
Saber a quantidade de fruta ajuda quem tem diabetes a controlar a glicose sem excluir alimentos importantes da alimentação.
Frutas fazem parte de uma alimentação saudável, mas continuam cercadas de dúvidas entre pessoas com diabetes. Afinal, existe um tamanho seguro de fruta para não descontrolar a glicose? Nesse contexto, especialistas explicam que o ponto central não está em proibir alimentos, mas em compreender a porção adequada e o impacto prático desse consumo no dia a dia.
Fruta pode para quem tem diabetes?
Sim. Pessoas com diabetes podem consumir frutas, desde que haja atenção à quantidade ingerida em cada momento do dia. O erro mais comum é associar diabetes diretamente ao consumo de açúcar e, por consequência, eliminar frutas da rotina.
Durante entrevista ao Um Diabético, a nutricionista Tarcila Campos explica que essa relação é simplificada demais. “A causa do diabetes vai muito além do consumo de um doce”, afirma. Segundo ela, o diagnóstico não significa o fim de grupos alimentares, mas o início de ajustes. “Não é o fim de absolutamente nada. Talvez seja o início de uma adequação que todos nós temos que ter quando a gente pensa em alimentação”, diz.
Por que a quantidade de fruta influencia a glicose?
Toda fruta contém carboidrato, principalmente na forma de frutose. Esse açúcar também se transforma em glicose no sangue. Portanto, o impacto glicêmico depende mais da quantidade consumida do que do tipo de fruta.
Tarcila Campos resume esse raciocínio ao afirmar que “essa glicose é produto final de vários alimentos”, e não apenas dos doces. Por isso, o manejo da glicose envolve a alimentação como um todo, e não um único item do prato.
Quando a porção é adequada, a absorção tende a ser mais lenta e previsível. Por outro lado, porções grandes funcionam como excesso de combustível, dificultando o controle glicêmico.
Existe um tamanho seguro de fruta?
Não existe fruta proibida. O que existe é porção inadequada.
No podcast, Tarcila Campos reforça que a questão central é entender o que é uma porção. “Não é que a gente não pode consumir, mas talvez é interessante a gente entender o que é uma porção de fruta”, explica.
Em média, uma porção de fruta corresponde a cerca de 15 gramas de carboidrato. Para facilitar, especialistas sugerem referências visuais simples, que ajudam na rotina de quem vive com diabetes.
Exemplos práticos de porção
- 1 maçã pequena
- 1 pera pequena
- 1 banana prata pequena
- 1 fatia média de mamão
- 1 fatia de melancia que caiba na palma da mão
Esse tipo de comparação ajuda a evitar exageros, especialmente com frutas de maior tamanho.
Por que frutas grandes geram mais confusão?
Frutas como melancia, manga e abacaxi costumam ser vistas como “vilãs”. No entanto, o problema não está nelas, mas na dificuldade de medir o tamanho do pedaço.
Tarcila Campos usa um exemplo claro: “É muito mais fácil eu medir uma porção de maçã, que eu vou comer uma, do que uma fatia de melancia”. Segundo ela, uma fatia grande pode concentrar muito mais carboidrato do que parece. “Às vezes a pessoa pega aquela fatia grande que equivale praticamente a três maçãs”, alerta.
Por isso, a dica prática é simples e acessível. “Sempre que for comer uma fruta, tenta medir aqui na palma da mão”, orienta a nutricionista, destacando que isso ajuda a sair da ideia de fruta proibida.
Fruta inteira não é a mesma coisa que suco
Outro ponto importante é diferenciar fruta de suco, algo que faz diferença direta no controle da glicose.
No podcast, a endocrinologista Mônica Gabbay é direta: “Fruta não é suco”. Ela explica que o suco é absorvido muito mais rápido pelo organismo e pode elevar a glicemia de forma brusca. “Suco absorve rápido, sobe a glicose. Suco é para hipoglicemia”, resume.
Já a fruta inteira mantém as fibras naturais, que retardam a absorção do açúcar e tornam a resposta glicêmica mais gradual.
Como encaixar frutas na rotina de quem tem diabetes?
Algumas estratégias ajudam a manter o equilíbrio no dia a dia:
- Respeitar a porção em cada refeição.
- Evitar consumir grandes volumes de fruta de uma só vez.
- Priorizar a fruta inteira, em vez de sucos.
- Observar a resposta da glicemia, já que ela varia de pessoa para pessoa.
Além disso, quem utiliza insulina ou faz contagem de carboidratos deve ajustar o consumo conforme orientação de profissionais de saúde.
O que dizem as recomendações oficiais?
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes reforçam que frutas fazem parte de uma alimentação equilibrada para pessoas com diabetes, desde que haja atenção às porções.
O Ministério da Saúde também recomenda priorizar alimentos in natura e evitar restrições alimentares sem base técnica.
Cortar frutas por medo da glicose é um erro comum
Eliminar frutas por receio da glicose é uma decisão frequente, mas equivocada. Essa prática reduz a ingestão de fibras, vitaminas e compostos antioxidantes importantes para a saúde.
Portanto, o caminho mais seguro é a educação alimentar. Como resume Tarcila Campos, o objetivo é “sair daquela coisa de que existe fruta proibida” e aprender a lidar com quantidades e escolhas.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.
FONTE:https://umdiabetico.com.br/2026/

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abs.
Carla







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