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quarta-feira, 28 de junho de 2023

PACIENTE CRONICO VS PACIENTE AGUDO> Saiba mais sobre as diferenças e o tratamento entre doenças agudas e crônicas

 24 de Agosto de 2016

 

 

 

 

Dr. Maurício Kucharsky, coordenador Médico da OS CEJAM M’Boi Mirim, concedeu entrevista sobre as diferenças entre doenças agudas e crônicas, como é feito o diagnóstico, tratamento e medidas de prevenção. Confira a matéria:

1)Muito se ouve falar de doenças agudas e crônicas. Qual a diferença entre ambas? Por favor, dê exemplos de doenças agudas e crônicas.
Doença aguda é caracterizada por inicio súbito de evolução rápida e curta duração, já doença crônica apresenta uma progressão lenta e duração prolongada. Um exemplo de doença aguda são as amigdalites, e de doença crônica a hipertensão arterial.

2) Como é feito o diagnóstico de ambas?
Ambas podem ser diagnosticadas através de exame físico e exames subsidiários. Porém, nas doenças agudas os sinais e sintomas se apresentam mais precocemente e de forma mais clara, facilitando o diagnóstico da doença na maioria dos casos.

3) Quando o problema deixa de ser agudo e passa a ser crônico?
Quando a evolução da doença dura mais de três meses ela passa a ser considerada crônica.

4) Qual o tratamento indicado para doenças agudas e crônicas?
Nas doenças agudas o tratamento visa sempre à cura da patologia, já nas doenças crônicas o tratamento está mais relacionado a evitar sequelas e/ou complicações e consequentemente melhorar a qualidade de vida do paciente.

5) Quais as medidas para evitar que a dor aguda se torne crônica?
A principal medida para evitar que uma dor aguda se torne crônica é tratar a causa da dor e não somente os sintomas da dor.

6)Muitas pessoas levam a vida administrando a dor. Qual a importância de um trabalho de conscientização das mesmas de que sentir dor não é normal?
A dor nunca pode ser considerada “normal” nem pelo paciente e muito menos pelo médico, pois esta dor pode ser indicio de uma patologia tratável em fase aguda, que não tratada no momento oportuno pode levar a sequelas irreversíveis.

Fonte: Assessoria de Imprensa CEJAM

 FONTE: https://cejam.org.br/busca/assessoria-de-imprensa

 https://cejam.org.br/noticias/saiba-mais-sobre-as-diferencas-e-o-tratamento-entre-doencas-agudas-e-cronicas#:~:text=Doen%C3%A7a%20aguda%20%C3%A9%20caracterizada%20por,doen%C3%A7a%20cr%C3%B4nica%20a%20hipertens%C3%A3o%20arterial.

 

 

 

 

 

RIM PELE


 

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abs

Carla

 

terça-feira, 27 de junho de 2023

DIABETES: O que é a doença de Hirata? As características da doença de Hirata

 As características da doença de Hirata

 


 

 As características da doença de Hirata

O que é a doença de Hirata?

A doença de Hirata, também conhecida como síndrome de Hirata ou hipoglicemia autoimune, é uma doença rara que se caracteriza pela presença de anticorpos anti-insulina circulantes, gerando episódios hipoglicêmicos reversíveis.

Trata-se de uma doença rara e, portanto, pouco conhecida, cuja maior parte dos casos foi descrita nas populações japonesa e coreana, embora também tenham sido descritos casos em outras etnias. A condição foi descrita pela primeira vez pela médica japonesa Yukimasa Hirata, em 1970, no Japão.

Quais são as causas da doença de Hirata?

As causas exatas da doença de Hirata ainda não são bem conhecidas. Sabe-se apenas que ela se desenvolve quando um fator desencadeante (um medicamento ou uma infecção viral, por exemplo) age sobre um fundo genético predisponente. Parece haver uma associação da doença com os alelos HLA classe II dos tipos DRB1*0406, DQA1*0301 e DQB2*0302, os quais são cerca de 10 vezes mais frequentes em orientais que em caucasianos.

Os episódios de hipoglicemia são secundários a um aumento da concentração plasmática de anticorpos anti-insulina, com hiperglicemia, havendo um hiperinsulinismo endógeno reativo com hipoglicemia.

A doença afeta predominantemente indivíduos acima de 40 anos com pico de idade entre 60 e 69 anos. Não há diferença na incidência entre os sexos masculino ou feminino.

 

Qual é o substrato fisiopatológico da doença de Hirata?

A patogênese da doença de Hirata envolve a formação de complexos insulina-anticorpos anti-insulina que induzem alterações glicêmicas com um mecanismo de dupla fase: o anticorpo anti-insulina impede que a insulina se ligue ao seu receptor na fase pós-prandial, possivelmente resultando em hiperglicemia; depois disso, quando a insulina é liberada do anticorpo, ela age livremente sobre as concentrações de glicose no sangue, induzindo hipoglicemia.

Ou seja, após uma refeição, a concentração de glicose na corrente sanguínea aumenta, estimulando a secreção de insulina. Os autoanticorpos se ligam a essas moléculas de insulina, tornando-as incapazes de exercer seus efeitos. A hiperglicemia resultante promove liberação adicional de insulina. À medida que a concentração de glicose cai, a secreção de insulina também diminui e o nível total de insulina diminui. Agora as moléculas de insulina se dissociam espontaneamente dos autoanticorpos, dando origem a um nível elevado de insulina livre inapropriado para a concentração de glicose, causando hipoglicemia.

Uma descoberta importante foi a associação da doença com a exposição a medicações sulfidrilas (1983) e, posteriormente, com determinantes imunogênicos específicos. Nos últimos 20 anos, vem sendo aprofundado o conhecimento sobre a patogênese da doença de Hirata.

Quais são as características clínicas da doença de Hirata?

As manifestações clínicas da doença de Hirata variam amplamente em termos de gravidade, duração e taxas de remissão. O sintoma mais característico da doença são frequentes episódios de hipoglicemia que cursam com um grande aumento dos anticorpos anti-insulina, sem que tenha havido exposição prévia à insulina. A hipoglicemia se manifesta com sintomas autonômicos, como fome, tremor e ansiedade, e sintomas nervosos, como irritabilidade, alterações comportamentais, confusão, amnésia, convulsões e perda de consciência.

A hipoglicemia é, pois, um tipo de fenômeno rebote. Ao contrário das hipoglicemias por jejum, os pacientes costumam apresentar hiperglicemia imediatamente após a refeição seguida de hipoglicemia que ocorre horas após (3 a 4 horas).

Observa-se associação da doença de Hirata com outras doenças autoimunes e ela pode ser desencadeada pela exposição a certas drogas. O quadro hipoglicêmico é transitório e está frequentemente associado a drogas que contenham o grupo sulfidril em sua estrutura.

O limiar para provocar manifestações de hipoglicemia na doença de Hirata é muito menor em pacientes saudáveis. A hipoglicemia costuma ser leve, embora haja casos que apresentem manifestações graves, como convulsões e coma.

Como mencionado, os pacientes podem apresentar oscilações de hiperglicemia para hipoglicemia. Nessas circunstâncias, a apresentação típica consiste em hiperglicemia pós-prandial precoce e subsequente hipoglicemia reativa. Tem sido relatado aumento no peso corporal, especialmente em pacientes que apresentam a doença de Hirata de longa duração, mal reconhecida, o que pode ser devido ao aumento da ingestão de alimentos como um mecanismo corretivo para hipoglicemia.

Como o médico diagnostica a doença de Hirata?

O diagnóstico da doença de Hirata é sempre um desafio, porque exige excluir outras causas de hipoglicemia hiperinsulínica. Do ponto de vista clínico, ocorrem estados de hipoglicemia espontâneos não cetóticos, na maior parte dos casos associados a outras doenças autoimunes concomitantes.

No que diz respeito aos dados de laboratório, o padrão ouro para diagnóstico é a análise de uma amostra de sangue. Ela apresenta-se com altos níveis de anticorpos anti-insulina em pacientes que nunca foram previamente expostos à terapia com insulina. Os níveis de anticorpos anti-insulina dosados no plasma desses pacientes são caracteristicamente muito elevados, em geral acima de 1.000 µU/mL.

Como o médico trata a doença de Hirata?

A remissão espontânea ocorre em até 80% dos casos com a interrupção da droga que desencadeou o quadro ou com medidas comportamentais como, por exemplo, realizar pequenas refeições durante o dia para evitar grandes picos de insulina. Como a doença frequentemente é autorremissiva, seu manejo consiste principalmente em alterações dietéticas orientadas para prevenir a hipoglicemia.

Terapias farmacológicas podem ser necessárias para controlar pacientes que apresentem manifestações mais severas da doença. Elas podem incluir drogas que reduzam a secreção pancreática e agentes imunossupressores. Corticoides sistêmicos podem ser úteis para reduzir as concentrações de anticorpos e as drogas contendo grupo sulfidril devem ser evitadas. O quadro geralmente melhora quando a droga gatilho é suspensa.

 

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da U.S. National Library of Medicine.

ABCMED, 2023. As características da doença de Hirata. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1434360/as-caracteristicas-da-doenca-de-hirata.htm>. Acesso em: 25 jun. 2023.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

 

 FONTE:https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1434360/as-caracteristicas-da-doenca-de-hirata.htm

 

 

 

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Carla

 

Diabetes: Índice HOMA: o que é isso?

 quarta-feira, 12 de abril de 2023


Índice HOMA: o que é isso?

 

 

O que é índice HOMA?

Desde a década de 1980, a resistência à insulina tem sido associada ao risco de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2. Um dos métodos empregados para sua estimativa é o índice HOMA que, embora bem estabelecido para estudos epidemiológicos, ainda carece de credibilidade consensual para aplicação generalizada na prática clínica.

O índice HOMA (sigla em inglês de Homeostatic Model Assessment) é uma ferramenta utilizada no exame de sangue para avaliar a resistência à insulina (HOMA-IR) e a função das células beta pancreáticas (HOMA-beta) no corpo humano e, assim, auxiliar no diagnóstico do diabetes. Ele é calculado matematicamente a partir dos níveis de glicose e insulina no sangue em jejum e é usado como uma medida indireta da sensibilidade à insulina.

O modelo homeostático foi descrito pela primeira vez sob o nome HOMA por Matthews et al. em 1985.

Como se chegou à ideia do índice HOMA?

Chegou-se à ideia do índice HOMA a partir da observação de que as concentrações sanguíneas de glicose e insulina no estado estacionário de repouso são determinadas por sua interação em um ciclo de retroalimentação, em que uma influencia a outra.

Um modelo computacional foi desenvolvido de modo a prever e detectar os vários graus de deficiência das células beta pancreáticas, fabricantes da insulina, e a resistência oferecida pelas células corporais à penetração da insulina nelas.

Cálculos numéricos obtidos a partir dos valores da glicemia e da insulinemia no exame de sangue de jejum de um determinado paciente permitem uma estimativa da resistência à insulina e da função deficiente das células beta do pâncreas (modelo HOMA).

Como calcular o índice HOMA?

Com o índice HOMA estima-se a sensibilidade e a resistência das células de uma pessoa à insulina. A pontuação HOMA é a expressão numérica do resultado de uma fórmula matemática obtida por meio dos valores da glicemia de jejum e da insulinemia de jejum.

A fórmula para avaliar a resistência à insulina (Homa-IR) consiste em tomar valor da glicemia de jejum em milimoles (mmol), multiplicar pelo valor da insulinemia de jejum medida em unidades internacionais por mililitro (ui/ml) e dividir o resultado por 22,5 quando o nível de insulina em jejum e o nível de glicemia de jejum são expressos em unidades do Sistema Internacional de Unidades. Caso contrário, deve-se utilizar 405, em lugar de 22,5. O resultado numérico é a pontuação HOMA.

 

O que indica o índice HOMA?

Os valores normais do índice HOMA para adultos dependem do laboratório que realiza o teste e da população de referência utilizada para estabelecer os valores de referência. Podem variar também no caso de crianças e adolescentes com índice de massa corporal (IMC) muito elevado.

De forma geral, os valores de referência são: HOMA-IR inferior a 3,4 e HOMA-beta entre 167 e 175. Como os valores apurados do HOMA-beta não mereceram a confiança unânime dos pesquisadores, hoje em dia praticamente não se leva mais em conta esse índice.

Resultados mais altos que os valores de referência do HOMA-IR querem dizer que existe uma resistência à insulina ou um mal funcionamento das células beta do pâncreas, levando a uma produção insuficiente de insulina e uma chance de desenvolver várias doenças.

O que é resistência à insulina?

Para que faça o efeito de gerar energia, a glicose sanguínea, obtida através da alimentação, precisa penetrar nas células. A resistência à insulina é uma condição em que as células do corpo têm dificuldade em responder adequadamente à insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose a penetrar nas células e, assim, controlar os níveis de açúcar no sangue.

Quando as células se tornam resistentes à insulina, o pâncreas precisa produzir quantidades maiores desse hormônio para manter os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal. Com o tempo, esse aumento na produção de insulina pode levar à diminuição da sensibilidade das células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina.

Assim, a resistência à insulina é um estado que antecede grande parte dos casos de diabetes e, eventualmente, pode resultar em diabetes tipo 2.

Do ponto de vista quantitativo, a resistência à insulina pode ser definida como a necessidade de 200 ou mais unidades de insulina ao dia para ter-se o controle glicêmico e para evitar a cetose, ou seja, o uso de gorduras e proteínas para a obtenção de energia quando a glicose não está disponível.

As causas da resistência à insulina resultam de características herdadas e/ou adquiridas. As características herdadas são devidas a defeitos genéticos, anticorpos contra insulina e anormalidades deste hormônio. Entre as adquiridas, a obesidade é a causa mais comum. Há, ainda, alguns agentes que podem causar resistência à insulina, como idade avançada, certas medicações, ingestão excessiva de sódio, terapia antirretroviral prolongada (como a usada para HIV), uso incorreto de insulina exógena e síndrome dos ovários policísticos.

Quase nunca a resistência à insulina apresenta sintomas, mas se não for tratada pode aumentar o risco para vários problemas de saúde. É importante notar que essa condição pode ser prevenida ou gerenciada simplesmente com mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável e a prática regular de atividade física, por exemplo. Em alguns casos, os medicamentos também podem ser prescritos para ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e melhorar a sensibilidade à insulina.

Alimentos de alto índice glicêmico, como pães de farinhas brancas, batata-inglesa e açúcar refinado devem ser trocados por opções integrais e por legumes de baixo índice glicêmico, como cenoura e brócolis, por exemplo. O uso de álcool e tabaco também deve ser evitado.

A resistência à insulina pode levar a uma série de complicações de saúde, algumas das quais são:

  1. Diabetes tipo 2
  2. Síndrome metabólica
  3. Doenças cardiovasculares, como doença cardíaca e acidente vascular cerebral
  4. Esteatose hepática (gordura no fígado)
  5. Síndrome do ovário policístico
  6. Apneia do sono

 

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’or São Luiz de Hospitais e do Science Direct.

ABCMED, 2023. Índice HOMA: o que é isso?. Disponível em: <https://www.abc.med.br/p/diabetes-mellitus/1435595/indice-homa-o-que-e-isso.htm>. Acesso em: 25 jun. 2023.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

 

 FONTE:https://www.abc.med.br/p/diabetes-mellitus/1435595/indice-homa-o-que-e-isso.htm

 

 

 

 

 

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