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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dia Nacional do Diabetes: os medicamentos que estão mudando o tratamento da condição

 

Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes explica como essas terapias ampliaram as opções de cuidado para pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade



Depois de anos sem grandes novidades terapêuticas, o tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2 vive um momento de transformação. Em entrevista ao DiabetesCast, o Dr. João Salles, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), comentou a chegada de novidades como a insulina Glargina, as insulinas ultrarrápidas e os inibidores de SGLT2, também o potencial dos análogos de GLP-1, populares como “canetas emagrecedoras”, para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

“Nós passamos muito tempo sem ter novidades para o uso para tipo 2 e tipo 1. E hoje a gente tem. A gente tem a chegada da Glargina, as insulinas ultrarrápidas, que já chegaram há um tempo, mas ainda precisa de letramento para o médico aprender a cuidar disso. E a gente tem a chegada dos inibidores SGLT2 para os pacientes com diabetes tipo 2. E, se Deus permitir, vamos ver como as coisas vão andar, dos GLP-1, para os pacientes com diabetes tipo 2 e com obesidade. Há um indício de que a gente consiga isso depois, ano que vem.” Dr. João Salles | Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

O que são as canetas e como agem no organismo

As canetas são medicamentos injetáveis pertencentes à classe dos análogos de GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon). Segundo o Dr. João Salles, essa classe terapêutica representa uma das frentes mais promissoras para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade nos próximos anos, sempre sob prescrição e acompanhamento médico.

O mecanismo de ação combina três efeitos principais: o controle da glicemia, o aumento da saciedade e a redução da velocidade do esvaziamento gástrico. Juntos, esses efeitos podem ajudar o paciente a comer porções menores, sentir-se satisfeito por mais tempo e manter níveis mais estáveis de açúcar no sangue. Ainda assim, o uso da medicação deve estar sempre atrelado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e atividade física regular.

Quais medicamentos já estão disponíveis no Brasil

Entre os medicamentos mais conhecidos dessa classe estão a semaglutida, comercializada como Ozempic e Wegovy, e a tirzepatida, vendida como Mounjaro. Todos possuem registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do diabetes tipo 2, e alguns deles também têm indicação para obesidade.

Em março de 2026, a patente da semaglutida expirou no Brasil, permitindo que outras empresas passassem a desenvolver medicamentos com o mesmo princípio ativo. Como resultado, a Anvisa aprovou, em maio de 2026, a Ozivy, da farmacêutica EMS, primeira caneta nacional de semaglutida sintética.

Segundo a agência, o medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, mas não é considerado um genérico. Ele foi registrado como um medicamento novo após demonstrar qualidade, segurança e eficácia. Outros produtos à base de semaglutida ainda estão em análise pela Anvisa.


A indicação dessas medicações é voltada para pessoas com diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a outras doenças. O uso apenas com finalidade estética, sem indicação clínica e acompanhamento médico, não é recomendado pelas sociedades médicas.

Por que a chegada dessas medicações importa tanto

A disponibilidade de novos medicamentos, segundo João Salles, é apenas uma parte do desafio. Tão importante quanto o acesso à tecnologia é a capacitação dos profissionais de saúde para utilizá-la corretamente, especialmente quando se trata de classes terapêuticas recentes que ainda exigem letramento médico.

Esse mesmo raciocínio se aplica diretamente às canetas emagrecedoras. No contexto do sistema público de saúde, em que custo e efetividade caminham juntos, não basta disponibilizar a medicação: é preciso que o profissional de saúde saiba orientar corretamente seu uso, e que o paciente compreenda o papel da medicação dentro de um plano de tratamento mais amplo.

O acompanhamento médico como condição indispensável

O acompanhamento profissional é indispensável durante todo o tratamento com canetas emagrecedoras. O médico responsável ajusta a dose de forma individualizada e monitora possíveis efeitos colaterais, como enjoos e perda de massa muscular, que podem ocorrer com essa classe de medicamentos.

Por isso, o uso dessas substâncias sem prescrição médica, ou a aquisição por canais não regulamentados, representa um risco à saúde. A orientação das sociedades médicas é clara: a aquisição deve ocorrer exclusivamente em farmácias autorizadas, com receita individualizada, e nunca por meio de redes sociais ou vendedores informais.

Informação confiável como ferramenta de cuidado

Diante da grande quantidade de informação equivocada que circula sobre esses medicamentos, o Dr. João Salles reforça a importância de buscar fontes confiáveis antes de tomar decisões sobre o tratamento.

“Use os nossos canais digitais da SBD, use o site da SBD para você ter informações corretas. Use portais confiáveis para ter informação correta. Não acredite em fake news.” Dr. João Salles | Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

Para orientações completas sobre o manejo dessas medicações no controle glicêmico, a Sociedade Brasileira de Diabetes disponibiliza diretrizes detalhadas em seu portal oficial e em um aplicativo gratuito, com um capítulo dedicado ao diabetes no SUS.

Fechando a série de Dia Nacional do Diabetes

Esta matéria encerra a série especial que o Portal Um Diabético preparou para o Dia Nacional do Diabetes. Ao longo das últimas semanas, mostramos o panorama epidemiológico da doença no Brasil, ouvimos o Dr. João Salles sobre obesidade, estigma e os desafios do diagnóstico, e exploramos os avanços terapêuticos que têm mudado o dia a dia de quem convive com a condição, da insulina Glargina aos análogos de GLP-1. O fio condutor de todas essas reportagens é o mesmo: tratamento eficaz exige acesso, informação confiável e acompanhamento profissional constante.




Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.

Por que o cuidado com diabetes no Brasil ainda falha e como melhorar? | DiabetesCast #39









FONTE:  https://umdiabetico.com.br/dia-nacional-do-diabetes-os-medicamentos-que-estao-mudando-o-tratamento-da-condicao/






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26/06 - Dia Nacional do Diabetes:


O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose e a falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, conseqüentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

Tipos:

– Tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos.

– Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.

– Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.

– Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Principais sintomas do DM tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Principais sintomas do DM tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Complicações:

O tratamento correto do diabetes significa manter uma vida saudável, evitando diversas complicações que surgem em conseqüência do mau controle da glicemia. O prolongamento da hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) pode causar sérios danos à saúde:

– retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual;

– nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total;

– neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; traumatismo dos pêlos; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência;

– pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado;

– infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos que possam combater a pressão alta e o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo, são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes;

– infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate aos vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.

Prevenção e controle:

Pacientes com história familiar de DM devem ser orientados a:

– manter o peso normal; não fumar; controlar a pressão arterial; evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas; praticar atividade física regular.

Pacientes com DM devem ser orientados a:

– realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões; manter uma alimentação saudável; utilizar os medicamentos prescritos; praticar atividades físicas; manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

Fontes:

Ministério da Saúde. Plano de reorganização da atenção à hipertensão arterial e ao diabetes mellitus: hipertensão arterial e diabetes mellitus. 2001

Sociedade Brasileira de Diabetes

 

 

 

 

 FONTE:https://bvsms.saude.gov.br/26-6-dia-nacional-do-diabetes/

 

 













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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Trombose na síndrome nefrótica: quem realmente precisa de profilaxia?

 

nefroatual


Trombose na síndrome nefrótica: quem realmente precisa de profilaxia?
A nefropatia membranosa continua sendo a principal etiologia associada a maior risco trombótico — especialmente em pacientes com hipoalbuminemia importante.
Mas o ponto crítico na prática não é só reconhecer o risco… é decidir quando anticoagular.
👉 Considere anticoagulação profilática se:
* Albumina < 2,5 g/dL
* Associado a fatores de risco (proteinúria elevada, obesidade, IC, imobilização, cirurgia recente)
⚠️ E nunca esqueça:
A decisão deve sempre equilibrar com o risco hemorrágico:
* Sangramento prévio
* Fragilidade / risco de quedas
* Lesão de SNC
* Baixa adesão
📌 Na presença de evento trombótico:
→ Anticoagulação plena por 6–12 meses ou enquanto persistir a síndrome nefrótica
💡 Mensagem prática:
Nem todo nefrótico deve anticoagular — mas perder o timing nos pacientes de alto risco custa caro.
















FONTE:  https://web.facebook.com/nefroatual?__cft__[0]=AZYibYjEosthvSAs0mJLAEvVHC5fx-QH-RZGigdqvyWyqGF-Sh5RsJGEdvOhRQWoY_whfqS12ZzXdKK_Tldrzb7aZD375FYmigcB3V_Yw7iF08UVISO7-TDQU-RYvUqaqnMIJfRQXfz5odh2FeylJZhCpCjyf9qw7wCA9GuhdPZmyPuB7CQNHb59l76tfA33AP6nmJoCymWtIy2sEcDN065MBOKQca-ojM3VSm-L7__16A&__tn__=-UC%2CP-y-R






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