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terça-feira, 12 de maio de 2026

12/5 – Dia Internacional de Conscientização sobre Doenças Imunológicas e Neurológicas Crônicas 2026

 


 

O Dia Internacional de Conscientização sobre Doenças Imunológicas e Neurológicas Crônicas é celebrado em 12 de maio desde 1992 e, desde então, tornou-se um evento global com o objetivo de aumentar a conscientização e a compreensão sobre essas condições. A data escolhida refere-se ao aniversário de Florence Nightingale, fundadora da enfermagem moderna, que se acredita ter sofrido de Síndrome da Fadiga Crônica.

As Doenças Imunológicas e Neurológicas Crônicas (DINC) abrangem um grupo de condições complexas e de longa duração que afetam os sistemas imunológico e nervoso, frequentemente causando fadiga extrema, dores generalizadas e disfunções cognitivas. As mais conhecidas são a Encefalomielite Miálgica (EM) ou Síndrome da Fadiga Crônica (SFC).

 

Conhecida por diferentes nomes — Encefalomielite Miálgica (ME), Doença da Disfunção Imune, Síndrome de Intolerância à Atividade Física, ou, simplesmente, Síndrome da Fadiga Crônica –, a condição somente foi reconhecida pelo Centro para Controle de Doenças dos Estados Unidos e a constar na Classificação Internacional de Doenças (CID) no final dos anos 1980.

A partir daí deixou de ser vista como um distúrbio meramente psicológico para ser definida como um transtorno que pode apresentar alterações em vários sistemas do organismo (neurológico, imunológico e endócrino).

A síndrome da fadiga crônica (SFC) é um transtorno caracterizado por sensação de cansaço extremo e incapacitante, sem nenhuma causa aparente capaz de justificá-lo. Tal sintoma pode persistir por mais de seis meses, piora com esforço físico ou tensão psicológica e não regride com repouso.

Manifesta-se especialmente entre os 20 e os 50 anos e, embora afete mais as mulheres, não poupa homens e crianças, quaisquer que sejam suas idades. Níveis altos de estresse podem funcionar como gatilho para o surgimento das crises.

Apesar do empenho dos pesquisadores, a causa da síndrome da fadiga crônica permanece desconhecida. Não se sabe sequer se existe uma causa única ou se o problema é multifatorial. Já foi levantada a hipótese de que a doença seja desencadeada pela combinação de determinadas condições clínicas e fatores ambientais que disparam as crises nas pessoas geneticamente predispostas.

Embora haja controvérsias a respeito, alguns estudos sugerem que a síndrome da fadiga crônica pode estar correlacionada com as infecções pelo Epstein-Barr (vírus da mononucleose) e o citomegalovírus, por exemplo. Da mesma forma, não está provado que o HIV, o vírus da rubéola e o vírus do herpes estejam relacionados com a enfermidade.

Em 2009 foi identificado um novo vírus, o XMRV, ligado ao câncer de próstata, que parece estar associado à ocorrência da síndrome de fadiga crônica.

Foram, ainda, levantadas como causas possíveis da síndrome da fadiga crônica:

– O desequilíbrio na produção de hormônios pelo hipotálamo (ocitocina e hormônio antidiurético), das glândulas pituitárias ou da hipófise (hormônio do crescimento, entre muitos outros) e das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina);

– Certo comprometimento (pouco importante) do sistema imunológico e a hereditariedade.

 

Sintomas:

Como o próprio nome do distúrbio indica, o principal sintoma da síndrome é a fadiga, que chega a ser exaustiva e incapacitante, a ponto de afetar a realização das tarefas rotineiras por longos períodos.

Há casos em que os sinais da doença surgem durante ou após a vigência de uma infecção viral, acompanhada de febre, corrimento nasal, linfonodos aumentados no pescoço e axilas. Dor de garganta e de cabeça, dores musculares e nas articulações, sem explicação plausível, são outras manifestações possíveis.

Perda da memória e da concentração, distúrbios do sono (apneia, síndrome das pernas inquietas, insônia), diabetes, anemia e hipotireoidismo, assim como depressão e isolamento social, são complicações que podem estar correlacionadas com a síndrome da fadiga crônica ou serem sintomas de várias doenças que também causam cansaço extremo e persistente. Distinguir umas das outras é de suma importância para estabelecer o diagnóstico diferencial com diversas condições médicas e orientar o tratamento.

 

A severidade do quadro de SFC pode variar bastante e, em algumas pessoas, a intensidade dos sintomas pode aumentar ou diminuir em épocas diferentes de suas vidas. Pode ser:

– Leve: A pessoa tem dificuldades de fazer atividades que antes fazia com facilidade, podendo até realizá-las, mas depois sente um cansaço extremamente intenso durante vários dias. Nesses casos, a pessoa se torna, em média, 50% menos ativa do que era antes do diagnóstico;

– Moderada: A pessoa tem grande perda de autonomia, suficiente para ter dificuldade de sair de casa;

– Severa: Na fadiga crônica severa a pessoa fica acamada a maior parte do tempo, pois apresenta dificuldades até para andar e manter-se ativa dentro de casa. No entanto, ainda tem alguma autonomia, pois consegue sair da cama para alimentar-se, higienizar-se, fazer suas necessidades, entre outros;

– Muito severa: Há perda total da autonomia. O indivíduo fica acamado o tempo todo, precisando de auxílio para alimentar-se, hidratar-se, fazer as necessidades, entre outros.

 

Tratamento:

Ainda não se conhece a cura para a síndrome da fadiga crônica e até o momento o objetivo do tratamento (necessariamente multidisciplinar) se volta para o alívio dos sintomas e o controle das doenças que podem contribuir para a gravidade do quadro.

Em linhas gerais, baseia-se num programa gradual de exercícios físicos, aeróbicos e de força, e na aplicação da terapia cognitivo-comportamental, visando a mudanças de estilo de vida.

Nenhuma droga provou, ainda, sua eficácia no tratamento da síndrome. No entanto, medicamentos anti-inflamatórios, antidepressivos, analgésicos e reguladores do sono podem ser úteis para controlar os sintomas, revertendo em melhor qualidade de vida.

 

Recomendações:

– Procurar ajuda médica se a sensação de cansaço, fraqueza e desânimo, assim como a dificuldade de manter a concentração e a memória ativa, estiverem atrapalhando a rotina de vida;

– Não desconsiderar, durante as consultas, sintomas banais, como esquecimentos aparentemente irrelevantes, dores de cabeça que vêm e passam, introdução de novos medicamentos ou manutenção daqueles de uso contínuo prescritos pelo médico;

– Tentar responder objetivamente às perguntas que o médico possa fazer durante a entrevista. Por exemplo: quando os sintomas começaram? Há situações em que eles pioram? O apetite e o sono continuam inalterados? Na sua família, há pessoas que apresentam sintomas semelhantes? Recentemente ocorreu algum fato novo em sua vida?

– Lembrar-se da importância da qualidade e da precisão das informações fornecidas ao médico durante as consultas. Descrever os sintomas que vão e retornam, em ciclos, de forma clara e objetiva, pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e orientar o tratamento.

– Não confiar na memória e levar por escrito o nome e as doses de qualquer medicamento, vitamina ou suplemento que esteja tomando, regular ou periodicamente.

 

Fontes:






FONTE: https://bibliosus.saude.gov.br/


https://bvsms.saude.gov.br

                                      


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

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