A campanha “Agosto Dourado: Mês do Aleitamento Materno no Brasil”, foi instituída pela Lei nº 13.435/2017. A legislação prevê que no decorrer do referido mês serão intensificadas ações intersetoriais de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno, como: realização de palestras e eventos; divulgação nas diversas mídias; reuniões com a comunidade; ações de divulgação em espaços públicos; iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada.
A celebração brasileira contempla a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), realizada anualmente entre os dias 1º e 7 de agosto em mais de 120 países, sendo considerada uma das principais estratégias globais de promoção da amamentação. A mobilização conta com o apoio de organismos internacionais, secretarias estaduais e municipais de Saúde, da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, de Hospitais Amigos da Criança, sociedades científicas e organizações da sociedade civil. A cor “dourada” representa o padrão-ouro de qualidade e nutrição do leite materno para o desenvolvimento infantil.
Em 1990, um encontro organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) resultou na formulação de um documento adotado por organizações governamentais e não-governamentais, assim como por defensores da amamentação de vários países, entre eles, o Brasil.
Conhecido como “Declaração de Innocenti”, o relatório apresentou quatro objetivos operacionais:
Com o objetivo de seguir os compromissos assumidos pelos países com a assinatura do documento foi fundada, em 1991, a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), entidade que coordena a SMAM, criada em 1992.
Desde 2016, o movimento está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Concentrando-se, neste ano, no acompanhamento do progresso na Área Temática 1: Nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza, a Semana vai mensurar o progresso, apresentar estatísticas globais e regionais e destacar o que funciona e o que precisa ser aprimorado.
A SMAM destaca a importância de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para garantir nutrição ideal, segurança alimentar e redução da pobreza. A amamentação é capaz de salvar vidas, tanto do bebê quanto da mãe. Também contribui para a nutrição, o desenvolvimento e a saúde ao longo da vida.
O leite materno é uma fonte de nutrição de baixo custo e disponível localmente para todos, promovendo, assim, equidade com benefícios econômicos para famílias e nações.
“No âmbito social e econômico, o aleitamento materno promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e contribui para a redução de custos para as famílias e para o sistema de saúde, uma vez que crianças amamentadas tendem a adoecer menos, diminuindo gastos com medicamentos e internações. Além disso, a amamentação é uma prática sustentável, que não gera resíduos, não depende de cadeias industriais poluentes e contribui para a segurança alimentar e nutricional”, frisa a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP), dra. Rossiclei Pinheiro.
O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, melhor para ele e para a mãe. Depois dos seis meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e próprios dos hábitos da família, mas não deve ser interrompida.
Para o bebê, o leite materno protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de reduzir a chance de desenvolver obesidade. Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes – há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. Para a mãe, amamentar reduz os riscos de hemorragia no pós-parto e diminui as chances de desenvolver câncer de mama, ovários e colo do útero no futuro.
Fontes:https://bibliosus.saude.gov.br/
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento








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