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quarta-feira, 13 de maio de 2026

MELHOR IDADE: Vamos ajudar? Sono excessivo, febre e muitos medicamentos

 

Berna Almeida II



Pelo que você descreveu, é muito importante não olhar esse sono apenas como “coisa da demência”.
A demência pode, sim, alterar o ciclo do sono, a pessoa pode dormir mais durante o dia, ficar mais ativa no fim da tarde e ter agitação noturna, mas, no caso do seu pai, existe outro ponto muito forte: ele usa vários medicamentos que podem causar sonolência, sedação, tontura, queda de pressão, fraqueza e confusão.
trazodona pode dar sono e queda de pressão, especialmente em idosos.
quetiapina também pode causar sonolência, sedação, tontura e queda de pressão.
memantina pode causar tontura, sonolência e confusão em algumas pessoas.
Já donepezila, galantamina e rivastigmina são medicamentos da mesma linha de tratamento para Alzheimer, e geralmente precisam ser muito bem avaliados quando aparecem juntos na rotina, porque pode haver sobreposição ou excesso de efeitos.
Outro ponto delicado: ele também usa Ancoron, que é amiodarona, remédio cardíaco.
Quando há remédios sedativos, remédios para demência e remédio cardíaco na mesma rotina, a revisão médica precisa ser feita com muita atenção, porque pode envolver pressão, batimentos cardíacos, tontura, quedas, fraqueza e sonolência.
Mas hoje o sinal mais urgente é a febre de 38,9, febre em pessoa idosa com demência pode indicar infecção urinária, pneumonia, desidratação, infecção de pele ou outro problema clínico.
Infecção também pode deixar a pessoa muito mais sonolenta, mole, confusa ou diferente do habitual.

Então, o caminho mais seguro é:

• Procurar atendimento hoje por causa da febre.
• Levar a lista completa dos medicamentos, com dose e horário.
• Não suspender remédio por conta própria.
• Pedir uma revisão urgente da prescrição, principalmente por causa da sonolência intensa.
• Informar ao médico: “ele dorme o dia inteiro, fica mais ativo no fim da tarde e está com febre”.

E sobre você:

Cuidar sozinha de uma pessoa com 130 kg, com dor na coluna, não é apenas difícil, é risco para você também.
Peça ajuda no posto de saúde, na família, na assistência social do município ou na UPA/hospital quando for levá-lo.
Cuidador também precisa ser protegido.














FONTE:  https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias


                                      


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

MELHOR IDADE: GUIA IBA | O DIREITO QUE NÃO SE IMPLORA: O COMBATE À NEGLIGÊNCIA INSTITUCIONAL

 

Berna Almeida II


Negativa de fraldas, demora excessiva na liberação, produtos de baixíssima qualidade e informações desencontradas são formas de violência institucional.
Enquanto o sistema falha, o cuidador familiar segue sustentando toda a carga sozinho, muitas vezes chegando ao seu limite físico e emocional. Isso precisa parar. Se você enfrenta essa situação, compreenda que não está pedindo um favor; você está exigindo um direito garantido por lei, e direito não se implora, cobra-se com a postura de quem conhece o seu valor.

O Caminho das providências e da cobrança

Para que o sistema reconheça a falha, cada etapa precisa ser documentada com rigor, pois o que não é registrado, para o Estado, não existe.
  • Exija explicação por escrito no local da negativa, solicitando o motivo formal, o nome do atendente, a data e a unidade de atendimento.
  • Caso a justificativa por escrito seja negada, anote você mesma todos esses dados para servir de prova.
  • Procure a Secretaria de Saúde do seu município pessoalmente ou por contato oficial.
  • Apresente o laudo médico, a receita atualizada e os comprovantes da tentativa de retirada para verificar a liberação no sistema.
  • Registre a ocorrência na Ouvidoria do SUS através do Disque 136, que é um serviço gratuito em todo o Brasil.
  • Guarde o número do protocolo de cada ligação ou atendimento; sem o protocolo, não há como cobrar providências legalmente.
  • Utilize a plataforma consumidor.gov.br para formalizar queixas, especialmente quando o problema envolver farmácias conveniadas ou serviços terceirizados.
  • Denuncie ao Ministério Público do seu estado caso haja repetição do descaso ou fornecimento de materiais inadequados.
  • Leve todos os documentos e protocolos anteriores ao promotor de justiça para que a denúncia tenha força jurídica.

A Dignidade acima da negligência

O fornecimento de materiais de baixa qualidade é uma forma de negligência que gera sofrimento físico tanto para o idoso quanto para quem cuida.
  • Não aceite fraldas de má qualidade, pois elas causam lesões e infecções, aumentando o risco de complicações graves.
  • Registre tudo através de fotos dos produtos, notas fiscais, datas e conversas arquivadas.
  • Quebre o silêncio e relate o problema no posto de saúde, na secretaria, na ouvidoria e nas redes sociais com responsabilidade.
  • Use a força da nossa comunidade e do grupo para compartilhar essas situações e organizar a voz de quem cuida.

Reflexão para o Cuidador Familiar

Esta luta não é apenas sobre o fornecimento de fraldas; é sobre a preservação da dignidade humana, é sobre o reconhecimento de que o cuidador familiar já está no seu limite e não deveria ter que lutar pelo básico que a lei já lhe assegura.
Precisamos dizer em voz alta: cuidar de quem cuida também é um dever inegociável do Estado.
📍
 Instituto Berna Almeida – Apoio a Cuidadores Familiares
📱
 @institutobernalmeida
Comunidade de Apoio: 1 Sujeito chamado Alzheimer














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Carla

MELHOR IDADE: GUIA IBA: QUANDO A PESSOA MUDA COMPLETAMENTE DE COMPORTAMENTO DIANTE DE OUTRAS PESSOAS

 Berna Almeida II

Tem uma dor que o Cuidador sente em silêncio, porque quando tenta explicar, quase ninguém entende.
É quando você está ali todos os dias, dando banho, insistindo na comida, organizando remédio, segurando crise, sendo paciente quando já não tem mais de onde tirar e então chega alguém de fora.
E de repente, tudo muda.
A mesma pessoa que te empurrou, que recusou ajuda, que falou duro com você, agora sorri, conversa, faz graça, parece leve, parece consciente, parece até “normal”.
E é aí que dentro do Cuidador, nasce um pensamento que machuca mais do que qualquer agressividade:
“Então ele consegue, ele só não quer comigo.”
Isso não é frescura, não é exagero, isso é uma ferida emocional e é aqui que entra uma verdade difícil, mas necessária: não é fingimento no sentido que a gente imagina, mas também não é simples como dizem.
A demência não apaga o cérebro inteiro de uma vez, ela desorganiza, ela confunde, quebra conexões, mas algumas áreas, principalmente ligadas ao comportamento social automático, ainda conseguem funcionar por um tempo.
Quando chega uma visita, o cérebro tenta se organizar, é como se ativasse um modo antigo, aprendido ao longo da vida: ser educado, sorrir, responder, manter uma aparência, só que isso não é sustentado, isso custa energia mental e o cérebro doente cansa rápido.
Quando essa “força” acaba, a pessoa volta para o estado real em que está e é nesse momento que quem cuida recebe o peso, não porque foi escolhido, mas porque é ali que a pessoa não consegue mais manter controle.
O cuidador não vê a versão social, ele vive a versão verdadeira da doença, e isso dói, porque enquanto os outros enxergam alguém agradável por alguns minutos, você lida com: recusa, irritação, impaciência, agressividade, confusão, desgaste contínuo.
E ainda tem algo mais profundo que quase ninguém fala, o Cuidador representa tudo aquilo que o cérebro dela já não consegue processar direito: rotina, limite, insistência, cuidado, orientação.
Para um cérebro saudável, isso é proteção, para um cérebro adoecido, isso pode ser sentido como pressão.
Já a visita não exige nada, não corrige, não entra em conflito, não confronta a perda, é leve, passageira, sem cobrança, por isso parece que com os outros é melhor.
Mas não é melhor, é mais superficial, é mais curto, é mais fácil de sustentar por alguns minutos.
Ás vezes, é com quem cuida que a pessoa se sente, mesmo sem consciência, mais segura para perder o controle.
É ali que ela não precisa “atuar”, é ali que o cérebro já desorganizado, se mostra como realmente está, e isso coloca o Cuidador num lugar muito injusto, porque você é quem mais faz, quem mais se doa, quem mais suporta e ainda assim, é quem recebe o lado mais difícil.
Isso cansa, revolta, isso faz questionar o próprio amor, e depois vem a culpa por ter pensado isso.
O que você está vivendo não é só cuidado físico, é desgaste emocional contínuo e isso precisa ser reconhecido.
Ele não está fingindo para te atingir, mas sim, o comportamento muda dependendo de quem está presente e isso não diminui o que você sente.
Você é humano e precisa ser acolhido também.
📍 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer















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Carla