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sábado, 13 de junho de 2026

11/06 DIA MUNDIAL DA ESTEATOSE HEPÁTICA> avança e já afeta crianças e adolescentes

 




11 de junho – Dia Mundial da Esteatose Hepática (também conhecido como MASH Day)

Doença cresce em todo o mundo e é causada principalmente por causa do aumento da obesidade, sedentarismo e do diabetes tipo 2

A esteatose hepática, popularmente conhecida como “gordura no fígado”, não é mais apenas um problema restrito aos adultos, pois tornou-se uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo e já afeta crianças e adolescentes. “O aumento da obesidade, do diabetes tipo 2 e do sedentarismo está causando uma epidemia da doença”, diz o hepatologista dr. Edison Parise, coordenador do Departamento de Diabetes e Fígado da Sociedade Brasileira de Diabetes.

De acordo com o especialista, a esteatose hepática ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Em seus estágios iniciais, geralmente não provoca sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, muitas pessoas só descobrem o problema apenas durante exames de rotina.

Nos últimos anos, a comunidade científica passou a chamar a doença de MASLD (sigla em inglês para doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica), substituindo o antigo termo “esteatose hepática não alcoólica”. A mudança busca destacar que o principal fator por trás da doença é a alteração do metabolismo.

Entre as principais causas da condição estão o excesso de peso, especialmente a gordura abdominal, alimentação rica em produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas, sedentarismo, triglicérides elevado, hipertensão arterial e resistência à insulina, além do diabetes tipo 2. “Embora o consumo excessivo de álcool também possa causar acúmulo de gordura no fígado, a maioria dos casos detectados atualmente está relacionada a problemas metabólicos”, afirma dr. Edison Parise.

Relação direta com o diabetes

A ligação entre esteatose hepática e diabetes tipo 2 é grande, o que leva muitos especialistas a considerem as duas doenças partes do mesmo processo metabólico.

Quando o organismo desenvolve resistência à insulina, o pâncreas precisa produzir uma quantidade cada vez maior desse hormônio para controlar a glicose na corrente sanguínea. Esse desequilíbrio favorece o depósito de gordura no fígado. Ao mesmo tempo, o fígado gorduroso piora a resistência à insulina, o que cria um círculo vicioso. 

“Pesquisas recentes mostram que pessoas com esteatose hepática apresentam risco significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida”, explica o especialista. “Também cresce o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral”, alerta.

Aumento de casos

O crescimento da doença acompanha as mudanças no estilo de vida das últimas décadas. Dietas com excesso de calorias, alimentos ultraprocessados, baixo consumo de frutas e verduras e redução da atividade física contribuíram para o aumento da obesidade em praticamente todas as faixas etárias e em todo o mundo.

Outro fator importante a ser considerado é o envelhecimento da população e o aumento da prevalência do diabetes. Como a doença costuma ser silenciosa na fase inicial, muitos casos permanecem sem diagnóstico. Estimativas internacionais sugerem que milhões de pessoas convivem com formas avançadas da enfermidade sem saber.

Crianças e adolescentes também são afetados

O que antes era considerado um problema de adultos hoje também preocupa pediatras de todos os países. O aumento da obesidade infantil e o sedentarismo elevaram significativamente o número de crianças e adolescentes com gordura no fígado.

Uma revisão científica publicada em 2025 na Revista Europeia de Pediatria analisou quase 4 mil jovens com diabetes tipo 2 e concluiu que cerca de 37% apresentavam esteatose hepática. Outro estudo internacional, publicado na BMC Gastroenterologia, mostrou que a prevalência da doença entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade está aumentando em diversos países.

O problema é muito preocupante porque a inflamação hepática iniciada na infância pode evoluir durante a vida adulta para fibrose, cirrose e, em alguns casos, câncer de fígado, alertam especialistas.

Os avanços no tratamento

Os avanços científicos observados nos últimos anos ajudam a melhorar o entendimento sobre a doença e isso abriu novas perspectivas de tratamento.

Estudos mais recentes, por exemplo, apontam que os medicamentos utilizados para tratar a obesidade e o diabetes, como a semaglutida, podem reduzir a gordura e a inflamação no fígado, além de melhorar a cicatrização do órgão em alguns pacientes.

Pesquisadores também trabalham em métodos de diagnóstico menos invasivos, utilizando exames de sangue, inteligência artificial e técnicas de imagem para identificar precocemente os pacientes de maior risco.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a principal estratégia continua sendo a prevenção. “Perda de peso, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle adequado do diabetes são as medidas mais eficazes para evitar a progressão da doença”, explica dr. Edison Parise. Ele lembra ainda que, como a esteatose hepática normalmente evolui sem sintomas, é preciso que os médicos dediquem atenção especial a pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão. Nesses grupos, o diagnóstico precoce pode evitar complicações graves no futuro.






FONTE: https://diabetes.org.br/esteatose-hepatica-avanca-e-ja-afeta-criancas-e-adolescentes/







RIM PELE  


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⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa com diabetes tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de alterar sua dieta ou tratamento.

12/06 – Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita

 Cardiopatia congênita é toda anormalidade do coração apresentada pela criança desde o nascimento

 

Publicado em 14/06/2021 10h02  

Atualizado em 14/06/2021

 

 




12 de junho! A data marca milhares de histórias que lutam diariamente pela vida. São cerca de 21 mil crianças que nascem por ano no Brasil com algum tipo de cardiopatia congênita, desses cerca de 6% morrem antes de completar um ano.

A cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê. É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionadas a malformações congênitas.  

A Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), vinculada à Rede Ebserh/MEC realiza o teste do coraçãozinho em todos os bebês com objetivo de triagem de cardiopatias em recém-nascidos assintomáticos. Este teste quando alterado implica a realização de outros exames, antes da alta do bebê, além disso o pediatra conta ainda, com a avaliação especializada de cardiopediatras para diagnósticos e orientações de acompanhamento, impactantdo positivamente na qualidade de vida da criança e da família, por proporcionar tratamento adequado e multiprofissional antes que surjam repercussões mais graves.

Saiba Mais

Qual a importância de termos uma data para falar sobre a cardiopatia congênita?

O dia nacional de conscientização, 12 de junho, visa educar as pessoas sobre as cardiopatias congênitas e sobre sinais e sintomas de cardiopatia na infância, de forma a aumentar a conscientização pública por meio de programas e campanhas e incentivar doações para fornecer apoio e pesquisa a instituições que atuam no cuidado a criança cardiopata.

As cardiopatias congênitas são as malformações mais comuns na criança, com uma incidência aproximada de 1 caso para cada 100 nascidos vivos. A suspeição e diagnóstico precoces podem impactar positivamente na qualidade de vida da criança e da família, por proporcionar tratamento adequado e multiprofissional antes que surjam repercussões mais graves.

Quais são as cardiopatias mais comuns?

As cardiopatias congênitas mais comumente diagnosticadas são as Comunicações interventriculares, Comunicações interatriais, Persistência do canal arterial, Defeito do septo atrioventricular, Coarctação de aorta e Tetralogia de Fallot. São cardiopatias com manifestações clínicas diferentes, que podem se apresentar tanto com sintomas mais leves ou evoluir com insuficiência cardíaca, a depender da gravidade das lesões. Também existem defeitos na formação das válvulas cardíacas, que podem se apresentar com estenose (estreitamento) ou insuficiência. Já no período neonatal, precisamos estar atentos aos problemas mais graves que vão impactar no bem-estar do bebê e que devem ser encaminhados para avaliação de cirurgia cardíaca antes da alta hospitalar, que são as chamadas cardiopatias críticas, como a Transposição das grandes artérias (TGA) e a Síndrome da hipoplasia do coração esquerdo. 

Quais sinais e sintomas de cardiopatia na criança?

Os principais sintomas que devem fazer suspeitar de cardiopatia na criança são: cansaço ou dificuldade para respirar; infecções respiratórias de repetição; ganho de peso insuficiente ou baixo desenvolvimento pondero-estatural.

Para os recém-nascidos e lactentes, observar ainda se há sudorese e interrupções das mamadas para " pegar fôlego ", o que denota esforço para algo que deveria ser natural; cianose que é a cor arroxeada na pele, principalmente notada na face, nos lábios ou nas mucosas.

É importante investigar a presença de cardiopatia se houver suspeita de algumas síndromes genéticas em que a cardiopatia é uma associação frequente, como por exemplo Síndrome de Turner ou Síndrome de Down.

Os clínicos ou pediatras também podem suspeitar da presença de uma cardiopatia ao notar arritmia ou som de sopro durante a ausculta do coração.

Quando procurar a ajuda de um profissional? Quais são os exames feitos e os objetivos?

Os pais ou pediatras que notem sinais sugestivos de cardiopatia no recém-nascido e na criança devem procurar um cardiopediatra, que é o especialista no coração da criança.

Fazem parte da investigação avaliar o histórico familiar e fatores predisponentes, o exame físico cardiovascular e realização de exames complementares como eletrocardiograma, radiografia de tórax e ecocardiograma. Em casos específicos pode ser necessário complementar avaliação com angiotomografia e cateterismo cardíaco para definição das intervenções a serem adotadas.

Como funciona o serviço de detecção e acompanhamento na maternidade?

A suspeita de cardiopatia congênita pode ser feita ainda na gravidez, durante o acompanhamento do pré-natal. Nesta situação, a gestante pode ser encaminhada pelo obstetra para realizar o ecocardiograma fetal. O eco fetal é um exame de ultrassom específico para avaliar a formação do coração do bebê. Quando uma cardiopatia é detectada ainda no período fetal, realiza-se orientação e aconselhamento da gestante - com programação da melhor assistência possível para a mãe e o bebê ao nascimento.

A Maternidade Escola Januário Cicco realiza teste do coraçãozinho (oximetria de pulso neonatal) em todos os bebês com objetivo de triagem de cardiopatias em recém-nascidos assintomáticos. Este teste quando alterado implica a realização de ecocardiograma antes da alta da maternidade. Além disso, os pediatras ao suspeitar de sintomas de cardiopatia na criança contam com avaliação especializada de cardiopediatras para diagnóstico e orientações de acompanhamento.

A UTI neonatal da MEJC, referência para gestações de alto risco, possui profissionais neonatologistas com treinamento em ecocardiografia funcional e aparelho de ecocardiograma para avaliação dos bebês a beira leito. Desta forma, é possível suporte das crianças com cardiopatia grave com medicamentos para avaliação e encaminhamento de cirurgia cardíaca, quando indicado.

A educação continuada com exposição de temas em cardiopediatria e troca de conhecimento entre os profissionais, alunos e residentes é prioridade no nosso serviço e realizada durante todo o ano, através de aulas expositivas, simpósios e discussões de casos clínicos.

Com informações da cardiopediatra da MEJC, Melina Lima

 

 

 


FONTE: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/mejc-ufrn/comunicacao/noticias/12-de-junho-dia-da-cardiopatia-congenita

















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12/06 - Mês da Cardiopatia Congênita: doença afeta 30 mil crianças por ano no Brasil

 

Alterações na estrutura ou na função do coração podem ser diagnosticadas antes mesmo do nascimento e requerem acompanhamento até a idade adulta

São Paulo, junho de 2022 – Durante o desenvolvimento fetal, podem ocorrer malformações no coração que prejudicam o funcionamento adequado do órgão. Por isso, junho, o Mês da Cardiopatia Congênita, traz um alerta sobre essas alterações que afetam 10 a cada mil nascidos vivos no Brasil, cerca de 30 mil crianças por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Na apresentação grave, a enfermidade é responsável por 30% dos óbitos de bebês com até 28 dias de vida.

“Entre as causas estão condições maternas, como diabetes mellitus, hipertensão, lúpus, infecções como a rubéola e a sífilis, uso de medicamentos e drogas e histórico familiar. Quando a mulher é cardiopata e já tem um filho também com a enfermidade, a chance de ela gerar outra criança com alterações cardíacas aumenta”, alerta a Dra. Ieda Jatene, cardiologista responsável pelo Serviço de Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas do Hcor.

Ainda que a anomalia possa ser diagnosticada durante a gestação, por meio do ecocardiograma fetal, realizado entre 21 e 28 semanas, muitas vezes, só é descoberta após o nascimento, quando o Teste do Coraçãozinho é feito na maternidade. “Com um oxímetro, são medidos o nível de oxigênio no sangue e os batimentos cardíacos do recém-nascido. É um exame de baixo custo, rápido, não-invasivo, indolor e obrigatório, também oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, conta a especialista.

Ao ser detectada uma alteração, seja na gestação, após o nascimento ou já na idade adulta, pode ser necessária uma intervenção para melhorar o prognóstico. “O tratamento pode começar ainda na fase fetal, após um diagnóstico intrauterino, e seguir por toda a vida. Existem cardiopatias que, ao serem tratadas na infância, permitem o desenvolvimento de uma forma muito próxima da normalidade. Dependendo do caso, podemos realizar procedimentos menos invasivos, como cateterismo, implantes de balões e stents, ou mais complexos, utilizando uma sala híbrida, ambiente que une centro cirúrgico, laboratório de hemodinâmica e equipamentos de imagem de alta definição”, explica a Dra. Ieda. 

No Hcor, hospital referência em cardiologia no País, há uma área exclusiva para cardiopatias congênitas com uma estrutura física, clínica e tecnológica especializada. “Temos uma linha completa de cuidados, que assiste o paciente com diagnóstico, ambulatório, unidade de internação ou UTI, cirurgia (incluindo de transplante do coração) e reabilitação física e cognitiva. O atendimento é realizado tanto pela saúde suplementar quanto pelo SUS, em parceria com o Ministério da Saúde, pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), via regulação nacional. “Recebemos gestantes e crianças, de todo território nacional, que são encaminhadas pelo Ministério da Saúde. Desta forma, conseguimos diminuir a fila de espera da central nacional de regulação pelo tratamento especializado em cardiopatia complexa no Brasil e contribuir para a redução dos índices de mortalidade infantil”, esclarece a coordenadora da área.

Como parte de suas ações de responsabilidade social, de 1º de janeiro de 2021 a 11 de maio de 2022, o Hcor, em parceria com o Ministério da Saúde, atendeu 48 pacientes e realizou 131 consultas, 140 exames e 85 cirurgias. A maioria dos pacientes reside no Norte e Nordeste do País (85%), regiões em que há maior carência de assistência especializada. Já pelo programa de gratuidade, o hospital realizou 663 consultas e 291 exames, no mesmo período.






 


FONTE: https://www.hcor.com.br/










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