Vômitos em pessoas idosasnunca devem ser ignorados, mesmo quando parecem passageiros. Podem ter causas simples, mas também podem sinalizar algo mais sério, especialmente em quem já tem doenças crônicas ou demência.
Primeiro passo: observar
É importante perceber:
Quando o vômito começou
Se acontece após as refeições
Se há febre, dor abdominal, diarreia ou fraqueza
Se a pessoa está conseguindo beber líquidos
Mesmo um intervalo de melhora não significa que o problema passou.
Alimentação indicada
Enquanto houver enjoo ou episódios de vômito, o ideal édescansar o estômago.
Prefira:
líquidos em pequenos goles ao longo do dia
água, água de coco ou soro de hidratação
arroz, batata ou cenoura cozidos
banana madura
maçã cozida
Evite:
alimentos gordurosos ou frituras
café, leite e derivados
doces e alimentos muito temperados
refeições volumosas
Forçar alimentação pode piorar o quadro.
Atenção redobrada
Procure atendimento médicosem esperarse houver:
vômitos repetidos
febre
dor abdominal
sonolência excessiva
presença de sangue
dificuldade para beber líquidos
piora do estado geral
Em idosos, desidratação acontece rápido.
Um alerta importante
Em pessoas com demência, o vômito pode estar ligado a:
infecção urinária
infecção intestinal
efeito colateral de medicamentos
aspiração
desidratação
Por isso, observar e agir cedo faz diferença.
Este guia existe para orientar, não substituir avaliação médica. Cuidar também é saber a hora de procurar ajuda.
Instituto Berna Almeida – Apoio a Cuidadores Familiares @institutobernalmeida
Retirar a fibra muda o impacto glicêmico. Especialista explica por que o suco exige mais atenção no diabetes
O consumo de suco de fruta costuma gerar dúvidas entre pessoas com
diabetes. Embora muitos associem a bebida a uma escolha saudável, o
impacto glicêmico muda conforme a forma de consumo.
De acordo com a nutricionista e educadora em diabetes da Sociedade
Brasileira de Diabetes, Maristela Struffaldi, a principal diferença está
na presença da fibra. Quando a pessoa consome a fruta inteira, o
organismo responde de forma distinta em relação ao suco.
A fibra interfere diretamente na glicemia
A fruta in natura mantém a fibra, que desacelera a absorção do
carboidrato. Dessa forma, a glicose entra na corrente sanguínea de
maneira mais gradual. Por esse motivo, a fruta inteira facilita o
controle glicêmico.
Por outro lado, ao preparar o suco, a pessoa elimina grande parte da
fibra. Nesse contexto, o carboidrato chega mais rápido ao sangue, o que
pode elevar a glicose em menos tempo.
Além disso, a fibra exerce funções importantes no organismo. Ela
contribui para o funcionamento intestinal e participa da absorção de
vitaminas e minerais. Portanto, sua ausência afeta mais do que apenas a
glicemia.
Quantidade e concentração aumentam o impacto
Outro ponto relevante envolve a quantidade de fruta utilizada no
preparo do suco. Segundo Maristela Struffaldi, um copo pode conter
várias unidades da mesma fruta.
No caso do suco de laranja, por exemplo, é comum utilizar quatro ou
cinco frutas em uma única porção. Enquanto isso, ao comer a fruta
inteira, a pessoa geralmente consome apenas uma unidade.
Assim, além da retirada da fibra, o suco concentra mais carboidrato
em menor volume. Como resultado, o impacto glicêmico tende a ser mais
intenso e rápido.
Bebidas líquidas exigem mais atenção
A especialista explica que alimentos líquidos, de modo geral,
produzem picos glicêmicos mais velozes. Isso ocorre porque o organismo
não precisa realizar digestão mecânica, como acontece com alimentos
sólidos.
Por esse motivo, bebidas adoçadas, sucos de caixinha e néctares não
fazem parte das recomendações para quem convive com diabetes. Ainda que
naturais, esses produtos elevam a glicose de forma menos previsível.
Nesse sentido, o cuidado com o suco não se restringe ao açúcar
adicionado. A própria forma líquida já altera a resposta glicêmica.
Existem opções com menor impacto?
Apesar das restrições, Maristela Struffaldi afirma que alguns sucos
podem ser considerados em situações específicas. O suco de limão sem
adição de açúcar, por exemplo, não possui quantidade expressiva de
frutose. Por isso, não costuma gerar impacto glicêmico relevante.
Sucos de maracujá, abacaxi ou morango apresentam carboidrato. Ainda
assim, quando preparados de forma diluída, podem ser incluídos no
planejamento alimentar. No entanto, a contagem do carboidrato continua
necessária.
Além disso, a nutricionista alerta que a quantidade da fruta
utilizada interfere diretamente no resultado. Um suco de morango
preparado com muitas unidades pode conter carga significativa de
carboidrato.
Fruta inteira continua sendo a melhor escolha
Mesmo com alternativas, a especialista reforça que a fruta inteira
deve ser priorizada. Ela permite melhor controle da porção, preserva a
fibra e oferece resposta glicêmica mais estável.
Portanto, o suco não é proibido para quem tem diabetes. Ainda assim,
exige atenção maior, planejamento e orientação profissional. O controle
glicêmico depende do conjunto da alimentação, do tratamento e da rotina
da pessoa.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais -
Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e
criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as
tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas
redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na
produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três
anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia.
Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o
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FONTE:https://umdiabetico.com.br/2026/
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