30/01
Em muitas demências, chega um momento em que o corpo começa a não obedecer como antes. Não é apenas esquecimento. É o cérebro tendo dificuldade de organizar movimentos que sempre foram automáticos. Segurar um copo, levar a colher à boca, abotoar uma camisa, levantar da cadeira ou caminhar com segurança passam a exigir um esforço que a pessoa já não consegue fazer sozinha.
Quando a coordenação motora começa a falhar, o cuidador costuma se assustar. Surge o medo das quedas, da engasgação, da dependência crescente. É importante compreender: isso não acontece de um dia para o outro, nem é falta de vontade. É o avanço da doença afetando áreas cerebrais responsáveis pelo planejamento, pela força, pelo equilíbrio e pela precisão dos movimentos.
O que pode começar a aparecer
- Movimentos mais lentos ou desajeitados
- Dificuldade para segurar objetos
- Derrubar alimentos, copos ou talheres
- Marcha instável, passos curtos, arrastar os pés
- Rigidez, tremores ou perda de equilíbrio
- Dificuldade para sentar, levantar ou virar na cama
Essas mudanças aumentam o risco de quedas, engasgos e frustrações emocionais, tanto para quem vive a doença quanto para quem cuida.
Como o cuidador pode ajudar
- Adapte o ambiente: retire tapetes soltos, organize móveis, instale barras de apoio quando possível
- Simplifique os movimentos: ofereça ajuda antes da exaustão, conduza com calma, sem puxar ou apressar
- Use utensílios adaptados: copos com tampa, pratos antiderrapantes, talheres mais grossos
- Respeite o ritmo: pressa gera insegurança e aumenta o risco de acidentes
- Observe o corpo: mudanças bruscas devem ser avaliadas por um profissional de saúde
O impacto emocional
A perda da coordenação motora costuma ferir a dignidade da pessoa. Ela percebe que não consegue mais fazer o que sempre fez. Isso pode gerar irritação, tristeza, vergonha ou recusa de ajuda. O cuidador precisa lembrar, todos os dias: não é teimosia, é limitação neurológica.
Cuidar nessa fase exige presença, adaptação e, acima de tudo, compaixão. O corpo falha, mas a pessoa continua ali.
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FONTE: https://web.facebook.com/groups/mentesedemencias

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla








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