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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Bolo para quem tem diabetes: nutricionista explica como adaptar o café da tarde

 


A orientação considera a porção, o preparo e os outros alimentos presentes no lanche


Na hora do café da tarde, é comum aparecer um bolo na mesa de casa ou do trabalho. Para quem recebeu o diagnóstico de diabetes, esse momento pode trazer mudanças na forma de escolher e combinar os alimentos.

A nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), explica que o diagnóstico não exige retirar todos os alimentos que fazem parte da rotina.

Quem tem diabetes pode comer bolo?

Segundo Tarcila, o bolo pode entrar na alimentação de uma pessoa com diabetes. A escolha, porém, precisa considerar principalmente a quantidade consumida e a composição da refeição.

Um bolo simples e caseiro pode ser uma opção para o café da tarde. Nesse caso, a orientação passa pela porção.

A nutricionista cita como referência uma fatia tradicional de aproximadamente dois dedos. A quantidade, no entanto, precisa considerar as necessidades de cada pessoa e o restante da alimentação.

Por outro lado, comer uma quantidade maior de bolo muda a quantidade de carboidratos ingerida na refeição. No diabetes tipo 2, a quantidade de carboidrato pode ter papel importante no controle da glicose.

Caseiro ou de pacote?

Tarcila também diferencia o bolo caseiro dos produtos industrializados. O preparo em casa permite conhecer melhor os ingredientes utilizados. Além disso, a nutricionista destaca que atualmente existem diversas possibilidades de preparar alimentos em casa.

No caso do bolo, uma receita simples pode entrar no planejamento alimentar. Já produtos industrializados podem apresentar uma composição diferente, dependendo dos ingredientes utilizados.

Por isso, a escolha não depende apenas do nome do alimento. A composição e a quantidade também precisam ser consideradas.


Como combinar no café da tarde?

Uma estratégia apresentada pela nutricionista é combinar o bolo com outros alimentos para deixar o lanche mais equilibrado.

Tarcila cita o iogurte como uma possibilidade. Nesse caso, a pessoa pode manter o alimento que fornece proteína e consumir a quitanda no lugar da fruta naquele momento.

Outra alternativa envolve trocar ele por uma torrada multigrãos acompanhada de queijo branco. Essa combinação também pode formar um lanche com diferentes grupos de nutrientes.

A escolha depende da rotina, dos alimentos disponíveis e das necessidades de cada pessoa.

Gordura dos alimentos faz mal pra quem tem diabetes? A resposta pode te surpreender DiabetesCast #65

É preciso comer bolo todos os dias?

O episódio também reforça que não existe uma única estratégia alimentar que funcione para todas as pessoas com diabetes.

A frequência do consumo precisa fazer parte do planejamento alimentar. Uma pessoa pode escolher uma fatia de bolo em determinado momento, enquanto outra pode preferir uma alternativa diferente.

Tarcila destaca que o objetivo não deve ser trabalhar apenas com alimentos que podem ou não podem entrar na alimentação. A proposta envolve adaptação e planejamento.

Dessa forma, receber o diagnóstico de diabetes não significa abandonar automaticamente alimentos presentes na rotina. O bolo pode fazer parte da alimentação, desde que a pessoa considere a porção, a composição da refeição e seu planejamento individual.

3 dicas para incluir bolo na alimentação

  • Controle a porção: uma fatia tradicional, de aproximadamente dois dedos, pode servir como referência para o café da tarde.
  • Combine os alimentos: manter uma fonte de proteína, como o iogurte, pode ajudar a montar um lanche mais equilibrado.
  • Prefira preparações caseiras: o bolo feito em casa permite conhecer melhor os ingredientes utilizados e adaptar a receita à rotina alimentar.








FONTE:  https://umdiabetico.com.br/


 

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abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

3 cuidados para incluir o chá na rotina de quem tem diabetes

 

Nutricionista explica como consumir a bebida no dia a dia sem confundir hidratação com tratamento do diabetes


O chá pode fazer parte da rotina de quem tem diabetes, mas seu consumo exige atenção quando a bebida passa a ser vista como tratamento. A nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos explica três cuidados para incluir chás no dia a dia sem substituir medicamentos.

Tarcila Campos é membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e abordou o tema durante o DiabetesCast. Segundo ela, o chá pode contribuir para a hidratação, mas não deve ocupar o lugar de medicamentos ou de outras estratégias indicadas pela equipe de saúde.


1. Chá pode fazer parte da hidratação

O consumo de chá pode contribuir para a ingestão de líquidos ao longo do dia. Segundo Tarcila, a bebida pode fazer parte da rotina de uma pessoa com diabetes, inclusive pelo sabor e pelo hábito associado ao consumo.

A nutricionista ressalta, no entanto, que a água continua sendo a principal fonte de hidratação. Outros líquidos também podem participar da ingestão diária, mas a composição de cada bebida precisa ser considerada.

Essa atenção também vale para quem apresenta glicose alta. Durante a hiperglicemia, o organismo aumenta a eliminação de glicose pela urina, e a hidratação auxilia esse processo.

2. Chá não substitui o tratamento

Uma das principais orientações da nutricionista é não usar o chá para substituir medicamentos ou outras formas de tratamento do diabetes. A existência de estudos sobre determinadas plantas não significa que elas possam ocupar o mesmo lugar de um medicamento.

Tarcila explica que algumas pesquisas avaliam componentes presentes nas plantas, como flavonoides e catequinas, além de possíveis efeitos sobre a sinalização da insulina e o transporte de glicose.

No entanto, esses resultados não permitem estabelecer que o consumo de uma infusão tenha o mesmo efeito de um medicamento. A especialista também diferencia o consumo de uma erva no dia a dia do uso de um composto concentrado com finalidade terapêutica.

A dose e a concentração também interferem nessa diferença. Segundo Tarcila, alguns estudos analisam concentrações específicas de determinados compostos, enquanto o preparo de um chá ocorre de outra maneira.

Por isso, a presença de algum benefício observado em pesquisa não significa que a pessoa possa aumentar o consumo da planta ou interromper um tratamento para usar o chá no lugar.

3. Observe o que você está consumindo

Nem todo chá utilizado por pessoas com diabetes tem a mesma finalidade. Durante a entrevista, Tarcila citou exemplos como chá verde, canela, pata-de-vaca e a chamada folha da insulina.

A nutricionista explicou que algumas plantas apresentam componentes estudados por possíveis efeitos relacionados à glicose. Ainda assim, esses estudos não estabelecem automaticamente uma recomendação terapêutica para o consumo dessas bebidas.

Outro ponto envolve a forma como a pessoa utiliza o chá. Consumir uma xícara como parte da rotina é diferente de tomar uma preparação várias vezes ao dia com a intenção de produzir um efeito medicinal.

Tarcila também orienta que a pessoa converse com a equipe de saúde sobre a distribuição dos líquidos ao longo do dia. A escolha deve considerar o papel da bebida na rotina e o tratamento que a pessoa já realiza.

Chás para diabetes: o que funciona e o que não funciona? | DiabetesCast #73

Chá “natural” não significa tratamento

A ideia de que uma planta ou um chá pode ser usado no lugar de um medicamento aparece com frequência na conversa sobre diabetes. Segundo Tarcila, essa associação precisa ser evitada porque o fato de um produto ser natural não determina sua indicação ou sua segurança como tratamento.

A nutricionista também diferencia as regras aplicadas aos alimentos e aos medicamentos. Enquanto medicamentos passam por etapas de avaliação e acompanhamento relacionadas ao uso, ervas podem chegar ao consumidor por outros caminhos.

Por isso, consumir um chá como parte da rotina é diferente de utilizá-lo com a intenção de controlar o diabetes. A bebida pode participar da hidratação, mas não deve substituir o tratamento indicado para a pessoa.


Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.






FONTE:  https://umdiabetico.com.br/


 

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DIABETES: 85% das amputações por pé diabético começam com uma ferida, diz especialista; saiba como prevenir

 


Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, identificar alterações nos pés antes do surgimento de lesões pode reduzir o risco de complicações


Uma ferida no pé pode iniciar uma sequência de complicações para quem convive com diabetes. Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

A informação foi apresentada durante o DiabetesCast, em uma conversa sobre prevenção e cuidados com os pés de pessoas com diabetes.

De acordo com o especialista, a perda de sensibilidade causada pela neuropatia pode fazer com que a pessoa não perceba que machucou o pé.

Como uma ferida pode evoluir

A neuropatia pode reduzir a capacidade de perceber dor e outros estímulos nos pés. Eduardo explica que os nervos podem perder a função de forma progressiva, começando pelas regiões mais distantes.

Quando a pessoa não percebe uma lesão, ela pode continuar apoiando o pé sobre a região machucada. A pressão repetida pode dificultar a cicatrização e favorecer a evolução da ferida.

Segundo Eduardo, esse processo pode começar com uma área de pressão excessiva. O corpo responde formando uma calosidade, que funciona como uma proteção contra a pressão.

O problema ocorre quando a pessoa continua colocando peso sobre essa região sem perceber o estímulo doloroso. A pressão pode contribuir para o surgimento de uma ferida abaixo da calosidade.

Neuropatia pode esconder a lesão

A dor funciona como um sinal que indica que existe algum problema no corpo. No entanto, a neuropatia pode reduzir essa percepção nos pés.

Eduardo compara essa perda de sensibilidade ao desligamento de um painel de alerta. Sem a dor, a pessoa pode não perceber que existe uma lesão ou que determinado ponto recebe pressão repetida.

Por isso, uma pequena alteração pode passar despercebida.

Gabriela Cavicchioli, enfermeira especializada em diabetes, explica que a pessoa deve observar os pés diariamente e procurar mudanças na pele, nas unhas e nas áreas de apoio.

Calosidade pode indicar pressão

Uma calosidade nova ou uma região com pele mais espessa pode indicar alteração na distribuição da pressão durante a pisada.

Segundo Eduardo, a neuropatia pode modificar a forma como a pessoa apoia o pé. Com isso, determinados pontos passam a receber mais pressão.

O calo aparece como uma resposta do corpo a essa pressão. Por esse motivo, o especialista classifica a calosidade como uma lesão que pode anteceder uma úlcera.

A observação do pé ajuda a identificar essa alteração antes que uma ferida apareça.

Por que não cortar o calo em casa

A remoção de calos exige cuidado em pessoas com diabetes, principalmente quando existe perda de sensibilidade.

Gabriela orienta que a pessoa não use cortadores, lâminas ou lixas para retirar a pele endurecida.

Uma ferida pode existir abaixo da calosidade sem que a pessoa perceba. Além disso, o próprio procedimento pode provocar um machucado.

Por isso, a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado, que poderá verificar a condição da pele e identificar alterações no local.

Ferida pode evoluir para infecção

Segundo Eduardo, uma ferida que surge pela falta de sensibilidade pode continuar recebendo pressão. Com isso, a lesão pode se agravar e sofrer complicações.

O especialista afirma que parte das feridas pode infeccionar ou evoluir para quadros que levam à amputação.

diabetes amputações

Durante o DiabetesCast, Eduardo citou uma estimativa de 20 milhões de novas feridas relacionadas ao diabetes por ano no mundo. Segundo ele, 25% dessas lesões apresentam complicações.

O especialista também afirmou que 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

Esses números foram apresentados durante a entrevista e, portanto, representam a informação atribuída ao especialista no episódio.

Pé diabético: quais sinais nos pés merecem atenção? | DiabetesCast #72

O que pode ajudar a evitar uma ferida?

A prevenção começa com a observação dos pés. Gabriela orienta que a pessoa procure alterações como calosidades, vermelhidão, fissuras, feridas e unhas encravadas.

A hidratação também faz parte da rotina de cuidados. O creme deve ser aplicado no pé, mas não entre os dedos.

A região entre os dedos pode ficar quente e úmida. Segundo Gabriela, essas condições favorecem o crescimento de fungos.

O cuidado com as unhas também merece atenção. A orientação é respeitar o formato da unha e evitar cortes nas laterais, reduzindo o risco de encravamento.

Avaliação pode identificar perda de sensibilidade

Além de observar os pés, o profissional de saúde pode avaliar a sensibilidade protetora.

Gabriela explica que o monofilamento de 10 gramas pode ser utilizado nesse exame. O instrumento toca pontos específicos do pé para verificar se a pessoa percebe o contato.

A avaliação ajuda a identificar alterações que podem aumentar o risco de lesões não percebidas.

Segundo Gabriela, médicos e enfermeiros da atenção primária podem realizar essa avaliação e orientar os cuidados necessários.

O cuidado começa antes da ferida

Para Eduardo, a prevenção deve acontecer antes de o paciente chegar ao especialista com uma lesão avançada.

Segundo o ortopedista, muitos pacientes chegam ao atendimento especializado quando já existe uma indicação de amputação.

Ele defende que a identificação precoce das alterações permita iniciar os cuidados antes que a ferida evolua.

A orientação apresentada pelos especialistas é procurar atendimento quando houver qualquer alteração nos pés, principalmente quando a pessoa já apresenta perda de sensibilidade.


Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.





FONTE:  https://umdiabetico.com.br/


 

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