Cuidador, dá para sentir o peso que é enfrentar esse momento, você se esforça para organizar a medicação, quer garantir que ele receba o tratamento necessário para ter mais qualidade de vida, e, no fim, ele acaba jogando tudo fora e ainda diz que nada faz efeito.
É exaustivo, frustrante e, muitas vezes, faz a gente se sentir sozinho nessa luta.
Mas por que será que esse comportamento é tão comum e como podemos contornar essa situação?
O que acontece é que, para quem vive com a desorientação da demência, o comprimido não é um "remédio" que traz saúde, mas sim um objeto estranho, muitas vezes amargo ou de textura difícil, que ele não entende por que deve ingerir.
Quando ele diz que "não faz efeito", pode ser o medo da perda de controle ou uma forma de defesa contra algo que ele não compreende mais, além disso, conforme a doença avança, pode surgir a disfagia (dificuldade de engolir), o que faz com que o ato de tomar o remédio seja, na verdade, um momento de desconforto físico.
Estratégias para suavizar esse momento
A técnica da camuflagem: Se o médico permitir, abra a cápsula ou amasse o comprimido e misture em alimentos de consistência pastosa que ele goste, como um purê de frutas, iogurte ou gelatina. O objetivo é que o remédio não seja o foco, mas sim um complemento da refeição.
Importante: consulte sempre o médico antes, pois alguns comprimidos não podem ser partidos ou macerados.
O ambiente deve ser de paz: Se ele sente que você está ansiosa ou tensa, ele vai reagir com resistência. Tente oferecer o medicamento em um momento de descontração, talvez acompanhado de um suco que ele adore. O remédio deve ser entregue como um gesto de carinho, não como uma imposição.
O "tomar junto": Às vezes, o simples fato de você tomar um copo de água ou uma vitamina junto com ele, mostrando que é algo natural e seguro, diminui a desconfiança. O exemplo visual funciona muito mais do que a explicação lógica.
Ajuste da forma farmacêutica: Converse com o médico ou o farmacêutico sobre a possibilidade de trocar comprimidos grandes por gotas, xaropes ou adesivos transdérmicos, caso existam alternativas, isso pode eliminar o trauma de engolir algo sólido.
Valide a resistência: Em vez de discutir sobre a eficácia do medicamento, acolha a recusa. "Entendo que você não queira agora, vamos deixar aqui um pouquinho e daqui a pouco tomamos com um suco bem gostoso?".
O respeito pelo tempo dele evita o "cabo de guerra".
Cuidador,
Sei que esse embate diário suga suas energias, quando ele joga o remédio fora, você sente que seu trabalho de cuidado está sendo invalidado, mas lembre-se: ele não está fazendo isso para te atingir, ele está tentando lidar com o medo e a confusão que a doença impõe. Não carregue a culpa pela recusa dele, você está fazendo o impossível para garantir que ele esteja bem, e esse esforço não passa despercebido.
Respire fundo, tente uma nova estratégia mais tarde com paciência e, se o estresse estiver grande demais, lembre-se de que você também precisa de apoio.
Você é um pilar essencial, e seu cuidado é um ato de amor profundo, mesmo quando ele não consegue retribuir como você gostaria.
Instituto Berna Almeida-@institutobernalmeida
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de
ORIENTAÇÕES AO CUIDADOR: O RISCO DO FRIO NA SAÚDE DO ENTE QUERIDO
Sabemos que o inverno traz desafios que vão muito além do desconforto térmico, o frio intenso provoca a vasoconstrição, um fechamento dos vasos sanguíneos que faz a pressão arterial subir bruscamente, aumentando significativamente o risco de um Acidente Vascular Cerebral, o AVC.
Para quem vive com o desgaste de uma demência, esse é um perigo real que exige nossa máxima atenção e proteção.
Por que isso ocorre e como podemos proteger quem amamos?
Vamos descobrir?
O corpo do idoso perde calor com facilidade por ter menos gordura e uma circulação mais lenta.
Quando o sangue fica mais espesso devido à desidratação, comum no frio, já que a sede diminui, e os vasos se estreitam para manter o calor, o coração precisa fazer um esforço muito maior, esse cenário é o que pode desencadear uma crise hipertensiva ou um evento vascular.
Estratégias essenciais de proteção:
• Evite o choque térmico. O maior risco ocorre na transição brusca de um ambiente aquecido para o ar gelado. Mantenha os cômodos equilibrados e evite deslocamentos desnecessários durante os picos de frio ou nas madrugadas.
• Hidratação é prevenção. Ofereça líquidos mornos ao longo do dia, como chás sem cafeína e caldos nutritivos. O sangue hidratado circula melhor e diminui o risco de formação de coágulos.
• Vestimenta em camadas. Em vez de roupas pesadas únicas, use camadas que permitam ajustar o calor conforme a necessidade. Não se esqueça de proteger as extremidades, como pés e mãos, mas sem apertar para não comprometer a circulação.
• Monitoramento constante. Se o idoso utiliza medicação para pressão, este é o momento de vigilância redobrada. Qualquer alteração habitual na rotina ou nos níveis pressóricos deve ser informada ao médico.
• Atenção aos sinais de alerta, ele não avisa com um alarme, ele dá sinais sutis. Fique alerta a fala arrastada, boca torta, fraqueza súbita em um lado do corpo ou uma confusão mental que surge de forma muito mais intensa que o normal. Ao menor sinal, busque ajuda médica imediatamente, pois o tempo é o fator determinante.
Cuidador,
Sei que essa vigilância constante traz um peso imenso ao seu dia, é exaustivo pensar em cada detalhe, desde a temperatura do chá até a pressão arterial, mas entenda que o seu olhar atento é a maior proteção que ele possui hoje.
Você está sendo os olhos e a segurança dele em uma fase de extrema vulnerabilidade, reconheça que o seu esforço diário é um ato de profundo amor e dignidade, você é o pilar que sustenta o bem-estar dele, e fazer esse trabalho com tanta dedicação é o que garante que ele se sinta cuidado e amparado, mesmo nos dias mais gelados.
Instituto Berna Almeida @institutobernalmeida
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Carla
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Durante as festas juninas e julinas, a pamonha volta ao cardápio de muitas famílias. No entanto, quem vive com diabetes costuma ter a mesma dúvida: é possível comer pamonha sem comprometer o controle da glicose? Segundo a nutricionista Carol Netto, a resposta é sim, desde que alguns cuidados façam parte da escolha.
A orientação não é excluir o alimento da alimentação, mas entender sua composição, a quantidade de carboidratos e evitar exageros.
Quem tem diabetes pode comer pamonha?
Sim. Pessoas com diabetes podem comer pamonha, desde que o consumo seja ocasional e faça parte do planejamento da alimentação.
Segundo Carol Netto, ela é feita principalmente de milho verde. Além disso, a receita tradicional costuma levar leite, manteiga e açúcar. Essa combinação resulta em uma quantidade elevada de carboidratos, que pode aumentar a glicose no sangue.
Em algumas regiões do Brasil, como Goiás, também existem versões recheadas com queijo, carne desfiada ou linguiça. Nesses casos, além dos carboidratos, há um aumento da quantidade de gordura, o que também pode dificultar o controle glicêmico.
Quanto carboidrato tem uma pamonha?
Uma pamonha contém, em média, 30 gramas de carboidrato. Na prática, essa quantidade é semelhante à encontrada em um pão. Portanto, conhecer esse valor ajuda na organização da alimentação.
Para quem tem diabetes tipo 2 e não faz contagem de carboidratos, a recomendação é considerar essa quantidade como uma substituição dentro da refeição. Ou seja, ao consumir ela, é importante reduzir outro alimento que tenha quantidade semelhante de carboidratos.
Enquanto isso, quem faz contagem de carboidratos deve calcular a dose de insulina conforme a orientação da equipe de saúde. Como a pamonha contém carboidratos simples, a glicose tende a subir rapidamente após o consumo.
3 dicas para comer pamonha com diabetes
1. Evite comer todos os dias
A pamonha pode fazer parte das festas juninas e julinas, mas não deve entrar na rotina diária.
Segundo Carol Netto, o consumo ocasional permite aproveitar o alimento sem aumentar o risco de excesso de carboidratos ao longo da semana.
Além disso, o ideal é limitar a quantidade e evitar consumir várias unidades na mesma refeição.
2. Não use a como sobremesa
Outro cuidado importante é não comer a pamonha depois do almoço ou do jantar como sobremesa.
Nesse contexto, a quantidade total de carboidratos da refeição aumenta, favorecendo uma elevação maior da glicose.
A orientação é considerar a pamonha como parte da refeição e não como um complemento.
3. Fique atento aos outros alimentos da festa
As festas juninas ou julinas costumam reunir vários alimentos ricos em carboidratos. Por isso, quem escolhe comer pamonha deve evitar consumir todos os pratos tradicionais na mesma ocasião.
Além disso, manter o monitoramento da glicose, aplicar a insulina quando indicada e tomar os medicamentos nos horários corretos fazem parte dos cuidados para reduzir o impacto da refeição.
O exagero é o principal risco
Segundo Carol Netto, o maior problema não é a pamonha em si, mas o excesso e a falta de informação sobre sua composição.
Conhecer a quantidade de carboidratos, entender os ingredientes da receita e planejar o consumo ajudam quem vive com diabetes a participar das festas típicas sem abrir mão do controle da glicose.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
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