Você já se perguntou em que momento é preciso investigar se pode ser Alzheimer?
GUIA IBA – QUANDO É PRECISO FAZER EXAMES PARA SABER SE É ALZHEIMER
Receber a suspeita de Alzheimer nunca é simples, mas saber o momento certo de procurar avaliação pode evitar sofrimento, atrasos no diagnóstico e tratamentos inadequados.
O que não é normal no envelhecimento?
Nem todo esquecimento significa demência, porém, é importante observar quando:
• A pessoa repete as mesmas perguntas muitas vezes
• Esquece fatos recentes com frequência
• Se perde em lugares conhecidos
• Tem dificuldade para administrar dinheiro
• Apresenta mudanças importantes de comportamento
• Demonstra dificuldade para organizar tarefas simples
Esquecimentos leves podem fazer parte do envelhecimento. Já perdas que interferem na rotina exigem avaliação médica.
Quando procurar um médico?
A investigação deve começar quando:
• A família percebe mudanças persistentes na memória
• Há prejuízo no trabalho ou nas atividades diárias
• A pessoa nega as dificuldades, mas os outros percebem claramente
• Surgem alterações de humor sem explicação
• Há histórico familiar de demência precoce
O ideal é procurar um geriatra ou neurologista.
Quais exames são solicitados?
O diagnóstico não é feito por um único exame. Ele é clínico, baseado em avaliação detalhada.
Podem ser solicitados:
• Exames de sangue para descartar causas reversíveis como deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide e infecções
• Avaliação cognitiva com testes de memória
• Ressonância magnética ou tomografia do crânio
• Avaliação neuropsicológica quando necessário
Esses exames ajudam a excluir outras causas e a identificar padrões compatíveis com Alzheimer.
Existe idade certa para investigar?
O Alzheimer é mais comum após os 65 anos. Porém, quando sintomas aparecem antes dos 60 anos, é fundamental investigar com mais atenção, pois pode se tratar de demência precoce.
Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as possibilidades de:
• Iniciar tratamento adequado
• Planejar o futuro com organização
• Reduzir riscos
• Orientar a família
Um olhar de cuidado
Muitos cuidadores relatam que perceberam algo diferente anos antes do diagnóstico. Intuição também conta.
Se há dúvida persistente, não espere agravar, avaliar não significa confirmar, significa cuidar.
Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer
A recusa em variar os locais de aplicação de insulina na infância pode parecer um detalhe, mas tem impacto direto no tratamento do diabetes.
O comportamento, muitas vezes ligado ao medo da dor, favorece o
desenvolvimento de lipohipertrofia e prejudica a ação da insulina.
Medo da dor influencia comportamento na aplicação de insulina
A psicóloga Aline Feitosa, que convive com diabetes tipo 1, explica
que a escolha repetitiva de um único local pode estar associada a
experiências negativas anteriores. Segundo ela, a criança pode
desenvolver pensamentos como “vai doer” ou “não quero sentir dor de
novo”.
Nesse contexto, esses pensamentos geram ansiedade e levam à evitação
de novos locais. Como resultado, a criança passa a repetir aplicações em
uma região que considera mais segura. Além disso, o alívio imediato
reforça esse comportamento, mesmo que traga prejuízos ao longo do tempo.
Ainda assim, Aline destaca que essa resposta é compreensível. No
entanto, manter esse padrão pode aumentar o risco de lipohipertrofia,
condição que interfere na absorção da insulina.
Lipohipertrofia: o que é e como afeta o controle glicêmico
A lipohipertrofia é uma alteração no tecido subcutâneo causada pelo
uso repetido de insulina no mesmo local. A enfermeira e educadora em
diabetes Gisele Filgueiras, que também convive com diabetes tipo 1,
explica que o problema aparece como um “carocinho” ou nódulo endurecido.
Segundo ela, essa condição está relacionada a práticas inadequadas,
como falta de rodízio e reutilização de agulhas. Além disso, a aplicação
contínua no mesmo ponto leva ao acúmulo de gordura local e prejudica a
absorção da insulina.
Na prática, isso impacta diretamente o controle glicêmico. Gisele
relata que a insulina pode não agir corretamente nessas áreas, o que
leva a glicemias elevadas mesmo com aumento de dose.
Um estudo publicado na revista Diabetes Care observou que
pessoas com diabetes tipo 1 que aplicavam insulina em áreas com
lipohipertrofia apresentaram aumento médio de 26% na glicemia,
principalmente após refeições. Em alguns casos, os níveis ultrapassaram
300 mg/dL.
Portanto, não basta ajustar a dose ou trocar o tipo de insulina. A
técnica de aplicação também influencia o resultado do tratamento.
Por que o rodízio de insulina é essencial
O rodízio de insulina consiste em alternar os locais de aplicação de
forma organizada. Essa prática reduz o risco de lipohipertrofia e
melhora a absorção do hormônio.
Gisele Filgueiras orienta que o paciente utilize regiões como
abdômen, coxa, braço e glúteo, respeitando espaçamentos entre as
aplicações. Além disso, ela recomenda seguir padrões como a “regra dos
dois dedos” ou esquemas em formato de “M” ou “W”.
Enquanto isso, repetir aplicações no mesmo ponto aumenta o risco de
deformidades no tecido. Em alguns casos, a recuperação da pele pode
levar meses ou até anos.
Outro ponto importante envolve a reutilização de agulhas. Segundo a
especialista, o uso repetido danifica a ponta e aumenta o desconforto,
além de elevar o risco de inflamação e infecção.
Estratégias para ajudar crianças a variar locais de aplicação
A abordagem psicológica pode facilitar o processo de adaptação ao
rodízio de insulina. Aline Feitosa destaca que a Terapia
Cognitivo-Comportamental (TCC) oferece ferramentas práticas para lidar
com o medo.
Entre as estratégias, está a psicoeducação, que ajuda a criança a
entender, de forma simples, por que é importante variar os locais. Além
disso, identificar e validar os pensamentos permite trabalhar percepções
distorcidas sobre dor.
Outra técnica envolve a exposição gradual. Nesse caso, a criança
começa alternando entre dois locais e, aos poucos, amplia as opções.
Ainda assim, o reforço positivo é fundamental para estimular novos comportamentos.
Técnicas de regulação emocional, como respiração e distração, também
podem reduzir a ansiedade durante a aplicação. Enquanto isso, manter uma
rotina previsível ajuda a diminuir a insegurança.
A psicóloga ressalta que o objetivo é substituir pensamentos de
ameaça por percepções mais realistas, como “posso tentar outros lugares”
e “isso ajuda na minha saúde”.
Falhas na técnica também aumentam riscos
Além do rodízio, a técnica de aplicação influencia o tratamento.
Gisele Filgueiras alerta que erros como não aguardar alguns segundos
antes de retirar a agulha podem levar à perda de insulina.
Da mesma forma, não realizar o teste da caneta ou aplicar em áreas
inflamadas pode comprometer a dose administrada. Outro fator envolve o
uso de agulhas inadequadas, que aumentam o risco de atingir o músculo.
Enquanto isso, a higienização da pele deve ser feita com álcool ou
água e sabão. O uso de álcool em gel não é recomendado, pois pode
interferir na aplicação.
Portanto, observar sinais como dor, vermelhidão ou presença de
nódulos ajuda a identificar problemas precocemente. A orientação é
evitar essas áreas até que o tecido se recupere.
Impacto na rotina de quem convive com diabetes
A lipohipertrofia não surge de forma imediata. No entanto, o hábito
de aplicar insulina sempre no mesmo local pode levar à condição ao longo
do tempo.
Nesse cenário, o impacto vai além da pele. O controle glicêmico se
torna instável, o que pode levar a ajustes frequentes na dose sem
resolução do problema.
Além disso, a falta de informação ainda é um desafio. Gisele
Filgueiras relata que muitos pacientes não recebem orientação adequada
no diagnóstico, o que compromete as práticas desde o início do
tratamento.
Por outro lado, incluir a criança no processo pode melhorar a adesão.
Permitir que ela participe da escolha dos locais e acompanhe o rodízio
contribui para o desenvolvimento da autonomia.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais -
Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e
criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as
tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas
redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na
produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três
anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia.
Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o
impacto do nosso conteúdo.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo
- Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em
televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais
emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos,
transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de
liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco
em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais
porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares
de pessoas que convivem com a condição.
Queijos possuem pouca quantidade de carboidrato, mas proteína e gordura
também podem influenciar a glicemia horas após o consumo - Imagem gerada
por IA
Especialista explica como proteína e gordura do queijo influenciam a glicose e quais tipos exigem mais atenção no diabetes
O consumo de queijo levanta dúvidas frequentes entre pessoas que
vivem com diabetes. Muitos associam o alimento ao aumento imediato da
glicose, enquanto outros acreditam que ele não interfere no controle glicêmico.
Nesse contexto, entender a composição nutricional do queijo ajuda a
esclarecer como ele impacta a glicemia. A nutricionista e educadora em
diabetes Carol Netto explica que o alimento tem baixo
teor de carboidrato, mas contém proteína e gordura, dois nutrientes que
também influenciam a glicose.
Segundo ela, o efeito não ocorre da mesma forma que com alimentos
ricos em carboidrato. Ainda assim, a quantidade consumida e o tipo de
queijo fazem diferença no resultado final da glicemia.
O que existe na composição do queijo
Antes de avaliar o impacto do queijo na glicose, é necessário observar sua composição nutricional.
De acordo com a nutricionista Carol Netto, a maioria dos queijos apresenta baixo teor de carboidrato. Portanto, o alimento não provoca aumento imediato da glicose da mesma forma que alimentos ricos em açúcar ou farinha.
No entanto, o queijo contém proteína e gordura. Esses nutrientes
também podem contribuir para a produção de glicose no organismo, embora
esse processo aconteça de forma mais lenta.
Nesse contexto, o carboidrato ingerido se transforma totalmente em
glicose. Já a proteína passa por um processo parcial de conversão,
enquanto a gordura também pode contribuir para esse aumento ao longo do
tempo.
Por outro lado, a diferença está no tempo em que essa conversão ocorre.
Como proteína e gordura podem elevar a glicose
O impacto do queijo na glicemia não ocorre de forma imediata. A
digestão de proteína e gordura segue um ritmo diferente do carboidrato.
Segundo a nutricionista Carol Netto, parte da
proteína consumida pode se transformar em glicose aproximadamente três
horas após a ingestão. Enquanto isso, a gordura pode gerar impacto
glicêmico entre quatro e cinco horas depois da refeição.
Em alguns casos, esse efeito pode aparecer até seis horas após o consumo.
Portanto, pessoas com diabetes podem observar elevação tardia da
glicose após refeições com maior quantidade de queijo. Esse
comportamento exige atenção durante o monitoramento da glicemia.
Além disso, o efeito pode variar de acordo com a quantidade ingerida e com o tipo de queijo escolhido.
Quantidade consumida também influencia o controle glicêmico
Mesmo alimentos com baixo teor de carboidrato podem impactar a glicemia quando consumidos em grandes quantidades.
Nesse contexto, Carol Netto explica que exageros na alimentação podem afetar o controle glicêmico. O queijo não foge dessa regra.
Se uma pessoa consome grandes porções, a soma de proteína e gordura
pode contribuir para aumento gradual da glicose ao longo das horas
seguintes.
Portanto, a recomendação envolve atenção à quantidade ingerida e acompanhamento da glicemia após as refeições.
Enquanto isso, pessoas que utilizam insulina ou outros medicamentos
devem observar como o corpo responde ao alimento em diferentes
situações.
Qual queijo costuma ter menor impacto para quem tem diabetes
Além da quantidade, o tipo de queijo também pode influenciar o impacto metabólico.
Segundo Carol Netto, os chamados queijos brancos
costumam apresentar menor teor de gordura. Por esse motivo, tendem a
provocar menor impacto tardio na glicemia.
Entre os exemplos mais comuns estão:
queijo minas frescal
muçarela
muçarela de búfala
Nesse contexto, a nutricionista afirma que esses tipos podem
representar uma escolha mais adequada em comparação com queijos mais
gordurosos.
Por outro lado, isso não significa que outros queijos estejam proibidos.
Durante um jantar ou em outras ocasiões, é possível consumir
variedades diferentes. No entanto, a presença de gordura exige atenção
maior na quantidade ingerida.
Diferenças entre tipos de queijo comuns no dia a dia
Algumas comparações ajudam a entender melhor as escolhas alimentares.
Entre queijo prato e muçarela, por exemplo, a diferença nutricional
existe, mas não é grande. Ainda assim, a muçarela tende a apresentar
menor teor de gordura.
Por esse motivo, pode representar uma opção mais adequada para quem busca manter a glicemia sob controle.
Outro exemplo citado por Carol Netto envolve o
queijo brie trufado. Apesar de apresentar aparência semelhante a outros
queijos brancos, ele contém maior quantidade de gordura.
Nesse caso, o consumo exige atenção maior à porção.
Enquanto isso, o queijo minas frescal apresenta teor menor de gordura e costuma ser utilizado em refeições do dia a dia.
Monitoramento da glicemia ajuda a entender a resposta do corpo
A relação entre alimentação e glicemia pode variar entre pessoas com diabetes.
Portanto, o monitoramento da glicose após as refeições ajuda a identificar como o organismo reage ao consumo de queijo.
Nesse contexto, observar o comportamento da glicemia algumas horas
depois da refeição permite perceber possíveis elevações tardias.
Além disso, esse acompanhamento auxilia na organização das refeições e na escolha de porções mais adequadas.
Segundo a nutricionista Carol Netto, pessoas com diabetes podem consumir queijo, desde que considerem quantidade, tipo do alimento e monitoramento da glicemia.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais -
Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e
criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as
tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas
redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na
produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três
anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia.
Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o
impacto do nosso conteúdo.