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A ideia de que a carambola deve ser evitada por todas as pessoas com diabetes circula há anos. No entanto, a relação entre a fruta e a doença não é tão simples quanto parece. Segundo a nutricionista educadora em diabetes Tarcila Campos, o principal cuidado não está no diabetes em si, mas na presença de comprometimento renal.
Durante participação no DiabetesCast, a especialista explicou por que a carambola ganhou fama de fruta proibida e para quem essa recomendação realmente se aplica.
Segundo Tarcila Campos, muitas pessoas convivem com duas interpretações opostas quando o assunto é fruta. Enquanto algumas acreditam que frutas podem ser consumidas sem limite por serem naturais, outras eliminam diversos alimentos por medo de elevar a glicose.
Nesse contexto, frutas como manga, melancia, uva e carambola acabam aparecendo frequentemente em listas de alimentos considerados proibidos. A nutricionista destaca que a principal questão costuma estar na quantidade consumida e não necessariamente na fruta escolhida.
Ela explica que todas as frutas contêm frutose, um açúcar natural que pode influenciar a glicose no sangue. Portanto, o controle das porções faz parte do planejamento alimentar de quem vive com diabetes.

Ao abordar a carambola, Tarcila Campos afirma que existe um equívoco comum entre pacientes e familiares. Segundo ela, a preocupação principal não está relacionada ao diabetes isoladamente.
A nutricionista explica que a restrição envolve pessoas que apresentam insuficiência renal ou algum grau de comprometimento importante da função dos rins. Nesses casos, a recomendação costuma ser evitar o consumo da fruta.
“Ter diabetes não é sinônimo de ter insuficiência renal”, destacou a especialista durante a entrevista.
Segundo Tarcila Campos, a carambola contém uma substância chamada carboxina. Quando os rins não conseguem filtrar adequadamente essa substância, ela pode se acumular no organismo.
Nesse cenário, o consumo da fruta passa a representar um risco para pessoas com insuficiência renal ou com redução importante da capacidade de filtração dos rins.
Além disso, a nutricionista explica que mesmo pacientes com doença renal crônica em fases iniciais podem receber orientação para evitar a carambola, dependendo dos resultados dos exames e da avaliação médica e nutricional.
Segundo Tarcila Campos, uma pessoa com diabetes que não apresenta comprometimento renal não precisa excluir automaticamente a carambola da alimentação apenas por causa do diabetes.
A especialista relatou que recebeu recentemente a dúvida de um pai cuja filha gostava de consumir a fruta em preparações infantis. Ela explicou que a restrição não está relacionada ao diabetes, mas à insuficiência renal importante.
Nesse contexto, a orientação continua sendo avaliar a saúde como um todo. Segundo a nutricionista, não existe uma única regra válida para todas as pessoas. O consumo de frutas deve considerar glicose, função renal, hábitos alimentares e condições individuais.
Ao final da conversa, Tarcila Campos reforçou que não existe uma lista universal de frutas proibidas para quem tem diabetes. Segundo ela, o foco deve estar no equilíbrio, no controle das porções e na análise individual de cada caso.
Além disso, a especialista lembra que frutas fazem parte de uma alimentação variada e que a escolha dos alimentos deve levar em conta não apenas a glicose, mas também o estado geral de saúde da pessoa.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
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Você já percebeu que, em dias de muita tensão, a glicemia sobe mesmo sem mudanças na alimentação? Não é impressão. O estresse, físico ou emocional, desencadeia uma resposta hormonal que eleva os níveis de açúcar no sangue, e estudos científicos reforçam essa relação.
O Portal Um Diabético explica esse mecanismo com base em dados científicos. As orientações práticas são da psicóloga Priscila Pecoli, do Departamento de Psicologia da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
Sabe aquela sensação de alerta que toma o corpo quando algo dá errado? É o organismo acionando um sistema de defesa imediata.
A psicóloga Priscila Pecoli explica
“Ocorre uma descarga de hormônios chamados contra-reguladores da insulina, entre eles a adrenalina e o cortisol. O nome descreve bem a função: eles agem de forma contrária à insulina, promovendo a elevação dos níveis de glicose no sangue.”
O objetivo biológico é disponibilizar energia rápida para enfrentar o perigo. No entanto, em pessoas com diabetes, esse processo se torna um problema. O organismo já tem dificuldade em regular a glicose, e o estresse intensifica esse desequilíbrio.
Para ilustrar o mecanismo, considere um exemplo: uma pessoa sem diabetes internada por uma infecção grave ou prestes a passar por uma cirurgia. Esse tipo de estresse físico pode elevar temporariamente os níveis de glicemia mesmo em quem não tem a doença. Após a resolução do quadro, os valores retornam ao normal por conta própria.
Quando isso acontece em alguém com diabetes, o impacto tende a ser mais pronunciado. Os níveis de glicose podem subir mais e o retorno ao equilíbrio costuma exigir atenção e manejo ativo. Por isso, o monitoramento próximo é tão importante nesses momentos.
Estresse físico que pode elevar a glicemia:
Além do estresse físico, situações de tensão psicológica também ativam o mesmo eixo hormonal. Conflitos no trabalho, perdas, ansiedade intensa ou períodos prolongados de pressão também podem influenciar a glicemia. Por isso, incluir a saúde emocional na rotina de cuidados é igualmente importante.
Por isso, a saúde mental é parte integrante do tratamento do diabetes, e não um aspecto secundário. A psicóloga Priscila Pecoli reforça: “O tratamento do diabetes é complexo e deve se basear no uso correto das medicações prescritas pelo médico. Também não devemos esquecer do tratamento não farmacológico, como dieta, exercício, controle do peso e uma boa saúde mental.”
Em situações de doença ou estresse intenso, vale a pena acompanhar a glicemia com mais atenção do que o habitual. Esse monitoramento mais frequente permite identificar elevações rapidamente e agir com base na orientação da equipe médica. Além disso, é importante comunicar ao endocrinologista qualquer período de estresse prolongado, físico ou emocional. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar doses de medicamentos ou insulina temporariamente.
O estresse faz parte da vida, e tudo bem. O que é possível é aprender a reduzir seu impacto sobre a glicemia.
Estratégias práticas para períodos de estresse:
Jornalista com quase 30 anos de experiência em televisão no interior de São Paulo, atuando como coordenadora de conteúdo e responsável por produção de pautas. Atualmente é produtora executiva na TB Content.
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