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sexta-feira, 5 de junho de 2026

CÂNCER: Efeitos tardios do tratamento do câncer infantil: como afetam a vida adulta?

 

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue



Entenda porque eles geram preocupação

Escrito por:
Tatiane Mota

Os efeitos tardios do tratamento do câncer infantil são uma preocupação para médicos, pacientes e familiares. Isso porque, mesmo com a remissão da doença, esses problemas físicos, cognitivos ou emocionais podem surgir meses ou anos após o término do tratamento oncológico e afetar a vida adulta.

Especialistas acompanham estes casos com atenção, pois com as altas taxas de cura do câncer pediátrico, se busca, além da sobrevivência, que essas crianças vivam bem a longo prazo, tornando-se adultos funcionais física e emocionalmente falando.









Quais são os efeitos tardios mais comuns do câncer infantil?

De acordo com a Dra. Gabriela Caus, médica responsável pelo Serviço de Oncologia e Hematologia do Hospital Pequeno Príncipe, os efeitos tardios variam conforme o tipo de tratamento. Os principais são:

  • Baixa estatura, por conta de alterações no crescimento e desenvolvimento
  • Infertilidade
  • Problemas cardiovasculares, como arritmias e insuficiência cardíaca
  • Problemas neurocognitivos, apresentando dificuldades de memória, atenção e aprendizado
  • Alterações no desenvolvimento dos ossos e problemas na coluna
  • Perda auditiva
  • Insuficiência renal
  • Risco aumentado de desenvolver uma segunda neoplasia (um novo tipo de câncer) mais tarde

“Na maioria dos casos, esses efeitos estão relacionados ao tratamento, principalmente à radioterapia e à quimioterapia, e em alguns casos, à cirurgia. Crianças mais novas e crianças que recebem protocolos de tratamento mais intensivos e/ou radioterapia em sistema nervoso central ou região torácica são mais vulneráveis, além da predisposição genética pessoal”, explica a Dra. Gabriela.




Quanto tempo após o fim do tratamento esses efeitos podem aparecer?

Os efeitos tardios podem surgir em diferentes momentos. Alguns aparecem logo após o término do tratamento, enquanto outros podem levar anos ou até décadas para se manifestar.

“O acompanhamento a longo prazo é fundamental. Ele inclui avaliações periódicas direcionadas ao tipo de tratamento recebido, com foco na detecção precoce de complicações. Esse seguimento costuma envolver uma equipe multiprofissional, incluindo oncologia, endocrinologia, cardiologia, entre outras especialidades”, comenta a médica.

É possível prevenir ou minimizar estes efeitos tardios?

Sim, é possível. A prevenção já começa no planejamento do tratamento, com a utilização de protocolos modernos que reduzem doses e evitam a irradiação sempre que possível.A utilização de algumas drogas específicas hoje também já disponíveis e os cardioprotetores são um exemplo. Além, é claro, do monitoramento rigoroso durante o tratamento e acompanhamento periódico após o término do tratamento.

“É importante sempre frisar para os pais e cuidadores, durante as consultas, que as crianças e os adolescentes, na maioria das vezes, ficam curadas, mas precisam de cuidados a longo prazo para prevenir e detectar possíveis toxicidades precocemente, para possível intervenção e preservar a qualidade de vida. Incentivar o autocuidado e reforçar a promoção de hábitos saudáveis são essenciais. É um dever de todo oncologista pediátrico”, finaliza a Dra. Gabriela.































FONTE:  https://revista.abrale.org.br/saude/







RIM PELE  


obs.:CONTEÚDO MERAMENTE INFORMATIVO

ABS,

CARLA


⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa com diabetes tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de alterar sua dieta ou tratamento.

CÂNCER: Entenda como funciona o protocolo R-CHOP para linfoma!

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue





Última atualização em 30 de agosto de 


Esse tratamento é feito com cinco medicamentos, que possuem diferentes objetivos, e a principal contraindicação para seu uso é caso o paciente tenha restrição a alguma dessas drogas


Escrito por:
Natália Mancini


O protocolo R-CHOP é um esquema terapêutico que pode ser realizado para tratar alguns tipos de linfoma não-Hodgkin e é composto pelos medicamentos rituximabe, ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona. Esse tratamento pode causar alguns efeitos colaterais, como reação alérgica, vômito e cansaço, mas é possível amenizá-los e controlá-los. As chances de cura variam muito de acordo com o tipo do câncer, o estadiamento e se o paciente possui alguma doença pré-existente. 

Dr. Rodrigo Brum, especialista em Hematologia do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), começa explicando qual a classe de cada um dos medicamentos do protocolo R-CHOP.

Em primeiro lugar, ele informa que a letra R representa o rituximabe, um anticorpo monoclonal, um tipo de imunoterapia. Ele atua se ligando e destruindo  uma proteína ou um antígeno, chamado CD20, que está presente na superfície dos linfócitos do tipo B.

“Ao fazer isso ele desencadeia vários mecanismo imunológicos para destruir essa célula”, o Dr. Brum complementa.

Já a ciclofosfamida, a doxorrubicina, também chamada de hidroxildaunorrubicina, e a vincristina, que recebe o nome comercial “Oncovin”, são drogas quimioterápicas que estão representadas, respectivamente, pelas letras C, H e O. 

“Elas agem na célula cancerígena, por mecanismos diferentes, com o intuito de destruí-la”, o médico esclarece.

Por último, representada pela letra P, está a prednisona ou prednisolona, que faz parte do grupo dos corticoides e é usada para aliviar sintomas e reações adversas, além de também agir nos linfócitos.

Quando o protocolo R-CHOP é indicado para linfoma?

De acordo com o Dr. Brum, esse esquema terapêutico pode ser usado para tratar linfomas de células B, sendo realizado com maior frequência no linfoma difuso de grandes células B e no linfoma folicular. 

Ele diz que esse protocolo com o rituximabe só pode ser usado nos casos em que há o envolvimento dos linfócitos B, justamente devido ao fato do medicamento se ligar aos linfócitos B e destruí-los.

Linfócito B

“Nosso organismo possui, principalmente, dois tipos de células linfóides, as do tipo B e as do tipo T. Como descrito anteriormente, o rituximabe atua sobre um antígeno da superfície celular (CD20), que está presente apenas nas células B. Dessa forma, este fármaco não é utilizado quando a doença em questão é oriunda de células linfóides T”, o especialista reforça.

Por outro lado, a única contraindicação existente para o uso desse tratamento é caso a pessoa tenha restrição a alguma das medicações utilizadas. Sendo que o mais comum é a restrição à doxorrubicina por ela poder causar cardiotoxicidade (lesão cardíaca).

“Um paciente, por exemplo, com uma importante cardiopatia (doença do coração) pode ter um risco muito aumentado de complicar sua condição com o uso deste fármaco”, o Dr. Brum exemplifica.

Essa preocupação ocorre, principalmente, em pessoas que têm mais de 80 anos. Nesses casos, é preciso fazer ajustes no protocolo, como diminuição da dose ou mesmo supressão de algum dos medicamentos.

“O paciente deve sempre ser avaliado individualmente para definição do melhor esquema terapêutico para sua doença e condição de saúde específica”, o hematologista alerta.


Como é o esquema terapêutico

Geralmente, a ordem de infusão do protocolo R-CHOP se inicia com o rituximabe, por ele levar um tempo maior para ser administrado. Em seguida, os outros medicamentos são oferecidos. 

O Dr. Brum descreve que o único remédio administrado via oral (em comprimido) é a prednisona, o restante é realizado “em regime ambulatorial e é utilizado um acesso venoso central ou um acesso venoso central de inserção periférica (PICC).”

O rituximabe também pode ser tomado via subcutânea.

Pacientes sentados em cadeiras recebendo quimioterapia R-CHOP

Já em relação à quantidade de ciclos necessários, esse número varia de acordo com o estadiamento e o tipo do linfoma. Então, quando o câncer está em estágios iniciais, normalmente, é preciso realizar menos ciclos em comparação a quando a doença está em estágio avançado.

Efeitos colaterais do protocolo R-CHOP

Segundo o Dr. Brum, as reações adversas mais comuns são:

  • Reações alérgicas (mais frequentes na primeira infusão do rituximabe)
  • Náusea
  • Vômito
  • Queda de cabelo
  • Neuropatia
  • Cansaço
  • Dor no corpo (mialgia) e 
  • Obstipação intestinal (prisão de ventre ou intestino preso).
Pessoa com queda de cabelo por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa com intestino preso por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa enjoada por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa com tontura por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa vomitando por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
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Pessoa com queda de cabelo por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa com intestino preso por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa enjoada por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa com tontura por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP
Pessoa vomitando por conta de efeito colateral do protocolo R-CHOP

O médico ressalta que, na maioria das vezes, esses efeitos não são intensos e afirma que eles podem ser controlados por meio de outros medicamentos. Então, pacientes que enfrentam, por exemplo, náuseas, podem receber anti-eméticos para prevenir vômitos. 

É importante saber que essa indicação deve ser feita de forma muito individualizada pelo onco-hematologista responsável por acompanhar o caso.  Em nenhum caso a pessoa deve tomar qualquer medicamento por conta própria.


Chances de cura com o R-CHOP

Definir uma taxa de sobrevida para pacientes com linfoma que foram tratados com o protocolo R-CHOP é muito difícil, pois ela varia de acordo com alguns fatores. Os principais são: qual o subtipo do linfoma, estadiamento, presença de comorbidades e complicações ao longo da terapia.

Chance de cura com protocolo r-chop

“Um linfoma difuso de grandes células B, por exemplo, possui uma chance de cura de cerca de 60-70%, no entanto esta taxa pode variar consideravelmente, para mais ou para menos, dependendo do estadiamento, envolvimento de sítio atípico, comorbidades, complicações, entre outros. Assim como o tratamento, esta avaliação também é individualizada”, o Dr. Rodrigo Brum conta.























































































FONTE:  https://revista.abrale.org.br/saude/2023/08/como-funciona-o-protocolo-r-chop-para-linfoma/







RIM PELE  


obs.:CONTEÚDO MERAMENTE INFORMATIVO

ABS,

CARLA


⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa com diabetes tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de alterar sua dieta ou tratamento.