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sábado, 7 de novembro de 2026

Retinopatia diabética pode atingir 1 em cada 3 pessoas com diabetes no Brasil; entenda os riscos para a visão

 

Retinopatia diabética pode comprometer a visão e evoluir sem sintomas. Exames oftalmológicos ajudam no diagnóstico precoce.

Estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia chama atenção para uma complicação que pode avançar sem sintomas e reforça a importância dos exames preventivos


Uma complicação do diabetes que pode comprometer a visão e até provocar cegueira está no centro de um alerta para a população brasileira. Segundo estimativas divulgadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), aproximadamente uma em cada três pessoas com diabetes no país pode apresentar retinopatia diabética, doença que afeta os vasos sanguíneos da retina.

O dado ganha destaque durante o Novembro Diabetes Azul, mês dedicado à conscientização sobre o diabetes, e reforça a importância de acompanhar a saúde dos olhos mesmo quando não há dificuldades para enxergar.

De acordo com os dados apresentados pelo CBO, a retinopatia diabética atinge entre 24% e 39% das pessoas com diabetes no Brasil. A condição pode evoluir silenciosamente, sem apresentar sinais perceptíveis nas fases iniciais, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.

Risco aumenta com os anos de diabetes

O tempo de convivência com o diabetes é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da retinopatia diabética.

Segundo os dados divulgados pelo CBO, após 20 anos de diabetes, cerca de 90% das pessoas com diabetes tipo 1 e 60% daquelas com diabetes tipo 2 podem apresentar algum grau da complicação.

Esses percentuais não significam que todas essas pessoas terão perda da visão ou cegueira. O risco também depende de fatores como o controle da glicose, a pressão arterial e as condições individuais de saúde.

Segundo o CBO, o diagnóstico e o tratamento precoces estão associados a uma redução importante do risco de cegueira, que pode ficar abaixo de 5%.

Diagnóstico precoce pode preservar a visão

Uma das principais preocupações dos especialistas é que alterações na retina podem surgir antes que a pessoa perceba qualquer mudança na capacidade de enxergar.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda que o rastreamento seja realizado de acordo com o tipo de diabetes, a idade e o histórico clínico.

Em geral, pessoas com diabetes tipo 2 devem passar por avaliação oftalmológica a partir do diagnóstico. Já no diabetes tipo 1, o início do rastreamento depende do tempo de doença e da faixa etária, conforme as diretrizes médicas.

A frequência das consultas também pode variar. Em muitos casos, o acompanhamento é anual, mas o oftalmologista pode indicar intervalos diferentes conforme os resultados dos exames e o risco individual.

Campanha alerta para o acesso aos exames

A retinopatia diabética está entre os temas da campanha 24 Dias pelo Diabetes, iniciativa do CBO que começou em 1º de novembro, com apoio de entidades como a Sociedade Brasileira de Diabetes.

A mobilização integra o Novembro Diabetes Azul, período de conscientização que inclui o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro.

Além de divulgar informações sobre prevenção, a campanha chama atenção para as dificuldades de acesso ao acompanhamento oftalmológico no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada.

Entre as estratégias discutidas por especialistas está a ampliação do rastreamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), permitindo identificar pessoas com maior risco e encaminhá-las para serviços especializados.

No dia 8 de novembro, a 4ª Corrida e Caminhada da Sociedade Brasileira de Diabetes, no Parque CERET, em São Paulo, também está prevista entre as atividades de conscientização. A programação inclui orientações de saúde e exames, como a retinografia, utilizada para registrar imagens da retina.

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O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma complicação que pode surgir quando os níveis de glicose permanecem elevados no sangue ao longo do tempo, provocando alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina.

A retina é a parte do olho responsável por captar a luz e participar da formação das imagens que enxergamos. Quando seus vasos são comprometidos, podem ocorrer vazamentos de líquidos, sangramentos e outras alterações que prejudicam a visão.

Nas fases iniciais, a pessoa pode continuar enxergando normalmente. Entretanto, conforme a doença avança, podem surgir dificuldades para ler, enxergar detalhes e realizar atividades do cotidiano.

Como o diabetes afeta os olhos e o que fazer para não perder a visão  | DiabetesCast #47

Como a retinopatia pode levar à cegueira?

Segundo o CBO, a retinopatia diabética pode provocar perda importante da visão quando as alterações na retina avançam sem diagnóstico e tratamento adequados.

Com o passar do tempo, os vasos danificados podem apresentar vazamentos e sangramentos. Em alguns casos, surgem novos vasos sanguíneos, mais frágeis, que aumentam o risco de hemorragias dentro do olho.

Nos estágios avançados, essas alterações podem provocar complicações graves, como o descolamento da retina por tração, situação que pode resultar em perda permanente da visão.

Outra complicação é o edema macular diabético, caracterizado pelo acúmulo de líquido na região central da retina, responsável por enxergar detalhes. Essa alteração pode prejudicar atividades como ler e reconhecer rostos.

Apesar dos riscos, desenvolver retinopatia diabética não significa necessariamente perder a visão. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem ajudar a preservar a capacidade visual.

Quais sinais merecem atenção?

Embora a doença possa não apresentar sintomas no início, algumas alterações podem surgir conforme a condição progride.

Entre os sinais que merecem avaliação oftalmológica estão:

  • Visão embaçada ou dificuldade para enxergar detalhes;
  • Manchas escuras ou pontos flutuantes no campo visual;
  • Dificuldade para ler;
  • Alterações na visão central;
  • Perda parcial ou repentina da visão.

Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições oculares. Alterações súbitas na visão exigem avaliação médica urgente.

Como identificar e prevenir complicações?

O exame de fundo de olho é uma das principais ferramentas utilizadas para investigar alterações na retina. Dependendo da situação, o oftalmologista também pode solicitar exames complementares, como a retinografia e a tomografia de coerência óptica.

Segundo as diretrizes da SBD, estudos clínicos demonstraram que o controle adequado da glicose pode ajudar a prevenir ou retardar o aparecimento e a progressão da retinopatia diabética.

O cuidado também envolve o acompanhamento da pressão arterial e dos níveis de colesterol e outras gorduras no sangue, fatores associados ao risco de complicações.

Quando a retinopatia já está presente, existem tratamentos que podem ajudar a preservar a visão, como aplicações de medicamentos dentro do olho, procedimentos com laser e, em situações específicas, cirurgias. A escolha depende da gravidade de cada caso.

Diante dos dados apresentados pelo CBO, a orientação é não esperar pelo surgimento de sintomas para procurar um oftalmologista. Manter os exames em dia e seguir o tratamento recomendado são medidas importantes para identificar alterações precocemente e proteger a saúde dos olhos.









FONTE: https://umdiabetico.com.br/

 


   

                               



            


                       
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  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

Farofa, farinha de mandioca ou panko: o que muda na glicose de quem tem diabetes?

 

Farofa, farinha de mandioca e panko podem fazer parte do almoço de quem tem diabetes, mas as porções e o modo de preparo influenciam a glicose.

Presentes no almoço de muitos brasileiros, essas opções podem fazer parte da alimentação, mas a quantidade e o modo de preparo fazem diferença no controle da glicose.


Farofa sobre o arroz e o feijão, farinha de mandioca para acompanhar a carne ou aquele frango empanado com farinha panko. Essas opções fazem parte do almoço de muitos brasileiros, mas será que todas têm o mesmo efeito na glicose de quem tem diabetes?

Embora tenham características diferentes, as três fornecem carboidratos que podem aumentar a glicose no sangue. Não existe, porém, uma opção que necessariamente provoque uma elevação maior em todas as situações. A quantidade, o preparo e os acompanhamentos ajudam a determinar o impacto de cada escolha.

Farinha de mandioca, farofa e panko: quais são as diferenças?

A farinha de mandioca é produzida a partir da raiz da mandioca e tem o amido como principal componente. Mesmo sem apresentar sabor doce, fornece carboidratos que são digeridos e transformados em glicose.

A farofa tradicional costuma utilizar essa mesma farinha como base, mas recebe outros ingredientes, como manteiga, óleo, ovos, bacon ou vegetais. Dependendo da receita, pode apresentar quantidades maiores de gordura e sódio.

Já a farinha panko é feita de pão, geralmente produzido com farinha de trigo refinada. Muito utilizada para empanar frango e peixe, proporciona uma textura crocante e também acrescenta carboidratos à refeição.

Por isso, não existe uma opção automaticamente melhor para todas as pessoas com diabetes. Uma farofa caseira com vegetais, por exemplo, pode ter uma composição diferente de uma versão industrializada, assim como um peixe empanado e assado apresenta características diferentes de um alimento frito por imersão.

O problema pode estar na combinação do prato

Imagine um almoço com arroz, feijão, batata e uma porção generosa de farofa. Embora todos esses alimentos possam fazer parte de uma alimentação equilibrada, a soma dos carboidratos merece atenção.

Durante uma participação no DiabetesCast, a nutricionista e educadora em diabetes Tarcila Campos explicou que o efeito dos alimentos depende de diferentes fatores, incluindo as combinações realizadas.

“A gente não come nutriente, a gente come comida.”

Na prática, uma pequena porção de farofa acompanhada de salada, feijão, arroz em quantidade adequada e uma proteína pode produzir uma resposta na glicose diferente daquela observada após uma refeição com grandes porções de alimentos ricos em amido.

A resposta também varia conforme o tratamento, a quantidade consumida e as características individuais.

Quem tem diabetes pode comer farofa todos os dias?

A farofa pode fazer parte da rotina alimentar, desde que a porção seja adequada às necessidades de cada pessoa. Não existe uma quantidade universal que funcione para todos.

Para quem gosta desse acompanhamento, uma alternativa é preparar versões caseiras, controlando a adição de óleo, manteiga e sal. Acrescentar cenoura, couve, cebola ou sementes também ajuda a diversificar os nutrientes da preparação, mas não elimina os carboidratos presentes na farinha.

Nas versões industrializadas, vale observar a lista de ingredientes e a tabela nutricional, especialmente as quantidades de carboidratos, gorduras saturadas e sódio.

Outra possibilidade é experimentar farofas preparadas com farelo de aveia, sementes ou farinha de amêndoas. Essas adaptações podem oferecer mais fibras, dependendo da receita, mas também exigem atenção às porções.

E o frango empanado com farinha panko?

A farinha panko merece atenção não apenas pelos carboidratos, mas também pela maneira como costuma ser utilizada.

Quando o alimento é frito em óleo, a preparação pode absorver gordura e aumentar seu valor calórico. Já o preparo no forno ou na airfryer, com pouco óleo, pode reduzir essa adição.

Isso não significa que o empanado assado deixe de conter carboidratos. A camada de panko continua fazendo parte da quantidade total consumida.

Uma alternativa é utilizar uma camada mais fina de farinha e acompanhar o alimento com vegetais, considerando também a presença de arroz, batata ou outros carboidratos no almoço.

Como montar um almoço mais equilibrado?

Algumas atitudes podem ajudar quem deseja manter a farinha ou a farofa na alimentação:

  • Observe a quantidade: comece com uma pequena porção e ajuste conforme a orientação nutricional e a resposta da glicose.
  • Considere o prato inteiro: arroz, batata, macarrão e farofa são fontes de carboidratos que precisam ser avaliadas em conjunto.
  • Inclua vegetais: saladas, legumes e verduras fornecem fibras e ajudam a compor uma refeição equilibrada.
  • Combine com proteínas: ovos, frango, peixe e carnes podem fazer parte do almoço, respeitando as necessidades individuais.
  • Prefira preparações caseiras: sempre que possível, controle a quantidade de óleo, sal e outros ingredientes adicionados.

A ordem de consumo também pode influenciar a glicose após a refeição. Começar pelos vegetais e consumir proteínas antes dos alimentos ricos em carboidratos pode ajudar a reduzir a elevação glicêmica em algumas pessoas, embora essa estratégia não substitua o tratamento.

É preciso cortar os carboidratos para controlar a glicose?

Durante o DiabetesCast, Tarcila Campos explicou que os carboidratos têm uma função importante no organismo, principalmente no fornecimento de energia. Por isso, a orientação nutricional deve considerar as necessidades e a rotina de cada pessoa.

“Eu diria que no mundo do carboidrato a gente não precisa restringir, mas a gente precisa adaptar e individualizar a quantidade que essa pessoa pode receber desse alimento e encontrar melhor combinação e, às vezes, até horário.”

A nutricionista reforçou ainda que o controle da glicose não depende exclusivamente da alimentação, mas também do funcionamento da insulina, do tratamento e de outros fatores.

Portanto, quem tem diabetes não precisa necessariamente abrir mão da farofa no almoço ou daquele frango empanado. Mais importante do que proibir esses alimentos é entender a quantidade adequada, equilibrar os acompanhamentos e observar como a glicose responde às escolhas alimentares.

Quem tem diabetes pode comer carboidratos? Entenda como fazer boas escolhas | DiabetesCast #78












FONTE: https://umdiabetico.com.br/farofa-farinha-mandioca-panko-diabetes-glicose/

 


   

                               



            


                       
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