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sábado, 31 de outubro de 2026

Mortadela pode fazer parte do café da manhã de quem tem diabetes? Descubra a verdade

 


Nutricionista explica quais características desse embutido merecem atenção na alimentação de quem convive com diabetes


A mortadela pode aparecer no café da manhã de pessoas com diabetes, mas sua composição exige atenção à quantidade e à frequência de consumo. O alimento contém pouco carboidrato, porém fornece sódio e gordura, nutrientes que também precisam ser considerados no planejamento alimentar.

A nutricionista Carol Netto, consultada sobre o tema, explica que a mortadela é um alimento processado e industrializado e que seu consumo diário não é recomendado. A avaliação não deve considerar apenas o efeito imediato do alimento sobre a glicemia.

As diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomendam uma alimentação variada, equilibrada e adaptada às necessidades individuais. A entidade também orienta priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, em vez de concentrar as escolhas em produtos industrializados.

Como a mortadela pode afetar a glicemia

Os carboidratos são os nutrientes que exercem maior influência sobre a variação da glicose no sangue após as refeições. Como a mortadela contém pouco carboidrato, seu consumo isolado tende a provocar uma resposta glicêmica menor do que a de alimentos ricos nesse nutriente.

Isso não significa que o embutido possa ser consumido sem considerar outros aspectos nutricionais. A quantidade de sódio e gordura também faz parte da avaliação, principalmente quando o alimento aparece com frequência nas refeições.

A SBD destaca, em suas diretrizes de terapia nutricional, que a alimentação de quem tem diabetes deve considerar o padrão alimentar como um todo, e não apenas nutrientes ou alimentos isolados. A recomendação também prevê a individualização das escolhas, de acordo com as necessidades clínicas, as preferências e as condições de cada pessoa.

A gordura presente na mortadela também pode interferir na resposta glicêmica após a refeição. Quando o alimento é consumido com pão, por exemplo, o carboidrato do pão e a composição do recheio precisam ser considerados em conjunto.

Em algumas situações, refeições com maior quantidade de gordura e proteína podem alterar o perfil glicêmico horas depois do consumo. Esse efeito merece atenção especialmente para pessoas com diabetes tipo 1 que utilizam insulina, conforme o plano de tratamento estabelecido com a equipe de saúde.

DIABÉTICO PODE COMER MORTADELA? | Tom Bueno

Sódio e gordura também entram na conta

O teor de sódio é outro ponto a considerar. O consumo excessivo desse nutriente pode contribuir para o aumento da pressão arterial, especialmente em pessoas com hipertensão.

Em conteúdo publicado em seu site, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda reduzir o consumo de alimentos processados industrialmente, incluindo embutidos, como parte das medidas para diminuir a ingestão de sódio.

A orientação tem relevância para pessoas que convivem com diabetes e hipertensão, já que o controle da pressão arterial também faz parte do acompanhamento dessas condições. A quantidade de sódio consumida ao longo do dia depende de todos os alimentos e preparações da dieta, e não apenas da mortadela.

A gordura também deve ser considerada na escolha dos alimentos. Nas recomendações para pessoas com diabetes tipo 2, a SBD orienta priorizar fontes de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas em vez de gorduras saturadas, associadas a menor risco cardiovascular quando substituem as saturadas na alimentação.

Isso não significa que uma porção isolada de mortadela determine o controle do diabetes. A frequência de consumo, o tamanho da porção e a composição das demais refeições fazem parte da avaliação nutricional.

O que escolher para acompanhar o pão

Para variar os recheios do café da manhã, ovo preparado em casa e frango desfiado são alternativas que podem fazer parte da alimentação. Essas opções permitem variar as fontes de proteína sem depender exclusivamente de embutidos.

O pão também precisa ser considerado no planejamento da refeição. A quantidade consumida e o tipo escolhido influenciam a ingestão de carboidratos, enquanto outros alimentos podem contribuir com fibras e diferentes nutrientes.

A SBD recomenda priorizar fontes de carboidratos que forneçam fibras e sejam minimamente processadas, como parte de um padrão alimentar equilibrado. A escolha deve ser adaptada às necessidades individuais, sem estabelecer uma única combinação de alimentos para todas as pessoas com diabetes.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, também orienta limitar alimentos processados e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. O documento considera o grau de processamento dos produtos, além da composição nutricional.

Como consultar o rótulo da mortadela

A embalagem fornece informações que ajudam a comparar produtos. A tabela nutricional permite verificar a quantidade de sódio, gorduras totais, gorduras saturadas e outros nutrientes por porção e por 100 gramas.

A Sociedade Brasileira de Diabetes explica que a rotulagem nutricional frontal utiliza o símbolo de lupa para indicar quando um alimento apresenta alto teor de sódio, gordura saturada ou açúcar adicionado, conforme os critérios regulatórios.

A presença desse aviso ajuda a identificar produtos com concentração elevada desses nutrientes, mas a avaliação também deve considerar a quantidade consumida. Comparar produtos da mesma categoria pode ajudar na escolha, embora não transforme um embutido em substituto equivalente de alimentos in natura.

Cinco dicas para consumir mortadela com atenção

1. Observe a frequência. Evite transformar a mortadela em um recheio diário. Varie as opções ao longo da semana, incluindo ovos preparados em casa e frango desfiado.

2. Considere a quantidade. Uma porção menor fornece menos sódio e gordura do que uma porção maior. A quantidade adequada depende das necessidades e do planejamento alimentar de cada pessoa.

3. Leia a tabela nutricional. Compare o teor de sódio e de gorduras saturadas entre as marcas. Verifique também se a embalagem apresenta o aviso frontal de alto teor desses nutrientes.

4. Avalie a refeição completa. Considere o tipo e a quantidade de pão, o recheio e os demais alimentos consumidos. A glicemia após a refeição depende de fatores que vão além de um único ingrediente.

5. Siga seu planejamento alimentar. Quem utiliza insulina ou precisa ajustar a alimentação para controlar a glicemia deve seguir as orientações da equipe de saúde. A resposta glicêmica e as necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa.


REDAÇÃO






FONTE:https://umdiabetico.com.br/


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informativo procure seu médico

abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

MELHOR IDADE: VOCÊ SABIA QUE MUDOU O SÍMBOLO QUE REPRESENTA AS PESSOAS IDOSAS?

 



O símbolo que representa as pessoas idosas passou por mudanças para combater o etarismo e desconstruir a ideia de que a velhice está necessariamente associada à fragilidade.

A antiga figura curvada, apoiada em uma bengala,

dá lugar a uma representação com postura ereta e

à inscrição “60+”, utilizada na sinalização de vagas

de estacionamento e de outros espaços

prioritários.


A mudança no símbolo que representa as pessoas

idosas foi estabelecida em 2022, por meio da

Resolução nº 965, de 17 de maio de 2022, do

Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). A

norma entrou em vigor em 1º de junho de 2022 e

sua implementação ocorreu gradualmente, com

prazo final em junho de 2027.

Mais do que uma atualização visual, a mudança

convida a sociedade a refletir sobre os

estereótipos relacionados ao envelhecimento.

Afinal, reconhecer a diversidade das trajetórias de

vida também é uma forma de promover respeito,

dignidade e inclusão.

















Fonte: CONTRAN Resolucao965 2022, link

https://www.gov.br/transportes/pt-

br/assuntos/transito/conteudo-

contran/resolucoes/Resolucao9652022.pdf/@@dis

play-file/file .

#divulgaçãocientífica #artigocientífico #pesquisacientífica #pesquisaacadêmica #SciELO #Scopus #CNPq #Capes #envelhecimentohumano
















FONTE:https://www.instagram.com/revistabgg/?e=2d8f02dd-346d-4f80-bc7a-9b00d0b77d15&g=5


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Diabetes aumenta o risco de AVC? Cardiologista explica os fatores de risco, os sinais de alerta e como prevenir

 



Entenda quais fatores merecem atenção no acompanhamento do diabetes e o que observar para reduzir o risco de complicações


Pessoas com diabetes têm maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame. A glicose elevada ao longo dos anos pode comprometer os vasos sanguíneos, enquanto a presença de outros fatores cardiovasculares pode ampliar esse risco. Em entrevista ao jornalismo do Portal Um Diabético, o cardiologista Bruno Mahler Mioto explicou como essa relação ocorre e quais cuidados devem fazer parte da prevenção.

Uma análise que reuniu 102 estudos, com quase 700 mil pessoas, identificou que o diabetes mais que dobrou o risco de AVC isquêmico, causado pelo entupimento de um vaso sanguíneo. O risco de AVC hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso, também aumentou, mas em menor proporção.

Como o diabetes aumenta o risco de AVC?

A glicose elevada por períodos prolongados pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias. Essas alterações podem comprometer a circulação e contribuir para o bloqueio de vasos que levam sangue ao cérebro.

Segundo Bruno Mahler Mioto, o risco também está relacionado à presença de outros problemas de saúde. Pressão alta, colesterol LDL elevado, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso estão entre os fatores que precisam ser acompanhados.

A doença renal e a fibrilação atrial, uma alteração do ritmo cardíaco que pode favorecer a formação de coágulos, também entram nessa avaliação.

Uma análise citada pelo cardiologista identificou diferenças entre mulheres e homens. O aumento do risco de AVC associado ao diabetes foi de aproximadamente 2,3 vezes entre as mulheres e 1,8 vez entre os homens. Esses números representam estimativas de estudos e não determinam individualmente o risco de cada pessoa.

Diabetes tipo 1 também aumenta o risco?

Como a condição costuma começar mais cedo, o organismo pode ficar exposto por mais tempo às alterações relacionadas à glicose elevada.

Um estudo sueco acompanhou mais de 33 mil pessoas com diabetes tipo 1 e identificou um risco de AVC isquêmico cerca de três vezes maior que o observado na população geral. Os pesquisadores também encontraram uma relação entre o aumento da hemoglobina glicada e o risco do evento.

A hemoglobina glicada é um exame que indica a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses. No diabetes tipo 2, a presença simultânea de pressão alta, alterações no colesterol e excesso de peso também pode reunir diferentes fatores de risco cardiovascular.

Quais exames ajudam a avaliar o risco?

O acompanhamento de pessoas com diabetes inclui exames e medidas que permitem avaliar o controle da glicose e identificar outros fatores associados ao risco cardiovascular.

Entre eles estão a aferição da pressão arterial, a dosagem do colesterol, a hemoglobina glicada e a avaliação da função dos rins. A pesquisa de proteína na urina também pode ajudar a identificar alterações renais.

O eletrocardiograma pode auxiliar na identificação da fibrilação atrial, uma arritmia que nem sempre provoca sintomas. Em situações específicas, o médico pode solicitar exames de imagem, como o ultrassom das artérias carótidas, localizadas no pescoço.

A indicação desses exames depende da avaliação clínica. Eles não são necessários para todas as pessoas com diabetes e devem ser solicitados conforme o histórico e os fatores de risco de cada paciente.

Como prevenir o AVC em pessoas com diabetes?

O controle da glicose, da pressão arterial e do colesterol faz parte da prevenção. De acordo com Mioto, esses fatores precisam ser avaliados em conjunto, porque cuidar apenas da glicemia não elimina os demais riscos cardiovasculares.

A pressão alta pode exigir tratamento medicamentoso quando as mudanças de hábitos não são suficientes para atingir a meta definida pelo médico. As estatinas, medicamentos que reduzem o colesterol LDL, também podem ser indicadas conforme o risco cardiovascular, mesmo quando o resultado do colesterol não parece elevado.

Não fumar, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados e controlar o peso quando necessário são outras medidas que contribuem para a saúde cardiovascular.

Alguns medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 também apresentam benefícios cardiovasculares. Entre eles estão os agonistas do receptor de GLP-1, uma classe que imita a ação de um hormônio intestinal. Estudos clínicos identificaram redução de eventos cardiovasculares, incluindo AVC, em determinadas populações de pessoas com diabetes tipo 2.

A escolha do tratamento deve considerar o histórico clínico, os fatores de risco, as necessidades e as preferências de cada paciente.

Como reconhecer os sinais de AVC?

Os sintomas de AVC geralmente aparecem de forma repentina. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, no rosto, braço ou perna;
  • Boca torta ao sorrir;
  • Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem;
  • Alterações na visão;
  • Perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar;
  • Confusão mental ou dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

Uma forma de reconhecer alguns desses sinais é pedir à pessoa que sorria, levante os dois braços e repita uma frase. Se houver alteração no sorriso, queda de um dos braços ou dificuldade na fala, ligue imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192.

Em pessoas com diabetes, a hipoglicemia, caracterizada pela queda da glicose no sangue, também pode provocar confusão mental e alterações na fala, com sintomas semelhantes aos de um AVC. Medir a glicemia pode ajudar na avaliação, mas não deve atrasar o atendimento de emergência.

Mesmo que os sintomas desapareçam após alguns minutos, é necessário procurar atendimento imediato. O episódio pode indicar um ataque isquêmico transitório, causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo cerebral.

Por que o atendimento rápido é essencial?

Diante da suspeita de AVC, a orientação é acionar o SAMU pelo número 192. Também é importante registrar o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista sem alterações. Essa informação ajuda a equipe médica a avaliar as opções de tratamento.

No hospital, exames de imagem, como a tomografia, ajudam a diferenciar o AVC isquêmico do hemorrágico. Essa distinção orienta a conduta, porque os tratamentos são diferentes.

Em casos selecionados de AVC isquêmico, medicamentos podem dissolver o coágulo, enquanto procedimentos por cateter podem retirar a obstrução de uma artéria. A indicação depende do quadro clínico e do tempo transcorrido desde o início dos sintomas.

Em pessoas com diabetes, a equipe também verifica a glicemia durante o atendimento. Valores muito baixos precisam ser corrigidos, enquanto a glicose muito elevada exige controle durante a internação.

O Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, marca ações de conscientização sobre os sinais da condição e a necessidade de atendimento rápido. Para pessoas com diabetes, o acompanhamento da glicemia e dos demais fatores cardiovasculares faz parte dos cuidados de longo prazo.


Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.








FONTE:https://umdiabetico.com.br/


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