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terça-feira, 14 de julho de 2026

Câncer > Tumores Ósseos > Novidades no tratamento dos tumores ósseos

 



Muitas pesquisas sobre os tumores ósseos estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro.

  • Genética

Houve progresso no aprendizado sobre as mudanças genéticas nas células ósseas que levam a diferentes tipos de tumores ósseos. O entendimento sobre essas alterações pode levar a melhores maneiras de diagnosticar, diferenciar os tipos de tumores e tratá-los baseados em sua genética.

  • Tratamento

Os tumores ósseos primários são raros em adultos, por essa razão é difícil avaliar as melhores maneiras de tratamento. Uma opção é a participação em estudos clínicos com novos tratamentos para esse tipo de tumores.

  • Quimioterapia

Alguns estudos clínicos estão avaliando novos medicamentos quimioterápicos. Os pesquisadores também estão estudando novas formas de uso para os medicamentos disponíveis. Por exemplo, estão avaliando se a adição do ácido zoledrônico ao cimento ósseo usado para preencher o espaço remanescente após a remoção do tumor de células gigantes pode diminuir a chance de recidiva.

Outra área de pesquisa são os efeitos colaterais a longo prazo da quimioterapia. Os tumores ósseos são alguns dos cânceres mais frequentes em pessoas jovens, e os pesquisadores estão estudando como os medicamentos quimioterápicos usados podem provocar efeitos colaterais a longo prazo conforme os pacientes envelhecem.

  • Terapia-alvo

A terapia-alvo age de forma diferente dos quimioterápicos convencionais, atuando diretamente em determinados genes e proteínas das células cancerígenas.

Uma área de pesquisa sobre tumor ósseo primário está estudando as alterações genéticas nas células cancerígenas ósseas. Os pesquisadores estão usando os medicamentos existentes e desenvolvendo novas terapias-alvo para essas mudanças genéticas, visando proporcionar novas e melhores formas de tratar esses tumores.

Por exemplo, já existem terapias-alvo para várias alterações de genes e proteínas em células de cordoma. Algumas dessas terapias-alvo já são opções no tratamento de cordomas avançados. E outras terapias-alvo estão sendo testadas e usadas no tratamento de condrossarcomas avançados.

  • Imunoterapia

Os imunoterápicos ajudam o próprio sistema imunológico do corpo a reconhecer e atacar as células cancerígenas. Existem diferentes tipos de imunoterápicos, alguns estão sendo estudados para verificar sua eficácia no tratamento de determinados tipos de tumores ósseos.

Por exemplo, as células cancerígenas às vezes têm ainda mais alterações genéticas e proteínas do que as células cancerosas típicas, o que as torna ainda mais diferentes das células normais e, portanto, mais visíveis ao sistema imunológico. Os tumores com esses tipos de alterações têm maior probabilidade de responder a alguns tipos de imunoterápicos, o que inclui cânceres com alta instabilidade de microssatélites (MSI-H), com defeitos em genes de reparo de incompatibilidade (dMMR) ou com alta carga mutacional tumoral (TMB-H).

Infelizmente, apenas uma pequena porcentagem de tumores ósseos apresenta esses tipos de alterações. Mas, quando têm, os imunoterápicos, denominados inibidores do ponto de controle, como o pembrolizumabe, podem ser eficazes.

Os pesquisadores também estão estudando outros tipos de imunoterápicos para uso no tratamento dos tumores ósseos.

  • Medicamentos

Os medicamentos que afetam as células dos ossos (osteoblastos e osteoclastos) podem ser úteis no tratamento de alguns tumores ósseos. Esses medicamentos são usados ​​com mais frequência para outros tipos de câncer que se disseminaram para os ossos, mas também podem ser úteis no tratamento de alguns tipos de tumor ósseo primário.

Por exemplo, o denosumabe é um medicamento conhecido como inibidor da RANKL, que afeta as células ósseas denominadas osteoclastos. Pode ser usado no tratamento dos tumores ósseos de células gigantes.

O ácido zoledrônico é um bisfosfonato, que afeta os osteoclastos de uma forma diferente. Os médicos estão avaliando se esse medicamento também pode ser útil no tratamento de alguns tipos de tumores ósseos, como os tumores de células gigantes nos ossos.

  • Radioterapia

O tipo mais comum de radioterapia utilizado no tratamento do câncer são os feixes de raios X. Mas como altas doses de radiação são necessárias no tratamento da maioria dos tipos de tumores ósseos, que podem afetar áreas próximas e causar efeitos colaterais, os pesquisadores estão buscando outros tipos de radiação mais seguros ou eficazes.

Por exemplo, a radioterapia com feixe de prótons, que têm propriedades que permitem o tratamento em áreas próximas ao tumor, é frequentemente usada no tratamento de tumores ósseos próximos a órgãos sensíveis, como cérebro e coluna vertebral.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 17/06/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.







FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/cancer/

 








obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla



⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de

Tratamento

Câncer > Tumores Ósseos > Tumores benignos do osso

 



Os tumores benignos não se disseminam para outros tecidos e geralmente são tratados e curados cirurgicamente.

Os tumores ósseos benignos incluem:

  • Osteoma osteoide.
  • Osteoblastoma.
  • Osteocondroma.
  • Encondroma.
  • Fibroma condromixoide.



Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 17/06/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.









FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/cancer/

 








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Câncer > Tumores Ósseos > Tipos de tumores ósseos

 


Os principais tipos de tumores ósseos são:

  • OsteossarcomaO osteossarcoma ou sarcoma osteogênico é o câncer ósseo primário mais frequente e se inicia nas células ósseas. Ocorre mais frequentemente em pessoas com idades entre 10 a 30 anos, mas cerca de 10% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 60 anos, sendo mais frequente em homens do que em mulheres. Esses tumores se desenvolvem com mais frequência nos ossos dos braços, pernas e pelve.
     
  • Tumor de EwingÉ o segundo tipo mais frequente de tumor ósseo em crianças, adolescentes e adultos jovens e o terceiro tipo mais comum de tumor ósseo em geral. É raro em adultos com mais de 30 anos. A maioria dos tumores de Ewing se desenvolve nos ossos, mas podem se iniciar em outros órgãos e tecidos. Os locais mais frequentes são a pelve, parede torácica e ossos das pernas ou braços. O sarcoma de Ewing ocorre com mais frequência em pessoas brancas.
     
  • Condrossarcoma. É um câncer que se desenvolve nas células que formam a cartilagem. É o segundo tipo mais frequente de tumor ósseo primário. Esse tumor é raro em pessoas com idade inferior a 20 anos. Os condrossarcomas podem se desenvolver em qualquer lugar onde exista cartilagem, como pelve, pernas ou braços. Ocasionalmente, aparecem na traqueia, laringe, parede torácica, escápula, costelas ou crânio. Alguns condrossarcomas têm características distintas e possuem diferentes prognósticos:
  1. Condrossarcoma diferenciado. Se inicia como condrossarcoma típico, mas, em seguida, algumas partes do tumor se transformam em células similares às do osteossarcoma ou fibrossarcoma. Esta variante do condrossarcoma tende a ocorrer em pacientes mais velhos e é mais agressivo do que os condrossarcomas habituais.
  2. Condrossarcomas mesenquimais. Tendem a se desenvolver em adultos mais jovens. Podem crescer rapidamente e são mais propensos a recidivar após o tratamento.
  3. Condrossarcoma de células claras. São raros e de desenvolvimento lento. Raramente se disseminam para outros órgãos, a menos que já tenham recidivado localmente várias vezes.
  • Sarcoma  pleomórfico indiferenciado de alto grau.  Anteriormente conhecido como histiocitoma fibroso maligno ocorre com mais frequência no tecido conjuntivo, como ligamentos, tendões, gordura e músculo, do que nos ossos. É raro nos ossos, mas quando ocorre, geralmente, afeta as pernas ou braços. Esse tipo de câncer ocorre com mais frequência em idosos e adultos, sendo raro em crianças. Ele tende a crescer localmente, mas, às vezes, se dissemina para outras partes do corpo, como pulmões.
     
  • Fibrossarcoma. É um tipo de tumor que se desenvolve mais frequentemente em tecidos moles. Ocorre geralmente em adultos e idosos. Os ossos mais atingidos são os das pernas, braços e maxilares.
     
  • Tumor ósseo de células gigantes. Esse tipo de tumor, geralmente, afeta os ossos das pernas ou dos braços, sendo mais frequente em adultos. Normalmente, não se disseminam para outros órgãos, mas tendem a recidivar localmente após a cirurgia. Essa recidiva local pode ocorrer várias vezes, aumentando a chance do tumor se disseminar para outros órgãos. Raramente, um tumor ósseo de células gigantes se espalha para outros órgãos sem antes ter recidivado localmente.
     
  • Cordoma. Este tipo de tumor ósseo geralmente se forma na base do crânio e ossos da coluna vertebral. É mais frequente em adultos maiores de 30 anos, e é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres. Os cordomas têm um crescimento mais lento e muitas vezes não se disseminam para outras partes do corpo, mas podem recidivar localmente, se não forem removidos completamente. Quando se disseminam, os locais mais frequentes são os linfonodos, pulmões ou fígado.

Outros tipos de cânceres que se desenvolvem nos ossos

Outros tipos de cânceres podem ser diagnosticados nos ossos, mas não começam nas células ósseas e não são tratados como tumores ósseos primários:

  • Mieloma múltiploEsse tipo de câncer quase sempre se desenvolve nos ossos, mas é um tumor que começa nas células plasmáticas da medula óssea. Às vezes, o mieloma pode ser diagnosticado como um único tumor, denominado plasmocitoma, em um único osso, mas na maioria das vezes ele se dissemina para outros ossos.
     
  • LeucemiasAs leucemias se iniciam nas células formadoras de sangue da medula óssea, não no próprio osso. A maioria delas são cânceres de formas iniciais de glóbulos brancos, mas também podem se iniciar em outros tipos de células sanguíneas.
     
  • Linfoma não Hodgkin. Esse tipo de câncer geralmente se desenvolve nos linfonodos, mas às vezes se inicia no osso. O linfoma não Hodgkin primário do osso é uma doença disseminada porque geralmente muitos ossos estão envolvidos. O linfoma ósseo é tratado da mesma forma que os linfomas que começam nos linfonodos.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 17/06/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.







FONTE:  https://www.oncoguia.org.br/cancer/

 








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