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sábado, 8 de agosto de 2026

08 /08– Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol > COLESTEROL BOM (HDL) E COLESTEROL RUIM (LDL)

 

Colesterol HDL, LDL, VLDL, triglicerídeos... Qual é o colesterol bom ? Qual é o colesterol ruim ?

Entenda tudo.

Muito se ouve falar de sobre o colesterol bom e ruim, pouco se explica sobre o seu real significado.

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. Ele é essencial para a formação das membranas celulares, para a síntese dos hormônios esteroidais como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros (leia sobre a supra-renal para mais informações), para a produção da bile, para digestão de alimentos gordurosos, para formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos), para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K) etc...

O colesterol tem 2 origens: a endógena, ou seja, produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado, e a exógena, adquirida através dos alimentos.

Como se trata de uma substância gordurosa, ela não se dissolve no sangue. É igual a gotas de óleo na água. Portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe as lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:

VLDL (Very low-density lipoprotein)
LDL (Low-density lipoprotein)
HDL ( High-density lipoprotein)

O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol. O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos. O HDL faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.

Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados a deposição de gordura na parede dos vasos, levando a formação de placas. Esse processo é chamado de ateroesclerose. Essas placas de gordura diminuem a luz dos vasos. Também causam lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias. Tudo isso favorece a obstrução do fluxo de sangue e do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O resultado final é o infarto (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA), o AVC (leia: ENTENDA O AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL), a isquemia dos membros etc...

O aumento do colesterol é chamado de dislipidemia.

Placa de colesterol - ateroesclerose



Enquanto que o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.

Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesterol ruim.

A produção as lipoproteínas são reguladas pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL enquanto que gordura insaturada, encontrada no azeite, peixes, amêndoas, promove a produção do HDL.

Há muito tempo deixamos de valorizar o valor do colesterol total (HDL + LDL + VLDL) e passamos a dar mais atenção aos valores individuais de HDL e LDL.

Veja esses exemplos:
Paciente 1 - LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Paciente 2 - LDL 100, HDL 65 e VDL 25 = colesterol total de 190

Pelo que foi explicado até agora, não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2 , apesar de terem o mesmo nível de colesterol total.

Então quais são os valores de HLD e LDL normais e quais são perigosos?

LDL
Menor que 100 mg/dL - Ótimo
Entre 101 e 130 mg/dL - Normal
Entre 131 e 160 mg/dL - Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL - Alto
Maior que 190 mg/dL - Muito alto

HDL
Menor que 40 mg/dL - Baixo (ruim)
Entre 41 e 60 mg/dL - Normal
Maior que 60 mg/dL - Alto (ótimo)

Uma dieta rica em gorduras insaturadas e pobres em saturadas está indicada para todas as pessoas. O aumento do colesterol LDL está relacionado a fatores genéticos e alimentares. Uma vez que 75% do colesterol é endógeno e apenas 25% vem da alimentação, algumas pessoas não conseguem normalizar os níveis de LDL apenas com dieta e precisam tomar medicamentos. Exercícios físicos também ajudam a elevar o HDL e diminuir o LDL.

Colesterol bom e ruim: Alimentos


Imagem: http://www.saude.df.gov.br

A decisão de quando começar os remédios depende dos valores de LDL e HDL , mas também da presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular, nomeadamente:

- Cigarro (leia: COMO E PORQUE PARAR DE FUMAR CIGARRO )
- Hipertensão (leia: SINTOMAS E TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO (PRESSÃO ALTA) )
- Diabetes (leia: DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES MELLITUS )
- Insuficiência renal crônica (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA - SINTOMAS )
- Obesidade e Síndrome metabólica (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA)
- Idade maior que 45 anos.

Quanto mais fatores de risco você tiver, mais baixo deve ser seu colesterol. Grosso modo, podemos resumir da seguinte maneira os alvos:

1 fator de risco - Colesterol LDL menor que 160 mg/dL
2 ou mais fatores de risco - Colesterol LDL menor que 130 mg/dL
Pacientes com alto risco ou com passado de doença coronariana - Colesterol LDL menor que 100 mg/dL

Trabalhos mais recentes começam a sugerir um LDL menor que 80 para pacientes de alto risco. HDL muito baixo também é considerado fator de risco, mesmo com LDL não muito elevado. Já se pode indicar tratamento apenas baseado no seu valor.

Atenção: Colesterol alto não dá cansaço, dor de cabeça, falta de ar, prostação ou qualquer outro sintoma. A dislipidemia é uma doença silenciosa. A única maneira de se saber os níveis de colesterol é através da análise de sangue.

É ruim ter HDL muito alto?

Não. pelo contrário. Algumas pessoas, normalmente mulheres, têm HDL muito elevados, às vezes acima de 100 mg/dL. Isso não indica qualquer doença. Na verdade, são pessoas afortunadas pois apresentam baixo risco de doença cardíaca, principalmente se o LDL for baixo.

E quanto aos triglicerídeos?

A hipertrigliceridemia, nome que se dá ao aumento dos triglicerídeos no sangue, também é fator de risco para aterosclerose, principalmente se associados a níveis baixos de HDL.

Os triglicerídeos estão intimamente ligados ao VLDL e seu valor costuma ser 5x maior. Por exemplo, um indivíduo com VLDL de 30 mg/dL, terá níveis de triglicerídeos ao redor de 150 mg/dL.

Os valores normais de triglicerídeos são:

Até 150 mg/dL = normal
Entre 150 e 199 mg/dL = limítrofe
Entre 200 e 500 mg/dL = elevado
Maior que 500 mg/dL= muito elevado

O tratamento para baixar os triglicerídeos consiste em exercícios aeróbicos regulares, redução de peso e controle da ingestão de carboidratos (massas, doces, refrigerantes...) e álcool.

A dieta associada a prática de esportes é mais bem sucedida na redução dos triglicerídeos do que no colesterol LDL, principalmente no sexo masculino. Enquanto a maioria dos pacientes com colesterol alto acaba precisando de drogas, pacientes disciplinados conseguem controlar seu triglicerídeo sem precisar apelar para medicamentos.

A elevação do colesterol, e principlamente dos triglicerídeos, estão associados à uma maior incidência de acúmulo de gordura no fígado, chamado de esteatose hepática (leia: O QUE É ESTEATOSE HEPÁTICA? )

Do mesmo modo que a hipercolesterolemia pode ter origem genética, a hipertrigliceridemia também. Existem casos de triglicerídeos maiores que 1000 mg/dL (eu já vi até 4000 mg/dL). Nestes individuos o sangue chega a ficar leitoso e existe um alto risco de pancreatite aguda (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA).

Medicamentos usados para o tratamento da dislipidemia

Todo paciente com colesterol e/ou triglicerídeo elevado deve se submeter a dieta, praticar exercícios físicos regulares e, se estiver acima do peso, emagrecer.

A droga de escolha para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, também chamadas de inibidores da enzima HMG-coA reductase(enzima do fígado responsável pela produção de colesterol). As estatinas também agem na redução dos triglicerídeos.

As estatinas mais prescritas são:
- Sinvastatina
- Atorvastatina
- Fluvastatina
- Pravastatina
- Rosuvastatina
- Lovastatina

A rosuvastatina e a atorvastatina são as mais fortes e conseguem reduções do colesterol com menores doses. Porém, quando comparamos doses equivalentes, não há diferenças nos resultados entre todas as estatinas. Portanto, a escolha deve ser individual, baseado nas condições econômicas e na adaptação do paciente à droga. Todas são efetivas.

Os principais efeitos colaterais são a dor muscular e as câimbras (leia: TUDO SOBRE CÂIMBRAS). Em alguns casos a lesão muscular pode ser séria e indicar a interrupção da droga. Hepatite medicamentosa também pode ocorrer (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES).

Apesar das estatinas agirem nos níveis de triglicerídeos, os fibratos são uma classe com ação mais intensa para esse fim. Os fibratos reduzem os tiglicerídeos mas praticamente não intereferem no colesterol LDL.

Os fibratos mais usados são:
- Fenofibrato
- Benzafibrato
- Genfibrozil
- Clofibrato
- Ciprofibrato

A associação entre fibratos e estatinas deve ser feita com cautela, uma vez que há aumento do risco de lesão muscular com o uso concomitante dessas drogas.
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Leia também:
GASES INTESTINAIS: O que é o pum ? O que é o arroto?
INFARTO EM JOVENS
OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA
AVE / AVC (acidente vascular encefálico/cerebral)
SAL E HIPERTENSÃO
DIABETES
SINTOMAS E TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO (PRESSÃO ALTA)






















 
 
 




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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

08 /08– Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol

 


 

O colesterol é um conjunto de gorduras com aparência de cera. Está presente na estrutura de todas as células, forma ácidos biliares que atuam na digestão e faz parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas, notadamente a vitamina D, sendo essencial para o organismo.

Há dois tipos de colesterol: o de alta densidade, chamado HDL (do inglês High Density Lipoprotein) e o de baixa densidade, chamado LDL (do inglês Low Density Lipoprotein).

O HDL tira o colesterol das células para ser eliminado e ajuda a evitar o entupimento das artérias, sendo conhecido como “bom colesterol”. Seu nível deve ser alto.

O LDL leva o colesterol para as células e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que aumentam o risco de infarto e de derrame, processo conhecido como aterosclerose. Por isso, o LDL é conhecido como “mau colesterol” e seu nível deve ser mantido baixo.

Deixar de fumar, fazer exercícios físicos e adotar uma dieta adequada são mudanças no estilo de vida que podem fazer toda a diferença para a saúde como um todo e, especialmente para prevenir as doenças cardiovasculares.

Ter o colesterol alto não apresenta sintomas e a única forma de diagnosticá-lo é dosando seus níveis sanguíneos. Quanto mais cedo na vida se dosa o colesterol, maior a chance de se detectar a tendência genética de produzir mais colesterol do que o necessário.

Com diagnóstico precoce, tratamento dos fatores de risco e das complicações, tem sido possível reduzir a carga da mortalidade por problemas cardiovasculares.

Alimentos e colesterol

As gorduras são fonte de energia, compõem as membranas que revestem nossas células e são essenciais para a absorção de algumas vitaminas. Assim, elas precisam fazer parte da alimentação. Porém, é crucial determinar a quantidade e o tipo de gordura a ser ingerida para se obter uma dieta saudável.

Existem três tipos principais de gorduras nos alimentos: as saturadas, as monoinsaturadas e as poli-insaturadas. Consumi-las em excesso, principalmente as saturadas, é pouco saudável e, desta forma, a maioria das gorduras consumidas diariamente deve ser monoinsaturada, presentes em alimentos como azeite de oliva, canola, abacate, amendoim e alguns tipos de nozes, ou poli-insaturada, encontrada em peixes como o atum, a sardinha e em frutos do mar; nozes e sementes de abóbora.

Causas da elevação do colesterol

Tanto o colesterol HDL “bom” quanto o LDL “ruim” são enviados do fígado para a circulação. Estima-se que cerca de 85% dos níveis de colesterol ruim são secundários à secreção pelo fígado, enquanto que 15% são provenientes da dieta.

Pacientes que têm níveis muito altos de colesterol LDL precisam ter uma alimentação com baixo teor de gorduras consideradas ruins (saturadas). Associada a exercício físico aeróbico regular, podem reduzir entre 15 a 20% dos níveis desse tipo de gordura no sangue e, consequentemente, atenuar as chances de complicações, como o infarto.

Por outro lado, alguns pacientes, além da modificação de estilo de vida precisam de medicamentos específicos para reduzir o colesterol ruim.

Hábitos de vida saudável, ainda na infância e na adolescência, seriam a principal medida preventiva pois, após os 40 anos de idade, se inicia o período de maior prevalência dos fatores de risco para a doença cardiovascular: o colesterol elevado, a hipertensão arterial e o diabetes, acrescidos pelo tabagismo, obesidade e sedentarismo; nas mulheres, a chegada da menopausa é também um fator agravante.

Recomendações:

Para diminuir o colesterol ruim:

– Praticar exercícios físicos;
– Ter uma alimentação saudável;
– Consultar um médico para avaliação, pois pode ser necessário tomar medicamentos para normalizar os níveis de colesterol LDL.

Para aumentar o colesterol bom:

– Praticar exercícios físicos de alta intensidade;
– Aumentar o consumo de abacate, nozes, soja, aveia, frutas e legumes;
– Perder peso, se estiver acima do peso ideal, especialmente se tiver muita gordura abdominal.

 

As doenças cardiovasculares, consequência direta do colesterol alto, são responsáveis por cerca de 30% de todas as mortes no país, o que corresponde a 400 mil óbitos por ano. O colesterol elevado atinge 40% da população adulta no Brasil e cerca de 20% de crianças e adolescentes. O descontrole é um dos fatores de risco cardiovascular mais relevante podendo causar infarto, AVC e mortes.

“Alertar a população faz todo o sentido já que a grande maioria das pessoas não sabe que convive com a dislipidemia e, portanto, não age para combater o problema”, lembra a diretora da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Maria Cristina Izar. “Um exame de sangue simples é suficiente para detectar a anomalia. Porém, a constatação é apenas o primeiro passo para o controle, que exigirá mudança no estilo de vida, incluindo prática de atividade física e alterações na dieta”, completa.

 

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol é uma campanha de conscientização e de prevenção acerca dos problemas relacionados aos níveis descontrolados de colesterol.

 

Fontes:

Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo
Escola de Enfermagem da UNIFESP
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Hospital de Clínicas de Passo Fundo (RS)
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

 



















 
 
 




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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Estas são as 3 melhores gorduras para quem tem diabetes, segundo nutricionista

 




Gorduras para quem tem diabetes podem fazer parte da alimentação. Nutricionista explica quais são as três principais opções e como utilizá-las


Quem convive com diabetes costuma associar a alimentação ao controle dos carboidratos. No entanto, a escolha da gordura também influencia a qualidade da refeição e pode contribuir para um controle glicêmico mais estável quando faz parte de uma combinação equilibrada.

Segundo a nutricionista Tarcila Campos, mestre em Nutrição e integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), nem toda gordura deve ser vista da mesma forma. Durante participação no DiabetesCast, do Portal Um Diabético, ela explicou que algumas fontes podem ser utilizadas de maneira estratégica na rotina alimentar, enquanto outras exigem maior atenção.



As 3 melhores gorduras para quem tem diabetes

De acordo com Tarcila Campos, três grupos de alimentos se destacam por fornecer gorduras de melhor qualidade e podem fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes.

1. Castanhas e sementes

Castanhas, nozes, amêndoas, amendoim, pistache e sementes como linhaça e girassol estão entre as principais recomendações da nutricionista.

Segundo ela, esses alimentos fornecem gorduras insaturadas e podem ser consumidos como lanche ou adicionados às refeições. Além disso, podem acompanhar frutas para tornar a absorção dos carboidratos mais lenta.

A nutricionista explica que essa combinação para quem tem diabetes pode favorecer uma resposta glicêmica mais gradual em algumas pessoas, principalmente quando a fruta é consumida junto com uma pequena porção de castanhas.

2. Peixes

Sardinha, atum e salmão também aparecem entre as principais fontes de gordura recomendadas.

Além da proteína, esses peixes fornecem gorduras insaturadas. Por esse motivo, podem ser utilizados no almoço, no jantar ou até em lanches rápidos, como um sanduíche preparado com pão sírio.

No entanto, Tarcila faz um alerta sobre o modo de preparo. Quando o peixe é empanado e frito por imersão, ele recebe uma quantidade maior de gordura e perde parte das características nutricicionais esperadas. Por isso, a orientação é dar preferência às versões assadas, grelhadas ou cozidas.

3. Abacate e azeite de oliva

O abacate integra o grupo das oleaginosas e também é citado como uma fonte de gordura de boa qualidade.

Segundo a nutricionista, ele pode ser consumido em preparações doces ou salgadas. Entre as possibilidades estão o creme de abacate com leite ou proteína e o guacamole preparado com tomate, cebola e azeite.

Enquanto isso, o azeite de oliva pode substituir outras gorduras de adição, principalmente para temperar saladas ou complementar refeições. Por ter origem vegetal, ele apresenta um perfil nutricional diferente da manteiga.

Gordura dos alimentos faz mal pra quem tem diabetes? A resposta pode te surpreender DiabetesCast #65

Índice glicêmico não deve ser o único critério

Durante a entrevista, Tarcila explica que muitas pessoas escolhem os alimentos apenas pelo índice glicêmico. No entanto, essa estratégia pode levar a interpretações equivocadas.

Ela cita a batata frita como exemplo. A gordura da fritura reduz a velocidade de absorção do carboidrato, o que pode diminuir o índice glicêmico em comparação com a batata cozida. Ainda assim, isso não torna a batata frita uma opção mais saudável.

Segundo a nutricionista, é preciso considerar a qualidade da gordura presente no alimento e o impacto da refeição como um todo.

Quantidade e combinação fazem diferença

A nutricionista reforça que nenhuma gordura deve ser consumida sem considerar a quantidade.

Além disso, refeições com grande quantidade de gordura podem provocar aumento da glicose várias horas depois da alimentação, dependendo da resposta de cada pessoa.

Nesse contexto, ela destaca que o planejamento alimentar precisa ser individualizado. A escolha dos alimentos deve considerar o tratamento utilizado, os objetivos da pessoa e a resposta observada na monitorização da glicose quando disponível.





Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.













 
 
 




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