Guia IBA – Por que a pessoa com demência rejeita o banho?
O que acontece no cérebro
Aquilo que antes era automático passa a ser percebido como estranho ou ameaçador.
PRINCIPAIS MOTIVOS DA REJEIÇÃO AO BANHO
A pessoa pode não entender o que está acontecendo. Água, retirada de roupas, mudança de ambiente e toque físico podem ser interpretados como ameaça.
O cérebro passa a interpretar estímulos de forma distorcida.
A água pode parecer fria demais, quente demais ou dolorosa.
O barulho do chuveiro pode ser agressivo.
A luz pode incomodar.
O toque pode ser percebido como brusco, mesmo quando é delicado.
Frases simples como “vamos tomar banho” podem não fazer mais sentido. A pessoa não consegue organizar mentalmente a sequência da ação e reage com resistência.
Artrite, rigidez muscular, feridas, infecções urinárias ou dores internas fazem com que o banho seja associado à dor. Muitas vezes, a agressividade é a única forma possível de comunicação.
O cérebro pode não reconhecer mais a necessidade do banho. Para a pessoa, ela “não está suja”, e a insistência do cuidador parece sem lógica.
A vergonha de ser cuidado pelos próprios filhos
– sentir-se diminuído
– perder a dignidade
– vivenciar a inversão de papéis
– confrontar a própria fragilidade
É uma tentativa do pai ou da mãe de preservar o que ainda resta de sua identidade.
Como lidar de forma mais humana
– Usar tom de voz calmo e frases simples
– Respeitar o tempo e os limites daquele dia
– Manter rotina previsível
– Adaptar o ambiente: menos barulho, menos frio, mais privacidade
– Manter o corpo coberto sempre que possível
– Avaliar dor, infecção ou desconforto físico
– Quando viável, considerar outro cuidador para o banho
– Aceitar que, em alguns dias, o banho completo não será possível
E, muitas vezes, cuidar é preservar a dignidade antes da higiene perfeita.
FONTE: https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla












