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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Angioplastia: o procedimento que desobstrui a artéria e salva uma vida em minutos

 

Geralmente associada apenas ao tratamento de emergência do infarto, a angioplastia também pode ser programada para prevenir complicações na saúde do coração. Conheça melhor este procedimento, considerado um dos grandes avanços da cardiologia moderna

Publicado em

Por: Rede D'Or




A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo utilizado para desobstruir artérias que tiveram seu fluxo sanguíneo reduzido ou interrompido, geralmente pelo acúmulo de placas de gordura, processo conhecido como aterosclerose. É uma das principais formas de tratamento da doença arterial coronariana, condição que pode levar ao infarto quando uma artéria do coração fica completamente bloqueada.

Diferente de uma cirurgia aberta tradicional, a angioplastia é realizada por meio de um cateter, inserido geralmente por uma artéria do braço ou da perna, o que costuma resultar em recuperação mais rápida. O procedimento pode ser feito em caráter de urgência, durante um infarto em andamento, ou de forma programada, quando exames identificam uma obstrução significativa antes que ela cause um evento agudo.

  • Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio é a maior causa de mortes no país, com estimativa de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto no Brasil, sendo que a cada 5 a 7 casos ocorre um óbito. O atendimento de urgência nos primeiros minutos é apontado como fundamental para salvar vidas.
  • De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 19,8 milhões de mortes em 2022, o equivalente a 32% de todos os óbitos globais, reforçando a importância de tratamentos como a angioplastia na redução dessas mortes.
  • Cerca de 400 mil pessoas morrem por ano no Brasil por doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que aponta que 80% desses casos poderiam ser evitados com prevenção e diagnóstico precoce.

Para que serve a angioplastia?

A angioplastia é indicada principalmente para tratar obstruções nas artérias coronárias, que irrigam o coração, mas também pode ser utilizada em outras regiões do corpo, como artérias das pernas, do pescoço (carótidas) e dos rins. O objetivo é sempre o mesmo: restabelecer o fluxo sanguíneo normal em uma artéria estreitada ou obstruída.

Em situações de infarto agudo, a angioplastia realizada rapidamente pode limitar os danos ao músculo cardíaco e reduzir significativamente o risco de complicações graves. Já em casos não emergenciais, ela costuma ser indicada quando exames apontam uma obstrução relevante, mesmo na ausência de um evento agudo, como forma de prevenir que essa obstrução evolua para um infarto.

A decisão de realizar a angioplastia é sempre feita pelo cardiologista, com base na avaliação clínica e nos exames de imagem, que mostram a localização e a gravidade da obstrução arterial.

Qual é a diferença entre angioplastia e cateterismo?

É comum confundir a angioplastia e o cateterismo, mas eles se referem a etapas diferentes do mesmo processo. O cateterismo cardíaco tem finalidade diagnóstica, enquanto a angioplastia é o procedimento de tratamento propriamente dito. Na prática, a angioplastia sempre é precedida pelo cateterismo.

O cateterismo consiste na inserção de um cateter fino e flexível em uma artéria, geralmente do punho, da coxa ou da virilha, permitindo a visualização detalhada das artérias coronárias por meio de contraste e imagens de raio-X. É considerado o método padrão-ouro para diagnosticar a doença arterial coronariana.

Se, durante o cateterismo, for identificada uma obstrução significativa, o médico pode optar por realizar a angioplastia no mesmo momento, sem a necessidade de um segundo procedimento. Ou seja, o cateterismo mostra o problema, e a angioplastia é o que resolve.

Quais são os tipos de angioplastia?

Os principais tipos de angioplastia variam de acordo com a localização da obstrução e a técnica utilizada. A angioplastia com balão é feita inflando um pequeno balão na ponta do cateter, com o objetivo de comprimir a placa de gordura contra a parede da artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo.

Na maioria dos casos, após a angioplastia com balão, o médico posiciona um stent, uma pequena estrutura em formato de mola, para manter a artéria aberta e reduzir o risco de nova obstrução no mesmo local. Além da angioplastia coronária, que trata as artérias do coração, existem também a angioplastia periférica, para artérias das pernas e braços, a angioplastia de carótida, e a angioplastia renal, cada uma indicada conforme a região do corpo afetada pela obstrução.

O tipo de angioplastia mais adequado para cada pessoa é definido pelo cardiologista, considerando a localização, a extensão da obstrução e as características clínicas do paciente.

Como é feita a angioplastia?

A angioplastia é realizada em uma sala de hemodinâmica, geralmente sob anestesia local e sedação leve. O médico introduz o cateter por uma artéria do punho ou da virilha e o guia, com auxílio de imagens de raio-X em tempo real, até o local da obstrução.

Ao chegar à área obstruída, o balão na ponta do cateter é inflado para comprimir a placa de gordura e reabrir a artéria. Quando indicado, o stent é posicionado nesse momento, permanecendo no local para manter a artéria aberta de forma permanente. Todo o procedimento costuma ser acompanhado de perto, com monitoramento contínuo dos sinais vitais do paciente.

Antes da realização da angioplastia programada, exames como a angiotomografia computadorizada coronariana podem ser solicitados para avaliar previamente a extensão e a localização da obstrução, auxiliando no planejamento do procedimento.

Como é a recuperação após a angioplastia?

O tempo de repouso após a angioplastia varia de pessoa para pessoa, dependendo do tipo de procedimento realizado, da via de acesso utilizada e do estado clínico geral do paciente. Em muitos casos, a alta hospitalar pode ocorrer em poucos dias, mas essa decisão é sempre individualizada pela equipe médica.

Após o procedimento, é comum que o paciente utilize medicação prescrita pelo médico para reduzir o risco de formação de coágulos na região tratada, além de manter o acompanhamento regular com o cardiologista. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, atividade física orientada e controle de fatores de risco como pressão alta e colesterol, também fazem parte do cuidado contínuo após a angioplastia.

Embora seja considerada um procedimento seguro, a angioplastia, como qualquer intervenção médica, pode apresentar complicações em uma pequena parcela dos casos. Por isso, o acompanhamento médico próximo, tanto antes quanto depois do procedimento, é essencial para garantir os melhores resultados possíveis.


FONTE: https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O que é hemoptise?

 Hemoptise é a expectoração ou eliminação de sangue proveniente dos pulmões pela boca. Popularmente, é denominada “tosse ou catarro com sangue”.

A quantidade de sangue eliminada na hemoptise pode variar, sendo maciça quando grandes volumes são expelidos ou há pouco sangue misturado ao muco (catarro).

Deve-se encarar esse sintoma como sinal de alerta ou emergência e consultar um médico logo no início. A hemoptise pode ser um dos sintomas do câncer de pulmão, assim, é fundamental procurar um médico o mais breve possível.

Quais são as causas da hemoptise?

A hemoptise acontece em decorrência de distúrbios que afetam o sistema respiratório. Como principais causas da hemoptise podemos citar: tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica, bronquite, pneumonia e câncer de pulmão.

Quais são os sintomas da hemoptise?

Entre os principais sintomas da hemoptise, destacam-se:

  • tosse com sangue por mais de uma semana;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • febre alta;
  • alteração na respiração;
  • dor no peito.

A hemoptise tem cura?

Sim, desde que a causa para a eliminação do sangue seja descoberta o mais rápido possível. Dessa forma, é fundamental procurar um médico assim que qualquer um dos sintomas relacionados a essa condição forem identificados para realizar exames complementares que identifiquem a causa.

Quais são as formas de tratamento da hemoptise?

O tratamento da hemoptise envolve diferentes especialidades. Médicos intensivistas, pneumologistas, cirurgiões de tórax, entre outros, visando proporcionar a melhor conduta no tratamento. A maioria dos casos de hemoptise indica internação para acompanhamento e atenção, com possível suplementação de oxigênio, caso indicado. Dependendo do caso, procedimentos como broncoscopia ou cirurgias podem ser indicados.

A Rede D’Or possui hospitais espalhados por seis estados brasileiros. Todas as instituições possuem selos de qualidade nacionais e internacionais, como o que é oferecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que são uma garantia de excelência no atendimento hospitalar.

Ao todo, são mais de 80 mil médicos das mais diversas especialidades, disponíveis para auxiliar no tratamento e no diagnóstico da hemoptise e de condições diversas.













FONTE: https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/hemoptise

 

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CÂNCER: DISPARIDADES RACIAIS NO CÂNCER DE MAMA: O QUE OS DADOS MOSTRAM



Os dados são claros: no Brasil, mulheres negras com câncer de

mama são diagnosticadas em estágios mais avançados e

enfrentam taxas de mortalidade significativamente mais altas

que mulheres brancas — mesmo com menor incidência geral.


Um estudo conduzido pelo INCA reforça que essa disparidade

está ligada a fatores socioeconômicos, acesso à informação e

ao rastreamento, e também a vieses implícitos na assistência à

saúde.


Entender essas desigualdades é essencial para construir

políticas de rastreamento e cuidado mais equitativas — um

tema que precisa envolver a prática oncológica o ano inteiro,

não só em datas específicas.


Referência: Lopes da Silva, J. et al. Ethnic disparities in breast

cancer patterns in Brazil. Breast Cancer Research and

Treatment, 2024.







FONTE: https://www.instagram.com/oncologiabrasil/

 

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