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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Você sabe o que é hepatite A e o que causa esta doença?
A hepatite A é uma infecção no fígado causada por um vírus, o HAV. Geralmente esta doença, que é o tipo mais comum de hepatite, faz com que o fígado fique inflamado por um tempo, mas não costuma evoluir para casos muito graves e os doentes se recuperam sem maiores problemas. Além do tipo A, a hepatite também pode se apresentar de outras duas formas: B e C, cada uma com sua peculiaridade. Você só poderá contrair esta doença uma vez, depois disso, ficará imune ao vírus pelo resto da vida.

Como é o contágio da hepatite A?
A maneira mais comum de contágio é através do contato oral com a água e comida que estejam contaminadas. A contaminação ocorre porque o vírus se espalha através das fezes contaminadas. É comum o contágio de um grupo de pessoas que realizam suas refeições no mesmo local. Isso porque o cozinheiro pode estar infectado e, caso não lave bem suas mãos, poderá contaminar a comida que prepara.

É possível também contrair a doença entrando em contato diretamente com as fezes em sua própria casa. Por exemplo, uma mãe que troca a fralda de seu filho que está doente. Em alguns casos raros, a transmissão da doença pode ocorrer através do ato sexual ou então através do contato com sangue contaminado (transfusões de sangue e uso de drogas injetáveis).

Quais os sintomas?
O período de incubação da hepatite A, ou seja, o tempo que a doença leva até apresentar os primeiros sintomas, dura de duas a sete semanas. Em média, os doentes costumam apresentar os primeiros indícios da doença quatro semanas após terem sido infectados pelo vírus. É preciso ressaltar que os sintomas não aparecem antes do fim da incubação, mas que o doente pode contaminar uma pessoa sadia durante este período.

Fadiga
Febre
Dores musculares
Dor de cabeça
Dor no lado direito do abdômen, embaixo das costelas, onde está o fígado
Náusea
Perda de apetite e de peso
Pele, olhos e mucosas amareladas (icterícia)
Urina escura e fezes amareladas

Como diagnosticar a hepatite A?
Se seu médico desconfiar que você esteja com a doença, ele vai lhe pedir um exame de sangue para checar se seu fígado está inflamado e se você desenvolveu anticorpos contra hepatite A. A presença destes anticorpos indica que seu corpo foi exposto à presença do vírus.

Exames
Um exame médico completo e a avaliação do seu histórico médico são suficientes para mostrar se você está ou não contaminado pelo vírus da hepatite A. O médico também levantará questões sobre seus hábitos: onde você trabalha, se tem contato com crianças ou adultos que estejam em creches, prisões ou asilos ou se você se relaciona diretamente com alguém que tenha hepatite A.

Um exame de sangue mostrará como está o funcionamento do fígado e se há algum tipo de lesão ou inflamação. Se o sangue não apresentar anticorpos ao vírus A da hepatite, será preciso testá-lo para os demais tipos: hepatite B e hepatite C. Ou então ele procurará a presença de outro vírus, o Epstein-Barr, que causa a mononucleose (a doença do beijo), e que também pode causar inflamação do fígado.

No seu exame de sangue, serão examinados os seguintes pontos:
Bilirrubina. Quando esta substância aparece no sangue, pode indicar que você está com hepatite.

Albumina. Baixa quantidade desta proteína no sangue a principal da circulação sanguínea pode indicar hepatite ou outros problemas no fígado.

Tempo de protrombina. Este exame mede o tempo que o sangue leva para coagular. Se o tempo para a coagulação for elevado, ele pode indicar que o paciente está com hepatite. A falta de vitamina K no sangue também eleva o tempo de protrombina.

A Alanina aminostransferase (ALT) é uma enzima produzida nas células do fígado. Ela também é feita por outros órgãos, mas encontra-se em maior quantidade no fígado. O dano hepático libera esta substância no sangue e isso pode ocorrer em todos os tipos de hepatite: A, B e C. Quando o fígado está lesionado, o nível dessas enzimas na corrente sanguínea se eleva.

Aspartato aminostransferase (AST) é um enzima presente em vários tecidos do corpo como fígado, rim, coração, músculos e também no cérebro. Ela é liberada no sangue quando estes órgãos estão com algum tipo de lesão. A quantidade de AST presente na corrente sanguínea está diretamente relacionada ao tamanho do ano no tecido. Quanto mais AST no sangue, mais grave é a lesão no órgão.

Fosfatase alcalina diz respeito a uma família de enzimas produzidas nos dutos da bílis, no intestino, no rim, na placenta e nos ossos. Quantidades altas de fosfatase no sangue indicam problemas nos dutos biliares e, conseqüentemente, danos no fígado. Como ela também é produzida nos ossos, no entanto, também pode indicar problemas nestes tecidos.

Desidrogenase lática (LDH) é uma enzima também. Mas como muitas doenças podem causar a elevação desta substância no sangue, o médico precisará pedir os outros testes acima citados para comprovar ou descartar a infecção por hepatite A.

Diagnóstico precoce
Se você desconfiar que está infectado ou que entrou em contato com o vírus e nunca foi vacinado contra ele, o melhor é procurar logo um médico. Assim, caso o tempo de exposição ao vírus seja de até duas semanas, você poderá ser imunizado com injeções imunoglobulina.

Como tratar?
Não é preciso tomar remédios. Na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam. Em casos raros, no entanto, a infecção do fígado pode progredir de forma muito rápida, se transformar em uma hepatite fulminante , e levar à morte. Um transplante de fígado pode salvar o doente.

É possível se prevenir contra a hepatite A?
Sim. Há vacina para a doença. Ela é recomendável para crianças a partir de um ano de idade é dada em duas doses, com uma distância de seis meses entre elas. Pessoas dos chamados grupos de risco também devem ser vacinadas. São elas: crianças e adultos que morem em creches, asilos ou prisões; usuários de drogas (injetáveis ou não), homo e bissexuais; pacientes com AIDS e com doenças de coagulação. Além da vacinação, outras formas de evitar a doença são:

Não beber ou comer alimentos que possam ter sido preparados em condições precárias de higiene.
Evitar frutos do mar crus ou mal cozidos, como ostras.
Não beber água da torneira.
Prestar atenção aos hábitos de higiene: lave sempre as mãos com sabão antes de comer ou de cozinhar e sempre que for ao banheiro.
Lavar a louça com água quente ou em uma lavadora.
Se você tem filhos ou trabalha com crianças, deve ter os seguintes cuidados.
Não deixe que as crianças coloquem objetos sujos na boca.
Use luvas descartáveis para trocar as fraldas.
Limpe o trocador de fraldas a cada troca.

Caso você não tenha tomado a vacina e se encontre em local onde haja um surto de hepatite A, poderá se proteger através de uma injeção de imunoglobulina, um tipo de proteína humana. Procure rapidamente seu médico, pois ela precisa ser aplicada dentro de duas semanas após a exposição ao vírus.

O que acontece com o seu corpo?
Logo após entrar em seu corpo, o vírus da hepatite A passa a se reproduzir ao longo dos próximos 15 a 50 dias. A média do período de incubação, no entanto, é de 30 dias. Duas semanas depois do aparecimento dos primeiros sintomas seu corpo terá os níveis mais altos do vírus. Este é o período de maior contágio. Ou seja, em contato com suas fezes ou seus fluidos corporais, outras pessoas poderão ser contaminadas.

Ainda assim, é preciso lembrar que a doença é contagiosa mesmo depois que os sintomas vão embora e mesmo que a pessoa não apresenta qualquer sinal da doença. Entre o quinto e o décimo dia após ter sido infectado, seu corpo passa a produzir anticorpos ao vírus da hepatite A. Após um período mais longo, entre três e seis meses, seu corpo poderá produzir anticorpos contra o vírus, na tentativa de imunizá-lo.

São estes anticorpos que poderão ser detectados através de um exame de sangue, evidenciado a contaminação pela hepatite A no passado. Apesar de ser uma doença curável em 99% dos casos e de raramente deixar seqüelas, algumas complicações podem ocorrer:

- Em algumas situações, o paciente pode desenvolver a chamada hepatite colestática, que vem acompanha de uma coceira muito intensa;
- Mais de 15% das pessoas com hepatite A tem uma recaída que pode durar entre seis e nove meses até a infecção ser totalmente curada;
- Há a possibilidade de que outros órgãos sejam afetados. A vesícula e o pâncreas podem também ficar inflamados. Este tipo de complicação, no entanto, é bastante raro;
- Um número reduzido de pessoas, geralmente idosos ou portadores de doenças crônicas do fígado, desenvolvem uma insuficiência muito grave no fígado logo que são infectados pela hepatite A, a chamada hepatite fulminante. Mais de 70% dos doentes com esta moléstia conseguem se recuperar, mas os que não tiverem tal sorte precisarão de um transplante de fígado. Do contrário, o paciente poderá morrer.

Hepatite A em mulheres grávidas
Uma mulher contaminada pelo vírus da hepatite A não está mais suscetível a abortos, morte no parto ou a ter um bebê com algum tipo de problema físico ou mental do que uma livre deste vírus. Para aquelas que tiveram contato com o vírus, recomendam-se injeções de imunoglobulina.

O que aumenta o risco de contrair hepatite A?
Comer alimentos que tenham sido preparados por alguém que esteja infectado pela hepatite A ou que não tenha hábitos mínimos de higiene.

Comer mariscos crus ou mal cozidos.
Consumo de comida mal cozida (especialmente frutas e vegetais, a menos que tenham sido muito bem lavados).
Beber água da torneira.
Morar em áreas onde a hepatite A seja uma doença comum.
Morar com alguém que tenha o vírus.

Contágio
A maneira mais comum de contágio é através do contato oral com a água e comida que estejam contaminadas. A contaminação ocorre porque o vírus se espalha através das fezes. É comum o contágio de um grupo de pessoas que realizam suas refeições no mesmo local. Isso porque o cozinheiro pode estar infectado e, caso não lave bem suas mãos, poderá contaminar a comida que prepara.

É possível também contrair a doença entrando em contato diretamente com as fezes em sua própria casa. Por exemplo, uma mãe que troca a fralda de seu filho que está doente. Em alguns casos, estes mais raros, a transmissão pode ocorrer através do ato sexual ou então através do contato com sangue contaminado (transfusões de sangue e uso de drogas injetáveis). Por causa disso, é preciso ter muita atenção à higiene.

A hepatite A não está relacionada ao vírus da AIDS nem aumenta o risco de contrair esta doença. Uma pessoa pode ser infectada tanto pela hepatite A quanto pelo HIV, vírus da AIDS, mas elas não estão relacionadas entre si.

Período de incubação e de contágio
O período de incubação da hepatite A, ou seja, o tempo que a doença leva até apresentar os primeiros sintomas, dura de duas a sete semanas. Em média, os doentes costumam apresentar os primeiros indícios da doença quatro semanas após terem sido infectados pelo vírus. É preciso ressaltar que os sintomas não aparecem antes do fim da incubação, mas que o doente pode contaminar uma pessoa sadia durante este período.

Prevenção
O método mais eficaz de prevenção da doença é a vacina. Se for tomada de forma correta (duas doses com seis meses de intervalo entre elas), a vacina tem um poder de proteção que varia de 94% a 100%. Há uma combinação de vacinas que pode ser tomada por pessoas cima de dois anos e protege tanto para hepatite do tipo A quanto para a do tipo B. A imunização por meio da vacina é recomendada para:

Todas as crianças a partir de um ano de idade.
Crianças e adolescentes que não foram imunizados morem em locais onde tenha ocorrido um surto da doença
Pessoas que trabalhem, viajem ou tenham condições médicas e estilos de vida que as deixem mais expostas ao vírus
Pessoas que vivam ou planejem visitar países com condições de saneamento básicas precárias
Usuários de drogas
Pacientes que sofram de doenças crônicas do fígado
Doentes que tenham feito transplante de fígado ou que estejam na fila para fazê-lo
Hemofílicos e pessoas que tenham doenças de coagulação.

Ela é recomendável para crianças a partir de um ano de idade e dada em duas doses, com uma distância de seis meses entre elas. A imunização é recomendada ainda para pessoas que moram em países tropicais, como o Brasil, e também em países pouco desenvolvidos, onde o serviço de saneamento básico pode deixar a desejar. Pessoas dos chamados grupos de risco também devem ser vacinadas. São elas: crianças e adultos que morem em creches, asilos ou prisões; usuários de drogas (injetáveis ou não), pacientes com AIDS e com doenças de coagulação

O que você precisa saber sobre a vacina contra a hepatite A
A vacinação costuma ser bem mais barata do que o teste para saber se seu organismo desenvolveu ou não anticorpos ao vírus da hepatite A. Além disso, se os testes mostrarem que você tem os anticorpos, ou seja, foi exposto à presença do vírus, terá que tomar as duas séries de injeções da mesma forma. Não há problema em tomar a vacina mesmo que você já tenha anticorpos ao vírus.

A vacina só terá sua eficácia total a partir de um mês após a primeira injeção (lembre-se de que são duas doses com intervalo de seis meses). Ainda assim, depois de 15 dias ela já começa a dar alguma proteção ao seu corpo.

A primeira dose é capaz de fornecer 90% de proteção ao vírus. Se ainda assim você estiver preocupado, poderá tomar uma injeção de imunoglobulina para potencializar os efeitos da vacina. Dessa forma, estará protegido contra a hepatite A. Mais tarde, após seis ou 18 meses (siga a indicação do fabricante da vacina), você deverá tomar a segunda dose.

Pessoas com mais de 60 anos devem tomar a vacina um mês antes de viajarem para áreas de risco, já que estudos sugerem que a imunização é mais lenta em idosos.

Quando procurar um médico?
É preciso buscar ajuda médica rapidamente se a pessoa que está infectada com o vírus da hepatite A ficar seriamente desidratada, com vômito constante. Os seguintes sinais também podem indicar que o paciente está com o fígado muito infeccionado e comprometido:

Irritação extrema
Raciocínio confuso
Muita sonolência
Perda de consciência
Inchaço pelo corpo, especialmente nas mãos, rosto, pés, tornozelos, pernas, braços e abdômen
Sangramento no nariz, boca e reto (fezes com sangue)

É importante buscar ajuda médica porque todas as formas de hepatite viral possuem sintomas muito parecidos. Só o exame de sangue poderá identificar qual o tipo de vírus contraído pelo doente.

Quem você deve procurar?
O médico da família
Pediatra (no caso de crianças)

Se mais complicações surgirem junto com a hepatite A, talvez seja preciso procurar:

Um gastroenterologista
Um hepatologista (especialista em doenças do fígado)
Um especialista em doenças infecciosas

Tratamento
Não é preciso tomar remédios, pois na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam.

Pegue leve
Os doentes devem poupar energia reduzindo as atividades diárias, mas isso não significa que devam passar o dia deitados na cama. O ideal é que você não vá à escola ou ao trabalho por alguns dias até a recuperação total. Quando começar a se sentir melhor, você pode voltar às atividades diárias, mas de forma gradual. Não tente fazer isto antes de estar totalmente recuperado, pois poderá ter uma recaída.

Alimente-se bem
Mesmo que a doença traga perda de apetite, é importante que você se alimente bem. Isso não significa que você deve comer grandes quantidades, mas sim que precisa fazer pequenas refeições saudáveis e nutritivas. É recomendável também caprichar nas refeições matinais, especialmente no café da manhã, e comer alimentos mais leves no período da noite.

Hidrate-se
É essencial manter o corpo hidratado, principalmente se você sentir náuseas e vomitar. Beba muita água. Se gostar, tome também água de coco, uma bebida natural com alto poder de hidratação. Sucos de frutas e isotônicos (bebidas para esportistas que repõem perde de sais minerais) também são recomendados.

Fuja do álcool e das drogas
Por atacar diretamente o fígado, a hepatite prejudica a capacidade do órgão de quebrar as moléculas de certos medicamentos e do álcool, reduzindo, assim, seu poder de digestão. Ingerir remédios drogas ilegais e álcool pode fazer com que a inflamação se prolongue e os danos ao fígado poderão ser mais sérios.

Tente não se coçar
Às vezes a hepatite A pode causar uma forte coceira pelo corpo. Como se coçar não ameniza a coceira e pode, inclusive, causar lesões na sua pele, segure-se e não se coce!

Cirurgia
Um número muito pequeno de pessoas, geralmente as que já têm algum tipo de doença crônica no fígado, ou então idosos, pode desenvolver lesões sérias no fígado quando contraem o vírus hepatite A. É a chamada hepatite fulminante, que pode levar a morte. Neste caso, o transplante de fígado pode salvar o doente.

Outros tipos de tratamentos
Aquelas pessoas que sofrerem com vômitos, náuseas e desidratação graves precisarão ser hospitalizadas para receber medicação intravenosa (por meio de injeções aplicadas diretamente nas veias).

fonte:http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/1544-Entenda-a-Hepatite-A.htm

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diabetes: Oito maneiras de controlar a vontade de comer doces

Comer regularmente e buscar uma boa distração ajudam a diminuir a vontade






Será que pessoas com diabetes têm ainda mais vontade de comer doces? Segundo as endocrinologistas Ellen Simone Paiva, do CITEN (Centro Integrado de Terapia Nutricional), e Lilian Kanda Morimitsu, do Hospital Santa Cruz, ambos de São Paulo, a ciência não explica nada formalmente. Mas todos conhecemos a história do "proibido é mais gostoso", certo? "À medida que comer doces passa a ser proibido, isso passa a ter um poder de sedução muito maior", comenta Ellen Simone Paiva, que deixa claro que não há nenhuma explicação científica para o fato. O endocrinologista Chady Satt Farah, do Hospital Brasil, alerta que o consumo excessivo de açúcar por pessoas com diabetes, em curto prazo, pode provocar um desequilíbrio da doença - como acontece com a cetoacidose diabética, uma disfunção metabólica grave causada pela deficiência relativa ou absoluta de insulina. Já em médio prazo, o abuso de doces causa alterações crônicas, como retinopatia (lesão não inflamatória da retina ocular), neuropatia (lesões nos nervos) ou nefropatia diabética (quando há redução da função dos rins causada por alterações nos vasos renais, que levam à perda de proteína na urina). Por isso, é muito importante saber controlar a vontade de comer doces. Quer saber como? Confira a seguir.

Coma regularmente Se comer de três em três horas já é importante para não portadores do diabetes, para pessoas com a doença, isso é fundamental. A endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva explica que os medicamentos usados no tratamento podem não controlar a glicemia de maneira satisfatória quando o paciente come irregularmente, levando a episódios de hiperglicemia e hipoglicemia. "Ficar muito tempo sem se alimentar pode dar uma vontade exagerada de comer doces ou algum alimento que sacie a fome mais rapidamente", lembra a endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu.

Masque um chiclete Uma pesquisa realizada pela Pennington Biomedical Research Center e pela Louisiana State University, Estados Unidos, que o ato de mascar chicletes sem adição de açúcar (sugar free) ajuda no controle do apetite por doces, reduzindo a ingestão calórica diária em até 40 calorias/dia e a ansiedade. No entanto, a medida pode variar entre as pessoas. A endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu lembra que o ato de mascar chicletes faz com que o organismo libere uma maior quantidade de ácido gástrico, o que aumenta a motilidade intestinal e pode levar a uma maior sensação de fome, ou seja, o efeito inverso do desejado.



Busque a distração Muitas vezes, a vontade de consumir açúcares vem da ansiedade do paciente. Optar por atividades que proporcionem distração pode ajudar a relaxar e aliviar a necessidade de comer doces. "Desde ver televisão, dar uma simples volta no quarteirão ou conversar com alguém. A pessoa acaba desviando a atenção, que estava voltada aos doces, para outros afazeres, 'desligando-se' desse desejo", justifica a nutricionista Jacqueline Pina.


Pratique atividades físicas Além de ser vital para a perda de peso e controle da glicemia, praticar uma atividade física que proporciona prazer é uma das armas contra a vontade de comer mais e mais doces. O princípio é o mesmo já apresentado: o da distração. Ao fazer uma atividade de seu agrado, você se esquece do anseio pelo açúcar e, de quebra, faz bem para seu corpo. Procure um profissional para auxiliá-lo.


Belisque uma fruta com canela Que tal abocanhar uma fruta cozida com canela? A nutricionista Jacqueline Pina explica que a canela é uma especiaria termogênica, que leva ao aumento do metabolismo e "engana" o desejo por doces. A fruta parece ficar mais docinha, já que esse preparo deixa seu açúcar mais concentrado.


Coma doce com fibras ou proteínas Combinar um doce com fibras ou proteínas é uma opção a mais na hora em que a vontade de abusar do açúcar aparece. "A combinação de um doce com fibras seria a combinação de melhor escolha, já que a fibra atuaria como uma 'barreira' à entrada de glicose na corrente sanguínea", expõe a nutricionista Jacqueline Pina. As fibras e proteínas, lembra a endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu, tornam a absorção do açúcar mais lenta, ajudando no controle da vontade.


Deixe o doce como sobremesa Sabe quais são as refeições com maior ingestão de fibras solúveis e insolúveis? O almoço e o jantar. Por isso, ingerir doces de sobremesa ajuda bastante o diabético a segurar a onda na hora de comer doces já que, como dito anteriormente, as fibras atuam como uma "barreira" à entrada de glicose na corrente sanguínea, além de tornarem sua absorção mais lenta. Além disso, lembra Ellen Simone Paiva, essa atitude facilita a vida de quem usa medicamentos ou aplicações de insulina para o controle da doença. "Quando o doce faz parte da refeição, o modelo de tratamento, que já atende principalmente essas refeições, não muda muito. Quando se consome o doce no meio da tarde, por exemplo, o pico de glicemia que isso irá gerar no sangue, muitas vezes, não tem o respaldo da medicação e, quando o paciente usa insulina, será preciso dar uma picada a mais no meio da tarde para atender à nova demanda", explica.

Aproveite os doces diet ou livres de açúcar O mercado já conta com uma série de opções alimentares para pessoas com diabetes. Os chamados alimentos "diet" são isentos de açúcar, proteína e/ou gordura e, por isso, atendem bem os portadores dessa doença. "Até mesmo uma pequena barrinha de chocolate diet está liberada, dando preferência ao amargo, desde que não seja uma constante na alimentação diária", indica Jacqueline Pina. No entanto, apelar sempre a esses doces pode ser prejudicial. Isso porque, alerta a endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu, muitas vezes, eles são mais gordurosos e calóricos do que a versão original, o que acarretará em um maior ganho de peso.


Fonte : Minha Vida - http://www.minhavida.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

26-07-2011 14:11

Senegal
Poucos países africanos dispõem de centros de hemodiálise


Dakar - Muito poucos países africanos dispõem de centros de hemodiálise para assistir os insuficientes renais, declarou segunda-feira em Dakar o secretário-geral da Associação Senegalesa dos Hemodialisados e Insuficientes Renais (ASHIR), Massaer Seck.

Em entrevista à PANA após a noite de solidariedade organizada pela sua associação com o objectivo de construir um centro de hemodiálise de referência na capital senegalesa, Seck indicou que « África apenas conta mil e 200 nefrólogos e muito poucos centros e metade destes centros está instalada na África do Norte ».

« Em África, a maioria dos países não dispõe de programas de prevenção contra as doenças renais », indicou Seck.

« O Senegal apenas dispõe de seis centros de diálise, incluindo cinco em Dakar. Apenas um centro está instalado em Saint-Louis (Norte). Na capital, apenas dois centros são públicos e os três outros são privados. Outros, cuja construção está prevista em Dakar e em algumas regiões do interior, estão ainda no estado de projecto. Por isso as listas de espera nestes centros aumentam dia a dia, indo até 113 pacientes”, deplorou.

A isto, acrescenta-se a insuficiência de especialistas desta doença, porque « o Senegal apenas conta três professores na matéria, seis enfermeiras e seis estudantes inscritos em especialista de nefrologia”, indicou Seck, acrescentando que neste país a insuficiência renal afeta entre 20 a 30 mil pessoas, 12 mil são atingidas de Insuficência Renal Crónica (IRC) e os outros estão condenados a uma morte certa.

Segundo ele, destes pacientes apenas 250 beneficiam do tratamento cujo custo é muito elevado.

« Anualmente dois a três mil novos casos acrescentam-se ao lote de doentes. Um paciente necessita de duas a três sessões de hemodiálise por semana durnate toda a sua vida, se não conseguir obter uma transplantação renal”, indicou.

« Um aparelho de diálise custa 12 milhões de francos CFA (cerca de 24 mil dólares americanos), a consulta de hemodiálise custa 60 mil francos CFA (120 dólares americanos), mas nas estruturas privadas o custo da sessão vai até 133 mil francos CFA (266 dólares americanos), além dos medicamentos que são extremamente caros », sublinhou.

Afirmou que, contudo, « em 2010, o Governo fez um grande esforço ao diminuir o custo da consulta para 10 mil francos CFA (20 dólares americanos). Solicitamos a gratuidade da diálise como é o caso na Mauritânia e no Benin. Enquanto isso, nos Camarões e na Côte d'Ivoire a consulta custa respetivamente cinco mil e dois mil e 500 francos CFA ( 10 e cinco dólares americanos)”.

Indicando que as principais causas da insuficiência renal são, entre outras, a diabete, a hipertensão arterial, a intoxicação de medicamentos e as infecções urinárias crónicas, o o secretário-geral da Associação Senegalesa dos Hemodialisados e Insuficientes Renais defendeu uma prevenção precoce e a concessão de bolsas a estudantes para os convencer a especializar-se nesta doença.

fonte:http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2011/6/30/Poucos-paises-africanos-dispoem-centros-hemodialise,b7f04bf6-4f32-4a98-a62b-cc55ba07964a.html