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domingo, 15 de março de 2026

Como a pipoca impacta a glicose de quem tem diabetes? Nutricionista revela

 

 Tigela de pipoca natural ao lado de medidor de glicose, ilustrando consumo de pipoca por pessoas com diabetes.

 Pipoca feita de forma simples pode ser consumida por pessoas com diabetes quando há controle da porção e da gordura. 

 

Dicas de preparo e porção ajudam a manter a glicemia estável ao consumir pipoca

 

 

Pipoca e diabetes parecem uma combinação improvável, mas a ciência e a orientação nutricional contam uma história diferente. Fim de semana começou e o Portal Um Diabético ouviu especialistas para responder à pergunta que muita gente faz na fila do cinema ou no sofá de casa: posso comer pipoca?

A resposta é sim. Mas saber como consumi-la faz toda a diferença para aproveitar esse lanche sem comprometer o controle glicêmico.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  • É fonte de fibras: um saquinho de 20 g fornece cerca de 3 g de fibras, que ajudam a reduzir o pico glicêmico, melhoram a saúde digestiva e prolongam a saciedade.
  • Contém polifenóis, antioxidantes que combatem o estresse oxidativo.
  • Não possui gordura trans nem colesterol na versão natural.
  • 2 saquinhos médios de 20 g (total 40 g) equivalem a 1 fatia de pão — contendo cerca de 28 g de carboidratos e 180 kcal.
 
A pipoca feita em casa, na panela, é a melhor opção para quem tem diabetes. Essa versão permite controlar a quantidade de gordura utilizada, tornando-a menos prejudicial para o controle da glicose. Existem até técnicas para estourar pipoca com água, eliminando o uso de gordura.” Nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica

Qual pipoca o diabético pode comer?

Nem toda pipoca é igual. A escolha do preparo é determinante para quem precisa manter a glicemia sob controle.

Versões mais indicadas

 
 
  • Pipoca feita em casa na panela, com pouco óleo ou preparada na água (sem gordura).
  • Pipoca air-popped (estouro a ar quente), sem adição de manteiga ou sal excessivo.
  • Temperada com ervas secas, canela, cacau em pó ou outros temperos com baixo impacto glicêmico.

Versões que exigem atenção redobrada

  • Pipocas doces ou gourmet (com caramelo, leite condensado, leite ninho, chocolate): ricas em açúcar e gordura, exigem ajuste no plano alimentar e, para quem usa insulina, cálculo cuidadoso da dose.
  • Pipoca de micro-ondas industrializada: pode conter gordura em excesso, sódio elevado e aditivos.
  • Balde de pipoca no cinema: porção difícil de estimar, atenção especial à quantidade consumida.

Como fazer a contagem de carboidratos

Para quem realiza a contagem de carboidratos, a pipoca exige treinamento — especialmente no cinema, onde as porções são imprecisas e frequentemente compartilhadas.

“Para quem tem diabetes e faz contagem de carboidratos, esse é um dos alimentos em que é preciso treinar bem o tamanho da porção para não errar muito na estimativa de quantidade de carboidratos e insulina, principalmente se tratando de cinema e um balde de pipocas compartilhado.” Nutricionista Débora Bohnen — @debora_bohnen | Membro do Departamento de Nutrição da SBD

A regra prática sugerida pela especialista é simples:

Peso da pipocaCarboidratos estimados
20 g14 g de carboidratos
40 g28 g de carboidratos

Atenção: os cinemas estão isentos da obrigatoriedade de exibir tabela nutricional, pois manipulam e fraccionam alimentos para consumo imediato. Por isso, o treinamento em casa — separando a porção em um bowl e pesando na balança — é a estratégia mais eficaz para estimar com segurança a quantidade no cinema.

Passo a passo: pipoca saudável em casa

A nutricionista Carol Netto indica a pipoca na panela como a versão mais controlável. Veja como preparar:

Ingredientes:

  • 30 g de milho para pipoca (rende cerca de 2 porções)
  • 1 fio de azeite ou óleo de coco (ou nada, para versão com água)
  • Sal a gosto, canela, cacau em pó ou ervas secas para temperar

Modo de preparo:

  • Aqueça a panela em fogo médio. Se usar gordura, adicione apenas um fio.
  • Acrescente os grãos, tampe e aguarde estourar, chacoalhando a panela ocasionalmente.
  • Quando os estouros diminuírem, desligue o fogo.
  • Transfira para um bowl, pese a sua porção e tempere a gosto.

Versão sem gordura: substitua o óleo por 2 colheres de sopa de água — funciona!

Resumo: o que você precisa saber

  • Prefira a pipoca feita em casa na panela ou air-popped.
  • Controle o uso de gordura: óleo mínimo ou estoure com água.
  • Evite versões doces ou gourmets no dia a dia; consuma com moderação e ajuste a insulina, se necessário.
  • Treine porções em casa usando balança: 20 g = 14 g de carboidratos.
  • No cinema, estime com base no treinamento feito em casa.
  • Consuma dentro da sua meta de carboidratos por refeição.

Consulte sempre seu nutricionista ou endocrinologista para ajuste do plano alimentar.

 
 
 
 
 
 
 
 

Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

 
 
 
 

 

FONTE: https://umdiabetico.com.br/



 

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Carla

 

 

sábado, 14 de março de 2026

COMBATENDO O CÂNCER DE ÚTERO

 

 

 Publicado 14 Maio, 2019

 

Ampliar o conhecimento e a busca pela prevenção pode frear o número de novos casos

 

 O Câncer de Colo de Útero é considerado uma das maiores ameaças à saúde feminina e ocorre por causa da infecção persistente do vírus HPV (papiloma humano), podendo levar de 10 a 15 anos para se desenvolver[1]. A cada 60 minutos uma mulher morre no Brasil por causa desse câncer: são 16.370* mil novos casos e 8.079* mortes a cada ano[2]. O câncer de colo de útero é o 3º mais comum entre mulheres no Brasil[3] e, na região Norte, o primeiro[4].

 

 Durante as últimas décadas, o rastreamento com o exame de papanicolau tem auxiliado a diagnosticar a doença, mas um terço dos casos de câncer ocorre em mulheres com resultados normais de papanicolau. Isso ocorre pela baixa sensibilidade do papanicolau (apenas 50%), ou seja, esse exame detecta corretamente apenas metade dos casos de lesões que causam o câncer.

 

 Para mudar este cenário é preciso ampliar o conhecimento sobre este tipo de câncer e adotar estratégias mais eficientes para promover a prevenção e o diagnóstico precoce. Ter um mundo sem câncer de colo de útero está nas metas da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2030[5]. Por isso, em 2018, a instituição divulgou recomendações para aprimorar a gestão da doença no mundo e reforçar a importância da colaboração entre os programas, organizações e associações.

 

 Entre as abordagens mais eficazes está o rastreamento primário utilizando o teste de HPV, que detecta a presença do vírus, antes mesmo que a lesão do câncer ocorra. Ele também permite classificar o vírus presente e identificar as mulheres em risco de desenvolver a doença, oferecendo maior precisão e segurança para a tomada de decisão médica.

 

 

É preciso identificar mulheres em risco com mais precisão

 Um programa de rastreamento organizado seria a forma mais efetiva de combater o câncer de colo de útero e frear o número de novos casos. “A adoção de uma política de saúde com a utilização do teste de HPV seria o método ideal para combater este câncer”, reforça Neila Maria de Góis Speck, presidente da Comissão Especializada do Trato Genital Inferior da Febrasgo, membro da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia e professora adjunta do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.

 

 

Em países de primeiro mundo e em diversos países da América Latina, o teste de HPV já faz parte dos programas de rastreamento de câncer. “No Brasil, ainda não está estabelecido no Sistema Único de Saúde, mas acredito que estamos caminhando para isso. Também é preciso educar a população médica para que o exame seja oferecido para as pacientes", completa. Nenhuma mulher deve morrer de câncer de colo de útero! Além de prevenível, há 100% de chance de cura se o diagnóstico for feito no estágio inicial.

 

O primeiro passo já foi dado

 Em 2017, uma parceria foi firmada entre a Roche Diagnóstica, a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Prefeitura de Indaiatuba para estabelecer o Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV. O projeto mudou a forma de atendimento realizado nas Unidades de Saúde da cidade para indaiatubanas de 25 a 64 anos e busca diminuir drasticamente o número de novos casos.

 

 A expectativa é acompanhar cerca de 56.000 mulheres em segurança, colocando a cidade como pioneira a implementar um programa de rastreamento um case de sucesso. Além de garantir o acesso ao teste de HPV, a Roche Diagnóstica tem auxiliado a cidade a organizar o programa de rastreamento. Para saber mais clique aqui.(https://assets.roche.com/f/173846/2340x3816/548ef90763/infografico-ccu.png)

 LINK 👇👇👇

https://assets.roche.com/f/173846/2340x3816/548ef90763/infografico-ccu.png

 

 

 

Referências

 

FONTE: https://www.roche.com.br/por-dentro-da-roche/combatendo-o-cancer-de-colo-de-utero

 

 

 


 

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Carla

 

O que a glicose alta pode fazer com os rins de quem tem diabetes?

 

 

 

 Especialistas alertam que a glicose alta pode danificar os rins silenciosamente; exames simples ajudam a detectar o problema cedo

 

Quem convive com diabetes costuma ouvir que controlar a glicose evita complicações. No entanto, uma consequência silenciosa ainda passa despercebida: o impacto da glicose alta nos rins.

Os rins funcionam como filtros naturais do organismo. Eles removem toxinas do sangue, regulam líquidos e participam de processos importantes do metabolismo. No entanto, quando a glicose permanece elevada por muito tempo, esse sistema de filtragem começa a sofrer danos.

 

Nesse contexto, especialistas alertam que a glicose alta nos rins pode provocar alterações progressivas. Com o tempo, essas mudanças podem comprometer o funcionamento do órgão.

A nefrologista Bianca Bastos, que acompanha pessoas com doença renal crônica, explica que o diabetes está diretamente relacionado a esse processo.

O diabetes afeta o rim diretamente por causa da hiperglicemia e de outros fatores associados. Hoje, a maior causa de diálise no mundo é o diabetes”, afirma.

Além disso, a especialista destaca que muitos casos poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado.

Como a glicose alta começa a afetar os rins

Dentro dos rins existem milhões de estruturas microscópicas chamadas glomérulos. Esses pequenos filtros removem substâncias tóxicas do sangue.

Quando a glicose permanece elevada por muito tempo, esses filtros passam a trabalhar sob pressão maior. Como resultado, os vasos sanguíneos começam a sofrer alterações.

Com o passar dos anos, essa sobrecarga pode comprometer a filtragem do sangue. Nesse cenário, o rim perde parte da capacidade de eliminar resíduos do organismo.

Segundo a nefrologista Bianca Bastos, um dos primeiros sinais desse processo é a perda de proteína pela urina.

A pessoa com diabetes tem propensão a perder albumina na urina por um mecanismo de hiperfiltração dentro do rim”, explica.

Esse fenômeno recebe o nome de albuminúria. Além disso, ele pode indicar que os rins já estão sendo afetados pela glicose alta.

Dois exames simples ajudam a detectar o problema cedo

A prevenção da doença renal associada ao diabetes depende, principalmente, do diagnóstico precoce.

Por isso, especialistas recomendam dois exames simples:

  • creatinina no sangue
  • albumina na urina

Esses exames ajudam a avaliar o funcionamento dos rins. Além disso, eles permitem identificar alterações ainda nas fases iniciais.

Segundo Bianca Bastos, esses testes são simples e acessíveis.

Uma dosagem de creatinina custa cerca de 16 a 20 reais em laboratório particular e a dosagem de albuminúria não passa de 50 reais”, afirma.

Apesar disso, muitos pacientes chegam ao consultório com alterações avançadas sem nunca terem feito essa investigação.

Recebo frequentemente pessoas com insuficiência renal que nunca fizeram nem um exame simples de urina”, relata a médica.

A doença renal pode evoluir sem sintomas

Um dos desafios da doença renal associada ao diabetes é a ausência de sintomas no início. Enquanto isso, alterações importantes podem ocorrer no funcionamento dos rins.

A nefrologista Bianca Bastos explica que o problema costuma aparecer apenas em fases mais avançadas.

A doença renal do diabetes é assintomática até fases mais tardias”, afirma.

Por outro lado, exames periódicos ajudam a identificar alterações precocemente.

Além disso, a presença de albumina na urina também pode indicar risco cardiovascular maior.

Quando o paciente perde albumina na urina, ele pode ter mais risco de infarto ou AVC do que de precisar de diálise”, alerta a especialista.

Controle da glicose não é o único fator importante

Embora o controle glicêmico seja essencial, outros fatores também influenciam a saúde dos rins.

A endocrinologista Denise Franco explica que o tratamento do diabetes precisa considerar o organismo como um todo.

Não podemos pensar apenas na glicemia. Também precisamos controlar pressão arterial, colesterol e outros fatores de risco”, afirma.

Portanto, o cuidado com diabetes envolve diferentes aspectos da saúde. Além disso, hábitos de vida saudáveis também ajudam a reduzir o risco de complicações.

Alimentação também influencia na saúde dos rins

A alimentação exerce papel importante no controle do diabetes e na prevenção da doença renal. Segundo a nutricionista Carol Neto, o desafio aumenta quando a pessoa já apresenta alterações na função renal.

Quando a pessoa com diabetes desenvolve doença renal, precisamos controlar também a quantidade de proteína na alimentação”, explica.

No entanto, a restrição alimentar precisa ser feita com cuidado. Se a restrição de proteína for exagerada, o paciente pode desenvolver desnutrição.

Por outro lado, o excesso de proteína também pode acelerar a progressão da doença renal. Por isso, o acompanhamento profissional se torna essencial nesse processo.

Informação e acompanhamento fazem diferença

Para especialistas, a informação ainda é uma das principais ferramentas no cuidado com o diabetes. A endocrinologista Denise Franco reforça que o paciente precisa participar ativamente do tratamento.

Quem convive com diabetes precisa buscar informação e participar do próprio tratamento”, afirma.

Nesse contexto, exames simples, acompanhamento médico e educação em diabetes ajudam a reduzir o risco de complicações.

Portanto, manter a glicose sob controle não protege apenas o diabetes. Também ajuda a preservar órgãos fundamentais, como os rins.

 COMO O DIABETES AFETA OS RINS? | LIVE

 

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 

 

 

FONTE: https://umdiabetico.com.br/o-que-a-glicose-alta-pode-fazer-com-os-rins/


 

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Carla