A Demência com Corpos de Lewy (DCL) é uma condição complexa que afeta o cérebro através do acúmulo de proteínas. Ela se situa em um "meio de campo" entre o Alzheimer e o Parkinson, mas possui características únicas que exigem atenção especial.
Diferente de outras demências, a DCL não começa necessariamente com a perda de memória. Seus pilares são:
Flutuação Cognitiva: O paciente alterna entre momentos de clareza total e episódios de confusão profunda ou sonolência excessiva durante o dia.
Alucinações Visuais: Ver figuras detalhadas (pessoas, crianças ou animais) que não estão presentes. Ocorre de forma precoce na doença.
Sintomas de Parkinsonismo: Rigidez muscular, lentidão de movimentos e instabilidade ao caminhar.
Distúrbio do Sono REM: O paciente "encena" os sonhos, gritando ou dando socos/chutes enquanto dorme.
BEM-ESTAR (Efeitos colaterais e impactos no dia a dia)
A doença traz efeitos secundários que afetam diretamente a qualidade de vida e o sistema nervoso autônomo:
Instabilidade da Pressão: Quedas bruscas de pressão ao levantar, que podem causar desmaios e quedas.
Hipersensibilidade a Medicamentos: Alerta Crítico! Muitos remédios para psicose ou agitação (antipsicóticos comuns) podem causar reações graves e permanentes em quem tem DCL.
Dificuldades Digestivas: Constipação severa e, em estágios avançados, dificuldade para engolir (disfagia).
Incontinência: Perda do controle urinário mais cedo do que no Alzheimer.
3. Como lidar e apoiar?
O manejo da DCL exige paciência e adaptações ambientais:
Validação, não Confronto: Se a alucinação não for perigosa, não tente convencer o paciente de que "não há nada ali". Redirecione a atenção com calma.
Iluminação Estratégica: Evite sombras em corredores e quartos, pois o cérebro com DCL interpreta sombras como figuras ou invasores.
Aproveite as "Janelas": Realize atividades importantes (banho, alimentação, conversas sérias) nos momentos de maior lucidez (pico da flutuação).
Segurança Física: Remova tapetes e instale barras de apoio, pois o risco de quedas é o maior efeito colateral físico desta demência.
Nota Importante: O diagnóstico correto é a chave para evitar medicamentos que podem piorar os sintomas motores e mentais. Sempre consulte um neurologista especializado.
Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo
- Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em
televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais
emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos,
transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de
liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco
em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais
porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares
de pessoas que convivem com a condição.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
Imagine que você já pratica exercícios regularmente, controla a alimentação e
ainda assim percebe que a glicemia não responde como gostaria. E se a
questão não fosse apenas o tipo de treino, mas o horário em que você o
realiza? Essa possibilidade, antes pouco discutida, vem ganhando espaço
nas pesquisas sobre diabetes e atividade física e pode fazer diferença no dia a dia de quem busca um controle glicêmico mais eficiente.
Além disso, o tema vai além da simples escolha entre manhã ou tarde:
envolve o relógio biológico do corpo, a sensibilidade à insulina e o
modo como o organismo processa a glicemia
ao longo das horas. A seguir, a endocrinologista Dra. Denise Franco e
o Fisiologista do exercício William Komatsu, explicam o que a ciência
diz e como aplicar isso na prática.
Por que o horário do treino influencia o açúcar no sangue?
O corpo humano não é igual ao longo do dia. Ele opera segundo um
relógio biológico interno — chamado de ritmo circadiano — que regula
desde a temperatura corporal até a forma como as células processam a
glicemia. No período da tarde, a sensibilidade à insulina tende a ser
naturalmente mais alta em muitas pessoas com diabetes tipo 2.
Nesse contexto, exercitar-se quando o organismo já está mais
receptivo à insulina pode potencializar o uso da glicemia como fonte de
energia. O resultado, segundo os especialistas, é um controle glicêmico
mais eficiente, tanto durante o treino quanto nas horas seguintes.
“O horário do treino pode influenciar diretamente a maneira como
o corpo processa a glicose. Para quem tem diabetes ou pré-diabetes,
essa é uma variável que vale ser considerada, especialmente quando se
busca otimizar a rotina com ajustes simples.”Dra Denise Franco | Endocrinologista – Especialista em tecnologia no tratamento do diabetes
Quais são as principais evidências científicas sobre o exercício à tarde?
Um estudo publicado na revista Diabetologia examinou a influência do
horário do exercício em homens com diabetes tipo 2 e mostrou que treinos
de alta intensidade à tarde reduzem mais a glicose do que pela manhã.
Esse efeito parece estar ligado à maior sensibilidade à insulina e ao
melhor aproveitamento da glicose nesse período do dia.
Os pesquisadores observaram ainda que o exercício matinal, em alguns
casos, aumentava temporariamente a glicose, enquanto o treino vespertino
melhorava os níveis tanto durante a noite quanto no dia seguinte.
Outros estudos têm apontado resultados semelhantes, reforçando o papel
do fim da tarde como um horário potencialmente vantajoso para treinos em
pessoas com resistência à insulina.
“Treinos entre 15h e 19h podem otimizar o controle glicêmico em
pessoas com resistência à insulina. No entanto, a regularidade da
prática é mais importante que o horário exato. O melhor exercício é
aquele que cabe na sua rotina e você consegue manter.” Prof. William
Komatsu | Fisiologista do Exercício
Quais são os melhores tipos de exercício para reduzir a glicemia
Diversos tipos de atividade física ajudam a utilizar a glicose
circulante e melhorar a sensibilidade à insulina, podendo ser combinados
em uma rotina equilibrada. A escolha deve considerar a condição de
saúde, o nível de treinamento e, sempre que possível, a orientação de um
profissional.
Tipo de Exercício
Como Funciona
Benefício Principal
Caminhada pós-refeição
Atividade leve realizada após as refeições.
Ajuda o corpo a evitar picos de glicose logo após comer.
Fortalecimento muscular
Exercícios resistidos que aumentam a massa muscular como musculação, faixas elásticas e etc
Facilitam a absorção da glicose pelas células pós exercícios
Ciclismo e natação
Atividades aeróbias com menor impacto nas articulações.
Melhoram a saúde cardiovascular e auxiliam no controle da glicose.
Treino intervalado
Sessões curtas alternando períodos de maior intensidade e descanso.
Podem manter ou elevar os níveis de glicose no sangue momentaneamente.
Além disso, caminhadas de 15 a 30 minutos após as refeições são uma
estratégia acessível e eficaz para reduzir picos de glicose, e podem ser
feitas em qualquer horário do dia. Ainda assim, a intensidade e o tipo
de exercício devem ser adaptados à condição clínica de cada pessoa.
Portanto, combinar exercícios aeróbios (que aumentam a frequência
cardíaca e a respiração) com fortalecimento muscular pode melhorar ainda
mais o controle da glicose, segundo os especialistas.
Como adaptar o horário do treino à rotina diária?
A regularidade da prática é mais importante que o horário exato,
embora pequenas adaptações possam maximizar os benefícios metabólicos.
Pessoas que utilizam insulina ou medicamentos que reduzem a glicose
devem ter atenção redobrada ao combinar essas terapias com exercícios
com longa duração, devido ao risco de hipoglicemia. Consultar um
profissional de saúde antes de ajustar o horário ou a intensidade do
treino é fundamental para garantir uma transição segura.
“Quem usa insulina precisa de acompanhamento próximo ao mudar a
rotina de exercícios. A hipoglicemia durante ou após o treino é um risco
real e pode ser evitada com monitoramento adequado e orientação
médica.” Dra Denise Franco | Endocrinologista – Especialista em
Tecnologia no tratamento do diabetes
Nesse contexto, monitorar a glicemia antes, durante e após a
atividade física é uma prática fundamental. Além disso, conversar com o
endocrinologista sobre possíveis ajustes na dose de insulina pode fazer
toda a diferença na segurança do treino.
O que você pode fazer a partir de hoje
Se possível, programe treinos mais intensos entre 15h e 19h —
horário de maior sensibilidade à insulina para muitas pessoas com
diabetes tipo 2.
Inclua caminhadas de 15 a 30 minutos após as refeições principais para reduzir picos de glicose.
Combine exercícios aeróbios (caminhada, natação, ciclismo) com fortalecimento muscular para potencializar o controle glicêmico.
Monitore a glicemia antes, durante e após o treino, especialmente se usar insulina ou medicamentos hipoglicemiantes.
Não interrompa a prática por não conseguir treinar no horário ideal.
Lembre-se: qualquer exercício regular é melhor do que nenhum.
Consulte seu endocrinologista e um Profissional de Educação Física
especializado antes de alterar a intensidade ou o horário do treino.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo
- Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em
televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais
emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos,
transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de
liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco
em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais
porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares
de pessoas que convivem com a condição.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
Pipoca e diabetes parecem
uma combinação improvável, mas a ciência e a orientação nutricional
contam uma história diferente. Fim de semana começou e o Portal Um Diabético ouviu especialistas para responder à pergunta que muita gente faz na fila do cinema ou no sofá de casa: posso comer pipoca?
A resposta é sim. Mas saber como consumi-la faz toda a diferença para
aproveitar esse lanche sem comprometer o controle glicêmico.
O que torna a pipoca um alimento interessan pipoca é feita a partir de uma variedade especial de milho que
estoura quando aquecido: o calor transforma a umidade interna dos grãos
em vapor, criando a textura leve e crocante que todos conhecem.
Originária das Américas e descoberta pelos povos indígenas, hoje é o
segundo lanche mais consumido no Brasil.
Do ponto de vista nutricional, a pipoca apresenta alguns atributos relevantes para quem tem diabetes:
É fonte de fibras: um saquinho de 20 g fornece cerca de 3 g de
fibras, que ajudam a reduzir o pico glicêmico, melhoram a saúde
digestiva e prolongam a saciedade.
Contém polifenóis, antioxidantes que combatem o estresse oxidativo.
Não possui gordura trans nem colesterol na versão natural.
2 saquinhos médios de 20 g (total 40 g) equivalem a 1 fatia de pão — contendo cerca de 28 g de carboidratos e 180 kcal.
A
pipoca feita em casa, na panela, é a melhor opção para quem tem
diabetes. Essa versão permite controlar a quantidade de gordura
utilizada, tornando-a menos prejudicial para o controle da glicose.
Existem até técnicas para estourar pipoca com água, eliminando o uso de
gordura.” Nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica
Qual pipoca o diabético pode comer?
Nem toda pipoca é igual. A escolha do preparo é determinante para quem precisa manter a glicemia sob controle.
Versões mais indicadas
Pipoca feita em casa na panela, com pouco óleo ou preparada na água (sem gordura).
Pipoca air-popped (estouro a ar quente), sem adição de manteiga ou sal excessivo.
Temperada com ervas secas, canela, cacau em pó ou outros temperos com baixo impacto glicêmico.
Versões que exigem atenção redobrada
Pipocas doces ou gourmet (com caramelo, leite condensado, leite
ninho, chocolate): ricas em açúcar e gordura, exigem ajuste no plano
alimentar e, para quem usa insulina, cálculo cuidadoso da dose.
Pipoca de micro-ondas industrializada: pode conter gordura em excesso, sódio elevado e aditivos.
Balde de pipoca no cinema: porção difícil de estimar, atenção especial à quantidade consumida.
Como fazer a contagem de carboidratos
Para quem realiza a contagem de carboidratos, a pipoca exige treinamento — especialmente no cinema, onde as porções são imprecisas e frequentemente compartilhadas.
“Para quem tem diabetes e faz contagem de carboidratos, esse é um
dos alimentos em que é preciso treinar bem o tamanho da porção para não
errar muito na estimativa de quantidade de carboidratos e insulina,
principalmente se tratando de cinema e um balde de pipocas
compartilhado.” Nutricionista Débora Bohnen — @debora_bohnen | Membro do Departamento de Nutrição da SBD
A regra prática sugerida pela especialista é simples:
Peso da pipoca
Carboidratos estimados
20 g
14 g de carboidratos
40 g
28 g de carboidratos
Atenção: os cinemas estão isentos da obrigatoriedade de exibir tabela
nutricional, pois manipulam e fraccionam alimentos para consumo
imediato. Por isso, o treinamento em casa — separando a porção em um
bowl e pesando na balança — é a estratégia mais eficaz para estimar com
segurança a quantidade no cinema.
Passo a passo: pipoca saudável em casa
A nutricionista Carol Netto indica a pipoca na panela como a versão mais controlável. Veja como preparar:
Ingredientes:
30 g de milho para pipoca (rende cerca de 2 porções)
1 fio de azeite ou óleo de coco (ou nada, para versão com água)
Sal a gosto, canela, cacau em pó ou ervas secas para temperar
Modo de preparo:
Aqueça a panela em fogo médio. Se usar gordura, adicione apenas um fio.
Acrescente os grãos, tampe e aguarde estourar, chacoalhando a panela ocasionalmente.
Quando os estouros diminuírem, desligue o fogo.
Transfira para um bowl, pese a sua porção e tempere a gosto.
Versão sem gordura: substitua o óleo por 2 colheres de sopa de água — funciona!
Resumo: o que você precisa saber
Prefira a pipoca feita em casa na panela ou air-popped.
Controle o uso de gordura: óleo mínimo ou estoure com água.
Evite versões doces ou gourmets no dia a dia; consuma com moderação e ajuste a insulina, se necessário.
Treine porções em casa usando balança: 20 g = 14 g de carboidratos.
No cinema, estime com base no treinamento feito em casa.
Consuma dentro da sua meta de carboidratos por refeição.
Consulte sempre seu nutricionista ou endocrinologista para ajuste do plano alimentar.
Gerente de Conteúdo e Redes Sociais -
Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e
criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as
tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas
redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na
produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três
anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia.
Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o
impacto do nosso conteúdo.
FONTE: https://umdiabetico.com.br/
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico