Hoje em dia, o termo "carcinoma" para descrever essa condição mamária pode parecer inadequado. O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma lesão precursora de um futuro carcinoma invasivo. Esta situação merece atenção especial, pois representa um estágio inicial do câncer de mama que requer cuidados específicos.
Características do tumor
O CDIS é caracterizado por alterações nas células mamárias que indicam a possibilidade de desenvolvimento de um câncer invasivo no futuro. Embora seja uma condição inicial, ainda requer intervenção médica para prevenir complicações posteriores.
Quais os tratamentos disponíveis
para o carcinoma ductal in situ?
O tratamento tradicional para o CDIS envolve a remoção cirúrgica das lesões. Na maioria dos casos hoje em dia pode ser necessário realizar procedimentos complementares, como a radioterapia. Além disso, medicamentos específicos podem ser prescritos para impedir o desenvolvimento de novas lesões e prevenir a progressão para um câncer invasivo.
Evolução no tratamento
Estudos recentes estão explorando opções de tratamento mais conservadoras para casos de CDIS em estágios iniciais e de baixa gravidade. Essas pesquisas estão abrindo caminho para uma abordagem menos invasiva, eliminando a necessidade imediata de cirurgia. Esta mudança representaria um avanço significativo na qualidade de vida das pacientes. No entanto, antes da devida implementação de mudanças na prática médica, é necessária uma observação cuidadosa dos resultados desses estudos.
FONTE: https://clinicafema.com.br/
informativo procure seu médico
abs
Carla
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Injeções de medicamentos para aliviar a dor podem provocar alterações na glicose no sangue.
Corticoides usados em tratamentos para dor podem elevar a glicose por dias, dependendo da dose e do tempo de ação. Endocrinologistas explicam os riscos e os cuidados para quem tem diabetes.
Uma injeção indicada para tratar uma dor pode ter um efeito que nem sempre entra na conversa durante o atendimento: aumentar a glicose no sangue.
Quando o medicamento contém corticoide, principalmente em uma formulação de ação prolongada, esse impacto pode persistir por dias e exigir acompanhamento de quem tem diabetes.
O assunto foi discutido no DiabetesCast pelo jornalista Tom Bueno e pelos endocrinologistas Denise Franco e Fernando Valente. Durante o episódio, os especialistas explicaram que o risco depende do medicamento, da dose, do tempo de ação e da resposta de cada pessoa.
Isso não significa que toda injeção para dor aumente a glicose ou que quem tem diabetes deva recusar um tratamento. A questão é identificar o que será aplicado e conversar sobre os cuidados necessários.
“Não é só tomar”, destacou Fernando Valente ao explicar que os corticoides podem ser usados de diferentes formas, incluindo injeções. Como exemplo, o médico citou o uso em problemas ortopédicos.
Por que o corticoide pode aumentar a glicose?
Os corticoides são medicamentos utilizados no tratamento de condições inflamatórias. No episódio, os especialistas citaram situações que envolvem doenças das articulações, problemas respiratórios e alergias.
Fernando Valente explicou que esses medicamentos podem interferir na maneira como o organismo lida com o açúcar no sangue.
“Os corticoides aumentam a resistência à insulina”, afirmou. “E também fazem com que o fígado jogue mais açúcar na circulação.”
Em linguagem simples, isso significa que a insulina passa a encontrar mais dificuldade para exercer sua função, enquanto o fígado libera mais glicose no sangue. Essa combinação pode elevar a glicemia, nome dado à concentração de glicose no sangue.
O mecanismo descrito pelo endocrinologista também é reconhecido nas recomendações da Associação Americana de Diabetes, que relacionam a hiperglicemia provocada por corticoides ao aumento da resistência à insulina e da produção de glicose pelo fígado. American Diabetes Association
Uma aplicação pode ter efeito prolongado
Durante a conversa, Tom Bueno relatou uma situação em que procurou atendimento ortopédico por um problema no pé e recebeu a proposta de usar uma injeção de corticoide.
Antes da aplicação, ele entrou em contato com Denise Franco, médica que acompanha seu diabetes. Segundo o relato apresentado no programa, os profissionais conversaram e optaram por um corticoide de curta duração, em vez da formulação de ação prolongada inicialmente proposta.
“A gente acabou usando uma medicação de um corticoide de curta duração e não fez um de longa duração”, contou Denise.
Ao comentar o medicamento mencionado no episódio, a médica explicou que o tempo de ação da injeção era um ponto importante para a decisão.
“A injeção, ela tem o mecanismo dela de duração, ela é mais prolongada”, afirmou.
Por isso, uma única aplicação não significa necessariamente um efeito restrito ao dia em que a pessoa recebeu o medicamento. No caso discutido pelos especialistas, a duração prolongada também tornava mais difícil acompanhar a redução do efeito sobre a glicose.
“Ela vai terminando aos poucos, então mesmo o ajuste de dose de insulina fica mais difícil”, explicou Denise.
O relato representa uma decisão tomada para aquele atendimento. Não estabelece que todas as pessoas devam receber o mesmo medicamento ou que uma alternativa de curta duração seja adequada em qualquer situação.
A dose e o tempo de ação fazem diferença
Fernando Valente chamou a atenção para outro ponto: não é preciso usar corticoide durante um período longo para que exista impacto na glicose.
“Às vezes nem é um período longo, mas dependendo da dose, isso pode ter um impacto muito importante”, disse.
Segundo o médico, a avaliação deve considerar a necessidade do tratamento, a dose e a duração do uso.
“Então o corticoide é pra gente usar com cautela, avaliar se tem indicação pelo menor tempo possível e na menor dose necessária.”
Essa escolha cabe aos profissionais responsáveis pelo atendimento. No episódio, Valente também explicou que algumas doenças exigem doses maiores para serem tratadas, o que pode tornar necessário lidar com os efeitos sobre a glicemia durante esse período.
Quem tem diabetes pode precisar de ajustes no tratamento
Quando o corticoide é necessário, o cuidado com o diabetes pode precisar ser adaptado. Denise Franco explicou que essa avaliação envolve tanto quem usa insulina quanto quem utiliza outros medicamentos para diabetes tipo 2.
A endocrinologista destacou que o tratamento da outra doença não pode ser ignorado apenas porque existe possibilidade de elevação da glicose.
“O corticoide é um recurso terapêutico e a gente vai ter que ajustar”, afirmou.
Fernando Valente reforçou que eventuais mudanças na dose de insulina devem ser discutidas com o profissional que acompanha a pessoa.
“Isso sempre conversando com o médico.”
Os especialistas também ressaltaram que a resposta não é igual para todos. Um medicamento com potencial para aumentar a glicose pode provocar alterações diferentes entre duas pessoas. Portanto, a possibilidade de um efeito não permite prever, sozinha, sua intensidade ou duração em cada caso.
O que perguntar antes de receber a injeção?
A orientação prática do episódio é informar que tem diabetes e perguntar qual medicamento será utilizado. Também vale conversar sobre o possível impacto na glicose e sobre como acompanhar o tratamento.
Entre as perguntas que ajudam nessa conversa estão:
A injeção contém corticoide?
O medicamento tem ação curta ou prolongada?
Ele pode aumentar minha glicose?
Preciso mudar a frequência de monitoramento?
Quem vai orientar possíveis ajustes no tratamento do diabetes?
Denise Franco destacou a importância de conferir o efeito de uma medicação nova, inclusive quando ela foi prescrita em outro atendimento.
“Se você vai tomar alguma coisa nova, dá uma checada com o seu médico para ver se aquilo vai impactar ou não.”
A mensagem final de Fernando Valente resume o cuidado proposto pelos especialistas: “A gente não pode ou não deve deixar de utilizar um medicamento quando realmente tem indicação.”
Para quem tem diabetes, saber o que será aplicado permite organizar o acompanhamento da glicose e discutir os ajustes necessários com a equipe de saúde.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Em conversa com Tom Bueno, o infectologista Igor Marinho explica por que as crises merecem atenção, o que diferencia o herpes simples do zóster e quando considerar a vacinação.
Uma crise de herpes pode ir além das bolhas e da ardência na pele. Para quem vive com diabetes, a infecção também pode dificultar o cuidado com a glicose.
Esse é um dos principais alertas do episódio do DiabetesCast com o infectologista Igor Marinho, apresentado pelo jornalista Tom Bueno e disponível no YouTube e no Spotify.
“Inclusive, o herpes pode causar a descompensação de doenças como, por exemplo, o próprio diabetes”, afirma o médico durante a entrevista.
A conversa parte de uma dúvida de quem enfrenta episódios recorrentes: qual é a relação entre herpes, diabetes e as defesas do organismo? Ao longo do programa, Marinho explica as diferenças entre as infecções, aborda o acompanhamento das crises e destaca a vacinação contra o herpes-zóster.
Por que uma crise de herpes merece atenção no diabetes?
Na entrevista, o infectologista explica que o estado de saúde da pessoa influencia a manifestação da infecção. Quando a glicose permanece elevada e o diabetes está fora das metas de tratamento, as defesas do organismo podem ficar comprometidas.
“Então o herpes tem uma relação direta com a sua condição imunológica naquele momento”, diz Marinho.
A relação entre diabetes e infecções funciona nos dois sentidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a hiperglicemia pode prejudicar mecanismos de defesa, enquanto uma infecção pode piorar o controle glicêmico.
No caso específico do herpes-zóster, a diretriz da SBD também aponta maior risco de desenvolver a doença entre pessoas com diabetes. Por isso, é importante distinguir esse quadro do herpes simples, em vez de tratar todas as infecções como se tivessem o mesmo comportamento.
Herpes na boca e herpes-zóster são diferentes
Uma das explicações centrais do DiabetesCast é que o nome parecido pode gerar confusão. O simples está associado aos vírus HSV-1 e HSV-2. O primeiro é a principal causa do herpes oral, enquanto o segundo está mais ligado ao genital. Ambos, porém, podem provocar infecção na região genital, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As manifestações podem incluir pequenas bolhas agrupadas, feridas, ardência e dor. Mesmo quando as lesões desaparecem, o vírus permanece no organismo e pode voltar a se manifestar.
O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, tem outra origem: é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. O quadro costuma provocar dor e lesões em uma faixa da pele, geralmente de um lado do corpo, acompanhando a região de um nervo.
“Mas o grande detalhe do herpes zóster é que ele costuma durar mais tempo e ele costuma ser muito mais doloroso”, explica Marinho.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma das possíveis complicações é a neuralgia pós-herpética, dor que pode persistir depois do desaparecimento das lesões.
O episódio também aborda a capacidade desses vírus de permanecerem no organismo sem provocar sintomas o tempo todo. Esse período é chamado de latência.
“A manifestação pode acontecer não somente meses depois de eu ter entrado em contato com o vírus, mas às vezes até anos depois”, afirma o infectologista.
Isso ajuda a entender por que o surgimento de lesões não significa, necessariamente, que a infecção foi adquirida recentemente. No herpes simples, também é possível transmitir o vírus mesmo sem feridas visíveis, de acordo com a OMS.
Para quem tem crises frequentes, Marinho recomenda acompanhamento para avaliar o tratamento e investigar fatores que possam estar associados às recorrências.
Crises repetidas podem exigir tratamento preventivo
Ter várias vezes não significa que a pessoa precise apenas esperar as lesões desaparecerem. Durante o DiabetesCast, o médico explica que, em determinadas situações, o profissional pode prescrever antivirais por um período prolongado para reduzir as recorrências do herpes simples.
“É uma medicação para evitar que isso acabe se manifestando tanto”, resume.
A decisão depende da avaliação individual. Na conversa, o infectologista também destaca a importância de observar o controle do diabetes, o sono e outras condições de saúde.
Os antivirais ajudam a tratar e prevenir manifestações, mas não eliminam o vírus do organismo. A OMS informa que ainda não há vacina licenciada contra o herpes simples.
Existe vacina contra o herpes-zóster?
A prevenção do herpes-zóster ocupa parte importante da entrevista. Diferentemente do herpes simples, essa doença pode ser prevenida com vacina.
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina recombinante é indicada para pessoas a partir dos 50 anos e, desde os 18 anos, para imunocomprometidos ou pessoas com risco aumentado de herpes-zóster. O esquema tem duas doses, e a indicação deve considerar a situação clínica.
“Então, procure o seu médico, pergunte sobre a importância de tomar essa vacina”, orienta Marinho.
O infectologista também lembra que ter apresentado herpes-zóster anteriormente não impede uma nova ocorrência. Por isso, quem já teve a doença também deve discutir a vacinação com o profissional de saúde, conforme as recomendações para sua faixa etária e condição clínica.
Assista ou ouça ao DiabetesCast completo
Além da relação com a glicose, o episódio explica como reconhecer as diferenças entre os quadros, por que as crises podem reaparecer e quais cuidados entram na prevenção.
“Os sintomas podem atrapalhar a nossa vida, atrapalhar uma viagem, atrapalhar o trabalho”, afirma Igor Marinho.
A conversa completa com o infectologista Igor Marinho, conduzida por Tom Bueno, está disponível no DiabetesCast, no YouTube e no Spotify.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento