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domingo, 27 de setembro de 2026

27/09 - Dia Nacional da Doença de Huntington.> Doença de Huntington: o que é a doença de Huntington

 

Problemas causados pela doença evoluem progressivamente (Freepik/Freepik)

Espasmos e problemas de memória: o que é a doença de Huntington

Condição genética não tem cura, mas pode ser manejada buscando uma melhor qualidade de vida



Por Gabriel Bueno 27 set 2024, 17h30 | Atualizado 

5 jun 2026, 00h04 



A doença de Huntington, também conhecida como coreia, é uma condição genética e hereditária que causa a morte das células nervosas no cérebro. É caracterizada principalmente pelo surgimento de espasmos rápidos e repetitivos, que podem acometer todo o corpo.

A Associação Brasil Huntington informa que não existem dados precisos sobre o número de portadores da doença no Brasil, mas a Academia Brasileira de Neurologia estima que essa quantidade varia entre 13 e 19 mil pessoas.

O que causa a doença de Huntington

A doença é causada por uma mutação no gene HTT, que resulta na produção anormal de uma proteína chamada huntingtina. Quando danificada, essa proteína interfere na função cerebral, levando a uma variedade de sintomas debilitantes.

“Ela pode ser transmitida para os descendentes. Por isso, é comum em cidades pequenas, onde é normal existir casamento entre pessoas que tenham algum grau de parentesco”, explica Manuelina Macruz Brito, neurologista especialista em distúrbios do movimento e neurologia comportamental pela USP Ribeirão Preto.


Por conta dessa característica, no Brasil, localidades menores como Senador Sá, no Ceará, e Feira Grande, em Alagoas, registram as prevalências mais altas, com cerca de 1 caso para cada mil habitantes. Em comparação, a média mundial é de 1 caso a cada 100 mil habitantes.

Sintomas da doença de Huntington

O início dos sintomas ocorre por volta dos 40 anos. Além dos movimentos involuntários na coordenação motora, também se destacam a distonia — contrações musculares automáticas — e a atetose — movimentos lentos e contorcidos.

Outros sinais incluem problemas cognitivos, a exemplo do declínio da memória, dificuldade de raciocínio, linguagem e alterações psiquiátricas, como mudanças de humor, depressão, ansiedade, apatia, impulsividade e irritabilidade, que fazem parte do quadro e podem surgir antes do início das alterações de movimentos.

Como esses sintomas não são específicos do Huntington, quando eles aparecem isoladamente o diagnóstico pode ser dificultado.

+Leia também: Desafios das doenças raras afetam multidão na América Latina

Como é o diagnóstico

Quando há suspeita do quadro, a doença de Huntington é confirmada por meio de um teste genético. Coleta-se uma amostra de sangue e, em seguida, ela é submetida à análise de DNA, com o intuito de verificar a sequência de repetições do genes HTT, que indica a possibilidade de desenvolver e/ou transmitir a condição para as próximas gerações.

Exames complementares de imagem, como a ressonância magnética, podem ser usados para observar a estrutura cerebral e identificar áreas afetadas. Além disso, uma avaliação neuropsicológica é uma opção para verificar funções cognitivas e emocionais.

Como funciona o tratamento

Até o momento, a doença de Huntington não tem cura, mas há tratamentos para minimizar os sintomas. A doença, porém, progride com o tempo, até que o portador fique completamente dependente de terceiros.

A abordagem mais comum envolve o uso de medicamentos para o controle dos movimentos involuntários e das alterações psiquiátricas.

Embora não seja habitual, existe a opção do tratamento cirúrgico, com a realização do implante de eletrodos para a Estimulação Cerebral Profunda, que auxilia no tratamento dos movimentos involuntários, e o uso da estimulação magnética transcraniana para o auxílio no controle das alterações psiquiátricas.









FONTE: https://saude.abril.com.br/medicina/espasmos-e-problemas-de-memoria-o-que-e-a-doenca-de-huntington/






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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

27/09 - Dia do Doador de órgãos

 


Perguntas frequentes


Quais são os tipos de doadores? (doador em vida e pós morte encefálica)

Existem dois tipos de doadores de órgãos, o doador em vida e o doador após ser diagnosticado com morte encefálica.

Doador em vida: Precisa ser uma pessoa em boas condições de saúde, estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a sua própria saúde e aptidões vitais. O candidato a doador deverá realizar uma avaliação médica para afastar a possibilidade de doenças que comprometam sua saúde ou do receptor. Além disso, deve ser uma pessoa juridicamente capaz, pois a doação só pode ser feita com autorização judicial.

Doador pós morte encefálica: A morte encefálica é definida como “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”, ou seja, é permanente é irreversível. Após diagnosticado com morte encefálica a pessoa não tem como mais “reviver” e assim, todos os outros órgãos ainda funcionam, possibilitando a doação. A morte encefálica só ocorre e é diagnosticada em pacientes hospitalizados que estejam respirando com ajuda de aparelhos (ou seja, pessoas que morrem fora do hospital não se enquadram nesse tipo de doação).


Quem não pode ser um doador?

Pacientes com diagnóstico de tumores malignos (com algumas exceções), doença infecciosa grave aguda ou algumas doenças infecto-contagiosas. Existem outras condições que impedem a doação de órgãos, cuja decisão é feita de maneira muito cuidadosa pelas equipes de transplante.

Morte encefálica (É possível fazer o diagnóstico de morte encefálica apenas com um exame clínico?) (Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?)

O que é: A morte encefálica é estabelecida quando temos um paciente com perda completa e irreversível das funções cerebrais.

A morte encefálica é permanente e irreversível.

Como é diagnosticado: o paciente é conduzido a diversos exames médicos antes de ser diagnosticado com morte encefálica. Esses exames são baseados em sólidas e reconhecidas normas médicas e incluem exames clínicos, realizados duas vezes com intervalo de diversas horas, para asseguras um resultado exato e exames diagnósticos.

Não tem como um diagnóstico de morte encefálica ser “Alarme Falso” ou confundido com um coma. Uma pessoa que está em coma, está médica e legalmente viva, pode respirar sem aparelhos e/ou ter atividade cerebral e fluxo sanguíneo no cérebro. Já um paciente diagnosticado com morte encefálica não consegue mais realizar essas funções vitais.

Quais órgãos e tecidos podem ser doados?

O doador vivo pode doar um Rim, Medula Óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue); parte do fígado (em torno de 70%) e parte do pulmão (em situações excepcionais).

Já um único doador falecido pode salvas mais de oito vidas, podendo doar coração, pulmão, fígado, os rins, pâncreas, córneas, intestino, pele, ossos e válvulas cardíacas.

O que ocorre depois da autorização da doação?

Será realizada coleta de sangue, para análise da presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, sífilis, doença de Chagas, citomegalovírus e toxoplasmose, além dos exames gerais de avaliação do fígado e rins principalmente. Depois de realizadas todas as avaliações, o doador é encaminhado para a cirurgia de retirada de órgãos.

Como fica o corpo depois que os órgãos são retirados?

Após o preparo inicial da cirurgia são realizados os procedimentos para a retirada dos órgãos doados. Ao final, todo o cuidado é aplicado para a realização de adequada reconstituição do corpo, de acordo com a Lei n° 9.434/1997.

O corpo fica como antes, sem nenhuma deformidade (exceto uma cicatriz no abdome) não havendo a necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

Quem recebe os órgãos?

Após efetivada a doação, a Central de Transplantes do Estado é comunicada e através do seu registro de lista de espera são selecionados os receptores mais compatíveis.

Como funciona o sistema de captação de órgãos?

A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (Central de Transplantes) é notificada e repassa a informação para uma Organização de Procura de Órgão (OPO) da região. A OPO se dirige ao hospital e examina o doador, revendo a história clínica, os antecedentes médicos e os exames laboratoriais. A viabilidade dos órgãos é avaliada, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e a compatibilidade com prováveis receptores.

A OPO informa a Central de Transplantes, que emite uma lista de receptores inscritos, compatíveis com o doador. No caso de transplante de rins, deve-se fazer ainda uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica. A central, então, informa a equipe de transplante e o paciente receptor nomeado. Cabe à equipe médica decidir sobre a utilização ou não do órgão.

Como funciona a lista de espera/ sistema de Lista Única Nacional?

Para entrar na lista de espera de transplante, o médico do paciente precisa cadastrá-lo na lista única. Os receptores (pacientes que estão na fila) são separados de acordo com as necessidades e conforme o órgão que necessita, tipos sanguíneos e outras especificações técnicas.

Esse sistema de lista única tem ordem cronológica de inscrição, sendo os receptores selecionados desse modo, em função da gravidade ou compatibilidade sanguínea e genética com o doador. Porém, a distribuição de órgãos depende de outros critérios além do tempo na fila (os critérios variam de acordo com o órgão a ser transplantado e suas devidas necessidades)

Os critérios de desempate são diferentes de acordo com o tipo de órgão ou tecido; a Gravidade é motivo de priorização ou de atribuição de situação especial.

Obs: crianças têm prioridade quando o doador é criança ou quando estão concorrendo com adultos.

Como é o transporte dos órgãos?

O transporte de órgãos é uma corrida contra o tempo e é o tempo de isquemia (tempo que o órgão dura após ser retirado do corpo humano)  que determina o meio de transporte, que pode ser feito tanto de carro como avião.

O transporte precisa ser feito em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2ºC a 8°C.

Se for tomada a decisão de doar os órgãos de um familiar, quanto isso vai custar?

Não há nenhum custo para a família quanto à doação de órgãos e tecidos, como também não há nenhum ganho material.

Quais são os riscos do pós transplante?

Os riscos corridos pós transplante são de infecções, mas estas mesmas que podem se desenvolver em qualquer pessoa se recuperando de uma cirurgia, como infecções no local de cirurgia ou no órgão transplantado, pneumonia e infecções no trato urinário.

Sendo um pouco mais delicado esse processo, os receptores de transplante também correm o risco de infecções anormais (oportunistas) que afetam principalmente os indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido.

Visto isso, a maioria dos indivíduos toma fármacos antimicrobiano, após o transplante, para ajudar a evitar as infecções. O risco de infecção retorna ao nível anterior ao do transplante em cerca de 80% dos indivíduos, depois de 6 meses.









FONTE:https://setembroverde.abto.org.br

 https://setembroverde.abto.org.br/eventos/27-09-dia-nacional-da-doacao-de-orgaos/






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27/09 - Dia Nacional de Doação de Órgãos.

 


27/09 Dia Nacional da Doação de Órgãos

Uma data que convida o Brasil a conversar sobre a doação de órgãos

Todos os anos, em 27 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para incentivar a população a conhecer mais sobre a doação de órgãos e tecidos e, principalmente, conversar sobre esse desejo com a família. A data foi instituída pela Lei nº 11.584, de 28 de novembro de 2007, que também prevê a realização de campanhas de conscientização nas semanas que antecedem o dia 27 de setembro. Ela complementa a Lei nº 9.434/1997, responsável por regulamentar o Sistema Nacional de Transplantes no Brasil.

Por que essa data existe?

Mesmo sendo um dos países que mais realiza transplantes no mundo e contando com o maior programa público de transplantes, milhares de brasileiros ainda aguardam por um órgão. Grande parte dessas pessoas depende de uma decisão tomada em poucos minutos: a autorização da família para a doação. Por isso, o principal objetivo do Dia Nacional da Doação de Órgãos não é apenas divulgar informações, mas incentivar um diálogo que pode salvar vidas.

Você sabia?

  • A doação de órgãos após a morte só acontece com a autorização da família.
  • Conversar sobre o desejo de ser doador é uma das formas mais importantes de aumentar as chances de que essa vontade seja respeitada.
  • O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes do mundo e cerca de 95% dos transplantes são financiados pelo SUS.

Esta data representa um convite para refletir sobre solidariedade, empatia e cuidado com o próximo. Uma única decisão pode beneficiar várias pessoas e transformar diferentes histórias.
















FONTE:https://setembroverde.abto.org.br

 https://setembroverde.abto.org.br/eventos/27-09-dia-nacional-da-doacao-de-orgaos/






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