Hemoptise é a expectoração ou eliminação de sangue proveniente dos pulmões pela boca. Popularmente, é denominada “tosse ou catarro com sangue”.
A quantidade de sangue eliminada na hemoptise pode variar, sendo maciça quando grandes volumes são expelidos ou há pouco sangue misturado ao muco (catarro).
Deve-se encarar esse sintoma como sinal de alerta ou emergência e consultar um médico logo no início. A hemoptise pode ser um dos sintomas do câncer de pulmão, assim, é fundamental procurar um médico o mais breve possível.
Quais são as causas da hemoptise?
A hemoptise acontece em decorrência de distúrbios que afetam o sistema respiratório. Como principais causas da hemoptise podemos citar: tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica, bronquite, pneumonia e câncer de pulmão.
Quais são os sintomas da hemoptise?
Entre os principais sintomas da hemoptise, destacam-se:
tosse com sangue por mais de uma semana;
perda de peso sem causa aparente;
febre alta;
alteração na respiração;
dor no peito.
A hemoptise tem cura?
Sim, desde que a causa para a eliminação do sangue seja descoberta o mais rápido possível. Dessa forma, é fundamental procurar um médico assim que qualquer um dos sintomas relacionados a essa condição forem identificados para realizar exames complementares que identifiquem a causa.
Quais são as formas de tratamento da hemoptise?
O tratamento da hemoptise envolve diferentes especialidades. Médicos intensivistas, pneumologistas, cirurgiões de tórax, entre outros, visando proporcionar a melhor conduta no tratamento. A maioria dos casos de hemoptise indica internação para acompanhamento e atenção, com possível suplementação de oxigênio, caso indicado. Dependendo do caso, procedimentos como broncoscopia ou cirurgias podem ser indicados.
A Rede D’Or possui hospitais espalhados por seis estados brasileiros. Todas as instituições possuem selos de qualidade nacionais e internacionais, como o que é oferecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que são uma garantia de excelência no atendimento hospitalar.
Ao todo, são mais de 80 mil médicos das mais diversas especialidades, disponíveis para auxiliar no tratamento e no diagnóstico da hemoptise e de condições diversas.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Os dados são claros: no Brasil, mulheres negras com câncer de
mama são diagnosticadas em estágios mais avançados e
enfrentam taxas de mortalidade significativamente mais altas
que mulheres brancas — mesmo com menor incidência geral.
Um estudo conduzido pelo INCA reforça que essa disparidade
está ligada a fatores socioeconômicos, acesso à informação e
ao rastreamento, e também a vieses implícitos na assistência à
saúde.
Entender essas desigualdades é essencial para construir
políticas de rastreamento e cuidado mais equitativas — um
tema que precisa envolver a prática oncológica o ano inteiro,
não só em datas específicas.
Referência: Lopes da Silva, J. et al. Ethnic disparities in breast
cancer patterns in Brazil. Breast Cancer Research and
Treatment, 2024.
FONTE: https://www.instagram.com/oncologiabrasil/
informativo procure seu médico
abs
Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
A consulta termina com uma frase que muita gente não esperava ouvir: “Você vai precisar começar a usar insulina.” Na saída, surgem as perguntas: fiz algo errado? O diabetes avançou? Vou depender da insulina para sempre? Essas dúvidas, comuns entre pessoas com diabetes tipo 2 e seus familiares, abriram o episódio mais recente do DiabetesCast, que recebeu a endocrinologista Denise Franco, colunista e consultora médica do Portal Um Diabético.
Quando o médico indica insulina
Um dos cenários mais comuns é o diagnóstico recente com glicose muito alta. Segundo a Dra. Denise, o quadro costuma vir acompanhado de sinais claros:
“Se a gente tem pacientes que estão emagrecidos, com muitos sintomas, hemoglobina glicada mais elevada […] pode ser que a gente precise de insulina. Isso não quer dizer que, principalmente o paciente com diabetes tipo 2, vai precisar sempre de insulina.”
A hemoglobina glicada é o exame que mostra a média da glicose nos últimos três meses. Nesse momento, a insulina ajuda a reduzir a glicotoxicidade, o efeito prejudicial da glicose elevada sobre o próprio organismo. A médica também enfatiza que o uso também pode ser pontual.
“Situações onde, por exemplo, eu vou ficar internado, vou fazer uma cirurgia ou vou ter uma instabilidade. Muitas vezes, o uso da insulina é mais fácil de eu colocar e tirar do que usar uma medicação de ação mais prolongada, quando eu não sei se o paciente vai comer ou não”, explica a médica.
As diretrizes da Associação Americana de Diabetes (ADA) de 2026 seguem essa lógica de individualização. Para adultos com diabetes tipo 2 sem hiperglicemia grave, o documento prefere medicamentos baseados em GLP-1 à insulina no início do tratamento, e indica a insulina quando há sintomas de hiperglicemia. Ou seja, a insulina é considerada a mais potente para reduzir a glicose, mas nem sempre é o primeiro passo.
Insulina é sinal de que a doença piorou?
Para a Dra. Denise, a necessidade de usar insulina não significa necessariamente que o diabetes tenha piorado. Segundo ela, em algumas situações, a insulina pode ser necessária apenas temporariamente e ser retirada após a estabilização do quadro. No entanto, com o passar do tempo, a perda progressiva da função das células responsáveis pela produção de insulina pode fazer com que algumas pessoas com diabetes tipo 2 precisem do tratamento de forma permanente.
Ela também critica a associação entre insulina e fracasso: “A gente tem muito uma coisa ligada à insulina como se eu estivesse piorando a minha doença, como se eu estivesse pior. E, na verdade, é uma terapia”. Segundo a especialista, as terapias mais novas também mudaram o cenário.
“Cada vez menos a gente tem precisado da insulina rápida. Tem se usado muito mais insulina basal, porque as terapias novas melhoram a glicemia pós-refeição. A insulina rápida ainda é um bom recurso, que a gente pode usar quando necessário.”
Na gestação, a insulina tem um papel específico. Segundo a Dra. Denise, o tratamento do diabetes gestacional começa com mudanças no estilo de vida e orientação alimentar, incluindo o fracionamento adequado dos carboidratos. Quando essas medidas não são suficientes e há necessidade de medicação, a insulina é o tratamento de escolha.
No diabetes tipo 1, não há tratamento alternativo
No diabetes tipo 1, a situação é diferente. Segundo a Dra. Denise, como o pâncreas deixa de produzir insulina, a reposição do hormônio é indispensável para o tratamento. A especialista também ressalta que a insulina é essencial para as pessoas que dependem dela e continua sendo uma das principais formas de tratamento para o diabetes tipo 1. A descoberta e a utilização terapêutica da insulina, a partir de 1921, transformaram o prognóstico de uma doença que, até então, era frequentemente fatal.
NPH e análogos: qual a diferença?
A NPH é a insulina mais usada no país. Os análogos são versões modificadas da insulina humana, com ação mais longa. A Dra. Denise detalha a diferença:
“Para eu aumentar o tempo de ação da NPH, eu tenho que aumentar a quantidade. E aí eu aumento o meu risco de hipoglicemia. Em geral, para quem precisa de insulina o tempo todo, a NPH eu preciso aplicar duas vezes no mínimo. Os análogos podem chegar até 24 horas.”
Por que a insulina assusta
O medo tem base concreta: a hipoglicemia, que é a queda da glicose abaixo do nível seguro. Mas há também o peso das histórias. “A gente sabe o medo que as pessoas têm pelas histórias que são contadas de outras pessoas que já usaram insulina e tiveram alguns problemas”, diz a especialista. Para ela, o caminho é a orientação:
“Quando você vai começar a insulinizar um paciente, não é simplesmente fazer uma prescrição e mandar pra casa. Eu preciso ensinar como usar, ensinar a técnica de aplicação, ensinar o que pode acontecer, por exemplo, queda ou subida da glicemia. O paciente tem que voltar para casa sabendo qual é a dose que vai aplicar, como vai conservar a insulina dentro de casa. E, principalmente, o que ele faz quando tem risco de hipoglicemia ou de hiperglicemia.”
A médica reconhece que a dificuldade também está do lado de quem prescreve. “Muitas vezes não é nem que ele seja um mau médico, é que ele não teve ainda uma formação detalhada para iniciar essa terapia.”
Alergia à insulina é rara
Outra dúvida esclarecida no episódio é sobre alergia. A Dra. Denise explica que o risco é baixo: “É bem raro o caso de alergia com o uso de insulina, principalmente as insulinas mais novas. Os análogos novos diminuíram muito a incidência.”
Ainda assim, embora sejam incomuns, podem ocorrer reações alérgicas à insulina. Segundo a Dra. Denise, elas podem aparecer no local da aplicação, com sintomas como vermelhidão e coceira, e, em casos raros, evoluir para uma reação mais grave, como o choque anafilático. A especialista explica que, em algumas situações, a reação pode estar relacionada não à própria insulina, mas a componentes da formulação. Nesses casos, é possível investigar a causa e buscar uma alternativa adequada, sem necessariamente interromper o tratamento.
O que muda no Brasil
O Ministério da Saúde iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela glargina, de ação prolongada, no SUS. A mudança atinge, por ora, pessoas de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2, e depende de avaliação e prescrição médica. Pacientes não devem trocar a insulina por conta própria. Sobre a insulina semanal, a Dra. Denise diz:
“A gente vai ter aqui no Brasil, porque já tem no mundo, uma insulina basal que dura até sete dias. Já tem nos Estados Unidos, em alguns países da Europa, e no Brasil deve chegar ano que vem. A gente espera.”
A icodeca (Awiqli) foi aprovada pela Anvisa em março de 2025, mas não há data oficial confirmada de venda. Em 28 de setembro de 2026, a agência também aprovou o Kyinsu, que associa a icodeca à semaglutida, indicado para adultos com diabetes tipo 2. Entretanto, a aprovação não significa disponibilidade imediata nas farmácias.
O que muda no Brasil
Usar insulina não é, por si só, sinal de fracasso. Em muitos casos de diabetes tipo 2, é uma etapa do tratamento, às vezes temporária. No tipo 1, é indispensável. O risco de hipoglicemia é real, e por isso o aprendizado sobre o uso é parte do tratamento. A escolha do tipo de insulina e da dose depende de avaliação individual. A mensagem final da Dra. Denise resume o episódio:
“Continuo chamando que insulina é vida e é importante para a gente usar no dia a dia. A gente não pode falar mal dessa insulina. A insulina é boa. A gente só precisa saber utilizar, e treinar as pessoas que prescrevem.”
Quer saber mais sobre o uso da insulina no diabetes? Assista ao episódio completo do DiabetesCast.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento