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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

01/10 – Dia Mundial da Urticária> Urticária: Tipos, sintomas, tratamento e os impactos emocionais que podem afetar a saúde mental

 27 de setembro de 2023

Estima-se que uma em cada quatro pessoas apresenta pelo menos um episódio de urticária ao longo da vida. Os sinais da doença são lesões na pele chamadas urticas, que têm aspecto avermelhado e elevado, coçam muito e se apresentam de forma isolada ou agrupada formando placas. Essas manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo, não deixam cicatrizes e podem durar até 24 horas. Em alguns casos, as urticas podem vir acompanhadas de angioedema (inchaço deformante) em olhos, lábios, genitália, palma das mãos e dorso dos pés. 

A urticária é classificada em dois grupos:  

Urticária Aguda: Os sintomas desaparecem em até seis semanas e as causas podem estar relacionadas a infecções, alimentos, medicamentos, ferroadas de insetos e contrastes usados em exames de imagem.  

Urticária Crônica: Os sintomas surgem diariamente ou quase diariamente e duram mais do que seis semanas, podendo persistir por meses ou anos.  A urticária crônica ainda é subdividida em dois tipos – Urticária Crônica Espontânea (UCE) e Urticária Crônica Induzida (UCIND). 

UCE: As urticas surgem sem motivo aparente e sem relação com nenhum estímulo externo. A urticária crônica espontânea não é emocional, não é alergia e não é causada por fatores externos.  

UCInd: As lesões são desencadeadas por fatores específicos, que podem ser provocadas pelo atrito e fricção na pele (dermografismo), contato com frio (urticária ao frio), pressão sobre a pele (urticária de pressão tardia), calor (urticária ao calor), água (urticária aquagênica), estímulos vibratórios (angioedema vibratório) e por aumento da temperatura corporal (urticária colinérgica). 

A urticária crônica pode afetar até 5% dos adultos e 1,4% das crianças. No Brasil, cerca de 1 em cada 250 pessoas sofre com urticária crônica espontânea. 

O diagnóstico da urticária é baseado na história clínica do paciente, sem a necessidade de exames. Na suspeita das urticárias induzidas, são realizados teste específicos com o possível agente causador.  

 

Impacto Emocional: A urticária não é emocional, não é psicológica e nem ocorre por estresse. Porém, o constrangimento causado pelas lesões, o desconforto da coceira e a insegurança de não saber quando vai ter uma crise afetam o emocional e a vida social e profissional com repercussões no trabalho, na escola, no sono e no lazer. Algumas pessoas podem apresentar instabilidade emocional, ansiedade e até depressão, necessitando acompanhamento especializado.  

 

Tratamento: A primeira etapa do tratamento da UCE é o uso de antialérgicos (anti-histamínicos) de 2ª geração, pois bloqueiam a ação da histamina, melhorando os sintomas em até 40% dos casos. Os anti-histamínicos de 2ª geração são os preferidos por sua segurança e menor ocorrência de efeitos colaterais indesejáveis, como a sonolência, por exemplo. 

Caso não ocorra melhora em 2 a 4 semanas, o médico poderá orientar o uso de doses mais altas, de duas até quatro vezes a dose habitual, até que ocorra melhora dos sintomas. Já os corticoides são utilizados para tratamento das crises por curtos períodos e sempre com orientação médica.  

“Os pacientes que não controlam os sintomas com os anti-histamínicos em doses altas têm indicação para uso do imunobiológico chamado omalizumabe, que atua diminuindo a ativação do mastócito, principal célula envolvida na urticária, reduzindo assim a liberação da histamina.  















FONTE: https://asbai.org.br/urticaria-tipos-sintomas-tratamento-e-os-impactos-emocionais-que-podem-afetar-a-saude-mental/


 

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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

01 – Dia Internacional das Pessoas Idosas e Dia Nacional do Idoso.

  

 

 

Em 14 de dezembro de 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 1º de outubro como o Dia Internacional das Pessoas Idosas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora a data, em 2022, com o tema “Resiliência de pessoas idosas em um mundo em mudança”. A temática pretende incentivar os países a chamarem a atenção e a desafiarem estereótipos negativos e equívocos sobre pessoas idosas e envelhecimento, e permitir que esses indivíduos realizem seu potencial.

A composição da população mundial mudou drasticamente nas últimas décadas. Entre 1950 e 2010, a expectativa de vida em todo o mundo subiu de 46 para 68 anos. Globalmente, havia 703 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2019.

Nas próximas três décadas, a população idosa no mundo deverá mais que dobrar, atingindo mais de 1,5 bilhão de pessoas em 2050, com aumento mais rápido ocorrendo nos países menos desenvolvidos, onde o número de pessoas com 65 anos ou mais pode aumentar de 37 milhões em 2019 para 120 milhões em 2050 (225%).

Muitos não têm acesso nem mesmo aos recursos básicos necessários para uma vida com sentido e dignidade. Muitos outros enfrentam múltiplas barreiras que impedem sua plena participação na sociedade.

Para promover o envelhecimento saudável e melhorar a vida dos idosos e suas famílias e comunidades, mudanças fundamentais serão necessárias não apenas nas ações que tomamos, mas em como pensamos sobre a idade e o envelhecimento.

Em 14 de dezembro de 2020 a Assembleia Geral da ONU proclamou a Década do Envelhecimento Saudável das Nações Unidas (2021–2030) (em inglês) – uma colaboração global, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúne governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e iniciativa privada, em prol de melhorias para a vida dos idosos.

Envelhecimento e saúde

Uma vida mais longa traz consigo oportunidades, não apenas para os idosos e suas famílias, mas também para a sociedade como um todo. Anos adicionais oferecem a chance de buscar novas atividades, como educação adicional, uma nova carreira ou perseguir um objetivo há muito negligenciado. As pessoas mais velhas também contribuem de muitas maneiras para suas famílias e comunidades, no entanto, a extensão dessas oportunidades e contribuições depende muito de um fator: saúde.

No Brasil, a Lei nº 10.741/2003, instituiu o Estatuto da Pessoa Idosa – uma legislação específica destinada a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

Em 2006, a Lei nº 11.433 escolheu 1º de outubro (data da promulgação do Estatuto da Pessoa Idosa) como Dia Nacional do Idoso e determinou, em seu parágrafo único: “Os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional do Idoso ficam incumbidos de promover a realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa do idoso na sociedade”.

No âmbito da saúde, a Portaria MS nº 2.528/2006, revisada pela Portaria de Consolidação nº 2/2017, aprovou a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, cuja finalidade primordial é recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. É alvo dessa política todo cidadão e cidadã brasileiros com 60 anos ou mais de idade.

Diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa:

a) promoção do envelhecimento ativo e saudável;
b) atenção integral, integrada à saúde da pessoa idosa;
c) estímulo às ações Inter setoriais, visando à integralidade da atenção;
d) provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa;
e) estímulo à participação e fortalecimento do controle social;
f) formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa;
g) divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS;
h) promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa idosa; e
i) apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.

 

Fontes:

Conselho Regional de Serviço Social de Sergipe
Ministério da Saúde. Diretrizes para o cuidado das pessoas idosas no Sus: proposta de modelo de atenção integral
Organização das Nações Unidas (ONU)
Secretaria Geral da Presidência da República
World Health Organization

 

 

FONTE:https://bvsms.saude.gov.br/












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Outubro – Mês de Conscientização sobre a Dislexia

 Outubro – Mês de Conscientização sobre a Dislexia

 

 

O Mês de Conscientização sobre a Dislexia, comemorado em outubro, visa alertar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce para uma melhor qualidade de vida desde os anos iniciais de alfabetização.

A campanha pretende chamar a atenção para a necessidade de que todas as pessoas com dislexia sejam compreendidas, reconhecidas, capacitadas e tenham igualdade de acesso às oportunidades.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, podendo manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.

A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica sua ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança.

Os sintomas variam de acordo a gravidade do transtorno, podendo ser leves, moderados ou graves. Os sinais tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização.

Entre os mais comuns, encontram-se as seguintes dificuldades:

– Para ler, escrever e soletrar;
– Para entender texto escrito;
– Para identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações;
– Para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia);
– Ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia);
– De organização temporal e espacial e coordenação motora.

O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a existência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.

É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce de dislexia para evitar que sejam atribuídos aos indivíduos com o transtorno rótulos depreciativos, que tragam reflexos negativos sobre sua autoestima e projeto de vida.

Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar a pessoa a superar, na medida do possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita ou da matemática.

Recomendações

– Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldades persistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais capacitados;

– O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; significa apenas que ela apresenta um distúrbio que pode ser corrigido ou atenuado;

– O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda persistência;

– Pessoas com dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para atender suas necessidades específicas;

– Saber que a pessoa tem dislexia e as características do distúrbio é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Dislexia
Code Read Dyslexia Network Australia
Dr. Dráuzio Varella
Instituto ABCD – São Paulo
The International Dyslexia Association

 

 

 



FONTE: 


 

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