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quinta-feira, 5 de março de 2026

MELHOR IDADE: Guia IBA - Higiene Bucal: Estratégias para a Recusa

 

Compreendendo a Resistência

Quando o ente querido trava a mandíbula ou recusa a escovação, o cérebro pode estar interpretando a escova como uma ameaça invasiva. Em estágios avançados da demência, o reflexo de proteção da boca torna-se muito forte. Além disso, a pessoa pode ter perdido a memória do que é uma escova de dentes ou para que ela serve. Antes de iniciar a higiene, verifique se não há feridas, dentes quebrados ou próteses mal ajustadas que estejam causando dor, pois o desconforto físico é o principal motivo para a resistência agressiva durante os cuidados pessoais.

Preparação e Abordagem Suave

O ambiente do banheiro pode ser intimidador. Comece a abordagem fora do momento da crise, mantendo um tom de voz calmo e encorajador. Mostre a escova de dentes e faça movimentos de escovação nos seus próprios dentes para que a pessoa possa imitar o gesto através do neurônio espelho. O uso de uma escova com cerdas extra macias ou até mesmo uma dedeira de silicone pode ser menos assustador. Se a pessoa estiver muito agitada, não force a abertura da boca, pois isso aumenta o trauma e torna a próxima tentativa ainda mais difícil. Aguarde alguns minutos e tente novamente com uma abordagem diferente.

Técnicas de Manejo Prático

Uma estratégia eficaz é a técnica do espelhamento ou da mão sobre mão. Coloque sua mão suavemente sobre a mão do ente querido enquanto ele segura a escova, guiando o movimento como se ele estivesse fazendo sozinho. Se ele não abrir a boca, tente massagear suavemente a articulação da mandíbula ou os lábios com a ponta dos dedos para relaxar a musculatura. Outra dica valiosa é usar uma pequena quantidade de creme dental com sabor que a pessoa aprecie, transformando o momento em algo sensorialmente agradável. Em casos de resistência severa, a higiene pode ser feita em etapas, limpando apenas alguns dentes por vez ao longo do dia.

Auxílio de Dispositivos e Criatividade

Se a escovação tradicional falhar, utilize gazes enroladas no dedo e embebidas em solução bucal antisséptica sem álcool para limpar as gengivas e bochechas. Existem também abridores de boca específicos feitos de espuma ou borracha que ajudam a manter a boca aberta de forma segura e indolor enquanto você realiza a limpeza. Manter a saúde bucal é vital, pois infecções na boca podem causar dores que pioram o comportamento e podem até levar a problemas sistêmicos, como pneumonias aspirativas. O foco deve ser a limpeza possível, celebrando cada pequena vitória na manutenção da saúde e do conforto do paciente.
📍 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
✨ Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://web.facebook.com/groups/mentesedemencias

AdesivoPode ser uma imagem de texto que diz "Ame3 Associação AssaciagãodeMedulaOstea da Medula Össea marco borgonha mm O mês de conscientização do Mieloma Múltiplo"

 

 

 


 


 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs.fraternos

Carla

 

MELHOR IDADE: Guia IBA – Polifarmácia na Demência: O que acontece no Cérebro?

 

 Berna Almeida II


Você já parou para pensar se a piora do comportamento pode estar relacionada aos medicamentos e não apenas à demência?
 

Guia IBA – Polifarmácia na Demência: O que acontece no Cérebro?

A polifarmácia é caracterizada pelo uso de múltiplos medicamentos, geralmente cinco ou mais por dia. Em muitos idosos com demência, esse número pode chegar a 10, 15 ou até 20 medicações diárias para tratar diferentes patologias.
O cérebro já está vulnerável. E o excesso de medicamentos pode agravar esse cenário.

O Cérebro já está fragilizado

Na demência ocorre:
• Perda progressiva de neurônios
• Redução das conexões cerebrais
• Alteração de neurotransmissores como acetilcolina, dopamina e serotonina
• Diminuição da reserva cognitiva
Quando múltiplos medicamentos são introduzidos, essa reserva pode ser ainda mais comprometida.

Interações Medicamentosas

O uso simultâneo de muitos fármacos pode provocar:
• Potencialização de efeitos colaterais
• Bloqueio de ações terapêuticas
• Sobrecarga hepática e renal
• Alteração do metabolismo das drogas

No cérebro, isso pode se manifestar como:

• Sonolência excessiva
• Confusão mental aguda
• Delírios
• Alucinações
• Agitação paradoxal
• Quedas
• Lentificação cognitiva
Nem toda piora é progressão da demência. Pode ser efeito medicamentoso.

Grupos de maior risco

Alguns medicamentos exigem atenção especial em idosos com demência:
• Benzodiazepínicos
• Anticolinérgicos
• Antipsicóticos
• Antidepressivos sedativos
• Opioides
O uso inadequado ou prolongado pode aumentar risco de declínio cognitivo, eventos cerebrovasculares e mortalidade.

Metabolismo do Idoso

No envelhecimento ocorre:
• Redução da função renal
• Redução da função hepática
• Alteração na distribuição corporal de gordura e água
Isso faz com que o medicamento permaneça mais tempo no organismo, aumentando risco de intoxicação e efeitos adversos.

O que deve ser feito

• Revisão periódica da prescrição
• Avaliação geriátrica quando possível
• Análise individual do risco-benefício
• Identificação de duplicidades
• Questionar se todos os medicamentos ainda são necessários
Mais medicamentos nem sempre significam mais cuidado.
Cuidado é equilíbrio, revisão e individualização.
📍 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://web.facebook.com/groups/mentesedemencias

AdesivoPode ser uma imagem de texto que diz "Ame3 Associação AssaciagãodeMedulaOstea da Medula Össea marco borgonha mm O mês de conscientização do Mieloma Múltiplo"

 

 

 


 


 

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Carla