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domingo, 3 de junho de 2018

BPSD: Sintomas Psicológicos Comportamentais nas Demências.

terceira idade com BPSD



  em Demências e Alzheimer  por 

Em 1996, na Conferência Internacional sobre Consenso dos Distúrbios do Comportamento na Demência, foi criado o termo BPSD. Os Sintomas Psicológicos e de Comportamento nas Demências (BPSD – Behavioural and Psychological Symptoms of Dementia), foi criado para se referir a um grupo heterogêneo de reações psicológicas, psiquiátricas e comportamentais anômalas que surgem em pacientes com demência.

Estima-se que 60% a 80% dos pacientes com demência apresentem BPSD.

As BPSDs podem ser agrupadas em três síndromes distintas:
  • Síndrome Psicótica: delírios e alucinações.
  • Síndrome Emocional: agitação, irritabilidade, depressão e ansiedade.
  • Síndrome Comportamental: euforia, desinibição, apatia e comportamento motor aberrante.
Atualmente, a Doença de Alzheimer é a doença demencial mais importante no mundo. É a principal causa de demência e um dos maiores desafios da área da saúde no século XXI. Em dezembro de 2013, o G8 (grupo dos 8 países mais relevantes economicamente no mundo) declarou que a meta de cura ou terapia modificadora da demência devem ser colocados como prioridade global até 2025.
Estima-se que 40 milhões de pessoas, a grande maioria com mais de 60 anos, têm demência no mundo. E este número tende a dobrar a cada 20 anos. A prevalência da demência aumenta de forma significativamente maior em países em desenvolvimento, como o Brasil, se comparada aos números da Europa Ocidental e Estados Unidos.
As principais características da BPSD são: agitação, psicose com delirios e/ou alucinações, depressão, apatia e transtornos do sono. Estes são os sintomas encontrados com maior freqüência, especialmente em pacientes com Doença de Alzheimer. Há evidências de que a psicose é um marcador para um maior comprometimento cognitivo. Acredita-se que seja um fenótipo da doença de Alzheimer de deterioração cognitiva mais acelerada.
Os sintomas neuro-psiquiátricos (BPSD) causam prejuízos à qualidade de vida do paciente e seu cuidador. Contribuem fortemente para a dependência funcional e institucionalização do idoso. Doentes com DA e psicose (DA + P) apresentam a mais emaranhados neurofibrilares no neocórtex. Apresentam um quadro pior de cognição desde do início da patologia quando comparamos com pacientes com DA mas sem psicose. Este pacientes experimentam um declínio cognitivo mais rápido e maior dependência do cuidador.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/bpsd/

Identificando a Dor no Portador de Alzheimer

Idoso demente não consegue expressar a dor



  em Demências e Alzheimer  por 

Dependendo do estágio da doença, pacientes com Alzheimer não conseguem expressar a dor.

Atendemos uma paciente com DA que teve  um infarto agudo do miocárdio e não sabia dizer onde estava doendo (não conseguia localizar nem expressar a dor). O diagnóstico foi feito baseado nos outros achados clínicos e através de exames complementares. No memento da dor apresentou agitação psicomotora com um desassossego importante, andando pelo ambiente e não conseguindo sentar ou descansar.

Queixa de dores ósseas e articulares são muito frequentes em pacientes com DA mais idosos.

Essas dores são consequência da osteoartrose que compromete várias articulações. Entre elas joelhos, região coxo-femural (quadril), tornozelos e principalmente a coluna como um todo são afetados. Mas a maior intensidade e frequência do problema acontece na coluna, região lombo-sacra. Nesses pacientes vamos encontrar várias articulações deformadas pela doença (Osteoartrose) que causaram a diminuição de sua funcionalidade bem como sua locomoção. Essas queixas são condizentes com as alterações articulares comprovadas pelo exame físico e até por radiografias (ou por exames de imagem).
Porém, muito comumente, encontramos pacientes que não mostram lesões articulares difusas, mas a queixa de dor é muito importante. Mas não encontramos uma correspondência entre os achados radiológicos e a intensidade das dores. Percebemos que esses pacientes se fixam nessa dor e ficam repetidamente se queixando para os familiares. Os cuidadores e pessoas mais próximas chegam ao ponto de achar que as dores realmente existem e procuram assistência médica. Muitas vezes, os anti-inflamatórios são prescritos com alívio parcial dos sintomas.
Percebemos que se uma outra dor aparece aquela da qual se reclamava constantemente desaparece e essa segunda, passa a ser o motivo constante da reclamação. Muitas vezes, os portadores de Alzheimer queixam-se de dores e apontam para um determinado local do corpo. Se depois de alguns minutos perguntarmos novamente onde era a dor ele vai perguntar se ele tinha alguma dor ou vai apontar para um local totalmente diferente da primeira. Com frequência, utilizamos placebo para alívio dos sintomas. Colocamos em um copo com água 2 a 3 gotas de adoçante e dizemos que é um remédio novo e que é ótimo para as dores. Muitas vezes em menos de um minuto as dores já melhoraram.
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obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla
https://idosos.com.br/expressar-a-dor-com-alzheimer/

Dor nas Juntas? Por que as Dores Articulares aumentam com o frio?

Idosos sentem dores nas juntas com o frio
  em Fisioterapia  por 

É muito comum, nessa época do ano, quando as temperaturas começam a diminuir e as frentes frias começam a chegar, escutarmos queixas do tipo: “meus joelhos doem quando esfria” ou “esse frio faz mal para minha coluna”. São as dores articulares, popularmente conhecidas como “dor nas juntas”.

Mas será que existe mesmo uma relação entre as variações de temperatura e as dores articulares?

                A resposta é: sim!

Estudos comprovam que as variações de temperatura causam variações também na pressão atmosférica. Essas amplitudes térmicas podem ter um papel direto nos sintomas percebidos pelas pessoas que já tem alguma lesão ou sensibilidade articular. Especialmente idosos, por serem mais sensíveis ao frio e apresentarem características típicas do envelhecimento que acometem as articulações, sentem mais as “juntas” com a redução de temperatura.
Então, o que realmente acontece para justificar esse fato? Conforme comentado acima, a variação de temperatura gera uma alteração na pressão do ar atmosférico. No caso do frio, a queda da temperatura diminui a pressão. Com isso, diminui também o efeito compressivo do ar sob as células teciduais. Isso deixa-as mais susceptíveis a processos inflamatórios e aumenta a sensibilidade dolorosa. Além dessa alteração causada pela diminuição de pressão, o frio também diminui a maleabilidade dos tecidos, aumentando a sensação de rigidez e desconforto.

Como prevenir?

Para casos em que as dores são patológicas e causam verdadeira limitação ao indivíduo, deve-se procurar um fisioterapeuta. Técnicas manuais que trabalham a maleabilidade dos tecidos e termoterapia que gera calor superficial ou profundo podem oferecer alívio importante das dores articulares causadas pelo frio. Mas não se esqueça que, apesar dessas técnicas de tratamento, é importante manter-se agasalhado e quentinho!
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/as-dores-articulares-aumentam-com-o-frio/