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Carla

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento teplizumabe, indicado para atraso do diagnóstico clínico do diabetes tipo 1. A decisão consta na Resolução-RE nº 897, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (9).
O medicamento será comercializado com o nome Tzield, produzido pela empresa Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.. O registro tem validade até março de 2036.
Nesse contexto, o produto foi aprovado como anticorpo monoclonal administrado por via intravenosa. O tratamento ocorre durante 14 dias consecutivos, em ambiente médico. Além disso, o objetivo da terapia é retardar a evolução da doença autoimune que leva ao diabetes tipo 1.
O teplizumabe atua diretamente sobre os linfócitos T, células do sistema imunológico que participam da destruição das células beta do pâncreas.
No diabetes tipo 1, o sistema imune passa a atacar essas células responsáveis pela produção de insulina. Como consequência, ocorre aumento da glicose no sangue e necessidade de tratamento com insulina.
Nesse contexto, o medicamento modula essa resposta imunológica. Portanto, a terapia desacelera a destruição das células produtoras de insulina.
Enquanto isso, o organismo mantém a produção de insulina por mais tempo, o que pode atrasar a progressão da doença para o estágio clínico.
Um ensaio clínico publicado no New England Journal of Medicine avaliou o uso do teplizumabe em pessoas com risco de desenvolver diabetes tipo 1. Segundo o estudo, o tratamento retardou o diagnóstico clínico da doença em média dois anos.
Ainda assim, esse intervalo pode trazer impacto na prática clínica. Por exemplo, o atraso no diagnóstico pode reduzir o risco de cetoacidose diabética no momento da descoberta da doença.
Além disso, o período adicional permite planejamento familiar e acompanhamento médico estruturado antes da fase de necessidade permanente de insulina.
O diabetes tipo 1 atualmente é dividido em três estágios clínicos. No estágio 1, a pessoa apresenta autoanticorpos associados à doença, mas ainda mantém glicemia normal. No estágio 2, surgem alterações glicêmicas, porém sem sintomas.
Já o estágio 3 corresponde ao diagnóstico clínico tradicional. Nesse cenário, o medicamento foi aprovado nos Estados Unidos para pessoas a partir de 8 anos que estejam no estágio 2 da doença. Ou seja, o tratamento depende da identificação prévia de autoanticorpos e alterações metabólicas antes do aparecimento dos sintomas.
A possibilidade de atrasar o diagnóstico do diabetes tipo 1 amplia a discussão sobre rastreamento de autoanticorpos.
A Sociedade Brasileira de Diabetes passou a enfatizar a importância desse rastreio, principalmente entre familiares de primeiro grau de pessoas com diabetes tipo 1.
Enquanto isso, o diagnóstico da doença ainda ocorre, na maioria dos casos, apenas quando os sintomas aparecem.
Portanto, identificar a doença em estágios iniciais pode permitir monitoramento antecipado e eventual uso de terapias modificadoras da doença.
No entanto, o rastreamento de autoanticorpos ainda não integra um programa nacional no Sistema Único de Saúde (SUS).
O teplizumabe não previne o diabetes tipo 1 de forma definitiva. A terapia tem como objetivo apenas retardar a progressão da doença.
Além disso, o medicamento pode causar efeitos adversos. Entre eles estão erupção cutânea, dor de cabeça e redução temporária de linfócitos.
Em casos raros, pode ocorrer síndrome de liberação de citocinas, condição que exige monitoramento médico durante o tratamento.
Nesse contexto, especialistas ressaltam a necessidade de acompanhamento em centros com experiência clínica.
Para pessoas que já vivem com diabetes tipo 1, o medicamento não substitui a insulina e não representa a cura. Ainda assim, o conceito de tratamento representa mudança na forma de lidar com a doença.
Enquanto o modelo atual inicia o cuidado após o diagnóstico clínico, terapias imunológicas buscam intervir antes do colapso metabólico.
Além disso, o atraso no diagnóstico pode reduzir o impacto do momento da descoberta da doença, principalmente em crianças e adolescentes.
Após mais de um século da descoberta da insulina por Frederick Banting, pesquisadores passaram a investigar terapias capazes de modificar a evolução do diabetes tipo 1.
Nesse cenário, o registro do teplizumabe marca a entrada de uma abordagem voltada para intervenção precoce no processo autoimune.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
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Carla

A glicose alta pode provocar alterações em diferentes partes do organismo. No entanto, muitas pessoas não associam o diabetes às complicações que surgem na boca.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), níveis elevados de glicose favorecem inflamações, infecções e perda dentária. Nesse contexto, especialistas apontam que o cuidado odontológico deve integrar o tratamento desde o diagnóstico.
Além disso, problemas bucais podem interferir no controle glicêmico. Portanto, a saúde bucal passa a ter papel direto na rotina de quem convive com diabetes.
A gengivite consiste em inflamação da gengiva. A condição aparece com frequência em crianças, adolescentes e adultos com diabetes. No entanto, quando recebe tratamento, o quadro pode ser revertido. A higiene bucal e o acompanhamento odontológico contribuem para controlar o problema.
A periodontite representa uma condição inflamatória crônica que afeta os tecidos que sustentam os dentes. Pessoas fora da meta glicêmica apresentam maior gravidade e progressão da doença. Na ausência de tratamento, pode ocorrer perda dentária.
Além disso, a periodontite favorece a circulação de bactérias e inflamação no organismo. Como resultado, os níveis de glicose podem aumentar. Estudos citados pela SBD apontam redução da hemoglobina glicada em pessoas com diabetes tipo 2 após tratamento da periodontite.
A doença cárie provoca perda da estrutura do dente. Em pessoas com diabetes, a condição pode surgir com maior facilidade. Quando não recebe tratamento, pode evoluir para infecções do canal radicular, o que exige tratamento de canal.
Pessoas com diabetes fora da meta glicêmica apresentam maior risco de perda dentária. A ausência de dentes pode afetar a mastigação e alterar a alimentação. Nesse cenário, alimentos macios passam a fazer parte da rotina. Por outro lado, esses alimentos podem conter mais gordura ou açúcar, o que interfere no controle da glicemia.
Más-oclusões correspondem ao desalinhamento dos dentes. Essa alteração pode prejudicar mastigação, dicção e deglutição. Crianças com diabetes também podem apresentar erupção dentária acelerada. Além disso, o uso de aparelho exige higiene bucal rigorosa para evitar gengivite e aumento do volume gengival.
Mucosite e peri-implantite afetam os tecidos ao redor de implantes dentários. Pessoas com diabetes fora da meta glicêmica podem apresentar inflamação nesses tecidos. Com o tempo, pode ocorrer perda do osso que sustenta o implante.
Pessoas com diabetes podem realizar cirurgias odontológicas, incluindo implantes. No entanto, quando a glicemia permanece elevada, a reparação dos tecidos pode ocorrer de forma mais lenta. Além disso, aumenta o risco de infecções após o procedimento.
A hipossalivação consiste na redução do fluxo de saliva. Essa condição pode ocorrer com maior frequência em pessoas com diabetes. A boca seca pode alterar o paladar e favorecer o surgimento de outras doenças bucais.
O mau hálito, conhecido como halitose, costuma ter origem na boca. No entanto, em pessoas com diabetes, a presença de corpos cetônicos pode alterar o odor do hálito. Esse cheiro pode lembrar frutas envelhecidas e indicar níveis elevados de glicose.
Além disso, pessoas com diabetes podem apresentar candidíase bucal com mais frequência, principalmente quando estão fora da meta glicêmica.
A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que toda pessoa com diagnóstico de diabetes realize exame odontológico e periodontal completo.
Esse encaminhamento deve ocorrer no início do tratamento. Além disso, o acompanhamento odontológico deve continuar de forma periódica.
Segundo a entidade, o monitoramento da saúde bucal integra o cuidado com o diabetes e contribui para o controle glicêmico.
LINK: https://youtu.be/ZqVkD_eY6ds
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
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