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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

DIABETES: 85% das amputações por pé diabético começam com uma ferida, diz especialista; saiba como prevenir

 


Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, identificar alterações nos pés antes do surgimento de lesões pode reduzir o risco de complicações


Uma ferida no pé pode iniciar uma sequência de complicações para quem convive com diabetes. Segundo o ortopedista Eduardo Araújo, 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

A informação foi apresentada durante o DiabetesCast, em uma conversa sobre prevenção e cuidados com os pés de pessoas com diabetes.

De acordo com o especialista, a perda de sensibilidade causada pela neuropatia pode fazer com que a pessoa não perceba que machucou o pé.

Como uma ferida pode evoluir

A neuropatia pode reduzir a capacidade de perceber dor e outros estímulos nos pés. Eduardo explica que os nervos podem perder a função de forma progressiva, começando pelas regiões mais distantes.

Quando a pessoa não percebe uma lesão, ela pode continuar apoiando o pé sobre a região machucada. A pressão repetida pode dificultar a cicatrização e favorecer a evolução da ferida.

Segundo Eduardo, esse processo pode começar com uma área de pressão excessiva. O corpo responde formando uma calosidade, que funciona como uma proteção contra a pressão.

O problema ocorre quando a pessoa continua colocando peso sobre essa região sem perceber o estímulo doloroso. A pressão pode contribuir para o surgimento de uma ferida abaixo da calosidade.

Neuropatia pode esconder a lesão

A dor funciona como um sinal que indica que existe algum problema no corpo. No entanto, a neuropatia pode reduzir essa percepção nos pés.

Eduardo compara essa perda de sensibilidade ao desligamento de um painel de alerta. Sem a dor, a pessoa pode não perceber que existe uma lesão ou que determinado ponto recebe pressão repetida.

Por isso, uma pequena alteração pode passar despercebida.

Gabriela Cavicchioli, enfermeira especializada em diabetes, explica que a pessoa deve observar os pés diariamente e procurar mudanças na pele, nas unhas e nas áreas de apoio.

Calosidade pode indicar pressão

Uma calosidade nova ou uma região com pele mais espessa pode indicar alteração na distribuição da pressão durante a pisada.

Segundo Eduardo, a neuropatia pode modificar a forma como a pessoa apoia o pé. Com isso, determinados pontos passam a receber mais pressão.

O calo aparece como uma resposta do corpo a essa pressão. Por esse motivo, o especialista classifica a calosidade como uma lesão que pode anteceder uma úlcera.

A observação do pé ajuda a identificar essa alteração antes que uma ferida apareça.

Por que não cortar o calo em casa

A remoção de calos exige cuidado em pessoas com diabetes, principalmente quando existe perda de sensibilidade.

Gabriela orienta que a pessoa não use cortadores, lâminas ou lixas para retirar a pele endurecida.

Uma ferida pode existir abaixo da calosidade sem que a pessoa perceba. Além disso, o próprio procedimento pode provocar um machucado.

Por isso, a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado, que poderá verificar a condição da pele e identificar alterações no local.

Ferida pode evoluir para infecção

Segundo Eduardo, uma ferida que surge pela falta de sensibilidade pode continuar recebendo pressão. Com isso, a lesão pode se agravar e sofrer complicações.

O especialista afirma que parte das feridas pode infeccionar ou evoluir para quadros que levam à amputação.

diabetes amputações

Durante o DiabetesCast, Eduardo citou uma estimativa de 20 milhões de novas feridas relacionadas ao diabetes por ano no mundo. Segundo ele, 25% dessas lesões apresentam complicações.

O especialista também afirmou que 85% das amputações relacionadas ao pé diabético decorrem da complicação de uma ferida.

Esses números foram apresentados durante a entrevista e, portanto, representam a informação atribuída ao especialista no episódio.

Pé diabético: quais sinais nos pés merecem atenção? | DiabetesCast #72

O que pode ajudar a evitar uma ferida?

A prevenção começa com a observação dos pés. Gabriela orienta que a pessoa procure alterações como calosidades, vermelhidão, fissuras, feridas e unhas encravadas.

A hidratação também faz parte da rotina de cuidados. O creme deve ser aplicado no pé, mas não entre os dedos.

A região entre os dedos pode ficar quente e úmida. Segundo Gabriela, essas condições favorecem o crescimento de fungos.

O cuidado com as unhas também merece atenção. A orientação é respeitar o formato da unha e evitar cortes nas laterais, reduzindo o risco de encravamento.

Avaliação pode identificar perda de sensibilidade

Além de observar os pés, o profissional de saúde pode avaliar a sensibilidade protetora.

Gabriela explica que o monofilamento de 10 gramas pode ser utilizado nesse exame. O instrumento toca pontos específicos do pé para verificar se a pessoa percebe o contato.

A avaliação ajuda a identificar alterações que podem aumentar o risco de lesões não percebidas.

Segundo Gabriela, médicos e enfermeiros da atenção primária podem realizar essa avaliação e orientar os cuidados necessários.

O cuidado começa antes da ferida

Para Eduardo, a prevenção deve acontecer antes de o paciente chegar ao especialista com uma lesão avançada.

Segundo o ortopedista, muitos pacientes chegam ao atendimento especializado quando já existe uma indicação de amputação.

Ele defende que a identificação precoce das alterações permita iniciar os cuidados antes que a ferida evolua.

A orientação apresentada pelos especialistas é procurar atendimento quando houver qualquer alteração nos pés, principalmente quando a pessoa já apresenta perda de sensibilidade.


Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.





FONTE:  https://umdiabetico.com.br/


 

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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

DIABETES: Glicose alta pode desidratar? Entenda o que acontece no corpo durante a hiperglicemia

 





Nutricionista explica como a glicose elevada aumenta sua eliminação pela urina e qual é o papel da água nesse processo


A glicose alta pode aumentar a eliminação de glicose pela urina e exigir mais atenção à hidratação. Segundo Tarcila Campos, nutricionista e educadora em diabetes, esse processo ocorre durante a hiperglicemia e explica por que a ingestão de água ganha espaço nos cuidados com a glicemia elevada.

Tarcila Campos, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), explicou a relação entre glicose, água e hidratação durante o DiabetesCast. Segundo ela, manter o corpo hidratado ajuda o organismo no processo de eliminação da glicose pela urina.

Como a glicose alta afeta a hidratação

A hiperglicemia ocorre quando a quantidade de glicose no sangue fica elevada. Segundo Tarcila, nesse cenário, o sangue fica mais concentrado e o organismo aumenta o mecanismo de eliminação da glicose pela urina.

Esse processo faz parte da resposta do organismo à glicose elevada. Por isso, a hidratação passa a ter relação com a forma como o corpo lida com a hiperglicemia e elimina a glicose.

A nutricionista explica que a água ajuda o organismo nesse processo, mas não funciona como tratamento para a glicose alta. A hidratação participa do cuidado enquanto a pessoa busca entender e corrigir a causa da hiperglicemia.

Beber água baixa a glicose?

A água pode ajudar durante um quadro de glicose alta [, mas não deve ser entendida como uma forma de tratar o diabetes. Segundo Tarcila, uma pessoa hidratada consegue auxiliar o organismo na eliminação da glicose pela urina.

Isso significa que uma eventual melhora observada após aumentar a ingestão de água não representa um efeito terapêutico da água sobre o diabetes. O controle da glicemia continua dependendo do tratamento indicado para cada pessoa.

Durante a entrevista, Tarcila explicou que a orientação para aumentar a hidratação pode fazer parte dos cuidados quando a pessoa apresenta hiperglicemia. Ao mesmo tempo, ela precisa procurar ajuda para entender por que a glicose está elevada.


Por que a água é a principal opção?

A água participa de diferentes funções do organismo e, segundo Tarcila, continua sendo a principal opção para hidratação. Outros líquidos podem fazer parte do consumo diário, mas cada um apresenta uma composição que precisa ser considerada.

A nutricionista citou a água de coco como exemplo. A bebida contém glicose e carboidratos, por isso não deve ser tratada da mesma forma que a água quando a pessoa busca hidratação durante uma hiperglicemia.

O mesmo raciocínio vale para outras bebidas consumidas ao longo do dia. Antes de escolher um líquido para substituir a água, é necessário considerar quais componentes estão presentes e como eles podem interferir na glicemia.

Chá também ajuda na hidratação?

O chá pode fazer parte da ingestão de líquidos de uma pessoa com diabetes e contribuir para a hidratação. No entanto, Tarcila diferencia o consumo da bebida do uso de plantas com finalidade terapêutica.

Essa diferença aparece principalmente quando a pessoa utiliza chás com a expectativa de reduzir a glicose ou substituir medicamentos. Segundo a nutricionista, o fato de uma planta apresentar algum componente estudado não significa que seu consumo tenha a mesma finalidade de um tratamento.

Tarcila citou estudos sobre plantas e componentes relacionados à sinalização da insulina, como pesquisas com canela. No entanto, ela explicou que esses estudos não estabeleceram concentrações que permitam transformar o chá em substituto de medicamentos.

Por que o chá não substitui o tratamento?

A existência de um possível efeito sobre a glicose não significa que a pessoa possa utilizar uma planta em grandes quantidades ou substituir o tratamento prescrito. Segundo Tarcila, estudos podem avaliar compostos concentrados, enquanto o chá envolve uma preparação diferente.

Uma substância pode apresentar determinado efeito em uma concentração estudada, mas isso não permite concluir que o consumo cotidiano de uma infusão produza o mesmo resultado.

Por isso, a nutricionista diferencia o consumo de chá como parte da rotina do uso de uma planta com objetivo medicinal. Para ela, a pessoa não deve abandonar medicamentos ou insulina para utilizar essas bebidas.

O que escolher quando a glicose está alta?

Quando a pessoa apresenta glicose alta, a hidratação pode fazer parte dos cuidados enquanto ela busca orientação para controlar a glicose. Nesse momento, a água aparece como a principal opção citada por Tarcila.

Outros líquidos também podem participar da hidratação, mas a composição deve entrar na escolha. Sucos e água de coco, por exemplo, contêm carboidratos e glicose, enquanto a água não apresenta esses componentes.

Tarcila também explica que uma bebida sem carboidratos não necessariamente oferece os mesmos benefícios da água. O refrigerante diet aparece como exemplo durante a entrevista, já que a ausência de carboidratos não transforma a bebida em uma opção equivalente à água.

O que fazer quando a glicose permanece alta?

A hidratação pode auxiliar o organismo durante a glicose alta [, mas não resolve sozinha a causa da glicose elevada. Segundo Tarcila, a pessoa pode aumentar a ingestão de água enquanto procura orientação para entender o motivo da alteração.

O controle da glicemia pode exigir medicação, insulina ou outras condutas definidas pela equipe de saúde. A escolha depende da situação de cada pessoa e não pode ser substituída pelo consumo de água ou chá.

Durante o DiabetesCast, Tarcila reforçou que a água deve ocupar o papel principal na hidratação diária. Já o consumo de outros líquidos deve considerar a composição da bebida e sua participação na rotina.


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FONTE:  https://umdiabetico.com.br/glicose-alta-pode-desidratar-entenda/


 

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👉 Aqui estão os alimentos da sazonalidade de Outubro.😉 02/10/2023

 

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