Nos últimos dias, muitas notícias deram a entender que o SUS criou agora um programa para levar médicos e outros profissionais às casas dos pacientes.
Mas é importante esclarecer uma coisa: o Programa Melhor em Casa não é novo, ele existe há vários anos e já acompanha milhares de pacientes em todo o Brasil. O que está acontecendo agora é um fortalecimento e uma ampliação do programa, com novas equipes e aumento da capacidade de atendimento domiciliar em diversos municípios.
O Melhor em Casa atende pessoas que possuem dificuldade para se deslocar até uma unidade de saúde e precisam de acompanhamento frequente em casa.
Entre os pacientes que podem ser acompanhados estão pessoas com demência, sequelas de AVC, doenças neurológicas, pacientes acamados, pessoas em reabilitação, em cuidados paliativos e pacientes que necessitam de acompanhamento após uma internação hospitalar.
As equipes podem contar com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais, conforme a necessidade de cada paciente.
Uma informação importante: o programa não fornece um cuidador para permanecer diariamente na residência.
O papel da equipe é realizar visitas, avaliações, orientações, procedimentos e acompanhamento clínico, o cuidado diário continua sendo realizado pela família ou por cuidadores contratados.
Como solicitar?
O primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde ou o posto de saúde responsável pela região onde o paciente mora, também é possível conversar com o médico responsável pelo acompanhamento ou com a equipe que realizou uma internação recente.
A equipe de saúde avaliará se o paciente atende aos critérios para ingresso no programa.
O cuidado domiciliar já existe no SUS há muitos anos.
A boa notícia é que esse atendimento está sendo fortalecido e ampliado para chegar a mais famílias brasileiras.
Instituto Berna Almeida
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de
Muitas vezes, os termos "Alzheimer" e "Demência" são usados como sinônimos, mas a realidade é diferente. A demência é um termo geral para alterações que afetam a memória e o raciocínio, enquanto o Alzheimer e a Demência Vascular são os dois tipos mais comuns dessa condição.
Embora ambos impactem a autonomia, a forma como eles começam e progridem no cérebro é bem distinta.
Veja as principais diferenças no dia a dia:
A Doença de Alzheimer: Início Lento e Contínuo
No Alzheimer, o acúmulo de proteínas tóxicas destrói os neurônios de forma lenta, gradual e quase imperceptível no começo. A evolução é linear e contínua, o paciente apresenta pequenas perdas a cada dia.
O sintoma inicial marcante: Perda de memória de curto prazo (esquecer o que acabou de ser dito ou feito).
No dia a dia: Fazer a mesma pergunta repetidas vezes, perder-se em caminhos familiares e guardar objetos em locais completamente errados (como a chave dentro da geladeira).
A Demência Vascular: A Evolução em Degraus
Aqui, a causa é o bloqueio ou redução do fluxo de sangue no cérebro, seja por microavcs ou por um derrame maior.
A evolução acontece "em degraus": o paciente fica estável por um tempo, sofre um pequeno evento vascular, cai um degrau na sua capacidade cognitiva e estabiliza novamente.
O sintoma inicial marcante: Lentidão no raciocínio, dificuldade de atenção e problemas para planejar tarefas.
No dia a dia: Incapacidade repentina de organizar contas ou seguir receitas, choro ou riso súbito sem motivo aparente (instabilidade emocional) e alterações físicas precoces, como andar arrastando os pés ou perda de equilíbrio.
O Diagnóstico e a Demência Mista
Vale lembrar que o diagnóstico preciso feito por um especialista, é indispensável, inclusive, é muito comum a ocorrência da Demência Mista, quando o paciente apresenta as lesões vasculares e as alterações do Alzheimer ao mesmo tempo.
Enquanto o Alzheimer foca em retardar os sintomas, a Demência Vascular exige um controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes para evitar novos danos.
Como cuidador, você já percebeu se os sintomas do seu familiar começaram de forma lenta e constante ou se surgiram de repente, após algum problema de saúde? Compartilhe aqui nos comentários.
Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
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Quem convive com diabetes já deve ter ouvido que o leite inflama o organismo, piora a glicose ou até causa diabetes. Essas afirmações circulam há anos, mas não fazem parte das recomendações científicas atuais para o tratamento da doença.
Segundo a nutricionista Tarcila Campos, educadora em diabetes, não existe evidência científica que justifique retirar o leite da alimentação de todas as pessoas com diabetes apenas porque o alimento seria inflamatório.
O leite precisa ser retirado da alimentação de quem tem diabetes?
De acordo com Tarcila Campos, o leite pode fazer parte da alimentação quando é consumido nas porções adequadas e dentro de um planejamento alimentar individualizado.
Ela explica que a decisão de consumir ou não leite deve considerar as características de cada pessoa e não informações divulgadas sem respaldo científico.
“Eu não tenho nenhum estudo que me fale com relação a isso”, afirma a nutricionista ao comentar a hipótese de que o leite deva ser retirado da alimentação de pessoas com diabetes.
Além disso, ela destaca que existe diferença entre não gostar de leite e acreditar que o alimento seja proibido para quem vive com diabetes.
O que a ciência diz sobre leite e diabetes?
Segundo Tarcila Campos, os estudos disponíveis não apresentam evidências capazes de recomendar a exclusão do leite da alimentação das pessoas com diabetes.
Ela explica que, para mudar uma recomendação nutricicional, é necessário um conjunto consistente de pesquisas com alto nível de evidência científica. Atualmente, esse cenário não existe para o consumo de leite.
Portanto, a orientação continua sendo incluir o alimento quando ele fizer sentido dentro do plano alimentar definido para cada pessoa.
O leite também fornece nutrientes importantes
Além de fazer parte da alimentação de muitas famílias brasileiras, o leite fornece nutrientes importantes para o organismo.
Segundo a nutricionista, o alimento é fonte de cálcio, vitamina D e proteínas, nutrientes relacionados à saúde óssea e ao funcionamento do organismo.
Ela também lembra que o cálcio participa do funcionamento da insulina e do controle glicêmico.
Nesse contexto, retirá-lo sem necessidade pode reduzir a ingestão desses nutrientes, principalmente quando não existe outra fonte equivalente na alimentação.
Estudos também apontam possíveis benefícios
Segundo Tarcila Campos, algumas pesquisas apontam benefícios associados ao consumo de leite e de iogurtes.
Ela explica que os iogurtes passam por um processo de fermentação e existem estudos que relacionam esses alimentos à microbiota intestinal e ao controle glicêmico.
No entanto, esses resultados não significam que ele trate o diabetes. Eles apenas mostram que o alimento pode fazer parte de uma alimentação equilibrada quando existe indicação para isso.
O consumo deve ser individualizado
Embora ele não seja proibido para quem tem diabetes, isso não significa que todas as pessoas devam consumir a mesma quantidade.
Segundo Tarcila Campos, o planejamento alimentar precisa considerar o objetivo de cada paciente, a rotina, o controle glicêmico e outras condições de saúde.
Ela reforça que a individualização continua sendo um dos principais pilares da terapia nutricional no diabetes.
Assim, a recomendação não é retirar o leite de forma automática, mas avaliar como ele pode fazer parte da alimentação de cada pessoa.
5 dicas para consumir leite convivendo com diabetes
Respeite a quantidade indicada no seu planejamento alimentar, evitando excessos.
Escolha o tipo de acordo com seu objetivo nutricional, sempre com orientação de um profissional de saúde.
Evite acrescentar achocolatados e outros ingredientes ricos em açúcar, que podem aumentar o impacto na glicose.
Observe como seu organismo responde, principalmente se ele for integral, já que a gordura pode influenciar o comportamento da glicemia.
Não retire ele da alimentação apenas por acreditar que ele inflama ou piora o diabetes, pois as evidências científicas atuais não comprovam essa relação.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
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