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sábado, 27 de julho de 2019

Câncer > Sarcoma de Partes Moles:Tratamento do Sarcoma de Partes Moles por Estágio

Equipe Oncoguia
 - Data de cadastro: 26/05/2016 - Data de atualização: 20/07/2018

A única maneira de curar um sarcoma de partes moles, é removê-lo completamente cirurgicamente. Estes tumores são difíceis de serem tratados e exigem experiência e habilidade clínico cirúrgica. Alguns estudos mostraram que os melhores resultados são obtidos com os pacientes tratados em centros oncológicos especializados no tratamento de sarcoma.
Estágio I
Os sarcomas de partes moles estágio I, de qualquer tamanho, são tumores de baixo grau. Tumores pequenos (até 5 cm de diâmetro) nos braços ou pernas podem ser tratados apenas com cirurgia. O objetivo da cirurgia é a remoção do tumor com uma margem de tecido normal livre de doença. Uma outra opção é o tratamento com radioterapia após cirurgia para destruir possíveis células cancerígenas remanescentes da cirurgia, diminuindo a chance de recidiva da doença.
Se o tumor não estiver localizado em um órgão, por exemplo, na cabeça, pescoço ou no abdome, a remoção de todo o tumor com uma margem de tecido normal em torno, pode ser mais difícil. Para estes tumores, a radioterapia com (ou sem) quimioterapia pode ser administrada antes da cirurgia, para tentar diminuir o tamanho do tumor e facilitar a remoção cirúrgica. Se a radioterapia não for realizada antes da cirurgia, pode ser administrada após o procedimento cirúrgico para diminuir a chance de uma recidiva da doença.
Estágios II e III
A maioria dos sarcomas estágios II e III são considerados tumores de alto grau. Eles tendem a crescer e se disseminar rapidamente. Mesmo quando estes sarcomas ainda não se disseminaram para os linfonodos, o risco é alto. Estes tumores também tendem a recidivar localmente após a remoção cirúrgica.
O principal tratamento para os sarcomas estágios II e III é a cirurgia, com remoção dos linfonodos. Se o tumor é grande ou está em local de difícil acesso, o paciente é tratado inicialmente com quimioterapia, radioterapia, ou ambos com o objetivo de reduzir seu tamanho e tornar mais fácil a remoção cirúrgica. Estes tratamentos também diminuem a chance de uma recidiva da doença. Os tumores menores podem ser tratados inicialmente com cirurgia, seguida de radioterapia para reduzir o risco da recidiva.
Em casos raros, a amputação é necessária para remover todo o membro junto com o tumor.
Apenas a radioterapia com (ou sem) quimioterapia pode ser realizada quando a localização do tumor ou seu tamanho ou ainda o estado de saúde geral do paciente torna impossível a cirurgia.
Estágio IV
Um sarcoma é considerado estágio IV, quando se disseminou para locais distantes (metástases). Neste estágio, os sarcomas raramente são curáveis. Porém, alguns pacientes podem ser curados se o tumor principal e todos os focos de disseminação da doença puderem ser removidos cirurgicamente. A melhor taxa de sucesso é quando a disseminação é apenas para os pulmões. Os tumores principais desses pacientes devem ser tratados como estágios II ou III, e as metástases, se possível, devem ser completamente removidas.
Para pacientes cujo tumor primário e todas as metástases não podem ser completamente removidas cirurgicamente, a radioterapia e/ou quimioterapia são frequentemente administradas para aliviar os sintomas. Os medicamentos quimioterápicos doxorrubicina e ifosfamida são muitas vezes a primeira escolha - isoladamente ou em conjunto com outras drogas. Se a doxorrubicina for utilizada, pode ser administrada junto com o olaratumab. A gemcitabina e o docetaxel podem ser administrados se a primeira combinação de medicamentos não responder. Os pacientes com angiossarcomas podem se beneficiar de tratamento com paclitaxel ou docetaxel com vinorelbina.
Recidiva
A recidiva pode ser local ou à distância. Se o sarcoma recidivar no mesmo local onde se iniciou, pode ser tratado cirurgicamente. A radioterapia pode ser administrada após a cirurgia, se não foi realizada no tratamento inicial. Se anteriormente foi realizada a radioterapia externa, a braquiterapia pode ser uma nova opção.
Se o sarcoma recidivar em um local distante, pode ser administrada a quimioterapia. Se o sarcoma se disseminou apenas para os pulmões, pode ser possível remover todas as áreas afetadas cirurgicamente. A radioterapia é usada para tratar os sarcomas que se disseminaram para o cérebro, bem como para quaisquer recidivas que provoquem sintomas, como dor.





Fonte: American Cancer Society (06/04/2018)
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abs
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Sarcomas de Partes Moles Benignos

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Câncer > Sarcoma de Partes Moles:Terapia Alvo para

Equipe Oncoguia 
- Data de cadastro: 14/02/2013 - Data de atualização: 20/07/2018

A terapia alvo é um tipo de tratamento do câncer que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente às células cancerígenas e provocar pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células.
As terapias alvo usadas no tratamento do sarcoma de partes moles são;
Olaratumab
O olaratumab é um anticorpo monoclonal, que tem como alvo a PDGFR-alfa, uma proteína em células cancerígenas que podem ajudá-los a crescer. Ao bloquear esta proteína, o olaratumab faz com que alguns tumores diminuam ou parem de crescer, aumentando a sobrevida dos pacientes.
Este medicamento pode ser usado junto com o medicamento quimioterápico doxorrubicina no tratamento do sarcomas de tecidos moles que não podem ser curados com radioterapia ou cirurgia.
Olaratumab é administrado por infusão intravenosa.
Efeitos colaterais. Alguns pacientes apresentam reações alérgicas enquanto tomam este medicamento, o que pode provocar sintomas como diminuição na pressão arterial, febre, calafrios e erupções cutâneas. Outros possíveis efeitos colaterais incluem náuseas e vômitos, sensação de cansaço, dor muscular ou nas articulações, inchaço na boca ou garganta, perda de cabelo, dor de cabeça, perda de apetite, diarreia e neuropatia, que pode causar dormência, formigamento ou dor nas mãos ou pés.
Pazopanib
O pazopanib bloqueia várias enzimas celulares denominadas tirosinaquinase, importantes para o crescimento e sobrevivência celular. Pode ser usado no tratamento de pacientes com sarcomas de partes moles avançado que não responderam à quimioterapia. Também ajuda a retardar o crescimento do tumor e aliviar os efeitos colaterais em pacientes com sarcomas que não podem ser removidos cirurgicamente. Mas, até o momento não mostrou aumentar a sobrevida dos pacientes. Este medicamento é administrado em forma de comprimidos uma vez por dia.
Efeitos colaterais. Os efeitos mais comuns deste medicamento incluem alterações na pressão arterial, fadiga, náuseas, diarreia, dores de cabeça, diminuição das taxas sanguíneas e problemas no fígado. Em alguns pacientes pode provocar problemas renais. Outros efeitos raros que podem ocorrer são hemorragia, problemas de coagulação, problemas de cicatrização e problemas cardíacos. Os pacientes que estiverem usando o pazopanib, geralmente, são acompanhados pelo médico realizando eletrocardiogramas e análises sanguíneas para verificar se qualquer problema no fígado ou outras alterações.
Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.



Fonte: American Cancer Society (06/04/2018)
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Câncer > Sarcoma de Partes Moles:Quimioterapia para

Equipe Oncoguia
 - Data de cadastro: 14/02/2013 - Data de atualização: 20/07/2018
A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas como também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa ou por via oral. Dependendo do tipo e do estágio do sarcoma, a quimioterapia pode ser administrada como tratamento principal ou como adjuvante, após a cirurgia. A quimioterapia para sarcoma de partes moles, geralmente utiliza uma combinação de vários medicamentos.
Os medicamentos quimioterápicos mais usados são a ifosfamida e a doxorrubicina. Quando é utilizada a ifosfamida, o medicamento mesna é também administrado. Mesna não é um quimioterápico, mas um medicamento para proteger a bexiga dos efeitos tóxicos da ifosfamida.
Outros quimioterápicos como dacarbazina, epirrubicina, temozolomida, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, trabectedina e eribulina podem ser utilizados.
As combinações muitos usadas são MAID (mesna, adriamicina [doxorrubicina], ifosfamida e dacarbazina) e AIM (adriamicina [doxorrubicina], ifosfamida e mesna).
Perfusão Isolada do Membro
Neste procedimento, a quimioterapia é administrada apenas a um membro (braço ou perna) cujo sangue é aquecido um pouco para ajudar na resposta ao tratamento (Hipertermia). Essa técnica pode ser usada para tratar tumores que não podem ser removidos ou tratar tumores de alto grau antes da cirurgia. Mas, ainda não está claro se esse procedimento aumenta a sobrevida dos pacientes comparado à quimioterapia padrão.
Possíveis Efeitos Colaterais
Os quimioterápicos não só atacam as células cancerosas, mas também algumas células normais (tratamento sistêmico), o que pode levar a efeitos colaterais. Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. Os efeitos colaterais comuns à maioria das drogas quimioterápicas podem incluir:
Náuseas e vômitos.
Perda de apetite.
Perda de cabelo.
Feridas na boca.
Diminuição das taxas sanguíneas.
Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
Hematomas e hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
Fadiga ou falta de ar, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.
Estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e desaparecem após o término do tratamento. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, a quimioterapia pode ter que ser reduzida ou suspensa por um período de tempo.
Alguns efeitos colaterais podem durar mais tempo ou serem permanentes. Por exemplo, a doxorrubicina pode causar problemas cardíacos se for administrada por um tempo prolongado. Mas, nesses casos, o médico geralmente acompanha a função cardíaca do paciente com exames especiais antes e durante o tratamento o uso do medicamento. Alguns medicamentos quimioterápicos provocam neuropatia levando a dormência, formigamento ou mesmo dor nas mãos e pés.
A quimioterapia também pode provocar causar danos permanentemente aos ovários ou testículos provocando infertilidade.
Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.
Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.
Fonte: American Cancer Society (06/04/2018)



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