Guia IBA – Por que a pessoa com demência rejeita o banho?
A rejeição ao banho é uma das situações que mais desgastam o cuidador no dia a dia. Para quem cuida, o banho representa higiene, conforto e dignidade. Para a pessoa com demência, porém, ele pode ser vivido como medo, confusão, vergonha ou sofrimento.
É essencial compreender: não se trata de birra, provocação ou ingratidão. Trata-se de um sintoma neurológico, emocional e humano.
O que acontece no cérebro
Na demência, áreas responsáveis pela compreensão, organização de ações, percepção sensorial e noção de intimidade vão sendo progressivamente comprometidas. O cérebro deixa de interpretar o banho como algo seguro e familiar.
Aquilo que antes era automático passa a ser percebido como estranho ou ameaçador.
Aquilo que antes era automático passa a ser percebido como estranho ou ameaçador.
PRINCIPAIS MOTIVOS DA REJEIÇÃO AO BANHO
1. Medo e desorientação
A pessoa pode não entender o que está acontecendo. Água, retirada de roupas, mudança de ambiente e toque físico podem ser interpretados como ameaça.
A pessoa pode não entender o que está acontecendo. Água, retirada de roupas, mudança de ambiente e toque físico podem ser interpretados como ameaça.
2. Alterações sensoriais
O cérebro passa a interpretar estímulos de forma distorcida.
A água pode parecer fria demais, quente demais ou dolorosa.
O barulho do chuveiro pode ser agressivo.
A luz pode incomodar.
O toque pode ser percebido como brusco, mesmo quando é delicado.
O cérebro passa a interpretar estímulos de forma distorcida.
A água pode parecer fria demais, quente demais ou dolorosa.
O barulho do chuveiro pode ser agressivo.
A luz pode incomodar.
O toque pode ser percebido como brusco, mesmo quando é delicado.
3. Dificuldade de compreender comandos
Frases simples como “vamos tomar banho” podem não fazer mais sentido. A pessoa não consegue organizar mentalmente a sequência da ação e reage com resistência.
Frases simples como “vamos tomar banho” podem não fazer mais sentido. A pessoa não consegue organizar mentalmente a sequência da ação e reage com resistência.
4. Dor ou desconforto físico não verbalizado
Artrite, rigidez muscular, feridas, infecções urinárias ou dores internas fazem com que o banho seja associado à dor. Muitas vezes, a agressividade é a única forma possível de comunicação.
Artrite, rigidez muscular, feridas, infecções urinárias ou dores internas fazem com que o banho seja associado à dor. Muitas vezes, a agressividade é a única forma possível de comunicação.
5. Perda da noção de higiene
O cérebro pode não reconhecer mais a necessidade do banho. Para a pessoa, ela “não está suja”, e a insistência do cuidador parece sem lógica.
O cérebro pode não reconhecer mais a necessidade do banho. Para a pessoa, ela “não está suja”, e a insistência do cuidador parece sem lógica.
A vergonha de ser cuidado pelos próprios filhos
Um ponto fundamental — e muitas vezes ignorado — é o sentimento de vergonha.
Pais que sempre foram figuras de autoridade, provedores e cuidadores podem viver um sofrimento silencioso ao se verem nus, frágeis e dependentes diante dos próprios filhos. Mesmo com a demência avançando, esse sentimento pode permanecer presente.
A memória cognitiva falha, mas a memória emocional e o senso de pudor costumam resistir por muito mais tempo.
Para alguns pais, permitir que o filho ou a filha dê banho significa:
– sentir-se diminuído
– perder a dignidade
– vivenciar a inversão de papéis
– confrontar a própria fragilidade
– sentir-se diminuído
– perder a dignidade
– vivenciar a inversão de papéis
– confrontar a própria fragilidade
Essa vergonha raramente é verbalizada. Ela aparece como resistência, irritação, agressividade ou recusa.
É uma tentativa do pai ou da mãe de preservar o que ainda resta de sua identidade.
Como lidar de forma mais humana
– Evitar ordens diretas e confrontos
– Usar tom de voz calmo e frases simples
– Respeitar o tempo e os limites daquele dia
– Manter rotina previsível
– Adaptar o ambiente: menos barulho, menos frio, mais privacidade
– Manter o corpo coberto sempre que possível
– Avaliar dor, infecção ou desconforto físico
– Quando viável, considerar outro cuidador para o banho
– Aceitar que, em alguns dias, o banho completo não será possível
– Usar tom de voz calmo e frases simples
– Respeitar o tempo e os limites daquele dia
– Manter rotina previsível
– Adaptar o ambiente: menos barulho, menos frio, mais privacidade
– Manter o corpo coberto sempre que possível
– Avaliar dor, infecção ou desconforto físico
– Quando viável, considerar outro cuidador para o banho
– Aceitar que, em alguns dias, o banho completo não será possível
Cuidar não é impor. Cuidar é adaptar.
E, muitas vezes, cuidar é preservar a dignidade antes da higiene perfeita.
E, muitas vezes, cuidar é preservar a dignidade antes da higiene perfeita.
FONTE: https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla







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