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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CÂNCER: Destaques O que é o cateter para quimioterapia? Por que preciso usá-lo?

 

 cateter

 

 

 

O cateter evita múltiplas ‘picadas’ e pode evitar que os medicamentos vazem durante a quimioterapia

Escrito por: Juliana Matias

Ao precisar de uma quimioterapia, uma pessoa pode ser exposta a muitas e diferentes informações, e nem todas são explicadas pelo médico. Um exemplo disso são os cateteres. O que é um cateter? Para que ele é usado? Por que é mais vantajoso utilizá-lo? Entenda na matéria.

Atualmente, muitos quimioterápicos são em forma de comprimido. Porém, nem todos podem ser administrados oralmente. Maria Cecília Mathias, oncologista do Grupo Oncoclínicas, explica que “nem todo medicamento é bem absorvido pelo intestino ou fica estável no estômago”.

A quimioterapia pode ser aplicada pelo acesso periférico, ou seja, pegando a veia da mão ou do braço. Porém, a longo prazo, esse método pode trazer riscos ao paciente. Segundo a oncologista, alguns medicamentos podem irritar a veia e os tecidos se extravasarem do vaso.

 

Outros problemas que podem ser causados com o uso do acesso periférico são: inflamação da veia, infecção de pele no local, abscesso e infecção no sistema sanguíneo. Por isso, o cateter pode ser indicado para a quimioterapia.

Quais são os diferentes tipos de cateter?

Mathias informa que existem diferentes tipos de cateteres:

  • PICC (cateter central de inserção periférica): esse cateter é inserido no braço, mas o acesso é em uma veia central do tórax. Pode ser utilizado a longo prazo.
  • Cateter central temporário: pode ser aplicado na jugular, na subclávia ou na veia femoral. Esse cateter é de uso externo e normalmente indicado para internações e tratamentos de curto prazo;
  • Cateter tunelizado: é externo ao corpo e utilizado para terapias de longo prazo;
  • Cateter totalmente implantado (“port-a-cath”): é conectado a uma veia central e tem um reservatório que fica por baixo da pele do tórax. Ele é usado em tratamentos de longo prazo.

Quais são os benefícios de um cateter totalmente implantado?

Mathias ressalta que o cateter totalmente implantado tem “menor risco de infecção quando comparado a acessos que ficam externalizados”. Além disso, com ele é possível que os quimioterápicos que podem causar alergias na pele sejam aplicados com mais segurança.

 

Para tratamentos longos, a oncologista conta que o cateter totalmente implantado pode ser mais confortável para o paciente, já que é possível tomar banho normalmente. “Ele evita múltiplas ‘picadas’ e é possível coletar sangue através dele, em casos de necessidade”, afirma.

Como o cateter é implantado?

Para implantar o cateter, é feito um procedimento com anestesia local e sedação leve, segundo Mathias. “Geralmente, guiado por algum método de imagem, uma veia é puncionada, a ponta do cateter é posicionada numa veia central e o reservatório é fixado abaixo da pele. A incisão é fechada com pontos. Vai tudo por baixo da pele”, explica a oncologista.

A pessoa pode ter um pouco de dor, inchaço e roxos, no local em que o cateter foi implantado, depois do procedimento. Mathias conta que analgésicos simples podem resolver essas dores.

Depois da cicatrização, a oncologista ressalta que o paciente pode levar uma vida normal, é preciso apenas evitar esportes com impacto direto no tórax e atentar para alças de mochilas na região do cateter. “O paciente pode levar uma vida habitual: trabalhar, viajar, tomar banho. Nadar é permitido após liberação médica”, diz.

O cateter totalmente implantado traz riscos ao paciente?

Quando é bem cuidado, o cateter traz riscos baixos ao paciente, segundo Mathias. Algumas possíveis complicações são: infecções, trombose venosa, mau funcionamento do cateter, entre outras. “Equipe treinada e cuidados de rotina minimizam esses riscos”, ressalta a oncologista.

Um dos cuidados envolvendo o cateter é a necessidade de lavá-lo. Segundo Mathias, a lavagem é feita com soro a cada dois ou três meses para evitar que ele entupa.

Com essas precauções, o cateter totalmente implantado pode ser usado por anos, se for necessário. “Esses dispositivos foram feitos para longa permanência”, explica a oncologista.

Quando deve ser retirado?

A melhor hora para a retirada do cateter é decidida pelo médico e pelo paciente. “Costumamos manter por, pelo menos, alguns meses após o fim da quimioterapia, até termos segurança de que não haverá necessidade de novo acesso em curto prazo”, comenta Mathias.

Porém, caso haja complicações, o cateter totalmente implantado pode ser retirado antes do final do tratamento. O procedimento para a retirada do cateter também é simples e realizado com anestesia local.

 

 

 



 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

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abs.

Carla

 

 

CÂNCER: O que é crise blástica na leucemia mieloide crônica? Entenda

  ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 

Última atualização em 1 de outubro de 2025

Apesar do nome “crise blástica” assustar, essa fase da LMC tem tratamento e pode ser revertida

Escrito por: Juliana Matias

A crise blástica é uma das fases da leucemia mieloide crônica (LMC). Apesar do nome “crise” assustar, ao ser diagnosticado com a chamada crise blástica é preciso entender o que acontece no corpo e quais são os tratamentos para essa fase, que tem remissão.

O que é a crise blástica?

Marina Nascimento, hematologista do A.C.Camargo Cancer Center, explica que a crise blástica é uma das fases da leucemia mieloide crônica. Esse tipo de leucemia acontece quando a medula óssea começa a produzir glóbulos brancos em excesso. Ela é considerada um leucemia crônica porque o crescimento das células cancerígenas ao longo do tempo é lento.

Quando está em fase de crise blástica, segundo Nascimento, a LMC se transforma em um quadro semelhante ao de uma leucemia aguda, ou seja, as células doentes começam a se multiplicar de maneira descontrolada.

 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que ocorre uma crise blástica quando há 20% de blastos na medula óssea ou no sangue periférico, ou então presença de blastos em outros órgãos e tecidos fora da medula óssea.

“Os blastos são as células imaturas e anômalas do sangue, que são incapazes de desempenhar funções normais. Durante a crise blástica, o corpo perde a capacidade de produzir as células sanguíneas maduras”, explica a hematologista.

Como a produção de células maduras é prejudicada, há redução no número de plaquetas e de leucócitos, segundo Nascimento. “Isso ocorre de uma forma rápida em poucos dias ou semanas”, lembra.

Quais são os sintomas da crise blástica?

A hematologista informa que os principais sintomas da crise blástica são:

  • febre;
  • perda de peso;
  • suor noturno;
  • cansaço intenso;
  • palidez cutânea;
  • suscetibilidade a infecções;
  • sangramentos principalmente em mucosas como gengiva e o nariz;
  • hematomas e manchas roxas na pele.

Quando há acúmulo de blastos em outros órgãos e tecidos, a pessoa pode sentir dores ósseas, aumento do fígado e do baço. Marina Nascimento ainda afirma que, quando o sistema nervoso central é acometido, há sintomas como dor de cabeça, alteração do nível de consciência, vômitos, náusea e até mesmo crises convulsivas.

Todos os pacientes de LMC terão uma crise blástica?

A maioria das pessoas com LMC são diagnosticadas quando a doença ainda está em fase crônica, segundo a hematologista. Ela ressalta que “a minoria pode evoluir para uma fase acelerada ou eventualmente para a fase blástica. A evolução para crise blástica ocorre em menos de 5% dos casos”.

A diferença entre a fase acelerada e blástica da LMC é que, na primeira, a pessoa pode ter menos sintomas, apesar da piora do quadro. Na fase blástica, todos os sintomas, de maneira geral, são mais intensos.

 

Qual é o prognóstico da pessoa com crise blástica? 

Nascimento lembra que o prognóstico dos pacientes de LMC na fase crônica é semelhante ao da população em geral. “Quando ocorre a crise blástica, esse prognóstico torna-se mais reservado, com uma sobrevida de menos de um ano a partir do diagnóstico, se não houver um tratamento adequado”, conta e acrescenta: “Os pacientes nessa condição necessitam de um atendimento médico imediato e o início do tratamento o mais breve possível”.

O tratamento para essa fase da LMC pode ser feito, conforme a hematologista, com quimioterapia convencional, inibidores de tirosina-quinase e, em alguns casos, o transplante alogênico de medula óssea. “Com esse tratamento, pode ocorrer uma nova remissão da doença e uma sobrevida adequada”, destaca Nascimento.

 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

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Carla

 

Câncer: Vesícula biliar e vias biliares

 

Câncer de vesícula biliar e vias biliares: o colangiocarcinoma é o tipo de tumor que mais frequentemente acomete as vias (canais) biliares, que são pequenos ductos responsáveis pela eliminação da bile, produzida pelo fígado, até o intestino, onde vão ajudar no processo de digestão.

Esses ductos vão se juntando por um sistema de canais que ficam cada vez mais largos, até formar um ducto principal na região fora do fígado. A vesícula biliar tem a função de acumular a bile e eliminá-la em maior quantidade durante a digestão.

 

No Brasil, não há uma estatística oficial da incidência desses tumores. Além disso, o colangiocarcinoma é denominado de acordo com a localização das vias biliares acometidas, podendo ser intra-hepático (que se desenvolve dentro do fígado) ou extra-hepático (fora do fígado). O tipo intra-hepático é frequentemente incluído como um dos tumores do fígado.

Estima-se que a incidência anual de tumores de vias biliares como um todo seja entre 0,35 a 2 casos a cada 100 mil habitantes, dentre os países ocidentais.

 

O sintoma principal nos tumores de vias biliares é a icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas), secundária a obstrução do fluxo da bile, gerando acúmulo de bilirrubina no corpo.

No entanto, alguns tumores, especialmente os colangiocarcinomas intra-hepáticos (aqueles que se desenvolvem dentro do fígado) podem cursar com uma evolução mais insidiosa, levando ao diagnóstico apenas em fases mais tardias da doença.

Os sinais e sintomas mais frequentemente relatados por pacientes com câncer de vias biliares e vesícula biliar são:

  • Colúria (urina cor acastanhada)
  • Febre
  • Náuseas e vômitos
  • Dor abdominal
  • Perda de peso
  • Acolia fecal (fezes esbranquiçadas)
  • Prurido (coceira) no corpo
  • Dispepsia (desconforto no estômago)
  • Icterícia (amarelão)
     

FATORES DE RISCO

  • Cirrose hepática: a cirrose hepática é a via final comum de várias injúrias por toxinas, do metabolismo (mal funcionamento) ou infecções no fígado que geram graus progressivos de inflamação e cicatrização no fígado. Em seu estágio mais avançado (a cirrose), o risco de desenvolvimento de tumores das vias biliares é aumentado
  • Infecção pelos vírus B e C da hepatite: existe vacina para a hepatite B, mas, infelizmente, nem todas as pessoas são vacinadas. Assim, a doença pode não ser eliminada pelo organismo e desenvolver a forma crônica da doença e se desenvolver em sua forma crônica, sem causar muitas suspeitas no início, já que na maioria dos casos ela não apresenta sintomas. Isso acontece também com a hepatite C, que leva anos até apresentar os primeiros sinais. Ambas podem ser tratadas com antivirais, mas, em longo prazo, as duas também podem causar cirrose hepática e aumentar o risco de câncer das vias biliares e outros tumores hepáticos
  • Consumo abusivo de álcool: o consumo em excesso de álcool está relacionado a um aumento do risco de cirrose e tumores do fígado, incluindo os das vias biliares
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica: o acúmulo de gordura no fígado (que costumeiramente ocorre no contexto de obesidade e diabetes) leva a criação de um ambiente inflamatório, que pode causar dano ao fígado e eventualmente gerar a cirrose hepática. No entanto, pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica podem desenvolver o câncer de vias biliares intra-hepáticas sem mesmo desenvolverem cirrose
  • Colangite esclerosante primária: trata-se de uma doença inflamatória das vias biliares, que está associada a um risco aumentado de tumores das vias biliares
  • Infestações parasitárias: especialmente nos países orientais, a infestação por vermes que parasitam a via biliar do ser humano, como o Opisthorchis viverrini e o Clonorchis sinensis, são fatores de risco importantes para tumores das vias biliares
  • Anormalidades da vesícula: pólipos na vesícula biliar (especialmente aqueles maiores que 1 cm) e a presença de vesícula em porcelana são fatores de risco associados ao desenvolvimento de adenocarcinoma de vesícula biliar
  • Outras condições: tabagismo, diabetes e obesidade parecem conferir um risco aumentado de desenvolver tumores das vias biliares

 

Os exames de imagem têm um papel importante no diagnóstico dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar. Com esse intuito, podem ser realizados exames como a Tomografia Computadorizada ou a Ressonância Magnética.

A Colangiorresonância, um tipo específico de ressonância, pode ser utilizada para estudar melhor a anatomia da via biliar e identificar pontos de obstrução impedindo o fluxo de bile. Além disso, o diagnóstico de tumores de vias biliares pode ser realizado por exames endoscópicos.

A CPRE (Colangiografia Percutânea Retrógrada Endoscópica), o Spyglass e a ultrassonografia endoscópica (ecoendoscopia) são exames realizados para avaliação da via biliar fora do fígado e que são importantes no manejo de alguns casos.

Os tumores de vias biliares e de vesícula biliar também podem produzir substâncias que podem ser detectadas na corrente sanguínea: os marcadores tumorais.

Eles são utilizados para ajudar no diagnóstico e estadiamento para entender o grau de avanço de tumores de vias biliares, mas podem ser utilizados para detectar recidivas (quando o câncer volta após ser operado) ou monitorar a efetividade do tratamento. Para os tumores de vias biliares, o marcador tumoral mais utilizado é o CA 19-9.


ESTADIAMENTO

O estadiamento dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar é bastante complexo, pois em cada uma das localizações é utilizado um sistema diferente de classificação.

No entanto, pacientes cujos tumores apresentam envolvimento de linfonodos próximos ao tumor (estadios III ou IV) ou de metástases a distância (estadio IV) apresentam doença mais avançada.

No momento de avaliação, os exames de imagem cuidadosos são fundamentais para avaliar também o possível envolvimento de vasos que nutrem o fígado e outros órgãos abdominais, que podem interferir na capacidade da retirada do tumor por cirurgia ou na sua extensão.

 

 

As chances de cura estão diretamente associadas ao diagnóstico precoce e ao tratamento com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.


CIRURGIA

Dependendo da localização e extensão do tumor, a cirurgia pode envolver diferentes regiões dos canais biliares e órgãos próximos.

Cada cirurgia deve ser planejada caso a caso, pesando as condições funcionais, doenças associadas, extensão da doença e riscos para o paciente, permitindo um tratamento personalizado.

Para os tumores intra-hepáticos, a hepatectomia (retirada cirúrgica de parte do fígado) é o principal tratamento curativo. Muitas vezes associada à retirada de gânglios ou ínguas (chamado de linfadenectomia), que são órgãos linfáticos de defesa, que, nesse caso, estão localizados ao redor dos vasos que levam sangue ao fígado.

Nos tumores da região de transição, ou tumores da bifurcação dos canais biliares em direito e esquerdo, normalmente há necessidade de cirurgia que combina a retirada de parte do fígado com o canal biliar extra-hepático, assim como a linfadenectomia, seguido da reconstrução do caminho da bile para o intestino. Em algumas situações, quando há comprometimento dos vasos, pode ser necessária a substituição durante a cirurgia.

Já nos tumores dos canais biliares fora do fígado (extra-hepáticos), e que se aproximam do pâncreas, a cirurgia mais comum é a duodeno-pancreatectomia, ou seja, a remoção cirúrgica de parte do pâncreas junto com o canal biliar extra-hepático e a linfadenectomia, seguido da reconstrução dos canais biliares.

Nos tumores da vesícula biliar, a cirurgia mais comum é a retirada da vesícula junto com a retirada de parte do fígado, onde a vesícula está aderida, e a linfadenectomia da região dos vasos hepáticos.

Hoje, é possível realizar nos casos indicados a cirurgia do câncer das vias biliares e do pâncreas por videolaparoscopia ou por robótica.


QUIMIOTERAPIA E OUTROS TRATAMENTOS

No tratamento dos tumores de vias biliares e da vesícula biliar, a quimioterapia é amplamente utilizada, tanto como tratamento adjuvante (preventivo), em pacientes operados, como tratamento paliativo, em caso de lesões que não são passíveis de ressecção ou que já apresentam metástases ao diagnóstico inicial.

Em pacientes não selecionados, nem a terapia-alvo nem a imunoterapia se mostraram eficazes no tratamento dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar.

 

 

 

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FONTE:https://accamargo.org.br/sobre-o-cancer/noticias/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Carla