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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Alimentos sem açúcar nem sempre são a melhor escolha pra quem tem diabetes; entenda o papel dos adoçantes

 Adoçantes podem ajudar no tratamento do diabetes, mas o consumo deve ter moderação e orientação


Alimentos sem açúcar fazem parte da rotina de muitas pessoas com diabetes. No entanto, essa escolha não deve considerar apenas a ausência de açúcar na embalagem. Em muitos casos, a indústria substitui a sacarose por adoçantes, também chamados de edulcorantes.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os adoçantes são compostos por substâncias naturais ou sintéticas. Eles têm como principal função adoçar alimentos e bebidas. Portanto, a preocupação maior dessas fórmulas está no sabor, e não no valor nutricional.


Nesse contexto, um produto sem açúcar não significa, automaticamente, um alimento mais indicado para a saúde. A avaliação deve considerar a composição, a quantidade consumida e a frequência de uso.

Adoçantes e diabetes

O que são adoçantes e edulcorantes

Os edulcorantes são substâncias usadas para dar sabor doce aos alimentos. Alguns têm calorias reduzidas em comparação ao açúcar. Outros têm poucas calorias ou não apresentam calorias.

Entre os polióis estão eritritol, isomaltitol, lactitol, maltitol, manitol, sorbitol e xilitol. Eles contêm menos calorias do que o açúcar. No entanto, o poder de adoçar varia de 45% a 100% em relação ao açúcar comum.

Por outro lado, adoçantes como aspartame, acessulfame de potássio, ciclamato de sódio, neotame, sacarina sódica, sucralose, stevia e taumatina têm poucas calorias ou não têm calorias. Além disso, eles apresentam poder de adoçar maior que o açúcar.

Existe quantidade segura para consumir adoçante?

A segurança dos adoçantes segue critérios definidos por órgãos internacionais. A regulação de aditivos alimentares, como os adoçantes, passa pelo Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives, conhecido como JECFA.

Esse comitê define a ingestão diária aceitável, chamada de IDA, para cada substância. O cálculo considera o peso corporal da pessoa. Para chegar ao limite, basta multiplicar o peso pela IDA de cada adoçante.

No caso dos polióis, a IDA aparece como “não especificada”. Essa classificação significa que a substância apresenta baixa toxicidade, de acordo com os dados disponíveis. Ainda assim, isso não significa consumo sem limite.

Polióis podem causar desconforto intestinal

Mesmo com classificação de baixa toxicidade, os polióis exigem atenção. Segundo a SBD, o consumo acima de 30 a 40 gramas por dia pode causar diarreia, estufamento e dores abdominais.

Por isso, a recomendação envolve moderação. Quanto menor o consumo, melhor tende a ser a adaptação da rotina alimentar. Essa orientação vale especialmente para quem usa produtos “zero açúcar” com frequência.

Nesse caso, o risco não está apenas no adoçante isolado. O problema pode aparecer quando a pessoa soma vários produtos adoçados ao longo do dia.

Adoçantes podem afetar a glicose?

Apesar de existir uma recomendação segura aceitável, estudos recentes observam relação entre o uso regular dessas substâncias e prejuízo em respostas glicêmicas. Também há associação com maior risco de doenças metabólicas e aumento do ganho de peso.

Novos estudos apontam que a intolerância à glicose induzida por adoçantes pode ocorrer por alterações na microbiota intestinal. A microbiota reúne bactérias que vivem no intestino e participam de funções do organismo.

Embora o mecanismo ainda não esteja totalmente claro, pesquisadores consideram que substitutos da sacarose podem interferir na diversidade dessas bactérias. Essa alteração pode iniciar um quadro de disbiose, quando há desequilíbrio na microbiota.

Quem tem diabetes precisa usar adoçante?

O uso de adoçantes pode ser uma ferramenta no tratamento nutricional do diabetes. No entanto, ele não é essencial para todas as pessoas.

A escolha deve considerar o plano alimentar, a rotina, as preferências e a orientação profissional. Além disso, a SBD recomenda moderação e rodízio entre os tipos de adoçante.

Essa orientação ajuda a reduzir o consumo repetido de uma mesma substância. Também evita a ideia de que todo alimento sem açúcar pode ser consumido sem atenção.

Produto zero açúcar também pode ter aditivos

Segundo as diretrizes da SBD, reduzir a sacarose nos produtos industrializados não deve significar aumento expressivo de edulcorantes e outros aditivos.

A prioridade deve ser o consumo de alimentos in natura e minimamente processados. Além disso, a moderação no consumo de alimentos processados e ultraprocessados deve valer para toda a população, com ou sem diabetes.

Portanto, o rótulo “sem açúcar” precisa ser analisado com cuidado. A ausência de açúcar não transforma um produto ultraprocessado em alimento de consumo livre.

Treinar o paladar pode reduzir a dependência do doce

Uma das orientações da SBD é acostumar o paladar a alimentos menos doces. Essa mudança pode ocorrer aos poucos.

Com o tempo, a pessoa pode perceber que precisa de menos sabor doce para aceitar alimentos e bebidas. Nesse processo, o adoçante deixa de ser a única alternativa para substituir o açúcar.

Para quem convive com diabetes, essa estratégia pode ajudar na rotina alimentar. Ainda assim, qualquer mudança deve respeitar a realidade de cada pessoa e o acompanhamento da equipe de saúde.


Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.







FONTE:  https://umdiabetico.com.br/o-papel-dos-adocantes-pra-quem-tem-diabetes/?utm_source=googleadmanager&utm_medium=970x250&utm_campaign=banner_calhau

 








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⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

Tratamento

Algumas bactérias intestinais foram associadas a pólipos pré-cancerosos do cólon

 

segunda-feira, 03 de julho de 2023

 Algumas bactérias intestinais foram associadas a pólipos pré-cancerosos do cólon


 

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Harvard Medical School no Massachusetts General Hospital associou certos tipos de bactérias intestinais ao desenvolvimento de pólipos pré-cancerosos do cólon. Os resultados foram publicados na Cell Host & Microbe.

“Os pesquisadores têm trabalhado muito para entender a relação entre o microbioma intestinal e o câncer. Mas este novo estudo é sobre a compreensão da influência do microbioma em pólipos pré-cancerosos”, disse o co-autor Daniel C. Chung, professor de medicina da HMS, co-diretor médico do Centro de Avaliação de Risco de Câncer no Mass General Cancer Center e professor membro da divisão de gastroenterologia do Mass General.

“Através do microbioma, temos potencialmente uma oportunidade de intervir e prevenir a formação do câncer colorretal”, disse ele.

câncer colorretal é a segunda principal causa de mortes relacionadas ao câncer nos EUA, e as taxas de câncer colorretal estão aumentando entre os adultos jovens.

Quase todos os cânceres colorretais surgem de um pólipo pré-canceroso. Uma das melhores maneiras de reduzir a incidência de câncer colorretal é interromper o crescimento no estágio de pólipo.

Há mais de uma maneira de um pólipo se desenvolver. Os dois principais tipos de pólipos são os adenomas tubulares e os pólipos serrilhados sésseis.

Os fatores de risco para câncer colorretal e pólipos incluem fatores de estilo de vida, como sobrepeso ou obesidade, baixos níveis de atividade física, dieta rica em carnes vermelhas e processadas, tabagismo e uso de álcool.

Esses fatores também influenciam as bactérias que vivem em nossos intestinos, conhecidas coletivamente como microbioma intestinal.

Os pesquisadores acham que essas influências ambientais podem promover o crescimento de pólipos de duas maneiras. Ou eles alteram o microbioma intestinal diretamente de uma forma que estimula o crescimento de pólipos, ou promovem o crescimento de pólipos, que por sua vez influencia o microbioma intestinal afetando diretamente as células que revestem os intestinos.

Anteriormente, estudos menores tentando vincular o microbioma intestinal aos pólipos não encontraram um padrão consistente, embora não tenham analisado especificamente esses dois tipos de pólipos.


Para estudar a ligação do microbioma intestinal aos pólipos do cólon, os pesquisadores coletaram dados de 1.200 pessoas que fizeram colonoscopias de triagem de rotina.

Eles coletaram informações sobre saúde, dieta, medicamentos e estilo de vida e analisaram amostras de fezes para determinar a composição bacteriana do microbioma intestinal do grupo de estudo.

A nova pesquisa é o maior estudo de um extenso programa de pesquisa colaborativa, o GI Disease and Endoscopy Registry (GIDER) no Mass General, que permite a esses pesquisadores entender as doenças gastrointestinais com mais profundidade do que nunca.

Este registro permanece ativo e a coleta contínua de dados permitirá um acompanhamento longitudinal.

O novo estudo, o maior do gênero, analisou as diferenças na assinatura microbiana intestinal de pessoas sem pólipos do cólon, com adenomas tubulares ou com adenomas serrilhados sésseis. Eles também correlacionaram esses dados com a saúde e o histórico familiar dos pacientes.

Assinaturas bacterianas foram agrupadas em três grupos com base no tipo e presença de pólipos no cólon.

Dezenove espécies bacterianas foram significativamente diferentes em pacientes com adenomas tubulares do que em outras populações.

Em pacientes com adenomas serrilhados sésseis, oito espécies foram significativamente diferentes.

Os autores observam que a população do estudo era predominantemente branca, limitando a generalização para outros grupos populacionais, e que o estudo não pode estabelecer se as espécies bacterianas ou o tecido do adenoma mudam primeiro.

O próximo passo é que os pesquisadores isolem espécies específicas de bactérias que atuam no intestino e vejam se podem verificar essas relações funcionais entre as espécies bacterianas e o crescimento de pólipos com um modelo em laboratório.

Esta informação pode ajudar a desenvolver um probiótico ou tratamento para diminuir o risco de câncer colorretal ou funcionar como um método de triagem para avaliar pólipos ou risco de câncer colorretal.

“A esperança é que, alterando aspectos específicos da dieta ou do microbioma, possamos alterar a história natural desses pólipos”, disse Chung. “As intervenções para prevenir a formação de pólipos ou alterar seus padrões de crescimento podem, em última análise, prevenir o câncer colorretal.”

Associação de assinaturas microbianas distintas com adenomas colorretais pré-malignos

Destaques

  • microbioma intestinal varia de acordo com o tipo e a localização dos adenomas colônicos.
  • Adenomas tubulares estão associados a uma diminuição nas enzimas que metabolizam o metano.
  • Adenomas serrilhados exibem aumento do potencial metabólico de NAD, ácido biliar e sulfato.
  • A maioria das espécies microbianas significativas para o adenoma se correlaciona com dieta ou medicamentos.

Resumo

As exposições ambientais são um importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal, e o microbioma intestinal pode servir como um integrador desse risco ambiental.

Para estudar o microbioma associado a lesões pré-malignas do cólon, como adenomas tubulares (ATs) e adenomas serrilhados sésseis (ASSs), traçou-se o perfil de amostras de fezes de 971 participantes submetidos à colonoscopia e comparou-se esses dados com o histórico alimentar e medicamentoso.

As assinaturas microbianas associadas com ASS ou AT são distintas. ASS associa-se a múltiplos sistemas de defesa antioxidante microbiana, enquanto AT associa-se a uma depleção da metanogênese microbiana e metabolismo do mevalonato.

Fatores ambientais, como dieta e medicamentos, estão ligados à maioria das espécies microbianas identificadas. As análises de mediação descobriram que Flavonifractor plautii e Bacteroides stercoris transmitem os efeitos protetores ou carcinogênicos desses fatores para a carcinogênese precoce.

Esses achados sugerem que as dependências únicas de cada lesão pré-maligna podem ser exploradas terapeuticamente ou por meio de intervenção dietética.

 


Fontes:
Cell Host & Microbe, Vol. 31, Nº 5, em 10 de maio de 2023.
Harvard Medical School, notícia publicada em 08 de junho de 2023.

 NEWS.MED.BR, 2023. Algumas bactérias intestinais foram associadas a pólipos pré-cancerosos do cólon. Disponível em: <https://www.news.med.br/p/medical-journal/1440050/algumas-bacterias-intestinais-foram-associadas-a-polipos-pre-cancerosos-do-colon.htm>. Acesso em: 6 jul. 2023.

 

FONTE:  https://www.news.med.br/p/medical-journal/1440050/algumas-bacterias-intestinais-foram-associadas-a-polipos-pre-cancerosos-do-colon.htm?from=marquee

 















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ADJ Diabetes Brasil> Você já está sabendo que nossas lives mudaram de dia??? Agora elas acontecem toda terça-feira, às 15h,. Nosso próximo encontro será dia 14/7

 







Você já está sabendo que nossas lives mudaram de dia??? Agora elas acontecem toda terça-feira, às 15h, no Instagram @adjdiabetesbrasil Nosso próximo encontro será dia 14/7 e vamos falar sobre Obesidade. Com a nutricionista e educadora em diabetes da ADJ Diabetes Brasil, Carolina Rodrigues. Esperamos por você!!!
Divulgação com fundo azul jeans, letras em branco e vermelho, ilustrações de medicamento, balança e fita métrica em preto, foto da educadora e logo ADJ




FONTE: https://www.facebook.com/ADJDiabetesBrasil








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