ao mesmo tempo no café da manhã.

Segundo ela, essa combinação aumenta a quantidade total de carboidratos ingeridos na refeição. Em alguns casos, pode ser mais interessante manter o pão acompanhado de uma proteína e deixar a fruta para outro horário do dia.

A orientação não significa que frutas sejam proibidas para quem tem diabetes. O objetivo é distribuir melhor os carboidratos ao longo do dia e adaptar o planejamento alimentar à necessidade de cada pessoa.

O alimento não é o único fator que influencia a glicose

Tarcila Campos reforça que não existe uma regra igual para todos. A resposta da glicose depende de fatores como resistência à insulina, medicamentos utilizados, quantidade consumida e até da forma como os alimentos são combinados.

Por esse motivo, ela afirma que a alimentação deve ser individualizada. Sempre que possível, a monitorização da glicose, seja por ponta de dedo ou sensor, pode ajudar a entender como cada organismo responde às refeições.

Esse acompanhamento permite fazer ajustes mais precisos, sem retirar alimentos que podem continuar presentes na rotina.

Adaptação costuma trazer mais resultado do que restrição

Ao falar sobre alimentação no diabetes tipo 2, Tarcila destaca que muitas pessoas recebem o diagnóstico acreditando que nunca mais poderão comer alimentos que fazem parte do dia a dia.

Segundo ela, esse pensamento dificulta a adesão ao tratamento.

Em vez de excluir o pão francês, a orientação é reorganizar a refeição. Acrescentar uma fonte de proteína, observar a porção consumida e distribuir melhor os carboidratos ao longo do dia são medidas que podem contribuir para o controle da glicose sem transformar o café da manhã em uma lista de proibições.








FONTE: https://umdiabetico.com.br/







obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

DIABETES: Por que controlar a glicemia fica mais difícil no inverno? Nutricionista explica

 

O aumento do apetite e a preferência por pratos mais calóricos são comuns no inverno, mas pequenas mudanças no cardápio ajudam a evitar picos de glicemia



Se o inverno costuma te trazer junto a vontade de um prato de massa bem quente ou um chocolate quente à noite, você não está sozinho. Para quem convive com diabetes, esse é justamente o momento de prestar mais atenção ao que vai ao prato. Isso porque o frio pode interferir na resposta do organismo à glicose e, em algumas pessoas, tornar o controle glicêmico mais desafiador.

Por que a fome muda no frio e como isso importa para quem tem diabetes

Nos dias mais frios, o corpo gasta mais energia para manter a temperatura interna estável. Além disso, isso costuma aumentar o apetite e a preferência por alimentos mais calóricos. Ao mesmo tempo, o frio pode reduzir a sensibilidade à insulina em algumas pessoas. Com isso, o mesmo prato pode gerar um impacto glicêmico maior do que geraria em outra estação.


“Não é coisa da sua cabeça sentir mais fome e mais vontade de comida quente no inverno. É o corpo pedindo energia para se aquecer. O que eu costumo dizer aos pacientes é simples: você não precisa lutar contra essa vontade. Só vale olhar com mais cuidado para o que compõe o prato, porque na estação fria o corpo reage diferente ao mesmo carboidrato.” Martha Amodio | Nutricionista especializada em condições crônicas e autoimunes

Não é proibir, é equilibrar

A boa notícia é que a estratégia nutricional para o inverno não passa por cortar os pratos quentes e reconfortantes, e sim por equilibrá-los. Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a manter a saciedade.

Além disso, eles reduzem a velocidade com que a glicose entra na corrente sanguínea, algo útil quando o cardápio pende para o lado dos carboidratos. Mais importante do que retirar alimentos típicos do inverno é aprender a organizar a refeição como um todo, equilibrando carboidratos, proteínas, fibras e gorduras boas.

“Sopas bem-feitas, com bastante legumes e uma leguminosa, entregam a mesma sensação de aconchego de um prato de massa. Ainda assim, o impacto na glicose é bem menor. Não é sobre abrir mão do conforto do inverno. É sobre encontrar versões do que você já gosta que pesem menos no açúcar do sangue, orienta Martha Amodio.”

O que priorizar no prato de inverno

  • Sopas nutritivas com legumes pobres em carboidrato (chuchu, abobrinha, tomate, entre outros), leguminosas (feijão, lentilha) e proteínas magras.
  • Grãos integrais no lugar de massas e pães refinados.
  • Verduras e vegetais no início da refeição, antes do carboidrato — o que já ajuda a reduzir o pico glicêmico do prato como um todo.
  • Proteínas magras combinadas com fibras para aumentar a saciedade e evitar exageros.
  • Ervas e especiarias, como cúrcuma, alecrim, tomilho, páprica, orégano e gengibre, para intensificar o sabor sem excesso de sal e ainda somar compostos antioxidantes e anti-inflamatórios à alimentação.

No frio, troque a salada gelada por uma versão quente

Não é força de vontade: o corpo realmente pede menos alimentos frios e crus quando a temperatura cai. Isso não significa deixar de consumir verduras e legumes, mas trocar a forma de preparo. Em vez da salada crua e gelada, a dica é apostar em versões quentes.

Um refogado rápido de folhas com alho e azeite, legumes assados ou um caldo com folhas verdes entram no clima do inverno. Assim, dá para manter o valor nutricional sem perder o conforto do prato quente. O mais importante é manter o consumo de vegetais, independentemente da forma de preparo, respeitando a preferência de cada pessoa.


“No inverno, o próprio corpo já sinaliza menos vontade de comer cru e frio, e está tudo bem seguir esse sinal. Um caldo com folhas, tipo couve ou espinafre, ou um refogado bem temperado cumprem o mesmo papel da salada no prato. Só que quentinhos, e ainda ajudam a aquecer por dentro nos dias mais frios, explica Martha.”

Vale destacar que existem dois tipos de sopa, com funções diferentes no prato. A sopa completa reúne vegetais, carboidrato e proteína em uma única preparação e pode substituir a refeição principal. Já a sopa de entrada funciona como a salada. É um caldo ou creme de vegetais pobres em carboidrato, como chuchu, abobrinha, tomate, couve-flor, brócolis ou palmito. Assim, aquece o prato sem somar carga extra de carboidratos.

O que exige atenção redobrada

  • Massas, pães e doces em excesso, típicos da busca por conforto no frio.
  • Sopas cremosas industrializadas, que podem conter mais sódio e carboidratos refinados do que parece.
  • Bebidas quentes adocicadas, como chocolate quente e capuccino com açúcar, que somam carboidratos sem grande sensação de saciedade.
  • Bebidas preparadas com xaropes, leite condensado ou chantilly, que podem elevar bastante a carga de carboidratos.

Hidratação também é alimentação

No frio, a sensação de sede diminui, mas a necessidade de água do corpo não muda.


Além disso, a desidratação pode elevar os níveis de glicose e prejudicar a função renal. 


Por isso, manter o hábito de beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, segue sendo parte da estratégia alimentar do inverno.


No inverno, é normal sentir mais fome e mais vontade de prato quente. O corpo está gastando energia extra para se aquecer, e isso não é falta de disciplina. O cuidado está em direcionar essa fome para escolhas que também aquecem, como sopas, caldos e refogados com folhas e legumes. 


Assim, dá para reservar as versões mais calóricas para o momento certo, sem exagero. Pequenos ajustes no preparo já fazem diferença no controle da glicose.


O inverno não precisa ser uma época de restrições: com pequenos ajustes nas escolhas e na forma de montar o prato, é possível aproveitar preparações quentes, saborosas e compatíveis com um bom controle glicêmico.




Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.




FONTE: https://umdiabetico.com.br/glicemia-no-inverno-por-que-o-controle-fica-mais-dificil/







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Carla



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Câncer se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no Brasil, diz Inca

 

São estimados 781 mil novos casos da doença por ano no país em cada ano do triênio 2026-2028. Com novo boletim do Inca, câncer segue como desafio para o SUS


O novo boletim do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgado na última semana, traçou o cenário da doença para os próximos anos. A Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil prevê 781 mil novos casos de câncer no país em cada ano do triênio. Os números se explicam por fatores como envelhecimento da população, exposição a fatores de risco e diagnóstico tardio. 

Além disso, segundo o documento, o câncer se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no Brasil.

Entre os homens, os tumores mais comuns são os de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%), pulmão (7,3%), estômago (5,4%) e cavidade oral (4,8%). Já entre as mulheres figuram o de mama (30,0%), cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%). O câncer de pele não melanoma não aparece na lista porque segue como o mais frequente em ambos os sexos, com elevada incidência, mas baixa letalidade. 

“As estimativas, mais do que estatísticas, demonstram a importância de planejar e executar ações de prevenção, detecção precoce e acesso oportuno ao tratamento do câncer”, disse Marcia Sarpa, coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca. Afinal, além das estimativas, os números trazem alertas sobre desafios e oportunidades de apoiar a vigilância em saúde no curto prazo, com horizonte de até cinco anos.

Para planejar estratégias, é necessário olhar para as diferenças regionais. Segundo o relatório, o câncer de colo do útero está entre os mais incidentes no Norte e Nordeste, região que também tem a maior incidência de câncer de estômago entre os homens. Já no Sul e no Sudeste, os tumores mais frequentes são os associados ao tabagismo (pulmão e cavidade oral). 

“Esses padrões refletem a interação entre fatores demográficos, exposições ambientais e ocupacionais, estilos de vida e desigualdades no acesso aos serviços de saúde”, diz o texto.

Prevenção primária como principal estratégia

De forma geral, os achados reiteram, segundo o Inca, a relevância de fortalecer a prevenção primária, com medidas como:

  • Vacinação contra o HPV;
  • Controle do tabaco;
  • Promoção da alimentação saudável;
  • Incentivo à atividade física;
  • Estruturação de políticas voltadas ao diagnóstico oportuno, sobretudo para cânceres de mama, de colo do útero e de cólon e reto. 

As estimativas mostram que o câncer é um desafio crescente para a saúde da população brasileira. “Investir em políticas públicas de saúde é investir em vidas, garantindo que cada brasileiro e cada brasileira tenham melhores chances de prevenção, cuidado e sobrevida diante do câncer”, afirma o documento.




Luiza Adorna é jornalista, redatora, escritora e aborda assuntos relacionados à saúde.










FONTE: https://drauziovarella.uol.com.br/








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