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segunda-feira, 18 de maio de 2026

MELHOR IDADE: GUIBA – NO FRIO, O IDOSO TAMBÉM DESIDRATA: O PERIGO SILENCIOSO DO INVERNO




GUIBA – NO FRIO, O IDOSO TAMBÉM DESIDRATA: O PERIGO SILENCIOSO DO INVERNO
Muitas famílias acreditam que a desidratação acontece apenas no calor, mas existe uma verdade silenciosa dentro de muitas casas durante o inverno: o idoso também desidrata no frio e em muitos casos, desidrata ainda mais.
O problema é que, diferente do verão, a desidratação no inverno costuma chegar sem chamar atenção, a pessoa não reclama de calor, não pede água, não transpira, fica mais quieta, mais coberta, mais parada, e justamente por isso, os sinais acabam passando despercebidos.
Por que o frio aumenta o risco de desidratação? Você sabe?
Com a queda da temperatura, o organismo reduz naturalmente a sensação de sede, o idoso já possui, pelo próprio envelhecimento, uma percepção menor da necessidade de beber líquidos.
Em pessoas com demência, isso pode se tornar ainda mais intenso.
Muitos pacientes:
• esquecem de beber água
• não conseguem pedir
• recusam líquidos
• dormem mais
• passam mais tempo deitados ou sentados
• bebem apenas quando alguém oferece.
Além disso, no frio, a família costuma oferecer menos líquidos, o paciente levanta menos da cama ou do sofá, há redução da movimentação corporal, algumas pessoas evitam beber água por medo de urinar mais vezes durante a noite.
A desidratação vai acontecendo aos poucos, silenciosamente.
Quando a desidratação começa a imitar a demência
Muitas vezes a família acredita que o Alzheimer “piorou de repente”, quando na verdade o organismo está desidratado.
A falta de líquidos pode provocar:
• aumento da confusão mental
• fala mais enrolada
• sonolência excessiva
• irritabilidade
• apatia
• fraqueza
• tontura
• pressão baixa
• dificuldade para caminhar
• piora do raciocínio
• aumento do risco de quedas.
Em idosos frágeis, uma desidratação aparentemente pequena pode causar um grande impacto no cérebro.
A urina também fala, observar pode ajudar muito.
Sinais de alerta:
• urina muito escura
• cheiro forte
• pouca quantidade
• longos períodos sem urinar.
Em pessoas com demência avançada, muitas vezes o único sinal percebido pela família é:
“Hoje ele está mais estranho.”
E isso merece atenção.
O frio também favorece infecções
A desidratação aumenta o risco de infecção urinária, piora da função renal, prisão de ventre, confusão mental aguda, internações.
Em idosos com demência, uma infecção urinária pode causar alucinações, agitação, agressividade, sonolência intensa, piora abrupta do comportamento.
Muitas famílias acreditam que “a doença avançou”, quando existe um problema clínico associado acontecendo junto.
“Mas ele não sente sede”
Esse é exatamente o perigo no envelhecimento, o mecanismo da sede já diminui naturalmente e por isso muitos geriatras orientam:
a hidratação não deve depender apenas da vontade do paciente.
É preciso lembrar, oferecer, estimular, observar.
Pequenas estratégias ajudam muito
• oferecer líquidos várias vezes ao dia, mesmo sem pedido
• usar copos menores e mais leves
• deixar água próxima
• oferecer chás mornos permitidos pelo médico
• incluir frutas ricas em água
• criar rotina de hidratação
• observar urina, comportamento e sonolência.
Às vezes, alguns goles ao longo do dia já fazem diferença enorme.
No frio, muitos Cuidadores entram no “modo automático” tentando apenas manter o paciente aquecido, mas hidratar também é cuidar do cérebro.
Muitas alterações comportamentais no inverno podem ter relação com algo aparentemente simples: falta de líquidos.
Dentro da demência, o que parece pequeno pode se transformar rapidamente em algo grande.
Cuidador:
No frio, você percebe que seu familiar bebe menos água?
📍
 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer.





FONTE: https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias


                                      


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

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