Sofrito, preparação feita com tomate, alho, cebola e azeite, apareceu ao lado das frutas entre os fatores associados a menor risco estimado de diabetes tipo 2 em estudo realizado no Equador
Uma pesquisa publicada na revista científica Nutrients identificou uma associação entre maior adesão à dieta mediterrânea e menor risco estimado de diabetes tipo 2 em adultos no Equador. Entre os componentes analisados, o sofrito e o consumo regular de frutas apareceram relacionados a esse resultado.
O sofrito é uma preparação tradicional da culinária mediterrânea feita com tomate, alho, cebola ou alho-poró e azeite de oliva. Os pesquisadores avaliaram esse alimento como parte de um padrão alimentar mais amplo e não como um fator isolado.
O estudo não conclui que o consumo de sofrito ou de frutas previna o diabetes tipo 2. Os autores destacam que os resultados mostram uma associação observada em uma população específica, sem estabelecer uma relação de causa e efeito.
Pesquisa avaliou hábitos alimentares e risco de diabetes tipo 2
O trabalho reuniu 1.373 adultos entre 18 e 75 anos, moradores da cidade de Loja, no Equador. Nenhum participante possuía diagnóstico prévio de diabetes tipo 2.
Os pesquisadores utilizaram o questionário MEDAS-14 para medir a adesão à dieta mediterrânea. O risco de desenvolver diabetes nos próximos dez anos foi estimado por meio do FINDRISC, ferramenta validada para essa finalidade.
A pesquisa também considerou fatores como idade, atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, circunferência abdominal e composição corporal.
Os resultados mostraram que 85,8% dos participantes apresentaram baixa adesão à dieta mediterrânea. Esse grupo concentrou uma proporção maior de pessoas classificadas com risco moderado ou elevado para diabetes tipo 2.
Sofrito apareceu entre os componentes associados a menor risco
A análise dos componentes individuais da dieta identificou que o consumo regular de sofrito esteve associado a um risco aproximadamente 18% menor de diabetes tipo 2 em comparação com participantes que não consumiam a preparação.
Segundo os autores, o sofrito integra o padrão alimentar mediterrâneo, que também inclui maior consumo de frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais e azeite de oliva, além de menor ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.
O estudo não avaliou o impacto de qualquer tipo de refogado utilizado no dia a dia nem permite afirmar que a preparação, por si só, reduz o risco da doença.
Os pesquisadores apontam que compostos presentes nos ingredientes podem participar de mecanismos relacionados ao metabolismo da glicose e aos processos inflamatórios. O trabalho, porém, não foi desenvolvido para comprovar esses efeitos.
O que é o sofrito?
O sofrito é uma preparação tradicional da culinária mediterrânea utilizada como base para diferentes receitas.
A versão analisada no estudo inclui tomate, alho, cebola ou alho-poró e azeite de oliva, preparados lentamente. Os pesquisadores consideraram o consumo regular dessa preparação dentro do contexto da dieta mediterrânea como um todo.
O trabalho não avaliou outras formas de refogado nem comparou diferentes tipos de óleo ou métodos de preparo.
Consumo de frutas também esteve relacionado ao resultado
O consumo de frutas apareceu como outro fator associado ao menor risco estimado de diabetes tipo 2.
Os participantes que não consumiam frutas regularmente apresentaram risco 35% maior de desenvolver a doença quando comparados àqueles que mantinham esse hábito alimentar.
A associação permaneceu significativa mesmo após ajustes estatísticos que consideraram idade, sexo, tabagismo, índice de massa corporal e circunferência abdominal.
Os autores lembram que frutas inteiras fazem parte da dieta mediterrânea e integram padrões alimentares relacionados à saúde metabólica.
Excesso de peso e gordura abdominal seguiram entre os principais fatores
O estudo também reforçou fatores já conhecidos pela literatura científica sobre diabetes tipo 2.
O aumento do índice de massa corporal e da circunferência abdominal apareceu de forma consistente como um dos principais elementos associados ao maior risco da doença, tanto em homens quanto em mulheres.
Os pesquisadores também encontraram associação entre maior massa muscular e menor risco estimado de diabetes em análises específicas por sexo.
Os autores defendem que estratégias voltadas para a redução da gordura abdominal e a preservação da massa muscular podem contribuir para a saúde metabólica da população.
O que pode explicar a associação observada
O trabalho apresenta hipóteses para explicar a relação encontrada entre o sofrito e o menor risco estimado de diabetes tipo 2.
O tomate fornece licopeno, composto relacionado ao estresse oxidativo. O alho e a cebola contêm substâncias sulfuradas que podem participar de processos ligados à ação da insulina. O azeite de oliva integra a base da dieta mediterrânea e fornece gorduras monoinsaturadas e polifenóis.
Os pesquisadores não avaliaram diretamente esses mecanismos. As informações aparecem na discussão científica como possíveis explicações para os resultados observados.
Estudo não comprova que alimentos isolados previnem diabetes
Os autores reconhecem limitações importantes na pesquisa.
O desenho transversal permite identificar associações entre hábitos alimentares e risco de diabetes tipo 2, mas não demonstra relações de causa e efeito. Por isso, os resultados não permitem afirmar que o consumo de sofrito ou frutas previna a doença.
Os dados sobre alimentação foram obtidos por questionários respondidos pelos próprios participantes, o que pode gerar diferenças entre o consumo relatado e os hábitos reais.
Outra limitação envolve a população estudada. Os participantes pertenciam a uma coorte de trabalhadores urbanos do Equador, o que restringe a aplicação dos resultados para outras realidades.
Os pesquisadores defendem estudos de longo prazo para confirmar as associações observadas e compreender melhor os mecanismos envolvidos.
Alimentação integra um conjunto de fatores relacionados ao diabetes tipo 2
Os resultados reforçam que a alimentação faz parte de um conjunto mais amplo de fatores relacionados ao risco de diabetes tipo 2.
O estudo também identificou associações envolvendo idade, tabagismo, excesso de peso e gordura abdominal. Esses elementos continuam entre os principais fatores ligados ao desenvolvimento da doença.
A pesquisa sugere que padrões alimentares com maior presença de frutas, vegetais e preparações tradicionais podem integrar estratégias voltadas à saúde metabólica, sem substituir medidas já estabelecidas para prevenção e acompanhamento do diabetes tipo 2.
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de
Nem toda confusão mental, alteração de comportamento ou perda de memória é sinal de demência ou Alzheimer, ás vezes, o cérebro está apenas reagindo a um problema que começou em outro lugar do corpo.
Quando uma mudança rápida envolve agitação, desorientação ou esquecimento, o corpo pode estar tentando avisar que algo não vai bem.
Condições que imitam a demência:
• Infecção Urinária (ITU): Especialmente em idosos, pode causar confusão mental, agitação e alucinações. Muitas vezes esses sinais aparecem antes dos sintomas urinários surgirem.
• Desidratação: A falta de água provoca fraqueza, tontura, sonolência e dificuldade de concentração.
• Alterações na Tireoide: Tanto o hipo quanto o hipertireoidismo geram lentidão de raciocínio, esquecimentos e oscilações de humor.
• Deficiência de Vitamina B12: Causa falhas de memória, confusão mental e fraqueza.
• Distúrbios do Sono: Apneia ou noites mal dormidas afetam diretamente a atenção, a memória e a tomada de decisões.
• Efeitos de Medicamentos: Mudanças recentes na medicação podem causar sonolência excessiva, desorientação e risco de quedas.
E se a pessoa já tem demência?
Mesmo em pacientes diagnosticados, uma piora súbita não deve ser vista como evolução natural da doença. Infecções, dor, desidratação e constipação podem agravar temporariamente os sintomas.
O que é o Delirium? É uma alteração aguda e repentina das funções cerebrais causada por um problema físico, como uma infecção. É uma emergência médica reversível e não uma demência definitiva.
Quando procurar ajuda médica imediatamente?
• Confusão mental ou sonolência excessiva que surgiram de forma rápida.
• Mudança repentina de comportamento ou alucinações inéditas.
• Piora abrupta no funcionamento habitual do idoso.
Lembre-se: Investigar a causa real antes de assumir que é da idade pode devolver a qualidade de vida ao paciente e tranquilizar a família.
Instituto Berna Almeida (@institutobernaalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: Um Sujeito Chamado Alzheimer
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Carla
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O avanço das síndromes demenciais impõe desafios que vão muito além do comprometimento da memória, um dos fenômenos mais complexos e menos compreendidos no ambiente doméstico é a progressiva dificuldade de comunicação, que frequentemente se assemelha a uma perda auditiva. Na fase avançada da doença, é comum que o familiar pareça não escutar os chamados ou ignore as orientações verbais.
No entanto, na maioria dos casos, o que ocorre não é uma falência do aparelho auditivo, mas sim uma alteração cognitiva profunda conhecida como surdez neurológica ou central.
A recepção física do som permanece intacta, o que significa que o ouvido capta as ondas sonoras normalmente. O comprometimento real ocorre nas áreas corticais do cérebro responsáveis por processar, decodificar e traduzir esses estímulos sonoros em informações compreensíveis, tecnicamente chamada de Agnosia Auditiva, essa condição faz com que as palavras percam o significado, transformando o idioma nativo em um conjunto de sons incompreensíveis para o paciente.
Essa perda do processamento central manifesta-se de maneiras específicas na rotina diária:
A incapacidade de diferenciar a voz humana de ruídos do ambiente, como o som de televisores ou eletrodomésticos, gerando sobrecarga sensorial.
A perda da atenção sustentada, impedindo que o familiar fixe o foco em frases longas ou explicações complexas.
Reações de isolamento ou apatia, decorrentes da exaustão neurológica ao tentar decifrar os estímulos ao redor.
Respostas paradoxais, em que o familiar se assusta com a aproximação verbal por não compreender a intenção da fala.
Compreender que esse comportamento é um sintoma neurológico e não uma recusa deliberada ou teimosia redefine completamente a abordagem do cuidador familiar.
Métodos convencionais como elevar o tom de voz ou gritar são ineficazes e contraproducentes, o cérebro comprometido pela demência interpreta volumes altos ou sons agudos como uma ameaça iminente, o que costuma deflagrar crises de agitação, ansiedade ou agressividade defensiva.
O manejo técnico adequado exige a adaptação dos canais de comunicação, priorizando a linguagem não verbal.
Para estabelecer um contato efetivo, o cuidador deve reduzir os ruídos de fundo antes de iniciar o diálogo, a aproximação deve ser sempre frontal, posicionando-se estritamente na linha do olhar do familiar, as mensagens verbais precisam ser simplificadas, utilizando frases curtas, pausadas e de comando único.
Acima de tudo, o toque afetivo seguro e a expressividade facial devem anteceder a fala, fornecendo ao paciente a previsibilidade e a segurança necessárias para que ele se sinta conectado, mesmo quando as palavras já não fazem sentido.
Instituto Berna Almeida – Orientação Técnica e Apoio aos Cuidadores Familiares
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Carla
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