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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CÂNCER: Como diagnosticar uma leucemia silenciosa

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 Última atualização em 13 de junho de 2025

 

 

Alguns sintomas de leucemia, como a fadiga, podem ser confundidos com cansaços do dia a dia

Escrito por: Juliana Matias

Cansaço extremo, ou fadiga, é um dos sintomas de leucemia que pode passar despercebido ou ser confundido, por muitas pessoas, com cansaço do dia a dia. Porém, algumas leucemias podem ser silenciosas. Saiba como é feito o diagnóstico quando esse tipo de câncer do sangue é assintomático. 

Entenda o que causa o sintoma

Leucemias agudas, como a leucemia mieloide aguda (LMA) e a leucemia linfoide aguda (LLA), são cânceres do sangue que, na maioria das vezes, apresentam sintomas evidentes. 

Monika Conchon, sócia do laboratório de imagem Alelys e membro do Grupo Brasileiro de Leucemia Mieloide Crônica e Mieloproliferações, explica que isso acontece porque, nesse tipo de doença, a produção de células saudáveis é alterada ou bloqueada pelas células cancerígenas, o que faz com que o sangue não realize sua função normalmente. 

Segundo a hematologista, alguns dos principais sintomas das leucemias são: febre, suores noturnos, sangramentos, fraquezas, aumento do volume abdominal, entre outros fatores. A palidez acontece porque a pessoa com leucemia passa por uma queda na produção de glóbulos vermelhos, o que pode levar a uma anemia. 

 

 

Já os sangramentos podem acontecer devido à baixa produção de plaquetas, conforme conta Conchon. O aumento do volume abdominal é causado pela superprodução de células alteradas pela medula óssea.

Leucemias silenciosas

Antes do diagnóstico, esses sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos com cansaço do dia a dia. Porém, leucemias crônicas, como a leucemia mieloide crônica (LMC) e a leucemia linfoide crônica (LLC), podem não apresentar sintomas.

Conchon conta que isso acontece porque as “leucemias crônicas podem evoluir por muito tempo, às vezes até por anos, pois a produção de células leucêmicas aumenta, mas suas funções podem ser mantidas. Ao longo do tempo, manifestações como aumento do baço, do fígado e o cansaço vão ficando mais evidentes”, afirma. 

Diagnóstico de uma leucemia silenciosa

Mesmo sem os sintomas, as leucemias podem ser diagnosticadas por exames de sangue de rotina, como o hemograma. Por isso, é importante realizá-los periodicamente para possibilitar um diagnóstico precoce. Caso uma pessoa tenha sintomas de leucemia, a hematologista recomenda procurar atendimento médico para que ela seja encaminhada a um especialista.


 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/


 

 

 

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Carla

 

 

Câncer: A leucemia e o linfoma podem causar meningite? Saiba mais

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

16 de julho de 2025

 

Última atualização em 1 de outubro de 2025

A meningite é uma doença que pode ser evitada por meio da vacinação, porém a meningite leucêmica ou a linfomatosa escapam da prevenção

Escrito por: Juliana Matias

Atualmente, a meningite é uma doença que pode ser prevenida por meio de cuidados higiênicos e, principalmente, pela vacinação. Porém, um dos subtipos de meningite que pode atingir pessoas com cânceres do sangue não pode ser prevenida pela vacinação: a meningite leucêmica ou linfomatosa. Entenda o que é a doença e o que ela causa.

O que é a meningite leucêmica ou linfomatosa?

A meningite leucêmica ou linfomatosa acontece quando as células cancerígenas passam a circular no sistema nervoso central. Guilherme Perini, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que essa meningite pode ser identificada por meio de um exame de líquor, que analisa o líquido que envolve o sistema nervoso central e a medula espinhal.

 

Quais pessoas são mais suscetíveis a uma meningite leucêmica ou linfomatosa?

Segundo o hematologista, alguns subtipos de leucemia e de linfoma são mais suscetíveis à infiltração do câncer no sistema nervoso central.

No linfoma, “os locais em que o tumor aparece estão relacionados com um maior risco de infiltração do sistema nervoso central. Por exemplo, um linfoma difuso que acomete o testículo, rim ou adrenal, tem um maior risco de infiltração do sistema nervoso central”, conta o médico.

 

 

Já na leucemia, Perini informa que a meningite leucêmica é mais comum na leucemia linfoblástica aguda (LLA). 

É possível prevenir a meningite leucêmica ou linfomatosa?

O especialista conta que não existe um consenso sobre a prevenção da infiltração do câncer no sistema nervoso central. “Os dados ainda não são cristalinos para sabermos se realmente conseguimos evitar a infiltração”, ressalta.

Segundo Perini, existem apenas recomendações sobre o tratamento dessas doenças. Porém, controlar bem o linfoma ou a leucemia diminui as chances do câncer infiltrar o sistema nervoso central. “Fazer tratamentos eficazes para a doença sistêmica estão relativamente relacionados com menor risco de infiltrar”, conta.

Qual é o tratamento para essa meningite?

Para tratar a meningite leucêmica, a recomendação é a quimioterapia intratecal ou as radioterapias, segundo o hematologista. Já para a meningite linfomatosa, é necessário “fazer terapias direcionadas ao sistema nervosa central, com metotrexato em altas doses, por exemplo, e depois, muito provavelmente, consolidar com um transplante autólogo, utilizando terapias baseadas em tiotepa”, relata Perini.

Qual é a chance de cura de uma pessoa que tem essa meningite?

Segundo o hematologista, a chance de cura de uma pessoa com meningite leucêmica ou linfomatosa existe, porém, ela pode exigir mais tempo e tratamentos específicos. “A infiltração do sistema nervoso central não exclui a cura de um paciente, mas ela faz esse caminho um pouco mais longo e um pouco mais conturbado”, explica.

Isso porque pode ser necessário mais medicamentos quimioterápicos e até mesmo um transplante, nos casos em que a pessoa tenha boas condições para a realização.

 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/


 

 

 

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Carla

 

Apesar do câncer do sangue não ser evitável, o adoecimento mental por conta da doença pode ser prevenido

 

  ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 Juliana Matias

O diagnóstico e o tratamento de um câncer são experiências que normalmente abalam o psicológico humano. Apesar de as neoplasias do sangue não serem preveníveis, alguns hábitos podem evitar que uma pessoa adoeça psicologicamente por conta das adversidades da doença e do tratamento. Entenda o que são os fatores protetivos para a saúde mental. 

Luciana Telles, psicóloga na Abrale, explica que, por mais que atualmente o câncer possa ser curado, descobrir uma neoplasia “ameaça e abala os alicerces de segurança, do mundo previsível”. 

Os fatores protetivos conseguem trazer segurança na rotina do paciente e, com isso, o bem-estar e um possível alívio de sofrimento, conforme a psicóloga. As atividades podem “apoiar na assimilação do estado clínico, na tomada de decisão frente à jornada de cuidado, na autonomia, adesão ao tratamento e planejamento das atividades diárias”, conta. 

 

Telles ressalta que “estes fatores podem apoiar inclusive quando a saúde mental e emocional já estiverem afetadas, seja, por exemplo, um transtorno já instalado”. Os fatores protetivos contra o adoecimento mental podem ser coletivos ou individuais.

Fatores protetivos coletivos

Os fatores coletivos são aqueles que envolvem a socialização do paciente, como por exemplo, grupos de apoio. Segundo Telles, estar em contato com pessoas que estejam enfrentando um adoecimento por câncer, seja pacientes ou familiares, pode oferecer trocas de vivências e recursos de enfrentamento.

“Estabelecer vínculos, inclusive com a equipe de saúde e instituição, apoia na sensação de segurança. A pessoa precisa de apoio e acolhimento, o que juda na adesão ao tratamento e no enfrentamento do câncer”, comenta a psicóloga.

Telles ainda comenta que o acesso aos serviços de saúde, como local de tratamento, medicações, transporte, moradia, alimentação, facilitam o processo.

 

 

Fatores protetivos individuais

Já os fatores individuais são aqueles que envolvem, principalmente, a forma de pensar do paciente. Um exemplo é saber reconhecer as próprias emoções. É preciso “prestar atenção às sensações físicas (por exemplo, nó na garganta, coração acelerado), nomeá-las (tristeza, medo, raiva, alegria) e identificar sua origem, observando as motivações que o levaram a esta emoção”, explica a psicóloga.

“Saber compartilhar informações, dialogar e expressar o que pensa e sente também pode ajudar a enfrentar situações difíceis”, ressalta Telles. Além disso, a flexibilidade para ajustar as atividades cotidianas diante das mudanças pode ser benéfico para a saúde mental.

Segundo a psicóloga, a espiritualidade, por trazer um propósito, significado e conexão com algo superior ou com a própria essência interior, ajuda na proteção contra o adoecimento psicológico. Informações de qualidade também passam confiança para a pessoa com câncer, o que é positivo psicologicamente.

Telles frisa que respeitar o tempo interno da mente e do corpo para processar os fatos também é importante para o psicológico da pessoa com câncer.

Estilo de vida

Alguns hábitos no dia a dia do paciente contribuem para evitar e para melhorar uma depressão ou ansiedade, por exemplo. Atividades físicas dentro do contexto de cada pessoa, alimentação balanceada por um nutricionista, rotina de sono e hobbies são exemplos citados pela psicóloga.

 

 

Telles destaca que todas as atividades precisam ser avaliadas pelos profissionais da equipe que acompanham o paciente e ajustadas para a jornada de tratamento individualmente.

Como colocar em prática os fatores protetivos?

Para colocar esses fatores protetivos em prática, é preciso apoio, compromisso, constância e autoconhecimento, segundo a psicóloga. O primeiro passo é identificar quem pode ser o apoio do paciente.

“A partir deste apoio poderá tomar conhecimento do que é necessário para você, seja como algo preventivo ou para enfrentar uma situação ameaçadora que se apresenta. Não hesite em pedir apoio com um profissional especializado, como o psicólogo ou, caso necessário, um psiquiatra”, instrui Telles.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/mente/2026/01/fatores-protetivos-como-evitar-a-depressao-durante-o-cancer/

 

 

 

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