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sábado, 4 de julho de 2026

Entenda como o cão de alerta identifica hipoglicemia e hiperglicemia em quem tem diabetes pelo cheiro

 Entenda como cães treinados identificam alterações da glicose pelo olfato e por que eles trabalham em conjunto com o sensor de glicose





Pessoas com diabetes convivem diariamente com o desafio de identificar rapidamente alterações na glicose. Além dos sensores de monitorização contínua, existe outro recurso que ainda é pouco conhecido no Brasil: o cão de alerta para diabetes, treinado para reconhecer mudanças no organismo por meio do olfato.

Enquanto vídeos desses cães são comuns em outros países, a realidade brasileira ainda é diferente. O desconhecimento sobre o trabalho desses animais dificulta até mesmo o acesso deles a locais públicos. Em entrevista ao DiabetesCast, o adestrador de cães de alerta Glauco Lima, que atua há mais de 37 anos com treinamento de cães e já treinou mais de 1.800 animais no Brasil, explicou como funciona esse trabalho e por que ele pode contribuir para a rotina de pessoas com diabetes.

O treinamento começa a partir da capacidade olfativa dos cães. Segundo Glauco Lima, o organismo libera substâncias diferentes quando a glicose está muito baixa ou muito alta. O cachorro aprende a reconhecer essas alterações durante o treinamento com pessoas com diabetes.

Na hipoglicemia, o principal composto utilizado é o isopreno, liberado em maior quantidade durante a respiração quando a glicose está caindo. Nesse contexto, o cão aprende a associar esse odor a uma resposta específica.

Já na hiperglicemia, o treinamento utiliza amostras relacionadas ao aumento da produção de cetonas. Segundo Glauco, o cheiro pode lembrar o de removedor de esmalte. Durante o processo, o treinador coleta essas amostras para ensinar o animal a reconhecer o padrão característico daquele momento.

“O trabalho é um conjunto junto com o sensor”, explicou o adestrador durante a entrevista.

O treinamento ensina o cachorro a reconhecer o cheiro e avisar a pessoa com diabetes

Reconhecer o odor não basta. Além disso, o cão precisa aprender como avisará a pessoa quando identificar uma alteração.


Segundo Glauco Lima, alguns animais são treinados para tocar a pata no tutor. Outros aprendem a pegar um pequeno colar de couro com a boca e entregá-lo como sinal de alerta. Somente depois desse aviso a pessoa deve conferir os valores da glicose utilizando o sensor.

O treinamento também estabelece limites para que o cachorro faça o alerta antes que a glicose atinja níveis mais críticos. Na hipoglicemia, por exemplo, o objetivo não é esperar que a glicose chegue a 70 mg/dL. O treinamento busca fazer o cão avisar quando os valores ainda estão próximos de 75 mg/dL e em queda.

Na hiperglicemia acontece o mesmo processo. Glauco explica que utiliza o sensor para acompanhar a glicose durante o treinamento e define previamente o ponto em que deseja que o cachorro faça a marcação. No exemplo apresentado, o alerta começa quando a glicose se aproxima de 185 mg/dL, antes que continue aumentando.

O cão trabalha junto com o sensor de glicose

Embora muitas pessoas imaginem que o cachorro substitui a tecnologia, Glauco Lima afirma que isso não acontece.

Segundo ele, o cão de alerta funciona como uma ferramenta complementar. O sensor continua sendo o equipamento responsável por confirmar os valores da glicose e orientar a tomada de decisões.

Ainda assim, o treinador explica que o cachorro pode perceber alterações antes mesmo de alguns sensores registrarem a mudança.

De acordo com sua experiência, em determinadas situações o cão consegue emitir o alerta entre 12 e 20 minutos antes da leitura do sensor. No entanto, ele reforça que a confirmação sempre deve ocorrer por meio da monitorização da glicose.

Além disso, o cachorro também pode oferecer uma camada extra de segurança caso ocorra alguma falha tecnológica, como perda de calibração, problemas na leitura ou falta de bateria do sensor. Por esse motivo, Glauco reforça que os dois recursos devem atuar em conjunto, e não competir entre si.

O treinamento começa ainda nos primeiros meses de vida

Segundo Glauco Lima, as chamadas janelas sociais do cachorro iniciam por volta dos 21 dias de vida e seguem até aproximadamente quatro meses. Nesse período, o filhote desenvolve experiências importantes relacionadas aos estímulos do ambiente.

Por isso, o treinamento costuma começar quando o cão tem cerca de 60 dias. Nessa fase, o animal já entra em contato com o odor da pessoa que será acompanhada.

O treinamento utiliza reforço positivo. O cachorro aprende a associar aquele cheiro à alimentação, às brincadeiras e às recompensas. Aos poucos, ele passa a procurar espontaneamente o odor que aprendeu a identificar.

Além disso, o treinador realiza entrevistas com a família e conversa com a equipe médica que acompanha a pessoa com diabetes. Essas informações ajudam a entender em quais horários ocorrem as hipoglicemias, quais situações aumentam o risco e como adaptar o treinamento à rotina do futuro tutor.

Diabetes e cães de suporte: saiba como os animais podem ajudar no tratamento | DiabetesCast #61







Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.








FONTE: https://umdiabetico.com.br/








obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

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Carla



⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

Tratamento

sexta-feira, 3 de julho de 2026

MELHOR IDADE: ALZHEIMER E SUS >PLANO NACIONAL DE DEMÊNCIA OU LINHA DE CUIDADO?

 







Febraz - Federação Brasileira das Associações de Alzheimer



O cuidado às pessoas que vivem com demência enfrenta desafios em toda a sua jornada: do diagnóstico ao acesso aos tratamentos, passando pelo apoio às famílias e aos cuidadores. Qual é o caminho mais eficaz para transformar essa realidade no SUS?
No novo artigo da coluna Políticas Públicas e Demências, Leandro Minozzo analisa os avanços da Lei Nacional de Alzheimer e propõe uma reflexão importante: enquanto o Plano Nacional de Demências continua sendo fundamental, a implantação de uma Linha de Cuidado pode ser a estratégia mais rápida para ampliar o acesso ao diagnóstico, organizar o cuidado e preparar o SUS para os desafios atuais e futuros.
O artigo já está disponível no site da Febraz e convida profissionais, gestores, pesquisadores, pessoas que vivem com demência, familiares e toda a sociedade a refletirem sobre os próximos passos das políticas públicas para as demências no Brasil. 
Acesse o link na bio e confira a leitura completa.
Febraz - Federação Brasileira das Associações de Alzheimer.












FONTE: https://www.facebook.com/febraz.br








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Tratamento

Churrasco e diabetes: 5 dicas para aproveitar sem perder o controle da glicemia

 

Entenda como carne, gordura e acompanhamentos podem influenciar a glicose e o que fazer para reduzir os impactos



O churrasco faz parte de encontros familiares, comemorações e momentos de convivência. Para quem vive com diabetes, no entanto, costuma surgir uma dúvida recorrente: afinal, quem tem diabetes pode comer churrasco?

Segundo a nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica, a resposta é sim. Porém, alguns cuidados podem ajudar a evitar oscilações da glicemia durante e após a refeição.

Embora muitas pessoas associem a elevação da glicose apenas aos carboidratos, o churrasco reúne diferentes alimentos que também podem interferir no controle glicêmico. Nesse contexto, entender como cada componente da refeição age no organismo pode ajudar na tomada de decisões.

Como o churrasco pode afetar a glicemia

Quando se fala em churrasco, a maioria das pessoas pensa apenas na carne. No entanto, a refeição costuma incluir linguiça, queijo, pão, arroz, farofa, vinagrete e saladas.

Além disso, muitas vezes o consumo acontece ao longo de várias horas. Enquanto a conversa acontece, a quantidade ingerida pode passar despercebida.

Carol Netto explica que a carne é fonte de proteína, mas também pode conter quantidades significativas de gordura, especialmente em alguns cortes e embutidos.


Nesse cenário, é importante lembrar que proteína e gordura também podem influenciar a glicemia.

Proteína e gordura também podem elevar a glicose

Existe uma crença comum de que apenas carboidratos aumentam a glicose. No entanto, a nutricionista alerta que o excesso de proteína e gordura pode gerar impacto glicêmico.

A diferença é que esse efeito costuma acontecer mais lentamente.

Segundo Carol Netto, parte da proteína consumida pode ser convertida em glicose pelo organismo. Já a gordura tende a retardar esse processo e prolongar seus efeitos.

Por isso, a glicemia pode permanecer estável logo após a refeição e subir algumas horas depois.

Em muitos casos, a elevação aparece entre duas e três horas após o churrasco. Além disso, quanto maior a quantidade consumida, maior tende a ser o impacto.

Linguiça e cortes mais gordurosos exigem atenção

Alguns alimentos comuns no churrasco concentram mais gordura. É o caso da linguiça e de determinados cortes de carne. Nesses alimentos, a combinação entre proteína e gordura pode tornar o controle glicêmico mais complexo.

Enquanto isso, a sensação de saciedade pode dificultar a percepção da quantidade realmente consumida. Por esse motivo, a especialista recomenda atenção ao volume ingerido durante todo o evento.

Os acompanhamentos também entram na conta

Além da carne, os acompanhamentos merecem atenção. Arroz, pão e farofa são fontes de carboidratos e podem contribuir para o aumento da glicose. Portanto, o impacto do churrasco não depende apenas da carne.

Cada pessoa responde de forma diferente aos alimentos. Fatores como idade, peso, tipo de diabetes, uso de medicamentos e quantidade consumida influenciam diretamente os resultados. Por isso, não existe uma quantidade universal que funcione para todos.

Monitorar a glicemia é parte do cuidado

Para quem usa sensor de glicose, Carol Netto recomenda observar os dados com mais frequência durante e após o churrasco.

Já quem utiliza glicosímetro pode realizar medições adicionais para entender como o organismo reage à refeição.

Além disso, pessoas que usam insulina ou medicamentos para diabetes devem manter o tratamento conforme a orientação recebida da equipe de saúde.

Segundo a nutricionista, a monitorização ajuda a identificar alterações que podem ocorrer horas depois do consumo.

A dica da nutricionista para quem tem diabetes

Uma orientação prática apresentada por Carol Netto é evitar consumir apenas carne durante o churrasco.

Segundo ela, o ideal é montar um prato completo, incluindo proteína, salada e acompanhamentos.

Dessa forma, a refeição fica mais equilibrada e reduz a concentração excessiva de gordura e proteína em uma única refeição.

Além disso, essa estratégia pode facilitar o controle glicêmico após o churrasco.

A nutricionista destaca que o objetivo não é restringir alimentos, mas construir uma refeição variada e sem exageros.

5 dicas para o churrasco de quem tem diabetes

  1. Não consuma apenas carne durante toda a refeição.
  2. Inclua saladas e acompanhamentos para compor um prato mais equilibrado.
  3. Observe a quantidade consumida ao longo do evento.
  4. Monitore a glicemia com mais frequência antes e após o churrasco.
  5. Mantenha o uso da insulina e dos medicamentos conforme orientação médica.

Para Carol Netto, o churrasco pode fazer parte da alimentação de quem vive com diabetes. O principal cuidado está na quantidade consumida, na composição do prato e no acompanhamento da glicemia após a refeição.

DIABÉTICO PODE COMER CHURRASCO? | Tom Bueno






Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.








FONTE: https://umdiabetico.com.br/








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