Muitas vezes, os termos "Alzheimer" e "Demência" são usados como sinônimos, mas a realidade é diferente. A demência é um termo geral para alterações que afetam a memória e o raciocínio, enquanto o Alzheimer e a Demência Vascular são os dois tipos mais comuns dessa condição.
Embora ambos impactem a autonomia, a forma como eles começam e progridem no cérebro é bem distinta.
Veja as principais diferenças no dia a dia:
A Doença de Alzheimer: Início Lento e Contínuo
No Alzheimer, o acúmulo de proteínas tóxicas destrói os neurônios de forma lenta, gradual e quase imperceptível no começo. A evolução é linear e contínua, o paciente apresenta pequenas perdas a cada dia.
O sintoma inicial marcante: Perda de memória de curto prazo (esquecer o que acabou de ser dito ou feito).
No dia a dia: Fazer a mesma pergunta repetidas vezes, perder-se em caminhos familiares e guardar objetos em locais completamente errados (como a chave dentro da geladeira).
A Demência Vascular: A Evolução em Degraus
Aqui, a causa é o bloqueio ou redução do fluxo de sangue no cérebro, seja por microavcs ou por um derrame maior.
A evolução acontece "em degraus": o paciente fica estável por um tempo, sofre um pequeno evento vascular, cai um degrau na sua capacidade cognitiva e estabiliza novamente.
O sintoma inicial marcante: Lentidão no raciocínio, dificuldade de atenção e problemas para planejar tarefas.
No dia a dia: Incapacidade repentina de organizar contas ou seguir receitas, choro ou riso súbito sem motivo aparente (instabilidade emocional) e alterações físicas precoces, como andar arrastando os pés ou perda de equilíbrio.
O Diagnóstico e a Demência Mista
Vale lembrar que o diagnóstico preciso feito por um especialista, é indispensável, inclusive, é muito comum a ocorrência da Demência Mista, quando o paciente apresenta as lesões vasculares e as alterações do Alzheimer ao mesmo tempo.
Enquanto o Alzheimer foca em retardar os sintomas, a Demência Vascular exige um controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes para evitar novos danos.
Como cuidador, você já percebeu se os sintomas do seu familiar começaram de forma lenta e constante ou se surgiram de repente, após algum problema de saúde? Compartilhe aqui nos comentários.
Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de
Quem convive com diabetes já deve ter ouvido que o leite inflama o organismo, piora a glicose ou até causa diabetes. Essas afirmações circulam há anos, mas não fazem parte das recomendações científicas atuais para o tratamento da doença.
Segundo a nutricionista Tarcila Campos, educadora em diabetes, não existe evidência científica que justifique retirar o leite da alimentação de todas as pessoas com diabetes apenas porque o alimento seria inflamatório.
O leite precisa ser retirado da alimentação de quem tem diabetes?
De acordo com Tarcila Campos, o leite pode fazer parte da alimentação quando é consumido nas porções adequadas e dentro de um planejamento alimentar individualizado.
Ela explica que a decisão de consumir ou não leite deve considerar as características de cada pessoa e não informações divulgadas sem respaldo científico.
“Eu não tenho nenhum estudo que me fale com relação a isso”, afirma a nutricionista ao comentar a hipótese de que o leite deva ser retirado da alimentação de pessoas com diabetes.
Além disso, ela destaca que existe diferença entre não gostar de leite e acreditar que o alimento seja proibido para quem vive com diabetes.
O que a ciência diz sobre leite e diabetes?
Segundo Tarcila Campos, os estudos disponíveis não apresentam evidências capazes de recomendar a exclusão do leite da alimentação das pessoas com diabetes.
Ela explica que, para mudar uma recomendação nutricicional, é necessário um conjunto consistente de pesquisas com alto nível de evidência científica. Atualmente, esse cenário não existe para o consumo de leite.
Portanto, a orientação continua sendo incluir o alimento quando ele fizer sentido dentro do plano alimentar definido para cada pessoa.
O leite também fornece nutrientes importantes
Além de fazer parte da alimentação de muitas famílias brasileiras, o leite fornece nutrientes importantes para o organismo.
Segundo a nutricionista, o alimento é fonte de cálcio, vitamina D e proteínas, nutrientes relacionados à saúde óssea e ao funcionamento do organismo.
Ela também lembra que o cálcio participa do funcionamento da insulina e do controle glicêmico.
Nesse contexto, retirá-lo sem necessidade pode reduzir a ingestão desses nutrientes, principalmente quando não existe outra fonte equivalente na alimentação.
Estudos também apontam possíveis benefícios
Segundo Tarcila Campos, algumas pesquisas apontam benefícios associados ao consumo de leite e de iogurtes.
Ela explica que os iogurtes passam por um processo de fermentação e existem estudos que relacionam esses alimentos à microbiota intestinal e ao controle glicêmico.
No entanto, esses resultados não significam que ele trate o diabetes. Eles apenas mostram que o alimento pode fazer parte de uma alimentação equilibrada quando existe indicação para isso.
O consumo deve ser individualizado
Embora ele não seja proibido para quem tem diabetes, isso não significa que todas as pessoas devam consumir a mesma quantidade.
Segundo Tarcila Campos, o planejamento alimentar precisa considerar o objetivo de cada paciente, a rotina, o controle glicêmico e outras condições de saúde.
Ela reforça que a individualização continua sendo um dos principais pilares da terapia nutricional no diabetes.
Assim, a recomendação não é retirar o leite de forma automática, mas avaliar como ele pode fazer parte da alimentação de cada pessoa.
5 dicas para consumir leite convivendo com diabetes
Respeite a quantidade indicada no seu planejamento alimentar, evitando excessos.
Escolha o tipo de acordo com seu objetivo nutricional, sempre com orientação de um profissional de saúde.
Evite acrescentar achocolatados e outros ingredientes ricos em açúcar, que podem aumentar o impacto na glicose.
Observe como seu organismo responde, principalmente se ele for integral, já que a gordura pode influenciar o comportamento da glicemia.
Não retire ele da alimentação apenas por acreditar que ele inflama ou piora o diabetes, pois as evidências científicas atuais não comprovam essa relação.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
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Sofrito, preparação feita com tomate, alho, cebola e azeite, apareceu ao lado das frutas entre os fatores associados a menor risco estimado de diabetes tipo 2 em estudo realizado no Equador
Uma pesquisa publicada na revista científica Nutrients identificou uma associação entre maior adesão à dieta mediterrânea e menor risco estimado de diabetes tipo 2 em adultos no Equador. Entre os componentes analisados, o sofrito e o consumo regular de frutas apareceram relacionados a esse resultado.
O sofrito é uma preparação tradicional da culinária mediterrânea feita com tomate, alho, cebola ou alho-poró e azeite de oliva. Os pesquisadores avaliaram esse alimento como parte de um padrão alimentar mais amplo e não como um fator isolado.
O estudo não conclui que o consumo de sofrito ou de frutas previna o diabetes tipo 2. Os autores destacam que os resultados mostram uma associação observada em uma população específica, sem estabelecer uma relação de causa e efeito.
Pesquisa avaliou hábitos alimentares e risco de diabetes tipo 2
O trabalho reuniu 1.373 adultos entre 18 e 75 anos, moradores da cidade de Loja, no Equador. Nenhum participante possuía diagnóstico prévio de diabetes tipo 2.
Os pesquisadores utilizaram o questionário MEDAS-14 para medir a adesão à dieta mediterrânea. O risco de desenvolver diabetes nos próximos dez anos foi estimado por meio do FINDRISC, ferramenta validada para essa finalidade.
A pesquisa também considerou fatores como idade, atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, circunferência abdominal e composição corporal.
Os resultados mostraram que 85,8% dos participantes apresentaram baixa adesão à dieta mediterrânea. Esse grupo concentrou uma proporção maior de pessoas classificadas com risco moderado ou elevado para diabetes tipo 2.
Sofrito apareceu entre os componentes associados a menor risco
A análise dos componentes individuais da dieta identificou que o consumo regular de sofrito esteve associado a um risco aproximadamente 18% menor de diabetes tipo 2 em comparação com participantes que não consumiam a preparação.
Segundo os autores, o sofrito integra o padrão alimentar mediterrâneo, que também inclui maior consumo de frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais e azeite de oliva, além de menor ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.
O estudo não avaliou o impacto de qualquer tipo de refogado utilizado no dia a dia nem permite afirmar que a preparação, por si só, reduz o risco da doença.
Os pesquisadores apontam que compostos presentes nos ingredientes podem participar de mecanismos relacionados ao metabolismo da glicose e aos processos inflamatórios. O trabalho, porém, não foi desenvolvido para comprovar esses efeitos.
O que é o sofrito?
O sofrito é uma preparação tradicional da culinária mediterrânea utilizada como base para diferentes receitas.
A versão analisada no estudo inclui tomate, alho, cebola ou alho-poró e azeite de oliva, preparados lentamente. Os pesquisadores consideraram o consumo regular dessa preparação dentro do contexto da dieta mediterrânea como um todo.
O trabalho não avaliou outras formas de refogado nem comparou diferentes tipos de óleo ou métodos de preparo.
Consumo de frutas também esteve relacionado ao resultado
O consumo de frutas apareceu como outro fator associado ao menor risco estimado de diabetes tipo 2.
Os participantes que não consumiam frutas regularmente apresentaram risco 35% maior de desenvolver a doença quando comparados àqueles que mantinham esse hábito alimentar.
A associação permaneceu significativa mesmo após ajustes estatísticos que consideraram idade, sexo, tabagismo, índice de massa corporal e circunferência abdominal.
Os autores lembram que frutas inteiras fazem parte da dieta mediterrânea e integram padrões alimentares relacionados à saúde metabólica.
Excesso de peso e gordura abdominal seguiram entre os principais fatores
O estudo também reforçou fatores já conhecidos pela literatura científica sobre diabetes tipo 2.
O aumento do índice de massa corporal e da circunferência abdominal apareceu de forma consistente como um dos principais elementos associados ao maior risco da doença, tanto em homens quanto em mulheres.
Os pesquisadores também encontraram associação entre maior massa muscular e menor risco estimado de diabetes em análises específicas por sexo.
Os autores defendem que estratégias voltadas para a redução da gordura abdominal e a preservação da massa muscular podem contribuir para a saúde metabólica da população.
O que pode explicar a associação observada
O trabalho apresenta hipóteses para explicar a relação encontrada entre o sofrito e o menor risco estimado de diabetes tipo 2.
O tomate fornece licopeno, composto relacionado ao estresse oxidativo. O alho e a cebola contêm substâncias sulfuradas que podem participar de processos ligados à ação da insulina. O azeite de oliva integra a base da dieta mediterrânea e fornece gorduras monoinsaturadas e polifenóis.
Os pesquisadores não avaliaram diretamente esses mecanismos. As informações aparecem na discussão científica como possíveis explicações para os resultados observados.
Estudo não comprova que alimentos isolados previnem diabetes
Os autores reconhecem limitações importantes na pesquisa.
O desenho transversal permite identificar associações entre hábitos alimentares e risco de diabetes tipo 2, mas não demonstra relações de causa e efeito. Por isso, os resultados não permitem afirmar que o consumo de sofrito ou frutas previna a doença.
Os dados sobre alimentação foram obtidos por questionários respondidos pelos próprios participantes, o que pode gerar diferenças entre o consumo relatado e os hábitos reais.
Outra limitação envolve a população estudada. Os participantes pertenciam a uma coorte de trabalhadores urbanos do Equador, o que restringe a aplicação dos resultados para outras realidades.
Os pesquisadores defendem estudos de longo prazo para confirmar as associações observadas e compreender melhor os mecanismos envolvidos.
Alimentação integra um conjunto de fatores relacionados ao diabetes tipo 2
Os resultados reforçam que a alimentação faz parte de um conjunto mais amplo de fatores relacionados ao risco de diabetes tipo 2.
O estudo também identificou associações envolvendo idade, tabagismo, excesso de peso e gordura abdominal. Esses elementos continuam entre os principais fatores ligados ao desenvolvimento da doença.
A pesquisa sugere que padrões alimentares com maior presença de frutas, vegetais e preparações tradicionais podem integrar estratégias voltadas à saúde metabólica, sem substituir medidas já estabelecidas para prevenção e acompanhamento do diabetes tipo 2.
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Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de