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Produtos diet não têm açúcar, mas podem elevar a glicose. Entenda quando ajudam e quando atrapalham o controle glicêmico.
Após o diagnóstico de diabetes ou de pré-diabetes, muitas pessoas mudam a alimentação e passam a consumir alimentos diet no diabetes acreditando que essa escolha facilita o controle da glicose. O rótulo transmite segurança, reduz o medo de errar e parece resolver o problema do açúcar. Ainda assim, não é raro perceber que a glicemia continua fora da meta, o que gera frustração e levanta uma dúvida comum logo no início do tratamento.
Nesse cenário, surge a dúvida. Se o rótulo diz diet, por que o controle glicêmico não melhora como esperado?
O que o rótulo diet realmente informa
A palavra diet indica a retirada de um nutriente específico, quase sempre o açúcar. No entanto, essa informação não descreve o impacto total do alimento no organismo.
“Na maior parte das vezes, o produto diet zera a sacarose, mas mantém outros ingredientes que também são carboidratos”, explica a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila de Campos.
Portanto, mesmo sem açúcar, o alimento pode conter farinha, amido, fécula ou leite. Depois da digestão, esses componentes também se transformam em glicose.
Por que o diet pode elevar a glicose no diabetes e no pré-diabetes
Quando a indústria retira o açúcar, ela precisa preservar sabor e textura. Para isso, costuma incluir outros carboidratos.
“Às vezes, a indústria tira um carboidrato e substitui por outro”, explica Tarcila. Como resultado, a quantidade total de carboidrato permanece relevante.
Além disso, o rótulo diet transmite sensação de segurança. Por isso, muitas pessoas aumentam a porção sem perceber. Nesse contexto, o impacto glicêmico cresce ainda mais, tanto no diabetes quanto no pré-diabetes.
Quando o diet pode ajudar no dia a dia
Apesar das limitações, alguns produtos diet podem ajudar em situações específicas. Bebidas adoçadas são um bom exemplo.
Ao trocar um refrigerante tradicional por uma versão sem açúcar, a pessoa reduz drasticamente a carga de carboidrato daquela bebida. Nesse caso, a escolha tende a facilitar o controle da glicose.
“Quando eu troco uma bebida com açúcar por uma sem açúcar, a diferença no impacto glicêmico é clara”, explica a especialista.
Ainda assim, essa troca não transforma o produto em saudável. Ela apenas reduz o efeito imediato sobre a glicemia.
Chocolate diet também exige atenção
O chocolate diet costuma gerar confusão, especialmente entre pessoas com pré-diabetes que acreditam estar prevenindo o avanço da doença.
“Não é porque o chocolate é diet que ele não tem carboidrato”, alerta Tarcila.
Mesmo sem açúcar, o chocolate diet mantém ingredientes como massa de cacau e leite. Por isso, o consumo frequente ou em grandes quantidades pode elevar a glicose e dificultar o controle metabólico.
O risco de usar o diet como base da alimentação
Quando a alimentação passa a girar em torno de produtos diet, a pessoa se afasta da comida de verdade. Além disso, passa a confiar mais no rótulo do que na estratégia nutricional.
“O alimento diet não é sinônimo de alimento saudável”, resume Tarcila.
Nesse sentido, o diet pode ter espaço pontual. No entanto, ele não deve ocupar o centro da alimentação, especialmente em quem vive com pré-diabetes e busca evitar a progressão da condição.
Como ler o rótulo com mais critério
Para evitar surpresas no controle glicêmico, alguns cuidados ajudam:
- observe a quantidade total de carboidratos
- confira o tamanho da porção indicada
- não se baseie apenas na ausência de açúcar
- evite consumir grandes quantidades de produtos diet
Além disso, sempre que possível, priorize alimentos in natura ou minimamente processados.
O que realmente faz diferença no controle glicêmico
O controle da glicose, no diabetes e no pré-diabetes, depende menos do rótulo e mais da estratégia. Porção adequada, combinação de alimentos e regularidade nas refeições fazem mais diferença do que substituir tudo por diet.
Portanto, o produto diet pode ajudar em momentos específicos. Ainda assim, ele não resolve o controle glicêmico sozinho.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.
FONTE
:
https://umdiabetico.com.br/2026/01/



Câncer de Cólo de Útero
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abs
Carla




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