Powered By Blogger

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Betabloqueadores, medicamentos Cardíacos, podem reduzir o risco de Artrite

 26/05/2021 Por 

Dia da saúde Notícias
Betabloqueadores, medicamentos cardíacos, podem reduzir o risco de artrite

QUARTA-FEIRA, 26 de maio de 2021 (HealthDay News) – Um novo estudo sugere que betabloqueadores, medicamentos cardíacos comumente utilizados, também podem reduzir o risco de osteoartrite e dor no joelho e quadril.

“A osteoartrite é a forma mais comum de artrite e afeta 15% da população geral”, disseram os coautores do estudo Georgina Nakafero e Abhishek Abhishek, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.

Em uma declaração conjunta ao periódico Healio Rheumatology, eles observaram que “não existe terapia específica para OA (osteoartrite) e que o tratamento médico se concentra na analgesia”, mas que “os analgésicos utilizados atualmente apresentam eficácia modesta para a dor da OA e medicamentos, como AINEs e opioides, frequentemente causam efeitos colaterais”.

Os pesquisadores disseram que eles “levantaram a hipótese de que, se betabloqueadores puderem reduzir a dor devido à OA, eles reduzirão as taxas de consulta de atenção primária para dor no joelho ou quadril e OA no joelho ou quadril”.

Os autores do estudo analisaram dados de quase 112.000 pessoas a partir de 40 anos de idade, no Reino Unido, que iniciaram o primeiro regime de betabloqueador da história, definido como, pelo menos, duas prescrições em um período de 60 dias.

Elas foram comparadas com um número igual de pessoas que não receberam prescrição de betabloqueadores.

De acordo com o estudo, uma prescrição de betabloqueador foi associada a uma redução do risco cumulativo de consultas de atenção primária para artrite do joelho, dor no joelho e dor no quadril.

Dois betabloqueadores específicos, propranolol e atenolol, foram ambos associados a uma menor incidência de consultas para artrite e dor no joelho.

De acordo com o estudo, betabloqueadores também foram associados a uma redução do risco de consulta para artrite e dor relacionada de articulação grande em membro inferior.

“Nossos achados sugerem que o atenolol pode ser considerado para pessoas com osteoartrite e comorbidades para as quais betabloqueadores são indicados”, disseram Nakafero e Abhishek em um comunicado à imprensa da Arthritis Foundation. 

“Da mesma forma, o propranolol pode ser um analgésico adequado para pessoas com OA e ansiedade, como comorbidade.”

Enquanto o “estudo levanta a possibilidade de que o atenolol e o propranolol possam ser eficazes na redução da dor da OA, este foi um estudo observacional e os achados devem ser interpretados com cautela”, observaram eles.

 “Se esses achados forem confirmados em estudos independentes e em um estudo clínico controlado randomizado confirmatório, isso pode alterar a prática clínica.”

Mais informações

A Academia Americana de Médicos de Família (American Academy of Family Physicians) tem mais informações sobre osteoartrite.

FONTE: Arthritis Foundation, comunicado à imprensa





obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

https://www.msdmanuals.com/pt-br/

DISFUNÇÕES DA MARCHA EM IDOSOS

 

Por 

James O. Judge 

, MD, University of Connecticut School of Medicine
Última revisão/alteração completa out 2019| Última modificação do conteúdo out 2019



Caminhar, levantar-se de uma cadeira, virar-se e inclinar-se são importantes para que elas possam circular de forma independente. A velocidade da marcha, o tempo que demora para levantar-se de uma cadeira e a capacidade para ficar de pé com um pé na frente do outro (posição tandem) ajudam a prever a capacidade de uma pessoa idosa para realizar atividades diárias e outras, tais como fazer compras, viajar e cozinhar.

Alterações normais na marcha relacionadas com a idade

Alguns elementos da marcha normalmente mudam conforme as pessoas envelhecem; outros não.

A rapidez da caminhada (velocidade da marcha) permanece a mesma até por volta dos 70 anos e, em seguida, diminui. A rapidez da caminhada é um forte indicador de mortalidade, tão preponderante quanto o número de doenças crônicas e hospitalizações de uma pessoa. Aos 75 anos de idade, pessoas que andam lentamente morrem seis ou mais anos antes do que as que andam em uma velocidade normal e dez anos ou mais anos antes do que as pessoas que andam rapidamente.

A rapidez da caminhada diminui porque os idosos dão passos menores. A razão mais provável para o encurtamento das passadas (a distância de apoio de um calcanhar para o próximo) é a fraqueza dos músculos da panturrilha. Os músculos da panturrilha impulsionam o corpo para a frente, e a força muscular da panturrilha diminui com a idade. No entanto, os idosos parecem compensar a força diminuída da panturrilha usando mais os músculos flexores e extensores do quadril do que os jovens adultos.

A cadência, que é o número de passos dados em um minuto, não diminui com a idade. Cada pessoa tem uma cadência preferida, que está relacionada ao comprimento da perna. Pessoas mais altas dão passos maiores em uma cadência mais lenta; pessoas de baixa estatura dão passos mais curtos em uma cadência mais rápida.

Apoio duplo é o termo usado quando ambos os pés estão no chão durante o processo de dar um passo. Esta fase de um passo é uma posição mais estável para mover o centro de massa para a frente do que quando apenas um pé está no chão. A porcentagem de tempo gasto em apoio duplo aumenta com a idade. As pessoas idosas podem aumentar o tempo gasto em apoio duplo ainda mais quando caminham sobre superfícies irregulares ou escorregadias, quando sentem que não estão equilibradas ou quando têm receio de cair. É como se estivessem andando em gelo escorregadio.

A postura da marcha se altera apenas ligeiramente com o envelhecimento. Pessoas idosas andam em posição ereta, sem inclinação para a frente. No entanto, elas andam com uma rotação da pelve mais voltada para baixo e com a curva da região lombar aumentada (o que é denominado lordose lombar). Geralmente, a fraqueza dos músculos abdominais, a rigidez dos músculos flexores do quadril e o aumento da gordura abdominal contribuem para essa mudança de postura. As pessoas idosas também andam com suas pernas em rotação lateral (dedos do pé para fora) de cerca de cinco graus, possivelmente devido a uma perda da rotação interna do quadril ou para aumentar a estabilidade. A altura de separação do pé em relação ao solo não se altera com a idade.

O movimento articular muda ligeiramente com a idade. A capacidade do pé para se flexionar é reduzida durante a fase final de apoio (pouco antes de o calcanhar se erguer do solo). O movimento geral do joelho não sofre alterações. A flexão e a extensão do quadril permanecem inalteradas, mas os quadris têm aumento de adução. A adução leva os quadris em direção à linha média do corpo. O movimento pélvico é reduzido de modo geral.

Alterações anormais na marcha

Uma série de distúrbios pode contribuir para uma marcha disfuncional ou insegura. A marcha pode ser anômala de várias formas e determinados tipos de anomalias ajudam os médicos a entender o que está causando o problema da marcha.

Assimetria: quando saudável, o corpo de uma pessoa se movimenta simetricamente durante a caminhada (os movimentos são iguais do lado direito e esquerdo). Se uma pessoa apresenta assimetria constante, muitas vezes a causa é um problema unilateral, por exemplo, mancar por causa de um tornozelo dolorido. Se a razão para a falta de simetria não for evidente, a causa pode ser um problema no cérebro ou o uso de certos medicamentos.

Dificuldade de iniciar ou continuar a caminhar: pessoas idosas podem ter dificuldade para iniciar ou continuar a caminhar. Quando elas começam a caminhar, os pés podem parecer presos ao chão, normalmente porque elas não desviam o peso para um dos pés para permitir que o outro avance. Os médicos podem buscar uma doença do movimento, como doença de Parkinson, para encontrar a causa desse problema da marcha. Uma vez que a marcha é iniciada, os passos devem ser contínuos, com pouca variabilidade de tempo entre eles. O congelamento, interrupção ou quase interrupção geralmente sugerem uma marcha cautelosa, medo de cair ou um problema com o lobo frontal do cérebro. Arrastar os pés não é normal (e é um fator de risco para tropeçar).

Retropulsão: a retropulsão ocorre quando uma pessoa, de forma não intencional, dá passos para trás ao tentar começar a caminhar ou quando cai para trás ao caminhar. Os médicos podem buscar um problema nos lobos frontais do cérebro, parkinsonismo, sífilis, pequenos acidentes vasculares cerebrais ou paralisia supranuclear progressiva como a possível causa.

Pé pendente: pé pendente é a dificuldade para levantar a parte da frente do pé em decorrência de fraqueza ou paralisia dos músculos envolvidos. O artelho da pessoa se arrasta quando ela dá um passo. Para evitar que o dedo do pé se arraste, as pessoas com o pé pendente podem levantar sua perna mais do que o normal durante um passo.

Passada curta: a passada curta pode ser causada pelo medo de cair ou por um problema nervoso ou muscular. A perna com a passada curta geralmente é a saudável, e a passada curta costuma resultar de um problema durante a fase de apoio da perna oposta (problemática).

Aumento da passada: à medida que a velocidade da marcha diminui, a passada aumenta ligeiramente. A marcha alargada pode ser causada por doença nos joelhos ou quadris ou no cerebelo do cérebro. A passada variável (cambaleando para um ou ambos os lados) pode ser causada pela falta de controle muscular devido a um problema no cérebro.

Circundução: as pessoas com fraqueza muscular pélvica ou dificuldade de dobrar o joelho podem mover seus pés em um arco em vez de uma linha reta quando andam para frente. O movimento em arco é chamado circundução.

Inclinação para a frente: a inclinação para a frente ao caminhar pode ocorrer em pessoas com cifose e com doença de Parkinson ou em certos tipos de demência (especialmente demência vascular e demência por corpos de Lewy).

Festinação: festinação é um aumento progressivo da velocidade dos passos (geralmente ao mesmo tempo em que a pessoa se inclina para a frente) que pode fazer a pessoa começar a correr para evitar cair para a frente. A festinação pode ocorrer em pessoas com doença de Parkinson e, em casos raros, como um efeito colateral de medicamentos bloqueadores da dopamina.

Inclinação do tronco: uma pessoa cujo tronco se inclina para o lado pode estar compensando a dor nas articulações devido a artrite ou pé pendente.

Alterações na oscilação do braço: as pessoas com doença de Parkinson ou demência vascular podem balançar menos os braços ou nem balançá-los ao caminhar. Os efeitos colaterais de medicamentos bloqueadores da dopamina também podem causar alterações na oscilação dos braços.

Avaliação da marcha

Os médicos procuram determinar tantos fatores quanto possíveis que possam estar contribuindo para os distúrbios da marcha

  • Conversando sobre as queixas, temores e objetivos da pessoa relacionados com a mobilidade

  • Observando a marcha com e sem um dispositivo de assistência, como uma bengala ou andador (se seguro)

  • Avaliando todos os componentes da marcha (o início da marcha, comprimento e altura do passo direito, comprimento e altura do passo esquerdo, simetria)

  • Observando a marcha novamente com conhecimento dos componentes da marcha da pessoa

Os médicos fazem um exame físico e perguntas genéricas a respeito de qualquer dificuldade com o caminhar, equilíbrio ou ambos, inclusive se a pessoa caiu (ou teme que possa cair). O médico também pergunta sobre capacidades específicas, por exemplo, se a pessoa consegue subir e descer escadas; sentar e levantar de uma cadeira, tomar banho de chuveiro ou banheira; e andar conforme o necessário para comprar e preparar alimentos e realizar tarefas domésticas. Eles avaliarão a força muscular da pessoa, especialmente nas panturrilhas e coxas.

Às vezes, os médicos realizam exames, incluindo tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) para determinar se a marcha anômala se deve a um distúrbio do cérebro, coluna vertebral ou de outra parte do corpo.

Prevenção

Altos níveis de atividade física ajudam as pessoas idosas a manter a mobilidade, mesmo em pessoas com uma doença. Caminhar regularmente ou manter um estilo de vida fisicamente ativo é fundamental para manter uma marcha saudável. Os efeitos adversos do sedentarismo não podem ser subestimados. Um programa regular de caminhada de trinta minutos por dia é a melhor atividade individual para manter a mobilidade; no entanto, caminhar não irá aumentar a força em uma pessoa que está fraca. Incluir ladeiras durante a caminhada pode ajudar a manter a força da perna. O uso de bengalas ou bastões de apoio ajustáveis pode proporcionar confiança e segurança para adultos mais idosos.

A prevenção também inclui treinamento de força eequilíbrio.

Tratamento

Um distúrbio de marcha nem sempre precisa ser tratado ou melhorado. Uma marcha lenta e anômala pode ajudar uma pessoa idosa a caminhar com segurança e sem assistência. No entanto, os médicos podem se oferecer para tratar a marcha de uma pessoa para ajudar a melhorar a qualidade de vida. Os tratamentos incluem a prática de exercícios, treinamento de equilíbrio e dispositivos de assistência.

Treinamento de força

Pessoas idosas frágeis com problemas de mobilidade podem melhorar com um programa de exercícios. Caminhadas ou treinamento de força (resistência) podem reduzir a dor nos joelhos e melhorar a marcha em pessoas com artrite. Exercícios de resistência podem melhorar a força, especialmente se a pessoa for frágil e tiver uma marcha lenta. As pessoas geralmente precisam de duas ou três sessões por semana até atingirem sua meta de força. Usar a boa forma durante cada exercício é importante para reduzir a dor ou lesão. Uma combinação de aparelhos de leg press (ou, alternativamente, levantamento da cadeira com coletes de peso ou pesos presos à cintura), subir degraus, subir escadas e aparelhos extensores do joelho podem ser recomendados para fortalecer todos os grandes grupos de músculos envolvidos na caminhada.

Treinamento de equilíbrio

Muitas pessoas com problemas de equilíbrio melhoram com treinamento de equilíbrio. Primeiro, os profissionais de saúde ajudam a ensinar as pessoas a manter uma boa postura de pé e o equilíbrio enquanto ficam de pé imóveis. Depois, as pessoas aprendem a tomar ciência da localização da pressão em seus pés e de como a localização da pressão se move com a inclinação lenta ou ao virar para olhar à esquerda ou direita. As pessoas também praticam a inclinação para frente (usando uma parede ou bancada para apoio), para trás (com uma parede diretamente atrás) e para cada lado. O objetivo é conseguir ficar de pé em uma perna durante dez segundos.

O treinamento de equilíbrio também pode ser mais dinâmico. O treinamento de equilíbrio dinâmico pode envolver movimentos lentos em uma posição única, movimentos simples de tai chi, andar em tandem (calcanhar ao dedo do pé), virar-se durante a caminhada, andar para trás, andar sobre um objeto virtual (por exemplo, uma faixa no chão), avanços lentos para a frente e movimentos de dança lentos.

Dispositivos de assistência

Os dispositivos de assistência, como bengalas e andadores, podem ajudar as pessoas a manter a mobilidade e a qualidade de vida. Fisioterapeutas ajudam a selecionar o dispositivo adequado e ensinam as pessoas a usá-lo.

As bengalas são particularmente úteis para pessoas com dor causada por artrite do joelho ou do quadril ou com neuropatia periférica dos pés, pois uma bengala transmite informações sobre o tipo de superfície ou piso para a mão que está segurando a bengala. Uma bengala quadripé pode estabilizar o paciente, mas geralmente retarda a marcha. As bengalas são normalmente utilizadas do lado oposto da perna dolorida ou fraca. Muitas bengalas compradas em lojas são longas demais, mas podem ser ajustadas para a altura correta (consulte a figura Apenas a altura correta).

Os andadores podem reduzir a força e a dor em uma articulação artrítica mais do que uma bengala, desde que haja força adequada dos braços e ombros. Os andadores oferecem boa estabilidade e proteção moderada contra quedas para a frente, mas pouca ou nenhuma para ajudar a prevenir quedas para trás em pessoas com problemas de equilíbrio. Ao prescrever um andador, um fisioterapeuta considera as necessidades às vezes conflitantes de proporcionar estabilidade e maximizar a eficiência para caminhar. Os andadores com quatro rodas maiores e freios maximizam a eficiência, mas proporcionam menos estabilidade.

Apenas a altura correta

Usar uma bengala que tenha uma altura correta é importante. Se a bengala for muito alta ou baixa, pode causar dores na região lombar, assim como má postura e instabilidade. A bengala deve ser utilizada do lado contrário ao da perna debilitada.

Apenas a altura correta





obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/questões-sobre-a-saúde-de-pessoas-idosas/disfunções-da-marcha-em-idosos/disfunções-da-marcha-em-idosos

24/06 - Dia Mundial de Prevenção Contra Queda do Idoso

 

Por 

Laurence Z. Rubenstein 

, MD, MPH, University of Oklahoma College of Medicine

Última revisão/alteração completa abr 2019| Última modificação do conteúdo abr 2019

  • A maior parte das quedas ocorre quando as pessoas com um problema físico que compromete a mobilidade ou o equilíbrio encontram um perigo em seu entorno.

  • Embora muitas pessoas não apresentem sintomas antes de uma queda, algumas sentem tonturas ou outros sintomas.

  • Após uma queda, as pessoas podem ter ossos quebrados ou hematomas.

  • Os médicos frequentemente fazem testes para avaliar se um quadro clínico subjacente contribuiu ou não para a queda.

  • As quedas podem ser evitadas tomando-se precauções em casa.

  • Após as lesões serem tratadas, as pessoas trabalham com fisioterapeutas para ajudar a reduzir o risco de quedas posteriores.

As quedas são comuns entre os idosos. Cerca de um terço dos idosos que vivem em casa caem pelo menos uma vez por ano, e cerca de metade das pessoas que vivem em uma casa de repouso caem. Nos Estados Unidos, as quedas são a principal causa de morte acidental e a sétima causa de morte em pessoas com 65 anos de idade ou mais. Depois que uma pessoa cai, a probabilidade de cair novamente é maior.

As quedas frequentemente causam lesões. Algumas lesões, como quadril quebrado, podem ser sérias. Os idosos são mais propensos a fraturarem ossos em quedas porque muitos deles têm ossos porosos e frágeis (osteoporose). Algumas lesões causadas por uma queda são fatais.

Muitos idosos têm medo de cair. O medo de cair pode levar a problemas. As pessoas podem ter medo de realizar suas atividades habituais e, assim, perdem a autoconfiança e mesmo a independência. Os idosos podem fazer muitas coisas para ajudar a superar seus medos e reduzir o risco de queda. Saber o que causa as quedas pode ser útil.

Você sabia que...

  • embora muitos idosos caiam, as quedas não são uma parte normal do envelhecimento.

Causas

As quedas podem ser causadas por problemas físicos que comprometem a mobilidade ou o equilíbrio, perigos no entorno, ou situações potencialmente perigosas. A maior parte das quedas ocorre quando várias causas interagem. Por exemplo, pessoas com doença de Parkinson e visão comprometida (problemas físicos) podem tropeçar em um fio (um perigo do entorno) ao apressarem-se para atender ao telefone (uma situação potencialmente perigosa).

O problema físico da pessoa é afetado por alterações devido ao envelhecimento, capacidade física, distúrbios presentes e medicamentos usados. O problema físico provavelmente tem um efeito maior no risco de queda do que os perigos do entorno e as situações perigosas. Não apenas um problema físico ruim ou comprometido aumenta o risco de quedas, mas isso também afeta como as pessoas respondem aos perigos e situações perigosas.

Os comprometimentos físicos que aumentam o risco de queda incluem aqueles envolvendo

  • Equilíbrio ou marcha

  • Visão

  • Sensação, particularmente nos pés

  • Força muscular

  • Cognição

  • Pressão arterial ou batimento cardíaco

O uso de medicamentos que afetam a atenção (por exemplo, analgésicos opioides, medicamentos ansiolíticos e alguns medicamentos antidepressivos) ou que reduzem a pressão arterial (por exemplo, anti-hipertensivos, diuréticos e alguns medicamentos que afetam o coração) também pode aumentar o risco de queda.

Os perigos no entorno são responsáveis por muitas quedas. As quedas podem ocorrer quando as pessoas não percebem um perigo ou não respondem rapidamente após perceberem o perigo.

Os perigos ambientais que aumentam o risco de queda incluem

  • Iluminação inadequada

  • Tapetes soltos

  • Pisos escorregadios

  • Fios elétricos ou extensões ou objetos no meio do caminho

  • Calçadas desniveladas ou meios-fios quebrados

  • Pouca familiaridade com os arredores

A maior parte das quedas ocorre dentro das casas. Algumas acontecem quando as pessoas estão paradas. Mas a maioria ocorre quando as pessoas estão se movendo – levantando ou sentando na cama ou em uma cadeira, ou no vaso sanitário, andando, ou subindo ou descendo escadas. Ao se moverem, as pessoas podem tropeçar ou cambalear, ou perder o equilíbrio. Qualquer movimento pode ser perigoso. Mas se as pessoas estiverem com pressa ou se sua atenção estiver dividida, os movimentos se tornam ainda mais perigosos. Por exemplo, ir ao banheiro (especialmente à noite, quando não estão totalmente despertos ou quando a iluminação pode ser ruim) ou atender ao telefone ou conversar em um telefone sem fio pode tornar o ato de caminhar mais perigoso.

Sintomas

Frequentemente antes de cair, as pessoas não têm sintomas. Há pouco ou nenhum sinal quando um perigo do entorno ou uma situação perigosa pode resultar em uma queda. No entanto, se uma queda é parcial ou completamente decorrente do problema físico da pessoa, os sintomas podem ser percebidos antes da queda. Os sintomas podem incluir

  • Tontura

  • Tonturas

  • Batimentos cardíacos irregulares ou rápidos e palpitantes (palpitações)

Após uma queda, as lesões são comuns e tendem a ser mais graves com a idade. Mais de metade das quedas resultam em pelo menos uma lesão leve, como um hematoma, um ligamento torcido ou uma distensão muscular. As lesões mais sérias incluem fraturas ósseas, torção de ligamentos, cortes profundos e dano aos órgãos como rim e fígado. Cerca de 2% das quedas resultam em um quadril quebrado. Outros ossos (na parte superior do braço, pulso, costas e pelve) são quebrados em cerca de 5% das quedas. Algumas quedas resultam em perda de consciência ou traumatismo craniano.

As quedas podem causar ainda mais problemas se a pessoa não se levantar ou pedir ajuda na mesma hora. Uma situação destas pode ser assustadora e pode fazer com que a pessoa se sinta desamparada. Permanecer no chão, mesmo que por poucas horas, pode levar a problemas tais como

Os efeitos de uma queda podem durar por um longo tempo. Cerca de metade das pessoas que podiam andar, após caírem e quebrarem o quadril já não o podem fazer tão bem como antes, mesmo após tratamento e reabilitação. Pessoas que caíram podem desenvolver um medo de cair que os priva de sua autoconfiança. Como resultado, eles podem ficar em casa e desistir de suas atividades, como fazer compras, visitar os amigos e fazer a limpeza. Quando as pessoas ficam menos ativas, as articulações podem enrijecer e os músculos podem enfraquecer. O enrijecimento articular e a fraqueza muscular podem aumentar o risco de quedas e fazer com que permanecer ativo e independente seja mais difícil. Para muitas pessoas, as quedas parecem ser uma consideração importante na decisão de se mudarem para uma casa de repouso ou para uma residência de vida assistida. Por todos esses motivos, as quedas podem reduzir enormemente a qualidade de vida.

Algumas quedas podem ser graves e resultar em morte. A morte pode ocorrer imediatamente – por exemplo, quando a cabeça bate contra uma superfície dura e causa sangramento descontrolado no cérebro ou próximo a ele. É muito mais comum a morte ocorrer posteriormente, resultando de complicações de lesões sérias causadas pela queda.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Às vezes, exames laboratoriais

É de vital importância que as pessoas informem seu médico caso tenham sofrido uma queda, mesmo que o médico não tenha perguntado, para que o médico possa descobrir motivos tratáveis por trás da queda. As pessoas que sofreram quedas podem ficar relutantes em contar ao médico porque acham que isto faz parte do envelhecimento, principalmente se não tiverem se machucado. Mesmo as pessoas que ficaram seriamente feridas durante uma queda e foram tratadas em um departamento de emergência podem relutar em admitir que caíram. Elas podem não querer que os outros pensem que estão desamparadas e que agora devem se mudar de suas casas para um ambiente mais supervisionado como uma casa de repouso.

Para identificar a causa da queda, os médicos perguntam sobre as circunstâncias da queda, incluindo quaisquer sintomas observados logo antes da queda (como dor no peito, vertigem e falta de ar) e qualquer atividade que possa ter contribuído para a queda. Eles pedem a qualquer testemunha da queda que descrevam o que viram. Os médicos também perguntam sobre o uso de medicamentos com receitas e de venda livre ou álcool que possam ter contribuído para a queda. Os médicos perguntam às pessoas se perderam a consciência e se conseguiram levantar sem ajuda.

Os médicos fazem um exame físico primeiro para verificar se há lesões e para obter informações sobre possíveis causas para a queda. As partes de um exame incluem o seguinte:

  • Aferição da pressão arterial: Se a pressão arterial diminuir quando a pessoa ficar de pé, a queda pode ter sido causada por hipotensão ortostática.

  • Auscultação do coração: Com um estetoscópio, os médicos ouvem o coração para obter evidências de uma frequência cardíaca muito baixa, ritmos anormais, problemas de válvulas cardíacas e insuficiência cardíaca.

  • Avaliação da força muscular e da variação de movimentos: Os médicos avaliam as costas e as pernas e verificam se há problemas nos pés.

  • Avaliação da visão e do sistema nervoso: Os médicos verificam as funções do sistema nervoso, como força muscular, coordenação, senso de posição e equilíbrio.

Os médicos às vezes pedem que as pessoas façam algumas atividades habituais, como sentar-se e levantar-se de uma cadeira e caminhar ou subir um degrau. Observar essas atividades pode ajudar o médico a identificar as condições que contribuíram para a queda.

Se a queda é resultado de um perigo do entorno e houve uma lesão importante, não serão realizados exames. No entanto, quando o problema físico da pessoa pode ter contribuído para a queda, os exames podem ser necessários. Por exemplo, quando o exame físico detectar evidência de um problema cardíaco, devem ser registrados a frequência e o ritmo cardíacos usando um eletrocardiograma (ECG). Esse teste pode levar alguns minutos e pode ser realizado no consultório do médico, ou as pessoas podem ser solicitadas a utilizar um aparelho de ECG portátil (monitor Holter) por um ou dois dias. Exames de sangue, como um hemograma completo e medições dos níveis de eletrólitos podem ser úteis em pessoas que sentiram tontura ou vertigens. Se o sistema nervoso parece não funcionar bem, uma tomografia computadorizada (TC) ou uma imagem por ressonância magnética (RM) da cabeça pode ser útil.

Prevenção

Pessoas idosas podem fazer muitas coisas simples e práticas para ajudar a reduzir o risco das quedas.

  • Exercitar-se regularmente: exercícios para perder peso ou para ganhar resistência podem ajudar a reforçar a fraqueza das pernas e assim, melhorar a estabilidade durante a marcha. Tai Chi e exercícios de equilíbrio como ficar de pé em uma das pernas podem ajudar a melhorar o equilíbrio. Os programas de exercícios devem ser adequados às necessidades da pessoa. Muitos centros para idosos, ACMs ou outros clubes de saúde oferecem aulas de exercícios em grupo gratuitas ou a baixos preços, adequadas a idosos.

  • Usar sapatos apropriados: Os sapatos que têm solas firmes e não derrapantes, algum suporte para o tornozelo e saltos baixos são os melhores.

  • Levantar-se vagarosamente após estar sentado ou deitado e esperar um momento antes de começar o movimento: esta estratégia pode ajudar a evitar a tontura porque dá ao corpo tempo para ajustar a mudança de posição.

  • Aprender uma manobra simples com a cabeça: Uma simples manobra com a cabeça chamada manobra Epley pode ajudar alguns idosos que se sentem tontos ao se mexerem. Isso envolve virar a cabeça de uma maneira específica. Os médicos normalmente fazem a manobra na primeira vez, mas as pessoas podem aprender como fazê-la sozinhas caso necessitem repeti-la.

  • Analisar os medicamentos em uso: as pessoas podem pedir a um médico ou outro profissional da área de saúde para analisar todos os medicamentos com receita ou de venda livre que estão sendo usados para ver se algum dos medicamentos pode aumentar o risco de queda. Caso esses medicamentos estejam sendo usados, os médicos podem reduzir a dose ou as pessoas podem parar o medicamento.

  • Fazer revisões regulares da visão: Ter os óculos certos e usá-los pode ajudar a evitar quedas. Tratamento para glaucoma ou catarata, que limitam a visão, também pode ajudar.

  • Consultar um fisioterapeuta sobre os meios de reduzir o risco de queda: Alguns idosos precisam de um fisioterapeuta para treiná-los a andar, especialmente se eles precisarem usar um dispositivo de assistência, como um andador ou uma bengala (veja a figura Apenas a altura correta). Os fisioterapeutas podem ajudar as pessoas a ajustarem ou adaptarem outros dispositivos de assistência (como placas de pé removíveis em cadeiras de rodas) e ensiná-los a como utilizá-los.


Os perigos ambientais podem, às vezes, ser removidos ou corrigidos.

  • A iluminação pode ser melhorada aumentando o número de lâmpadas ou mudando o tipo de lâmpadas.

  • Os interruptores podem ser reposicionados para que sejam fáceis de alcançar. As luzes sensíveis ao movimento ou luzes que ligam quando são tocadas podem ser usadas.

  • A iluminação adequada para degraus (fora e dentro) e áreas exteriores usadas à noite são especialmente importantes. Os degraus devem ter piso antiderrapante e corrimãos firmes e seguros. Tiras adesivas de cor brilhante podem ser aplicadas para marcar os degraus de forma clara.

  • Cabos elétricos ou extensões que estão no caminho podem ser eliminados adicionando-se mais tomadas elétricas, ou os cabos podem ser afixados sobre as portas ou debaixo dos assoalhos.

  • Os itens que obstruem o caminho e as escadas podem ser armazenados fora da passagem.

  • Podem ser instaladas barras de segurança próximas aos banheiros, banheiras e outros lugares para que as pessoas que precisam apoiar-se possam levantar-se. As barras de segurança devem ser instaladas corretamente, para que não se soltem ao serem usadas.

  • Vasos sanitários elevados podem ajudar.

  • Tapetes soltos podem ser removidos, colados ou presos ou partes posteriores antiderrapantes podem ser usadas.

  • Tapetes não derrapantes devem ser usados no banheiro e cozinha.

  • Frequentemente, os itens da casa usados podem ser armazenados em armários, prateleiras ou outros espaços entre o nível da cintura e os olhos, assim poderão ser alcançados sem esticar-se ou curvar-se.

Aprender como manejar de forma segura as situações potencialmente perigosas pode ser mais importante do que remover os perigos do entorno. Algumas vezes, as pessoas precisam prestar mais atenção aos perigos potenciais e pensar sobre as formas de realizar as tarefas diárias de maneira mais segura. Por exemplo, eles podem instalar telefones sem fio em casa, para que não precisem apressar-se para atender as ligações.

As quedas nem sempre podem ser evitadas. Assim, as pessoas que são mais propensas a fraturarem um quadril, como as pessoas que têm osteoporose, devem maximizar a força de seus ossos tomando vitamina D e cálcio e medicamentos adicionais com receita para reduzir a perda óssea. Algumas pessoas em casas de repouso ou residências clínicas para a terceira idade podem considerar o uso de um protetor de quadril sob a roupa, feito de almofada de plástico e espuma para ser colocado sobre o quadril. Este protetor pode prevenir fraturas do quadril se usado regularmente, mas não se mostrou muito eficaz para pessoas que vivem em casa independentemente.

Saber o que fazer quando há uma queda pode ajudar os idosos a ter menos medo de cair. Se eles caírem e não puderem se levantar, eles podem se virar sobre o estômago, segurar em um móvel (ou outra estrutura que possa aguentar seu peso) e alavancar-se.

Os idosos também devem ter uma boa maneira de pedir ajuda. As pessoas que caem muitas vezes podem manter um telefone em um lugar que possa ser alcançado do chão. Outra opção é instalar um sistema de resposta de emergência pessoal (um dispositivo de alerta médico) que avisa a alguém sobre seu usuário. A maior parte desses sistemas inclui um botão de alerta usado em um colar. Apertar o botão chama o socorro.

Tratamento

  • Tratar lesões provocadas por quedas

  • Tratar distúrbios e ensinar as pessoas como prevenir quedas

A primeira prioridade é o tratamento das lesões, como traumatismos cranianos, fraturas, ligamentos torcidos e músculos distendidos.

A prioridade seguinte é evitar quedas subsequentes por meio do tratamento de distúrbios que possam ter contribuído para a queda. Por exemplo, pode ser implantado um marca-passo no coração das pessoas que têm frequência cardíaca muito baixa acompanhada de tonturas. Se possível, medicamentos potencialmente perigosos são interrompidos, a dose é reduzida ou outro medicamento é usado em substituição.

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem ajudar a melhorar a marcha e o equilíbrio da pessoa, assim como sua autoconfiança após a queda. Eles podem dar dicas sobre como evitar quedas. Os terapeutas também podem animar as pessoas a permanecerem ativas. Fisioterapia e treinamento de equilíbrio supervisionado e alongamento podem ajudar a reduzir o risco de queda.

Apenas a altura correta

No caso das pessoas que estão se recuperando de lesões ou de uma cirurgia de uma perna, é importante usar uma bengala que tenha uma altura correta. Se a bengala for muito alta ou baixa, pode causar dores na região lombar, assim como má postura e instabilidade. A bengala deve ser utilizada no lado contrário ao da perna lesionada.

Apenas a altura correta


Lista de verificação para evitar as quedas em casa


Todos os cômodos

Interruptor de luz acessível

Sem fios elétricos ou extensões no caminho

Sem tapetes soltos

Telefones sem fio

Móveis firmes (sem pernas soltas, rodas ou suportes giratórios)

Bagunça removida dos corredores

Caminhos livres





Cozinha

Armários acessíveis (assim, curvar-se e esticar-se são desnecessários)

Tapetes não derrapantes



Camas

Luz lateral acessível

Luz noturna

Carpete colado ou tapetes antiderrapantes ou carpete de parede a parede



Banheiro

Vaso sanitário elevado

Barras de segurança

Tapetes não derrapantes

Luz noturna

Tiras antiderrapantes ou tapete de borracha no chuveiro ou banheira

Uso de sapatos para chuveiro ou um assento de banho (um assento de banho possibilita que as pessoas com equilíbrio comprometido se sentem durante o banho)

Remoção de fechaduras, ou uso de travas que possam ser abertas de ambos os lados da porta


Sala de estar

Carpete colado ou tapetes antiderrapantes ou carpete de parede a parede

Apoios de braço nas cadeiras


Escadas (fora e dentro)

Boa iluminação

Corrimãos resistentes

Pisos não derrapantes

Altura do degrau inferior a 15 centímetros (cerca de 6 polegadas)





obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/questões-sobre-a-saúde-de-pessoas-idosas/quedas/quedas-em-idosos