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Guia IBA – Quando Eles Somem e Depois Voltam
As janelas de lucidez e os longos silêncios na demência
Há pessoas com demência que dormem muito.
E há outras que vão além disso.
Dormem dias seguidos. Às vezes, uma semana inteira.
Quase não acordam, quase não respondem, quase não interagem.
É como se tivessem “hibernado”.
E então, de repente, surgem.
Sentam na sala, olham ao redor e dizem algo simples, quase cotidiano:
“Olha eu aqui.” - (minha mãe fazia assim, como se nada tivesse acontecido.)
Para quem cuida, essa experiência é desconcertante. Mistura espanto, esperança, alívio e medo.
Mas é importante saber: isso acontece, e não é imaginação, exagero ou descuido.
Na demência, o cérebro não funciona de forma linear. Ele não apaga tudo de uma vez. Algumas redes cerebrais entram em longos períodos de desligamento funcional, enquanto outras permanecem preservadas por algum tempo.
Durante esses desligamentos profundos, a pessoa dorme quase continuamente, em um estado de economia máxima de energia.
Esses períodos não são coma, nem escolha consciente, são estados de baixa ativação cerebral, nos quais o corpo desacelera porque o cérebro já não consegue sustentar o contato com o mundo.
Em alguns momentos, ainda pouco compreendidos pela ciência, partes dessas redes se reorganizam temporariamente. Surgem, então, as chamadas janelas de lucidez.
Breves. Inesperadas. Intensamente marcantes.
É fundamental entender: essas janelas não significam recuperação, nem indicam que a doença regrediu.
Elas são momentos passageiros de reconexão, não um retorno sustentado.
Para a pessoa com demência, o tempo passado “hibernando” simplesmente não existiu. O cérebro não registra a ausência.
Para quem cuida, foram dias inteiros de vigília, espera e silêncio. Essa diferença de percepção gera um dos lutos mais difíceis: o luto ambíguo, em que a pessoa está viva, mas vai e volta do mundo.
Um ponto importante, e pouco dito, é que esses longos períodos de sono não costumam significar sofrimento contínuo. Muitas vezes, há menos dor e menos angústia do que imaginamos. O maior peso costuma recair sobre quem observa, ama e espera.
Compreender esse fenômeno não elimina a dor, mas ajuda o cuidador a não se culpar, a não criar falsas expectativas e a transformar o cuidado em presença serena, mesmo quando o outro parece ausente.
Pergunta final para o cuidador:
- Quando esses retornos inesperados acontecem, você consegue acolher o momento sem se cobrar explicações ou promessas de permanência?
FONTE
:
https://www.facebook.com/1sujeitochamadoalzheimer?__cft__[0]=AZaWpaCazt4TRChDNG2IU99CFQHUd0dHSxKoYlkCYC9jKqQZ1jiad_XarDfwigMCiwudcLB7gLeezUMKDCG4_ncvp7ZaP_-o7-9MNqa1v22kwK8AV8Pm6OKbBFQaQqgmKXIr4t6mUHlIChtgDmeDfWsPNjjZb8Yp7xE6azZeLzsCViRE8xFmJlSrUogsYxDA4Ik&__tn__=-UC%2CP-y-R



Câncer de Cólo de Útero
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abs
Carla





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