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quinta-feira, 19 de março de 2026

O HPV e o Câncer de Colo Uterino

 

 

O vírus HPV é o grande causador do câncer de colo uterino. Este vírus é transmitido pelo contato com superfícies contaminadas, normalmente através do contato sexual. A maioria dos adultos já entrou em contato com o vírus em algum momento das  suas vidas e eliminou o mesmo, sem maiores problemas. A imensa maioria das infecções é transitória e autolimitada, não trazendo maiores consequências, sendo que estes adultos sequer ficam sabendo que tiveram contato com o HPV.

Cerca de 25% das pessoas vão desenvolver algum tipo de lesão ocasionada pelo HPV. Estas lesões podem ocorrer em qualquer parte do trato anogenital. Entretanto, é no colo uterino que ela é mais importante. Isso porque a persistência do vírus no organismo das pessoas por longos períodos, aliado a baixa imunidade, além de outros cofatores, pode permitir que o material genético do vírus se integre ao DNA da pessoa, provocando o câncer de colo uterino.

O câncer de colo uterino acomete milhares de mulheres todos os anos. A estimativa do INCA para 2016 são de 16340 mil casos novos no Brasil e destes casos, 5430 mulheres vão morrer da doença a cada ano. No Rio Grande do Sul, o esperado é que é que ocorram 15,35 casos de câncer do colo uterino para cada 100 mil mulheres.


Estimativa Inca HPV 2016

A prevenção desta doença é feita facilmente através de algumas estratégias. A principal delas é a diminuição do risco de contágio pelo HPV, que pode acontecer pelos seguintes meios:

  • Abstinência sexual
  • Uso de camisinha (que protege em cerca de 70% a infecção por HPV)
  • Vacinação (que deve ocorrer em homens e mulheres, dos 9 aos 45 anos)

No Brasil, a vacinação é fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde apenas para adolescentes até 14 anos e para adultos que vivem com HIV até os 26 anos. O uso de vacinação em adultos, mesmo naqueles que já se contaminaram, pode prevenir as lesões por HPV em 60% dos casos.

A prevenção secundária se dá através da detecção das lesões ocasionadas pelo HPV. O método mais comumente utilizado é o exame de Papanicolaou ou exame preventivo citopatológico. Além deste, podemos utilizar, colposcopia e testes de biologia molecular, tais como o PCR para HPV.

 

 

 

 

 

FONTE: https://www.grupodiagnose.com.br/noticias/

 

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abs.fraternos

Carla

 

Câncer de endométrio

 

 

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - C541

O que é câncer de endométrio?

O câncer do endométrio, também conhecido como câncer de corpo de útero, é um tipo de câncer que começa no tecido interno do útero, chamado endométrio. Acomete principalmente mulheres com mais de 60 anos.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de endométrio são:

  • sangramento vaginal anormal ou corrimento: sangue fora da menstruação ou surgimento de algum fluido incomum
  • sangramento vaginal na pós-menopausa: presença de sangramento vaginal em pacientes na pós-menopausa deve ser considerado um sinal de atenção
  • dor pélvica: sensação desconfortável ou dor na região inferior da barriga
  • perda de peso: emagrecimento sem motivo aparente, mantendo a rotina de alimentação
  • surgimento de gânglios inguinais: pequenos nódulos na região da virilha

Causas

As causas do câncer de endométrio dependem de diversos fatores e acontecem normalmente pelo acúmulo de alguns pontos de risco. Os principais são:

  • desequilíbrio nos níveis de estrogênio e progesterona (hormônios femininos): indivíduos que nunca engravidaram, tiveram menopausa tardia, ou que fizeram tratamento de reposição de hormônios femininos estão sob risco aumentado de desenvolvimento de tumores de endométrio
  • obesidade: o excesso de peso altera os níveis hormonais, aumentando expressivamente o risco do desenvolvimento de câncer de endométrio
  • histórico da doença: quando há casos de familiares que tiveram a doença, ou caso o paciente já tenha tido outro tipo de câncer

Os hábitos de vida também podem estar diretamente relacionados ao desenvolvimento dos tumores de endométrio. Dados americanos mostram um aumento expressivo do número de casos nos últimos anos, provavelmente relacionados à epidemia de obesidade e sedentarismo dos dias atuais.

A imagem compara um útero saudável com um afetado por câncer de endométrio, destacando sintomas como dor abdominal e corrimento vaginal. A ilustração permite exemplificar a doença, a qual é um tumor maligno iniciado no revestimento interno do útero

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de endométrio pode ser feito das seguintes formas:

  • realização de exames de imagem: como a ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, mostrando o espessamento suspeito do endométrio
  • histeroscopia: exame realizado para visualização interna do corpo do útero, permitindo realização da retirada de partes de áreas suspeitas para análise (biópsia)
  • curetagem: remoção de uma pequena quantidade do tecido do útero para realizar a análise do tecido (biópsia)
  • avaliação histopatológica: uma vez que uma amostra tecidual é retirada, o material deve ser submetido a análise do patologista para confirmação do diagnóstico

Tratamento

Após ser confirmado o diagnóstico de tumor de endométrio, é necessário fazer exames de imagem para entender o tamanho da doença e planejar o tratamento.

Além disso, é importante analisar o tumor a nível molecular. Isso significa examinar as características específicas das células tumorais, pois diferentes características podem responder melhor a diferentes tipos de terapias.

Os tratamentos para o câncer de endométrio variam conforme o estágio da doença. Nos estágios iniciais, os tumores são geralmente tratados com:

  • cirurgia: remoção completa do útero e estruturas ligadas a ele
  • radioterapia: utilização de radiação para interromper o crescimento ou eliminar as células tumorais
  • braquiterapia: utilização de radioterapia de forma localizada para interromper o crescimento local das células tumorais
  • quimioterapia: medicamentos utilizados para eliminar possíveis células tumorais ainda circulantes

Em estágios mais avançados, a cirurgia, radioterapia e quimioterapia também podem estar presentes para controlar os sintomas e interromper o crescimento das células tumorais. Outras abordagens incluem:

  • imunoterapia: medicamentos utilizados para estimular o sistema imune da paciente e controlar as células tumorais
  • bloqueadores de alvos específicos: a depender da presença de determinados genes (chamados de alvos) no tumor, certos medicamentos (chamados de bloqueadores) podem ser utilizados para neutralizá-los
  • terapia hormonal: tentativa de controlar o crescimento do câncer por meio do uso de hormônios, especialmente naqueles tumores que possuem receptores hormonais

A Oncologia e Hematologia Einstein oferece um cuidado completo desde o diagnóstico até o tratamento. Conheça.

Prevenção

Adotar hábitos de vida saudáveis é fundamental para a prevenção dos tumores de endométrio. As mulheres devem ser incentivadas a manter uma rotina de atividade física regular, um peso saudável e uma alimentação equilibrada.

O acompanhamento médico regular também é importante, junto da realização de exames complementares conforme necessário para monitorar potenciais sintomas.

Referências

Instituto Nacional de Câncer

 

 

 

 

 

FONTE: https://www.grupodiagnose.com.br/noticias/

 

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Carla

 

O combate ao câncer colorretal e ao câncer renal.

 O combate ao câncer colorretal e ao câncer renal.

 

Câncer Colorretal

O câncer colorretal abrange tumores malignos do intestino grosso (cólon e reto). No Brasil, existem cerca de 150 mil novos casos ao ano. Desses casos, 65% são curáveis, dependendo principalmente do estadiamento da doença ao diagnóstico. É um tipo de câncer mais comum em homens do que em mulheres.

A maioria deles surgem em pólipos: lesões inicialmente benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. A maior parte dos tumores do cólon e do reto deve-se à idade avançada e a fatores de risco relacionados com o estilo de vida. Entre os fatores de risco estão uma dieta inadequada, obesidade, tabagismo, sedentarismo, consumo de: carne vermelha, alimentos processados e bebidas alcoólicas. Outro fator de risco é a presença de doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e colite ulcerativa.

Alguns dos distúrbios genéticos hereditários que podem causar cancro colorretal incluem polipose adenomatosa e câncer colorretal sem polipose. No entanto, estes correspondem a apenas 5% dos casos.

Os sinais e sintomas são muitos amplos e inespecíficos. Pode haver anemia de origem indeterminada, mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal, sensação de que o intestino não se esvaziou totalmente após a evacuação, perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal com esforço ineficaz para evacuar.

Pessoas com os sintomas descritos acima e/ou com mais de 50 anos com suspeita de perda de peso crônica devem fazer o exame de colonoscopia. Durante a colonoscopia, se detectados pólipos, estes serão retirados para a análise histopatológica.

Se for diagnosticado o câncer, a escolha do tratamento ideal deve ser realizada juntamente com o médico. Esse tratamento pode incluir ressecção local, ressecção do segmento intestinal e demais órgãos afetados, assim como quimioterapia e/ou radioterapia.

Texto escrito pela médica patologista do Grupo Diagnose, Dra. Suzana Lamonatto - CRM 35846.

Atenção: A informação existente neste conteúdo pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

 

Câncer de Rim

Para que servem os rins?
Os rins são órgãos em pares, com formato de feijão, responsáveis pelo equilíbrio de água e sais do corpo, além de exercer uma função importante na eliminação de substâncias metabolizadas pelo organismo (as impurezas). Além disso, têm importante função no equilíbrio fisiológico da pressão arterial, no controle de íons orgânicos e possuem atividade endócrina no controle da anemia. Para isso, cada rim é composto de um milhão de pequenas estruturas chamadas de néfrons.

O que é câncer de rim?
O câncer de rim é o terceiro mais frequente do aparelho geniturinário e representa aproximadamente 3% das doenças malignas do adulto. Também podendo acometer crianças.
Existem vários tipos de câncer de rim, mas, o mais comum deles é uma consequência da transformação das células dos túbulos que formam os néfrons. Essas passam a se proliferarem de forma anormal e ganham a capacidade de invadir o órgão e até, em alguns casos, circular pelo corpo e produzir tumores em outras partes do corpo (chamado de metástase).

Qual é a frequência do câncer de rim?
O câncer de rim representa 3% das doenças malignas que acometem adultos em todo o mundo.
O câncer de rim geralmente acomete indivíduos entre os 50 e 70 anos de idade, sendo duas vezes mais frequente nos homens que nas mulheres.
Idosos tabagistas do sexo masculino representam um grupo com maior risco para desenvolvimento do câncer renal.
O tipo histológico mais frequente é o carcinoma de células claras (85%).

Quais são os fatores de risco para desenvolver o câncer de rim?
• Tabagismo;
• Hipertensão arterial sistêmica;
• Obesidade;
• História familiar da doença;
• Insuficiência renal crônica em uso de hemodiálise;
• Mulheres em uso de diuréticos são consideradas um grupo de risco para tumores renais;
• Uso prolongado de analgésicos não esteroides;
• Exposição ocupacional a agentes como asbestos, cádmio e derivados do petróleo;
Síndromes genéticas raras também aumentam o risco de desenvolver câncer de rim, por exemplo:
• Esclerose tuberculosa ou complexo esclerose tuberculosa (TSC);
• Doença de Von Hippel-Lindau;
• Doença de Birt Hogg- Dubé;
• Leiomiomatose familiar

Quais são os sinais e sintomas?
• Sangue na urina (hematúria);
• Dor abdominal;
• Dor lombar;
• Massa abdominal palpável
O tumor renal possui manifestações diversas chamadas síndromes paraneoplásicas, causadas pela produção de substâncias semelhantes a hormônios e enzimas do corpo humano. As quais podem se manifestar como:
• Hipertensão arterial sistêmica;
• Alterações do fígado;
• Elevação dos níveis cálcio sanguíneo;
• Aumento do volume/tamanho das mamas;
• Alterações hormonais

Síndrome de Cushing: essa síndrome é caracterizada pelo excesso da cortisona (um dos hormônios produzidos pela glândula suprarrenal), tendo sintomas como insônia, sede e fome exagerada, pele fina, gordura depositada no rosto, atrás do pescoço e no tronco.

Como é o diagnóstico do câncer de rim?
Os tumores renais, quando são assintomáticos, em geral são diagnosticados através de exames de imagem, como: ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética – realizadas também para outros problemas – e menos frequentemente por sintomas como dor, sangramento ou tumor palpável.
A forma mais frequente de diagnóstico são os achados incidentais em exames de rotina como a ultrassonografia (ecografia) do abdômen.
A maioria dos tumores renais, cerca de 54%, são diagnosticados em fase inicial, quando ainda estão confinados ao rim, o que aumenta as possibilidades de cura.

Cerca de 20% são localmente avançados (acometem linfonodos - gânglios regionais próximos ao rim) e 25% apresentam metástases para outros órgãos, principalmente para os pulmões, fígado e ossos.
O diagnóstico presuntivo do câncer renal é realizado através de exames de imagem como ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética após suspeita clínica.

Ultrassom: o diagnóstico de ultrassom é realizado através de exames de imagem do abdômen. Na presença de nódulo ou massa renal visualizados ao ultrassom, é importante a realização de uma tomografia computadorizada. Essa técnica é bastante útil para sugerir se o tumor é maligno ou benigno.
A tomografia, além de fazer o diagnóstico da doença, é bastante útil no seu estadiamento (verificação da extensão para outros órgãos) e no planejamento da terapêutica mais adequada.
A radiografia de tórax serve para avaliar o acometimento dos pulmões, sendo que em alguns casos ela pode ser utilizada para uma avaliação mais minuciosa.
A ressonância nuclear magnética é raramente utilizada na avaliação destes tumores, e só é realizada para verificar alterações vasculares e cistos renais complexos, por exemplo.
A biópsia renal pré-operatória normalmente não é realizada, e só é necessária em situações excepcionais, a fim de se diferenciar lesões malignas de benignas, as quais não necessitariam de tratamento.

Qual é o papel do patologista?
O diagnóstico histológico definitivo ocorre após a abordagem cirúrgica da lesão.
O médico patologista relata informações importantes que serão úteis para definir tratamento e prognóstico. Entre estas informações estão: processo neoplásico ou não, sendo neoplásico é benigno ou maligno, sendo maligno tipo histológico, grau histológico, tamanho do tumor, presença de necrose, que estruturas invade, margens cirúrgicas, entre outras.
Em algumas situações o exame imuno-histoquímico poderá ser necessário para auxiliar na definição do diagnóstico.

Como pode ser o tratamento?
A cirurgia é a modalidade de tratamento curativo de escolha para o câncer de rim. O planejamento do tratamento depende das condições clinicas do paciente (performance status) do tamanho da lesão, da extensão da doença (estadiamento), do tipo histológico e de alguns critérios prognósticos. Dentre as opções de tratamento para a doença restrita ao rim, temos a nefrectomia parcial (aberta ou laparoscópica), a nefrectomia total ou ainda terapias ablativas focais em algumas situações.

Carcinoma renal de células claras, HE

 

Texto escrito pelo médico patologista do Grupo Diagnose, Dr. Isnard Elman Litvin - CRM 21366 e repostado a partir dos conteúdos dos arquivos do Grupo Diagnose.

Atenção: A informação existente neste conteúdo pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

 

 

 

 

 

FONTE: https://www.grupodiagnose.com.br/noticias/

 

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