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terça-feira, 5 de março de 2019

LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA): Como Prevenir a

Equipe Oncoguia
 - Data de cadastro: 27/07/2015 - Data de atualização: 23/11/2018

Não está claro o que causa a leucemia mieloide aguda. A maioria das pessoas que contraem leucemia mieloide aguda não têm fatores de risco conhecidos, por isso não há maneira de prevenir as leucemias.
O tabagismo é o fator de risco controlável mais significativo para a leucemia mieloide aguda, e parar de fumar reduz o risco de uma pessoa contrair a doença. É evidente que os não tabagistas são muito menos propensos do que os fumantes a desenvolver muitos outros tipos de câncer, bem como doenças cardíacas, acidentes vasculares e outras doenças.
O tratamento de alguns tipos de câncer com quimioterapia ou radioterapia pode provocar leucemias secundárias (pós-tratamento). Os pesquisadores estão estudando como tratar esses cânceres sem aumentar o risco de leucemia secundária.
Evitar produtos químicos cancerígenos conhecidos, como o benzeno, pode diminuir o risco de contrair a leucemia mieloide aguda. Mas, a maioria dos pesquisadores concorda que a exposição a produtos químicos ocupacionais ou ambientais representa apenas uma pequena fração dos casos de leucemia
Fonte: American Cancer Society (21/08/2018)



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abs
Carla
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LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA): Causas da

Equipe Oncoguia
 - Data de cadastro: 27/07/2015 - Data de atualização: 23/11/2018
Alguns pacientes com leucemia mieloide aguda têm um ou mais fatores de risco conhecidos, mas outras pessoas não. Mesmo quando um paciente tem um ou mais fatores de risco, não existe nenhuma maneira de saber se ele realmente causou a leucemia.
As células humanas normais crescem e agem baseadas nas informações contida nos cromossomos de cada célula. O DNA é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas de todas as células. Nós normalmente nos parecemos com nossos pais, porque eles são a fonte do nosso DNA. No entanto, o DNA nos afeta muito mais do que isso.
Alguns genes têm instruções para controlar o crescimento e a divisão das células. Os genes que promovem a divisão celular são chamados oncogenes. Os genes que retardam a divisão celular ou levam as células à morte no momento certo são denominados genes supressores do tumor. Os cânceres podem ser causados por alterações no DNA que se transformam em oncogenes ou por desativação dos genes supressores do tumor.
Cada vez que uma célula se prepara para se dividir em duas novas células, ela faz uma nova cópia do DNA em seus cromossomos. Este processo não é perfeito, e podem ocorrer erros que afetam os genes dentro do DNA. Os cânceres podem ser causados por mutações no DNA que se transformam em oncogenes ou desligam os genes supressores de tumor. Por exemplo, alterações em determinados genes, como FLT3, c-KIT e RAS são comuns nas células da leucemia mieloide aguda. Esses tipos de alterações ajudam às células a crescerem fora de controle.
Mutações em genes específicos são encontrados em muitos casos de leucemia mieloide aguda, mas alterações maiores em um ou mais cromossomos também são comuns. Embora estas alterações envolvam partes maiores do DNA, seus efeitos ainda parecem ser devido a alterações em apenas um ou alguns genes. Vários tipos de alterações cromossômicas podem ocorrer nas células da leucemia mieloide aguda:
Translocações. São o tipo mais comum de alteração no DNA que podem levar à leucemia. Uma translocação significa que parte de um cromossomo se rompe e se liga a um cromossomo diferente. O ponto em que a quebra ocorre pode afetar genes próximos, por exemplo, pode se transformar em oncogenes ou desligar genes, como o RUNX1 e o RARa, que normalmente ajudam as células sanguíneas a amadurecerem.
Deleções. Ocorrem quando parte de um cromossomo é perdido. Isto pode resultar na perda de um gene celular que mantém seu crescimento sob controle (gene supressor de tumor).
Inversões. Ocorrem quando parte de um cromossomo foi invertido. Isso pode resultar na perda de um gene (ou genes) e a célula não pode ler suas instruções.
Adição ou duplicação. Significa que existe um ou parte de um cromossomo extra. Isto pode levar a muitas cópias de alguns genes no interior da célula. O que pode ser um problema se um ou mais destes genes são oncogenes.
Diferentes casos de leucemia mieloide aguda podem ter diferentes alterações cromossômicas e algumas alterações são mais comuns do que outras. Os pesquisadores estão estudando para entender por que essas mudanças ocorrem e como podem levar à leucemia.
Algumas alterações parecem ter mais de um efeito sobre o prognóstico de um paciente do que outros. Por exemplo, elas podem afetar a rapidez com que as células leucêmicas crescem ou sobre a probabilidade de responderem ao tratamento.
Alterações genéticas hereditárias x adquiridas
Alguns pacientes com determinados tipos de câncer têm mutações hereditárias no DNA que aumentam o risco para a doença. Embora isto possa acontecer em alguns casos da leucemia mieloide aguda, como nas síndromes genéticas discutidas na seção fatores de risco, as mutações hereditárias não são a causa da leucemia mieloide aguda.
A maioria das alterações no DNA relacionadas à leucemia mieloide aguda ocorrem durante a vida de uma pessoa, não sendo, portanto, hereditárias. Algumas dessas mudanças adquiridas podem ter causas externas, como a exposição às radiações ou a produtos químicos cancerígenos, mas na maioria dos casos a razão pela qual ocorrem não é conhecida. Elas parecem acontecer com mais frequência à medida que as pessoas envelhecem, o que pode ajudar a explicar porque a leucemia mieloide aguda geralmente ocorre em pessoas mais velhas.
Fonte: American Cancer Society (21/08/2018)



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LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA (LMA): Fatores de Risco para

Equipe Oncoguia
 - Data de cadastro: 27/07/2015 - Data de atualização: 23/11/2018

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores de risco como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser alterados.
Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com leucemia mieloide aguda tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.
Existem poucos fatores de risco conhecidos para a leucemia mieloide aguda:
Idade. A leucemia mieloide aguda pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum à medida que as pessoas envelhecem.
Gênero. A leucemia mieloide aguda é mais comum em homens do que em mulheres, mas a razão disso é desconhecida.
Tabagismo. As pessoas que fumam são mais propensas a desenvolver a leucemia mieloide aguda. Muitas pessoas sabem que o tabagismo está relacionado ao câncer de pulmão, boca, garganta e laringe, mas poucos sabem que também pode afetar as células que não entram em contato direto com a fumaça. As substâncias causadoras de câncer no fumo do tabaco são absorvidas pelos pulmões e se espalham através da corrente sanguínea para muitas partes do corpo.
Exposição a produtos químicos. A exposição a agentes quimioterápicos e determinados produtos químicos, incluindo benzeno, aumentam o risco de uma pessoa desenvolver leucemia mieloide aguda. O benzeno é um solvente usado na indústria da borracha, refinarias de petróleo, fábricas de produtos químicos, fabricação de sapatos e gasolina e também está presente na fumaça do cigarro, bem como algumas colas, produtos de limpeza, detergentes, material de arte e tintas.
Medicamentos quimioterápicos. Os pacientes tratados com determinados medicamentos quimioterápicos são mais suscetíveis de desenvolver leucemia mieloide aguda. Os agentes alquilantes e de platina estão ligados a um aumento no risco de leucemia mieloide aguda. Muitas vezes, o paciente terá síndrome mielodisplásica antes da leucemia mieloide aguda. Exemplos de agentes alquilantes incluem a ciclofosfamida, mecloretamina, procarbazina, clorambucil, melfalano, bussulfano, carmustina, cisplatina e carboplatina. Os inibidores de topoisomerase II também estão associados à leucemia mieloide aguda. Exemplos de inibidores de topoisomerase II incluem etoposide, teniposide, mitoxantrona, epirrubicina e doxorrubicina.
Exposição às radiações. Evidências em sobreviventes das bombas atômicas e acidentes de reatores nucleares mostram que a exposição às radiações ionizantes tem um risco aumentado de desenvolver a leucemia mieloide aguda. A radioterapia também tem sido associada a um risco aumentado da leucemia mieloide aguda. No entanto, esse risco varia com a dose administrada e a área tratada.
Doenças do sangue. Pacientes com doenças crônicas mieloproliferativas, como policitemia vera, trombocitopenia essencial e mielofibrose idiopática têm um risco aumentado de desenvolver leucemia mieloide aguda. Esse risco aumenta se essas enfermidades forem tratadas com alguns tipos de quimioterapia ou radioterapia. Alguns pacientes com síndrome mielodisplásica (condição pré-leucêmica) podem desenvolver a doença.
Síndromes hereditárias. Algumas síndromes hereditárias com alterações genéticas parecem aumentar o risco de leucemia mieloide aguda, por exemplo, síndrome de Down, anemia de Fanconi, síndrome de Bloom, ataxia-telangiectásica, síndrome de Blackfan-Diamond, síndrome de Schwachman-Diamond, síndrome de Li-Fraumeni, neurofibromatose tipo 1, neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann) e trissomia 8.
Histórico familiar. Embora a maioria dos casos de leucemia mieloide aguda não tenha uma causa genética, ter um parente próximo, como um pai ou irmão, com a doença aumenta o risco de ter leucemia mieloide aguda. Pessoas que tem um gêmeo idêntico com leucemia mieloide aguda antes de 1 ano de idade têm um risco aumentado de ter a doença.
Fatores de risco incertos, não comprovados ou controversos. Outros fatores, ainda não totalmente esclarecidos incluem exposição a campos eletromagnéticos, exposição a diesel, gasolina e pesticidas, cigarro e exposição a tinturas de cabelo.
Fonte: American Cancer Society (21/08/2018)



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