Pessoas que convivem com diabetes podem consumir macarrão desde que considerem quantidade, preparo e combinação dos alimentos, segundo explicações de nutricionista especialista na área.
A orientação foi detalhada pela nutricionista Carol Netto, especialista em diabetes, durante entrevista ao Portal Um Diabético, ao responder uma dúvida frequente entre pacientes: se massas devem ser evitadas ou apenas consumidas com critério.
Macarrão e diabetes: por que o alimento gera dúvidas
O macarrão pertence ao grupo dos carboidratos, que são convertidos em glicose após a digestão. Nesse contexto, seu consumo tende a impactar diretamente a glicemia, especialmente quando ocorre em grandes porções.
No entanto, segundo a especialista, o problema central não está no alimento isoladamente. A dificuldade aparece, principalmente, na porção, na forma de preparo e na ausência de proteínas e fibras no prato.
Além disso, refeições baseadas apenas em massa costumam concentrar grande quantidade de carboidratos, o que favorece picos glicêmicos.
Quantidade e combinação fazem diferença no controle glicêmico
De acordo com Carol Netto, pratos compostos apenas por macarrão tendem a elevar a glicemia de forma mais rápida. Por outro lado, refeições que combinam carboidratos com proteínas e fibras apresentam resposta glicêmica mais gradual.
Nesse contexto, massas acompanhadas de carnes, ovos ou queijos reduzem a velocidade de absorção da glicose. Ainda assim, a quantidade total consumida continua sendo um fator determinante.
Enquanto isso, refeições tradicionais com arroz, feijão, proteína e salada distribuem melhor os grupos alimentares, o que ajuda a moderar a resposta glicêmica.
Macarrão branco ou integral: o que muda na prática
O macarrão integral contém maior teor de fibras, o que contribui para uma absorção mais lenta da glicose. No entanto, a especialista ressalta que o consumo do macarrão tradicional também pode ocorrer, desde que acompanhado de estratégias nutricionais adequadas.
Nesse caso, a inclusão de proteínas e pequenas quantidades de gordura no prato auxilia no controle da glicemia. Portanto, a escolha não precisa ser restritiva, mas orientada.
Molhos e glicemia: atenção além do carboidrato
Molhos também influenciam o controle glicêmico. Preparações à bolonhesa, por exemplo, tendem a conter menos carboidratos por porção quando comparadas ao molho sugo, devido à presença da carne.
Já os molhos brancos, geralmente ricos em gordura, podem retardar a elevação da glicose no sangue. No entanto, esse efeito pode resultar em elevação glicêmica tardia, exigindo monitoramento por mais tempo após a refeição.
Portanto, o acompanhamento pós-prandial deve considerar não apenas a glicemia imediata, mas também medições entre três e cinco horas depois da refeição.
Macarrão cru ou cozido: erro comum na contagem de carboidratos
Um dos pontos mais relevantes destacados pela nutricionista envolve a pesagem do macarrão. Segundo ela, tabelas de composição de alimentos utilizam como referência o peso do macarrão cozido, já que ele é consumido hidratado.
Enquanto 100 gramas de macarrão cru podem conter cerca de 70 gramas de carboidratos, a mesma quantidade de macarrão cozido apresenta aproximadamente 30 gramas. Dessa forma, pesar o alimento ainda cru pode levar a erros importantes na contagem de carboidratos.
Nesse contexto, o equívoco impacta diretamente o cálculo de insulina e o controle glicêmico.
Estratégias práticas para quem vive com diabetes
Entre as orientações destacadas estão:
- Priorizar pratos completos, com carboidrato, proteína e fibras
- Evitar porções excessivas de massa
- Incluir salada ou legumes antes ou junto da refeição
- Monitorar a glicemia por mais tempo quando houver maior teor de gordura
- Utilizar sempre o peso do alimento cozido para contagem de carboidratos
Ainda assim, a especialista reforça que o consumo deve ocorrer dentro de um plano alimentar individualizado.
Diabetes e alimentação: equilíbrio, não exclusão
O consumo de macarrão não é proibido para pessoas com diabetes. No entanto, exige atenção aos detalhes que interferem na glicemia e no tratamento.
Portanto, informação adequada, acompanhamento profissional e monitoramento frequente continuam sendo ferramentas centrais para decisões alimentares seguras.
LINK: https://youtu.be/o2eAZSda1-g
Referências:
- Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Diretrizes 2023–2024
https://diabetes.org.br - American Diabetes Association (ADA) – Nutrition Therapy
https://diabetesjournals.org - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO)
https://www.nepa.unicamp.br/taco
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/2026/01
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abs
Carla






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