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domingo, 18 de janeiro de 2026

Hemoglobina glicada alterada e glicose em jejum normal: saiba o motivo

 

 Resultado aparentemente contraditório pode indicar picos de glicose fora do jejum e exige análise mais ampla do controle glicêmico.

 hemoglobina glicada alterada e glicose em jejum normal

 

Receber um exame com hemoglobina glicada alterada mesmo com glicose em jejum normal é uma situação comum na prática clínica. Ainda assim, esse tipo de resultado costuma gerar insegurança e sensação de incoerência. O principal motivo é que o jejum não reflete tudo o que acontece ao longo do dia.

O controle real acontece fora do jejum

Na maior parte dos casos, o descompasso está ligado a elevações da glicose que ocorrem após as refeições ou durante a madrugada. Segundo a endocrinologista Denise Franco, esses períodos “muitas vezes passam despercebidos quando a pessoa olha apenas um horário isolado”. Ainda assim, essas oscilações repetidas impactam diretamente o resultado da hemoglobina glicada.

 

Pequenas oscilações frequentes têm peso cumulativo

Mesmo elevações curtas, quando se repetem ao longo das semanas, entram na conta da média glicêmica. Além disso, refeições com maior carga de gordura e carboidratos podem provocar elevações tardias, que não aparecem no exame de jejum. Portanto, o padrão diário pesa mais do que um número pontual.

A madrugada também interfere no resultado

Durante o sono, alterações hormonais podem elevar a glicose sem provocar sintomas claros. “A pessoa pode acordar com um valor aparentemente normal, mas ter passado horas fora da faixa durante a noite”, explica o endocrinologista Fernando Valente, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes. Esse padrão, quando frequente, contribui para a elevação da hemoglobina glicada.

O que a monitorização contínua revelou na prática

A chegada dos sensores de glicose mudou a forma de entender o controle glicêmico. “Antes, a gente via uma fotografia. Hoje, a gente assiste a um filme”, resume Denise Franco. Com isso, ficou mais claro que pessoas com resultados semelhantes podem ter perfis completamente diferentes ao longo do dia.

 

 

 LINK: https://youtu.be/_EL3-_3eDo8

 


 

Variabilidade importa tanto quanto a média

Fernando Valente chama atenção para outro ponto relevante: a variabilidade glicêmica. “Duas pessoas podem ter a mesma média, mas uma oscila muito mais do que a outra”, explica. Ainda assim, essa diferença nem sempre aparece na hemoglobina glicada, o que reforça a necessidade de uma análise mais ampla.

 

Quando o exame pede um olhar além dos números

Em alguns casos, a hemoglobina glicada pode sofrer influência de fatores que vão além da glicose. Condições clínicas associadas, inflamações e alterações individuais entram nessa equação. Por isso, interpretar o exame de forma isolada pode levar a decisões imprecisas.

Impacto direto na condução do tratamento

Olhar apenas a glicose em jejum pode atrasar ajustes importantes. Por outro lado, focar exclusivamente na hemoglobina glicada também tem limitações. “O mais importante é entender onde está o problema para saber onde atuar”, reforça Fernando Valente. Nesse cenário, integrar exames, rotina e dados do dia a dia se torna essencial.

Informação para orientar, não para gerar culpa

A endocrinologista Denise Franco reforça que episódios pontuais não definem o futuro de ninguém. “Não é um momento isolado que vai trazer complicações. O que faz diferença é o que se repete ao longo do tempo e o que a pessoa faz a partir dessa informação”, afirma. A proposta, portanto, é usar os dados para ajustar o cuidado, não para gerar medo.

Referências:
Entrevista com Denise Franco e Fernando Valente – DiabetesCast

Sociedade Brasileira de Diabetes – Diretrizes da SBD
https://diabetes.org.br

Beck RW et al. Time in Range as a clinical metric. Diabetes Care.
DOI: 10.2337/dci19-0028

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 

 

 

 

 

 

FONTE : https://umdiabetico.com.br/2026/01/

 

 

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Carla

 

 

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