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terça-feira, 6 de outubro de 2026

CÂNCER: Transplante de Fígado

 



O transplante de fígado restaura vidas ao substituir um fígado doente por um saudável. É uma cirurgia complexa que salva vidas ao reverter doenças hepáticas graves. A recuperação traz esperança, mas exige aderência a mudanças de estilo de vida.

O transplante de fígado é um procedimento médico de alta complexidade que oferece uma esperança renovada para pacientes com doenças hepáticas avançadas e irreversíveis. 

O fígado é um órgão essencial e multifuncional. Além de suas funções metabólicas e de detoxificação, o fígado desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo, na produção de proteínas essenciais e na síntese de compostos necessários para a digestão.

Conforme os dados do Registro Brasileiro de Transplantes, no último ano foram realizados 2.135 transplantes de fígado. Desde 2013, já foram realizados 20.530 transplantes desse órgão e, em março de 2023, a lista de espera para essa cirurgia continha 1.302 pacientes adultos e 59 pacientes pediátricos.

A seguir, falaremos mais sobre o transplante de fígado, incluindo o que é, quando é necessário, como é o preparo para a cirurgia, como é realizado o procedimento e como é o pós-operatório do transplante. Leia até o final e tire suas dúvidas!

O que é o transplante de fígado?

O transplante de fígado é um procedimento médico avançado que envolve a substituição de um fígado doente por um fígado saudável, doado por um indivíduo compatível. 

Esse complexo procedimento tem como objetivo principal restabelecer a funcionalidade hepática, possibilitando que pacientes com condições hepáticas avançadas recuperem sua qualidade de vida. 

Quando o transplante de fígado é necessário?

O transplante de fígado torna-se uma consideração quando condições médicas comprometem gravemente a funcionalidade hepática, ameaçando a saúde e a qualidade de vida do paciente, como:

  • Cirrose avançada: resultante de doenças hepáticas crônicas, a cirrose é caracterizada pelo dano ao tecido do fígado, substituído por cicatrizes que prejudicam sua função.
  • Câncer de fígado: em certos casos, o câncer que se origina no fígado pode tornar o transplante uma opção para remover tanto o câncer quanto o fígado afetado.
  • Falência hepática aguda: quando o fígado deixa de funcionar repentinamente, frequentemente devido a lesões traumáticas, infecções severas ou reações adversas a medicamentos.

Como é o preparo para o transplante de fígado?

O preparo para um transplante de fígado envolve uma série de etapas cruciais:

  • Avaliação abrangente: o paciente passa por exames e avaliações médicas detalhadas para determinar sua adequação para o procedimento.
  • Busca por um doador: após a avaliação, caso o paciente não tenha um candidato a doador, ele é colocado na fila de espera para aguardar um doador compatível; doadores vivos doam apenas um segmento do órgão, visto sua alta capacidade de regeneração e adaptação; no caso de doadores falecidos, todo o órgão pode ser remanejado.
  • Testes de compatibilidade: a compatibilidade entre o paciente e o doador é fundamental para minimizar o risco de rejeição e maximizar a eficácia do transplante.

Como é realizado o transplante de fígado?

O transplante de fígado é um procedimento cirúrgico complexo que envolve as seguintes etapas:

Preparação cirúrgica

O paciente é preparado para a cirurgia, recebendo anestesia geral. Monitoramento rigoroso dos sinais vitais é realizado.

Remoção do fígado doente

No caso de um doador falecido, o fígado doente do paciente é removido. No caso de um doador vivo, uma parte do fígado do doador é removida, pois o fígado tem a capacidade de regeneração.

Implante do novo fígado

O novo fígado é cuidadosamente implantado no paciente. Ele é conectado aos vasos sanguíneos para garantir o fluxo sanguíneo adequado. O sistema biliar do novo fígado também é conectado ao sistema biliar do paciente.

Sutura e monitoramento

Os vasos sanguíneos e as conexões biliares são suturados com precisão para garantir a funcionalidade adequada. O novo fígado é verificado para garantir que esteja funcionando corretamente.

Recuperação e acompanhamento

Após a cirurgia, o paciente é levado para a unidade de terapia intensiva para monitoramento contínuo. São administrados medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do novo fígado.

Reabilitação e seguimento

O paciente é transferido para uma unidade de menor complexidade à medida que se recupera. A reabilitação começa, e o paciente é acompanhado de perto pela equipe médica para garantir a recuperação adequada.

O transplante de fígado é uma intervenção complexa que requer uma equipe médica experiente e uma avaliação minuciosa do paciente e do doador. O sucesso do procedimento depende da compatibilidade do doador, da adequada preparação pré-operatória e dos cuidados pós-operatórios para evitar a rejeição do novo órgão.

Como é o pós-operatório do transplante de fígado?

A fase pós-operatória de um transplante de fígado é crítica para o sucesso e a recuperação do paciente e envolve:

  • Medicação imunossupressora: o paciente recebe medicações para suprimir o sistema imunológico, evitando a rejeição do órgão transplantado.
  • Monitoramento constante: exames regulares são conduzidos para avaliar a função do novo fígado e detectar precocemente sinais de rejeição ou complicações.
  • Reabilitação: o processo de recuperação inclui reabilitação física e orientação nutricional para auxiliar o paciente a retomar suas atividades normais.

O transplante de fígado representa uma conquista notável na medicina e uma oportunidade de recuperação para aqueles que estão lutando contra doenças hepáticas avançadas. 

No entanto, apesar dos avanços significativos, os desafios permanecem. A escassez de doadores, a complexidade das cirurgias e a necessidade de medicamentos imunossupressores de longo prazo são questões que requerem constante atenção e inovação. 

Apesar das limitações, o transplante de fígado continua a oferecer melhorias significativas na qualidade de vida e na saúde dos pacientes.

Torne-se um doador de órgãos e tenha o poder de salvar vidas. Sua decisão generosa pode oferecer esperança a quem espera por um transplante, transformando uma situação difícil em um ato de amor e cura.

Nota: Este artigo fornece informações gerais sobre transplante de fígado e não substitui a orientação médica. Sempre consulte um profissional de saúde para orientações específicas sobre sua situação.


















FONTE: https://site.abto.org.br/transplante-de-figado-2/


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Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

06/10 – Dia Mundial da Paralisia Cerebral

 

O Dia Mundial da Paralisia Cerebral (PC) começou a ser comemorado em 2012. No ano passado, alcançou mais de 10 milhões de pessoas, tendo se tornado um movimento global que reúne indivíduos que vivem com paralisia cerebral, suas famílias, apoiadores e organizações de mais de 100 países com o objetivo de garantir um futuro no qual crianças e adultos afetados pelo problema tenham os mesmos direitos, acesso e oportunidades que qualquer outra pessoa na sociedade.

O tema da campanha mundial em 2024 é “Unicamente PC” e chama a atenção para o fato de que cada membro dessa comunidade é único, com paixões, buscas e identidades além daquelas de uma pessoa com deficiência. A PC é frequentemente mal compreendida na comunidade em geral e o chamado para a ação da data é superar esses estereótipos celebrando a individualidade e a personalidade desse grupo.

 

A paralisia cerebral, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é caracterizada por um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e postura, atribuídos a um distúrbio não progressivo que ocorre durante a formação do cérebro fetal ou infantil e que podem causar limitações no perfil de funcionalidades da pessoa. Globalmente, estima-se que existam 17 milhões de indivíduos com paralisa cerebral, sendo esta a deficiência mais comum da infância. No Brasil, ocorrem pelo menos 30 mil novos casos por ano.

Uma das principais causas do problema é a hipóxia (falta de oxigenação no cérebro), situação em que, por algum motivo relacionado à gestação, ao parto ou até os dois anos de vida da criança, tanto em relação à mãe quanto ao feto, resultam em uma lesão cerebral.

Geralmente, é resultado de uma combinação de fatores que aumentam as chances de lesão cerebral no bebê. Alguns fatores de risco identificados por pesquisadores incluem:

– Prematuridade (menos de 37 semanas);
– Baixo peso ao nascer (pequeno para a idade gestacional);
– Trombofilia;
– Inabilidade da placenta em fornecer nutrientes e oxigênio ao feto;
– Incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto;
– Infecções virais no início da gravidez;
– Infecções bacterianas que atingem o sistema nervoso central do bebê;
– Perda de oxigênio durante a gestação ou o parto;
– Icterícia severa logo após o nascimento.

Há uma grande variação nas formas como a paralisia cerebral se apresenta, estando diretamente relacionadas à extensão do dano neurológico. Os diferentes graus do comprometimento motor e cognitivo podem ir desde um leve acometimento com pequenos déficits neurológicos até a casos mais graves.

As alterações da parte motora incluem problemas na marcha (como paralisia das pernas), hemiplegia (fraqueza em um dos lados do corpo), alterações do tônus muscular (espasticidade caracterizada por rigidez dos músculos) e distonia (contração involuntária dos membros). Em casos graves, há necessidade do uso de cadeira de rodas. Já as alterações cognitivas incluem comprometimento na comunicação, no comportamento, na interação social e no raciocínio. Os pacientes também podem apresentar convulsões.

A paralisia cerebral pode ser leve, moderada ou grave, conforme a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da OMS. Existe ainda uma classificação quanto ao tipo de envolvimento do sistema nervoso: o problema pode ser apenas motor, cognitivo ou misto (quando tanto a parte motora quanto a cognitiva são afetadas).

Por ser uma das deficiências mais comuns em crianças, o acompanhamento médico com o pediatra é essencial para a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor e a detecção precoce de possíveis atrasos.

O tratamento requer a atuação de diversos profissionais de saúde, e o desafio consiste em trabalhar pela inclusão social e pela prevenção ou minimização das complicações motoras e cognitivas. Para isso, é importante o suporte de uma equipe multidisciplinar envolvendo áreas como ortopedia, neurologia, fisiatra, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e outras.

Não há cura para a paralisia cerebral, mas o processo de reabilitação pode resultar em grandes avanços. Os tratamentos propostos podem melhorar muito a qualidade de vida desses pacientes mas, na maioria das ocorrências, permanecerá algum grau de limitação física. Não é possível falar de um prognóstico geral para todos os casos. Cada um deve ser visto isoladamente em razão da grande variedade de apresentações clínicas.

Prevenção:

Algumas causas de PC podem ser prevenidas antes do parto:

– Realização de acompanhamento pré-natal: se a gestante contrair infecções e doenças como: sífilis, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, HIV ou sofrer de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), anemia grave, desnutrição ou ainda se a mãe for mais velha, há riscos de ocorrer PC no bebê;
– Não usar drogas, bebidas alcoólicas ou fumar durante a gravidez;
– Não se expor à radiação durante a gravidez (como por exemplo em exames de Raio-X);
– Ter atenção e cautela para evitar traumatismos no abdome, por pancadas ou quedas;
– Comunicar ao médico se estiver utilizando algum medicamento durante a gravidez, pois alguns remédios podem interferir no desenvolvimento do bebê.

Cerca de 33% dos casos de PC ocorrem durante o nascimento ou no período pós-parto, portanto, algumas medidas são preventivas:

– Optar por parto onde estejam disponíveis boas condições hospitalares;
– Realizar os testes de triagem neonatal, tipagem sanguínea, teste da orelhinha;
– Amamentar;
– Vacinar o bebê de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação da Criança.

 

Fontes:

Cerebral Palsy Alliance
Dr. Dráuzio Varella
Hospital Infantil Sabará
Instituto Nossa Casa
Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
Vida Saudável – Blog do Hospital Israelita Albert Einstein



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970


FONTE: https://bvsms.saude.gov.br/









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CÂNCER: Outubro Rosa é um convite para olhar com mais atenção para a saúde da mulher.

 Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço


Outubro Rosa é um convite para olhar com mais atenção para a saúde da mulher.
O câncer de mama está no centro dessa campanha, mas não é o único que merece atenção. Os cânceres de cabeça e pescoço também fazem parte da realidade feminina.
Conhecer os sinais, reconhecer alterações persistentes e manter o acompanhamento de saúde são atitudes importantes para o diagnóstico precoce, quando as chances de cura são maiores.
Neste Outubro Rosa, amplie o olhar. Cuide da sua saúde por inteiro. E compartilhe informação com outras mulheres.

























FONTE: https://www.facebook.com/gbcpoficial?__cft__[0]=AZjRJPVCwzBpDDsnn367grBRQOfrjwbPthL3UroaciKiH4C0ujuGEcP-vZSDFccEvfqnReDYfx0CcI5GI9QGdwTku-C9J7OhK1GjENII1uhVumEfpCoUbNp3ZZTQRNyT4tslSA6c8uNnWubq3HpriM83ycJyW-Kdkawfm3AHM7NR_vOvUcUPu24OmzYDUU6TkAFOgbfSPBbbC0EeweX8&__tn__=-UC%2CP-y-R


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