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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

DIABETES: 5 frutas para quem tem diabetes e quer evitar glicose alta

 


Veja quais frutas podem fazer parte da alimentação e entenda como a quantidade e o preparo influenciam a glicemia


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de pelo menos 400 g por dia de frutas e vegetais, o equivalente a cinco porções diárias. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), essa quantidade contribui para o aporte de vitaminas, minerais e fibras ao longo do dia.

No entanto, ainda é comum encontrar pessoas com diabetes que evitam determinadas frutas por receio de elevar a glicemia.

Variedade, quantidade e açúcar

As frutas ficam mais adocicadas à medida que amadurecem porque o amido presente nelas se converte em açúcares simples, explica a SBD.

Estima-se que existam mais de 300 tipos de frutas tipicamente brasileiras, cada uma com uma porção de referência diferente.

Como exemplo, uma porção pode equivaler a:

  • Uma maçã pequena, de cerca de 90 g
  • Uma pera média, de 110 g
  • Uma banana-prata, de 55 g
  • Meio mamão papaya, de 155 g
  • Uma fatia média de mamão formosa, de 170 g
  • Meio abacate médio, de 200 g
  • Uma laranja, de 180 g
  • Meia manga média, de 110 g
  • Uma fatia grande de melancia, de 300 g
  • Uma fatia média de melão, de 230 g
  • Duas fatias de abacaxi, de 100 g

Quantidade importa mais do que parece

Um fator frequentemente subestimado é o tamanho da porção. Frutas pequenas podem facilitar o consumo de uma quantidade maior sem que a pessoa perceba claramente o volume ingerido.

Nesse sentido, separar a porção previamente pode ajudar a evitar o consumo excessivo. O impacto na glicose costuma estar relacionado também ao volume consumido, e não apenas à fruta escolhida.

O contexto da refeição muda a resposta glicêmica

Consumir frutas isoladamente não produz necessariamente a mesma resposta que incluí-las em uma refeição equilibrada.

A presença de proteínas, fibras e gorduras ajuda a desacelerar a absorção dos nutrientes. Por isso, o impacto final depende do conjunto da refeição.

Comer uma fruta após uma refeição pode gerar uma resposta glicêmica diferente de consumi-la sozinha.

Cinco frutas indicadas para quem tem diabetes

1. Goiaba

Uma unidade média de goiaba, com cerca de 90 g, tem aproximadamente 10 g de carboidratos.

A fruta também é fonte de vitamina C e fibras.

2. Maçã

Uma unidade média de maçã, de aproximadamente 182 g, contém cerca de 25 g de carboidratos.

A fruta é fonte de fibras, especialmente quando consumida com a casca. As fibras podem retardar a absorção de açúcar.

A maçã também contém antioxidantes.

3. Morango

Uma xícara de morangos inteiros, com cerca de 152 g, tem aproximadamente 11 g de carboidratos.

O morango é fonte de vitamina C, antioxidantes e fibras e apresenta baixo índice glicêmico.

4. Abacate

Meio abacate, com cerca de 75 g, tem aproximadamente 5,5 g de carboidratos.

A fruta é fonte de fibras e gorduras insaturadas, além de contribuir para o funcionamento do intestino.

5. Pera

Uma pera média, de aproximadamente 140 g, tem cerca de 21 g de carboidratos.

A fruta também fornece fibras, que contribuem para a digestão e podem influenciar a velocidade de absorção dos carboidratos.

Sem exageros: modere e observe a resposta do seu corpo

Mesmo que essas frutas possam fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes, o consumo deve considerar a quantidade ingerida e a resposta individual da glicemia.

A nutricionista Carol Netto, mestre em diabetes pela Unicamp, explica que a resposta aos alimentos pode variar entre as pessoas.

“Cada pessoa responde de maneira diferente aos alimentos, por isso é importante entender como seu corpo reage a cada tipo de fruta e não cometer exageros no consumo”, afirma.

Se uma determinada fruta provocar alterações na glicemia, a orientação é conversar com médico ou nutricionista. O profissional pode avaliar a alimentação e orientar estratégias, como adicionar fontes de fibras à refeição, a exemplo de chia ou aveia.

Quantas frutas uma pessoa com diabetes pode comer por dia?

De forma geral, 3 a 5 porções de frutas variadas por dia podem fazer parte da alimentação de uma pessoa com diabetes, desde que estejam de acordo com o plano alimentar individual.

A quantidade adequada pode variar conforme as necessidades de cada pessoa, o tratamento e o restante da alimentação.













FONTE: HTTPS://UMDIABETICO.COM.BR/

 





 
 
 




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informativo procure seu médico

abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

DIABETES: Pessoas com diabetes podem perder desconto em medicamentos em Portugal; entenda o problema com os dados do SNS

 


Pessoas com diabetes podem enfrentar dificuldades para obter a comparticipação de medicamentos em Portugal.



Falhas na atualização do Registo Nacional de Utentes podem dificultar o acesso à comparticipação de medicamentos, incluindo a insulina


Pessoas com diabetes em Portugal estão enfrentando dificuldades para ter acesso à comparticipação de medicamentos.

Isso por causa de problemas relacionados à atualização do Registo Nacional de Utentes (RNU).

Casos identificados pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) envolveram pacientes que tiveram dificuldades para obter receitas com o benefício do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Entre os tratamentos utilizados por essas pessoas está a insulina.

A situação não significa necessariamente que o medicamento deixe de estar disponível. O problema está no acesso à comparticipação, parcela do valor do medicamento assumida pelo Estado. Quando o sistema não reconhece o direito ao benefício, o paciente pode precisar pagar um valor maior na farmácia.

A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) também alertou para os constrangimentos e afirmou que problemas administrativos não devem comprometer o acesso a medicamentos e dispositivos necessários ao tratamento da diabetes.

O que está acontecendo?

O Registo Nacional de Utentes é a base de dados administrativa do SNS. Nele estão informações como dados de identificação, morada e situação do utente em relação ao sistema de saúde.

Desde abril, o processo de atualização do RNU passou a exigir a validação de determinadas informações. Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), essa atualização é necessária quando os dados obrigatórios não estão completos ou precisam ser confirmados. Em algumas situações, é necessária a presença do utente em uma unidade de saúde.

O problema ganhou atenção depois que médicos da APDP identificaram casos de pessoas com diabetes que não conseguiam ter suas receitas emitidas com a comparticipação habitual.

Segundo informações divulgadas pela APDP, as novas regras do RNU podem retirar automaticamente a inscrição ativa de determinados utentes e, como consequência, bloquear o acesso à comparticipação de medicamentos. A associação afirma que a situação pode afetar especialmente pessoas que dependem de tratamento contínuo, como insulina, antidiabéticos e dispositivos para monitorização da glicose.

A SPD também confirmou que continuam ocorrendo problemas na atualização dos dados e que, enquanto a situação não é regularizada, podem existir constrangimentos no acesso às comparticipações nas farmácias.

Por que a falta de médico de família importa

Entre os casos relatados estão pessoas com diabetes que não têm médico de família atribuído.

Em Portugal, o médico de família faz parte da estrutura de cuidados de saúde primários do SNS e acompanha diferentes necessidades de saúde da população. A ausência desse profissional não significa, por si só, que a pessoa perca a comparticipação. O problema está relacionado ao cadastro do utente e à necessidade de manter determinadas informações atualizadas no RNU.

A situação, porém, pode ser mais difícil para quem não possui médico de família e precisa regularizar presencialmente os dados no centro de saúde.

Segundo informações divulgadas sobre o caso, pessoas acompanhadas pela APDP que apresentaram problemas no cadastro foram orientadas a procurar o centro de saúde para regularizar a situação.

Além das pessoas sem médico de família, entidades portuguesas também relataram preocupação com utentes institucionalizados, pessoas que recebem cuidados continuados e pacientes acompanhados fora do sistema público tradicional. A APDP pediu mecanismos mais simples para atualização dos dados, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida ou que não conseguem comparecer facilmente a uma unidade de saúde.

O que acontece com quem precisa de medicamentos de uso contínuo?

A preocupação é maior quando a pessoa depende de medicamentos ou dispositivos que precisam ser utilizados regularmente.

No diabetes tipo 1, a insulina é indispensável ao tratamento. Por isso, qualquer obstáculo administrativo que atrase ou dificulte o acesso ao medicamento pode representar um problema de saúde.

A SPD destacou justamente esse ponto ao afirmar que, para pessoas com diabetes tipo 1, a insulina é essencial e que eventuais dificuldades administrativas não devem condicionar o acesso ao tratamento.

No diabetes tipo 2, atrasos ou interrupções no acesso aos medicamentos necessários também podem prejudicar o controle da doença e aumentar o risco de complicações.

A preocupação também envolve dispositivos e tecnologias utilizadas no acompanhamento da diabetes, como sistemas de monitorização da glicose e de administração de insulina.

O ponto central, portanto, não é uma alteração na insulina ou nos medicamentos. O problema está no reconhecimento da comparticipação pelo sistema de saúde.

Como funciona a comparticipação em Portugal?

A comparticipação é a parcela do preço de determinados medicamentos que é paga pelo Estado, reduzindo o valor que o paciente precisa desembolsar.

Portugal possui diferentes regimes de comparticipação, incluindo regras específicas para determinados medicamentos e tecnologias utilizadas no tratamento da diabetes.

O Infarmed informa que medicamentos e dispositivos relacionados ao controle da diabetes podem estar sujeitos a regimes específicos de comparticipação e a regras próprias de prescrição.

Por isso, quando existe um problema administrativo no cadastro e o sistema deixa de reconhecer corretamente a situação do utente, a receita pode não ser processada com o benefício habitual.

Na prática, isso pode fazer com que uma pessoa que anteriormente pagava apenas uma parte do medicamento tenha de arcar com um valor maior até que a situação seja regularizada.

Quase 1 milhão de pessoas têm diabetes em Portugal

A situação ganha relevância diante do número de pessoas que vivem com diabetes no país.

Dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam que 936.987 pessoas com diabetes estavam registradas nos cuidados de saúde primários do SNS, representando 8,9% da população inscrita.

O país também registrou 80.915 novos casos de diabetes em 2024.

A diabetes tipo 2 representa mais de 90% dos casos, enquanto a diabetes tipo 1 afeta cerca de 33 mil pessoas.

O impacto financeiro da doença também é significativo. Estimativas apresentadas pelas fontes portuguesas apontam custos diretos relacionados à diabetes entre 1,5 bilhão e 1,8 bilhão de euros, equivalente a aproximadamente 0,5% a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Os números ajudam a dimensionar a importância do acesso regular a medicamentos e outros recursos utilizados no tratamento da doença.

Como funciona o atendimento para pessoas com diabetes em Portugal

O atendimento às pessoas com diabetes é organizado pelo Serviço Nacional de Saúde e conta com o Programa Nacional para a Diabetes, coordenado pela Direção-Geral da Saúde.

Os cuidados de saúde primários, realizados nos centros de saúde, têm papel importante no acompanhamento. É nesses serviços que muitas pessoas realizam consultas, exames e recebem acompanhamento para o controle da doença.

O sistema também conta com ações de prevenção e rastreamento de complicações relacionadas à diabetes.

Nesse modelo, o cadastro do utente tem importância administrativa porque reúne informações utilizadas pelo sistema de saúde. Por isso, manter os dados atualizados é importante para a regularidade do registro.

O problema apontado pelas entidades portuguesas é que o processo de atualização pode se transformar em uma barreira quando o paciente encontra dificuldades para regularizar a situação.

O que dizem as autoridades portuguesas?

A Administração Central do Sistema de Saúde afirma que a atualização do RNU é uma diligência pontual, realizada quando é necessário completar ou validar informações do registro. Segundo a ACSS, o objetivo do procedimento não é criar barreiras ao acesso aos cuidados de saúde ou aos medicamentos, mas garantir que os dados dos utentes estejam completos e corretos.

A entidade também explica que, em determinadas situações, a presença física em uma unidade de saúde é necessária por razões de segurança e proteção dos dados pessoais.

Isso não significa necessariamente que o próprio utente precise comparecer. Quando não puder se deslocar, ele pode ser representado por um familiar, cuidador ou outra pessoa indicada, desde que sejam apresentados os documentos necessários para a atualização.

A ACSS também afirmou não ter recebido relatos de constrangimentos generalizados nas unidades de saúde relacionados ao processo.

Enquanto isso, entidades que acompanham pessoas com diabetes defendem mecanismos mais rápidos e simples para resolver os problemas cadastrais.

O que a pessoa com diabetes deve fazer?

Quem vive em Portugal e utiliza medicamentos ou dispositivos com comparticipação deve verificar se os seus dados no SNS estão atualizados.

Caso encontre algum problema no cadastro ou perceba que a receita deixou de ser emitida com a comparticipação habitual, é importante procurar o centro de saúde responsável pela regularização dos dados.

A pessoa também não deve interromper por conta própria um tratamento por causa de um problema administrativo. No caso da insulina, especialmente para pessoas com diabetes tipo 1, a interrupção do tratamento pode representar um risco à saúde.

A orientação é procurar o serviço de saúde e regularizar a situação o mais rapidamente possível.

Um problema administrativo que pode afetar o acesso ao tratamento

O caso mostra como uma atualização cadastral pode ter consequências práticas para pessoas que dependem de tratamentos contínuos.

A APDP e a Sociedade Portuguesa de Diabetologia defendem que uma pendência administrativa não deve impedir ou dificultar o acesso a medicamentos e dispositivos necessários ao controle da diabetes.

Do outro lado, a ACSS afirma que o processo busca manter os dados dos utentes completos e atualizados e que não tem como objetivo criar obstáculos ao acesso à saúde.

O desafio é evitar que essas duas necessidades entrem em conflito. Para uma pessoa que depende de medicamentos de uso contínuo, como a insulina, uma pendência no cadastro pode significar dificuldade para obter a comparticipação que reduz o valor pago pelo tratamento.

Enquanto o processo de atualização do Registo Nacional de Utentes continua, o alerta para as pessoas com diabetes é verificar a situação cadastral e procurar o serviço de saúde caso apareça qualquer problema na emissão das receitas ou no reconhecimento da comparticipação.










FONTE: https://umdiabetico.com.br/pessoas-com-diabetes-podem-perder-desconto/

 




 
 
 




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