O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é complexo e deve ser determinado de forma individualizada. Cada tipo de câncer, a localização, suas características, o estágio do câncer e a história clínica de cada paciente devem ser considerados na definição da melhor estratégia.
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e iodoterapia são algumas das opções disponíveis. Outro ponto fundamental é que o tratamento seja conduzido por uma equipe multidisciplinar. A integração entre diferentes especialidades permite decisões mais precisas, cuidado individualizado e uma abordagem centrada no paciente em todas as etapas da jornada.
Compartilhe este conteúdo e ajude a mostrar que o tratamento do câncer de cabeça e pescoço é resultado de um cuidado integrado.
Os melhores resultados são obtidos com diagnóstico e tratamento precoces aliados à especialização e experiência da equipe, tecnologia de ponta e atuação multidisciplinar.
A conscientização se constrói em rede e você faz parte desse time. Compartilhe informação.
Julho Verde 360 – Integração para transformar o futuro
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Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
A análise de certas características tumorais permite avaliar seu grau de agressividade e o risco de possível recaída do câncer de cabeça e pescoço.
Grau de diferenciação
No exame do fragmento do tumor retirado na biópsia (peça operatória), o patologista analisa no microscópio as características da célula maligna. Quanto mais parecida com a célula normal ela for, dizemos que ela é mais diferenciada; quanto mais distorcida sua arquitetura, mais indiferenciada. Tumores mais diferenciados costumam crescer mais lentamente e apresentar menor risco de metástases e recidiva.
Tamanho
Tumores com mais de 5 cm têm maior probabilidade de atingir os vasos sanguíneos ao seu redor e invadir os linfonodos do pescoço.
Invasão dos vasos sanguíneos
Quando o exame microscópico evidencia a presença de células malignas no interior dos vasos sanguíneos que nutrem o tumor, a probabilidade de recidiva aumenta.
Invasão dos linfonodos cervicais
É um fator prognóstico muito importante, porque permite avaliar o risco de disseminação. A presença de metástases em linfonodos cervicais pode duplicar a probabilidade de recidiva.
Uso de fumo e/ou álcool
Vários estudos confirmaram que o risco de recidiva é maior em pacientes que continuam a fumar e/ou beber durante e depois do tratamento do tumor primário. Além desse risco, eles têm até 4% de probabilidade de desenvolver outro tumor primário a cada ano.
Atualização: Dr. Lucas Vieira dos Santos – CRM: 115.834Oncologista Clínico na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo Apoio: Dra. Jéssica Ribeiro Gomes – CRM: 159784Oncologista Clínica na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
Dr. Antonio Carlos Buzaid
Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405
Dr. Fernando Cotait Maluf
Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930
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O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é complexo e multidisciplinar, envolvendo diversas modalidades terapêuticas. A escolha do tratamento depende de fatores como o tipo de tumor, localização, estágio da doença e condições clínicas do paciente.
Cirurgia como tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Ressecção tumoral
A cirurgia é frequentemente o tratamento do câncer de cabeça e pescoço de primeira escolha, especialmente em estágios iniciais. O objetivo é remover completamente o tumor e, quando necessário, os linfonodos adjacentes.
Cirurgia reconstrutiva
Em casos de cirurgias extensas, procedimentos reconstrutivos podem ser necessários para restaurar a função e a aparência da área afetada, utilizando técnicas como retalhos locais ou microcirurgia.
Radioterapia como tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Radioterapia externa
É o tipo mais comum de radioterapia para câncer de cabeça e pescoço. Utiliza feixes de radiação direcionados precisamente ao tumor, minimizando danos aos tecidos saudáveis adjacentes.
Braquiterapia
Em alguns casos, pode-se utilizar a braquiterapia, onde fontes radioativas são colocadas diretamente no tumor ou próximas a ele.
Quimioterapia como tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Quimioterapia adjuvante
Administrada após a cirurgia para eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes e reduzir o risco de recorrência.
Quimioterapia neoadjuvante
Utilizada antes da cirurgia ou radioterapia para reduzir o tamanho do tumor e facilitar o tratamento subsequente.
Quimiorradioterapia
Combinação de quimioterapia e radioterapia, frequentemente usada em tumores localmente avançados para aumentar a eficácia do tratamento do câncer de cabeça e pescoço.
Terapias-alvo como tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas, baseados nas características moleculares do tumor. Por exemplo, o cetuximab é usado em alguns casos de câncer de cabeça e pescoço.
Imunoterapia como tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Tratamento do câncer de cabeça e pescoço que estimula o sistema imunológico do paciente a combater as células cancerígenas. Medicamentos como pembrolizumab e nivolumab têm mostrado resultados promissores em certos tipos de câncer de cabeça e pescoço.
Tratamento multimodal
Muitos pacientes recebem uma combinação de tratamentos, conhecida como terapia multimodal. Por exemplo, cirurgia seguida de radioterapia ou quimiorradioterapia concomitante.
Cuidados de suporte
Manejo da dor
Controle da dor por meio de medicamentos e outras técnicas para melhorar a qualidade de vida do paciente.
Suporte nutricional
Muitos pacientes necessitam de suporte nutricional devido a dificuldades de alimentação causadas pelo tumor ou pelo tratamento.
Reabilitação
Inclui terapia da fala, fisioterapia e terapia ocupacional para ajudar na recuperação da função após o tratamento.
O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é altamente individualizado e requer uma equipe multidisciplinar de especialistas.
Os avanços contínuos em técnicas cirúrgicas, radioterapia de precisão, novos medicamentos e imunoterapia estão melhorando constantemente as opções de tratamento e os resultados para os pacientes.
O acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e detectar precocemente possíveis recorrências.
Dr. Antonio Carlos Buzaid
Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405
Dr. Fernando Cotait Maluf
Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930
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