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domingo, 31 de maio de 2026

“Tabaco: Ameaça ao Nosso Meio Ambiente”: 31/5 – Dia Mundial Sem Tabaco

 


 

Sob o tema “Tabaco: Ameaça ao Nosso Meio Ambiente”, a campanha alerta não apenas sobre os prejuízos que o uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo causam na saúde pulmonar, levando a doenças respiratórias crônicas como asma e bronquite e ao câncer de pulmão. Em 2022, a data também exalta que a conscientização pública sobre o impacto ambiental do tabaco, desde o cultivo, passando pela produção, a distribuição e os resíduos, pode promover uma razão adicional para o abandono do hábito de fumar.

O impacto prejudicial da indústria do tabaco sobre o meio ambiente é vasto e crescente, adicionando uma pressão desnecessária aos recursos já escassos e frágeis ecossistemas de nosso planeta.

O tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas a cada ano e destrói nosso meio ambiente, prejudicando ainda mais a saúde humana, através do cultivo, produção, distribuição, consumo e resíduos pós-consumo.

600.000.000 árvores cortadas para produzir cigarros;
84.000.000 toneladas de emissões de CO2 liberadas no ar elevando a temperatura global;
22.000.000.000 litros de água usados para produzir cigarros.

A campanha do Dia Mundial sem Tabaco 2022, anunciada pela Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), traz as seguintes-chave:

– O tabaco prejudica o meio ambiente: cultivo, fabricação e uso do tabaco envenena água, solo, praias e ruas das cidades com produtos químicos, resíduos tóxicos, bitucas de cigarro, incluindo micro plásticos, e resíduos de cigarros eletrônicos. Não caia na tentativa da indústria do tabaco de tentar mascarar seus danos ambientais através de doações para iniciativas de sustentabilidade e relatórios sobre os “padrões” ambientais que muitas vezes eles mesmos estabelecem.
– A indústria do tabaco está lucrando com a destruição do meio ambiente e precisa ser responsabilizada pela e obrigada a pagar pelos resíduos e danos, inclusive para cobrir as despesas da coleta desses resíduos.
– Parar de fumar para salvar nosso planeta: A fumaça do tabaco contribui para maiores níveis de poluição do ar e contém três tipos de gases de efeito estufa.
– Governos e formuladores de políticas devem apoiar os produtores de tabaco a mudar para meios de subsistência alternativos e mais sustentáveis para reduzir o impacto ambiental do cultivo, cura e fabricação de tabaco enquanto continuam a implementar medidas para seu controle.

O tabagismo é responsável direto por mais de 80% dos casos de câncer de pulmão e mais de uma dezena de outros tipos de câncer como, esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, boca, laringe, faringe, garganta e mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a principal causa de morte evitável no mundo, com mais de 10 mil óbitos por dia.

O cigarro é composto por cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Apresenta uma fase particulada (composta pela nicotina e pelo alcatrão) e uma fase gasosa (formada por monóxido de carbono, amônia, dentre outros). Como consequência da combustão do tabaco, essas substâncias tóxicas estão presentes na fumaça de cigarro, cachimbo, charuto, narguilé ou fumo-de-corda. Portanto, não existe forma e quantidade segura de consumo de tabaco.

Prejuízos à saúde: O primeiro local de contato dos componentes do tabaco com o organismo ocorre na boca, causando danos como dentes amarelados e manchados, maior predisposição a cáries e mau hálito, além de câncer na cavidade oral.

Depois de passar pela boca, a fumaça atinge outros órgãos, como a faringe e a laringe, onde pode causar problemas como faringite, laringite e câncer da laringe. Ao ser transportada através da traqueia e dos brônquios, a fumaça chega ao seu destino, o pulmão.

Por ser o depósito final de todos os componentes da fumaça do tabaco, o pulmão é o órgão mais seriamente comprometido pelas doenças relacionadas ao tabagismo. As mais observadas são enfisema pulmonar, bronquite e câncer de pulmão.

O cigarro eletrônico: Utilizado por muitas pessoas como uma estratégia para interromper o hábito de fumar, ele também pode ser prejudicial para a saúde quando o vapor produzido é inalado.

A OMS adverte que o uso do cigarro eletrônico não é uma forma segura para tratar o tabagismo.
Muitos jovens não fumantes também utilizam o cigarro eletrônico por acreditarem que não faça mal. Entretanto, além de causar problemas para a saúde, pode funcionar como porta de entrada para o uso de cigarros ou outras formas de consumo de tabaco.

Fumo passivo: Além de causar mal a quem inala diretamente a fumaça, os malefícios são estendidos também aos não fumantes. A exposição à fumaça do tabaco presente no ambiente aumenta em cerca de 30% o risco de morrer por câncer de pulmão, infarto do miocárdio ou derrame cerebral.

Todas as doenças causadas pelo consumo de tabaco também podem comprometer os tabagistas passivos, como as crianças.

Dependência: Cerca de 80% a 90% das pessoas começam a fumar antes dos 17 anos de idade e, com o tempo, tornam-se dependentes da nicotina. Uma vez estabelecida a dependência, é difícil abandonar o cigarro, mesmo tendo pleno conhecimento de todos os malefícios que ele pode trazer.

Dentre os componentes do cigarro, a nicotina é uma droga psicoativa responsável pela dependência observada entre os fumantes. Ela chega ao sistema nervoso central em apenas 10 segundos e atua no sistema dopaminérgico, o mesmo que é afetado pela cocaína e pela anfetamina.

Também provoca o aumento da liberação de substâncias que levam à vasoconstricção, causando aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Sinais e sintomas do câncer de pulmão: Os sintomas de câncer de pulmão variam de pessoa para pessoa e muitas vezes a doença nem apresenta sintomas em seus estágios iniciais. No entanto, qualquer um destes sinais merece uma consulta ao médico:

– Tosse que não passa ou que piora com o tempo;
– Dor no peito que não passa e que piora quando a pessoa respira fundo, tosse ou dá risada;
– Dor no braço ou no ombro;
– Tosse com sangue ou com catarro cor de ferrugem;
– Falta de ar, chiado no peito ou rouquidão;
– Crises repetidas de bronquite ou pneumonia;
– Inchaço do rosto ou pescoço;
– Perda de apetite ou de peso, inexplicáveis;
– Fraqueza ou cansaço.

Quando o câncer de pulmão se dissemina para outras partes do corpo, ele pode causar outros sintomas, entre eles:

– Dor nos ossos;
– Fraqueza ou dormência nos braços ou nas pernas;
– Dor de cabeça, tontura ou convulsões;
– Icterícia;
– Inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço ou ombros.

Benefícios do abandono do hábito de fumar:

– 20 minutos sem fumar: redução da frequência dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. A temperatura dos pés e das mãos se eleva.
– 2 horas: o monóxido de carbono atinge níveis normais no sangue.
– 24-48 horas: melhora do olfato e do paladar.
– 2 semanas a 3 meses: melhora da função pulmonar e da circulação sanguínea.
– 1 a 9 meses: redução da tosse, congestão nasal, cansaço, falta de ar e do risco de surgimento de infecções respiratórias.
– 1 ano: redução à metade do risco de ataque cardíaco.
– 5 anos: redução do risco de desenvolver câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga. O risco de um derrame cerebral passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
– 10 anos: o risco de morrer de câncer de pulmão cai pela metade, comparado a quem continua fumando.
– 15 anos: o risco de sofrer um infarto passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
– 20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.

Bem-estar longe do cigarro: Atitudes saudáveis como, boa alimentação, atividade física, sono adequado e lazer contribuem para a  melhoria da qualidade de vida. E lembre-se sempre de que estilo de vida é uma questão de escolha!


Fontes
:

A.C. Camargo Cancer Center
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

 

 















FONTE: https://bvsms.saude.gov.br/

                                      


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⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa com diabetes tem necessidades individuais busque sempre orientação profissional antes de alterar sua dieta ou tratamento.

31 – Dia Mundial Sem Tabaco Cigarro destrói DNA, dizem pesquisadores

 

 

 

Pequeno e danoso, este produto contém uma vasta gama de agentes químicos, incluindo substâncias cancerígenas. Seus ingredientes elevam o risco de uma série de doenças, problemas cardiovasculares e respiratórios. Trata-se do cigarro. Além dos conhecidos efeitos colaterais estampados na embalagem, ele causa profundos danos ao material genético. E cientistas alertam: usar a versão eletrônica, conhecida como vape, também provoca mudanças no DNA.

Um estudo liderado pela University College London (UCL), na Inglaterra, e pela Universidade de Innsbruck, na Áustria, revelou que os usuários de cigarros eletrônicos apresentam alterações no código genético semelhantes às observadas em fumantes tradicionais. Chiara Herzog, cientista das duas instituições e autora principal, afirma que essa é a primeira pesquisa a investigar o impacto do tabagismo e do vape em diferentes tipos de células, em vez de apenas no sangue. "Também nos esforçamos para considerar as implicações à saúde do uso de cigarros eletrônicos a longo prazo."

Publicado na revista Cancer Research, o artigo evidenciou os efeitos epigenéticos do hábito utilizando mais de 3,5 mil amostras coletadas em humanos. A análise verificou o impacto em células diretamente expostas à substância, como as da boca, e naquelas indiretamente submetidas à fumaça, como as do sangue e das estruturas cervicais.

Células 

O epigenoma, que controla como os genes são ativados ou desativados, foi o foco da pesquisa. O estudo observou mudanças significativas nas células epiteliais da boca, especialmente em fumantes, sugerindo um possível risco aumentado de câncer de pulmão, já que essas alterações estão associadas ao desenvolvimento de pré-tumores.

O grupo notou que usuários de vapes que, no passado, também fumaram ao menos 100 cigarros tradicionais exibiam mudanças similares. O resultado levanta preocupações sobre os potenciais riscos a longo prazo do uso desse tipo de equipamento.

"Não podemos dizer que os cigarros eletrônicos causam câncer com base no nosso estudo", destaca Herzog. "Mas observamos que os usuários apresentam algumas alterações epigenéticas nas células bucais semelhantes às dos fumantes tradicionais, e essas modificações estão associadas ao futuro desenvolvimento de tumor no pulmão em fumantes."

Cynthia Saad, curadora da Pneumologia na plataforma de saúde integral Conexa, destaca que o conhecimento das mudanças epigenéticas influenciará na prática clínica, sobretudo em três pilares. "Maior precisão diagnóstica, com a criação de biomarcadores para identificar indivíduos com chances de doenças pulmonares relacionadas ao tabaco. Triagem de risco, para saber quem tem maior probabilidade de apresentar problemas de saúde. E, por fim, novos tratamentos, pois compreender as mudanças no DNA induzidas pelo fumo viabiliza novas terapêuticas."

Os pesquisadores enfatizam a importância de abordar os riscos associados aos vapes e planejam investigar melhor como a epigenética poderá ser usada para identificar indivíduos com maior risco de desenvolver câncer.

Resposta

Nos Estados Unidos, cientistas da Universidade de Chicago avaliaram os efeitos do tabagismo em mais de 900 amostras de nove tipos de tecidos humanos. Os pesquisadores exploraram dados epigenéticos, indicando que essas mudanças podem ser uma resposta do organismo para se proteger dos danos causados pelo tabaco.

Detalhado na revista American Journal of Human Genetics, o ensaio utilizou amostras de uma variedade de órgãos, como pulmão, cólon, ovário, próstata, entre outros. A abordagem multitecidual permitiu uma compreensão mais abrangente das consequências do tabagismo para além de exames sanguíneos.

Os resultados revelaram diferenças entre o DNA de fumantes atuais, ex-fumantes e pessoas que não têm esse hábito, especialmente em tecidos pulmonares e do cólon. Para os cientistas, isso ressalta a importância de estudar diversos órgãos para entender plenamente os impactos de exposições ambientais, como o tabagismo. "Cada tecido é exposto ao fumo de uma forma diferente. O pulmão é muito mais direto através da inalação, enquanto o cólon vem depois. É uma natureza diferente de exposição, e podemos capturar os efeitos dessa diferença", frisa, em nota, Niyati Jain, coautor e estudante de doutorado no Comitê de Genética, Genômica e Biologia de Sistemas da universidade.

Metilação 

Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida e oncologista da Oncoclínicas Brasília, reforça que os ensaios mostram a necessidade de olhar os danos dos cigarros além do que é visto em testes de sangue. "As análises apresentam alterações profundas no DNA, chamadas metilação. Isso, muitas vezes, causa desequilíbrio no processo de reprodução celular. Existem vários tumores que procuramos por metilação, pois podem estar relacionado a prognósticos ruins. Esse mecanismo mostra que o cigarro causa danos profundos, eventualmente irreversíveis."

O artigo norte-americano destacou a possibilidade de aplicar essa técnica para compreender os efeitos de outras substâncias. "Com base no epigenoma de uma pessoa, podemos dizer se ela foi exposta a um tipo específico de contaminante", afirmou Brandon Pierce, professor de Ciências de Saúde Pública e Genética Humana, e autor sênior do trabalho.

Marcel Sandrini, cardiologista e cirurgião torácico do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, detalha outras consequências do tabagismo, além do câncer. "Algo extremamente prevalente é o enfisema pulmonar, a destruição dos alvéolos evolui de forma irreversível. O cigarro não escolhe qual doença, mas faz vários estragos em todo o corpo. No caso do vape, uma das condições mais famosas é a doença pulmonar intersticial, levando à necessidade de intubação. Ele causa lesão pulmonar aguda, de difícil recuperação."

Fumo aumenta gordura visceral

A preocupação com peso é uma desculpa frequente entre fumantes para justificar o hábito. Um estudo recente, divulgado na revista Addiction, revelou que o tabagismo pode, na verdade, resultar no acúmulo de gordura abdominal, especialmente a visceral — aquela que se aloja profundamente no abdômen e está associada ao risco de doenças cardíacas, diabetes, derrames e demência.

Tabagistas tendem a apresentar um peso corporal mais baixo que os não fumantes. No entanto, eles também têm maior quantidade de gordura na região da barriga. Esse acúmulo, muitas vezes invisível, pode estar presente mesmo em pessoas com abdômen aparentemente plano.

Utilizando uma abordagem estatística, pesquisadores do Centro NNF de Pesquisa Metabólica Básica da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, combinaram informações genéticas de estudos anteriores, com mais de 2 milhões de pessoas, sobre a predisposição ao tabagismo e medidas de distribuição de gordura corporal, como a relação cintura-quadril. Os cientistas identificaram os genes associados ao fumo e à distribuição de tecido adiposo. Em seguida, usaram essas informações para ver se indivíduos com essas proteínas tendiam a apresentar composições diferentes de massa gorda, o que foi confirmado.

Cynthia Valério, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e diretora de Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), afirma que os resultados do trabalho são poderosos. "Essa é uma informação valiosa, pensando no número de pessoas que terão dias de trabalho e anos de vida perdidos por conta da exposição ao cigarro. É uma conta que tem que estar no planejamento de políticas públicas e de estratégias de prevenção." 

Fonte: Correio Braziliense

 

 

 

 

 

 

FONTE:https://www.oncoguia.org.br/conteudo/


                                     


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31/05 🚭 No Dia Mundial Sem Tabaco, a SOBOPE reforça um importante alerta: o cigarro eletrônico também traz riscos à saúde.

 



No Dia Mundial Sem Tabaco, a SOBOPE reforça um importante alerta: o cigarro eletrônico também traz riscos à saúde.
O uso de vapes entre crianças e adolescentes tem crescido nos últimos anos, muitas vezes associado à falsa ideia de que seriam alternativas menos nocivas. Porém, esses dispositivos podem causar dependência e impactos importantes ao organismo em desenvolvimento.
A conscientização e a prevenção são fundamentais para proteger a saúde infantojuvenil. Informação de qualidade também faz parte do cuidado.











FONTE: https://www.facebook.com/SOBOPEOficial?__cft__[0]=AZa4Jr9nsHvFyTmfaBTBCtwiOko-Ohm_EJ9ssOHTdXREgHnnkSwPZpL54snwb2HaHfbcau_zpBWAkOw0GRk5AOYLhkTC7daC130fu0w1v9_l8gNthr9iXKyoOHjYoXInj2Kx47gGHW6NOxeFYkx_BBKX55Oet-iXjVyZDWi4H6htLTcUoo77OHQIc7OSOqA8L9F_E0vhXAKFr0YFVVZ2pE7uqaSuPWRd5Xx-vHJRSuJ6yg&__tn__=-UC%2CP-y-R

                                      


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