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quarta-feira, 22 de abril de 2026

CÂNCER: Qual a diferença entre DECH(Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro ) aguda e crônica?

 

10/04/2026

Atualmente, os médicos estabelecem outros critérios, além do tempo de manifestação, para a DECH aguda e crônica

Escrito por:
Juliana Matias

Antigamente, as diferenças entre a forma aguda e crônica da Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH) eram definidas pelo tempo em que elas se manifestavam no pós-transplante. Com o avanço da Medicina, notou-se que o tempo não era um bom critério para essa classificação. Então, quais são as diferenças entre DECH aguda e crônica? Explicamos aqui nesta matéria. 

O que é DECH? 

Antes de conhecer as diferenças, é importante que você entenda a DECH, uma doença que acontece somente com pessoas que fizeram um transplante. Ela acontece quando a medula do doador estranha as células do corpo do paciente, e passa a atacá-lo. 

Morgani Rodrigues, hematologista responsável pelo ambulatório de DECH do Einstein Hospital Israelita, explica que “é como se o novo sistema imunológico não reconhecesse o corpo onde foi colocado”.


A DECH pode ser aguda ou crônica e, segundo a hematologista, essa diferença se baseia na forma como a doença se apresenta clinicamente. “Antigamente, se diferenciava pelo tempo: por exemplo, até 100 dias pós-transplante era considerada aguda e depois disso crônica, mas ambas podem acontecer em ambos os períodos de tempo”, comenta Rodrigues.

Como é a DECH aguda?

Segundo a hematologista, a DECH aguda é caracterizada por atingir, na maioria das vezes, a pele, com manchas e vermelhidão, e o intestino e o fígado, com alterações de exames e icterícia. “Se assemelha a uma reação inflamatória”, informa.

Os principais tratamentos para a DECH aguda são os corticóides sistêmicos. “Nas formas leves de sintomas na pele, usa-se corticoide tópico, fototerapia, tacrolimus tópico”, relata Rodrigues.

Já para as formas mais resistentes da doença, a hematologista afirma que podem ser usados imunossupressores, como o ruxolitinibe, ou agentes que adaptam o sistema imunológico para que ele não ataque o próprio corpo, como os imunomoduladores com fotoferese extracorpórea.

Em relação ao prognóstico, a hematologista relata que, quando a DECH aguda é leve e tratada cedo, costuma responder bem. Já os “quadros graves com estágios mais avançados podem aumentar a mortalidade logo após o transplante”, diz.

Como é a DECH crônica?

A DECH crônica, segundo Rodrigues, é parecida com manifestações autoimunes e pode afetar qualquer órgão. Os sintomas podem causar:

  • pele endurecida;
  • olho seco;
  • boca seca;
  • falta de ar;
  • rigidez articular;
  • perda de peso;
  • diarreia;
  • estreitamento do canal vaginal.

Na primeira linha, o tratamento para a DECH crônica envolve corticóides associados com outros imunossupressores. “Se não houver resposta ou se há dependência de doses altas, existem terapias específicas aprovadas, como ruxolitinibe, belumosudil, ibrutinibe e axatilimabe”, afirma a hematologista.



Os imunomoduladores com fotoferese extracorpórea e tratamentos locais, como colírios, pomadas, fisioterapia, também podem ser usados como terapia para a DECH crônica e para manter a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo Rodrigues, a maioria dos casos de DECH crônica “é leve ou moderada e melhora com tratamento. Mas as formas mais graves, que são a minoria, podem impactar a qualidade de vida e reduzir a sobrevida a longo prazo”.

Alguns pacientes com a DECH crônica podem demorar para atingir ‘a cura funcional’. “Dizemos que atingiu a tão sonhada imunotolerância, quando não temos mais o ataque das células do doador”, explica a hematologista e acrescenta: “Cerca de 15 a 20% das pessoas podem necessitar de uso prolongado de imunossupressores, e alguns poucos acabam em tratamento contínuo”.

Rodrigues ressalta que “a DECH é comum, mas cada vez mais tratável”. Para ela, o diagnóstico precoce, acompanhamento próximo e equipe experiente fazem toda a diferença no controle da doença e na retomada da vida após o transplante.





FONTE: https://revista.abrale.org.br/saude/2026/03/qual-a-diferenca-entre-dech-aguda-e-cronica/

         


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Carla

CÂNCER: Depois de 5 anos, o paciente realmente se cura do câncer?

 

16/04/2026



Esse é o tempo considerado pelos médicos. Mas as recidivas ainda podem acontecer

Escrito por:

Juliana Matias

Pelas convenções médicas, um paciente só é considerado curado do câncer após cinco anos em remissão da neoplasia. Agora, isso significa que, depois desse tempo, não existe mais chance de recidiva do câncer? Entenda nesta matéria.

Phillip Scheinberg, hematologista, explica que o “marco de cinco anos é mais uma convenção do que uma regra biológica rígida”. O médico observa que a maioria das recidivas de câncer acontecem nos primeiros dois ou três anos após o fim do tratamento.

“Depois disso, o risco [de o câncer voltar] vai diminuindo progressivamente, e após cinco anos ele se torna bem baixo. Por isso, convencionou-se usar esse período como um marco para considerar o paciente potencialmente curado”, conta.











Porém, o hematologista ressalta que, nos casos dos cânceres do sangue crônicos ou de desenvolvimento lento, a recidiva pode acontecer depois de muitos anos. “Isso não é tão incomum e, muitas vezes, a recidiva tem um comportamento mais controlável”, relata.

O que é um câncer do sangue secundário?

Scheinberg comenta que o câncer hematológico secundário é aquele que surge como consequência de um tratamento oncológico anterior. “O exemplo mais clássico é o de um paciente que teve um câncer, como um tumor de mama, por exemplo, e foi tratado com quimioterapia e/ou radioterapia. Anos depois, ele pode desenvolver uma leucemia ou uma síndrome mielodisplásica relacionada a esse tratamento”, exemplifica.

Qual a chance de um segundo câncer do sangue?

Scheinberg entende que, de forma geral, ao longo do tempo, uma pessoa que se curou de um câncer do sangue passa a ter as mesmas chances de desenvolver uma segunda neoplasia do sangue que uma pessoa que nunca adoeceu. Mas, alguns subtipos da doença podem aumentar a chance do surgimento de uma nova neoplasia hematológica, segundo o especialista.

“Certos linfomas podem aumentar discretamente a chance de desenvolver outros tipos de linfoma. Da mesma forma, pacientes com doenças como o mieloma múltiplo podem ter um risco um pouco maior de outros cânceres”, explica. Outro fator que pode aumentar as chances de um câncer secundário é o tipo de tratamento. “Algumas quimioterapias, radioterapias ou até o transplante de medula óssea podem, em casos raros, aumentar o risco de um segundo câncer ao longo dos anos”, afirma.











É possível prevenir um câncer do sangue secundário?

Scheinberg informa que não existe uma forma totalmente garantida de evitar um câncer hematológico secundário, “principalmente quando ele está relacionado a tratamentos prévios que foram necessários para tratar uma doença grave”.

Porém, o hematologista reforça que quando uma quimio ou radioterapia é indicada, o benefício dela supera muito o risco.

Em relação aos outros fatores de risco, Scheinberg recomenda evitar o tabagismo, o sedentarismo e a exposição desnecessária a substâncias tóxicas. Outra maneira de proteção é realizar acompanhamento médico regular para identificar alterações o mais rápido possível.



Depois da remissão, ainda preciso fazer acompanhamento?

Scheinberg frisa que, mesmo que o acompanhamento médico se torne menos frequente, ele não deixa de existir, principalmente para cânceres crônicos. “É fundamental manter o cuidado geral com a saúde, fazer check-ups e não deixar outras condições de lado”, afirma.







































































































FONTE:https://abrale.org.br/doencas/leucemia/lma/tratamento/


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