Da Redação
30/11/2017 - 11:30

Diabetes;
infertilidade; ansiedade; depressão; problemas cardiovasculares;
cânceres; e o aumento da pressão arterial são algumas das possíveis
consequências do sobrepeso, que atinge mais da metade da população
feminina (53,8%), e principalmente da obesidade, que está presente em
19,6% das mulheres brasileiras.
De acordo com o médico e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade
(IMO), Leonardo Salles, é importante que quando se deseja tratar o peso é
justamente, não tratar somente o peso, pois esse é apenas um sintoma do
problema.
“Temos que discutir a síndrome da obesidade, debatendo suas causas, que
acabam por levar ao ganho de peso. Independente da técnica utilizada
para a perda de peso, o fundamental é abordar a obesidade como síndrome
que é, abordando seus fatores desencadeantes, com boa psicoterapia,
reeducação alimentar, incorporando a atividade física no dia a dia, e
aceitando a necessidade da mudança de estilo de vida”, afirma.
Conforme uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Verhum, mulheres
obesas submetidas à fertilização in vitro tiveram uma taxa de
abortamento espontâneo de 66,6%, contra 17,8% entre aquelas que tinham
sobrepeso e 13,8% entre as que estavam no peso normal.
Outra doença que já foi associada aos homens, mas que atualmente está se
sobressaindo dentre as mulheres é o diabetes. Cerca de 9,9% das
mulheres brasileiras declarou ter diabetes em 2016, contra 7,8% dos
homens, segundo uma pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e
Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do
Ministério da Saúde.
Geralmente, o diabetes afeta pessoas com menos anos de estudo e acima
dos 55 anos. As mulheres com mais de 35 anos com obesidade abdominal,
hipertensão arterial e triglicérides elevados são o público com maior
risco de desenvolver a doença.
Leonardo Salles esclarece que a obesidade abdominal ocorre entre pessoas
com circunferência da cintura acima de 88 cm, no caso das mulheres, e
de 102 cm, nos homens. “E este tipo de obesidade em mulheres também
podem desenvolver o diabetes gestacional, desencadeado por alterações no
metabolismo materno e agravada pelo ganho de peso excessivo durante a
gestação, idade materna avançada e quadro de hipertensão arterial. Na
maioria dos casos, o diabetes gestacional desaparece após o nascimento
do bebê, mas a condição aumenta as chances de a mulher desenvolver
doenças cardiovasculares e a probabilidade de apresentar a doença após a
menopausa”, aponta.
Por fim, uma pesquisa da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer,
da Organização Mundial de Saúde, e o Centro de Controle e Prevenção de
Doenças (CDC), dos Estados Unidos, constatou que o sobrepeso e a
obesidade são causadores dos principais cânceres que atingem a população
feminina, são eles: câncer de colo do útero, endométrio, mama, útero e
ovário.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla
https://www.odebate.com.br/saude-beleza/obesidade-pode-atingir-mais-da-metade-das-mulheres-no-b-30-11-2017.html