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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

CÂNCER: O QUE É MARGEM CIRÚRGICA LIVRE DE CÂNCER?

 marge cirúrgica    

Quando as margens estão livres ou negativas, há menor risco do câncer voltar no mesmo lugar (recidiva local), o que pode significar melhor prognóstico e, em alguns casos, até dispensar tratamentos adicionais mais agressivos.

 

Para saber se a cirurgia alcançou o objetivo de retirada de todo o câncer, o material precisa ser analisado pelo patologista. A margem cirúrgica livre  quer dizer que, ao analisar ao microscópio  o tecido  removido do entorno do tumor, o patologista não encontrou células cancerígenas nas bordas desse tecido. Ou seja, existe uma área limpa entre o tumor e a borda do que foi retirado, uma indicação de que todo o câncer foi removido.

 

Qual é o limite da margem cirúrgica?


Não existe uma medida padrão para a margem cirúrgica livre de câncer. Para alguns tumores, milímetros podem ser suficientes, e para outros, devido a agressividade, será preciso centímetros de margem.

 

Em uma cirurgia de próstata, por exemplo, a anatomia é desafiadora porque o órgão está localizado profundamente na pelve, muito próximo de estruturas vitais, como a uretra, bexiga, reto, esfíncter urinário. Assim, o cirurgião precisa equilibrar a remoção completa do tumor com a preservação dessas estruturas para evitar sequelas, como impotência sexual e incontinência urinária. Nesse tipo de cirurgia, a margem livre pode ser considerada em distâncias ainda menores que milímetros. O importante é que não haja tumor tocando a borda do tecido removido.

 

Quando a análise é feita?


A análise do médico patologista pode ser realizada em diferentes momentos:


  • Durante a cirurgia -  o cirurgião remove o tumor e uma quantidade de tecido saudável ao redor. A distância dessa margem varia conforme o tipo e localização do câncer. Há casos em que é possível enviar amostras das bordas para análise rápida ainda durante o procedimento. Também há serviços em que o patologista está presente no centro cirúrgico para fazer a análise in loco. As duas situações permitem que o cirurgião realize ajustes imediatos.


  • Após a cirurgia  - todo o material removido é enviado ao laboratório de anatomia patológica, onde o médico patologista faz a análise e produz o laudo e envia para o cirurgião posteriormente

 

A margem cirúrgica vale para todos os tipos de tumores?


A margem cirúrgica livre é aplicada especialmente para os casos de tumores sólidos passíveis de serem removidos por cirurgia com objetivo curativo.


O conceito de margem cirúrgica livre não se aplica para cânceres que não são tratados com cirurgia de ressecção (leucemias e linfomas ou casos de metástases); tumores cuja ressecção pode comprometer funções vitais (alguns tumores cerebrais em áreas críticas ou fatores anatômicos em casos muito avançados); e cirurgias paliativas com objetivo de aliviar sintomas.

 

Estratégias


A equipe cirúrgica utiliza diferentes estratégias para aumentar as chances de margens livres de câncer:


  • Planejamento pré-operatório detalhado - exames de imagem como ressonância magnética, tomografia e ultrassom ajudam a mapear exatamente onde está o tumor e qual deve ser a extensão da cirurgia.

  • Exame de congelação - durante a cirurgia, fragmentos das margens são congelados, cortados e analisados. Isso permite ao cirurgião ampliar a ressecção se necessário ainda o mesmo procedimento.

  • Marcação com tinta - o cirurgião colore as bordas do tecido removido com substâncias  especiais, facilitando ao patologista identificar exatamente qual borda está comprometida.

  • Cirurgia de Mohs  - técnica usada em câncer de pele, em que o cirurgião remove camadas finas de tecido e examina cada uma imediatamente ao microscópio até que não restem células cancerígenas.

 

Margem cirúrgica livre é diferente de cura


A margem cirúrgica livre de câncer indica que o tumor local foi totalmente removido, reduz o risco de recidiva local, melhora as chances de sucesso do tratamento como um todo. Entretanto, não garante que não haja células cancerígenas circulantes do sangue, pequenas metástases em outros órgãos, entre outras complicações. Portanto, é preciso continuar o acompanhamento médico.

 

E quando as margens são positivas?


Se as margens tiverem células tumorais, a equipe médica define o melhor caminho, de acordo com o tipo de câncer, a localização, a extensão do comprometimento e o estado geral do paciente. O plano terapêutico pode incluir uma nova cirurgia, radioterapia e quimioterapia de maneira individual ou combinados.


É importante entender que margem livre é um passo importante para o sucesso do tratamento.  No entanto, o caminho da cura depende de múltiplos fatores que vão além da cirurgia. 

FONTE: https://www.iucr.com.br/post/o-que-e-margem-cirurgica-livre-de-cancer?utm_source=Facebook&utm_medium=CPC&utm_campaign=Diagnostico&fbclid=IwY2xjawPrcIZleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFIM082SFBsMWo2WEUyMUV0c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHrTQ_lrvhs8aehAaqju3IX6opwAMnu63PZktlgVh-ph6K7lbaevcDtabctrN_aem_TiJ76FeCmKRhQAmRU4o_Tg

 

 

 

 

 

 

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abs.

Carla

 

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