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domingo, 12 de julho de 2026

Câncer > Câncer de Bexiga Novidades no tratamento do câncer de bexiga

 Muitas pesquisas sobre câncer de bexiga estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos. Confira alguns deles.

  • Alterações genéticas

Nas últimas décadas, a medicina fez grandes progressos no entendimento das diferenças entre células normais e células cancerígenas. Pesquisas começam a entender melhor como essas diferenças levam as células normais a crescer e se disseminar para outras partes do corpo. 

No momento, os pesquisadores estão buscando novos exames que identifiquem alterações genéticas nas células cancerígenas da bexiga para prever o prognóstico dos pacientes com câncer de bexiga. Essas alterações também poderiam ajudar o médico a escolher o melhor tratamento ou 

quais exames são úteis para diagnosticar tumores que tem mais chance de recidiva após o tratamento.

  • Exames de urina

Vários exames visam a identificação de substâncias (biomarcadores) na urina que possam indicar se uma pessoa tem câncer na bexiga. Esses exames são usados principalmente no diagnóstico do câncer de bexiga e na detecção de recidivas em pacientes já tratados. Atualmente, pesquisas estão verificando se esses exames podem ser úteis para o rastreamento do câncer de bexiga em pessoas assintomáticas.

  • Terapia intravesical

Pesquisas estão avaliando novos medicamentos para reduzir a chance de recidiva após a cirurgia. A esperança é encontrar medicamentos mais eficazes e/ou mais seguros do que os utilizados atualmente e para casos  que não respondem a terapia com a BCG.

Os estudos atuais também estão avaliando o uso de diferentes quimioterápicos para a terapia intravesical, bem como diferentes maneiras de realizar os tratamentos. Por exemplo, estão analisando:

  1. Aquecimento da quimioterapia intravesical antes de ser administrada na bexiga, conhecida como terapia intravesical hipertérmica.
  2. Administração do medicamento quimioterápico mitomicina na bexiga junto com uma corrente elétrica pulsada, denominado terapia eletromotriz com mitomicina.
  3. Uso de diferentes combinações de quimioterápicos para avaliar uma resposta mais eficaz das células cancerígenas.
  4. Adição de gel aos medicamentos para mantê-los em contato com as células cancerígenas por mais tempo.

  • Terapia fotodinâmica

Os pesquisadores estão avaliando se a terapia fotodinâmica pode ser útil no tratamento do câncer de bexiga em estágio inicial. A vantagem dessa técnica é destruir as células cancerígenas com poucos danos às células normais próximas. Uma desvantagem é que o produto químico deve ser ativado pela luz, portanto, apenas tumores próximos à superfície do revestimento da bexiga podem ser tratados desta forma. 

  • Cistectomia robótica

A cistectomia (remoção da bexiga) é um tratamento frequente para o câncer de bexiga, especialmente se a doença invadiu a camada muscular do órgão. O procedimento é realizado com o uso de instrumentos robóticos em um painel de controle na própria sala de cirurgia. O uso dessa técnica reduz o tempo de internação e permite que o paciente possa se recuperar mais após o procedimento, embora os resultados a longo prazo ainda não sejam claros.

  • Tratamentos de preservação da bexiga

Embora a cistectomia seja frequentemente indicada para o tratamento do câncer de bexiga, principalmente se a doença já invadiu a camada muscular, a retirada do órgão pode ter um efeito negativo na qualidade de vida do paciente. Por essa razão, estão sendo avaliadas novas abordagens que não necessitem a retirada de toda a bexiga e que possam ser eficazes.

Por exemplo, a terapia trimodal, que inclui a ressecção transuretral do tecido da bexiga, quimioterapia e radioterapia, é uma opção para pacientes que por algum motivo não podem fazer a cistectomia.

No momento, os pesquisadores estão avaliando se a adição de medicamentos imunoterápicos tornaria essa abordagem de tratamento mais eficaz.

  • Tratamento da doença avançada

A quimioterapia tem sido a base do tratamento da bexiga avançada há anos. Infelizmente, alguns medicamentos quimioterápicos mais eficazes, como a cisplatina, têm efeitos colaterais importantes e muitos pacientes não têm condições clínicas de tomá-los. Além disso, nem sempre a quimioterapia elimina toda a doença.

Os medicamentos imunoterápicos conhecidos como inibidores do ponto de controle imunológico são uma parte importante do tratamento do câncer de bexiga, isoladamente ou combinado com quimioterapia ou outros medicamentos. 

Os conjugados anticorpo-droga são um tipo mais recente de medicamentos. Eles combinam um medicamento quimioterápico com um anticorpo, de modo a levar a quimioterapia direto às células cancerígenas, poupando as células normais. No momento, eles já compõem parte do tratamento do câncer de bexiga, e novos conjugados anticorpo-droga estão em desenvolvimento.

As terapias-alvo também estão em estudo para uso no tratamento do câncer de bexiga. Esses medicamentos têm como alvo partes específicas das células cancerígenas que as tornam diferentes das células normais e agem de forma diferente dos medicamentos quimioterápicos convencionais, além de terem efeitos colaterais diferentes.

Embora seja improvável que um único tipo de tratamento leve à cura do câncer de bexiga, os pesquisadores estão avaliando como combinar diferentes tipos de tratamento para que seja cada vez mais eficaz.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 12/03/2024, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.








FONTE:  https://www.facebook.com/oncoguia/photos


FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/cancer/cancer-de-bexiga/

 








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Carla



⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

Tratamento

Câncer > Câncer de Bexiga Vivendo com câncer de bexiga

 







Para alguns pacientes com câncer de bexiga, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram câncer de bexiga.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente e eles continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, imunoterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle. A vida após o câncer significa voltar a realizar suas atividades e também fazer novas escolhas.

Cuidados no acompanhamento 

Mesmo quando o tratamento terminar, sua equipe médica ainda irá lhe acompanhar de perto por alguns anos. Por isso, é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nessas consultas, o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado e poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para checar se há algum sinal de recidiva ou se sua doença continua sob controle. 

Além disso, quase todos os tratamentos para o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem não aparecer até mesmo anos após o término do tratamento. Por isso, suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Acompanhamento clínico e exames complementares

Para os pacientes sem sinais remanescentes de câncer, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento para exame físico e alguns exames complementares, que podem ser realizados a cada três a seis meses após o tratamento para verificar uma possível recidiva da doença ou um novo câncer de bexiga ou no sistema urinário. Com o passar do tempo, essas consultas de acompanhamento serão realizadas com menos frequência se a doença não apresentar sinais de progressão ou recidiva.

Se a bexiga não foi removida, também serão realizados exames regulares de cistoscopia a cada três meses nos primeiros anos. Se o paciente tem um desvio urinário, serão solicitados exames de laboratório e de imagem para verificar possíveis sinais de infecção e alterações nos rins. 

Como diminuir o risco de o câncer progredir ou recidivar?

Se você tem (ou já teve) câncer de bexiga, provavelmente quer saber se existe algo que possa fazer para diminuir o risco de uma recidiva ou um novo câncer. Felizmente, pesquisas mostraram que existem algumas coisas que podem ser feitas para diminuir esse risco.

Registros médicos

Por mais que você queira deixar a experiência para trás ao fim do tratamento, é também muito importante que você mantenha arquivados os exames complementares e outros dados da sua jornada com o câncer.

Mantenha sempre cópias dos seguintes documentos: laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia; relatório de alta hospitalar; relatório do tratamento radioterápico; relatórios dos tratamentos com quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo incluindo medicamentos utilizados, doses e tempo do tratamento; e exames de imagem. Eles podem ser úteis para novas consultas de acompanhamento ou para que você busque seus direitos. 

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do câncer de bexiga. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, até porque pode ser necessário caso você esteja com deficiência em algum nutriente. Mas é importante saber que nenhum suplemento para tratamento ou prevenção do câncer. 

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com o seu médico para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Se o câncer voltar?

Se o câncer recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização da recidiva, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado geral de saúde. 

Risco do segundo câncer após o câncer de bexiga

Os pacientes que tiveram câncer de bexiga podem ser afetados por uma série de problemas de saúde. Mas, muitas vezes a sua maior preocupação é enfrentar o câncer novamente. 

Se um câncer volta após o tratamento é chamado de recidiva. Mas alguns pacientes podem desenvolver um novo câncer, o que é chamado de segundo câncer primário. Não importa o tipo de câncer que teve, ainda é possível ter outro (novo) câncer, mesmo depois de sobreviver ao primeiro.

Infelizmente, ter passado por um câncer não significa que você não pode ter um novo câncer. Na verdade, certos tipos de tratamentos contra o câncer até são associados a um maior risco de um segundo câncer. Pacientes de câncer de bexiga podem ter um risco aumentado para: 

  • Um novo câncer de bexiga.
  • Câncer de pâncreas.
  • Câncer de laringe.
  • Câncer de esôfago.
  • Câncer de pulmão.
  • Câncer de vagina.
  • Câncer de próstata.
  • Câncer de rim.
  • Câncer de reto.
  • Câncer de pele, excluindo câncer de pele basocelular e espinocelular.
  • Leucemia mieloide aguda.

Muitos desses tipos de câncer estão relacionados ao tabagismo, que também é o maior fator de risco para o câncer de bexiga.

Após o término do tratamento para o câncer de bexiga, você ainda deve consultar o seu médico regularmente para procurar sinais de possíveis recidivas ou disseminação da doença. Especialistas não recomendam qualquer exame adicional para procurar um segundo câncer a menos que a pessoa apresente sintomas. 

Posso diminuir o risco de ter um segundo câncer?

Existem medidas que você pode tomar para reduzir o risco e permanecer o mais saudável possível. Por exemplo, as pessoas que tiveram câncer de bexiga devem evitar o tabagismo. Fumar pode aumentar ainda mais o risco de alguns tipos de câncer que são mais comuns após o câncer de bexiga.

Para ajudar a manter a boa saúde, esses pacientes também devem:

  • Atingir e manter um peso saudável.
  • Adotar um estilo de vida fisicamente ativo.
  • Consumir uma dieta saudável, com ênfase em alimentos de origem vegetal.
  • Limitar o consumo de álcool.

Essas ações também podem reduzir o risco de outros problemas de saúde.

Pacientes com urostomia

Os pacientes portadores de urostomia podem se sentir apreensivos para retornar às atividades cotidianas. É normal ter problemas e preocupações na fase de adaptação, mas é importante lembrar que existem profissionais especializados para orientá-los sobre o uso da urostomia. Esses profissionais ensinarão também sobre os cuidados com a urostomia e em como lidar com as mudanças que podem ocorrer no dia a dia.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito o paciente com câncer de bexiga a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independentemente de como, o importante é que você encontre em algo ou em alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Sexualidade

Aprender a se sentir confortável com seu corpo durante e após o tratamento do câncer de bexiga é uma experiência pessoal e diferente para cada paciente. Informações e suporte podem ajudá-lo a lidar com essas mudanças ao longo do tempo.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 12/03/2024, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



 

FONTE:  https://www.facebook.com/oncoguia/photos


FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/cancer/cancer-de-bexiga/

 








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Tratamento

Câncer > Câncer de Bexiga Tratamento do câncer de bexiga

 


Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. 

A definição do melhor tratamento para cada paciente depende de diversos fatores. No caso do câncer de bexiga, são considerados, por exemplo, o estadiamento da doença, a idade e o estado geral de saúde do paciente, assim como os benefícios, possíveis riscos e efeitos colaterais de cada opção terapêutica

As principais opções de tratamento para o câncer de bexiga são cirurgia, terapia intravesical, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.

Em função das opções terapêuticas definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como o urologista, o cirurgião, o oncologista e o radiooncologista. Mas, muitos outros profissionais poderão estar envolvidos durante o tratamento, como enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e outras especialidades.

Tomando decisões sobre o tratamento. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às suas necessidades, momento de vida e perspectivas para o futuro.

Pensando em participar de um estudo clínico. Em alguns casos, podem ser a única maneira para ter acesso a novos tratamentos. Ainda assim, estudos clínicos podem não ser indicados para todos. Se você quiser saber mais sobre os estudos clínicos dos quais eventualmente você pode participar, converse com seu médico.

Considerando métodos complementares e alternativos. Esses métodos podem incluir vitaminas, ervas e dietas especiais, ou outros métodos, como acupuntura ou massagem. Os métodos complementares se referem a tratamentos usados junto com seu atendimento médico regular. Embora alguns destes métodos possam ser úteis para aliviar os sintomas ou ajudar você a se sentir melhor, muitos não foram comprovados cientificamente e não são recomendados. O ideal é que o paciente converse com seu médico principal antes de iniciar qualquer terapia alternativa.

Escolhendo interromper o tratamento. Para algumas pessoas, quando os tratamentos não trazem mais benefícios para o paciente do que não tratar , pode ser hora de pesar os prós e contras de continuar a tentar novos tratamentos. Se você continuar (ou não) o tratamento, ainda há coisas que você pode fazer para ajudar a manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Algumas pessoas, especialmente se a doença está avançada, podem não querer continuar com o tratamento para a doença em si, mas podem ser beneficiadas com técnicas de cuidados paliativos, voltados para o tratamento dos sintomas e efeitos colaterais do câncer.  Existem muitas razões pelas quais um paciente pode decidir interromper o tratamento, mas é importante conversar com a equipe médica antes de tomar essa decisão. 

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 12/03/2024, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.





FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/conteudo/a-bexiga/655/120/

https://www.oncoguia.org.br/









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