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sábado, 21 de fevereiro de 2026

CÂNCER: Como diferenciar os sintomas da leucemia infantil das outras doenças

 

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 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 17 de outubro de 2020

 

Última atualização em 16 de abril de 2025

Esse tipo de câncer é altamente curável, se diagnosticado precocemente. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas que são persistentes

Escrito por: Natália Mancini

Os sintomas de leucemia infantil, câncer mais comum na faixa etária dos 0 aos 19 anos, são muito similares aos sintomas de doenças benignas da idade. Inclusive, podem ser confundidos com a chamada “dor do crescimento”. Entretanto, existem alguns detalhes que diferenciam esses quadros, que precisam de atenção, e podem auxiliar no diagnóstico precoce.

Os casos de câncer infantil representam de 1% a 4% de todas as neoplasias malignas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020-2022, cerca de 8,4 mil crianças e adolescentes serão diagnosticadas com esse tipo de doença. Sendo que as leucemias são mais comuns (28%), seguida dos tumores de sistema nervoso central (26%) e dos linfomas (8%).

Ainda não se sabe quais são as causas do câncer infantil se desenvolver. Entretanto, estudos mostram que o seu aparecimento não está relacionado com o estilo de vida. Por exemplo, com os hábitos alimentares, um dos fatores de risco para neoplasias malignas em adultos.

 

 

Sintomas de leucemia infantil

Alguns sintomas, apesar de serem característicos da leucemia infantil, também podem estar presentes em outros tipos de cânceres. São eles:

  • Palidez
  • Cansaço e sonolência
  • Hematomas
  • Febre
  • Constantes infecções
  • Linfonodos (caroços) e baço aumentados
  • Dores de cabeça e vômito
  • Dor óssea e nas juntas
  • Perda de peso sem explicação
Febre e fadiga como sintomas de leucemia

 

O suor noturno, tosse persistente e alterações nos olhos, como o estrabismo, podem também ser possíveis sintomas de câncer infantil

Qual criança nunca caiu e ficou com uma mancha roxa na pele? Qual criança nunca teve uma virose e ficou com febre? Uma criança reclamando de dor na perna pode ser a dor do crescimento, certo?

Sim, é possível confundir as manifestações de uma doença com a outra. Por isso, é importante procurar um médico para descobrir o que está acontecendo.

O Dr. Lauro Gregianin, oncopediatra do Instituto do Câncer Infantil, explica que, no geral, a suspeita de um câncer infantil não necessita de exames sofisticados. Ou seja, somente o histórico clínico e um exame físico detalhado são suficientes para considerar essa possibilidade.

“Algumas vezes a suspeita fica mais evidente quando na visita médica de revisão o paciente traz dados clínicos que irão se adicionar aos já registrados. A leucemia é uma condição que determina sintomas e sinais bem clássicos, e quando se associa os dados laboratoriais, o diagnóstico praticamente se consolida”, diz.

 

 

Sintomas de leucemia infantil x dor do crescimento

Normalmente, as dores do crescimento acontecem em crianças com idade de 5 a 10 anos e não são de alta intensidade.

“A causa dessa dor ainda não está plenamente esclarecida. Costuma ser de intensidade leve, com duração de poucos minutos e ocorre, principalmente, durante a noite e madrugada. O tempo de duração é curto, poucos minutos e, usualmente, existem períodos intercalados de alguns dias sem dor”, o Dr. Gregianin conta.

O mais comum é que, nesses casos, as crianças indiquem que o incômodo esteja na região das coxas, atrás do joelho e panturrilhas. Sendo que pode acontecer apenas em uma das pernas ou nas duas.

Pessoa com dor nas pernas

Massagear ou colocar uma bolsa de água quente no local são algumas formas de como aliviar dor do crescimento.

Por outro lado, a dor relacionada à leucemia aguda infantil é mais intensa e aumenta ao longo dos dias. Além disso, de acordo com o oncopediatra, ela pode acontecer em qualquer período do dia e, para aliviá-la, é preciso utilizar analgésicos. Outra importante diferença é a faixa etária na qual esse câncer pode acontecer (0 a 19 anos) em comparação com a da dor do crescimento.

 

LINK: https://youtu.be/BGvPTN875BE


 

Como diagnosticar a dor do crescimento?

“O diagnóstico é feito por meio de uma entrevista clínica minuciosa. Deve ser questionado há quanto tempo e qual o momento da dor, sua intensidade, a presença de fatores desencadeantes recentes (exercícios físicos em excesso, traumas) e sua localização”, o médico informa.

Normalmente, quando o especialista pede para a criança colocar sua mão no local onde está doendo, ela consegue indicar a área, entretanto, não consegue indicar um lugar específico. Por exemplo, ela coloca a palma da mão sobre as coxas ou panturrilhas, mas não consegue definir, exatamente, onde está a dor.

Médico avaliando uma criança que está chorando

O Dr. Gregianin ainda ressalta que perguntas como se o paciente teve febre, perdeu peso, apareceram manchas roxas pelo corpo, apresenta cansaço e outros sinais que podem ter aparecidos nos últimos tempos, também devem ser feitas. Isso porque, esses sintomas não acontecem devido às dores de crescimento. 

“Dificilmente é necessária a solicitação de exames de imagem, como raio-x, ultrassom ou tomografia, já que esses exames não estão alterados nesses casos. Da mesma maneira, exames de sangue também não irão agregar informações relevantes”, ele completa.

 

Sintoma de leucemia infantil x sintomas de virose infantil 

Um dos principais sintomas de virose infantil é a febre, que também pode acontecer devido às infecções bacterianas. Entretanto, a grande diferença entre a febre nessa situação e na leucemia infantil, estão os outros sintomas que também aparecem.

Mãe cuidando de criança com febre

“Nas situações em que a febre tem origem viral, ela costuma ter um curso relativamente agudo, surgindo em associação com sintomas respiratórios. Como tosse, coriza, falta de apetite e, eventualmente, diarréia. Além disso, quase sempre há relatos de contato recente com outra criança. Ou mesmo adulto, com os mesmos sintomas, caracterizando, então um contágio”, o Dr. Gregianin diferencia.

Essa febre costuma durar de cinco a sete dias e diminui de intensidade ao mesmo tempo que acontece o desaparecimento dos sintomas respiratórios. Por outro lado, a febre na leucemia é persistente e recorrente. 

Sintomas de leucemia infantil x hematomas em crianças

Traumas mais intensos podem alterar a circulação do sangue nas veias, fazendo com que ele se “espalhe” na região próxima da lesão. Em seguida, as hemácias, glóbulos vermelhos, presentes nesse local, causam a mudança da coloração da pele, deixando com cores típicas de hematomas.

Ao mesmo tempo, o corpo inicia um processo para estancar esse sangramento, no qual acontecem uma série de eventos chamados “cascata de coagulação”, que incluem a participação das plaquetas.

Mancha roxa no corpo

“A leucemia linfoide aguda, quase sempre, determina diminuição de produção das plaquetas. Nesses pacientes, caso ocorra algum trauma, por menor que seja, existe uma chance muito grande de surgirem hematomas extensos e considerados desproporcionais ao trauma. Portanto, é importante investigar hematomas que surgem sem um trauma

Sintomas de leucemia infantil x cansaço em criança

O cansaço e a fadiga são sintomas que surgem, de forma natural, após a criança ter realizado atividades físicas, jogos e brincadeiras que a deixe exausta.

“Nesses casos, é muito fácil de associar o sintoma com o fator causal, ou seja, a atividade em excesso. Também sabemos que com algumas horas de repouso esses sintomas desaparecerão”, o oncopediatra explica.

Criança cansada

Já nas crianças com LLA, a falta de ânimo, cansaço e fadiga são persistentes. Ou seja, elas ocorrem mesmo se o jovem estiver em repouso e não estão associadas a atividades físicas.

Conforme diz o Dr. Gregianin, isso acontece porque “a presença de anemia, muito frequente nesses pacientes, contribui para acentuar esses sintomas. ”

 

Como diagnosticar leucemia infantil?

Os primeiros exames a serem pedidos são o hemograma completo, exame de sangue, e Desidrogenase Láctica – a elevação desta enzima pode indicar a presença de um câncer. Ambos são exames simples, entretanto importantes para descartar ou confirmar a suspeita de leucemia.

Ao descartar a possibilidade de ser dor de crescimento, “deve-se, então, ampliar a investigação para o diagnóstico de outras doenças, entre elas a leucemia aguda. Outras suspeitas que devem ser consideradas inclui dor por trauma, dor desencadeada por exercícios físicos”, o doutor fala.

Exames para diagnosticar leucemia infantil

Ele reforça que a dor relacionada com esse câncer, na maioria dos casos, está acompanhada de manchas na pele, aumento do tamanho do fígado e baço e febre e palidez. Nesses casos, deve ser realizado o mielograma, exame que analisa as células da medula óssea. Dessa forma, é possível chegar a um diagnóstico definitivo.

 

Exames de rotina para crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que até os seis meses de idade a criança seja avaliada mensalmente. Após isso, as visitas devem ser trimestrais até os 18 meses; semestrais entre dois e quatro anos e anuais dos cinco aos 19. 

Segundo essas orientações, a primeira coleta de sangue deve ser feita com um ano de idade. Dessa forma, é possível checar indícios de anemia e estoque de ferro. Caso seja necessário, o médico pode solicitar exames de fezes e urina. A partir dos 10 anos, devem ser adicionados a esses testes,  perfil lipídico, para avaliar o metabolismo das gorduras no sangue, colesterol e triglicérides.

Criança no médico

“As avaliações de rotina recomendadas pelas sociedades de pediatria não incluem a realização de exames para rastrear leucemia aguda. O pediatra deve solicitar exames somente quando houver suspeita clínica de que o paciente esteja com leucemia ou outra doença hematológica”, esclarece o Dr. Lauro Gregianin.

 

 


 

FONTE:

https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs.

Carla

CÂNCER: Leucemias agudas: adultos x crianças

 

 leucemias agudas em adultos e crianças

 

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

  • Última atualização em 6 de dezembro de 2023

    Idade do paciente e subtipo da doença influenciam na escolha do tratamento

    Escrito por: Tatiane Mota

    As leucemias agudas podem acontecer em diferentes fases da vida, quando a medula óssea passa a não fabricar corretamente os glóbulos brancos, células responsáveis pela proteção do organismo. Por ser um câncer de desenvolvimento rápido, crianças e adultos devem receber atendimento especializado o quanto antes – é um caso de urgência médica!

    O primeiro passo é conhecer os sintomas das leucemias agudas, que costumam ser parecidos independentemente da idade:

    • Fraqueza, palpitação e palidez;
    • Sangramentos e manchas roxas no corpo;
    • Febres constantes;
    • Aumento dos linfonodos (gânglios inchados);
    • Falta de ar e tosse;
    • Dores ósseas e nas articulações (principalmente nas crianças).

    Um simples hemograma completo já pode mostrar que a contagem de células sanguíneas do paciente está anormal. Mas para saber exatamente se há leucemia, e qual o tipo da doença, será necessário realizar alguns outros exames.

    Uma amostra de sangue da medula óssea (mielograma), ou um pedacinho do osso da região da bacia (biópsia da medula óssea), serão retirados para análise em laboratório. 

    Assim, o médico conseguirá entender se o paciente tem uma leucemia linfoide aguda (LLA) ou uma leucemia mieloide aguda (LMA).

 

O que é leucemia aguda?

A principal diferença entre a LMA e a LLA está nas células doentes atingidas: se são mieloides ou linfoides. As primeiras incluem diferentes tipos de leucócitos (neutrófilos, monócitos, basófilos, entre outros) e também células que se distribuem pelos tecidos. As segundas (linfoides) incluem os linfócitos T, B e NK.

Outro ponto de destaque é que a LLA costuma aparecer com mais frequência em crianças e, em contrapartida, a LMA é mais comum entre os adultos.

Exame de sangue com leucemia

“Essa diferença está diretamente relacionada com as características genéticas das doenças. A LMA aumenta a frequência com o envelhecimento, semelhante ao que ocorre com outros cânceres, relacionado com o acúmulo de lesões genéticas na medula óssea adquiridas durante a vida. Já a LLA da infância, segundo diversas evidências, provavelmente está relacionada à predisposição genética, podendo surgir muito mais cedo durante a vida. A LLA do adulto costuma aparecer com alterações genéticas de pior prognóstico e também está relacionada ao envelhecimento”, explica o Dr. Sérgio Fortier, hematologista da Rede de Hospitais São Camilo.

 

Tratamento das leucemias agudas em adultos

Na maioria das vezes, o paciente adulto com LLA e LMA percebe o surgimento dos sintomas e procura o pronto socorro. Com o diagnóstico em mãos, parte para o tratamento e hoje são muitas as opções disponíveis.

Tratamento de leucemia aguda em adultos

“Até pouco tempo, existia apenas quimioterapia convencional e TMO alogênico para o tratamento dos pacientes com leucemia aguda. Recentemente, têm surgido novos tratamentos como a imunoterapia, utilizando na LLA blinatumumabe, inotuzumabe, e na LMA, gemtuzumabe. Os agentes hipometilantes para LMA, entre eles a azacitidina e a decitabina são outras opções. Tem também as medicações orais, que agem em defeitos genéticos, dentre elas midistaurina e gilteritinibe, utilizadas em pacientes com LMA, e imatinibe, dasatinibe e ponatinibe para a LLA. Já os agentes indutores de diferenciação, como tretinoina e trióxido de arsênico, são indicados na LMA”, comenta o Dr. Sérgio.

O médico salienta que esses novos tratamentos já provaram seu benefício em alguns cenários e estão em investigação para verificar seu benefício, inclusive, na primeira linha de tratamento.

“Com a melhora do conhecimento da base genética dessas doenças, diversos novos tratamentos estão sendo desenvolvidos. Outro tipo de tratamento surgindo, já aprovado no Brasil para LLA do tipo B, é o uso de linfócitos do paciente geneticamente modificados para lutar contra a leucemia, chamado de terapia com CAR-T. É muito promissor, mas enfrenta outros desafios, como custo, acesso e toxicidades. No futuro, talvez seja usado em fases mais precoces do tratamento, hoje reservado apenas a pacientes que não responderam a nenhuma outra terapêutica”, diz o hematologista. 

O transplante de medula óssea no paciente adulto também continua sendo opção. Seja na LLA ou na LMA, em muitos casos o procedimento será realizado como parte dos protocolos clínicos.

Leucemia em adulto tem cura?

De acordo com o Dr. Sérgio, tem sim! Mas as leucemias agudas nos pacientes adultos são mais desafiadoras.

“O prognóstico muda bastante de acordo com o subtipo, idade, características genéticas. Existem casos com bom prognóstico, com expectativa de cura maior que 95%. Já outros com menores chances de cura”.

 

Leucemias agudas em crianças

Como vimos, os sintomas das leucemias agudas serão evidentes. Mas é possível que alguns deles se confundam com outras questões de saúde, como as dores ósseas, que podem parecer com a “dor do crescimento”.

Por isso, é muito importante ficar atento às mudanças de comportamento das crianças e procurar um médico o quanto antes.

Criança na médica avaliando leucemia aguda

Segundo a Dra. Maria Lucia Lee, coordenadora da Hematologia Pediátrica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a LLA é considerada o câncer mais comum da infância.

“Ainda assim, em mais de 90% dos casos, não se conhece sua etiologia. O que se sabe é que há maior incidência em pacientes portadores de síndromes genéticas constitucionais, principalmente crianças com síndrome de Down”.

Leucemia infantil tem cura?

A notícia boa é que, nas crianças, tanto a leucemia linfoide aguda, quanto a leucemia mieloide aguda têm excelentes respostas no tratamento – na LLA, as chances de cura estão entre 85-90% dos casos, e na LMA em cerca de 70%, em países desenvolvidos.

Criança sentada na cama realizando tratamento de câncer

“Em Pediatria, o tratamento da LLA e da LMA são baseados no uso de poliquiomioterapia intensiva, utilizadas de acordo com protocolo terapêutico específico. Hoje, na LLA de linhagem B, novas perspectivas se abriram com a introdução da imunoterapia, que irá agir de forma dirigida ao blasto de linhagem B e tem indicações específicas”, fala a Dra. Maria Lucia.

O transplante de medula óssea nesta faixa etária também não costuma ser indicado na maior parte dos casos.

“Na LLA pediátrica, o TMO é indicado apenas nas falhas de remissão, que são eventos bem raros. Também tem indicação em quase todas as recidivas da doença. Já na LMA pediátrica, sua indicação na primeira linha de tratamento dependerá do subtipo de LMA e do tipo de resposta do paciente ao tratamento, mas também estará indicado em todas as recidivas. Podemos dizer que nas crianças é possível realizar tratamentos bastante intensivos com tolerância e toxicidade adequadas e contornáveis. Isso já não é mais o que ocorre em indivíduos a partir da adolescência, quando esse equilíbrio já é mais instável”, diz a médica.

Após o término do protocolo terapêutico, todo paciente pediátrico, obrigatoriamente, permanecerá em acompanhamento médico, pois deverá ser monitorizado em relação aos eventos tardios relacionados ao tratamento. Esse seguimento é fundamental para que as reações adversas tardias não tenham impacto na qualidade de vida curado.

 

 

Qual a importância dos marcadores genéticos?

Também conhecidos como “marcadores tumorais”, os marcadores genéticos são proteínas ou outras substâncias produzidas por células normais e também por células cancerígenas (nestes, a produção é em quantidades maiores).

Pesquisadores avaliando um DNA para verificar a presença de marcadores tumorais

A leucemia linfoide aguda (LLA) e a leucemia mieloide aguda (LMA) têm características diferentes relacionadas a proteínas na superfície da célula (CD19, CD22, CD33) e a alterações genéticas (FLT3, IDH1, IDH2, BCR-ABL).

“Em vez de desenvolver tratamentos específicos para cada doente, os pesquisadores usam essas características comuns em várias doenças como alvos. Assim, um tratamento direcionado a esse alvo pode ajudar diversos pacientes. Chegará um dia que, de acordo com as características da doença do paciente, poderemos escolher qual a combinação ideal de medicamentos oferecer”, fala o Dr. Sérgio Fortier.

 

 

 

FONTE:

https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

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abs.

Carla

 

CÂNCER: Como são os hematomas da leucemia?

 Hematoma de leucemia

 

 ABRALE – Associação Brasileira de Câncer do Sangue

 

 24 de outubro de 2023

 

Última atualização em 6 de dezembro de 2023

Esse sintoma se torna preocupante quando se intensifica em um curto período de tempo. Nesses casos, é essencial procurar um médico e realizar um hemograma completo

Escrito por: Natália Mancini

Esbarrar em algum local e ficar com o braço ou a perna roxa é um cenário com o qual muitas pessoas se identificam. Mas, é preciso ficar atento, especialmente quando essas manchas surgem sem um motivo aparente, pois há algumas doenças que podem causar esse sintoma. Os hematomas da leucemia apresentam características específicas, como sua aparência e tempo de cicatrização.

A leucemia pode causar alguns sintomas, como infecções graves recorrentes, anemia, cansaço, palidez, falta de energia e hemorragia na gengiva. Mas, também é possível que, devido a ela, apareçam pelo corpo hematomas, pintinhas vermelhas ou manchas roxas.

“Hematomas, pintinhas avermelhadas e manchas roxas podem sugerir problemas de coagulação do nosso sangue. Em alguns casos de leucemias agudas, essas alterações da pele podem acontecer pela baixa contagem de plaquetas gerada pela doença”, explica o Dr. Walter Braga, onco-hematologista do Hospital Santa Catarina – Paulista.

Porém, ele alerta que esse não é um sintoma de leucemia tão comum. Os primeiros sinais desse câncer, na maioria das vezes, é a anemia e as infecções bacterianas. 



“Algumas leucemias agudas, como a leucemia promielocítica, podem ter os hematomas e sangramentos com os sintomas mais proeminentes”, o Dr. Braga descreve.

 

 

Como são os hematomas da leucemia

Eles podem ser hematomas ou manchas roxas semelhantes aos que aparecem devido a alguma pancada ou pintinhas vermelhas, chamadas de “petéquias”. O mais comum é que apareçam nos braços, pernas e pés.

De acordo com o especialista, “as manchas roxas e hematomas se concentram em áreas de traumas, como braços e pernas principalmente. Já as pintinhas vermelhas, as petéquias, em geral aparecem em membros inferiores, como pernas e pés, por serem áreas de maior pressão hidrostática e os valores de plaquetas estarem muito baixos. ”

Manchas vermelhas de leucemia

 Além disso, o Dr. Braga conta que os hematomas e manchas da leucemia tendem a demorar mais para cicatrizar e desaparecer. Ele diz que isso acontece pois as leucemias agudas enfraquecem o sistema imunológico, fazendo com que algumas células do sistema imune, inclusive as que auxiliam na reabsorção dos hematoma. Então, leva um tempo maior para o corpo reabsorver os hematomas e manchas roxas.

 

 

omo saber se a mancha é de leucemia?

Exame de sangue para leucemia

“Costumamos falar que os sangramentos cutâneos são os mais sugestivos de plaquetas baixas. Toda vez que alguém perceber uma grande quantidade de hematomas, manchas roxas ou pintinhas vermelhas aparecendo em um curto espaço de tempo, de cinco a sete dias, ou o aparecimento de sangramento ao escovar os dentes, na vagina ou na urina, deve se dirigir a um serviço de pronto-atendimento para ser cuidadosamente avaliado e realizar o exame mais importante, que é o hemograma completo”, o Dr. Walter Braga alerta.


 

 

FONTE:

https://revista.abrale.org.br/

https://revista.abrale.org.br/categoria/saude/


 

 

 

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abs.

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