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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

DIABETES: Insulina semanal para diabetes tipo 2 é aprovada nos Estados Unidos

 


Estudos com mais de 3.400 adultos mostraram que a Onswik reduziu a glicose no sangue de forma semelhante à insulina diária

24 de setembro de 2026



A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou a Onswik, uma insulina basal de aplicação semanal para adultos com diabetes tipo 2. A decisão permite uma alternativa às aplicações diárias de insulina de ação prolongada.

A Eli Lilly informou que o medicamento deve chegar ao mercado norte-americano nos próximos meses. A aplicação será feita por meio de uma caneta pré-carregada, disponível em duas concentrações.

Como funciona a insulina semanal

A Onswik tem como princípio ativo a insulina efsitora alfa-gobe. O medicamento foi desenvolvido para controlar a glicose em adultos com diabetes tipo 2.

O tratamento deve ser utilizado junto com alimentação adequada e atividade física. A proposta da aplicação semanal é reduzir a frequência das injeções necessárias durante o ano.

Segundo a Eli Lilly, a Onswik pode reduzir em mais de 300 o número de aplicações anuais em comparação com uma basal de aplicação diária.

Na prática, uma pessoa que utiliza insulina basal todos os dias passa a ter uma aplicação por semana com esse tratamento.

O que dizem os estudos

A aprovação da FDA teve como base um programa de estudos de fase final. Mais de 3.400 adultos com diabetes tipo 2 participaram de quatro estudos.

Em cada estudo, a Onswik atingiu o objetivo principal definido pelos pesquisadores. Os resultados mostraram redução da A1C que não foi inferior à observada com a insulina basal diária glargina.

A A1C, também chamada de hemoglobina glicada, ajuda a avaliar os níveis médios de glicose no sangue ao longo de um período.

A glargina é uma sintética de ação prolongada. Ela é utilizada para controlar a glicose em pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. Entre as marcas citadas estão Lantus, da Sanofi, e Basaglar, da própria Lilly.

Medicamento não é indicado para diabetes tipo 1

A Onswik não deve ser utilizada por pessoas com diabetes tipo 1, segundo a Eli Lilly.

A empresa aponta risco aumentado de hipoglicemia grave nesse grupo. A hipoglicemia acontece quando a glicose no sangue fica abaixo dos níveis adequados. Por isso, a aprovação descrita pela FDA se refere ao uso em adultos com diabetes tipo 2.

COMO FUNCIONA A INSULINA SEMANAL? | Tom Bueno

Quando a insulina semanal estará disponível

A Eli Lilly informou que a Onswik estará disponível nos Estados Unidos nos próximos meses.

O medicamento será comercializado em uma caneta KwikPen pré-carregada. A empresa informou duas concentrações: 500 unidades por mililitro e 1.000 unidades por mililitro.

A Onswik também já recebeu aprovação regulatória na Europa, no Japão e no México.

Brasil deve ter insulina semanal da Novo Nordisk em 2027

A Awiqli, da Novo Nordisk, é uma insulina basal de aplicação semanal indicada para adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2. O medicamento utiliza a insulina icodeca e já recebeu aprovação da Anvisa no Brasil, além de já ser comercializado nos Estados Unidos.

INSULINA SEMANAL

A expectativa é que a Awiqli comece a ser comercializada no Brasil no início de 2027. A aprovação teve como base os estudos do programa ONWARDS, que avaliaram a insulina icodeca em diferentes grupos de pessoas com diabetes e compararam o tratamento com insulinas basais de aplicação diária.






Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.


FONTE: https://umdiabetico.com.br/





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Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

DIABETES: Canela pode melhorar a ação da insulina? Entenda o que os estudos indicam

 




A canela aparece com frequência entre os alimentos associados ao controle do diabetes. Mas, a existência de estudos sobre seus componentes não significa que o consumo da especiaria possa substituir medicamentos ou insulina.

A explicação foi dada por Tarcila Campos, nutricionista e educadora em diabetes e membro do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), durante entrevista ao DiabetesCast. A profissional explicou que alguns estudos investigam componentes presentes em plantas e seus possíveis efeitos sobre a glicose.

O que os estudos sobre canela investigam

Segundo Tarcila, existem estudos com canela que avaliaram possíveis efeitos sobre a sinalização da insulina. Em termos simples, essa sinalização envolve os processos que permitem ao organismo responder à insulina.

A nutricionista destaca que esses resultados precisam ser interpretados dentro do contexto em que foram obtidos. Os estudos citados não estabeleceram uma concentração de canela que possa ser considerada uma recomendação terapêutica para grandes grupos de pessoas.

Portanto, observar um possível efeito de um componente da canela não significa que consumir a especiaria tenha o mesmo efeito de um medicamento usado no tratamento do diabetes.

Ter um possível benefício não significa tratar o diabetes

Tarcila explica que algumas plantas apresentam componentes que podem apresentar efeitos relacionados à sinalização da insulina ou ao transporte de glicose.

Nesse contexto, um resultado observado em estudo pode gerar a interpretação de que determinada planta teria efeito semelhante ao de uma medicação. No entanto, a nutricionista diferencia essas duas situações.

Uma coisa é identificar um possível benefício de um alimento ou de um componente. Outra é estabelecer uma dose, uma concentração e uma forma segura de uso para tratar uma doença.

Além disso, medicamentos passam por etapas de avaliação antes de chegarem ao mercado. A entrevista também destaca a existência da farmacovigilância, que acompanha medicamentos desde o desenvolvimento até o período em que eles permanecem disponíveis para uso.

DOIS ERROS MAIS COMUNS NA HORA DE APLICAR A INSULINA

Canela não deve substituir medicamentos para diabetes

A presença de estudos sobre canela não permite concluir que a especiaria possa substituir medicamentos ou insulina.

Tarcila chama atenção para uma ideia comum entre pessoas com doenças crônicas: a percepção de que um produto natural seria necessariamente mais seguro ou melhor que um medicamento.

No entanto, a origem de uma substância não determina, por si só, sua segurança ou sua capacidade de tratar uma doença.

Por isso, uma pessoa com diabetes não deve interromper ou substituir um tratamento prescrito para utilizar chá, canela ou outra planta.

Qual é a diferença entre consumir canela e usar uma planta como tratamento?

A nutricionista também diferencia o consumo de um alimento ou bebida no dia a dia do uso de uma substância com finalidade terapêutica.

Uma pessoa pode consumir um chá ou utilizar uma especiaria na alimentação. Isso, porém, não significa que aquele alimento tenha uma dose definida para controlar o diabetes.

Essa diferença envolve também a concentração dos compostos estudados. Segundo Tarcila, alguns resultados observados em pesquisas estão relacionados a componentes específicos das plantas, e não necessariamente ao consumo habitual da planta ou de um chá.

Portanto, não é possível transformar automaticamente um resultado de pesquisa em uma recomendação para uso diário como tratamento.

Por que a canela aparece associada ao controle da glicose?

A associação ocorre porque alguns estudos avaliam componentes presentes nas plantas e possíveis efeitos sobre mecanismos relacionados à glicose e à insulina.

No caso da canela, Tarcila cita estudos que observaram possível melhora na sinalização da insulina. Ela também ressalta que esse efeito aparece de forma limitada nas pesquisas mencionadas durante a entrevista.

Nesse contexto, a existência de um possível mecanismo não significa que a canela consiga controlar o diabetes sozinha.

O que isso significa para quem tem diabetes?

Para quem convive com diabetes, a principal diferença está entre consumir canela como parte da alimentação e utilizar a especiaria com a expectativa de controlar a doença.

A canela pode fazer parte da alimentação. No entanto, o consumo não deve ser tratado como substituto de medicamentos, insulina ou outras orientações definidas pela equipe de saúde.

Além disso, quando uma pessoa encontra na internet a informação de que determinada planta pode baixar a glicose, é importante verificar o que exatamente foi estudado.

Um estudo pode avaliar um composto isolado, uma concentração específica ou uma determinada condição. Esse resultado não significa necessariamente que o mesmo efeito aconteça com o consumo cotidiano da planta.

Por isso, antes de utilizar canela ou qualquer outra planta com finalidade terapêutica, a orientação é conversar com a equipe que acompanha o tratamento do diabetes.

Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.


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DIABETES: Xarope para gripe tem açúcar? Veja o que isso pode causar na glicose de quem tem diabetes

 


Especialistas explicam o que observar quando a glicemia muda durante uma infecção


Quando uma pessoa com diabetes fica gripada, a glicose pode mudar mesmo sem alterações na alimentação. Além da própria infecção, medicamentos usados durante o período também podem interferir na glicemia.

Um dos exemplos citados pela endocrinologista e pesquisadora Denise Franco e pelo endocrinologista e coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Fernando Valente, é o xarope.


Segundo os especialistas, alguns xaropes possuem açúcar em sua composição e podem contribuir para uma elevação da glicose. Por isso, uma alteração na glicemia durante uma doença respiratória pode ter mais de uma causa.

A gripe pode aumentar a glicose

A própria infecção pode contribuir para o aumento da glicemia. Segundo os especialistas, a doença pode aumentar a resistência à insulina e dificultar o controle da glicose.

Nesse contexto, a pessoa pode perceber valores diferentes dos que costuma encontrar no dia a dia.

Além disso, o medicamento usado para aliviar os sintomas pode acrescentar outro fator. Por isso, observar apenas a alimentação pode não explicar toda a mudança na glicemia.


Existem medicamentos que podem aumentar a glicose de quem convive com diabetes? | DiabetesCast #21

Açúcar presente no xarope também pode interferir

Durante a entrevista, os especialistas citaram o exemplo de uma pessoa que procura atendimento por causa de uma gripe e recebe um xarope.

Alguns xaropes possuem açúcar adicionado. Dessa forma, a glicose pode subir por causa da própria infecção e também pela composição do medicamento.

Esse efeito pode passar despercebido. A pessoa pode atribuir a alteração somente à doença e não considerar o que está presente no medicamento.

Por isso, quem tem diabetes deve ficar atento a mudanças na glicemia quando inicia um tratamento diferente da rotina.

Isso significa que pessoas com diabetes não podem tomar xarope?

Não. Os especialistas não orientaram deixar de usar medicamentos necessários por causa do diabetes.

A recomendação apresentada durante a entrevista é aumentar a atenção à glicemia quando houver uma mudança na rotina ou o início de um medicamento.

Além disso, a pessoa deve informar que tem diabetes ao profissional responsável pelo atendimento. Essa informação ajuda na avaliação do tratamento.

O que observar quando a glicose muda durante uma gripe

A entrevista aponta três fatores que podem estar envolvidos quando uma pessoa com diabetes percebe uma alteração da glicemia durante uma doença:

A própria infecção: a doença pode contribuir para o aumento da glicose.

O medicamento utilizado: alguns medicamentos podem interferir no controle glicêmico.

A composição do medicamento: xaropes podem conter açúcar e acrescentar outro fator para a elevação da glicose.

Por isso, uma mudança na glicemia durante uma gripe merece atenção, principalmente quando a pessoa iniciou algum medicamento novo.

Informação sobre o medicamento ajuda no controle do diabetes

Os especialistas reforçaram que quem convive com diabetes deve perguntar se um novo medicamento pode interferir na glicose.

Essa orientação também vale quando outro profissional prescreve o tratamento. Durante a entrevista, os endocrinologistas destacaram que diferentes profissionais podem participar do cuidado da mesma pessoa.

Nesse contexto, informar que tem diabetes e perguntar sobre o possível impacto na glicemia ajuda a identificar mudanças durante o tratamento.

A orientação apresentada pelos especialistas é não interromper medicamentos necessários por conta própria. O acompanhamento deve considerar a condição que precisa de tratamento e o possível impacto sobre a glicose.

Ao usar um xarope durante uma gripe, quem tem diabetes pode:

  • Verificar a composição do medicamento: alguns xaropes podem ter açúcar na formulação e interferir na glicose.
  • Monitorar a glicemia com mais frequência: mudanças na alimentação, na infecção ou no uso de medicamentos podem alterar o controle.
  • Informar ao profissional de saúde que tem diabetes: antes de iniciar um novo medicamento, pergunte se ele pode afetar a glicose e se é necessário algum ajuste no tratamento.

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FONTE: https://umdiabetico.com.br/glicose-xarope-para-gripe-diabetes/




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