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quarta-feira, 4 de março de 2026

MELHOR IDADE: Guia IBA - Estratégias de Comunicação e Manejo de Crises

 Berna Almeida II

 

 

Guia IBA - Estratégias de Comunicação e Manejo de Crises

A Nova Linguagem do Cuidado

Comunicar-se com uma pessoa com demência exige uma mudança profunda na forma como transmitimos mensagens. À medida que o cérebro perde a capacidade de processar sentenças complexas, o cuidador precisa se tornar um facilitador. A regra de ouro é simplificar: use frases curtas, uma ideia por vez e mantenha um tom de voz calmo e baixo. O contato visual é fundamental antes de iniciar qualquer fala, pois ajuda a prender a atenção do idoso. Lembre-se que, muitas vezes, a pessoa não entende mais o significado exato das palavras, mas ela permanece extremamente sensível à sua linguagem corporal e ao sentimento que a sua voz carrega durante a interação.

Evitando o Confronto Direto

Um erro comum é tentar corrigir o idoso usando a lógica ou a realidade atual. Se a pessoa acredita que a mãe viva está esperando por ela, dizer que a mãe já faleceu há anos pode causar um sofrimento profundo e repetitivo, como se a notícia fosse dada pela primeira vez. Em vez de confrontar, utilize a técnica da validação e do redirecionamento. Valide o sentimento dizendo algo como: Você sente saudade dela, não é? Ela era uma pessoa maravilhosa. Logo em seguida, mude o foco para uma atividade prazerosa ou um alimento que a pessoa goste. Validar o mundo interno do paciente reduz a ansiedade e evita que uma conversa simples se transforme em uma crise de agitação.

O Manejo de Comportamentos Difíceis

Crises de agressividade, alucinações ou a síndrome do pôr do sol costumam ter gatilhos físicos ou ambientais. Antes de reagir ao comportamento, verifique se há dor, fome, sede, cansaço ou necessidade de ir ao banheiro. Muitas vezes, o comportamento difícil é a única forma que o paciente encontra para expressar um desconforto que ele não consegue mais nomear. Se a agitação ocorrer, evite discutir ou tentar conter a pessoa fisicamente, o que pode escalar o conflito. Afaste objetos perigosos, diminua as luzes e o barulho da casa e tente oferecer um estímulo sensorial suave, como uma música tranquila ou uma massagem nas mãos, respeitando sempre o espaço do idoso.

A Escuta Além das Palavras

Nos estágios mais avançados, a comunicação verbal pode desaparecer quase por completo, mas a conexão humana não termina ali. O cuidador deve aprender a ler os sinais não verbais, como o ritmo da respiração, a tensão nos ombros e a expressão do olhar. O toque afetuoso, o segurar das mãos e o simples estar presente tornam-se as ferramentas de comunicação mais poderosas. Nunca fale sobre o paciente na frente dele como se ele não estivesse ali, pois a dignidade deve ser preservada até o fim.
A paciência não é apenas esperar, mas é a habilidade de manter uma atitude positiva enquanto o cérebro do outro tenta, com esforço, se conectar com o mundo ao redor.
📍 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
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FONTE: https://web.facebook.com/groups/mentesedemencias

AdesivoPode ser uma imagem de texto que diz "Ame3 Associação AssaciagãodeMedulaOstea da Medula Össea marco borgonha mm O mês de conscientização do Mieloma Múltiplo"

 

 

 


 


 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs.fraternos

Carla

 

 

Síndrome de Mauriac: complicação do diabetes tipo 1 ligado ao mau controle da glicemia pode afetar fígado e atrapalhar o crescimento

 

 

 

 

Complicação rara do diabetes tipo 1 mal controlado afeta fígado, crescimento e puberdade; veja sinais e como prevenir

 

A Síndrome de Mauriac no diabetes tipo 1 é uma complicação descrita em 1930, poucos anos após a descoberta da insulina. Segundo informações da Dra. Solange Travassos, endocrinologista com diabetes tipo 1 e coordenadora do Departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes, o quadro está ligado a controle glicêmico cronicamente inadequado, sobretudo em crianças e adolescentes.

A condição voltou ao debate após o relato de um garçom com diabetes tipo 1 que desenvolveu a complicação e viralizou nas redes sociais. Nesse contexto, especialistas reforçam que o problema pode ser evitado com acompanhamento estruturado e acesso ao tratamento.

 

O que é a Síndrome de Mauriac no diabetes tipo 1

A Síndrome de Mauriac é uma complicação rara do diabetes tipo 1 associada a hiperglicemia prolongada e grande variabilidade glicêmica. Foi descrita pelo pediatra francês Pierre Mauriac e, historicamente, ocorria antes dos esquemas modernos de insulina.

De acordo com a Dra. Solange Travassos, o quadro clássico inclui aumento do fígado, atraso no crescimento e atraso no desenvolvimento da puberdade. Além disso, podem ocorrer alterações nas enzimas hepáticas.

 

 

 

 Dra. Solange Travassos, endocrinologista com diabetes tipo 1 e coordenadora do Departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes

Relação com diabetes tipo 1 mal controlado

A síndrome está fortemente associada à hemoglobina glicada persistentemente elevada, muitas vezes acima de 10% ou 12%. No entanto, não se trata apenas do valor da glicada isoladamente.

Segundo a Dra. Solange Travassos, o risco aumenta quando há padrão de “montanha-russa glicêmica”. Ou seja, o paciente permanece horas com glicose acima de 300 mg/dl e, em seguida, realiza correções com doses elevadas de insulina.

 

Nesse cenário, o fígado passa a armazenar glicose em forma de glicogênio de maneira repetida. Como resultado, ocorre acúmulo dentro das células hepáticas, levando à hepatomegalia, também chamada de glicogenose hepática.

Por outro lado, pode haver confusão com esteatose hepática, que é o depósito de gordura no fígado. Portanto, a investigação precisa descartar outras causas.

Principais sinais clínicos da Síndrome de Mauriac

Os achados que mais chamam atenção incluem aumento importante do fígado e alteração das enzimas hepáticas. Além disso, pode haver baixa estatura ou desaceleração do crescimento.

Também pode ocorrer atraso puberal. Em alguns casos, observa-se face em “lua cheia” e aumento de gordura central.

Garçom com diabetes tipo 1 que viralizou ao falar que precisava de bomba de insulina realiza sonho

Segundo a Dra. Solange Travassos, familiares devem ficar atentos ao abdômen aumentado, dor na região do fígado, enzimas hepáticas elevadas e episódios recorrentes de cetoacidose.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico e laboratorial. Ele se baseia na presença de diabetes tipo 1 com controle muito inadequado associado a hepatomegalia e alterações hepáticas, com ou sem atraso de crescimento.

No entanto, é fundamental excluir outras causas de doença hepática, como infecções virais, doenças autoimunes e esteatose. Em alguns casos, a biópsia hepática pode ser necessária para confirmar depósito de glicogênio.

Segundo a Dra. Solange Travassos, a biópsia diferencia glicogenose hepática de outras doenças que também cursam com aumento do fígado.

Impacto no crescimento e na puberdade

A Síndrome de Mauriac pode comprometer crescimento e desenvolvimento puberal. Quanto mais precoce o reconhecimento, maior a chance de reversão.

De acordo com a Dra. Solange Travassos, a melhora sustentada do controle glicêmico favorece recuperação do crescimento e progressão da puberdade. Ainda assim, o tempo de exposição ao descontrole influencia o prognóstico.

Tratamento e tempo de melhora

O tratamento consiste em corrigir a causa, ou seja, melhorar o controle do diabetes tipo 1 de forma segura e sustentada. Isso envolve ajuste do esquema basal-bolus, revisão de fatores de correção, educação em diabetes e suporte psicossocial.

Além disso, o uso de tecnologias pode auxiliar na redução da variabilidade glicêmica. Em geral, a hepatomegalia e as enzimas hepáticas melhoram em semanas a poucos meses após estabilização da glicose.

No entanto, a Dra. Solange Travassos alerta que a intensificação abrupta do controle pode aumentar o risco de retinopatia e neuropatia dolorosa em pacientes cronicamente descompensados. Portanto, o ajuste deve ser gradual e acompanhado de perto, inclusive com oftalmologista, especialmente se já houver retinopatia.

Falhas no tratamento que aumentam o risco

Entre os fatores associados estão omissões ou atrasos de insulina, hiperglicemias prolongadas e correções agressivas com bolus elevados. Além disso, cetoacidose recorrente e ausência de acompanhamento estruturado contribuem para o risco.

Segundo a Dra. Solange Travassos, barreiras de acesso, sofrimento psicossocial e baixa adesão ao tratamento também interferem. Nesse contexto, a síndrome ainda ocorre, embora seja considerada rara atualmente.

Como prevenir a Síndrome de Mauriac

A prevenção passa por tratamento adequado e educação em diabetes. É fundamental não omitir doses de insulina e evitar o padrão de permanecer muito tempo em hiperglicemia seguido de correções excessivas.

Além disso, revisar estratégias com a equipe multiprofissional reduz a variabilidade glicêmica. Buscar rede de apoio e acompanhamento contínuo também faz diferença, especialmente diante de dificuldades emocionais ou socioeconômicas.

O caso do garçom com diabetes tipo 1 reforça que a complicação ainda existe. No entanto, segundo a Dra. Solange Travassos, ela pode ser evitada com assistência estruturada e acompanhamento regular.

 

 

 

Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

 

 

 

 

FONTE: https://umdiabetico.com.br/2026/03/04/dia-mundial-da-obesidade


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Carla

 

 

04/03- DIA MUNDIAL DA OBESIDADE: excesso de peso atinge 60% da população e eleva risco de diabetes

 

 

 Updated:

 

 Levantamento do Ministério da Saúde mostra alta de 135% nos casos de diabetes tipo 2 em 18 anos. Entenda por que a obesidade é o principal fator por trás desse avanço e o que você pode fazer agora

 

 magine que, a cada dez brasileiros que caminham pela rua, seis estão acima do peso. Agora, considere que esse número dobou em menos de duas décadas. Além disso, no mesmo período, os casos de diabetes tipo 2 quase triplicaram. Não é coincidência. Trata-se de uma crise de saúde pública com nome e sobrenome.

Obesidade e diabetes tipo 2 caminham juntos. E os dados mais recentes do Vigitel 2025, levantamento do Ministério da Saúde analisado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), tornam esse vínculo impossível de ignorar.

 

Neste 4 de março, Dia Mundial de Combate à Obesidade, o Portal Um Diabético ouviu especialistas da SBD. O objetivo foi entender o que está por trás desses números. Mais importante ainda: o que quem convive com diabetes ou está em risco pode fazer a respeito.

Os números que a SBD não consegue ignorar

Desde 2006, quando o Vigitel começou a monitorar os hábitos de saúde da população brasileira, a obesidade cresceu 118%. No mesmo intervalo, o diabetes tipo 2 avançou 135%. Portanto, os dados revelam um país que engordou e adoeceu ao mesmo tempo.

“Os últimos dados do Vigitel 2025 mostram que, desde que essa pesquisa começou a ser feita, em 2006, até a última coleta de dados, em 2024, houve um aumento de 118% na prevalência de obesidade.” Dra. Cintia Cercato — Coordenadora do Departamento de Obesidade e Síndrome Metabólica da SBD

Atualmente, 60% da população brasileira apresenta excesso de peso. Além disso, a prevalência do diabetes saltou de 5,5% para 12,9% entre 2006 e 2024. Isso representa cerca de 19,9 milhões de adultos convivendo com a doença no país.

No cenário global, o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking mundial de prevalência de diabetes tipo 2, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF). Enquanto isso, no mundo, cerca de 589 milhões de pessoas — uma em cada nove — já convivem com a condição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O medo do julgamento afasta as pessoas do tratamento

Além dos desafios clínicos, existe uma barreira menos visível, porém real: o estigma. A psicóloga Priscila Pacoli, do Departamento de Psicologia da SBD, alerta que o preconceito pode atrasar a busca por ajuda.

“Existe um estigma contra a obesidade que não é apenas um sentimento ruim — ele acaba sendo uma barreira clínica. Com medo do preconceito e do julgamento, as pessoas decidem esperar estar com peso melhor ou conseguir incluir uma rotina de exercício antes de ir ao médico.”
Psicóloga Priscila Pacoli — Departamento de Psicologia da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

Esse adiamento, no entanto, tem custo alto. Quanto mais tarde o diagnóstico e o tratamento começam, maior é o risco de complicações.

Por isso, transformar consultórios em ambientes livres de julgamento é uma responsabilidade dos profissionais de saúde. E essa mudança começa pela linguagem.

A orientação da SBD é clara: em vez de “obeso” ou “diabético”, o correto é dizer “pessoa que convive com obesidade” e “pessoa que convive com diabetes”. Essa alteração não é apenas simbólica. Ainda assim, ela muda a relação do paciente com o próprio cuidado.

“Com esse tratamento mais humano, sem julgamento, o paciente deixa de se esconder e assume seu próprio cuidado, seu próprio tratamento.” Psicóloga Priscila Pacoli — Departamento de Psicologia da SBD

O que as novas diretrizes da SBD recomendam

As diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Diabetes para 2025/2026 colocam o combate à obesidade no centro da prevenção e do tratamento do diabetes tipo 2.

Entre as principais mudanças, está a redução da idade mínima para rastreamento. Agora, adultos assintomáticos a partir dos 35 anos devem fazer o exame. Anteriormente, a indicação era mais restrita.

Além disso, as diretrizes orientam o rastreamento em crianças e adolescentes com obesidade e sedentarismo. Isso acende um alerta importante diante do aumento de casos em jovens.

O diagnóstico pode ser feito por glicemia de jejum ou hemoglobina glicada (HbA1c).

Principais recomendações das diretrizes SBD 2025/2026

  • Rastreamento do diabetes tipo 2 a partir dos 35 anos para pessoas assintomáticas.
  • Rastreamento também indicado para crianças e adolescentes com obesidade e sedentarismo.
  • Meta de perda de pelo menos 7% do peso corporal — pode contribuir para a remissão do diabetes tipo 2.
  • Pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, com exercícios resistidos.
  • Diagnóstico por glicemia de jejum ou HbA1c (hemoglobina glicada).
  • Não há dieta única superior — a orientação é equilíbrio e qualidade alimentar.
  • Uso de medicações modernas quando indicado pelo médico, como parte do plano terapêutico.

Portanto, a mensagem das diretrizes é direta: esperar o aparecimento de sintomas pode ser tarde demais, especialmente para quem convive com obesidade. Assim, a prevenção começa com informação e rastreamento precoce.

O que você pode fazer a partir de hoje

Ações práticas recomendadas pela SBD

• Se você tem mais de 35 anos e ainda não fez rastreamento de diabetes, procure seu médico.
• Se convive com obesidade, saiba que ela é uma doença crônica — e não uma questão de força de vontade.
• Não adie o cuidado por medo do julgamento. Em vez disso, busque profissionais com abordagem sem estigma.
• Converse com seu endocrinologista ou nutricionista sobre metas realistas de perda de peso.
• Movimente-se regularmente. Mesmo de forma gradual, isso faz diferença no controle glicêmico e no peso.
• Prefira alimentos in natura. Ao mesmo tempo, reduza ultraprocessados, sem recorrer a dietas extremas.

 

 

 

Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.

 

 

 

FONTE: https://umdiabetico.com.br/2026/03/04/dia-mundial-da-obesidade-excesso-de-peso-atinge-60-da-populacao-e-eleva-risco-de-diabetes/


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