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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Câncer Mama em homens

 




O câncer de mama pode atingir os dois sexos, mas é raro em homens. É o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres. Os principais sintomas são nódulos ou caroços. A mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce. 


O que é câncer de mama em homens

O câncer de mama é uma doença em que a multiplicação desordenada de células da mama gera células anormais, formando um tumor. É o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil (excluídos os tumores de pele não melanoma). No entanto, a doença pode também atingir pessoas do sexo masculino, embora isso seja raro – a incidência de câncer de mama em homens representa no máximo 1% do total de casos da doença, segundo o INCA (2023).

Em números, isso significa que em 2020 deve ter havido cerca de 662 diagnósticos de câncer de mama em homens no Brasil, uma vez que a estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer) foi de 66.280 novos casos no país.

Subtipos, sintomas e diagnóstico

Subtipos de câncer de mama e diagnóstico da doença (incluindo seu estadiamento) são os mesmos para homens e mulheres. Por ser uma doença rara no sexo masculino, não existe uma estratégia de rastreamento do câncer de mama masculino, como a mamografia de rotina realizada em mulheres.

Sintomas 

Os sintomas do câncer de mama em homens normalmente são: nódulo na mama, aumento do volume mamário (geralmente de um lado só) e, como menor frequência, dor – sintomas que acabam levanto o paciente a buscar auxílio médico. Geralmente é desta maneira que o paciente descobre o tumor.

Tratamento

Uma diferença importante do câncer de mama nos homens está no que diz respeito ao tratamento cirúrgico. Como a mama masculina é pequena e os nódulos surgem atrás do mamilo, geralmente não é possível fazer cirurgias conservadoras, ou seja, que retirem apenas parte da mama, como ocorre na abordagem das mulheres.

A cirurgia de câncer de mama em homens costuma ser a mastectomia total: retirada de toda a mama, com aréola e mamilo também removidos (buscando sempre atingir margens livres de tumor na cirurgia). Cirurgia axilar (retirada de um ou vários gânglios da axila) deve ser realizada no mesmo tempo cirúrgico.

Depois disso, seguem-se os tratamentos comuns ao sexo feminino, como quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal, dependendo do estadiamento clínico da doença e das características do tumor, além da idade e condições de saúde do paciente.

Prevenção

A prevenção do câncer em homens segue a mesma linha de adoção de hábitos de vida saudáveis recomendada às mulheres, evitando-se o fumo, consumo de bebidas alcoólicas e mantendo-se uma rotina de atividades físicas e de alimentação saudável, o que diminui o risco de desenvolvimento da doença. 

Cuide da sua saúde, agende sua consulta e mantenha seu bem-estar em dia!





FONTE: https://grupooncoclinicas.com/tudo-sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/cancer-de-mama-em-homens



 

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Câncer de Mama> Principais Dúvidas sobre Carcinoma Ductal in Situ

 



O que é o carcinoma ductal in situ?

Hoje em dia, o termo "carcinoma" para descrever essa condição mamária pode parecer inadequado.  O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma lesão precursora de um futuro carcinoma invasivo.  Esta situação merece atenção especial, pois representa um estágio inicial do câncer de mama que requer cuidados específicos.

Características do tumor

O CDIS é caracterizado por alterações nas células mamárias que indicam a possibilidade de desenvolvimento de um câncer invasivo no futuro. Embora seja uma condição inicial, ainda requer intervenção médica para prevenir complicações posteriores.

Quais os tratamentos disponíveis 

para o carcinoma ductal in situ?

O tratamento tradicional para o CDIS envolve a remoção cirúrgica das lesões. Na maioria dos casos hoje em dia pode ser necessário realizar procedimentos complementares, como a radioterapia.  Além disso, medicamentos específicos podem ser prescritos para impedir o desenvolvimento de novas lesões e prevenir a progressão para um câncer invasivo.

Evolução no tratamento

Estudos recentes estão explorando opções de tratamento mais conservadoras para casos de CDIS em estágios iniciais e de baixa gravidade.  Essas pesquisas estão abrindo caminho para uma abordagem menos invasiva, eliminando a necessidade imediata de cirurgia.  Esta mudança representaria um avanço significativo na qualidade de vida das pacientes. No entanto, antes da devida implementação de mudanças na prática médica, é necessária uma observação cuidadosa dos resultados desses estudos.












FONTE: https://clinicafema.com.br/

 


 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

DIABETES: Injeção para aliviar a dor pode aumentar a glicose por dias? Médicos explicam

 


Injeções de medicamentos para aliviar a dor podem provocar alterações na glicose no sangue.


Corticoides usados em tratamentos para dor podem elevar a glicose por dias, dependendo da dose e do tempo de ação. Endocrinologistas explicam os riscos e os cuidados para quem tem diabetes.


Uma injeção indicada para tratar uma dor pode ter um efeito que nem sempre entra na conversa durante o atendimento: aumentar a glicose no sangue.

Quando o medicamento contém corticoide, principalmente em uma formulação de ação prolongada, esse impacto pode persistir por dias e exigir acompanhamento de quem tem diabetes.

O assunto foi discutido no DiabetesCast pelo jornalista Tom Bueno e pelos endocrinologistas Denise Franco e Fernando Valente. Durante o episódio, os especialistas explicaram que o risco depende do medicamento, da dose, do tempo de ação e da resposta de cada pessoa.

Isso não significa que toda injeção para dor aumente a glicose ou que quem tem diabetes deva recusar um tratamento. A questão é identificar o que será aplicado e conversar sobre os cuidados necessários.

“Não é só tomar”, destacou Fernando Valente ao explicar que os corticoides podem ser usados de diferentes formas, incluindo injeções. Como exemplo, o médico citou o uso em problemas ortopédicos.

Existem medicamentos que podem aumentar a glicose de quem convive com diabetes? | DiabetesCast #21

Por que o corticoide pode aumentar a glicose?

Os corticoides são medicamentos utilizados no tratamento de condições inflamatórias. No episódio, os especialistas citaram situações que envolvem doenças das articulações, problemas respiratórios e alergias.

Fernando Valente explicou que esses medicamentos podem interferir na maneira como o organismo lida com o açúcar no sangue.

“Os corticoides aumentam a resistência à insulina”, afirmou. “E também fazem com que o fígado jogue mais açúcar na circulação.”

Em linguagem simples, isso significa que a insulina passa a encontrar mais dificuldade para exercer sua função, enquanto o fígado libera mais glicose no sangue. Essa combinação pode elevar a glicemia, nome dado à concentração de glicose no sangue.

O mecanismo descrito pelo endocrinologista também é reconhecido nas recomendações da Associação Americana de Diabetes, que relacionam a hiperglicemia provocada por corticoides ao aumento da resistência à insulina e da produção de glicose pelo fígado. American Diabetes Association

Uma aplicação pode ter efeito prolongado

Durante a conversa, Tom Bueno relatou uma situação em que procurou atendimento ortopédico por um problema no pé e recebeu a proposta de usar uma injeção de corticoide.

Antes da aplicação, ele entrou em contato com Denise Franco, médica que acompanha seu diabetes. Segundo o relato apresentado no programa, os profissionais conversaram e optaram por um corticoide de curta duração, em vez da formulação de ação prolongada inicialmente proposta.

“A gente acabou usando uma medicação de um corticoide de curta duração e não fez um de longa duração”, contou Denise.

Ao comentar o medicamento mencionado no episódio, a médica explicou que o tempo de ação da injeção era um ponto importante para a decisão.

“A injeção, ela tem o mecanismo dela de duração, ela é mais prolongada”, afirmou.

Por isso, uma única aplicação não significa necessariamente um efeito restrito ao dia em que a pessoa recebeu o medicamento. No caso discutido pelos especialistas, a duração prolongada também tornava mais difícil acompanhar a redução do efeito sobre a glicose.

“Ela vai terminando aos poucos, então mesmo o ajuste de dose de insulina fica mais difícil”, explicou Denise.

O relato representa uma decisão tomada para aquele atendimento. Não estabelece que todas as pessoas devam receber o mesmo medicamento ou que uma alternativa de curta duração seja adequada em qualquer situação.

A dose e o tempo de ação fazem diferença

Fernando Valente chamou a atenção para outro ponto: não é preciso usar corticoide durante um período longo para que exista impacto na glicose.

“Às vezes nem é um período longo, mas dependendo da dose, isso pode ter um impacto muito importante”, disse.

Segundo o médico, a avaliação deve considerar a necessidade do tratamento, a dose e a duração do uso.

“Então o corticoide é pra gente usar com cautela, avaliar se tem indicação pelo menor tempo possível e na menor dose necessária.”

Essa escolha cabe aos profissionais responsáveis pelo atendimento. No episódio, Valente também explicou que algumas doenças exigem doses maiores para serem tratadas, o que pode tornar necessário lidar com os efeitos sobre a glicemia durante esse período.

Quem tem diabetes pode precisar de ajustes no tratamento

Quando o corticoide é necessário, o cuidado com o diabetes pode precisar ser adaptado. Denise Franco explicou que essa avaliação envolve tanto quem usa insulina quanto quem utiliza outros medicamentos para diabetes tipo 2.

A endocrinologista destacou que o tratamento da outra doença não pode ser ignorado apenas porque existe possibilidade de elevação da glicose.

“O corticoide é um recurso terapêutico e a gente vai ter que ajustar”, afirmou.

Fernando Valente reforçou que eventuais mudanças na dose de insulina devem ser discutidas com o profissional que acompanha a pessoa.

“Isso sempre conversando com o médico.”

Os especialistas também ressaltaram que a resposta não é igual para todos. Um medicamento com potencial para aumentar a glicose pode provocar alterações diferentes entre duas pessoas. Portanto, a possibilidade de um efeito não permite prever, sozinha, sua intensidade ou duração em cada caso.

O que perguntar antes de receber a injeção?

A orientação prática do episódio é informar que tem diabetes e perguntar qual medicamento será utilizado. Também vale conversar sobre o possível impacto na glicose e sobre como acompanhar o tratamento.

Entre as perguntas que ajudam nessa conversa estão:

  • A injeção contém corticoide?
  • O medicamento tem ação curta ou prolongada?
  • Ele pode aumentar minha glicose?
  • Preciso mudar a frequência de monitoramento?
  • Quem vai orientar possíveis ajustes no tratamento do diabetes?

Denise Franco destacou a importância de conferir o efeito de uma medicação nova, inclusive quando ela foi prescrita em outro atendimento.

“Se você vai tomar alguma coisa nova, dá uma checada com o seu médico para ver se aquilo vai impactar ou não.”

A mensagem final de Fernando Valente resume o cuidado proposto pelos especialistas: “A gente não pode ou não deve deixar de utilizar um medicamento quando realmente tem indicação.”

Para quem tem diabetes, saber o que será aplicado permite organizar o acompanhamento da glicose e discutir os ajustes necessários com a equipe de saúde.


REDAÇÃO





FONTE:https://umdiabetico.com.br/injecao-dor-aumenta-glicose-diabetes/ 


 

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