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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Acessos Vasculares: o que são e tipos de acessos

O acesso vascular é construído antes de se iniciar a hemodiálise e é através dele que se realiza o tratamento.
Existem 3 tipos de acessos vasculares que permitem a realização da hemodiálise1,2:
  1. fístula arterio-venosa;
  2. prótese;
  3. cateter venoso central.
Através de um destes acessos, o sangue vai ser transportado num circuito externo ao corpo, por meio de linhas tubulares até chegar a um filtro, que está colocado na máquina de hemodiálise, sendo aí filtrado e devolvido ao organismo, pelo mesmo acesso vascular, mas desta vez ‘limpo’, ou seja, filtrado2. Neste circuito, o sangue é removido pela ‘linha arterial’ (identificada com a cor vermelha) e retorna ao organismo pela ‘linha venosa’ (identificada com a cor azul).

Fístula
A fístula consiste numa ligação entre uma veia e uma artéria construída cirurgicamente, em que a presença de sangue aumenta na veia (o sangue passa da artéria para a veia), causando com o tempo, o seu aumento2.
Habitualmente é feita no punho ou prega do cotovelo. Quando se palpa a fístula, sente-se um frémito (formigueiro) e o seu ‘pulsar’. Poderá também ouvir-se um sopro quando se encosta ao ouvido ou quando se ausculta com um estetoscópio.
Ao palpá-la sente-se que é mole. Nela serão colocadas 2 agulhas de hemodiálise, que possibilitam que o sangue saia e retorne ao acesso, permitindo, desta forma, a realização da hemodiálise pela fístula2.

Prótese ou enxerto
É um material cirúrgico em forma de tubo, que é colocado no interior da pele do braço ou coxa, sendo um extremo ligado a uma veia e outro a uma artéria, para permitir ser puncionado com agulhas de hemodiálise. Sente-se um frémito ao palpá-la, sendo uma estrutura mais rígida2.

Cateter venoso central
É um tubo maleável em forma de Y, com duas vias, que é usado para fazer hemodiálise quando não há outro acesso vascular funcionante. É introduzido através da pele, numa veia de grande calibre do pescoço ou coxa, ficando dois ramos do cateter fora da pele3.
Os ramos do cateter possuem pinças, que depois de utilizados, são clampados, fechados com uma tampa e inseridos numa bolsa protetora, que fica fixa à pele por possuir uma zona autocolante.
As veias mais utilizadas para colocar o cateter são a veia subclávia (no ombro) ou a jugular (no pescoço), de preferência no lado direito, pois aí as veias são mais direitas3.
Existem 2 tipos de cateteres:
  1. cateteres provisórios – duram algumas semanas e destinam-se aos doentes que vão construir uma fístula ou prótese ou aos doentes aos quais foi colocado recentemente a fístula ou a prótese;
  2. cateteres definitivos – são de longa duração e destinam-se aos doentes que deixaram de ter veias viáveis para construir fístulas ou próteses4.

É de extrema importância cumprir as recomendações dos profissionais de saúde sobre os cuidados a ter com o seu acesso vascular. Desta forma, poderá promover a longevidade do acesso e evitar complicações como infeções, que podem pôr em risco a sua saúde e comprometer a viabilidade do mesmo.


Referências bibliográficas:
  1. DaVita. (s.d.). Acesso vascular: Orientações para a hemodiálise. Acedido em 19 de janeiro de 2015, em: http://www.davita.com/pt/patient-resources/dialysis-education/vascular-acess.
  2. Revista Informativa da Nefroclínica. (s.d.). Informações para Pacientes e Familiares.Acesso venoso para Hemodiálise. Acedido em 19 de janeiro de 2015 em: http://www.nefroclinica.com/index_paginas.php?pagina=pacientes_rin_acesso_vascular.php.
  3. Centrodial – Centro de Diálise de S. João da Madeira. (2002). Manual para Insuficientes renais. S. João da Madeira.
  4. 4. Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar de Setúbal (2011). Cuidados a ter com o meu acesso vascular: Cateter Central para Hemodiálise. Informação para o doente e família.Setúbal.
 obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://pelorim.pt/2015/04/26/acessos-vasculares-o-que-sao-e-tipos-de-acessos/
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Conheça seus Direitos Instituto Oncoguia - Câncer - SUS - 2 .4

Ostomizados
 
 
O que é pessoa ostomizada?

Pessoa ostomizada é aquela que precisou passar por uma intervenção cirúrgica para fazer no corpo uma abertura ou caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação. Essa abertura chama-se estoma. Muitos procedimentos cirúrgicos necessários para tratamento do câncer acabam gerando ostomias.

O que é estomia?

É o nome da cirurgia que cria o estoma, um orifício, no abdômen ou na traqueia, permitindo comunicação com o exterior. São elas:
  • Estomias Intestinais (colostomia e ileostomia) -São intervenções cirúrgicas realizadas, tanto no cólon (intestino grosso) como no intestino delgado e consiste na exteriorização de um segmento intestinal, através da parede abdominal, criando assim uma abertura artificial para a saída do conteúdo fecal.
  • Estomias Urinárias (urostomia) -Abertura abdominal para a criação de um trajeto de drenagem da urina. São realizadas por diversos métodos cirúrgicos, com objetivo de preservar a função renal.
  • Gastrostomia - É um procedimento cirúrgico que consiste na realização de uma comunicação do estômago com o meio exterior. Tem indicação para pessoas que a necessitam como via suplementar de alimentação.
  • Traqueostomia - Procedimento cirúrgico realizada para criar uma comunicação da luz traqueal com o exterior, com o objetivo de melhorar o fluxo respiratório.

O que é a bolsa coletora? 

A bolsa é um saco coletor que recebe as fezes ou a urina. Há vários tipos, e são indicados de acordo com a localização do estoma, idade da pessoa e tipo de material a receber. Essas bolsas coletoras podem ser drenáveis ou não, opacas ou transparentes e em uma ou duas peças.

Existe algum serviço do SUS dedicado à atenção das pessoas ostomizadas?

Sim. Existem os Serviços de Atenção às Pessoas Ostomizadas. São unidades de saúde especializadas para assistência às pessoas com estoma. Esses serviços devem desenvolver ações de reabilitação que incluem as orientações para o autocuidado, a prevenção, o tratamento de complicações no estoma, a capacitação de profissionais e o fornecimento de equipamentos coletores e de proteção e segurança (bolsas coletoras, barreiras protetoras de pele sintética, coletor urinário). Devem também ter equipe multiprofissional, equipamentos e instalações físicas adequadas, integrados à estrutura física dos centros de saúde.

As pessoas ostomizadas possuem os mesmos direitos que a lei garante às pessoas com deficiência?

Sim. Pessoas ostomizadas são consideradas portadoras de deficiência física e, em razão disso, podem usufruir dos direitos que a lei garante às pessoas com deficiência, desde que cumpridos os demais requisitos (ex.: compra de veículos adaptados com isenção de impostos, benefício da prestação continuada, isenção da tarifa em transporte urbano coletivo, entre outros).

Legislação
Lei nº 5.296, de 02/12/2004 (art. 5º, §1º, I, "a") - Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.Decreto nº 3.298, de 20/12/1999 (art. 4º, I; art. 19, parágrafo único, IX)- Regulamenta a Lei n. 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências.Portaria SAS/MS nº 400, de 16/11/2009 - Estabelece diretrizes nacionais para a atenção à saúde das pessoas ostomizadas no âmbito do sistema único de saúde.
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
 
abs,
 
Carla
 
extraído:http://www.oncoguia.org.br/conteudo/ostomizados/1853/15/

terça-feira, 23 de junho de 2015

Chegou o inverno. Descubra os cuidados necessários na estação mais gelada do ano

Além de se proteger do frio para evitar doenças como a gripe, diversos cuidados são necessários na estação mais fria do ano. Atividades que auxiliam na manutenção do calor no corpo, como a exposição ao sol e o consumo de bebidas quentes, podem ser uma alternativa, mas merecem atenção.

uso de protetor solar, por exemplo, não se limita ao verão. A emissão de raios ultravioletas ocorre durante todo o ano, tornando importante o uso de filtro solar também no inverno para a prevenção de lesões cutâneas, queimaduras e envelhecimento precoce da pele, além de câncer de pele. Já o paciente oncológico deve proteger-se ainda mais, evitando se expor ao sol o máximo possível ou reforçando o uso do protetor solar.

Dentro de casa, o alerta surge na hora do banho: evite temperaturas altas da água do chuveiro e utilize pouco sabonete, ações que podem intensificar o ressecamento da pele - o inverno costuma ser a estação mais seca do ano.

Também é importante manter-se sempre hidratado. A diminuição da sede não reduz a necessidade de beber água ou líquidos. A quantidade média indicada diariamente é de cerca de 2 litros, independentemente da época do ano. Bebidas como o chá verde podem colaborar para a hidratação, mas atente-se à temperatura: há um limite recomendável de 65 ºC. De acordo com pesquisas publicadas na British Medical Journal, bebidas muito quentes podem estar ligadas ao desenvolvimento de tumores na cavidade oral, faringe e esôfago.

alimentação é outro ponto de destaque. Sopas costumam ser mais consumidas nessa época do ano. Além de sua temperatura, observe também os ingredientes utilizados: alimentos com excesso de gorduras e embutidos podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores no intestino. Já alimentos ricos em vitaminas e minerais, como legumes, hortaliças e frutas, podem ajudar na prevenção desse tipo de câncer.

O tempo frio não deve desestimular a prática de exercícios físicos, que ajudam a inibir o sobrepeso - outro fator de risco para tumores colorretais.

Por fim, a sensibilidade ao frio pode se acentuar em pacientes oncológicos, devido à possível queda da imunidade do organismo durante o tratamento. Por isso, opte preferencialmente por roupas de algodão, agasalhe-se apropriadamente (o uso de luvas, gorros e meias pode ajudar na prevenção de reações decorrentes dessa sensibilidade) e evite consumir alimentos de procedência duvidosa, sem a correta higienização.

Fonte: http://www.bmj.com/content/338/bmj.b929

Dr. Felipe José Fernandez Coimbra - CRM 93020
Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal
Especialista em Cirurgia Geral -RQE 30635
Especialista em Cancerologia Cirúrgica - RQE 30634

Dr. Marco Antônio Oliveira - CRM 89308
Médico Titular do Núcleo de Câncer de Pele
Especialista em Dermatologia - RQE 35953

Dr. Samuel Aguiar Jr. - CRM 84495
Diretor do Núcleo de Tumores Colorretais
Especialista em Cancerologia Cirúgica - RQE 43422



obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.accamargo.org.br/saude-prevencao/artigos/chegou-o-inverno-descubra-os-cuidados-necessarios-na-estacao-mais-gelada-do-ano/178/?utm_source=Facebook&utm_medium=Clique%20em%20Site&utm_campaign=Inverno_Cancer