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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sintomas do Câncer e a Importância de Conhecê-los

Os sinais e sintomas de cada tipo de câncer são distintos. E mesmo pacientes diagnosticados com neoplasias semelhantes podem apresentar sinais e sintomas diferentes. No entanto, algumas alterações no organismo devem ser observadas.
Sintomas do câncer e a importância de conhecê-los
“Óbvio que na maioria das vezes sintomas novos não terão qualquer relação com o câncer, o paciente não deve ter medo, mas quando surge um novo sintoma, seja dor, uma nodulação, sangramento nas fezes ou sangramento vaginal em mulheres que já estão na menopausa, entre outros, ele deve ser levado à atenção de um médico”, afirma o oncologista Rafael Kaliks, do Einstein.
Entre os sinais de alerta, o médico lista: a presença de nódulos palpáveis, feridas que não cicatrizam (especialmente na cavidade oral), hemorragias nos orifícios naturais (sangramento na tosse e nas fezes, por exemplo), alteração na cor e no tamanho de pintas na pele, alteração do hábito intestinal, rouquidão por mais de duas semanas, anemia, perda de peso e fadiga. “Lembrando que não são sintomas específicos, podem ser consequência de outras doenças.”

Abaixo, veja os sintomas mais comuns de alguns tipos de câncer:

Mama: nódulo único endurecido; abaulamento de uma parte da mama; inchaço da pele; vermelhidão na pele; inversão do mamilo; sensação de massa ou nódulo em uma das mamas; sensação de nódulo na axila; espessamento ou retração da pele ou do mamilo; secreção serosa ou com sangue pelos mamilos; inchaço do braço; crescimento de uma das mamas.

Intestino: diarreia ou constipação persistentes que não costumavam existir; presença de sangue nas fezes; dor abdominal (cólica); sensação de inchaço abdominal; perda de peso sem motivo específico; cansaço e fadiga constante; náuseas e vômitos.

Próstata: aumento da frequência urinária; fluxo urinário fraco ou interrompido; sangue na urina; sangue no líquido seminal; dor ou ardor durante a micção. 

Estômago: falta de apetite; perda de peso; dor abdominal; desconforto abdominal; náuseas; vômitos com ou sem sangue; inchaço ou acúmulo de líquido no abdômen; azia, indigestão ou úlcera. 

Cérebro: dor de cabeça; náuseas; vômitos; visão turva; problemas de equilíbrio; convulsões; sonolência. 

Pulmão: tosse; dor no peito; rouquidão; perda de apetite; falta de ar; fadiga; tosse com sangue ou mucosa; infecções; perda de peso inexplicada.

Colo do útero: sangramento vaginal anormal; secreção incomum vaginal; sangramento após a menopausa; sangramento após relação sexual; dor durante a relação sexual. 

Fonte: Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein

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abs,
Carla
extraído:http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/sintomas-do-cancer-e-a-importancia-de-conhece-los.aspx
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como se Retira o Sangue para Hemodiálise?

Um dos inconvenientes da HD é a necessidade de se puncionar um vaso para puxar e outro para devolver o sangue. A simples punção de uma veia comum não funciona por dois motivos: o primeiro é o baixo fluxo e pressão de sangue das veias periféricas; o segundo é porque as veias superficiais apresentam paredes mais frágeis e depois de várias punções repetidas ficariam inutilizáveis.
As artérias possuem fluxo e pressão elevadas, além de uma parede mais forte. Porém, elas são profundas e de difícil punção.
A solução para esse problema veio através da construção das fístulas artério-venosas. Pacientes em diálise são submetidos a uma pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas.
Fístula arteriovenosa para Hemodiálise
Fístula arteriovenosa para Hemodiálise
A veia quando passa a receber o alto fluxo da artéria, começa a se desenvolver, crescendo e engrossando sua parede. Com o tempo a fístula adquire o aspecto mostrado na foto ao lado. Trata-se de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de sangue e facilmente puncionável.
O problema da fístula é que esta precisa de pelo menos um mês para se tornar apta à punção pelas grossas agulhas da hemodiálise. Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo para começar a dialisar. Neste caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise. Este cateter é introduzido geralmente na veia jugular interna, localizada no pescoço, que prolonga-se até a veia cava, próximo à entrada do coração. É um procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir imediatamente para hemodiálise.
Cateter venoso central na veia jugular
Cateter venoso central na veia jugular
Cateter venoso central para hemodiálise
Cateter venoso central para hemodiálise
Repare na foto acima que uma extremidade do cateter fica para fora e a outra dentro da veia cava, próximo ao coração. A parte externa do cateter venoso central para hemodiálise possui duas vias, uma para levar o sangue até a máquina de hemodiálise e outra para devolvê-lo. Enquanto a fístula não estiver pronta, o paciente dialisa pelo cateter.
Então por que não utilizar o cateter sempre? Apesar de já existirem cateteres de longa duração, que podem permanecer por alguns meses, eventualmente todos eles serão infectados por bactérias residentes na nossa pele. Através do cateter essas bactérias conseguem acesso a nossa circulação sanguínea podendo levar a um quadro grave de sepse.
O cateter também não consegue fluxos de sangue bons, não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente quanto a fístula.
Portanto, o cateter de hemodiálise é uma solução provisória e deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido possível. Quando não é possível estabelecer uma fístula a curto prazo, a preferência deve ser sempre pelo cateter tunelizado de longa duração. Atualmente os cateteres temporários de curta duração só devem ser usados em casos urgentes. Qualquer doente com previsão de permanecer em hemodiálise por mais de 15 dias deve ter seu cateter provisório substituído por um de longa duração, para reduzir o risco de infecção do cateter.

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abs,
Carla

AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo. 

A HEMODIÁLISE SUBSTITUI OS RINS PERFEITAMENTE?

Não. O problema é que o rim não é apenas um mero filtro do sangue, ele exerce várias outras funções no nosso organismo.
Quais são essas funções e como a diálise substitui o rim nesses casos ?
1.) Controle da água corporal
Os rins, através da urina, mantém sempre o nível de água corporal mais ou menos constante. Se estamos desidratados, urinamos menos. Se ingerimos muita água, urinamos mais.
A hemodiálise quando bem feita consegue manter um balanço razoável de água. O processo de retirada de água na HD é chamado de ultrafiltração (UF). Como a maioria dos doentes em diálise já não mais urina, toda água ingerida fica no organismo até a próxima sessão de HD.
Em geral, o corpo tolera uma ultrafiltração de no máximo 4 litros por sessão de hemodiálise (1 litro por hora). Uma ultrafiltração maior pode levar a hipotensão.
Portanto, o paciente renal crônico em HD deve controlar a ingestão de líquidos para não ganhar mais do que 1 kg por dia (1 litro de H2O = 1 kg). Alguns doente não fazem nenhum tipo de controle e às vezes chagam para hemodiálise com 6-7 kg acima do peso. Em geral não toleram retirar todo esse excesso durante a HD e voltam para casa com líquido a mais.
Se o doente permanecer sempre ganhando mais peso do que consegue perder, começam a surgir hipertensão grave, edema das pernas, falta de ar, e em alguns casos, edema agudo do pulmão, uma condição grave, onde o pulmão fica encharcado de água e o paciente morre como se estivesse se afogando (leia: INCHAÇOS E EDEMAS)
2.) Controle do nível de eletrólitos (sais minerais tipo sódio, potássio e fósforo)
Alguns eletrólitos do sangue como potássio (K+) e sódio (Na+) são facilmente dialisados. Outros como o fósforo, são substâncias que ficam muito mais dentro das células do que na corrente sanguínea, e por isso, são dialisados menos eficientemente.
É importante lembrar que a diálise é feita apenas 3x por semana nos renais crônicos, portanto, mesmo as substâncias facilmente dialisáveis como o potássio, sofrem acumulo durante o período interdialítico. E quando em excesso, o potássio pode levar a arritmias cardíacas e morte súbita. Para se evitar esse problema, o doente renal crônico deve ter uma dieta pobre em potássio.
Os rins são muito mais eficientes no controle do fósforo do que a hemodiálise. Por isso, o paciente em HD também deve controlar o ingestão e usar medicamentos que impeçam a absorção do fósforo contido nos alimentos (Carbonato de cálcio ou Renagel).
O excesso de fósforo está associado a uma maior taxa de lesões nos ossos, complicações cardiovasculares e de mortalidade na diálise. O rim trabalha 24 horas por dia durante 7 dias da semana para controlar os níveis dos eletrólitos. A HD só o faz por 4 horas por dia e 3x por semana. Não se pode consumir o mesmo tipo de comida nos dois casos. O doente renal crônico tem que ter uma dieta específica.
3.) Controle do pH do sangue
O controle dos ácidos no organismo segue o mesmo pensamento dos eletrólitos. O corpo produz substâncias ácidas ininterruptamente e o rim as elimina conforme necessário. O doente renal crônico só consegue eliminá-las 3x por semana e passa a maior parte do tempo com o sangue mais ácido do que o normal. O excesso de ácido no sangue leva a uma maior lesão dos ossos, maior consumo de músculo e diminuição da função de várias células no organismo.
4.) Controle da pressão arterial
A pressão arterial no doente em HD está intimamente ligada a quantidade de água corporal. Doentes que não controlam a quantidade de sal que comem, sentem mais sede uma vez que não há rim para eliminar o excesso de sódio. O doente com sede bebe mais água e costuma ganhar mais líquido do que consegue retirar na HD, como explicado no item 1.
Os doentes bem dialisados e que fazem controle da ingestão de água, costumam ter pressões arteriais normais, mesmo sem medicações anti-hipertensivas e ausência de edemas no corpo.
5.) Síntese de hormônios que estimulam a produção de hemácias (glóbulos vermelhos)
Os rins produzem um hormônio chamado de eritropoetina, que estimula a medula óssea a produzir as hemácias. O rim do renal crônico não consegue produzi-la e o resultado final é o surgimento de anemia.
O renal crônico com anemia deve tomar injeções de eritropoetina artificial para manter níveis aceitáveis de glóbulos vermelhos. O valores de hemoglobina desejáveis no renal crônico estão entre 11 e 12 g/dl (um pouco abaixo do normal na população normal).
Doentes insuficientes renais crônicos também apresentam ferro sanguíneo mais baixo, e sua reposição às vezes se faz necessária para correção da anemia.
6.) Controle da saúde dos ossos através da produção de vitamina D
O rim ativa a vitamina D, que por sua vez, controla a saúde dos ossos. O paciente renal crônico apresenta carência desta vitamina, que junto com o hiperparatireoidismo (funcionamento excessivo da paratireóide), leva a lesões graves do ossos.
Os pacientes em diálise podem precisar de vitamina D sintética e medicamentos que inibam a função a paratireóide (Cinacalcet). Em casos mais graves pode ser preciso inclusive a retirada cirúrgica da paratireóide (não confundir com a tireóide)
Como vocês podem ver, a hemodiálise está longe de ser um perfeito substituto para o rim.
O rim normal filtra 100ml de sangue por minuto => 6000 ml (6 litros) por hora => 144000 ml (144 litros) por dia => 1008000 ml (1008 litros) por semana.
A diálise em média filtra 300 ml de sangue por minuto => 18000 ml (18 litros) por hora => 72000 ml (72 litros) por 4 horas de HD => 216000 ml ( 216 litros) por semana em 3 sessões de HD.
Ou seja, em 1 semana o rim normal filtra 1008 litros de sangue enquanto que, 3 sessões de HD apenas 216 litros, quase 5x menos. Apesar de não ser o ideal, a HD é suficiente para manter o paciente vivo e produtivo.

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abs,
Carla