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domingo, 4 de outubro de 2026

Diabetes tipo 1 pode surgir em alguns meses ou mais de 20 anos após autoanticorpos; pesquisador explica no EASD 2026

 


Médicos comentam pesquisas e avanços relacionados ao diabetes durante congresso internacional

Rastreamento identifica sinais de autoimunidade antes dos sintomas e permite acompanhar pessoas que apresentam maior risco de desenvolver a doença


Antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas do diabetes tipo 1, o organismo pode apresentar sinais de que o processo autoimune já começou.

Exames de sangue conseguem identificar autoanticorpos relacionados à doença quando a pessoa ainda não percebe nenhuma alteração e a glicose pode permanecer dentro da faixa normal.

Essa possibilidade de reconhecer o diabetes tipo 1 antes da manifestação clínica vem ganhando espaço nas pesquisas. Durante o EASD 2026, em Milão, na Itália, o médico e pesquisador brasileiro Décio Eizirik, professor da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, conversou com Denise Franco e Clayton Macedo sobre os avanços no rastreamento e o que acontece depois que esses marcadores são identificados.

O que os autoanticorpos têm a ver com o diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Uma das formas de identificar esse processo antes dos sintomas é procurar, por meio de exames de sangue, autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1. Entre eles estão os autoanticorpos contra insulina, GAD, IA-2 e ZnT8.

Segundo Eizirik, o avanço do rastreamento permite identificar pessoas que apresentam esses marcadores antes que o diabetes se manifeste clinicamente.

“Hoje em dia é possível fazer rastreamento a nível de população e identificar pessoas que têm anticorpos contra as células que produzem insulina.”

A presença desses autoanticorpos, porém, não indica que os sintomas aparecerão imediatamente. O intervalo até o desenvolvimento do diabetes pode variar bastante.

O intervalo entre os autoanticorpos e o diagnóstico

É justamente essa diferença de tempo que chama a atenção dos pesquisadores.

De acordo com Eizirik, depois que os autoanticorpos aparecem, o início do diabetes tipo 1 pode acontecer em períodos muito diferentes.

“O desenvolvimento da doença, depois que os anticorpos aparecem, pode demorar entre alguns meses a mais de 20 anos.”

A idade em que os autoanticorpos são identificados, a quantidade e o tipo de marcadores encontrados estão entre os fatores considerados na avaliação do risco de progressão. Por isso, o resultado do exame não determina sozinho quando a doença vai se manifestar.

As diretrizes da American Diabetes Association (ADA) de 2026 reconhecem diferentes estágios do diabetes tipo 1 antes do aparecimento dos sintomas e consideram a presença de múltiplos autoanticorpos um importante marcador de risco.

Por que identificar a doença antes dos sintomas?

O rastreamento permite antecipar a identificação do diabetes tipo 1 e acompanhar a pessoa durante um período em que a doença ainda não apresenta os sinais clínicos mais conhecidos.

A partir da identificação dos autoanticorpos, exames complementares podem ser utilizados para acompanhar a glicose e observar se há sinais de progressão. Esse acompanhamento é especialmente importante quando são encontrados múltiplos autoanticorpos.

A identificação precoce também pode reduzir o risco de o diagnóstico acontecer somente diante de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética. As recomendações internacionais destacam o acompanhamento de pessoas identificadas nos estágios iniciais como uma forma de reconhecer alterações antes da manifestação clínica.

Quem pode fazer o rastreamento?

O rastreamento de autoanticorpos já é recomendado internacionalmente para pessoas que apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 1.

As diretrizes da ADA recomendam a investigação de pessoas com histórico familiar da doença ou risco genético aumentado. Os exames podem pesquisar diferentes autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1.

A possibilidade de ampliar o rastreamento para a população geral também vem sendo estudada. Programas de investigação populacional já existem em alguns locais, enquanto pesquisadores avaliam como essa estratégia pode ser aplicada em diferentes grupos.

Para Eizirik, a possibilidade de identificar pessoas com autoanticorpos antes do diagnóstico clínico representa uma mudança importante na forma de acompanhar o diabetes tipo 1.

O acompanhamento depois da identificação

Encontrar autoanticorpos não significa que a pessoa desenvolverá sintomas imediatamente. O resultado precisa ser interpretado junto com outros exames e informações clínicas.

Quando múltiplos autoanticorpos relacionados ao diabetes tipo 1 são identificados, o risco de progressão é maior. Nesses casos, o acompanhamento permite observar alterações na glicose e outros sinais de evolução da doença.

Esse período anterior ao diagnóstico clínico também se tornou importante para as pesquisas. Ao identificar pessoas em diferentes fases do processo autoimune, os pesquisadores conseguem estudar melhor como a doença evolui e quais fatores estão relacionados à sua progressão.

Pesquisas buscam retardar o início da doença

A identificação precoce trouxe outra possibilidade para a pesquisa: tentar interferir no processo autoimune antes que o diabetes tipo 1 se manifeste.

Segundo Eizirik, o conhecimento acumulado sobre os mecanismos da doença abriu espaço para investigar terapias capazes de tentar prevenir ou retardar seu início.

“Isso abre a perspectiva de terapias para tentar prevenir que a doença inicie ou pelo menos postergar o início dessa doença.”

Mas, para o pesquisador, ainda existe um caminho entre compreender os mecanismos da doença e conseguir impedir sua progressão.

“A gente está vivendo essa fase que está se acumulando uma grande quantidade de pesquisa, uma melhor compreensão da doença, mas a gente ainda não chegou ao ponto de traduzir esse conhecimento em terapias que previnam a doença.”

Um exemplo desse campo de pesquisa é o teplizumabe, uma imunoterapia que, em situações específicas, consegue retardar a progressão para o diabetes tipo 1 clínico em pessoas que já apresentam sinais de autoimunidade e alterações da glicose.

A estratégia não significa que a doença tenha sido evitada definitivamente. O objetivo é atrasar sua manifestação clínica e, com isso, ganhar tempo antes do diagnóstico.

Prevenir o diabetes tipo 1 ainda é um desafio

O avanço do rastreamento permite identificar pessoas em risco antes dos sintomas e acompanhar a evolução da doença. Em situações específicas, pesquisas também já demonstraram que é possível retardar a chegada ao diabetes tipo 1 clínico.

Ainda assim, prevenir definitivamente a doença continua sendo um desafio.

É nesse intervalo entre o aparecimento dos autoanticorpos e o início dos sintomas que parte importante das pesquisas atuais se concentra. Como esse período pode durar de alguns meses a mais de 20 anos, identificar a autoimunidade mais cedo cria uma oportunidade para acompanhar a evolução e estudar formas de interferir nesse processo.

No EASD 2026, esse cenário foi apresentado como parte de uma mudança na pesquisa do diabetes tipo 1: reconhecer a doença antes dos sintomas e transformar esse conhecimento em novas possibilidades de prevenção e tratamento.






FONTE: https://umdiabetico.com.br/

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CÂNCER: O mieloma múltiplo é um tipo de cancro do sangue que se desenvolve na medula óssea,

 Dr. Natalício Kern Filho


O mieloma múltiplo é um tipo de cancro do sangue que se desenvolve na medula óssea, afetando os plasmócitos — células responsáveis pela produção de anticorpos. Como os seus sintomas costumam surgir de forma gradual e podem ser confundidos com outras condições de saúde, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Principais Sinais e Sintomas
- Dores Ósseas Persistentes: Afetam com frequência as costas, costelas e ancas, surgindo muitas vezes sem causa aparente.
- Fadiga Extrema e Falta de Ar: Ocorrem geralmente como consequência de quadros de anemia.
- Infecções Recorrentes: Provocadas pela deficiência na produção de anticorpos normais e pela redução de glóbulos brancos (leucopenia).
- Perda de Peso Involuntária: Diminuição inexplicável do peso sem alterações na dieta ou no nível de atividade física.
- Alterações em Exames e Complicações MédicasInsuficiência Renal: O excesso de proteínas anómalas produzidas pela doença pode afetar o funcionamento dos rins. - Hipercalcemia: Níveis elevados de cálcio no sangue, que podem causar fraqueza, sede excessiva e confusão mental.
- Marcadores Inflamatórios Elevados: Identificados através de análises de sangue de rotina.
A presença isolada destes sintomas não confirma o diagnóstico de mieloma múltiplo, uma vez que podem ocorrer noutras condições clínicas. Se identificar estes sinais de forma persistente, consulte um médico hematologista para uma avaliação detalhada.
Dr. Natalício Kern Filho - Médico Hematologista, Oncohematologista e Hemoterapeuta RQE10.418 | RQE 10.419, Medicina Interna | RQE 10.403. Preceptor Sírio Libanês CRM RS18819






















FONTE: https://web.facebook.com/Dr.NatalicioKernFilho?_rdc=1&_rdr#

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DIABETES: Novo recurso do Libre permite fotografar refeição e estimar impacto na glicose; ferramenta é apresentada no EASD 2026

 


Recurso do Libre Assist permite fotografar alimentos e visualizar uma estimativa do impacto na glicose.


Libre Assist usa inteligência artificial para analisar alimentos a partir de fotos ou descrições e já está disponível em alguns mercados


O Libre Assist, novo recurso baseado em inteligência artificial integrado ao aplicativo Libre e apresentado durante o EASD 2026, em Milão.

A proposta é fotografar uma refeição antes de comer e receber uma estimativa de como aqueles alimentos podem impactar a glicose.

A ferramenta utiliza informações fornecidas pelo próprio usuário para analisar a refeição. É possível tirar uma foto do prato, enviar uma imagem ou escrever uma descrição dos alimentos no aplicativo. A partir desses dados, o Libre Assist apresenta uma estimativa de como aquela refeição pode afetar a glicose e oferece sugestões relacionadas à composição da alimentação.

O recurso já está disponível em alguns mercados, incluindo Estados Unidos e Alemanha. No Brasil, a funcionalidade ainda não está disponível.

Uma foto do prato pode virar uma estimativa sobre a glicose

O Libre Assist funciona dentro do aplicativo Libre, o mesmo ambiente utilizado para acompanhar os dados de glicose dos sensores compatíveis.

Para analisar uma refeição, o usuário pode fotografar o prato, enviar uma imagem já existente ou descrever os alimentos por texto. A inteligência artificial generativa utiliza essas informações para identificar os componentes da refeição e estimar seu possível impacto na glicose.

A partir da análise, o aplicativo apresenta informações sobre a refeição e pode oferecer sugestões personalizadas relacionadas à alimentação. Segundo a Abbott, essas sugestões também podem considerar preferências alimentares informadas pelo próprio usuário.

A proposta é acrescentar uma camada de interpretação aos dados de monitoramento da glicose, permitindo que o usuário observe a relação entre aquilo que está consumindo e o comportamento esperado da glicose.

O Libre Assist faz contagem de carboidratos?

Não. Apesar de analisar os alimentos presentes na refeição, o Libre Assist não substitui a contagem de carboidratos.

A funcionalidade estima o possível impacto da refeição na glicose, mas não calcula doses de insulina nem determina mudanças no tratamento.

Essa diferença é importante porque uma estimativa feita por inteligência artificial não equivale a uma orientação médica. A própria Abbott alerta que o recurso pode apresentar respostas imprecisas e que suas informações não devem ser utilizadas para decisões de tratamento.

Da previsão à resposta real da glicose

Uma das possibilidades do recurso está na comparação entre a estimativa feita antes da refeição e o comportamento da glicose depois de comer.

Com os dados registrados por um sensor compatível, o usuário pode acompanhar a resposta real da glicose e observar como ela se comportou em relação à estimativa apresentada anteriormente.

Essa comparação pode ajudar a pessoa a conhecer melhor sua própria resposta aos alimentos e perceber padrões ao longo do tempo.

Ainda assim, a previsão não representa uma garantia sobre o que acontecerá com a glicose. A resposta pode variar de acordo com diferentes fatores, como atividade física, estresse, medicamentos e consumo de álcool.

Por que a ferramenta pode ser útil?

A alimentação é uma das situações do cotidiano que exigem interpretação dos dados de glicose. Uma mesma refeição também pode produzir respostas diferentes dependendo da pessoa e das condições daquele momento.

Durante a apresentação da novidade no EASD 2026, o recurso foi destacado principalmente pelo potencial de ajudar pessoas com diabetes tipo 2 que têm dificuldade de identificar como diferentes alimentos e combinações podem impactar a glicose.

Nesse contexto, o Libre Assist busca transformar essa relação em uma informação mais visual e acessível. Em vez de apenas acompanhar a glicose depois de uma refeição, o usuário pode consultar uma estimativa antes de comer e, posteriormente, observar o que aconteceu com seus próprios níveis de glicose.

A ferramenta também pode ser utilizada por outras pessoas com diabetes, mas a proposta apresentada no congresso chama atenção para a possibilidade de facilitar a compreensão da relação entre alimentação e glicose para quem ainda tem dificuldade de interpretar esse impacto.

Recurso já está disponível em outros mercados

O Libre Assist já está disponível nos Estados Unidos e na Alemanha, mas a oferta de recursos pode variar de acordo com o país, o aplicativo, o sensor utilizado e os requisitos do smartphone.

Na Alemanha, a funcionalidade está integrada ao aplicativo Libre e foi demonstrada durante a cobertura do EASD 2026 como uma das novidades apresentadas no congresso.

A expansão para outros mercados ainda depende dos lançamentos definidos para cada país.

E quando o Libre Assist chega ao Brasil?

Até o momento, não há uma data oficial divulgada para o lançamento do Libre Assist no Brasil.

A apresentação no EASD 2026 mostrou uma funcionalidade que já está sendo utilizada em outros mercados e que pode chegar posteriormente a outros países. Sem um cronograma oficial para o mercado brasileiro, porém, não é possível indicar quando os usuários daqui terão acesso ao recurso.

Por enquanto, a novidade permanece restrita aos mercados onde já foi lançada.

Inteligência artificial como apoio ao monitoramento

O Libre Assist mostra uma nova aplicação da inteligência artificial dentro das ferramentas de acompanhamento do diabetes. Ao analisar uma fotografia ou descrição de uma refeição, o recurso procura transformar informações sobre os alimentos em uma estimativa sobre seu possível impacto na glicose.

A tecnologia, porém, tem limitações. Uma imagem não determina com precisão todos os ingredientes ou quantidades presentes em uma refeição, e o comportamento da glicose também depende de fatores que vão além da alimentação.

Por isso, a própria Abbott ressalta que as estimativas podem não ser precisas e que as informações apresentadas pelo recurso não devem orientar decisões de tratamento.

Apresentado no EASD 2026, o Libre Assist ainda não chegou ao Brasil, mas representa uma nova forma de integrar inteligência artificial, alimentação e dados de monitoramento da glicose em um mesmo aplicativo.





FONTE: https://umdiabetico.com.br/novo-recurso-libre-permite-fotografar-refeicao/

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