
A pipoca costuma cair naquela dúvida clássica de quem tem diabetes: pode ou não pode? Para a nutricionista Martha Amodio, a resposta é direta: pode. “Pipoca é milho, é um cereal integral e pode ser uma ótima opção de lanche”, explica. O que muda completamente a história, segundo ela, é a quantidade consumida, a forma de preparo, o que é acrescentado à pipoca e a resposta individual da glicemia de cada pessoa.
Ser integral não é sinônimo de comer à vontade
Quando o milho estoura, o grão inteiro continua sendo consumido, o que preserva fibras e outros nutrientes naturalmente presentes nele. Isso representa uma vantagem nutricional em relação a muitos snacks feitos a partir de farinhas refinadas, e as fibras ainda contribuem para a saciedade, avalia a nutricionista.
“Mas existe um cuidado importante: integral não significa ‘sem carboidrato’ nem ‘não sobe a glicemia'”, alerta Martha.
A pipoca continua sendo fonte de carboidratos e pode elevar a glicemia, principalmente conforme aumenta a quantidade consumida. Para quem tem diabetes, resume a especialista, ser integral é uma qualidade nutricional, mas não é um passe livre.
Preparo: óleo, manteiga e a estratégia do spray de azeite
Para Martha, preparar a pipoca com água no micro-ondas não é necessariamente “melhor metabolicamente” do que preparar com óleo. Preparar sem óleo reduz a quantidade de gordura e a densidade energética da preparação, mas uma pequena quantidade de uma gordura de boa qualidade não torna a pipoca inadequada.
A pipoca pode ser feita em pipoqueira sem óleo, no micro-ondas ou com pouca gordura; uma estratégia de que a nutricionista gosta é borrifar azeite em spray depois de pronta e temperar com ervas e especiarias como páprica, cúrcuma, orégano, alecrim, pimenta e alho em pó, variando o sabor sem depender de muito sal ou manteiga.
A manteiga, segundo Martha, pode entrar em pequena quantidade. O cuidado está na quantidade de gordura saturada e de energia acrescentada, já que, no diabetes, o cuidado não termina na glicemia: a saúde cardiovascular também faz parte do tratamento.
Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.
Fonte:https://umdiabetico.com.br/
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Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
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