Baseado em pesquisa do Ashcroft Home Care - Chesterfield, Reino Unido
O que é?
É oferecer um bebê reborn para a pessoa com Alzheimer segurar no colo. A boneca bem realista ajuda a acalmar, diminui a agitação e facilita a comunicação.
O que a pesquisa mostrou?
No Ashcroft Home Care, depois que começaram a usar os bebês reborn, o número de pacientes que precisavam de remédios fortes para agitação caiu de 92% para 28%, no início de 2008. Essa pesquisa chegou a ser apresentada na Sociedade Britânica de Psicologia.
O reborn funciona melhor que boneca comum justamente por ser muito mais realista.
Por que ajuda tanto?
Muitas pessoas com Alzheimer ainda se sentem jovens. Quando seguram o bebê, voltam para uma época boa da vida, quando cuidavam dos filhos, se sentiam úteis, amadas e com um propósito. Isso traz memórias afetivas positivas. E funciona tanto para mulheres quanto para homens.
Não é uma cura. O paciente não vai voltar a ser como era antes. O benefício real é o conforto, a calma e a sensação de segurança.
Quando começar? É melhor começar cedo.
1. Fase inicial:
A pessoa ainda sabe que é uma boneca. Ela gosta de dar nome, trocar a roupinha, pentear, segurar no colo. Pode não conversar com a boneca, mas curte cuidar.
2. Fase intermediária - onde mais ajuda:
Aqui o vínculo fica mais forte. A pessoa começa a conversar, cantar, abraçar, carregar o bebê para todo lado e até tentar alimentar. Pode esquecer o nome ou ter dificuldade para vestir, mas fica muito apegada. É a fase em que a terapia costuma ter mais efeito.
3. Fase final:
Ainda pode funcionar, mas com menos resposta. Vale tentar com carinho. Se começar o vínculo nas fases iniciais, ele costuma continuar trazendo conforto até o final.
Como apresentar a boneca?
Sempre com delicadeza. Não force. Convide para tocar: "olha que cabelinho macio", "olha que mãozinha pequena". Observe a reação. Se não aceitar na hora, tente de novo em outro momento.
Como disse uma profissional que trabalha há 12 anos com Alzheimer: "Já vi minhas pacientes cantando e conversando com a boneca como se ela tivesse vida. Isso as leva de volta a um tempo em que se sentiam seguras e no controle. Precisamos entrar na jornada delas, não na nossa."
Dica de ouro:
Prefira sempre bonecas de olhos abertos. Bonecas de olhos fechados podem ser interpretadas como "mortas" e causar angústia.
Se você pensar em usar na sua rotina de cuidado, vale conversar antes com a equipe de saúde que acompanha sua mãe para ver a melhor forma de introduzir.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Programa ajuda a manter o tratamento de diabetes e outras doenças crônicas; veja a lista de medicamentos e as regras para retirar
O cuidado com o diabetes não termina quando a consulta acaba. Ele continua na hora de tomar o comprimido, aplicar a insulina e organizar os medicamentos que serão usados ao longo do mês. Para quem precisa de tratamento contínuo, conseguir esses produtos regularmente é parte da rotina de saúde e também do planejamento financeiro da família.
É nesse ponto que o Farmácia Popular faz diferença. O programa oferece gratuitamente medicamentos em farmácias privadas credenciadas, complementando a distribuição pela rede pública. Para o diabetes, são sete apresentações contempladas, entre comprimidos e insulinas. A lista inclui dapagliflozina, cujo acesso depende de critérios específicos.
Desde fevereiro de 2025, todos os medicamentos e insumos que fazem parte do elenco do programa passaram a ser gratuitos. A mudança encerrou o copagamento, modalidade na qual o paciente precisava pagar parte do valor de determinados itens. A gratuidade, entretanto, vale para a relação definida pelo Ministério da Saúde, e não para qualquer medicamento vendido no estabelecimento.
Por que o Farmácia Popular importa na vida de quem tem diabetes?
Um tratamento de uso contínuo representa uma necessidade que se repete todos os meses. Quando há mais de uma doença crônica, a rotina pode incluir medicamentos para glicose, pressão arterial e colesterol. Ter acesso gratuito aos itens prescritos reduz o gasto direto da família com esses produtos.
A importância desse acesso também foi investigada em estudos brasileiros que avaliaram internações e mortes por diabetes e hipertensão.
Uma pesquisa publicada em 2019 na Revista de Saúde Pública analisou dados de 5.566 municípios. Foram consideradas informações de internações entre 2003 e 2016 e de mortalidade entre 2003 e 2015. Os pesquisadores encontraram redução desses desfechos associada à expansão do Farmácia Popular, especialmente por meio da rede de farmácias conveniadas.
Outro estudo, publicado em 2020 no Journal of Health Economics, encontrou que uma farmácia adicional credenciada por 100 mil habitantes esteve associada à redução de 3,6% na taxa de internações por diabetes em relação ao nível inicial. Os efeitos foram maiores para diabetes tipo 2 e entre pessoas em condições socioeconômicas menos favoráveis.
Esses resultados se referem aos períodos e às populações estudadas. Não representam uma previsão individual nem devem ser apresentados como indicadores atuais do programa. Eles oferecem, porém, evidências de que ampliar o acesso aos medicamentos pode trazer benefícios que vão além da economia na compra.
Quais são as 7 opções gratuitas para diabetes?
A relação oficial do Ministério da Saúde, atualizada em 31 de agosto de 2026, e a regulamentação do programa contemplam as seguintes apresentações:
Medicamento
Apresentação contemplada
Cloridrato de metformina
500 mg
Cloridrato de metformina de ação prolongada
500 mg
Cloridrato de metformina
850 mg
Glibenclamida
5 mg
Insulina humana NPH
100 UI/mL
Insulina humana regular
100 UI/mL
Dapagliflozina
10 mg, com critérios específicos
São sete apresentações, e não sete medicamentos inteiramente diferentes. A metformina, por exemplo, aparece em duas dosagens e também na formulação de ação prolongada.
Essa distinção é importante na retirada. O nome do medicamento, a concentração e a formulação precisam ser conferidos: a inclusão de uma apresentação no programa não significa que todas as versões comerciais estejam disponíveis gratuitamente.
A lista também não indica que todos esses medicamentos sejam adequados para qualquer pessoa com diabetes. A escolha do tratamento depende da avaliação clínica, considerando fatores como função dos rins, risco de hipoglicemia e outras condições de saúde. Não se deve substituir o tratamento por conta própria apenas porque outra opção é oferecida gratuitamente.
Dapagliflozina tem critérios específicos de acesso
A dapagliflozina 10 mg aparece no elenco oficial para diabetes associado à doença cardiovascular. Segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2026, o acesso pelo Farmácia Popular contempla pessoas com 65 anos ou mais, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular associada.
Portanto, ter uma receita desse medicamento não significa, isoladamente, atender às regras de retirada pelo programa.
A SBD também descreve possibilidades de acesso à dapagliflozina pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, com critérios próprios. Quem não se enquadra no Farmácia Popular pode consultar a equipe de saúde sobre a possibilidade de receber o medicamento por outra via do SUS. As regras dessas modalidades são diferentes.
A oferta também alcança outras doenças crônicas
O Farmácia Popular contempla medicamentos para hipertensão, asma, colesterol alto, osteoporose, rinite, doença de Parkinson e glaucoma. Entre os exemplos estão losartana potássica 50 mg, hidroclorotiazida 25 mg, sinvastatina de 10, 20 e 40 mg e alendronato de sódio 70 mg.
Para pessoas que convivem com diabetes e outras condições, essa oferta pode atender diferentes partes do tratamento. Cada medicamento, entretanto, precisa ter indicação e prescrição próprias.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 27,3 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular em 2025. Esse número considera o conjunto de usuários do programa, e não apenas aqueles que têm diabetes.
Como retirar os medicamentos gratuitamente?
Para receber os medicamentos, é necessário procurar uma farmácia credenciada, identificada pelo selo Aqui Tem Farmácia Popular, e apresentar:
Documento oficial com foto.
Número do CPF.
Receita médica dentro do prazo de validade.
O programa aceita receitas emitidas tanto pelo SUS quanto por serviços particulares. Pessoas acamadas ou impossibilitadas de comparecer podem ter os medicamentos retirados por representante legal ou procurador, mediante a documentação exigida.
Confirmar previamente se o estabelecimento tem a apresentação prescrita pode evitar deslocamentos sem resultado. Também ajuda a identificar uma dificuldade de acesso antes que o medicamento em uso termine.
Se a retirada não for possível, a UBS pode orientar sobre os caminhos disponíveis na rede pública. Dúvidas e reclamações relacionadas ao Farmácia Popular podem ser encaminhadas à Ouvidoria do SUS, pelo telefone 136.
O acesso ao medicamento precisa vir acompanhado de cuidado
Embora tenha papel na oferta de tratamento, o Farmácia Popular não reúne todos os medicamentos e tecnologias utilizados por pessoas com diabetes. Insulina glargina, sensores de glicose e semaglutida não aparecem no elenco consultado. A eventual distribuição de outros tratamentos pelo SUS segue políticas e fluxos próprios.
O acompanhamento também envolve consultas, exames, educação em diabetes e avaliação de possíveis complicações. A SBD orienta que a definição do tratamento considere o risco cardiovascular e a função renal, além da glicose.
Na vida cotidiana, a contribuição do programa está em facilitar o acesso aos medicamentos contemplados sem cobrança no momento da retirada. Conhecer essa possibilidade, conferir as apresentações disponíveis e entender as regras ajuda pacientes e famílias a organizar uma necessidade que acompanha o cuidado todos os meses.
REDAÇÃO
FONTE:
https://umdiabetico.com.br/
informativo procure seu médico
abs
Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
No DiabetesCast, Denise Franco esclarece quando o tratamento pode ser temporário no diabetes tipo 2 e por que a suspensão depende de avaliação médica
Começar a usar insulina não significa, obrigatoriamente, que uma pessoa com diabetes tipo 2 precisará manter as aplicações pelo resto da vida. Em determinadas situações, o medicamento é necessário para tratar um período de glicose muito elevada e pode ser substituído depois. Essa possibilidade depende da resposta ao tratamento e de avaliação médica.
A orientação está na diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), que prevê a revisão do uso de insulina após o tratamento agudo inicial. A dúvida também foi discutida pela endocrinologista e pesquisadora Denise Franco, colunista e consultora médica do Portal Um Diabético, em entrevista ao DiabetesCast.
“Isso não quer dizer que, principalmente o paciente com diabetes tipo 2, ele vai precisar sempre de insulina”, afirmou a médica ao explicar a indicação para pessoas que chegam ao diagnóstico com glicose elevada e sintomas.
A possibilidade de retirar o medicamento, porém, não é uma promessa feita no início do tratamento. Há pessoas que precisam de insulina de forma contínua. Entender essa diferença ajuda a esclarecer uma dúvida comum: começar as aplicações determina, por si só, como será o cuidado nos próximos anos?
Quando a insulina pode ser necessária logo no diagnóstico
Na entrevista, Denise descreve pessoas que recebem o diagnóstico já com sintomas, emagrecimento e hemoglobina glicada elevada. Nesse contexto, a insulina pode ser indicada para reduzir a glicose e tratar a descompensação.
“Então, neste momento que a gente chama de toxicidade, glicotoxicidade, eu posso precisar de insulina nesse primeiro momento”, explicou.
A SBD recomenda terapia à base de insulina para adultos com diabetes tipo 2 de início recente, hemoglobina glicada acima de 9% e sinais e sintomas de hiperglicemia, como urinar muito, sede excessiva e perda de peso. O documento também destaca seu uso em situações clínicas agudas e durante internações.
Nos Standards of Care de 2026, a Associação Americana de Diabetes (ADA) orienta considerar quando há sintomas de hiperglicemia ou valores muito elevados, como hemoglobina glicada acima de 10% ou glicose a partir de 300 mg/dL.
Esses critérios orientam a decisão clínica. A indicação não depende apenas de um número isolado nem deve ser interpretada como uma punição para quem vive com diabetes.
O que é glicotoxicidade e por que ela importa?
A glicotoxicidade é um dos pontos centrais para entender por que o uso de insulina pode ser temporário. A glicose persistentemente elevada pode prejudicar o funcionamento das células que produzem ela.
Ao reduzir essa elevação, o tratamento permite reavaliar quais medicamentos serão necessários para manter a glicemia dentro das metas definidas para cada pessoa.
A ADA afirma que, com a resolução da toxicidade da glicose, pode ser possível simplificar o esquema de tratamento ou passar para medicamentos que não sejam insulina. Isso explica por que uma prescrição feita em um momento de descompensação não determina necessariamente o tratamento definitivo.
Denise resume essa possibilidade no DiabetesCast:
“Pode ser que a gente não precise mais se a gente sair daquela situação, mas insulina é uma das formas de tratar o diabetes tipo 2.”
Por que algumas pessoas continuam precisando?
O diabetes tipo 2 também pode evoluir com redução da capacidade do pâncreas de produzir insulina. Nesse cenário, mesmo depois de resolvido um episódio de glicose elevada, o organismo pode continuar precisando da reposição.
“Com o passar do tempo, eu posso ter uma perda de função da minha célula que produz insulina e eu posso vir a precisar usar insulina como uma terapia para o resto da vida”, explicou Denise.
Na avaliação da médica, começar a usar o hormônio não significa necessariamente que houve um agravamento naquele momento. A indicação precisa ser compreendida dentro da situação clínica de cada paciente.
Por isso, a pergunta sobre parar as aplicações deve ser acompanhada de outra: qual tratamento permite manter a glicose nas metas com segurança? Para algumas pessoas, a resposta continuará incluindo insulina.
A retirada precisa ser planejada com a equipe de saúde
A diretriz da SBD registra que a insulina pode ser substituída por uma combinação de outros medicamentos após o tratamento agudo inicial. Isso exige reavaliação clínica, acompanhamento da glicose e definição de um novo esquema.
Um resultado melhor enquanto a pessoa usa insulina pode indicar que o tratamento está funcionando. Não é, sozinho, uma autorização para interromper as aplicações.
Denise também destaca que iniciar a terapia exige aprendizado. Na entrevista, ela menciona orientações sobre dose, técnica de aplicação, conservação e como agir diante de glicose baixa ou alta.
“Primeiro, ele precisa ser orientado”, afirmou.
Esse acompanhamento permite que as mudanças sejam feitas com segurança, tanto para começar quanto para reduzir ou substituir o tratamento. A decisão sobre suspender a insulina precisa fazer parte desse cuidado.
No diabetes tipo 1, a situação é diferente
A possibilidade de suspensão discutida na entrevista se refere ao diabetes tipo 2 e não deve ser transferida para o diabetes tipo 1, em que a reposição de insulina é essencial. As recomendações da ADA tratam essa reposição como parte central do tratamento.
“A gente costuma dizer que insulina é vida para quem depende dela”, ressaltou Denise.
Para quem tem diabetes tipo 2, o uso pode ser temporário ou contínuo. O caminho depende da necessidade do organismo, da evolução da glicemia e da avaliação da equipe de saúde, sem um prazo único para deixar as aplicações.
Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.
FONTE:
https://umdiabetico.com.br/
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