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segunda-feira, 23 de março de 2026

Cachorro-quente aumenta a glicose de quem tem diabetes? Entenda

 

Cachorro-quente aumenta a glicose de quem tem diabetes? Entenda

 

 Cachorro-quente sobre mesa de madeira com purê, salsicha, batata palha e molhos, ilustrando impacto na glicose para quem tem diabetes

 

 

Consumo de cachorro-quente pode elevar glicose em pessoas com diabetes dependendo dos ingredientes. 
 
 
Comer cachorro-quente exige atenção para controlar glicose. Saiba quais ingredientes impactam mais e como monitorar seus efeitos
 

 


O cachorro-quente é um lanche popular no Brasil, mas para quem convive com diabetes, é importante entender seu impacto glicêmico. Segundo a nutricionista Carol Netto, o efeito sobre a glicose depende dos ingredientes e das combinações consumidas.

“O pão, por exemplo, pode ter cerca de 26 gramas de carboidrato, mas não existe um padrão nacional, então o valor varia bastante. Além disso, outros ingredientes aumentam a carga glicêmica”, explica Carol.

Entre esses ingredientes estão o purê de batata, salsicha, batata palha e molhos como maionese, mostarda e ketchup. A combinação de carboidratos e gordura contribui para elevações prolongadas da glicose.

 

Gordura: o ingrediente que mais impacta a glicemia

A especialista ressalta que a gordura presente na salsicha, batata palha e purê é responsável por prolongar a elevação da glicose no sangue.

“O impacto pode durar cinco ou seis horas após a refeição, por isso é fundamental monitorar a glicose nesse período”, afirma Carol.

O monitoramento frequente permite ajustar doses de insulina ou escolher combinações que gerem menor impacto. Para quem tem diabetes, a atenção deve ser maior ao consumir alimentos com alto teor de gordura.

Estratégias para consumir cachorro-quente com segurança

Carol Netto orienta que o melhor horário para comer cachorro-quente é durante o dia, quando é possível monitorar a glicose mais facilmente. Comer à noite aumenta o risco de elevação prolongada da glicose, especialmente ao dormir, o que dificulta o controle no dia seguinte.

Outra estratégia é equilibrar os ingredientes. Reduzir a quantidade de purê ou batata palha e optar por molhos em menor quantidade ajuda a diminuir o impacto glicêmico.

 

Monitoramento contínuo e ajustes

Para quem convive com diabetes, a dica central é não apenas observar os carboidratos do pão, mas também a presença de gordura. O efeito combinado de carboidratos e gordura pode gerar picos tardios de glicose, exigindo atenção por várias horas após a refeição.

“Quem tem diabetes pode comer cachorro-quente, mas precisa ter consciência do impacto. Monitorar a glicose e ajustar a alimentação ao longo do dia são medidas essenciais”, conclui Carol.

DIABÉTICO PODE COMER CACHORRO QUENTE? | Tom Bueno

 

 

 

 

Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.


 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

24/03 - DIA MUNDIAL DE COMBATE A TUBERCULOSE: 9 sintomas comuns da tuberculose

 

 A infecção bacteriana afeta principalmente os pulmões, sendo caracterizada por uma tosse prolongada e persistente
Por Lucas Rocha
Atualizado em 2 out 2024, 17h46 - Publicado em 2 out 2024, 14h49  




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 Tosse persistente é um dos sintomas da tuberculose (Foto: Omar Paixão/Veja Saúde)



Uma das doenças mais antigas do mundo, a tuberculose persiste como um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.A cada ano, são registrados cerca de 80 mil casos e 5,5 mil mortes pelo agravo no país, de acordo com o Ministério da Saúde.

A infecção pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, afeta principalmente os pulmões, sendo caracterizada principalmente por uma tosse prolongada e persistente, mas não é só isso.



Conhecer os demais sintomas ajuda a reduzir o tempo até o diagnóstico adequado, evitando complicações e diminuindo o contágio de outras pessoas, especialmente familiares.

Quais são os principais sintomas de tuberculose?

A transmissão da tuberculose acontece pelo contato com aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de alguém infectado sem tratamento. Veja as manifestações:

Tosse persistente

A doença provoca tosse persistente, seca ou com catarro, por três semanas ou mais

Febre

O quadro febril tende a surgir principalmente à tarde

Suor noturno

Ele pode dar às caras, mas, como está ligado a várias situações, é preciso observar o quadro geral antes de suspeitar de tuberculose

Emagrecimento

Perda de peso brusca e sem motivo aparente, que também pode ser sinal de outras doenças.

Cansaço excessivo

Como os pulmões são afetados, a fadiga se manifesta.

Falta de apetite

Outra queixa presente em muitos problemas de saúde que deve ser sempre investigada.

Palidez

Ela é um indício de que a saúde, no geral, não vai muito bem.

Rouquidão

Como a doença causa lesões na laringe, o indivíduo pode ficar rouco.

Outros sinais pelo corpo

“Estamos falando da forma pulmonar, que gira em torno de 80 a 90% dos casos. A tuberculose pode afetar qualquer órgão do corpo, provocando sintomas compatíveis. Por exemplo,  no intestino, pode levar a alterações do hábito intestinal. Na versão ocular, pode haver diminuição da acuidade visual“, explica a médica pneumologista Roberta Sales, do InCor.

Diagnóstico da tuberculose

Diante de sinais suspeitos, é recomendado buscar atendimento médico ou uma unidade de saúde próxima para avaliação.

A identificação pode ser feita a partir de um conjunto de metodologias, considerando o histórico do paciente, o relato de sintomas, testes de imagem e exames laboratoriais específicos.

“O diagnóstico é feito principalmente pelo exame de escarro, disponível em unidades básicas de saúde e hospitais da rede pública. Coleta-se uma amostra e faz-se um teste rápido molecular ou  convencional, com estimativa de resultado de duas a quatro horas. Caso o indivíduo não tenha secreção, podem ser realizados exames mais invasivos”, detalha Roberta. 

 

A identificação adequada é fundamental para o início do tratamento e para interromper a cadeia de transmissão do agravo.

tratamento-para-tuberculoseBacilos da tuberculose: 80 mil novos casos por ano no país (Foto: CDC/Reprodução)

Como é o tratamento da tuberculose?

O tratamento, feito à base de medicamentos antibióticos, dura pelo menos seis meses. A terapia ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)  conta com quatro remédios: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

Nesse contexto, disciplina é a palavra-chave. No contexto da tuberculose, a cura depende da adesão ao tratamento de forma adequada, até o final.

O problema é que muitos pacientes deixam de tomar a medicação quando apresentam algum alívio dos sintomas, o que só aumenta os riscos de desenvolvimento de formas resistentes da tuberculose.

A vacina BCG, que protege a criança de formas graves da doença, é disponibilizada pelo SUS e deve ser aplicada ao nascer, ou, no máximo, até os cinco anos incompletos.
 

FONTE/https://saude.abril.com.br/medicina/9-sintomas-comuns-da-tuberculose?fbclid=IwY2xjawJPoKJleHRuA2FlbQIxMQABHQx3TbAnKhFG5qaMycGreBarrevTx7yKM-qbtJpUfK_ZqhmP_hMdnX5BeA_aem_ZmFrZWR1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

24/03 - Dia Mundial de Combate à Tuberculose > “Investir para acabar com a tuberculose. Salvar vidas”!


A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A doença afeta prioritariamente os pulmões (forma pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A forma extrapulmonar, que afeta outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico. 

Importante: A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença. 

Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose. A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais. No Brasil são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

Sintomas

  • Tosse por 3 semanas ou mais;
  • Febre vespertina;
  • Sudorese noturna;
  • Emagrecimento.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse. Essa tosse pode ser seca ou produtiva (com catarro).

Importante: Recomenda-se que toda pessoa com sintomas respiratórios, ou seja, que apresente tosse por três semanas ou mais, seja investigada para tuberculose.

Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Transmissão

A transmissão da tuberculose acontece por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), sem tratamento; e a inalação de aerossóis por um indivíduo suscetível Calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, uma pessoa com tuberculose pulmonar e/ou laríngea ativa, sem tratamento, e que esteja eliminando aerossóis com bacilos, possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. 

A tuberculose não se transmite por objetos compartilhados. Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e talheres dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não têm papel importante na transmissão da doença.

Importante: Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente, e em geral, após 15 dias, o risco de transmissão da doença é bastante reduzido.

O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por essa razão, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão. A etiqueta da tosse, que consiste em cobrir a boca com o antebraço ou lenço ao tossir, também é uma medida importante a ser considerada.

Diagnóstico

No Brasil, o diagnóstico da TB é realizado conforme preconizado no Manual de Recomendações Para o Controle da Tuberculose no Brasil, sendo subdividido em diagnóstico clínico, diferencial, bacteriológico, imagem, histopatológico e por outros testes diagnósticos. As orientações e recomendações para o diagnóstico laboratorial de micobactérias estão contidas no Manual de Recomendações para o Diagnóstico Laboratorial de Tuberculose e Micobactérias não Tuberculosas de Interesse em Saúde Pública no Brasil.

O diagnóstico laboratorial da TB é fundamental tanto para a detecção de casos novos quanto para o controle de tratamento. O principal objetivo da rede de laboratórios vinculada ao controle da TB deve ser o de detectar casos de TB, monitorar a evolução do tratamento e documentar a cura no fim do tratamento. Para o diagnóstico laboratorial da tuberculose são utilizados os seguintes exames:

  • Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB) ou baciloscopia;
  • Cultura;
  • Teste de Sensibilidade aos fármacos.

Além do diagnóstico laboratorial, a avaliação clínica é de suma importância para o diagnóstico da TB e a realização da radiografia do tórax é indicada como um método complementar para esse diagnóstico.

Brasil Livre da Tuberculose

O país assume o compromisso de eliminar a tuberculose por meio do “Plano Brasil livre da tuberculose” publicado em 2017. O plano foi construído pelo Ministério da Saúde, com a participação de gestores estaduais e municipais, academia e sociedade civil. Além disso, foi submetido à consulta pública e aprovado pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

O plano é baseado em três pilares:

  • Prevenção e cuidado integrado e centrado na pessoa;
  • Políticas arrojadas e sistema de apoio;
  • Intensificação da pesquisa e inovação.

O plano possui 4 fases de execução (2017-2020, 2021-2025, 2026-2030 e 2031-2035).

As metas do Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública são: alcançar uma redução de 90% do coeficiente de incidência da TB e uma redução de 95% no número de mortes pela doença no país até 2035, quando comparados aos dados de 2015. Para o Brasil, significa que é necessário reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes e reduzir o número de óbitos pela doença para menos de 230 ao ano, até 2035.

 

Populações mais vulneráveis

Publicado em 21/11/2022 14h44 Atualizado em 02/03/2023 16h46

 

Além dos fatores relacionados ao sistema imunológico de cada pessoa e à exposição ao bacilo, o adoecimento por tuberculose, muitas vezes, está ligado às condições precárias de vida. Assim, alguns grupos populacionais podem apresentar situações de maior vulnerabilidade. O quadro abaixo traz algumas dessas populações e os seus respectivos riscos de adoecimento em comparação com a população em geral.

Populações 

Risco de adoecimento por tuberculose

Carga entre os casos novos

Indígenas

3x maior

0,8%

Privados de liberdade

26x maior

9,9%

Pessoas que vivem com HIV/aids

21x maior

8,3%

Pessoas em situação de rua

56x maior

2,6%

Fonte: SINAN/MS e IBGE

Atenção: Para o diagnóstico da tuberculose entre as populações mais vulneráveis (privados de liberdade, indígenas, pessoas vivendo com HIV, pessoas em situação de rua e profissionais de saúde), é recomendado que toda pessoa que apresente tosse independentemente do tempo de duração e/ou radiografia de tórax sugestiva para tuberculose seja avaliada pela equipe de saúde e realize coleta de escarro para baciloscopia ou TRM-TB, cultura e teste de sensibilidade.

Pessoas privadas de liberdade 
Celas mal ventiladas, iluminação solar reduzida e dificuldade de acesso aos serviços de saúde: estes são alguns dos fatores que contribuem para elevado número de casos de tuberculose no sistema prisional. A circulação em massa de pessoas (profissionais de saúde e da justiça, familiares), as transferências de uma prisão para outra e as altas taxas de reencarceramento também colocam em situação de risco as comunidades externas às prisões. A população privada de liberdade representa aproximadamente 0,3% da população brasileira, e contribuiu com 9,9% dos casos novos de tuberculose notificados no país em 2021 (8.637 casos novos em 2019).

Também é particularmente elevada a frequência de formas resistentes da doença, que estão relacionadas ao tratamento irregular e à detecção tardia nesse grupo populacional. Estratégias para o controle da doença devem ser adotadas entre a saúde e a justiça, com a finalidade de detectar e tratar precocemente todos os casos de tuberculose, seja entre os ingressos do sistema prisional e/ou entre a população já encarcerada.

Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV)
A tuberculose em pessoas que vivem com HIV é uma das condições de maior impacto na mortalidade por HIV e por tuberculose no país. Essas pessoas têm maior risco de desenvolver a doença e, muitas vezes, só têm o diagnóstico da infecção pelo HIV durante a investigação/confirmação da tuberculose. Devido ao risco aumentado de adoecimento por tuberculose, em toda visita da pessoa que vive com HIV aos serviços de saúde, deve ser questionada a presença de tosse, de febre, sudorese noturna ou emagrecimento, os quais, associados ou não à tosse, também podem indicar tuberculose.

O diagnóstico precoce de infecção pelo HIV em pessoas com tuberculose e o início oportuno do tratamento antirretroviral reduzem a mortalidade. Portanto, o teste para diagnóstico do HIV (rápido ou sorológico) deve ser ofertado a toda pessoa identificada com tuberculose. Caso o resultado da testagem para HIV seja positivo, a pessoa deve ser encaminhada aos serviços que atendem pessoas vivendo com HIV,mais próximos de sua residência, para dar continuidade ao tratamento da tuberculose e iniciar o tratamento da infecção pelo HIV.

Importante: para as pessoas que vivem com HIV, deve-se investigar e tratar a infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis e diagnosticar e tratar precocemente a tuberculose ativa.

População Indígena
A população indígena no Brasil é composta por pessoas autodeclaradas indígenas, segundo o quesito raça/cor, definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Censo Demográfico 2010, foram contabilizadas 817.963 pessoas que se autodeclararam indígenas, o equivalente a 0,4% da população brasileira, das quais 502.783 residiam em área rural e 315.180 em área urbana. Segundo o Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (Siasi), são 765.600 indígenas que vivem em territórios indígenas.

Nas áreas urbanas, os indígenas contam com ações de atenção à saúde executadas pelos municípios por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a população aldeada, o acesso aos serviços de saúde é de responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), e o atendimento é realizado por intermédio das mais de 800 Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena vinculadas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Pessoas em situação de rua
Para essa população, são essenciais estratégias de abordagem e de acolhimento para a identificação precoce das pessoas com sintomas respiratórios, a garantia do diagnóstico e o acompanhamento até o fim do tratamento. Para que as ações tenham êxito, é importante a articulação envolvendo diversos setores da saúde, assistência social e sociedade civil. Para o atendimento da população em situação de rua nas unidades básicas de saúde, pode ser observada a Portaria nº 940/2011/MS, que regulamenta o Sistema do Cartão Nacional de Saúde. Destacam-se os artigos importantes que podem facilitar o acesso às UBS:

Art. 13. Não se constituem impedimentos para a realização do atendimento solicitado em qualquer estabelecimento de saúde:

  1. inexistência ou ausência do Cartão Nacional de Saúde;
  2. desconhecimento do número do Cartão Nacional de Saúde pelo usuário do SUS ou estabelecimento de saúde; e
  3. impossibilidade de realizar o cadastramento ou a consulta à Base Nacional de Dados dos Usuários das Ações e Serviços de Saúde.

Proteção Social
A tuberculose é um dos agravos fortemente influenciados pela determinação social, apresentando uma relação direta com a pobreza e a exclusão social. Assim, torna-se importante a interlocução com as demais políticas públicas, sobretudo a assistência social, num esforço de construir estratégias intersetoriais como forma de viabilizar proteção social às pessoas com tuberculose. No âmbito federal, como resultado da articulação intersetorial entre a Saúde e a Assistência Social, há a Instrução Operacional Conjunta nº 1, de 26 de setembro de 2019, que estabelece orientações acerca da atuação do Sistema único de Assistência Social (SUAS) em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS) no enfretamento da tuberculose.

Os serviços de saúde, ao identificarem pessoas com tuberculose em situação de vulnerabilidade, devem orientá-las a buscar os serviços da assistência social, especialmente o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para avaliação das condicionalidades e posterior cadastramento para o acesso aos benefícios disponíveis. Os programas sociais podem melhorar as condições de vida do indivíduo e contribuir para a adesão ao tratamento da tuberculose.

Iniciativas locais (municipais ou estaduais) são importantes, como a oferta de benefícios sociais ou incentivos como o auxílio alimentação, transporte, entre outras, dado que fortalece a adesão ao tratamento da tuberculose, propiciando um melhor desfecho. Para saber mais sobre Proteção Social e tuberculose, acesse o material voltado para profissionais que atuam nas políticas de saúde e de assistência social. Conheça o Guia orientador: promoção da proteção social para as pessoas acometidas pela tuberculose (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/tuberculose/guia-orientador-promocao-da-protecao-social-para-as-pessoas-acometidas-pela-tuberculose.pdf/view)

 

Tratamento e prevenção

Publicado em 21/11/2022 14h26 Atualizado em 02/03/2023 16h4

 

O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). São utilizados quatro medicamentos para o tratamento dos casos de tuberculose que utilizam o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. A tuberculose tem cura quando o tratamento é feito de forma adequada, até o final. O papel dos profissionais de saúde em apoiar e monitorar o tratamento da tuberculose, por meio de um cuidado integral e humanizado, é muito importante. Uma das principais estratégias para promover a adesão ao tratamento é o Tratamento Diretamente Observado (TDO).

O TDO consiste na observação da tomada do medicamento pela pessoa com tuberculose sob a observação de um profissional de saúde ou por outros profissionais capacitados, como profissionais da assistência social, entre outros, desde que supervisionados por profissionais de saúde. Esse regime de tratamento deve ser realizado, idealmente, em todos os dias úteis da semana, ou excepcionalmente, três vezes na semana. O local e o horário para a realização do TDO devem ser acordados com a pessoa e com o serviço de saúde. A pessoa com tuberculose necessita ser orientada, de forma clara, quanto às características da doença e do tratamento (duração e esquema do tratamento, recomendações sobre a utilização dos medicamentos, eventos adversos).

Importante: logo nas primeiras semanas do tratamento, a pessoa se sente melhor e, por isso, precisa ser orientada pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independentemente do desaparecimento dos sintomas. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de tuberculose drogarresistente.

Vacinação com BCG
A vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin), ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS), protege a criança das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea. A vacina está disponível nas salas de vacinação das unidades básicas de saúde e em algumas maternidades.

Importante: Essa vacina deve ser ministrada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias.

Tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis

A ILTB ocorre quando uma pessoa se encontra infectada pelo Mycobacterium tuberculosis, sem manifestação da doença ativa. As pessoas com ILTB possuem um risco de adoecimento, uma vez que o bacilo pode ser reativado caso a resposta imunológica esteja alterada. Dessa forma, diagnosticar e tratar a ILTB é uma importante estratégia de prevenção para evitar o desenvolvimento da forma ativa da doença, especialmente para:

  • Contatos domiciliares de pessoas diagnosticadas com TB;
  • Crianças;
  • Infecção pelo HIV;
  • Pessoas em uso de tratamentos imunossupressores. 

Para isso, é importante que a equipe de saúde realize a avaliação dos contatos de pessoas com tuberculose e ofereça o exame para diagnóstico da ILTB aos grupos populacionais citados acima, mediante critérios para indicação do tratamento preventivo. Manter ambientes bem ventilados e com entrada de luz solar, proteger a boca com o antebraço ou com um lenço ao tossir e espirrar (higiene da tosse), e evitar aglomerações são orientações gerais para minimizar o risco de transmissão da tuberculose no domicílio e em ambientes públicos. Em serviços de saúde e instituições com ambientes fechados e/ou aglomerados, é importante que sejam planejadas ações de controle de infecção, considerando medidas administrativas/gerenciais, medidas ambientais e as medidas de proteção respiratória.