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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

18/02 – Dia Nacional da Criança Traqueostomizada

 

 

 

 

O Dia Nacional da Criança Traqueostomizada é uma data comemorativa em saúde definida pela Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

A celebração foi instituída pela Lei nº 14.249/2021 com o objetivo de promover ações de conscientização e de esclarecimento sobre os cuidados necessários às crianças que passam por traqueostomias, sensibilizando profissionais da saúde, pais, responsáveis e familiares sobre a importância do atendimento multidisciplinar a essas crianças, como forma de diminuir o risco de complicações e morte, bem como estimular ações de assistência adequadas para sua proteção e tratamento.

Comemorada pela primeira vez em 2022, a data pretende, ainda, contribuir para a criação de políticas públicas que visem ao cumprimento das recomendações oficiais sobre os cuidados e condutas para as crianças traqueostomizadas, bem como auxiliar na organização de centros de referência e na contratação de profissionais especializados.

 

A traqueostomia é um procedimento cirúrgico para colocação de uma cânula na traqueia liberando as vias aéreas para permitir a respiração. É uma alternativa para estabelecer a respiração de pacientes que apresentam obstrução à passagem de ar na laringe.

Segundo a presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Renata Cantisani Di Francesco, “há algum tempo a SBP já vem divulgando o consenso (Primeiro Consenso Clínico e Recomendações Nacionais em Crianças Traqueostomizadas da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) entre os pediatras associados. Além disso, nos congressos nacionais e cursos orienta os colegas sobre o acompanhamento das crianças traqueostomizadas, assim como divulga conhecimento sobre fluxo para acolhimento, acompanhamento e decanulação dessas crianças após a alta hospitalar”.

De acordo com o texto, estima-se que entre 0,5% e 2% das crianças submetidas à intubação orotraqueal prolongada necessitam de traqueostomia, a maioria delas menores de 1 ano de idade.

Geralmente, esse procedimento é realizado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, após a alta hospitalar, um dos problemas comuns é a falta de destino para o acompanhamento médico da criança.

A especialista ressalta a importância da reabilitação da respiração dessas crianças em centros onde haja uma equipe multidisciplinar – composta de médicos pediatras, otorrinolaringologistas, cirurgião torácico, fonoaudiólogos e enfermeiros especializados – após retirada da traqueostomia e da cânula.

“Muitas vezes as crianças permanecem com a traqueostomia por meses e até anos. Nesse percurso, as famílias encontram inúmeras dificuldades no acompanhamento dessas crianças e, principalmente, desamparadas no manejo e nos cuidados diários. Há necessidade de aspiração da cânula, várias vezes ao dia, uma vez que o acúmulo de secreção pode ser fatal e a criança morre por asfixia”, diz dra. Renata.

Trata-se de uma população de risco que, por não respirar naturalmente pelo nariz tem maior risco de ocorrência de infecções locais do estoma, infecções de vias aéreas, acidentes aspirativos e até obstruções fatais da via aérea. Estas famílias vivem a ansiedade e a angústia do cuidado contínuo de seus filhos, a maioria menor de 3 anos, vivendo sob estes riscos. Mães e pais tem que se afastar de suas atividades e se deslocar com frequência para atendimento em locais aonde as pessoas não estão preparadas para responderem suas dúvidas e oferecer os cuidados necessários.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG)
Hospital Infantil Sabará (SP)
Sociedade Brasileira de Pediatria

 

 

 

 

 

FONTE: https://bvsms.saude.gov.br/18-02-dia-nacional-da-crianca-traqueostomizada/

 

 

 



 

 

 

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abs.

Carla

18/02 – Dia Internacional da Síndrome de Asperger

 

 

 

A Síndrome de Asperger faz parte do chamado Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), às vezes chamada de autismo de alto funcionamento. É um distúrbio do desenvolvimento que afeta a forma como o cérebro processa as informações.

A diferença entre os transtornos é o grau dentro do espectro autista, já que é possível ter pessoas com TEA com apenas pequenas dificuldades de socialização até indivíduos com afastamento social, deficiência intelectual e dependência de cuidados ao longo da vida.

É frequentemente diagnosticada durante a infância e afeta o comportamento, a interação social, a comunicação, a capacidade de entender o que os outros podem estar pensando, bem como padrões de comportamento repetitivos, interesses limitados e aumento da sensibilidade sensorial.

Pessoas com Asperger geralmente processam detalhes adicionais ao seu redor e possuem grandes habilidades em observação e ordem detalhadas, processando muito mais os sentidos, fazendo com que cores, sons e cheiros pareçam mais brilhantes, mais altos e mais fortes.

A Síndrome passou a ser conhecida como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) a partir de 2013, com a publicação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, mas outras mudanças de terminologia ocorreram, uma vez que o TEA reúne Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, além da Síndrome de Asperger.

Todos esses quadros clínicos são desordens do desenvolvimento neurológico e estão presentes desde o nascimento ou começo da infância. É mais comum em homens, com oito vezes mais homens do que mulheres diagnosticadas.

Pessoas dentro do espectro TEA podem apresentar falhas na comunicação social, ou seja, dificuldade para se expressar verbalmente ou por gestos, para interagir socialmente de maneira recíproca e, também, mostrar padrões restritos e repetitivos de comportamento, como foco de interesse fixo, movimentos contínuos e alteração de sensibilidade a estímulos sensoriais auditivos, visuais, táteis.

Os sinais mais comuns incluem:

– Introspeção e problemas com habilidades sociais: crianças com Síndrome de Asperger geralmente têm dificuldade para interagir com outras pessoas e muitas vezes comportam-se de forma estranha em situações sociais. Em geral, não fazem amigos facilmente, pois têm dificuldades em iniciar e manter uma conversa;

– Comportamentos excêntricos ou repetitivos: crianças com essa condição podem desenvolver um tipo de comportamento incomum e singular, que envolve movimentos repetitivos e estranhos, como, por exemplo, torcer as mãos ou os dedos;

– Práticas e rituais incomuns: uma criança com Síndrome de Asperger pode desenvolver rituais que se recuse terminantemente a alterar, como se vestir obrigatoriamente em uma ordem específica, por exemplo;

– Dificuldades de comunicação: as pessoas com este transtorno costumam não fazer contato visual ao falar com alguém. Elas podem ter problemas ao usar expressões faciais e ao gesticular, bem como podem apresentar dificuldade para compreender a linguagem corporal e a linguagem dentro de um determinado contexto e costumam ser muito literais no uso da língua;

– Interesses bastante focados: a criança com Síndrome de Asperger pode desenvolver um interesse intenso e quase obsessivo em algumas atividades e áreas, tais como prática de esportes, clima ou até mesmo mapas;

– Problemas de coordenação: os movimentos de crianças com Síndrome de Asperger podem parecer desajeitados ou constrangedores;

– Habilidades e talentos: muitas crianças com Síndrome de Asperger são excepcionalmente inteligentes, talentosas e especializados em uma determinada área, como a música ou a matemática.

Diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico é multidisciplinar e essencialmente clínico, ou seja, baseia-se na presença de prejuízos nas áreas de interação e comunicação social e por um repertório restrito de interesses, conforme citado anteriormente.

A equipe diagnóstica é composta pelas áreas de psiquiatria, neurologia, psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

O tratamento deve enfatizar o desenvolvimento de competências sociais e comunicativas para o fortalecimento das interações interpessoais, por meio de intervenções fonoaudiologia e de base comportamental.

Devido a certo desajeitamento motor e de questões sensoriais, a terapia ocupacional e atividades esportivas também podem ser recomendadas. E, embora não haja medicamentos para o tratamento de sintomas intrínsecos a essa condição, medicação para redução e controle de sintomas obsessivos-compulsivos, de ansiedade, impulsividade, por exemplo, pode ser prescrita pela psiquiatria, dependendo das necessidades individuais de cada sujeito.

A identificação do perfil de habilidades e inabilidades pode potencializar o sucesso acadêmico e ocupacional ao longo da vida, pois são pessoas com grande capacidade para atividades que demandam por exemplo: memória, lógica e sistematização.

É importante lembrar que a síndrome de Asperger (assim como qualquer outro nível de autismo) não é uma doença e sim, uma condição. Não há, portanto, uma cura, mas existem tratamentos e terapias comportamentais que podem ajudar as crianças com diagnóstico de autismo a conviver melhor com outras pessoas e ter mais autonomia.

Comemorada desde 2007 em 18 de fevereiro, a data foi escolhida por ser o aniversário de Hans Asperger, pediatra austríaco que descreveu a síndrome em 1944. É um momento para aumentar a conscientização sobre o problema que afeta aproximadamente 37,2 milhões de indivíduos em todo o mundo; para celebrar os que superam muitos desafios a cada dia e reconhecer suas conquistas, mesmo vivendo com Asperger.

 

Fontes:

Autismo e realidade
Dr. Dráuzio Varella
EFFICHRONIC (Unit of European Health Projects in Asturias)
Escola Paulista de Enfermagem
Santa Casa de Rio Grande (RS)
State Library of Queensland (Austrália)

 

 

FONTE:https://bvsms.saude.gov.br/

 



 

 

 

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abs.

Carla

É possível prevenir um câncer do sangue?

 crise blástica, câncer do sangue

 1 de outubro de 2025

 

 

Um câncer do sangue pode ser causado por componentes familiares, exposição à produtos químicos e vírus

Escrito por: Juliana Matias

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que, durante 2025, 704 mil brasileiros serão diagnosticados com câncer. 30% dessas doenças, segundo o Instituto, poderiam ter sido evitadas, como o câncer de colo de útero, o de pulmão, entre outros. Mas é possível prevenir um câncer do sangue? Entenda. 

O que causa o câncer do sangue? 

Carmino Antonio de Souza, membro do Conselho Deliberativo da ABHH, professor titular da Unicamp e vice-presidente da Fapesp, explica que “uma das coisas mais difíceis na área da Onco-Hematologia é estabelecer o nexo causal em relação aos vários tumores”.

Segundo o professor, fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o surgimento de cânceres do sangue. A leucemia linfocítica crônica (LLC), por exemplo, pode ter um componente familiar, mesmo que baixo. Isso não significa que um câncer do sangue seja passado de pais para filhos, como outros tipos de doenças do sangue, por exemplo a hemofilia

 

 

“Do que a gente mais acompanha, eu acho que a associação de vários tumores à vírus é muito frequente. O vírus de Epstein-Barr, o HIV, o HTLV1 associado ao linfoma T-periférico”, comenta Souza.

Agentes químicos também podem estar associados às leucemias, conforme o especialista. “Foi muito descrita a relação de leucemias com benzeno, a relação de algumas neoplasias com benzeno hexacloro, que é o pó da China, que foi inclusive proscrito em a nível mundial”, conta.

Isso porque alguns agentes químicos podem causar mutações celulares, o que transforma células saudáveis em células cancerígenas.

 

 

Como o câncer surge?

As mutações celulares, segundo Souza, são extremamente comuns e, em vários momentos da vida, as pessoas têm alterações nas células e não desenvolvem câncer. O sistema imunológico, o tempo todo, reconhece anormalidades nas células e as destrói.

Porém, ao longo do tempo, o sistema imune pode perder essa capacidade de identificar anomalias. “Quando uma pessoa desenvolve uma neoplasia, é porque esse sistema de vigilância e reparação falhou de alguma maneira”, afirma e continua: “O envelhecimento do sistema imune faz com que ele perca ao longo de décadas da vida essa capacidade de reconhecimento e de reparação”.

Conforme Souza, isso explica porque o câncer é mais comum em pessoas idosas.

Condições que aceleram, de maneira geral, o envelhecimento do corpo podem aumentar as chances de uma pessoa ter uma neoplasia. A síndrome de Down, por exemplo, causa o envelhecimento precoce devido a uma mutação genética. Assim, pessoas que têm a síndrome têm chances maiores de desenvolver leucemia mieloide aguda.

É possível prevenir um câncer do sangue?

Souza ressalta que, para prevenir um câncer do sangue, é necessário evitar exposição a produtos químicos que possam causar anormalidades nas células. Também é preciso ter hábitos saudáveis e fazer exames de sangue com frequência.

“São os melhores fatores, senão para prevenir, para que, pelo menos, a gente tenha a possibilidade de fazer o diagnóstico o mais cedo possível”, destaca o especialista.

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

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Carla

 

CÂNCER: O que é o tratamento de manutenção contra o câncer? Entenda

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 

 

Por que é preciso fazer um tratamento de manutenção mesmo quando o câncer entrou em remissão? Saiba mais

Escrito por: Juliana Matias

Quando o câncer entra em remissão, o próximo passo no tratamento pode ser a terapia de manutenção. Mas por que é preciso fazer um tratamento de manutenção mesmo quando o câncer entrou em remissão? Essa matéria explica os motivos. 

O que é o tratamento de manutenção? 

O tratamento de manutenção, segundo Otávio Baiocchi, head do Centro de Linfoma e Mieloma do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é feito para impedir ou diminuir as chances do câncer voltar. O tratamento do câncer, normalmente, é iniciado com a terapia de indução, que pode ser feita com três ou mais quimioterápicos. 

Já as terapias de manutenção, normalmente, são feitas com um número menor de medicamentos. Além disso, esse tipo de terapia, “com algumas exceções, não é feito com quimioterapia. Na maioria das vezes, são feitos com imunoterapia, de maneira geral”, conta.

 

 A imunoterapia é um conjunto de terapias que fazem uso de algum fator do sistema imunológico do próprio paciente para tratar o câncer. No tratamento oncológico, enquanto a quimioterapia está relacionada com produtos e substâncias químicas que atacam as células cancerosas, a imunoterapia potencializa ou bloqueia processos do próprio sistema imunológico da pessoa para fazer com que ele passe a atacar o câncer

 

 Essas drogas são mais bem toleradas, em comparação com a quimioterapia tradicional. Por serem menos tóxicas que os quimioterápicos é que as imunoterapias são utilizadas no tratamento de manutenção. “A quimioterapia é muito tóxica para fazer essas manutenções. Então, geralmente, você tem que parar essa terapia antes por efeitos colaterais”, explica Baiocchi.

 

 

O tratamento de manutenção tem efeitos colaterais?

Isso não significa que a terapia de manutenção não tenha efeitos colaterais. Segundo o especialista, os sintomas adversos mais comuns são: citopenias, ou seja, baixa do número das células do sangue, seja anemia, leucopenia, ou plaquetopenia.

Além disso, “a manutenção do tratamento por um tempo longo aumenta as chances de efeitos colaterais, mesmo sendo em doses menores ou com menos drogas que na indução”, lembra Baiocchi.

Para evitar efeitos colaterais, o especialista explica que é necessário utilizar imunoterapias com alvos mais específicos para cada tipo de tumor. “Quando eu uso drogas mais específicas contra aquele tumor, eu tenho menor chance de efeitos colaterais. Se eu uso drogas menos específicas, eu tenho maior chance das chamadas citopenias”, relata Baiocchi.

 

 O médico ainda ressalta que a terapia de manutenção deve ser utilizada por um tempo finito e, caso a doença volte, é necessário mudar o tratamento. “Se eu estou fazendo uma terapia de manutenção e a doença volta, tenho que parar aquela terapia e matar a doença de novo. Ou se estou fazendo uma terapia de manutenção e esse paciente tem um efeito colateral, paro também a manutenção”, afirma.

 

 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/


 

 

 

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Carla

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

DIABETES: live! Quinta-feira, dia 19, às 16h *Diabetes no Dia a Dia - No Instagram @adjdiabetesbrasil

 

 

 Não perca nossa próxima live! Quinta-feira, dia 19, às 16h *Diabetes no Dia a Dia - Como tomar decisões sem neura* No Instagram @adjdiabetesbrasil - Com a nutricionista e educadora em diabetes, Carolina Rodrigues e a jornalista, Debora Leoni. Programe-se!!! 🖥️📱⏰

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@carol_nutri_azul @debora_leoni 

A imagem é um cartaz de divulgação com fundo branco e elementos azul claro. Aplicação de ilustração de teste de ponta de dedo, bomba de insulina, insulina e diário de anotações, além de logo ADJ.

 

 

 

 

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FONTE: https://www.instagram.com/adjdiabetesbrasil/?e=0c0ce742-e24a-477a-b5b4-376544708930&g=5


 

 

 

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Carla

 

 

CÂNCER: Como diagnosticar uma leucemia silenciosa

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 Última atualização em 13 de junho de 2025

 

 

Alguns sintomas de leucemia, como a fadiga, podem ser confundidos com cansaços do dia a dia

Escrito por: Juliana Matias

Cansaço extremo, ou fadiga, é um dos sintomas de leucemia que pode passar despercebido ou ser confundido, por muitas pessoas, com cansaço do dia a dia. Porém, algumas leucemias podem ser silenciosas. Saiba como é feito o diagnóstico quando esse tipo de câncer do sangue é assintomático. 

Entenda o que causa o sintoma

Leucemias agudas, como a leucemia mieloide aguda (LMA) e a leucemia linfoide aguda (LLA), são cânceres do sangue que, na maioria das vezes, apresentam sintomas evidentes. 

Monika Conchon, sócia do laboratório de imagem Alelys e membro do Grupo Brasileiro de Leucemia Mieloide Crônica e Mieloproliferações, explica que isso acontece porque, nesse tipo de doença, a produção de células saudáveis é alterada ou bloqueada pelas células cancerígenas, o que faz com que o sangue não realize sua função normalmente. 

Segundo a hematologista, alguns dos principais sintomas das leucemias são: febre, suores noturnos, sangramentos, fraquezas, aumento do volume abdominal, entre outros fatores. A palidez acontece porque a pessoa com leucemia passa por uma queda na produção de glóbulos vermelhos, o que pode levar a uma anemia. 

 

 

Já os sangramentos podem acontecer devido à baixa produção de plaquetas, conforme conta Conchon. O aumento do volume abdominal é causado pela superprodução de células alteradas pela medula óssea.

Leucemias silenciosas

Antes do diagnóstico, esses sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos com cansaço do dia a dia. Porém, leucemias crônicas, como a leucemia mieloide crônica (LMC) e a leucemia linfoide crônica (LLC), podem não apresentar sintomas.

Conchon conta que isso acontece porque as “leucemias crônicas podem evoluir por muito tempo, às vezes até por anos, pois a produção de células leucêmicas aumenta, mas suas funções podem ser mantidas. Ao longo do tempo, manifestações como aumento do baço, do fígado e o cansaço vão ficando mais evidentes”, afirma. 

Diagnóstico de uma leucemia silenciosa

Mesmo sem os sintomas, as leucemias podem ser diagnosticadas por exames de sangue de rotina, como o hemograma. Por isso, é importante realizá-los periodicamente para possibilitar um diagnóstico precoce. Caso uma pessoa tenha sintomas de leucemia, a hematologista recomenda procurar atendimento médico para que ela seja encaminhada a um especialista.


 

 

 

 

FONTE: https://revista.abrale.org.br/


 

 

 

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Carla