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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Pequenas tarefas diárias podem prolongar a vida

29/08/2019 
Portal do Envelhecimento

Nova pesquisa mostra que qualquer nível de movimento diminui o risco de morte prematura, por isso pesquisadores recomendam: sente-se menos, mova-se com mais frequência, ou seja, mexa-se mais, pois toda atividade física é benéfica para prolongar a vida.

Pesquisa recente realizada na Noruega por Ulf Ekelund e Thomas Yates revela que grandes quantidades de tempo sedentário, como ficar muito tempo sentado, acima de 9,5 horas por dia, estavam associadas a um risco aumentado de morte, enquanto que os níveis sentados abaixo desse limiar não pareciam estar fortemente ligados a uma diferença de risco. Para Ulf Ekelund, principal autor do estudo realizado, a pesquisa aponta que os níveis de atividade física abaixo dos recomendados ainda são benéficos para a saúde e que a atividade física de intensidade leve ainda conta.
Ulf Ekelund é professor do Departamento de Medicina do Esporte, Escola Norueguesa de Ciências do Esporte, Oslo e do Departamento de Doenças Crônicas e Envelhecimento, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, Oslo. E Thomas Yates é professor do Centro de Pesquisa em Diabetes, da Faculdade de Ciências da Vida, da Universidade de Leicester e do NIHR Leicester Biomedical Research Center, da Universidade de Leicester.
Segundo os pesquisadores, uma vez que os comportamentos sedentários e a atividade física parecem estar inter-relacionados, uma campanha simples de saúde pública poderia ser: “sentar-se menos, andar mais e mais frequentemente”.
Ekelund ressalta que, independentemente do grau de intensidade, qualquer tipo de atividade física pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas. De acordo com o pesquisador, “é importante que pessoas mais velhas que não podem fazer atividades moderadas ou intensas se movam e façam atividades de baixa intensidade, uma vez que tem efeitos importantes e é muito benéfica”.
As recomendações atuais de atividade física, incluindo aquelas recentemente atualizadas para os EUA, sugerem que pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada são necessários para manter a saúde e que a sessão prolongada deve ser evitada.
Quanto sentado é demais?
Sabe-se que sentar demais não é bom, mas quanto sentado é demais? Não há um debate amplo a respeito. Ulf Ekelund e Thomas Yates focaram nessas questões, por acreditarem que as respostas às mesmas têm enorme relevância para a promoção da saúde. Combinaram dados de oito estudos dos EUA, Reino Unido e Escandinávia, nos quais mais de 36.000 participantes usaram um sensor de movimento (acelerômetro) em um cinto ao redor da cintura entre quatro e sete dias no total.
Os participantes foram acompanhados por cerca de seis anos, durante os quais mais de 2500 participantes morreram. Dados os desafios em torno do Regulamento Geral de Proteção de Dados com o compartilhamento de dados individuais dos participantes, nem todos os estudos incluídos poderiam ser agrupados. No entanto, os autores de cada estudo incluído re-analisaram seus dados, exatamente com os mesmos critérios, para garantir as medidas de atividade física e comportamento sedentário, os quais foram harmonizados.
Parte dessa análise foi feita a partir do uso de monitores de atividade física, que registravam todos os movimentos dos participantes, como jardinagem, por exemplo. A maioria das evidências anteriores que fundamentam as recomendações atuais de atividade física são derivadas de dados de grandes estudos observacionais, em que as pessoas relatam como são fisicamente ativos (entre outros comportamentos relacionados ao estilo de vida). Infelizmente, a atividade física autodeclarada é propensa a declarações errôneas, porque as pessoas podem considerar seus níveis de atividade física mais altos do que realmente são.
Além disso, lembrar os níveis exatos de atividade física realizados em todos os domínios da vida diária (por exemplo, trabalho, lazer, família) é um desafio para todos. Isso significa que a quantidade exata e a intensidade da atividade física necessária para reduzir o risco de morrer prematuramente ainda é desconhecida.
Os resultados da pesquisa realizada por Ulf Ekelund e Thomas Yates sugerem fortes associações entre a atividade física total e o risco de morrer. Segundo eles, este achado foi independente da intensidade da atividade, significando que aumentar a quantidade total diária de atividade física através de atividade física de intensidade leve ou atividade física moderada a vigorosa contribuiu substancialmente para um menor risco de morte. Os pesquisadores verificaram que pessoas mais velhas e aquelas que não são capazes de serem fisicamente ativas em intensidades mais altas ainda se beneficiarão da movimentação.
Para os pesquisadores, para atividades de intensidade moderada a vigorosa, cerca de 24 minutos por dia (168 minutos por semana) foi associada à maior redução de risco. “Fazer mais do que isso não parece diminuir ainda mais o risco. Isso é notavelmente semelhante ao nível mais baixo de atividade física recomendado pelas diretrizes de atividade física mais recentes dos EUA”, finalizaram os pesquisadores.


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abs.
Carla
https://www.portaldoenvelhecimento.com.br

O Índice de Envelhecimento no Brasil e no Mundo

 18/09/2019
 José Eustáquio Diniz Alves : cenário demográfico, Índice de envelhecimento, oportunidades
Os governos, as famílias e a iniciativa privada precisam ter sabedoria para superar as externalidades negativas e aproveitar as poucas, mas fundamentais oportunidades do fenômeno do envelhecimento populacional que dominará o cenário demográfico do século XXI.

As novas projeções demográficas divulgadas pela Divisão de População da ONU (revisão 2019) deixaram claro que o processo de envelhecimento populacional caminha a passos largos no mundo e de maneira muito mais acelerada no Brasil. Uma forma de aferir quantitativamente o envelhecimento populacional é por meio do Índice de Envelhecimento (IE) que mede a relação entre a população idosa e a população jovem de 0 a 14 anos de idade. A linha que divide a população adulta da população idosa varia historicamente, no espaço e no tempo, pois há diversos critérios para definir a linha base do envelhecimento.
O gráfico abaixo mostra o Índice de Envelhecimento para o mundo, entre 1950 e 2100, para três categorias de idosos: 60 anos e mais, 65 anos e mais e 80 anos e mais de idade. Nota-se que em 1950 havia 23 idosos de 60 anos e mais, para cada 100 jovens de 0 a 14 anos na população, 15 idosos de 65 anos e mais para cada 100 jovens e somente 1,6 idosos de 80 anos e mais para cada 100 jovens. Os idosos eram ampla minoria na estrutura etária mundial em meados do século passado.
         
Com a queda das taxas de fecundidade e o estreitamento da base da pirâmide populacional, o percentual de idosos foi aumentando nas décadas seguintes e se acelerou bastante no século XXI. Um IE menor do que 100 significa uma população jovem e um IE igual ou maior do que 100 significa uma população idosa. Assim, considerando os idosos de 60 anos e mais, o mundo terá uma estrutura etária envelhecida em 2050, quando o IE chegará a 101 idosos para cada 100 jovens. Considerando os idosos de 65 anos e mais, o mundo terá uma estrutura etária envelhecida mais para a frente, em 2073, quando o IE chegará a 100,3 idosos para cada 100 jovens. Mas no caso dos idosos da “quarta idade” o IE chegará ao máximo de 46,4 pessoas de 80 anos e mais para cada 100 jovens de 0 a 14 anos.
O gráfico abaixo mostra o Índice de Envelhecimento para o Brasil, entre 1950 e 2100, para as mesmas categorias de idosos. Nota-se que em 1950 havia somente 11,7 idosos de 60 anos e mais, para cada 100 jovens de 0 a 14 anos na população brasileira, 7,2 idosos de 65 anos e mais para cada 100 jovens e menos de 1 idoso de 80 anos e mais para cada 100 jovens. Os jovens eram ampla maioria na estrutura etária brasileira em meados do século passado.
Mas a transição da fecundidade começou na segunda metade da década de 1960 e o número médio de filhos por mulher caiu de pouco mais de 6 para menos de 2 filhos por mulher, num intervalo de 40 anos. Desta forma, a base da pirâmide populacional se estreitou, enquanto os demais grupos etários se alargaram. Como a transição da fecundidade foi rápida no Brasil, a transição da estrutura etária também está sendo rápida. O Brasil terá um dos processos de envelhecimento populacional mais intensos e rápidos do mundo.

         
Assim, o Brasil será considerado um país idoso em 2030, se consideramos os idosos de 60 anos e mais. Considerando os idosos na categoria 65 anos e mais passará a ter uma estrutura envelhecida em 2038. E o mais impressionante é que, considerando as pessoas da “quarta idade”, o IE ultrapassará 100 no ano de 2077, quando o Brasil terá mais idosos de 80 anos e mais do que jovens de 0 a 14 anos. A tabela abaixo compara os números dos dois gráficos (do mundo e do Brasil) para alguns anos selecionados.
         
Indubitavelmente, o futuro do século XXI será de um peso proporcional crescente dos idosos, qualquer que seja a categoria a ser utilizada para definição do início da velhice. O impacto econômico do envelhecimento populacional e do fim do primeiro bônus demográfico tende a trazer dificuldades para o crescimento do Produto Interno Bruto e para o aumento do bem-estar geral da população, com efeitos desafiadores sobre o sistema de proteção social e de saúde.
Mas o envelhecimento populacional também pode trazer novas oportunidades e pode contribuir com o bem-estar geral se forem adotadas políticas públicas adequadas para aproveitar o segundo bônus demográfico. Os governos, as famílias e a iniciativa privada precisam ter sabedoria para superar as externalidades negativas e aproveitar as poucas, mas fundamentais oportunidades do fenômeno do envelhecimento populacional que dominará o cenário demográfico do século XXI.
Foto de destaque: bruce mars

José Eustáquio Diniz Alves
Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE. Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br. Link do CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/2003298427606382E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

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Carla
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Outubro

Outubro

Outubro Rosa - Câncer de mama
3º sábado do mês - Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita12 a 18 de outubro - Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância
01/10 - Dia Nacional de Doação do Leite Humano 
01/10 - Dia Nacional e Internacional do Idoso01/10 - Dia Interamericano da Água
03/10 - Dia Mundial do Dentista 
04/10 - Dia Nacional do Agente de Saúde - ACE E ACS
04/10 - Dia da Medicina do Trabalho/ Médico do Trabalho
10/10 - Dia Mundial da Saúde Mental
10/10 - Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
11/10 - Dia Nacional de Prevenção da Obesidade 
11/10 - Dia do Deficiente Físico 
12/10 - Dia das Crianças
12/10 - Dia da Cirurgia Infantil
13/10 - Dia do Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeuta
15/10 - Dia Mundial de Lavar as Mãos
16/10 - Dia Mundial da Alimentação
16/10 - Dia do Anestesiologista
17/10 - Dia Nacional da Vacinação 
18/10 - Dia do Médico 
20/10 - Dia Mundial e Nacional da Osteoporose 
25/10 - Dia Nacional da Saúde Bucal 
25/10 - Dia do Cirurgião Dentista 
27/10 - Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra 
27/10 - Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme 
29/10 - Dia Nacional e Mundial da Psoríase 
30/10 - Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo


http://www.saude.gov.br/calendario-da-saude