Mal silencioso, a doença é uma das principais causas de morte entre mulheres e exige atenção a sinais comuns do dia a dia.
Por Redação Brazil Health , 13/10/2025
Você sabia que o câncer de ovário pode evoluir de forma praticamente silenciosa? No Brasil, ele é uma das principais causas de morte por câncer ginecológico, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com mais de 7.300 novos casos estimados em 2023. O problema é que essa doença difícil de ser rastreada raramente apresenta sinais claros no início, o que atrasa o diagnóstico e dificulta o tratamento.
Como explica a oncologista clínica Dra. Larissa Müller Gomes, “o câncer de ovário é muitas vezes chamado de ‘assassino silencioso’. É comum que as mulheres consultem diversos especialistas, principalmente gastroenterologistas, antes de ter a doença identificada.” Segundo ela, cerca de dois terços das pacientes só descobrem a doença quando ela já está em estágio avançado, necessitando de cirurgia e quimioterapia.
Sinais que parecem comuns, mas podem indicar perigo
O grande desafio é que os sintomas do câncer de ovário costumam ser tão sutis que facilmente passam despercebidos ou são atribuídos a outros problemas de saúde, como questões digestivas ou hormonais. Entre eles estão:
- Inchaço ou aumento do volume abdominal;
- Sensação de estufamento após pequenas refeições;
- Constipação ou alterações intestinais;
- Dor ou desconforto na pelve;
- Alterações menstruais.
Esses sintomas geralmente não chamam atenção logo de início, o que faz com que muitas mulheres demorem para procurar ajuda médica. É aí que mora o perigo: “quanto mais cedo o câncer for descoberto, maiores são as chances de sucesso no tratamento, que pode ser menos invasivo”, alerta a especialista.
Novos exames e testes genéticos ajudam na prevenção
A boa notícia é que os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de detectar a doença. Exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, e marcadores tumorais no sangue, como o CA-125, são ferramentas importantes, mas precisam ser interpretados com cautela.
“Esses exames podem oferecer pistas importantes, especialmente em mulheres com maior risco, mas não devem ser usados isoladamente”, ressalta Dra. Larissa.
Outro destaque é a avaliação genética. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, por exemplo, aumentam significativamente o risco da doença. Por isso, atualmente, diretrizes nacionais e internacionais recomendam a testagem genética para todas as pacientes diagnosticadas com câncer de ovário do subtipo epitelial, mesmo sem histórico familiar. Com acompanhamento individualizado e, se necessário, cirurgia preventiva ou terapias direcionadas, a perspectiva de vida e o controle do câncer melhoram.
Prevenção passa pela consulta regular ao ginecologista
Realizar uma consulta anual ao ginecologista faz toda a diferença, mesmo que você não tenha sintomas. É nesse momento que pequenas alterações podem ser percebidas por um especialista, que também irá orientar mulheres com histórico familiar sobre aconselhamento e exames complementares.
“Estar atenta ao próprio corpo, buscar atendimento diante de sintomas persistentes e não renunciar às consultas regulares são atitudes de cuidado e amor-próprio”, reforça a médica.
Dra. Larissa lembra ainda que, apesar do medo, os avanços no tratamento oferecem novas esperanças: “Novas terapias, como imunoterapia e inibidores de PARP, têm aumentado a sobrevida e a qualidade de vida de muitas mulheres”.
O câncer de ovário pode ser silencioso, mas o corpo sempre dá sinais. Ouvi-los e procurar ajuda são os primeiros passos para garantir um diagnóstico precoce e uma vida mais saudável.
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FONTE: https://www.brazilhealth.com/br/noticia/oncologia/cancer-de-ovario-sinais-sutis-que-as-mulheres-ignoram
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Carla





