Iniciativa criada por jovem com diabetes tipo 1 busca organizar, de forma segura, a troca e doação de insumos entre pacientes

Uma estudante de medicina com diabetes tipo 1 criou um projeto independente para organizar a troca e doação de insumos e medicamentos entre pessoas que convivem com a mesma condição no Brasil.
Giovanna Antonella Camilo da Silva, de 21 anos, mora em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, e recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 em 2016, aos 11 anos. A experiência pessoal com a doença e a vivência em serviços de saúde motivaram a criação do projeto Doce Jornada, que funciona como uma comunidade organizada de apoio entre pacientes e familiares.
A proposta surgiu a partir de práticas já existentes em grupos informais, especialmente no WhatsApp, onde pessoas com diabetes trocam informações e, em alguns casos, insumos. No entanto, segundo a idealizadora, a falta de organização dificultava o acesso e aumentava riscos.
Diagnóstico precoce e início da convivência com o diabetes tipo 1
Giovanna relata que o diagnóstico ocorreu após sinais clássicos da doença. Segundo ela, a mãe percebeu sede excessiva, perda rápida de peso e a presença de formigas após o uso do banheiro. No entanto, antes mesmo do resultado dos exames, houve piora do quadro clínico.
Ela deu entrada no hospital com cetoacidose diabética, uma complicação grave do diabetes tipo 1. Nesse contexto, a família precisou aprender rapidamente sobre insulina, monitoramento da glicemia e cuidados diários necessários para a sobrevivência.
Escolha pela medicina e rotina com diabetes

Desde cedo, Giovanna afirma que precisou estudar sobre saúde para lidar com o próprio tratamento. Portanto, a escolha pelo curso de medicina foi consequência direta da vivência com o diabetes.
Conciliar a rotina acadêmica com o autocuidado exigido pela doença, no entanto, não é simples. Ainda assim, ela explica que a disciplina desenvolvida ao longo dos anos facilitou a adaptação às exigências da graduação.
Falta de insumos e impacto na vida de pessoas com diabetes
Durante atendimentos em postos de saúde e farmácias, tanto como paciente quanto como estudante, Giovanna afirma ter presenciado situações recorrentes de falta de insumos.
Em alguns casos, segundo ela, pessoas precisaram racionar insulina ou escolher quais refeições fariam no dia. Nesse contexto, a percepção foi de que o problema nem sempre era apenas a escassez, mas também a ausência de organização na distribuição.
Doce Jornada: organização de uma prática já existente
A ideia do Doce Jornada começou a tomar forma a partir da observação de grupos comunitários de pessoas com diabetes tipo 1. Nesses espaços, trocas e doações já ocorriam, porém de maneira desorganizada.

Enquanto isso, anúncios se perdiam em meio a conversas, desabafos e informações diversas. Portanto, surgiu a proposta de criar um espaço específico para centralizar essas demandas.
O projeto funciona como uma plataforma intermediada, comparada pela própria idealizadora a uma “OLX de insumos”, mas sem qualquer finalidade comercial.
Como funciona a troca de insumos para diabetes
Giovanna intermedia a troca entre doadores e destinatários. A pessoa interessada entra em contato informando o que possui disponível para doação ou o que precisa receber.
Além disso, o projeto solicita informações detalhadas sobre marca, compatibilidade, quantidade e validade dos insumos. A equipe também exige fotos para conferência.
Os produtos devem estar lacrados e dentro do prazo de validade. Dependendo da localização dos envolvidos, a entrega é feita presencialmente ou via correio.
Cuidados, limites e responsabilidade do projeto
O Doce Jornada não oferece orientação médica e não substitui o acompanhamento profissional. Segundo a idealizadora, o projeto tem caráter social, voluntário e sem qualquer tipo de lucro.
A comunicação é feita de forma clara, com limites definidos. Ainda assim, o espaço também funciona como ponto de apoio emocional, já que muitas pessoas com diabetes relatam sentimentos de isolamento.
Impacto esperado e próximos passos
O objetivo central é reduzir o desperdício de insumos e facilitar o acesso em momentos críticos. Além disso, o projeto busca tornar mais segura uma prática que já acontece informalmente.
No futuro, a expectativa é estruturar melhor a iniciativa, possivelmente com uma plataforma própria e eventos presenciais. No entanto, o propósito inicial permanece: fortalecer a rede de apoio entre pessoas com diabetes tipo 1.
O projeto é aberto ao público, voltado à comunidade diabética e suas famílias. A divulgação, segundo a criadora, é essencial para ampliar o alcance e aumentar o número de doações.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/2026/01
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla






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