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quarta-feira, 2 de março de 2022

10/03 - DIA MUNDIAL DO RIM - Preenchendo a lacuna de conhecimento para o melhor cuidado Renal

 

Saúde dos rins para todos: educando sobre a doença renal

Preenchendo a lacuna de conhecimento para o melhor cuidado renal

A doença renal crônica (DRC) se caracteriza pela lesão irreversível nos rins, mantida por três meses ou mais, afetando uma em cada 10 pessoas no mundo e com taxas crescentes de acometimento na população. Quando diagnosticada de forma precoce, sua progressão pode ser controlada ou retardada, na maior parte dos casos. Porém, em geral, a DRC não provoca sintomas significativos ou específicos nos estágios iniciais, fazendo com que seja fundamental o conhecimento sobre a doença, seus principais fatores de risco (como hipertensão arterial e diabetes mellitus) e exames simples de rastreamento diagnóstico (creatinina sérica e exame de urina).

A DRC pode ser grave, sobretudo quando evolui para estágios avançados, quando são necessários tratamentos como a diálise e o transplante renal. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o número de pacientes com DRC avançada é crescente, sendo que atualmente mais de 140 mil pacientes realizam diálise no país. 

Mesmo com a estimativa de que em 2040 a doença renal crônica possa ser a 5ª maior causa de morte no mundo, existe uma persistente lacuna de conhecimento sobre a doença, que não tem sido preenchida. A Campanha do Dia Mundial do Rim (DMR) 2022 idealizada pela International Society of Nephrology (ISN) e coordenada no Brasil pela SBN, foca justamente na educação sobre a doença renal em todos os setores de saúde:

  • Comunidade – Os obstáculos para uma melhor compreensão da saúde renal incluem a linguagem complexa utilizada nas informações sobre a DRC, a falta de conhecimento básico, a disponibilidade limitada de informações sobre o tema e a falta de prontidão para o aprendizado.
  • Profissional da saúde - Outra barreira que deve ser superada para garantir uma melhor conscientização sobre a doença renal, é a formação mais focada dos médicos relativa ao tema. 
  • Formuladores de políticas em saúde pública - A doença renal crônica é uma ameaça global à saúde pública, mas não é priorizada nas agendas governamentais de saúde, junto às outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

A conscientização e a educação sobre a doença renal nesses diversos setores é o intuito da presente campanha. Além disso, o DMR 2022 tem como objetivos: 

- Reforçar a importância de incentivar a população geral e os pacientes renais crônicos a adotarem um estilo de vida saudável;

- Conscientizar os pacientes renais e suas famílias, capacitando-os para alcançarem uma melhor qualidade de vida;

- Incentivar e apoiar médicos da atenção primária a melhorarem o conhecimento e condução da DRC em todo o espectro de prevenção da doença;

- Integrar a DRC às outras DCNT em programas de serviços abrangentes e integrados, possibilitando a detecção precoce e rastreamento da doença renal crônica em âmbito nacional, além de informar os gestores públicos sobre o impacto da doença nos orçamentos/sistemas de saúde, encorajando a adoção de políticas e alocação de recursos, de forma a garantir a todos os renais crônicos uma adequada qualidade de vida. 




 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla 

https://www.sbn.org.br

 

- MÊS DE CIONSCIENTIZAÇÃO DO CÂNCER RENAL - Insuficiência Renal Crônica

 

Insuficiência renal crônica


Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

Além de eliminar resíduos e líquidos do organismo, os rins executam outras funções importantes:
– regulam a água do organismo e outros elementos químicos do sangue como o sódio, o potássio, o fósforo e o cálcio;
– eliminam medicamentos e toxinas introduzidos no organismo;
– liberam hormônios no sangue.

Esses hormônios:

– regulam a pressão sangüínea;
– fabricam células vermelhas do sangue;
– fortalecem os ossos.

Insuficiência renal crônica: ocorre a perda parcial da função renal, de forma lenta, progressiva e irreversível;

Insuficiência renal crônica terminal: perda da função renal maior do que 85 a 90%, que leva ao aumento de toxinas e água no organismo mais do que ele consegue suportar, sendo necessário, então, iniciar um tratamento que substitua a função dos rins.

Sintomas: a maioria das pessoas não apresenta sintomas graves até que a insuficiência renal esteja avançada. Porém, o paciente pode observar que:

– sente-se mais cansado e com menos energia;
– tem dificuldades para se concentrar;
– está com o apetite reduzido;
– sente dificuldade para dormir;
– sente cãibras à noite;
– está com os pés e tornozelos inchados;
– apresenta inchaço ao redor dos olhos, especialmente pela manhã;
– está com a pele seca e irritada;
– urina com mais freqüência, especialmente à noite.

Tratamento conservador: é o tratamento realizado por meio de orientações importantes, medicamentos e dieta, visando conservar a função dos rins que já têm perda crônica e irreversível, tentando evitar, o máximo possível, o início da diálise – tratamento realizado para substituir algumas das funções dos rins, ou seja, retirar as toxinas e o excesso de água e sais minerais do organismo.

Transplante renal: é a forma de tratamento em que, por meio de uma cirurgia, o paciente recebe um rim de um doador (vivo ou cadáver). Neste tratamento o paciente tem que fazer uso de medicações que inibem a reação do organismo contra organismos estranhos, neste caso, o rim de outra pessoa, para evitar a rejeição do “novo rim”. Necessita de acompanhamento médico contínuo.

Tipos de diálise:

Hemodiálise: diálise realizada por meio da filtração do sangue. O sangue é retirado pouco a pouco do organismo através de uma agulha especial para punção de fístula arteriovenosa* ou cateter (tubo) localizado numa veia central do pescoço, bombeado por uma máquina e passa por um filtro onde vão ser retiradas as toxinas e a água que estão em excesso no organismo. Depois de “limpo”, o sangue volta para o corpo através da fístula ou do cateter. A hemodiálise é realizada em clínicas especializadas, no mínimo 3 vezes por semana e tem uma duração de aproximadamente 3-4 horas.

Diálise peritoneal: diálise realizada através de uma membrana (fina camada de tecido) chamada peritônio. O peritônio está localizado dentro da barriga e reveste todos os órgãos dentro dela. Ele deixa passar, através de seus pequenos furos, as toxinas e a água que estão em excesso no organismo. A diálise peritoneal é feita com a colocação de um líquido extremamente limpo dentro da barriga através de um cateter. O líquido deve permanecer dentro da barriga por um período determinado pelo médico e, quando ele for retirado, vai trazer junto com ele as toxinas e o excesso de água e sais minerais. Esta diálise é feita em casa, após o treinamento do paciente e de seus familiares.

*Fístula arteriovenosa: ligação entre uma pequena artéria e uma pequena veia, com a intenção de tornar a veia mais grossa e resistente, para que as punções com as agulhas de hemodiálise possam ocorrer sem complicações. A cirurgia é feita por um cirurgião vascular e com anestesia local.

Prevenção:

– fazer exames periódicos com acompanhamento médico;
– seguir o tratamento prescrito para diabetes e/ou pressão alta;
– perder excesso de peso seguindo uma dieta saudável e um programa de exercícios periódicos;
– parar de fumar, se for fumante;
– evitar o uso de grandes quantidades de analgésicos vendidos sem receita;
– fazer mudanças na dieta, como reduzir o sal e a proteína;
– limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Dica elaborada em fevereiro de 2.011.

Fontes:
Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein
Sociedade Brasileira de Nefrologia

 

 

 

 

 


 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla 

https://bvsms.saude.gov.br/

 

Datas da Saúde: Março

 03 – Dia Mundial da Audição

04 – Dia Mundial da Obesidade
2ª quinta-feira do mês – Dia Mundial do Rim
19 – Dia Mundial do Sono
20 – Dia Mundial da Saúde Bucal
21 – Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
21 – Dia Mundial da Infância
21 – Dia Mundial da Síndrome de Down
24 – Dia Mundial da Tuberculose
24 a 31 – Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose
26 – Dia Mundial de Conscientização Sobre a Epilepsia: Dia Roxo
30 – Dia Mundial do Transtorno Bipolar
31 – Dia da Saúde e da Nutrição








Datas da Saúde | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br)

 

 


 

abs

Carla