Para quem tem diabetes tipo 2 e não faz contagem de carboidratos, a recomendação é considerar essa quantidade como uma substituição dentro da refeição. Ou seja, ao consumir ela, é importante reduzir outro alimento que tenha quantidade semelhante de carboidratos.

Enquanto isso, quem faz contagem de carboidratos deve calcular a dose de insulina conforme a orientação da equipe de saúde. Como a pamonha contém carboidratos simples, a glicose tende a subir rapidamente após o consumo.

3 dicas para comer pamonha com diabetes

1. Evite comer todos os dias

A pamonha pode fazer parte das festas juninas e julinas, mas não deve entrar na rotina diária.

Segundo Carol Netto, o consumo ocasional permite aproveitar o alimento sem aumentar o risco de excesso de carboidratos ao longo da semana.

Além disso, o ideal é limitar a quantidade e evitar consumir várias unidades na mesma refeição.

2. Não use a como sobremesa

Outro cuidado importante é não comer a pamonha depois do almoço ou do jantar como sobremesa.

Nesse contexto, a quantidade total de carboidratos da refeição aumenta, favorecendo uma elevação maior da glicose.

A orientação é considerar a pamonha como parte da refeição e não como um complemento.

3. Fique atento aos outros alimentos da festa

As festas juninas ou julinas costumam reunir vários alimentos ricos em carboidratos. Por isso, quem escolhe comer pamonha deve evitar consumir todos os pratos tradicionais na mesma ocasião.

Além disso, manter o monitoramento da glicose, aplicar a insulina quando indicada e tomar os medicamentos nos horários corretos fazem parte dos cuidados para reduzir o impacto da refeição.

O exagero é o principal risco

Segundo Carol Netto, o maior problema não é a pamonha em si, mas o excesso e a falta de informação sobre sua composição.

Conhecer a quantidade de carboidratos, entender os ingredientes da receita e planejar o consumo ajudam quem vive com diabetes a participar das festas típicas sem abrir mão do controle da glicose.

DIABÉTICO PODE COMER PAMONHA? | Tom Bueno