Em um momento em que a medicina dispõe de recursos cada vez mais sofisticados para prolongar a vida, uma pergunta se torna inevitável: estamos garantindo mais tempo ou mais qualidade nos momentos finais?
Um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society sugere que as diretivas antecipadas de vontade, o chamado testamento vital, podem fazer diferença significativa nessa escolha. A análise de 2.850 idosos mostrou que aqueles que registraram previamente seus desejos em prontuários eletrônicos tiveram 25% menos probabilidade de serem submetidos a cuidados potencialmente desgastantes no fim da vida e 31% menos chances de morrer no hospital.
Os resultados reforçam que o debate sobre o envelhecimento não se limita à longevidade, mas também à autonomia e ao direito de decidir como viver a própria finitude. A reflexão ganha ainda mais relevância diante das discussões propostas pela gerontóloga Terezinha Monteiro Martinez em seu novo guia sobre cuidados familiares, que alerta para práticas excessivamente controladoras e convida famílias e cuidadores a se colocarem, de fato, no lugar da pessoa idosa.
Fontes: AGS disponível em https://doi.org/10.1111/jgs.70458 e G1.
FONTE: https://www.facebook.com/RevistaBGG?__cft__[0]=AZY3aairWArHX7HfjZ63phvE0Uh5r2cRsb9pRZM9O9R1W_utuEbdyVOYgwwXPK5TB6LfTV-Ga7Qca887gvmBkxdxwboEt3IG_4yR_mCm4t5DVKrCBNx5T8xo_Vtw6jSCSYQCsdOET3MsHDjLbflGOqeFXwF7oieEMHvUgi0NYnP9WcO48f4vA-kgYWV93sfVDmArZa81-0GCom8GZwVaFqzw&__tn__=-UC%2CP-R
obs.:CONTEÚDO MERAMENTE INFORMATIVO
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