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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Início do inverno: o que quem tem diabetes precisa saber sobre os cuidados com os pés

 



Com o início do inverno, a SBD orienta os cuidados com os pés que podem prevenir complicações graves em quem vive com diabetes



O inverno começou neste domingo (21), e com ele chegam calçados mais fechados, meias mais grossas e noites mais frias. Para a maioria das pessoas, essa mudança é só uma questão de conforto. Para quem vive com diabetes, ela também representa um alerta: os pés ficam mais cobertos, menos inspecionados e expostos a situações que, combinadas com a neuropatia diabética, podem evoluir para lesões graves.

A neuropatia periférica é uma das complicações mais comuns do diabetes e reduz ou elimina a sensibilidade nos membros inferiores. Isso significa que ferimentos, pressões excessivas e queimaduras podem ocorrer sem dor, e sem que a pessoa perceba a tempo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), aproximadamente 20% das internações de pessoas com diabetes são motivadas por lesões nos pés. A maioria dessas complicações é evitável com autocuidado sistemático e orientação adequada.

Por que o frio representa um risco a mais para os pés

No inverno, alguns hábitos aparentemente inofensivos se tornam fatores de risco relevantes para quem tem diabetes. O uso de bolsas térmicas, escalda-pés ou qualquer fonte de calor direta nos membros inferiores é contraindicado: a temperatura pode ser alta demais sem que a pessoa perceba, causando queimaduras que dificilmente cicatrizam com rapidez.

O ressecamento da pele, mais intenso na estação fria, é outro ponto de atenção. A pele seca racha, e as fissuras, mesmo as pequenas, funcionam como porta de entrada para infecções. O frio também costuma desestimular a inspeção diária dos pés, já que ficam cobertos por mais tempo. Mas é justamente nessa época que o monitoramento precisa ser mantido com mais disciplina.

A inspeção diária dos pés: simples, eficaz e inegociável

A SBD orienta que a inspeção dos pés seja feita todos os dias, sem exceção. O exame deve incluir a sola, os calcanhares e a região entre os dedos. A orientação é ficar de olho em áreas onde lesões costumam aparecer primeiro e passam despercebidas com mais facilidade. Quem tiver dificuldade para visualizar a planta do pé pode usar um espelho ou pedir ajuda a um familiar.

Os sinais que pedem atenção imediata incluem alteração de cor na pele, bolhas, calos ou ferimentos e variação de temperatura no pé. Inchaço, odor ou secreção também exigem avaliação profissional sem demora. Em nenhum caso se deve recorrer à automedicação ou à manipulação em casa.

Higiene, hidratação e cuidado com as unhas

A limpeza diária dos pés deve ser feita com água morna e sabão neutro. Após lavar, a secagem precisa ser completa, especialmente entre os dedos: a umidade acumulada nessa região favorece o surgimento de fungos e pequenas lesões que podem se agravar rapidamente.

A hidratação dos pés com creme ou loção específica é recomendada pela SBD para prevenir o ressecamento e as rachaduras. O único cuidado é não aplicar o produto entre os dedos, onde o excesso de umidade é prejudicial.

O corte das unhas deve ser feito de forma reta, sem arredondar os cantos. O corte inadequado é uma das causas mais comuns de encravamento e feridas. Além disso, calos, calosidades e unhas encravadas não devem ser tratados em casa: o procedimento deve ser realizado por podólogo ou enfermeiro estomaterapeuta com experiência em diabetes.

Calçados: a escolha certa faz toda a diferença

A seleção de sapatos para pessoas com diabetes é tratada pela SBD como uma prescrição clínica. O calçado adequado precisa ter parte anterior ampla para acomodar os dedos sem pressão e solado antiderrapante com espessura mínima de 20 mm. A ausência de costuras internas é igualmente necessária. Palmilha removível e fechamento regulável são outros critérios importantes.

O Departamento de Pé Diabético da SBD criou o Selo de Calçado Adequado, que certifica modelos que atendem a critérios técnicos de segurança. Entre os parâmetros avaliados estão: peso máximo de 400 g, rigidez adequada no médio pé, fixação no calcanhar e salto de até 2 cm. Andar descalço, inclusive dentro de casa, é um fator de risco direto para ulcerações e deve ser evitado.

Antes de calçar qualquer sapato, a recomendação é inspecionar o interior do calçado com a mão. Objetos pequenos, dobras na palmilha ou irregularidades podem causar lesões que a neuropatia impede de sentir. Por isso, esse cuidado deve ser repetido toda vez que o calçado for colocado.

Controle glicêmico e cicatrização

O controle da glicemia é parte integrante dos cuidados com os pés. A glicose elevada prejudica a circulação sanguínea e a resposta imunológica, tornando qualquer ferida mais difícil de cicatrizar e mais suscetível a infecções. Por isso, manter a glicemia dentro das metas estabelecidas pelo médico é, ao mesmo tempo, prevenção e tratamento.

Neste contexto, a SBD orienta que pessoas com diabetes realizem avaliação periódica dos pés na consulta médica ou de enfermagem, mesmo sem sintomas aparentes. A identificação precoce de alterações de sensibilidade, circulação ou estrutura óssea permite intervenções antes que qualquer lesão se instale.

 Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora
FONTE:  https://umdiabetico.com.br/




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⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

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Por que a hipoglicemia é mais comum durante viagens em pessoas com diabetes?

 




Mudanças que passam despercebidas durante uma viagem podem interferir no controle da glicose






A hipoglicemia em viagens pode ocorrer com mais frequência do que muitas pessoas imaginam. Mudanças nos horários das refeições, caminhadas mais longas, atrasos em aeroportos, alterações no clima e adaptações na rotina estão entre os fatores que podem aumentar o risco de glicemia baixa durante deslocamentos.

Viajar costuma representar uma pausa na rotina. Horários diferentes, deslocamentos longos, refeições fora do padrão e passeios podem fazer parte da programação. Para pessoas com diabetes, essas mudanças também exigem atenção ao controle da glicemia.



A hipoglicemia, caracterizada pela queda dos níveis de glicose no sangue, pode ocorrer com mais frequência durante viagens. O motivo está relacionado a fatores que muitas vezes passam despercebidos, como alterações nos horários das refeições, aumento da atividade física, mudanças climáticas e até mesmo viagens de avião.

Especialistas orientam que pessoas com diabetes façam um planejamento antes de viajar e mantenham o monitoramento da glicemia durante todo o deslocamento.

Viagens de avião também exigem monitoramento

As viagens aéreas reúnem vários fatores que podem influenciar o controle da glicemia ao mesmo tempo.

Antes mesmo do embarque, muitas pessoas enfrentam mudanças nos horários das refeições, longos períodos de espera e deslocamentos extensos dentro de aeroportos. Em voos com conexão, atrasos ou mudanças de portão podem prolongar ainda mais o tempo sem alimentação.


Uma conexão atrasada, uma mudança de portão ou um voo que não sai no horário previsto podem fazer com que a pessoa permaneça mais tempo sem se alimentar do que havia planejado, aumentando o risco de glicemia baixa em algumas situações.

Para quem utiliza insulina, esse cenário pode aumentar o risco de hipoglicemia quando a medicação continua agindo enquanto a ingestão de alimentos ocorre em horários diferentes dos habituais.

Além disso, especialistas alertam que alterações na pressão atmosférica durante o voo podem interferir no funcionamento de bombas de insulina. A expansão de pequenas bolhas de ar presentes no reservatório do dispositivo pode resultar na liberação não planejada de insulina, aumentando o risco de queda da glicemia em algumas situações.

Outro fator que merece atenção é que muitas pessoas permanecem várias horas sentadas durante o deslocamento e acabam consumindo menos água do que o habitual. A desidratação pode dificultar o controle glicêmico e tornar o monitoramento ainda mais importante.

Por esse motivo, recomenda-se verificar a glicemia com maior frequência durante viagens aéreas, manter carboidratos de rápida absorção na bagagem de mão e levar todos os materiais utilizados no tratamento em local de fácil acesso.

Fuso horário pode exigir atenção extra

Viagens nacionais e internacionais que envolvem mudança de fuso horário podem impactar diretamente o tratamento.

Em alguns casos, o dia fica mais curto. Em outros, mais longo. Essas diferenças podem alterar a relação entre alimentação, aplicação de insulina e horários habituais do tratamento.

Uma pessoa que aplica insulina sempre no mesmo horário pode precisar de orientação específica ao viajar para locais com fusos diferentes. Isso acontece porque a duração do dia pode mudar durante o deslocamento, exigindo ajustes individualizados no tratamento.

O ajuste de doses e horários deve ser planejado com antecedência junto à equipe de saúde, especialmente em viagens internacionais.

Mais caminhada significa maior consumo de glicose

Muitas pessoas caminham mais durante as viagens do que na rotina habitual. Longos percursos em aeroportos, passeios turísticos, deslocamentos entre atrações e até o transporte de malas aumentam o gasto energético do organismo.

Os músculos utilizam glicose como fonte de energia. Por isso, o aumento da atividade física pode contribuir para episódios de hipoglicemia quando não existe um planejamento adequado da alimentação ou do tratamento.

Em participação no DiabetesCast, a endocrinologista Denise Franco destacou que a prevenção continua sendo uma das principais estratégias para reduzir episódios de glicemia baixa.

“Quando a gente consegue lidar com prevenção de hipoglicemia, isso sempre é melhor.”

Temperatura pode influenciar a absorção da insulina

Mudanças de clima também podem interferir no controle glicêmico.

Ao viajar de uma região fria para um local mais quente, a circulação sanguínea periférica pode sofrer alterações. Isso pode acelerar a absorção da insulina aplicada e aumentar o risco de glicemia baixa em algumas pessoas.

Por esse motivo, observar o comportamento da glicose nos primeiros dias da viagem pode ajudar na identificação de mudanças relacionadas ao clima.

Desidratação, náuseas e enjoo merecem atenção

Viagens longas podem provocar desconfortos gastrointestinais em algumas pessoas.

Náuseas, vômitos e enjoos podem dificultar a alimentação adequada. Ao mesmo tempo, a insulina ou os medicamentos utilizados para o tratamento continuam agindo no organismo.

A combinação entre menor ingestão de alimentos e ação dos medicamentos pode favorecer episódios de hipoglicemia.

A desidratação também pode dificultar o controle glicêmico e reforça a importância da hidratação ao longo da viagem.

Alguns sintomas podem ser confundidos com o cansaço da viagem

Um desafio comum é identificar os sinais de hipoglicemia durante deslocamentos.

Tremores, suor excessivo, tontura, sonolência, dificuldade de concentração, fraqueza e sensação de mal-estar podem ser confundidos com cansaço, estresse ou falta de sono.

Por isso, especialistas recomendam verificar a glicemia sempre que surgirem sintomas que levantam suspeita de uma possível queda da glicose.

Monitoramento frequente ajuda a reduzir riscos

O acompanhamento da glicemia durante a viagem pode ajudar a identificar alterações antes que elas se tornem um problema maior.

Pessoas que utilizam sensores contínuos de glicose conseguem acompanhar os níveis em tempo real. Já quem utiliza glicosímetro pode aumentar a frequência das medições durante deslocamentos, passeios e mudanças de rotina.

O monitoramento também permite avaliar o impacto de fatores como alimentação, atividade física e clima sobre a glicemia.

Pedir ajuda também faz parte do planejamento

Informar familiares, amigos ou companheiros de viagem sobre o diabetes pode ser uma medida importante.

Em situações de hipoglicemia, pessoas próximas podem ajudar na identificação dos sintomas e oferecer apoio até que a glicemia volte aos níveis adequados.

O planejamento também inclui levar fontes de carboidrato de rápida absorção durante todo o deslocamento. Em participação no Diabetes Cast, a endocrinologista Denise Franco lembrou que o tratamento da hipoglicemia deve acompanhar a pessoa com diabetes em qualquer situação.

“Ter diabetes, automaticamente, é você ter sempre alguma coisa de tratamento de hipo. Da mesma forma que eu saio com a minha medicação e com a minha insulina, a opção de tratamento de hipo tem que caminhar junto.”

Sachês de mel, glicose em gel, açúcar, balas ou outras fontes de carboidrato de rápida absorção orientadas pela equipe de saúde podem ser mantidos na bolsa, mochila ou mala de mão durante toda a viagem.

Nem todo alimento doce corrigir a hipoglicemia da mesma forma

Durante uma viagem, muitas pessoas recorrem ao primeiro alimento disponível ao perceber sintomas de hipoglicemia. No entanto, especialistas explicam que nem todos os alimentos ricos em açúcar apresentam a mesma velocidade de absorção.

No DiabetesCast, Denise Franco explicou que alimentos como chocolates podem não ser a opção mais eficiente para corrigir uma hipoglicemia porque contêm gordura, o que retarda a absorção do açúcar pelo organismo.

Em situações de emergência, fontes de carboidrato de rápida absorção costumam ser as mais indicadas, como sachês de açúcar, glicose em gel, mel, refrigerante comum ou sucos açucarados. A definição da melhor estratégia deve seguir as orientações da equipe de saúde responsável pelo tratamento.

Em situações de hipoglicemia, a recomendação é seguir o plano de tratamento orientado pela equipe de saúde e confirmar a recuperação da glicemia por meio do monitoramento.

Como reduzir o risco de hipoglicemia durante viagens

Planejar a viagem com antecedência pode ajudar no controle da glicemia. Verificar os horários das refeições, monitorar a glicose com mais frequência, manter carboidratos de rápida absorção por perto e conversar com a equipe de saúde sobre possíveis ajustes no tratamento são medidas que podem contribuir para uma viagem mais tranquila.

O planejamento do tratamento antes da viagem e o monitoramento da glicemia durante o deslocamento estão entre as medidas recomendadas para reduzir o risco de hipoglicemia e lidar com as mudanças de rotina que costumam acompanhar os deslocamentos.



FONTE:  https://umdiabetico.com.br/hipoglicemia-comum-viagens-pessoas-com-diabetes/






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24 de junho | Dia Mundial de Prevenção a Quedas

 





Pastoral da Pessoa Idosa - Oficial 


Nesta data, a Pastoral da Pessoa Idosa lembra que a segurança do ambiente e o acolhimento andam juntos. Adaptar a casa com respeito à história de cada um e ouvir sem julgar são os primeiros passos para proteger e promover autonomia.
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