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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

DIABETES: Paraíba reconhece pessoas com diabetes tipo 1 como pessoas com deficiência

 


Glicosímetro utilizado para medir a glicemia, com resultado de 120 mg/dL.


Nova lei estadual garante o mesmo reconhecimento jurídico destinado às pessoas com deficiência, mas aplicação de cada direito ainda depende das regras específicas


Na Paraíba, uma nova lei passou a reconhecer oficialmente pessoas com diabetes tipo 1 como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais dentro do estado. A mudança está prevista na Lei nº 14.707/2026, sancionada pelo governador Lucas Ribeiro em 24 de setembro de 2026 e publicada no Diário Oficial do Estado no dia seguinte já está em vigor.

De acordo com o texto, pessoas com diabetes mellitus tipo 1 passam a ter os mesmos direitos e garantias concedidos às pessoas com deficiência no âmbito do estado da Paraíba. A lei é de autoria do deputado estadual Galego Souza e teve origem no Projeto de Lei nº 3.708/2025, aprovado pela Assembleia Legislativa da Paraíba no início de setembro.

O que a nova lei estabelece

A norma assegura às pessoas com diabetes mellitus tipo 1 os mesmos direitos e garantias concedidos às pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais no território paraibano. Na prática, isso cria uma base legal para que pessoas com diabetes tipo 1 sejam consideradas nas políticas públicas estaduais destinadas às pessoas com deficiência, sempre de acordo com as regras de cada programa, serviço ou benefício.

A lei, porém, não lista individualmente quais benefícios poderão ser acessados nem estabelece um procedimento específico para comprovar o diagnóstico em cada situação. Esse ponto é importante porque o reconhecimento como pessoa com deficiência não significa, necessariamente, acesso automático a todos os benefícios ou serviços destinados a esse público. Cada política pode ter critérios próprios de acesso, documentação e procedimentos.

O que ainda precisa ser definido

A própria Lei nº 14.707/2026 estabelece que o Poder Executivo poderá regulamentar a norma no que for necessário para garantir sua execução. Isso significa que questões práticas ainda podem ser detalhadas pelo governo estadual, como procedimentos adotados pelos órgãos públicos, formas de comprovação da condição e aplicação do reconhecimento em determinadas políticas.

Por isso, embora a lei já esteja em vigor, a forma como esse novo direito será aplicado em diferentes situações ainda pode depender de regulamentações e orientações específicas.

A lei vale para toda a Paraíba?

O reconhecimento previsto na Lei nº 14.707/2026 se aplica no âmbito do Estado da Paraíba, uma vez que o texto garante às pessoas com diabetes tipo 1 os direitos e garantias concedidos às pessoas com deficiência para efeitos legais dentro do território estadual. Contudo, isso não significa, que a legislação estadual altere automaticamente regras de competência federal ou municipal. A aplicação deve considerar a competência de cada órgão e as normas que regulamentam cada direito ou política pública.

Nova lei estadual é diferente da legislação federal

A mudança na Paraíba acontece poucos meses depois da aprovação da Lei Federal nº 15.439/2026, que estabeleceu direitos específicos para pessoas com diabetes mellitus tipo 1 em todo o país. A legislação federal adotou uma regra diferente para o reconhecimento como pessoa com deficiência. Segundo a Lei, o enquadramento como PcD depende do atendimento aos critérios estabelecidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Ao mesmo tempo, a lei federal assegura outros direitos às pessoas com diabetes tipo 1, independentemente da avaliação biopsicossocial. Entre eles estão o acesso aos medicamentos e insumos necessários ao tratamento, o porte e uso de glicosímetro, sistemas de monitoramento contínuo de glicose, insulina e bomba de insulina em escolas e ambientes de trabalho, além de pausas para monitoramento da glicemia, aplicação de insulina e alimentação.

A norma federal também prevê adaptações razoáveis em atividades escolares e laborais, proteção contra discriminação relacionada à doença e validade indeterminada do laudo médico que comprove o diagnóstico de diabetes tipo 1. A lei foi publicada em 29 de junho de 2026 e entra em vigor 180 dias depois da publicação.   

Por que o reconhecimento é importante?

O diabetes tipo 1 é uma condição crônica que exige tratamento contínuo com insulina e monitoramento frequente da glicose. A própria justificativa do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa da Paraíba destacou a necessidade permanente de insulina, o acompanhamento da glicemia e os cuidados contínuos relacionados à condição.

Com a nova legislação, esse conjunto de necessidades passa a ser considerado também dentro do marco estadual de proteção às pessoas com deficiência. O efeito prático, entretanto, dependerá de como os órgãos públicos irão aplicar a norma e de quais critérios forem estabelecidos para cada política, programa ou serviço.

O que é importante entender

A Lei nº 14.707/2026 está em vigor desde sua publicação e determina que esse público tenha os mesmos direitos e garantias concedidos às pessoas com deficiência no estado. Isso não significa que todos os benefícios destinados às pessoas com deficiência sejam concedidos automaticamente. A aplicação de cada direito ainda deve considerar as regras específicas da política pública e eventuais regulamentações do Poder Executivo.

A mudança representa, portanto, um novo marco jurídico estadual para as pessoas com diabetes tipo 1 na Paraíba e pode ampliar a participação desse público nas políticas estaduais de inclusão e proteção destinadas às pessoas com deficiência.







FONTE: https://umdiabetico.com.br/

 DislexiaMT

 

 


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domingo, 4 de outubro de 2026

Diabetes tipo 1 pode surgir em alguns meses ou mais de 20 anos após autoanticorpos; pesquisador explica no EASD 2026

 


Médicos comentam pesquisas e avanços relacionados ao diabetes durante congresso internacional

Rastreamento identifica sinais de autoimunidade antes dos sintomas e permite acompanhar pessoas que apresentam maior risco de desenvolver a doença


Antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas do diabetes tipo 1, o organismo pode apresentar sinais de que o processo autoimune já começou.

Exames de sangue conseguem identificar autoanticorpos relacionados à doença quando a pessoa ainda não percebe nenhuma alteração e a glicose pode permanecer dentro da faixa normal.

Essa possibilidade de reconhecer o diabetes tipo 1 antes da manifestação clínica vem ganhando espaço nas pesquisas. Durante o EASD 2026, em Milão, na Itália, o médico e pesquisador brasileiro Décio Eizirik, professor da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, conversou com Denise Franco e Clayton Macedo sobre os avanços no rastreamento e o que acontece depois que esses marcadores são identificados.

O que os autoanticorpos têm a ver com o diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Uma das formas de identificar esse processo antes dos sintomas é procurar, por meio de exames de sangue, autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1. Entre eles estão os autoanticorpos contra insulina, GAD, IA-2 e ZnT8.

Segundo Eizirik, o avanço do rastreamento permite identificar pessoas que apresentam esses marcadores antes que o diabetes se manifeste clinicamente.

“Hoje em dia é possível fazer rastreamento a nível de população e identificar pessoas que têm anticorpos contra as células que produzem insulina.”

A presença desses autoanticorpos, porém, não indica que os sintomas aparecerão imediatamente. O intervalo até o desenvolvimento do diabetes pode variar bastante.

O intervalo entre os autoanticorpos e o diagnóstico

É justamente essa diferença de tempo que chama a atenção dos pesquisadores.

De acordo com Eizirik, depois que os autoanticorpos aparecem, o início do diabetes tipo 1 pode acontecer em períodos muito diferentes.

“O desenvolvimento da doença, depois que os anticorpos aparecem, pode demorar entre alguns meses a mais de 20 anos.”

A idade em que os autoanticorpos são identificados, a quantidade e o tipo de marcadores encontrados estão entre os fatores considerados na avaliação do risco de progressão. Por isso, o resultado do exame não determina sozinho quando a doença vai se manifestar.

As diretrizes da American Diabetes Association (ADA) de 2026 reconhecem diferentes estágios do diabetes tipo 1 antes do aparecimento dos sintomas e consideram a presença de múltiplos autoanticorpos um importante marcador de risco.

Por que identificar a doença antes dos sintomas?

O rastreamento permite antecipar a identificação do diabetes tipo 1 e acompanhar a pessoa durante um período em que a doença ainda não apresenta os sinais clínicos mais conhecidos.

A partir da identificação dos autoanticorpos, exames complementares podem ser utilizados para acompanhar a glicose e observar se há sinais de progressão. Esse acompanhamento é especialmente importante quando são encontrados múltiplos autoanticorpos.

A identificação precoce também pode reduzir o risco de o diagnóstico acontecer somente diante de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética. As recomendações internacionais destacam o acompanhamento de pessoas identificadas nos estágios iniciais como uma forma de reconhecer alterações antes da manifestação clínica.

Quem pode fazer o rastreamento?

O rastreamento de autoanticorpos já é recomendado internacionalmente para pessoas que apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 1.

As diretrizes da ADA recomendam a investigação de pessoas com histórico familiar da doença ou risco genético aumentado. Os exames podem pesquisar diferentes autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1.

A possibilidade de ampliar o rastreamento para a população geral também vem sendo estudada. Programas de investigação populacional já existem em alguns locais, enquanto pesquisadores avaliam como essa estratégia pode ser aplicada em diferentes grupos.

Para Eizirik, a possibilidade de identificar pessoas com autoanticorpos antes do diagnóstico clínico representa uma mudança importante na forma de acompanhar o diabetes tipo 1.

O acompanhamento depois da identificação

Encontrar autoanticorpos não significa que a pessoa desenvolverá sintomas imediatamente. O resultado precisa ser interpretado junto com outros exames e informações clínicas.

Quando múltiplos autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1 são identificados, o risco de progressão é maior. Nesses casos, o acompanhamento permite observar alterações na glicose e outros sinais de evolução da doença.

Esse período anterior ao diagnóstico clínico também se tornou importante para as pesquisas. Ao identificar pessoas em diferentes fases do processo autoimune, os pesquisadores conseguem estudar melhor como a doença evolui e quais fatores estão relacionados à sua progressão.

Pesquisas buscam retardar o início da doença

A identificação precoce trouxe outra possibilidade para a pesquisa: tentar interferir no processo autoimune antes que o diabetes tipo 1 se manifeste.

Segundo Eizirik, o conhecimento acumulado sobre os mecanismos da doença abriu espaço para investigar terapias capazes de tentar prevenir ou retardar seu início.

“Isso abre a perspectiva de terapias para tentar prevenir que a doença inicie ou pelo menos postergar o início dessa doença.”

Mas, para o pesquisador, ainda existe um caminho entre compreender os mecanismos da doença e conseguir impedir sua progressão.

“A gente está vivendo essa fase que está se acumulando uma grande quantidade de pesquisa, uma melhor compreensão da doença, mas a gente ainda não chegou ao ponto de traduzir esse conhecimento em terapias que previnam a doença.”

Um exemplo desse campo de pesquisa é o teplizumabe, uma imunoterapia que, em situações específicas, consegue retardar a progressão para o diabetes tipo 1 clínico em pessoas que já apresentam sinais de autoimunidade e alterações da glicose.

A estratégia não significa que a doença tenha sido evitada definitivamente. O objetivo é atrasar sua manifestação clínica e, com isso, ganhar tempo antes do diagnóstico.

Prevenir o diabetes tipo 1 ainda é um desafio

O avanço do rastreamento permite identificar pessoas em risco antes dos sintomas e acompanhar a evolução da doença. Em situações específicas, pesquisas também já demonstraram que é possível retardar a chegada ao diabetes tipo 1 clínico.

Ainda assim, prevenir definitivamente a doença continua sendo um desafio.

É nesse intervalo entre o aparecimento dos autoanticorpos e o início dos sintomas que parte importante das pesquisas atuais se concentra. Como esse período pode durar de alguns meses a mais de 20 anos, identificar a autoimunidade mais cedo cria uma oportunidade para acompanhar a evolução e estudar formas de interferir nesse processo.

No EASD 2026, esse cenário foi apresentado como parte de uma mudança na pesquisa do diabetes tipo 1: reconhecer a doença antes dos sintomas e transformar esse conhecimento em novas possibilidades de prevenção e tratamento.






FONTE: https://umdiabetico.com.br/

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CÂNCER: O mieloma múltiplo é um tipo de cancro do sangue que se desenvolve na medula óssea,

 Dr. Natalício Kern Filho


O mieloma múltiplo é um tipo de cancro do sangue que se desenvolve na medula óssea, afetando os plasmócitos — células responsáveis pela produção de anticorpos. Como os seus sintomas costumam surgir de forma gradual e podem ser confundidos com outras condições de saúde, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Principais Sinais e Sintomas
- Dores Ósseas Persistentes: Afetam com frequência as costas, costelas e ancas, surgindo muitas vezes sem causa aparente.
- Fadiga Extrema e Falta de Ar: Ocorrem geralmente como consequência de quadros de anemia.
- Infecções Recorrentes: Provocadas pela deficiência na produção de anticorpos normais e pela redução de glóbulos brancos (leucopenia).
- Perda de Peso Involuntária: Diminuição inexplicável do peso sem alterações na dieta ou no nível de atividade física.
- Alterações em Exames e Complicações MédicasInsuficiência Renal: O excesso de proteínas anómalas produzidas pela doença pode afetar o funcionamento dos rins. - Hipercalcemia: Níveis elevados de cálcio no sangue, que podem causar fraqueza, sede excessiva e confusão mental.
- Marcadores Inflamatórios Elevados: Identificados através de análises de sangue de rotina.
A presença isolada destes sintomas não confirma o diagnóstico de mieloma múltiplo, uma vez que podem ocorrer noutras condições clínicas. Se identificar estes sinais de forma persistente, consulte um médico hematologista para uma avaliação detalhada.
Dr. Natalício Kern Filho - Médico Hematologista, Oncohematologista e Hemoterapeuta RQE10.418 | RQE 10.419, Medicina Interna | RQE 10.403. Preceptor Sírio Libanês CRM RS18819






















FONTE: https://web.facebook.com/Dr.NatalicioKernFilho?_rdc=1&_rdr#

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