O avanço das síndromes demenciais impõe desafios que vão muito além do comprometimento da memória, um dos fenômenos mais complexos e menos compreendidos no ambiente doméstico é a progressiva dificuldade de comunicação, que frequentemente se assemelha a uma perda auditiva. Na fase avançada da doença, é comum que o familiar pareça não escutar os chamados ou ignore as orientações verbais.
No entanto, na maioria dos casos, o que ocorre não é uma falência do aparelho auditivo, mas sim uma alteração cognitiva profunda conhecida como surdez neurológica ou central.
A recepção física do som permanece intacta, o que significa que o ouvido capta as ondas sonoras normalmente. O comprometimento real ocorre nas áreas corticais do cérebro responsáveis por processar, decodificar e traduzir esses estímulos sonoros em informações compreensíveis, tecnicamente chamada de Agnosia Auditiva, essa condição faz com que as palavras percam o significado, transformando o idioma nativo em um conjunto de sons incompreensíveis para o paciente.
Essa perda do processamento central manifesta-se de maneiras específicas na rotina diária:
A incapacidade de diferenciar a voz humana de ruídos do ambiente, como o som de televisores ou eletrodomésticos, gerando sobrecarga sensorial.
A perda da atenção sustentada, impedindo que o familiar fixe o foco em frases longas ou explicações complexas.
Reações de isolamento ou apatia, decorrentes da exaustão neurológica ao tentar decifrar os estímulos ao redor.
Respostas paradoxais, em que o familiar se assusta com a aproximação verbal por não compreender a intenção da fala.
Compreender que esse comportamento é um sintoma neurológico e não uma recusa deliberada ou teimosia redefine completamente a abordagem do cuidador familiar.
Métodos convencionais como elevar o tom de voz ou gritar são ineficazes e contraproducentes, o cérebro comprometido pela demência interpreta volumes altos ou sons agudos como uma ameaça iminente, o que costuma deflagrar crises de agitação, ansiedade ou agressividade defensiva.
O manejo técnico adequado exige a adaptação dos canais de comunicação, priorizando a linguagem não verbal.
Para estabelecer um contato efetivo, o cuidador deve reduzir os ruídos de fundo antes de iniciar o diálogo, a aproximação deve ser sempre frontal, posicionando-se estritamente na linha do olhar do familiar, as mensagens verbais precisam ser simplificadas, utilizando frases curtas, pausadas e de comando único.
Acima de tudo, o toque afetivo seguro e a expressividade facial devem anteceder a fala, fornecendo ao paciente a previsibilidade e a segurança necessárias para que ele se sinta conectado, mesmo quando as palavras já não fazem sentido.
Instituto Berna Almeida – Orientação Técnica e Apoio aos Cuidadores Familiares
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de
5 de julho — Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica.
Esta data representa um marco para milhões de pessoas que convivem com uma dor que muitas vezes não aparece no rosto, não aparece nos exames, mas muda profundamente a rotina, o sono, o trabalho, os vínculos e a qualidade de vida.
A dor crônica não é exagero.
Não é fraqueza.
Não é “coisa da cabeça”.
Ela pode estar presente em condições como fibromialgia, doenças reumáticas, dor neuropática, dor lombar crônica, dores pós-cirúrgicas, doenças inflamatórias, autoimunes e degenerativas.
A Lei nº 15.422/2026 instituiu o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica e reconhece a importância do atendimento integral às pessoas com dor crônica pelo SUS.
Para a SUPERANDO, esta data é sobre acolhimento, informação, orientação e advocacy.
Porque quem sente dor precisa ser ouvido.
Quem convive com dor precisa ser cuidado.
E quem vive com dor crônica precisa ter seus direitos respeitados.
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Carla
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Quem convive com diabetes e faz uso de insulina precisa incluir a glicemia entre os cuidados antes de dirigir. Isso porque uma hipoglicemia pode comprometer a concentração, o raciocínio e o tempo de reação, aumentando o risco de acidentes.
Durante o DiabetesCast, a endocrinologista e pesquisadora Denise Franco e a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos explicaram que medir a glicose antes de sair de casa e tratar rapidamente uma hipoglicemia são medidas que ajudam a aumentar a segurança no trânsito.
Hipoglicemia pode afetar a capacidade de dirigir
Segundo Denise Franco, a hipoglicemia ocorre quando a glicose fica abaixo de 70 mg/dL. Nesse momento, o organismo libera hormônios como adrenalina, cortisol e hormônio do crescimento para tentar elevar a glicemia.
Como consequência, podem surgir sintomas como coração acelerado, suor, tremores e dificuldade para pensar com clareza. Além disso, cada pessoa pode perceber sinais diferentes. Algumas apresentam mudanças no comportamento, enquanto outras sentem dificuldade para falar ou ficam confusas.
A médica alerta que, mesmo após o tratamento da hipoglicemia, o cérebro pode levar cerca de 45 minutos para recuperar totalmente sua capacidade de processamento.
“Você pode tratar o valor da glicose e melhorar os sintomas, mas a capacidade de fazer conexões e tomar decisões pode demorar pelo menos 45 minutos para voltar ao normal”, explicou.
Nesse contexto, dirigir logo após uma hipoglicemia pode não ser a decisão mais segura.
Sensor de glicose ajuda na prevenção
Para Denise Franco, a tecnologia representa um aliado importante na prevenção de episódios durante o trânsito.
Os sensores de glicose permitem acompanhar a tendência da glicemia e, em muitos modelos, emitem alertas quando ela começa a cair. No entanto, Tarcila Campos lembra que o sensor demora um pouco mais para refletir a resposta ao tratamento quando comparado à glicemia medida no sangue.
Por isso, em situações de dúvida, especialmente após corrigir uma hipoglicemia, o glicosímetro pode ajudar a confirmar se a glicose já voltou a um nível seguro.
O que fazer se a glicose estiver baixa antes de dirigir
As especialistas orientam que a pessoa interrompa os planos de dirigir caso identifique uma hipoglicemia.
O tratamento deve ser feito com carboidratos de rápida absorção, como açúcar, bala comum, refrigerante com açúcar ou suco de fruta. Em adultos, a recomendação apresentada durante o episódio é consumir cerca de 15 gramas de carboidrato e aguardar aproximadamente 15 minutos para que o açúcar chegue à corrente sanguínea.
Além disso, o sensor pode levar até 30 minutos para mostrar essa recuperação. Portanto, a ansiedade para ver o número subir não deve levar a uma nova correção antes do tempo recomendado.
Nem todo alimento corrige a hipoglicemia rapidamente
Um erro comum é recorrer ao chocolate antes de dirigir. Segundo Tarcila Campos, alimentos ricos em gordura, como bombons, retardam a absorção do açúcar e não são a melhor escolha nesse momento.
O mesmo vale para leite, queijo, ovos e frutas inteiras. Embora possam fazer parte da alimentação da pessoa com diabetes, esses alimentos não oferecem a velocidade necessária para corrigir uma hipoglicemia.
As especialistas também reforçam que pessoas que utilizam insulina devem carregar sempre uma fonte de açúcar de rápida absorção. Dessa forma, caso a glicose caia durante um deslocamento, o tratamento pode começar imediatamente.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
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