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domingo, 3 de junho de 2018

Delírios em Portadores da Doença de Alzheimer.

idoso com Alzheimer e delírios


  em Demências e Alzheimer  por 


A primeira paciente do Dr. Alois Alzheimer apresentou delírios de ciúmes como um dos sintomas iniciais da doença. Foi internada e acompanhada pelo Dr Alzheimer até seu falecimento. Na evolução de sua doença, apresentou sintomas clássicos de demência.

Os delírios podem ser divididos em paranóides e de falso reconhecimento. O delírio paranóide de roubo é o mais prevalente entre os portadores de DA.

Os delírios paranóides, em oposição aos delírios de falso reconhecimento, ocorrem em estágios mais iniciais. Num momento em que ainda não há declínio cognitivo significativo. Mas, os pacientes que desenvolvem este tipo de psicose parecem apresentar um quadro de declínio mais grave da demência da Doença de Alzheimer (DA).
Mais de 80% dos pacientes com demência tem sintomatologia neuropsiquiátrica durante o curso da doença. Podem ser classificados em 3 síndromes principais: psicótico, emocional ou comportamental. Os sintomas psicóticos podem ser divididos em delírios e alucinações.
A DA associada à psicose é prevalente e acarreta quadro clínico mais grave ao paciente e maior taxa de institucionalização (internação em clínicas geriátricas ou ILPIs). Além disso, a progressão da doença é mais rápida. Quando ainda vem associada com agressão e/ ou agitação, a sobrecarga para o cuidador é muito grande.
Através de exames de imagem, observa-se que pacientes com DA e psicose apresentam mais emaranhados neurofibrilares no neocortex. Assim, apresentam pior cognição desde o começo da doença se comparados com pacientes com DA sem psicose.
Os delírios mais comuns em pacientes com DA são:
  • Persecutórios – acreditam que estão sendo perseguidos.
  • De infidelidade – acreditam e “criam provas” de que o cônjuge está traindo com outra pessoa.
  • De roubo – acham que alguém está roubando algo que é seu.
Os delírios de falso reconhecimento também são comuns na DA:
  • A crença de que sua residência não é sua casa.
  • Achar que um membro da família é outra pessoa, que foi duplicado ou que é um impostor.
  • Acreditam na presença de um hóspede fantasma.
  • Ou que as imagens na TV são, na verdade, pessoas presentes na casa.
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/delirios-na-da/

Como Reagir a Episódios de Alucinações ou Delírios

Alucinções ou delírios em idosos com DA



  em Demências e Alzheimer/Sem categoria  por 



Alucinações ou delírios, junto com os outros sintomas das demências, tem apresentando uma frequência significativa. Isso tem despertado a atenção dos profissionais da saúde (além dos médicos) no cuidado com essas pessoas, seus familiares e cuidadores.
É difícil para alguém que cuida de um paciente com Doença de Alzheimer ver episódios de alucinações ou delírios. Esses sintomas devem ser controlados com o uso de medicamentos específicos. Porém, familiares ou cuidadores não podem impedir que estes sintomas ocorram. Mas a forma como reagem ao sintoma pode ajudar a evitar reações que agravam a situação, como agressividade, agitação e explosões violentas.

Primeiramente é importante entender o conceito de alucinações e delírios. Saber que diferem nos sintomas e nas suas manifestações.

Alucinações são experiências sensoriais reais baseadas em objetos/fenômenos irreais. Uma alucinação ocorre necessariamente como uma experiência do aparelho sensorial em quaisquer de suas modalidades (visão, audição, gustação, olfato, tato principalmente). As alucinações visuais referem-se quando o paciente diz que está vendo bichos horríveis na parede, por exemplo. Mas só ele vê. As alucinações auditivas, geralmente são referidas vozes, dirigidas ou não ao sujeito que vivência a experiência. Algumas vozes são de características hostis e há uma alteração grande do comportamento, especialmente com agitação e confronto com essa voz. Dessa forma, pode-se ter alucinações desencadeadas por todo aparelho sensorial, sensações no corpo, gostos estranhos na boca.
Delírios, por sua vez, não ocorrem vinculados ao aparelho sensorial. Eles são juízos falsos da realidade. Aparecem como ideias ou crenças distorcidas. Esses juízos são bastante pessoais e não encontram correspondência do ponto de vista de terceiros. Podem ter temas de fundo variados: perseguição, grandeza (ser dono de tudo, ter construído a cidade, entre outros), ciúmes, etc. Alguém que afirme estar sendo perseguido pela NASA por possuir dados secretos que pode acabar com o mundo está delirando.
Há manifestações em que temos tanto alucinação quanto delírios, exemplo: “pessoas estão invadindo a minha casa (alucinação visual, está vendo pessoas), pois eu sou o presidente do país (delírio de grandeza, crença que não condiz com sua realidade).

Quando esses sintomas de alucinações ou delírios aparecem, tentar iniciar uma explicação “racional” pode gerar conflito.

Tentar fazer com que o idoso “entenda” que o que ele vê, ouve ou que suas crenças não são reais, pode resultar em um grande confronto. Que, por sua vez, gera ainda mais ansiedade e frustração. Essas tentativas de tentar mostrar ao idoso que tudo é fantasia da cabeça dele pode piorar o quadro. Dessa forma, seguem 3 dicas de como abordar o idoso nessas situações:
  • Tranquilize o idoso. Use tom de voz tranquilo e pergunte como é o que ele está vendo ou ouvindo. Compartilhe com ele que se estivesse vendo o que ele está também sentiria medo. Seja parceiro do idoso entendendo que ele está assustado e precisa de amparo para o enfrentamento dessa situação.
  • Mude de local onde está acontecendo a situação. Ofereça para tomar uma água ou café, de acordo com os interesses dos idosos. Proponha saídas de ambiente e realize atividades que o idoso goste. Folear uma revista, ouvir uma musica e assim desviar o foco dos sintomas.
  • Perceba a altura dos sons do ambiente. A televisão ou ar condicionado podem fazer ruídos, que podem ser mal interpretados. Assim como espelhos colocados pela casa, pode-se ter a ideia de que pessoas estranhas estão invadindo a casa. A observação do ambiente e a percepção de que alguns objetos podem estar interferindo na leitura que o idoso faz da situação é de grande importância.
Procure o médico assim que possível.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/reagindo-a-alucinacoes-ou-delirios/

Como Tratar os Delírios e Melhorar a Qualidade de Vida na DA(Demência de Alzheimer)


  em Demências e Alzheimer  por 


O paciente com doença de Alzheimer que apresenta psicose tem uma qualidade de vida na DA pior que aqueles que não apresentam psicose. Um dos motivos é que a psicose deixa estes pacientes frequentemente tensos, ansiosos, irritadiços e, muitas vezes, agressivos. Eles não têm consciência de que os fatos não estão acontecendo na realidade. Acreditam que estão sendo enganados por um farsário, roubados, traídos.
Um caso típico, é o de interação com a TV. Acreditam que as pessoas da TV estão realmente presentes e tentam conversar com ela. Pode acontecer uma discussão do paciente com a TV, que leva a um quadro de agitação e ansiedade. Quando falamos de delírio de roubo, o portador de DA passa a hostilizar a pessoa que ele acha que está o roubando.

A qualidade de vida na DA é muito prejudicada pois o paciente não consegue ficar em paz.

O tratamento deve ser medicamentoso e cabe ao médico decidir sobre a melhor droga a ser utilizada. Normalmente, usa-se neurolépticos ou antipsicóticos com boa evolução do quadro. A abordagem não medicamentosa tem se mostrado pouquíssimo eficiente com relação aos sintomas psicóticos.
Quando percebemos que o portador de Alzheimer está tendo um delírio, a primeira coisa a fazer é não se ofender. Mantenha a calma. Não discuta nem tente convencer o paciente que ele está errado. Pelo contrário. Tente entender a realidade que ele acha que está vivendo e demonstre sua compaixão. Em seguida, avise o médico.

Em caso de delírio de roubo, uma idéia é ter várias unidades do objeto mais comum no delírio. Por exemplo, se um idoso acha que alguém roubou sua carteira, tenha 3 ou 4 exemplares iguais da carteira em casa. Assim, fica fácil mostrar que o objeto não foi roubado. Tente mudar de atividade o mais rápido possível. Mude o foco da conversa. Por exemplo: em caso de discussão com a TV, tire o paciente do local em que a TV esteja ligada e abaixe o volume ou desligue a televisão. Convide-o para uma caminhada.
Mas, de qualquer forma, o médico deve ser avisado para iniciar um tratamento medicamentoso ou melhorar o que já está sendo feito.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/qualidade-de-vida-na-da-com-delirios/