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sábado, 17 de janeiro de 2026

Conservantes comuns em alimentos podem aumentar o risco de câncer e diabetes tipo 2, apontam estudos

 

 

 Pesquisas científicas associam o consumo frequente de conservantes alimentares a inflamação, resistência à insulina e maior risco de câncer.

 

 conservante

 

 

Conservantes alimentares estão presentes em grande parte dos produtos industrializados consumidos diariamente. Eles aumentam a durabilidade e preservam características sensoriais. No entanto, estudos recentes passaram a associar alguns desses compostos a impactos negativos na saúde.

Nesse contexto, cresce a atenção entre pessoas que convivem com diabetes tipo 2. A condição já envolve inflamação crônica e alterações metabólicas. Portanto, fatores alimentares que possam agravar esse cenário merecem análise cuidadosa.

 

O que são conservantes alimentares e por que são amplamente utilizados

Conservantes são aditivos adicionados aos alimentos para inibir o crescimento de microrganismos e retardar a deterioração. Eles aparecem com frequência em carnes processadas, pães industrializados, bebidas, molhos prontos e produtos ultraprocessados.

Ainda assim, o problema não está no uso pontual. O principal ponto de atenção é o consumo frequente e cumulativo desses alimentos ao longo dos anos.

Nitritos e nitratos têm relação mais consistente com câncer

Nitritos e nitratos são usados principalmente em carnes processadas, como salsicha, presunto, mortadela e bacon. No organismo, essas substâncias podem formar nitrosaminas, compostos com potencial carcinogênico.

A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer classifica o consumo de carnes processadas como cancerígeno para humanos. A associação é considerada consistente, especialmente com câncer colorretal.

 

 

Além disso, dietas ricas nesses alimentos costumam ter excesso de gordura, sódio e calorias. Esse padrão alimentar também se relaciona ao aumento do peso corporal e à resistência à insulina.

Conservantes alimentares e diabetes tipo 2 entram no radar científico

Estudos observacionais indicam que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado a maior incidência de diabetes tipo 2. Um dos mecanismos propostos envolve alterações na microbiota intestinal.

Essas alterações favorecem inflamação sistêmica de baixo grau. Como resultado, há prejuízo na ação da insulina. Nesse cenário, o risco metabólico aumenta, especialmente em pessoas geneticamente predispostas.

No entanto, os pesquisadores destacam limitações importantes. A maior parte dos estudos é observacional. Portanto, não é possível afirmar causalidade direta, apenas associação.

Fosfatos adicionados também despertam preocupação

Fosfatos são usados para melhorar textura e retenção de água em alimentos industrializados. Eles estão presentes em carnes processadas, refrigerantes e produtos prontos.

Pesquisas conduzidas por instituições como a Universidade Harvard indicam que o excesso de fósforo adicionado pode estar associado a maior risco cardiovascular. Pessoas com diabetes já apresentam risco aumentado para esse tipo de complicação.

Por outro lado, o fósforo naturalmente presente em alimentos in natura não apresenta o mesmo efeito adverso observado nos aditivos.

Produtos diet e zero costumam combinar conservantes e adoçantes

Alimentos rotulados como diet ou zero frequentemente contêm adoçantes artificiais associados a conservantes. Embora reduzam o açúcar, esses produtos não são metabolicamente neutros.

Alguns estudos sugerem que certos adoçantes podem alterar a resposta glicêmica de forma indireta. Quando combinados a conservantes, o impacto metabólico ainda está sendo investigado. Ainda assim, as evidências seguem heterogêneas.

O impacto prático para quem convive com diabetes

Para pessoas com diabetes tipo 2, a principal recomendação é priorizar alimentos minimamente processados. Essa escolha reduz a exposição a conservantes e favorece melhor controle glicêmico.

Além disso, a leitura de rótulos ajuda a identificar aditivos como nitrito de sódio, nitrato de potássio e fosfato dissódico. Esse cuidado permite decisões mais conscientes no dia a dia.

Nesse sentido, sociedades médicas reforçam que a base do tratamento continua sendo alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional.

Redução de ultraprocessados é consenso, sem alarmismo

É importante destacar que conservantes aprovados passam por avaliação de segurança. O risco não está no consumo eventual, mas no padrão alimentar repetitivo e desequilibrado.

A Organização Mundial da Saúde recomenda reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados como estratégia global de promoção da saúde. Ainda assim, novos estudos seguem em andamento para esclarecer mecanismos específicos.

Referências científicas e institucionais

International Agency for Research on Cancer. Carcinogenicity of consumption of red and processed meat. The Lancet Oncology. DOI: 10.1016/S1470-2045(15)00444-1
BMJ. Consumption of ultra-processed foods and risk of type 2 diabetes. DOI: 10.1136/bmj-2023-078476
Harvard T.H. Chan School of Public Health. Phosphorus additives and cardiometabolic risk
World Health Organization. Healthy diet factsheet

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 


 

 

FONTE : https://umdiabetico.com.br/2026/01/09/conservantes-comuns-em-alimentos-podem-aumentar-o-risco-de-cancer-e-diabetes-tipo-2-apontam-estudos/

 

 

Câncer de Cólo de Útero

 

 

 

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Carla

 

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