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sexta-feira, 27 de março de 2026

27/03 DIA CÂNCER COLORRETAL

 

 Câncer colorretal: alta carga epidemiológica, prevenção possível e urgência crescente de rastreamento mais efetivo

 

 

Câncer colorretal: alta carga epidemiológica, prevenção possível e urgência crescente de rastreamento mais efetivo

Mesmo com técnicas capazes de detectar e remover lesões precursoras, o câncer colorretal segue entre os tumores mais incidentes e letais no mundo e no Brasil.

O câncer colorretal permanece como um dos principais desafios oncológicos contemporâneos porque combina três características incômodas: alta incidência, elevada mortalidade e potencial real de prevenção. Segundo a IARC, em 2022 foram diagnosticados mais de 1,9 milhão de casos no mundo, com mais de 900 mil mortes, o que o coloca entre os cânceres mais frequentes globalmente e como a segunda principal causa de morte por câncer. O aspecto mais áspero desse quadro é que boa parte dessa carga poderia ser reduzida com estratégias de rastreamento efetivas e amplamente implementadas.

No Brasil, a doença também ocupa posição de destaque. A estimativa nacional para 2023–2025 aponta cerca de 45 mil casos novos por ano de câncer de cólon e reto, reforçando sua relevância assistencial e de saúde pública. Além da carga absoluta, o tema ganhou novo peso com a preocupação crescente sobre diagnóstico em faixas etárias mais jovens, ainda que a maior parte dos casos continue concentrada em adultos mais velhos.

Do ponto de vista preventivo, o câncer colorretal é emblemático porque o rastreamento não serve apenas para detectar doença em fase inicial; ele pode interromper a progressão adenoma-carcinoma ao identificar e remover lesões precursoras. Esse é um detalhe central e frequentemente mal comunicado fora dos círculos técnicos: em alguns tumores, o rastreamento antecipa diagnóstico; no colorretal, ele também pode reduzir incidência. O próprio material do INCA sobre detecção precoce destaca que a redução de incidência ocorre justamente quando o rastreamento identifica lesões pré-malignas passíveis de tratamento antes da transformação neoplásica.

Os fatores de risco modificáveis continuam relevantes e não deveriam ser eclipsados pelo fascínio contemporâneo por biomarcadores e terapias-alvo. O INCA destaca a associação entre excesso de gordura corporal e maior risco de câncer colorretal, com relação dose-resposta, além do papel de padrões alimentares inadequados, sedentarismo, álcool e tabaco no risco global da doença. Nada disso é novo, mas o óbvio também adoece quando ignorado.

Em rastreamento, a discussão internacional mudou de patamar. Tanto a USPSTF quanto a American Cancer Society recomendam iniciar o rastreamento de indivíduos de risco médio aos 45 anos, e não mais aos 50, refletindo a preocupação com aumento de casos em adultos mais jovens e o balanço favorável entre benefício e risco nessa faixa etária. Entre 45 e 75 anos, o rastreamento é recomendado de rotina, com diferentes opções baseadas em testes fecais sensíveis e exames estruturais, conforme contexto, disponibilidade e preferência informada.

 

 

 

No Brasil, a implementação ainda é mais heterogênea e menos organizada do que seria desejável. A distância entre recomendação, oferta real e adesão efetiva segue sendo parte importante do problema. Esse é justamente o tipo de lacuna em que a medicina baseada em evidências encontra o barro do mundo real: ter exame disponível não é o mesmo que ter programa populacional funcional.

No tratamento, a oncologia colorretal avançou de forma importante, sobretudo com refinamento molecular e ganho de espaço da imunoterapia em subgrupos selecionados, como tumores dMMR/MSI-H no cenário avançado. Mas, do ponto de vista populacional, a principal mensagem continua quase anti-hype: nenhuma inovação sistêmica terá o mesmo impacto amplo sobre mortalidade que um rastreamento bem estruturado, com diagnóstico precoce e remoção de lesões precursoras. Em câncer colorretal, o futuro terapêutico importa; mas o presente preventivo continua sendo a ferramenta mais poderosa.

Referências

  1. International Agency for Research on Cancer. Colorectal cancer [Internet]. Lyon: IARC; 2025 [cited 2026 Mar 9]. Available from: https://www.iarc.who.int/cancer-type/colorectal-cancer/
  2. Santos MO, Lima FCS, Martins LFL, Oliveira JFP, Almeida LM, Cancela MC. Estimativa de incidência de câncer no Brasil, 2023-2025. Rev Bras Cancerol. 2023;69(1):e-213700.
  3. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Detecção precoce do câncer [Internet]. Rio de Janeiro: INCA [cited 2026 Mar 9]. Available from: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/deteccao-precoce-do-cancer.pdf
  4. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Câncer de intestino: versão para profissionais de saúde [Internet]. Rio de Janeiro: INCA [cited 2026 Mar 9]. Available from: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino/versao-para-profissionais-de-saude
  5. US Preventive Services Task Force. Screening for colorectal cancer: US Preventive Services Task Force recommendation statement. JAMA. 2021;325(19):1965-77.
  6. Wolf AMD, Fontham ETH, Church TR, Flowers CR, Guerra CE, LaMonte SJ, et al. Colorectal cancer screening for average-risk adults: 2018 guideline update from the American Cancer Society. CA Cancer J Clin. 2018;68(4):250-81.

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://web.facebook.com/OncologiaBrasilpage?__cft__[0]=AZZUwFCZgWkj2jQpUaHvDUoLESf5ZOzGbDCe8yYkCVQNS_hsOXrMTv8riRj1ZvH2-Aye3JiTEBlh5kpIsTKIECCgYbHlARmMYqzg_79wep6FJk4YQjd_sP1cHFp10wdTDlXIgQq5mPZlhLv5BAkym7i24HPd6cAkEgcdDnZbxLPPb6u9PsV59U3xpCohdvcqaG4OclsdRak4m5yhDaPOLqRSoynFnS2cHWnT9RkPta-PtQ&__tn__=-UC%2CP-y-R


 

 

 


 

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Carla

 

26/03 - é um dia de conscientização, informação e, acima de tudo, de dar voz a quem convive com o mieloma múltiplo.

 

Hoje 26/03 é um dia de conscientização, informação e, acima de tudo, de dar voz a quem convive com o mieloma múltiplo.
O IMF Latin America se une a pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde para reforçar que cada história vai além do diagnóstico.
Viver com mieloma múltiplo é enfrentar desafios, mas também é sobre coragem, cuidado, esperança e acesso à informação de qualidade.
Neste Dia Mundial, convidamos você a:
✔️ Compartilhar informação confiável
✔️ Apoiar quem está em tratamento
✔️ Ajudar a ampliar a conscientização
Porque cada pessoa é #MaisDoQueMieloma ❤️
Juntos, seguimos fortalecendo essa rede de apoio e lutando por mais acesso, mais diagnóstico precoce e mais qualidade de vida.

 

 

 

 Pode ser uma imagem de texto que diz "Dia 26 de março DIA MUNDIAL DO MIELOMA MÚLTIPLO អីង n #MAISDOQUEMELOMA MYELOMAACTIONMONTH.ORG"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://web.facebook.com/IMFMieloma?__cft__[0]=AZb3yuCp1bVw0ExbZRHaKFRYqi1TciizetXHpqxsBDiXRAhEd55c2Z1XI8wJHG8Ck3rBaqeNqyiMvnfeFMyxz87oPzcEefPykoMnxQSTTyBBsHlraunJhqFcrf9onBPrvxN5NmYVXugAOuDUfFKdLb06Lo1W2FRa129eBGL2bVpdfoPaG0S5qgUIW3OgszPncbh2I9GW5M5vaE-L3TBibPcs&__tn__=-]C%2CP-R


 

 

 


 

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Carla

 

Nefrologia/ Urologia,: Páscoa: Crianças com doença renal e o consumo de chocolates

 

 Profissionais da Pró-Rim orientam sobre consumo.

 12 de abril de 2019

 

 

Páscoa, crianças e chocolate são inseparáveis. Mas, é possível manter esta tradição, mesmo quando uma criança da família faz tratamento por hemodiálise? O médico nefrologista pediátrico da Fundação Pró-Rim, Dr. Artur Ricardo Wendhausen, garante que sim, desde que a criança não consuma mais de 100 gramas de chocolate por dia, o que equivale a oito gramas de proteína. Segundo ele, “a ingestão de muita proteína pelo paciente em diálise aumenta o fósforo e a uréia. O resultado disso é que às vezes ele pode necessitar de readequação da dose de diálise”.  

O médico recomenda que crianças com doença renal crônica devam consumir, preferencialmente, o chocolate meio amargo, que tem na sua formulação a metade da proteína que o produto tradicional. “Mesmo assim, os pais têm que controlar a quantidade de chocolate”, adverte.


Mas, entende que a criança não deva ser privada desta comemoração importante no universo infantil. “Afinal, é um consumo transitório, restrito ao domingo de Páscoa e o impacto no tratamento é reduzido”, observa o nefrologista pediátrico.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode executar. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, uréia e creatinina.

 

 

 

 

 


FONTE: https://www.prorim.org.br/blog-artigos/pascoa-crianca-com-doenca-renal-e-o-consumo-de-chocolates/

 

 

 

 

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