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sábado, 12 de setembro de 2026

DIABETICO: Diabetes na menopausa: como ajustar a alimentação para essa nova fase do corpo

 


Mulher utiliza um leque para aliviar a sensação de calor durante a menopausa.



Nutricionista explica por que gordura abdominal, perda de massa muscular e mudanças na rotina pedem outra estratégia no prato.


Muitas mulheres relatam a mesma sensação no consultório: continuam comendo praticamente como comiam anos atrás, mas o corpo parece já não responder da mesma forma. Para quem convive com diabetes ou pré-diabetes, essa percepção costuma coincidir com o início da menopausa. Nessa fase, mudanças hormonais, perda de massa muscular e alterações na rotina se somam e pedem um olhar mais atento sobre a alimentação.

A nutricionista Mônica Calderari, especializada em nutrição da mulher 40+, explica ao Portal Um Diabético porque essa fase exige estratégias individualizadas. Ela também mostra como montar um prato que funcione para o novo momento do corpo.

Por que a alimentação ganha mais importância durante a menopausa

Segundo Calderari, a menopausa reúne diversos fatores que se sobrepõem ao mesmo tempo. Além da transição hormonal, o corpo passa por uma perda progressiva de massa muscular relacionada ao envelhecimento. Ao mesmo tempo, tende a acumular mais gordura na região abdominal. Nesse contexto, fogachos, alterações no sono e cansaço também podem interferir na forma como a mulher se alimenta e cuida da própria saúde.

Por isso, o acompanhamento nutricional nessa fase não se resume a uma dieta para baixar a glicose. Segundo a especialista, ele passa por avaliar qualidade e quantidade dos carboidratos, fibras, proteínas e gorduras. Envolve ainda a composição corporal, o sono, a atividade física e os riscos cardiovascular e ósseo. Essa individualização, aliás, tem respaldo científico. As diretrizes de 2026 da Associação Americana de Diabetes (ADA) recomendam terapia nutricional individualizada para pessoas com diabetes ou pré-diabetes. Elas reforçam que não existe um único padrão alimentar adequado para cada pessoa.

Gordura abdominal não é sentença nem coincidência

A nutricionista faz questão de esclarecer um ponto: entrar na menopausa não significa, obrigatoriamente, ganhar muito peso. O que costuma acontecer é uma mudança na composição corporal e na distribuição da gordura, com maior tendência ao acúmulo na região abdominal e visceral. Para quem já convive com diabetes ou pré-diabetes, essa mudança merece atenção, já que a gordura visceral está diretamente relacionada à saúde metabólica e cardiovascular.

“Duas mulheres podem pesar exatamente a mesma coisa e ter composições corporais muito diferentes”, explica Calderari.

No consultório, ela avalia circunferência abdominal, massa muscular, gordura corporal, histórico de peso e exames, e não apenas o número da balança.

Na alimentação, a estratégia passa por ajustar a quantidade adequada de energia, proteínas e fibras. Envolve também cuidar da qualidade e da quantidade dos carboidratos, priorizar gorduras de boa qualidade e reduzir a participação de ultraprocessados e bebidas açucaradas. Ainda assim, a especialista reforça que nenhum alimento resolve sozinho o acúmulo de gordura na barriga. O acompanhamento nutricional serve, sobretudo, para identificar os fatores que contribuem para aquela mudança corporal específica.

“Depois dos 40, preservar músculo deixa de ser apenas uma questão estética. É também uma questão de saúde, autonomia, independência e qualidade de vida para o envelhecimento.”

Mônica Calderari | Nutricionista especializada em nutrição da mulher 40+

Massa muscular ganha peso na conta

Um dos pontos centrais, segundo a especialista, é a preservação da massa muscular, que passa a ter papel ainda mais relevante nessa fase. Isso porque o músculo participa ativamente da utilização da glicose pelo organismo. Além disso, a perda de massa magra tende a se acentuar com o avanço da idade, o que reforça a importância desse cuidado nutricional específico.

Antes de simplesmente aumentar a proteína, é preciso avaliar se a ingestão de cada paciente está realmente insuficiente. Isso porque a quantidade ideal depende de idade, peso, composição corporal, atividade física e função renal.

Segundo Mônica, elevar a proteína acima das necessidades não demonstrou, por si só, melhorar o controle glicêmico ou o risco cardiovascular. Mas a ingestão insuficiente, especialmente durante processos de emagrecimento, também deve ser evitada. Além disso, a forma como essa proteína é distribuída ao longo do dia faz diferença direta no resultado. Isso vale para a prática de exercícios de força, como a musculação.

Carboidratos não são vilões, mas pedem estratégia

Para Calderari, o mais importante não é excluir o carboidrato da alimentação, mas aprender a escolher a fonte e ajustar a quantidade. Também é preciso observar com quais alimentos ele será combinado, já que as refeições são consumidas de forma completa. Arroz e feijão consumidos junto a vegetais, proteína e uma quantidade adequada de gordura geram uma resposta glicêmica diferente. O impacto muda quando comparado ao mesmo carboidrato refinado consumido sozinho.

Nesse sentido, a especialista prioriza vegetais, feijão, lentilha, grão-de-bico, frutas inteiras, aveia, sementes e grãos integrais. A escolha leva em conta a tolerância e a rotina de cada paciente. A recomendação da ADA é de pelo menos 14 g de fibras para cada mil calorias consumidas.

Alimentação e diabetes: as melhores combinações para o controle da glicose | DiabetesCast #25

Como fica o prato na prática

Para tornar o conceito mais visual, Mônica costuma explicar o prato ideal em proporções. Metade é composta por verduras e legumes variados. Um quarto traz uma boa fonte de proteína, como peixe, frango, ovos, tofu ou carne magra. O restante fica com uma fonte de carboidrato, em quantidade ajustada a cada mulher. Arroz e feijão podem, sim, fazer parte dessa composição.

A especialista reforça, no entanto, que esse desenho funciona como modelo educativo, não como prescrição universal. A quantidade de carboidrato de uma mulher que usa insulina, por exemplo, pode ser bem diferente da necessidade de outra. Medicamentos, glicemia, função renal e objetivos individuais também entram na conta. Por isso, a ADA recomenda que pessoas com diabetes ou pré-diabetes sejam acompanhadas por nutricionista. A terapia nutricional individualizada está associada a melhores resultados cardiometabólicos.

O erro mais comum é cortar tudo de uma vez

Para a nutricionista a restrição excessiva é um dos comportamentos mais frequentes. Diante do ganho de peso ou do aumento da barriga, muitas mulheres cortam pão, arroz, feijão, fruta e até o jantar. Com isso, retiram praticamente todo o carboidrato da rotina.

“Quando a alimentação é avaliada com mais profundidade, porém, o problema costuma ser outro. Pouca proteína, poucas fibras, distribuição inadequada das refeições e perda de massa muscular aparecem com frequência”, esclarece.

A especialista também observa dois extremos igualmente comuns. O primeiro é acreditar que qualquer produto com selo “zero”, “fit” ou “low carb” é automaticamente adequado para quem tem diabetes. O segundo é considerar o ganho de peso na menopausa como algo inevitável, contra o qual nada pode ser feito. Segundo Mônica, o acompanhamento nutricional deve ajudar a mulher a sair desses extremos. A meta é reduzir o medo de comer, mas com mais clareza sobre o que precisa mudar e por quê.

Como orientação final, a nutricionista recomenda não esperar a glicemia piorar para prestar atenção a essa nova fase. Pelo contrário, a menopausa pode ser uma oportunidade para reavaliar hábitos. Vale entender o que está faltando na alimentação e aprender a cuidar do corpo que se tem agora, e não daquele de anos atrás.







Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.


FONTE: https://umdiabetico.com.br/



informativo procure seu médico

abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

Ter plaquetas fora do intervalo normal pode ser um sinal de que algo precisa ser investigado.

 

Dr. Natalício Kern Filho


er plaquetas fora do intervalo normal pode ser um sinal de que algo precisa ser investigado. As plaquetas são células fundamentais para a coagulação do sangue, e tanto níveis baixos quanto elevados podem indicar problemas de saúde.
Consultar um hematologista é essencial para determinar a causa e definir o melhor tratamento.
Dr. Natalício Kern Filho - Médico Hematologista, Hemoterapeuta RQE10.418 | RQE 10.419, Medicina Interna | RQE 10.403. Preceptor Sírio Libanês CRM RS18819
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FONTE: https://web.facebook.com/Dr.NatalicioKernFilho?__cft__[0]=AZgCIVTd5gFApc3RV4sH2GuDt_DD6odkYllZfpyw_Ur4DL0D2gemipcbnL0XHE2zdZ1EY5B9HZRbirssf_tUvgg1BMHRt6dl-_Rc8DYqBgqEu9zbCYvoOya-SyfPAwsy5k8-Qh5H7WfOLe8Qwv_R4iNEA0brZAaGj1wUWcGo2ianqPycVdZD1YYu6J7RLABPKyqYAgXyzjQIDA&__tn__=-UC%2CP-R


 

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CÂNCER> A medula óssea é responsável pela produção de glóbulos vermelhos e plaquetas

 

Dr. Natalício Kern Filho


A medula óssea é responsável pela produção de glóbulos vermelhos e plaquetas. Quando temos anemia nosso corpo começa a superestimular a medula óssea, o que leva a um aumento das plaquetas. Se a deficiência de ferro persistir, a anemia continua, o corpo continua superestimulando a medula óssea e o aumento das plaquetas pioram.
Então, é necessário tratar a causa da anemia para normalizar a contagem de plaquetas!
Dr. Natalício Kern Filho - Médico Hematologista, Hemoterapeuta RQE10.418 | RQE 10.419, Medicina Interna | RQE 10.403. Preceptor Sírio Libanês CRM RS18819















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