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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CÂNCER: Vesícula biliar e vias biliares

 

CÂNCER: Vesícula biliar e vias biliares

 

 

Câncer de vesícula biliar e vias biliares: o colangiocarcinoma é o tipo de tumor que mais frequentemente acomete as vias (canais) biliares, que são pequenos ductos responsáveis pela eliminação da bile, produzida pelo fígado, até o intestino, onde vão ajudar no processo de digestão.

Esses ductos vão se juntando por um sistema de canais que ficam cada vez mais largos, até formar um ducto principal na região fora do fígado. A vesícula biliar tem a função de acumular a bile e eliminá-la em maior quantidade durante a digestão.

 

 

No Brasil, não há uma estatística oficial da incidência desses tumores. Além disso, o colangiocarcinoma é denominado de acordo com a localização das vias biliares acometidas, podendo ser intra-hepático (que se desenvolve dentro do fígado) ou extra-hepático (fora do fígado). O tipo intra-hepático é frequentemente incluído como um dos tumores do fígado.

Estima-se que a incidência anual de tumores de vias biliares como um todo seja entre 0,35 a 2 casos a cada 100 mil habitantes, dentre os países ocidentais.

 

 


O sintoma principal nos tumores de vias biliares é a icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas), secundária a obstrução do fluxo da bile, gerando acúmulo de bilirrubina no corpo.

No entanto, alguns tumores, especialmente os colangiocarcinomas intra-hepáticos (aqueles que se desenvolvem dentro do fígado) podem cursar com uma evolução mais insidiosa, levando ao diagnóstico apenas em fases mais tardias da doença.

Os sinais e sintomas mais frequentemente relatados por pacientes com câncer de vias biliares e vesícula biliar são:

  • Colúria (urina cor acastanhada)
  • Febre
  • Náuseas e vômitos
  • Dor abdominal
  • Perda de peso
  • Acolia fecal (fezes esbranquiçadas)
  • Prurido (coceira) no corpo
  • Dispepsia (desconforto no estômago)
  • Icterícia (amarelão)
     

FATORES DE RISCO

  • Cirrose hepática: a cirrose hepática é a via final comum de várias injúrias por toxinas, do metabolismo (mal funcionamento) ou infecções no fígado que geram graus progressivos de inflamação e cicatrização no fígado. Em seu estágio mais avançado (a cirrose), o risco de desenvolvimento de tumores das vias biliares é aumentado
  • Infecção pelos vírus B e C da hepatite: existe vacina para a hepatite B, mas, infelizmente, nem todas as pessoas são vacinadas. Assim, a doença pode não ser eliminada pelo organismo e desenvolver a forma crônica da doença e se desenvolver em sua forma crônica, sem causar muitas suspeitas no início, já que na maioria dos casos ela não apresenta sintomas. Isso acontece também com a hepatite C, que leva anos até apresentar os primeiros sinais. Ambas podem ser tratadas com antivirais, mas, em longo prazo, as duas também podem causar cirrose hepática e aumentar o risco de câncer das vias biliares e outros tumores hepáticos
  • Consumo abusivo de álcool: o consumo em excesso de álcool está relacionado a um aumento do risco de cirrose e tumores do fígado, incluindo os das vias biliares
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica: o acúmulo de gordura no fígado (que costumeiramente ocorre no contexto de obesidade e diabetes) leva a criação de um ambiente inflamatório, que pode causar dano ao fígado e eventualmente gerar a cirrose hepática. No entanto, pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica podem desenvolver o câncer de vias biliares intra-hepáticas sem mesmo desenvolverem cirrose
  • Colangite esclerosante primária: trata-se de uma doença inflamatória das vias biliares, que está associada a um risco aumentado de tumores das vias biliares
  • Infestações parasitárias: especialmente nos países orientais, a infestação por vermes que parasitam a via biliar do ser humano, como o Opisthorchis viverrini e o Clonorchis sinensis, são fatores de risco importantes para tumores das vias biliares
  • Anormalidades da vesícula: pólipos na vesícula biliar (especialmente aqueles maiores que 1 cm) e a presença de vesícula em porcelana são fatores de risco associados ao desenvolvimento de adenocarcinoma de vesícula biliar
  • Outras condições: tabagismo, diabetes e obesidade parecem conferir um risco aumentado de desenvolver tumores das vias biliares

 

 

Os exames de imagem têm um papel importante no diagnóstico dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar. Com esse intuito, podem ser realizados exames como a Tomografia Computadorizada ou a Ressonância Magnética.

A Colangiorresonância, um tipo específico de ressonância, pode ser utilizada para estudar melhor a anatomia da via biliar e identificar pontos de obstrução impedindo o fluxo de bile. Além disso, o diagnóstico de tumores de vias biliares pode ser realizado por exames endoscópicos.

A CPRE (Colangiografia Percutânea Retrógrada Endoscópica), o Spyglass e a ultrassonografia endoscópica (ecoendoscopia) são exames realizados para avaliação da via biliar fora do fígado e que são importantes no manejo de alguns casos.

Os tumores de vias biliares e de vesícula biliar também podem produzir substâncias que podem ser detectadas na corrente sanguínea: os marcadores tumorais.

Eles são utilizados para ajudar no diagnóstico e estadiamento para entender o grau de avanço de tumores de vias biliares, mas podem ser utilizados para detectar recidivas (quando o câncer volta após ser operado) ou monitorar a efetividade do tratamento. Para os tumores de vias biliares, o marcador tumoral mais utilizado é o CA 19-9.


ESTADIAMENTO

O estadiamento dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar é bastante complexo, pois em cada uma das localizações é utilizado um sistema diferente de classificação.

No entanto, pacientes cujos tumores apresentam envolvimento de linfonodos próximos ao tumor (estadios III ou IV) ou de metástases a distância (estadio IV) apresentam doença mais avançada.

No momento de avaliação, os exames de imagem cuidadosos são fundamentais para avaliar também o possível envolvimento de vasos que nutrem o fígado e outros órgãos abdominais, que podem interferir na capacidade da retirada do tumor por cirurgia ou na sua extensão.

 

 

As chances de cura estão diretamente associadas ao diagnóstico precoce e ao tratamento com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.


CIRURGIA

Dependendo da localização e extensão do tumor, a cirurgia pode envolver diferentes regiões dos canais biliares e órgãos próximos.

Cada cirurgia deve ser planejada caso a caso, pesando as condições funcionais, doenças associadas, extensão da doença e riscos para o paciente, permitindo um tratamento personalizado.

Para os tumores intra-hepáticos, a hepatectomia (retirada cirúrgica de parte do fígado) é o principal tratamento curativo. Muitas vezes associada à retirada de gânglios ou ínguas (chamado de linfadenectomia), que são órgãos linfáticos de defesa, que, nesse caso, estão localizados ao redor dos vasos que levam sangue ao fígado.

Nos tumores da região de transição, ou tumores da bifurcação dos canais biliares em direito e esquerdo, normalmente há necessidade de cirurgia que combina a retirada de parte do fígado com o canal biliar extra-hepático, assim como a linfadenectomia, seguido da reconstrução do caminho da bile para o intestino. Em algumas situações, quando há comprometimento dos vasos, pode ser necessária a substituição durante a cirurgia.

Já nos tumores dos canais biliares fora do fígado (extra-hepáticos), e que se aproximam do pâncreas, a cirurgia mais comum é a duodeno-pancreatectomia, ou seja, a remoção cirúrgica de parte do pâncreas junto com o canal biliar extra-hepático e a linfadenectomia, seguido da reconstrução dos canais biliares.

Nos tumores da vesícula biliar, a cirurgia mais comum é a retirada da vesícula junto com a retirada de parte do fígado, onde a vesícula está aderida, e a linfadenectomia da região dos vasos hepáticos.

Hoje, é possível realizar nos casos indicados a cirurgia do câncer das vias biliares e do pâncreas por videolaparoscopia ou por robótica.


QUIMIOTERAPIA E OUTROS TRATAMENTOS

No tratamento dos tumores de vias biliares e da vesícula biliar, a quimioterapia é amplamente utilizada, tanto como tratamento adjuvante (preventivo), em pacientes operados, como tratamento paliativo, em caso de lesões que não são passíveis de ressecção ou que já apresentam metástases ao diagnóstico inicial.

Em pacientes não selecionados, nem a terapia-alvo nem a imunoterapia se mostraram eficazes no tratamento dos tumores de vias biliares e de vesícula biliar.

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FONTE:https://accamargo.org.br/sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/vesicula-biliar-e-vias-biliares
 

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://grupooncoclinicas.com/tudo-sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/cancer-da-vesicula-biliar
 
 

 

 

 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs.

Carla

 

Câncer da vesícula biliar

 Oncoclínicas&Co.

 

Vesícula Biliar

O câncer da vesícula biliar atinge, que é responsável pela produção da bile, importante no processo digestivo de gorduras. O tumor só costuma apresentar sintomas em sua fase avançada. Dor abdominal, náuseas e vômitos são alguns deles.

 

 Vesícula Biliar

 Os sinais e sintomas mais comuns do câncer da vesícula biliar são dor abdominal, náuseas e vômitos, icterícia, nódulos no abdômen.

 

O que é o câncer da vesícula biliar

O câncer da vesícula biliar  –  Tido como uma entidade rara, é silencioso inicialmente. No entanto, conforme a evolução da doença, podem surgir sintomas inespecíficos, como dores abdominais, até um quadro mais avançado com perda de peso, apetite e até icterícia. Por vezes, alguns pacientes que vão realizar uma cirurgia de vesícula (colecistectomia) por outra causa podem acabar encontrando, de “surpresa”, um câncer de vesícula biliar totalmente assintomático inicial. 

Se o câncer for detectado em um estágio anterior, o tratamento tem melhores chances de cura. Para entender esse câncer, é útil saber sobre a vesícula biliar e seu funcionamento.

A vesícula biliar concentra e armazena bile, um fluido produzido no fígado que ajuda a digerir as gorduras dos alimentos à medida que passam pelo intestino delgado. Quando os alimentos estão sendo digeridos, a vesícula envia a bile por um pequeno tubo chamado ducto cístico.

A vesícula biliar é uma pequena bolsa localizada logo abaixo do fígado. A bile ajuda a digerir as gorduras, mas a própria vesícula biliar não é essencial. Sua remoção em um indivíduo saudável normalmente não causa problemas ​​de saúde ou digestão.

Subtipos de câncer da vesícula biliar

Os cânceres de vesícula biliar são raros e quase todos são adenocarcinomas, mas há outros tipos ainda menos comuns. Os subtipos desta doença, portanto, são:

  • Adenocarcinoma começa em células semelhantes a glândulas que revestem muitas superfícies do corpo, incluindo o interior do sistema digestivo;
  • Adenocarcinoma papilar – também chamado de câncer papilar, é um tipo raro de adenocarcinoma da vesícula biliar, com um melhor prognóstico do que a maioria dos outros tipos de adenocarcinomas da vesícula biliar. As células nesses cânceres são organizadas em projeções semelhantes a dedos. Em geral, os cânceres papilares têm menos probabilidade de se espalhar para o fígado ou para os linfonodos próximos;
  • Carcinoma adenoescamoso;
  • Carcinoma de células escamosas;
  • Carcinossarcomas.

Sintomas e sinais do câncer da vesícula biliar

Os sinais e sintomas do câncer da vesícula biliar geralmente só se manifestam quando a doença já está em estágio avançado, mas em alguns casos podem aparecer em um estágio mais precoce, quando o tratamento é mais eficaz. Alguns dos sintomas mais comuns do câncer de vesícula biliar são:

  • Dor abdominal (normalmente na parte superior direita do abdômen);
  • Náuseas e vômitos;
  • Icterícia (cor amarelada da pele e da parte branca dos olhos);
  • Nódulos no abdômen.

Outros sintomas menos comuns incluem:

  • Perda de apetite;
  • Perda de peso sem razão aparente;
  • Febre;
  • Prurido intenso;
  • Fezes claras;
  • Urina escura.

Diagnóstico do câncer da vesícula biliar

Alguns cânceres da vesícula biliar são encontrados após a remoção do órgão por causa dos cálculos biliares ou para tratar a inflamação crônica. A maioria dos cânceres de vesícula biliar, entretanto, não é detectada até que a pessoa procure ajuda porque apresenta sintomas.

Na consulta clínica, o médico irá examinar o abdômen, verificar a cor da pele e dos olhos, assim como se há inchaço nos gânglios linfáticos. Se os sintomas e/ou o exame físico sugerirem câncer da vesícula biliar, exames serão solicitados. Isso pode incluir testes de laboratório, de imagem e outros procedimentos.

Conheça, a seguir, os principais:

  • Testes de função do fígado e da vesícula biliar – podem ser feitos exames de laboratório para descobrir a quantidade de bilirrubina no sangue, pois problemas na vesícula biliar, nos ductos biliares ou no fígado podem elevar o nível dessa substância. Também podem ser solicitados exames para albumina, enzimas hepáticas (fosfatase alcalina, AST, ALT e GGT) e outras substâncias específicas;
  • Marcadores tumorais são substâncias produzidas por células cancerosas que podem ser encontradas no sangue. Pessoas com câncer da vesícula biliar podem ter níveis elevados dos marcadores chamados CEA e CA 19-9 no sangue. Esses marcadores não são específicos para o câncer de vesícula biliar – ou seja, outros tipos de câncer ou mesmo algumas outras condições de saúde também podem aumentá-los;
  • Exames de imagem – tomografia, ressonância magnética ou ultrassonografia podem ser feitos por uma série de razões: para procurar áreas com suspeita de câncer, para ajudar a guiar a agulha para retirar amostras e realizar uma biópsia, para verificar se e até que ponto o câncer se espalhou e para definir o melhor tratamento;
  • Ultrassom – geralmente é o primeiro exame de imagem feito em pessoas que apresentam sintomas como icterícia ou dor na parte superior direita do abdômen. É fácil de fazer e não usa radiação. Também pode ser usado para guiar uma agulha até a área suspeita ou linfonodo, de modo que células possam ser removidas e examinadas ao microscópio. Isso é chamado de biópsia por agulha guiada por ultrassom;
  • Ultrassom endoscópico ou laparoscópico – o médico coloca o transdutor de ultrassom dentro do corpo e próximo à vesícula biliar – isso fornece imagens mais detalhadas do que um ultrassom padrão. O transdutor está na extremidade de um tubo fino e iluminado que contém uma câmera; o tubo é passado pela boca, pelo estômago e próximo à vesícula biliar (ultrassom endoscópico) ou por um pequeno corte cirúrgico na barriga (ultrassom laparoscópico). O exame ajuda a ver se e até que ponto o câncer pode ter se espalhado pela parede da vesícula biliar;
  • Tomografia computadorizada (TC) – pode ser usada para ajudar no diagnóstico do câncer de vesícula biliar, mostrando tumores na área, e também é útil no estadiamento. Pode mostrar os órgãos próximos à vesícula biliar (especialmente o fígado), bem como os gânglios linfáticos e órgãos distantes para os quais o câncer possa ter se espalhado. 

A tomografia chamada de angiografia por TC pode ser usada para observar os vasos sanguíneos próximos à vesícula biliar, ajudando a confirmar se a cirurgia é uma opção. Na biópsia, a tomografia ajuda a guiar a agulha até a massa tumoral para retirar parte do tecido para análise;

  • Ressonância magnética (MRI) – mostra imagens detalhadas dos tecidos moles do corpo. Um material de contraste chamado gadolínio pode ser injetado em uma veia antes do exame para ver ainda melhor os detalhes;
  • Colangiografia – exame de imagem que examina os ductos biliares para verificar se eles estão bloqueados, estreitados ou dilatados (alargados). Um tumor pode estar bloqueando um ducto. O exame também ajuda no planejamento da cirurgia;
  • Angiografia – teste de raio X usado para observar os vasos sanguíneos. Um tubo fino de plástico (cateter) é inserido em uma artéria e uma pequena quantidade de contraste é injetada para delinear os vasos sanguíneos. Em seguida, as radiografias são feitas. As imagens mostram se o fluxo sanguíneo em uma área está bloqueado ou afetado por um tumor, bem como quaisquer vasos sanguíneos anormais na área, ajudando a planejar a cirurgia. A angiografia também pode ser feita com uma tomografia computadorizada (angiografia tomográfica) ou uma ressonância magnética (angiografia ressonância magnética);
  • Laparoscopia – o médico coloca um tubo fino com uma luz e uma pequena câmera de vídeo na extremidade (laparoscópico) em uma pequena incisão (corte) na frente do abdômen para observar a vesícula biliar, o fígado e outros órgãos próximos e tecidos. Se necessário, os médicos também podem colocar instrumentos especiais nas incisões para retirar amostras de biópsia para teste;
  • Biópsia – durante uma biópsia, o médico remove uma amostra de tecido para ser examinada com um microscópio na busca por células cancerígenas. Na maioria dos tipos de câncer, uma biópsia é necessária para fechar o diagnóstico, mas nem sempre é feita uma antes da cirurgia para remover um tumor da vesícula biliar, por haver o risco de a manipulação do tumor com a agulha causar o espalhamento das células cancerosas.

Se os exames de imagem mostrarem um tumor na vesícula biliar e não houver sinais claros de que ele se espalhou, o médico pode decidir prosseguir diretamente para a cirurgia e tratar o tumor como um câncer da vesícula biliar.

Tratamento do câncer de vesícula biliar

O principal tratamento é o cirúrgico. Existem dois tipos gerais de cirurgia para o câncer de vesícula biliar:

  • Cirurgia potencialmente curativa (doença ressecável) – feita quando os exames de imagem ou os resultados de cirurgias anteriores mostram que há uma boa chance de que o cirurgião possa remover todo o câncer; MUITO IMPORTANTE – por vezes  quando o diagnóstico de câncer de vesícula se faz de forma oportunista após uma cirurgia simples de retirada de vesícula ( isto é, se operou por outro motivo – como por exemplo cálculo – e encontrou-se um câncer associado ) se faz necessário o paciente retornar a cirurgia ( realizar uma segunda cirurgia ) para aumentar suas chances de cura. A cirurgia de câncer de vesícula é chamada de colecistectomia radical onde além da vesícula são retirados segmentos IV e V do fígado além de linfonodos locais ( “gânglios linfáticos”) é diferente de uma cirurgia simples de retirada de vesícula por cálculo.
  • Cirurgia paliativa – feita para aliviar os sintomas da dor ou tratar (ou mesmo prevenir) complicações, como o bloqueio das vias biliares. Esse tipo de cirurgia é feito quando o tumor está muito espalhado para ser removido completamente e não cura o câncer, mas pode ajudar o paciente a se sentir melhor e viver mais.

Além da cirurgia, pode ser usada a radioterapia, normalmente após a cirurgia, para matar qualquer célula cancerígena deixada para trás (terapia adjuvante), ou como parte do tratamento em cânceres avançados que se espalharam amplamente por todo o corpo e não podem ser removidos. Também é usada como terapia paliativa, aliviando os sintomas do câncer muito avançado.

Alguns efeitos colaterais da radioterapia são:

  • Problemas de pele semelhantes a queimaduras de sol (vermelhidão, bolhas e descamação na área tratada);
  • Náusea e vômito;
  • Diarreia;
  • Cansaço (fadiga);
  • Danos ao fígado.   ( Acho desnecessário este para parágrafo >>> Radioterapia é pouco empregada na prática ) 

A quimioterapia é outro tipo de tratamento para o câncer da vesícula biliar. O tratamento para evitar que a doença volte após a cirurgia (adjuvante) no Ocidente se dá mediante medicação oral capecitabina por um total de 6 meses. Já o uso de outros protocolos, como quimioterapia venosa associada a drogas novas como imunoterapia, pode ser feito quando a doença se encontra de forma inoperável e/ou com metástases. Ainda nos últimos anos, ganhou relevância a execução de testes genômicos que permitem, por vezes, achar determinadas alterações que podem ser usadas como alvo para medicamentos específicos (terapia alvo) – na vesícula, destaca-se a amplificação de HER2 em 15% dos pacientes.

Prevenção do câncer de vesícula biliar

Conhecer os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da vesícula biliar pode ser uma forma de preveni-lo – ao menos em relação aos fatores evitáveis, como fumar. Fatores que não podem ser alterados, como histórico familiar ou presença de alguma condição específica de saúde, devem ser monitorados para minimizar o risco de diagnosticar o câncer apenas em estágio avançado.

Em relação ao câncer da vesícula, seu desenvolvimento pode estar relacionado de alguma forma à inflamação crônica (irritação e inchaço de longa duração) na vesícula biliar. Também são fatores de risco:

  • Cálculos biliares – são o fator de risco mais comum para este câncer. Os cálculos biliares são coleções de colesterol e outras substâncias que se formam na vesícula biliar e podem causar inflamação crônica. Até 4 em cada cinco pessoas com câncer na vesícula biliar têm cálculos biliares quando são diagnosticadas;
  • Vesícula biliar de porcelana – condição em que a parede da vesícula biliar fica coberta por depósitos de cálcio. Às vezes, ocorre após uma inflamação de longo prazo da vesícula biliar (colecistite), que pode ser causada por cálculos biliares. Pessoas com essa condição têm um risco maior de desenvolver câncer de vesícula biliar, possivelmente porque as duas condições podem estar relacionadas à inflamação;
  • Sexo – o câncer de vesícula biliar ocorre mais em mulheres do que em homens. Os cálculos biliares e a inflamação da vesícula biliar são fatores de risco importantes para o câncer da vesícula biliar e também são muito mais comuns em mulheres do que em homens;
  • Obesidade – pacientes com câncer de vesícula biliar são mais frequentemente obesos ou com sobrepeso do que pessoas sem essa doença. A obesidade também é um fator de risco para cálculos biliares, o que pode ajudar a explicar essa ligação;
  • Idade – o câncer de vesícula biliar é visto principalmente em pessoas mais velhas, mas os mais jovens também podem desenvolvê-lo. A idade média das pessoas quando são diagnosticadas é 72;
  • Pólipos da vesícula biliar – é um “nódulo” que se projeta na superfície da parede interna da vesícula biliar. Alguns pólipos são formados por depósitos de colesterol na parede da vesícula biliar, outros podem ser pequenos tumores (câncer ou não) ou podem ser causados ​​por inflamação. Pólipos maiores que 1 centímetro têm maior probabilidade de ser câncer. Por isso, os médicos geralmente recomendam a remoção da vesícula biliar em pacientes com pólipos desse tamanho ou maiores;
  • Tabagismo;
  • Exposição a produtos químicos usados ​​nas indústrias de borracha e têxteis;
  • Exposição a nitrosaminas.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: https://grupooncoclinicas.com/tudo-sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/cancer-da-vesicula-biliar
 
 

 

 

 

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abs.

Carla

domingo, 8 de fevereiro de 2026

DIABETES: Que tipo de insulina é a glargina?

 

 

Existem dois tipos principais de insulina 
glargina, diferenciados pela concentração: 
Glargina U100 (100 unidades/mL), mais 
 
comum (Lantus, Basaglar) e de ação 
prolongada, e a Glargina U300 (300 
unidades/mL) (Toujeo), com duração ainda 
mais estendida e menor oscilação, ideal para 
pacientes com risco de hipoglicemia, e são 
usadas em canetas aplicadoras ou frascos 
(U100). 
 
Tipos e Diferenças:
 
  • Insulina Glargina U100:
    • Concentração: 100 unidades por mL. 
    • Nomes comerciais: Lantus, Basaglar, Glargilin. 
    •  
    • Apresentação: Frascos e canetas. 
    •  
    • Ação: Longa duração (cerca de 24h), com início em 2-4h e pico menos definido, visando uma liberação mais contínua. 
  • Insulina Glargina U300:
    •  
    • Concentração: 300 unidades por mL. 
    •  
    • Nome comercial: Toujeo. 
    •  
    • Apresentação: Apenas em canetas. 
    •  
    • Ação: Mais prolongada que a U100, com pico de ação menor e mais estável, reduzindo oscilações e hipoglicemias. 
Pontos Importantes:
 
  • Não são intercambiáveis: 
    A U100 e U300 não são bioequivalentes e não devem 
     
    ser trocadas diretamente sem orientação 
     
    médica. 
  •  
    Uso: 
    Ambas são insulinas basais (de fundo) e geralmente aplicadas uma vez ao dia, no 
     
    mesmo horário. 
  •  
    Benefício da U300: 
    A concentração maior da U300 permite um controle mais uniforme 
     
    ao longo do dia, sendo vantajosa para 
     
    pacientes com maior risco de hipoglicemia. 
Esse texto é apenas para fins informativos. 
 
Para orientação ou diagnóstico médico, 
 
consulte um profissional. As respostas da IA 
 
podem conter erros

 

 

 

FONTE: https://www.google.com/search?q=insulina+glargina&sca_esv=b91b52423da4ab6e&rlz=1C1_____pt-BRBR1113BR1114&aic=0&sxsrf=ANbL-n5b2q3gueY9HgPoUAigrGZBd-JnnQ:1770478504528&ei=qFuHaY_5H-Xe1sQPvO6kgQQ&start=0&sa=N&ved=2ahUKEwiP7eCy2seSAxVlr5UCHTw3KUA4ChDy0wN6BAgsEAQ&biw=1680&bih=907&dpr=1

 

 

 

 

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Carla