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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Tribunal manda Estado fornecer home care a Idosa com Alzheimer

Decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores da 7.ª Câmara de Direito Público do TJ de São Paulo; relator destacou que 'eventual problema orçamentário ou burocrático do Estado nem de longe se pode sobrepor às garantias e direitos fundamentais da pessoa humana'

 

Julia Affonso e Fausto Macedo
02 Janeiro 2018 | 05h35 

Foto: Free Images

Os desembargadores da 7.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram que o governo deverá fornecer atendimento domiciliar (home care)a idosa portadora de Alzheimer. Sua curadora ingressou com ação solicitando tratamento domiciliar, com acompanhamento de enfermeiro 24 horas e tratamento fisioterápico três vezes por semana.

As informações foram divulgadas no site do Tribunal de Justiça paulista – Apelação nº 1001867-53.2016.8.26.0615

O Estado alegava que ‘não possuía condições estruturais e financeiras para arcar com o atendimento e que o município de Tanabi (SP) prestava o serviço de home care com financiamento do SUS’.

Em seu voto, o relator do caso, desembargador Luiz Sergio Fernandes de Souza, afirmou que o fato de o município fornecer o serviço não afasta a obrigação do Estado.

“A atuação no campo das ações e serviços relativos à saúde envolve obrigação solidária, de sorte que à administrada é dado exigir a prestação de qualquer dos entes integrantes da Federação”, assinalou o desembargador.

Fernandes de Souza também destacou que ‘eventual problema orçamentário ou burocrático do Estado nem de longe se pode sobrepor às garantias e direitos fundamentais da pessoa humana’.

Ele completou. “A autora (da ação) trouxe aos autos relatórios médicos, cuja autoridade em nenhum momento foi contestada, dando conta das necessidades específicas da paciente, pelo que imprescindível se mostra a presença de profissionais especializados para atendimento domiciliar, tanto quanto a realização das sessões de fisioterapia prescritas.”

Participaram do julgamento os desembargadores Moacir Andrade Peres e Sérgio Coimbra Schmidt.

A votação foi unânime.

COM A PALAVRA, A PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
“Com relação à matéria “Tribunal manda Estado fornecer home care a idosa com Alzheimer”, publicada no dia de hoje (02.01.2018 – 5h35), a Procuradoria-Geral do Estado informa que o Estado de São Paulo ainda não foi intimado dos termos do acórdão.”

“Assim que isso ocorrer, a PGE analisará o teor da decisão e, se for o caso, interporá o(s) recurso(s) cabível(eis).”

obs. conteúdo informativo 
abs
Carla
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/tribunal-manda-estado-fornecer-home-care-a-idosa-com-alzheimer/

Hospital no Rio recebe palestra gratuita sobre Alzheimer - 11/01 -RJ


Para chamar a atenção para a doença de Alzheimer, o neurologista André Lima vai ministrar uma palestra no dia 11 de janeiro,  quinta-feira, a partir das 17h, no auditório do 6º andar do Hospital Caxias D’Or (Av. Brigadeiro Lima e Silva, 821 – Jardim Vinte e Cinco de Agosto – Duque de Caxias). As inscrições são gratuitas. 

A doença de Alzheimer acomete entre 50 a 60% da população idosa mundial e é a causa mais comum de perda de memória. De acordo com a ONU, 75% dos doentes desconhecem que sofrem do mal. A família, às vezes, é a última a perceber que um “simples” esquecimento, no idoso, é um sintoma.

"Não existe um diagnóstico definitivo, apenas um diagnóstico de exclusão. É preciso excluir todas as outras doenças que causam o sintoma parecidos, para poder pensar que é Alzheimer", explica o Dr. André Lima.

Na palestra, o médico vai falar sobre os sintomas, o tratamento e sobre a dificuldade de fazer o diagnóstico do Alzheimer por causa das semelhanças com outras doenças existentes e também sobre como a família e os cuidadores devem agir com o paciente, dos cuidados que o responsável pelo paciente deve ter e dos estresses que o cuidador passa.

O neurologista André Lima é membro da Academia Brasileira de Neurologia e neurologista do hospital Caxias D’Or.

As inscrições na palestra podem ser feitas pelo telefone (21) 2460-3620 ou pelo e-mail gilene.zaira@rededor.com.br. As vagas são limitadas.

Obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/01/02/hospital-no-rio-recebe-palestra-gratuita-sobre-alzheimer/

80% dos casos de Linfoma têm chances de recuperação

Câncer do sistema imunológico têm chances de recuperação quando feito o diagnóstico precoce.


Da Redação


Há cerca de sete anos um tipo de câncer no sangue até então pouco conhecido do público geral ganhou as manchetes de todo o país. Chamado de Linfoma, a doença que acometeu personalidades de diversos segmentos, incluindo artistas e políticos, atinge diretamente o sistema linfático, responsável pala defesa natural do nosso organismo contra infecções – importante parte do nosso sistema imunológico.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 12 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfomas, uma incidência duas vezes maior que a registrada há 25 anos, cujo crescimento constante no número de casos têm preocupado especialistas. Além disso, a doença está entre os 10 cânceres mais comuns entre homens e mulheres na região sudeste.

De forma simplificada, os linfomas podem ser classificados como Hodgkin, mais raro e que afeta em especial jovens entre 15 e 25 anos e, em menor escala, adultos na faixa etária de 50 a 60 anos, ou não-Hodgkin, cujo grupo de risco é composto por pessoas na terceira idade (mais de 60 anos).

Para Dra. Mariana, hematologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, a chave para deter a evolução progressiva do tumor é o conhecimento. "A boa notícia é o fato dos linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma a especialista.

As chances de remissão em pacientes com linfomas de Hodgkin chega a superar 80% dos casos quando o dianóstico acontece ainda no estágio inicial, enquanto os não-Hodgkin de baixo-grau (não agressivos) têm altas taxas de sobrevida, superando a marca de 10 anos.



Sintomas e Tratamento
 
Os sintomas em geral são aumento nos gânglios linfáticos (linfonodos ou ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre e, eventualmente, pode acometer órgãos como baço, figado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.

"As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica a hematologista do CPO.

Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas. 


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://www.odebate.com.br/saude-beleza/80-dos-casos-de-linfoma-tem-chances-de-recuperacao-18-09-2017.html