Guia IBA – Quando insistir piora: ajustando o cuidado para evitar conflitos
Em diferentes momentos da demência, a pessoa passa a ter mais dificuldade para compreender orientações, organizar ações simples e lidar com frustrações. O que antes era automático exige um esforço que o cérebro já não consegue sustentar. Nessa fase, atitudes bem-intencionadas podem acabar aumentando o sofrimento.
Insistir, explicar repetidas vezes ou corrigir constantemente costuma nascer do amor e do desejo de ajudar. No entanto, quando o cérebro já não consegue acompanhar, essa insistência deixa de orientar e passa a gerar confusão, medo e reações emocionais intensas.
É comum que o cuidador se sinta perdido, sem entender por que algo tão simples passou a provocar resistência ou conflito.
O que acontece no cérebro
A demência compromete áreas responsáveis pela compreensão, planejamento, memória recente e controle emocional. Quando essas funções falham, a pessoa perde a capacidade de acompanhar explicações longas, processar correções ou lidar com múltiplas informações ao mesmo tempo.
Diante disso, o cérebro reage tentando se defender. E essa defesa pode aparecer como irritação, recusa, choro ou agressividade.
É limitação neurológica.
Sinais de que a insistência está piorando a situação
Alguns comportamentos indicam que a forma de conduzir está causando mais sofrimento do que ajuda:
– a pessoa se fecha ou se recusa a continuar a tarefa
– fica mais nervosa quando recebe muitas explicações
– reage com acusações ou desconfiança
– chora, grita ou se agita sem motivo aparente
– demonstra vergonha, medo de errar ou sensação de incapacidade
– fica mais nervosa quando recebe muitas explicações
– reage com acusações ou desconfiança
– chora, grita ou se agita sem motivo aparente
– demonstra vergonha, medo de errar ou sensação de incapacidade
Esses sinais mostram que o limite foi ultrapassado, mesmo sem intenção.
Por que insistir aumenta os conflitos
Quando a pessoa não consegue entender o que está sendo pedido, ela sente perda de controle. Essa sensação gera medo. E o medo, muitas vezes, se transforma em defesa.
Quanto mais se insiste, mais o cérebro entra em estado de alerta. E, nesse estado, não há aprendizado, apenas reação.
Como ajustar o cuidado no dia a dia
Mudar a forma de conduzir não significa abandonar o cuidado, mas torná-lo possível para quem já não consegue acompanhar como antes.
Algumas atitudes ajudam a reduzir conflitos:
– simplificar tarefas
– reduzir o número de palavras
– demonstrar em vez de explicar
– fazer junto, sem corrigir o tempo todo
– adaptar o ambiente
– oferecer ajuda antes que a frustração apareça
– reduzir o número de palavras
– demonstrar em vez de explicar
– fazer junto, sem corrigir o tempo todo
– adaptar o ambiente
– oferecer ajuda antes que a frustração apareça
Em muitos casos, parar, respirar e tentar novamente mais tarde evita uma crise inteira.
O impacto para o cuidador
Entender esse processo também protege quem cuida.
Você não precisa vencer todas as batalhas do dia.
Você não precisa provar que está certo o tempo todo.
Você não precisa vencer todas as batalhas do dia.
Você não precisa provar que está certo o tempo todo.
Preservar o vínculo é mais importante do que concluir uma tarefa.
Mensagem final
A pessoa com demência não está dificultando de propósito.
Ela está tentando se orientar em um mundo que já não faz sentido como antes.
Ela está tentando se orientar em um mundo que já não faz sentido como antes.
Cuidar, nesses momentos, exige mais do que técnica.
Exige adaptação, sensibilidade e humanidade.
Exige adaptação, sensibilidade e humanidade.
Escolher o caminho que causa menos dor é, muitas vezes, o maior gesto de cuidado.
FONTE: https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla







Nenhum comentário:
Postar um comentário
Vc é muito importante para mim, gostaria muito de saber quem é vc, e sua opinião sobre o meu blog,
bjs, Carla