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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

DIABETES: Injeção para aliviar a dor pode aumentar a glicose por dias? Médicos explicam

 


Injeções de medicamentos para aliviar a dor podem provocar alterações na glicose no sangue.


Corticoides usados em tratamentos para dor podem elevar a glicose por dias, dependendo da dose e do tempo de ação. Endocrinologistas explicam os riscos e os cuidados para quem tem diabetes.


Uma injeção indicada para tratar uma dor pode ter um efeito que nem sempre entra na conversa durante o atendimento: aumentar a glicose no sangue.

Quando o medicamento contém corticoide, principalmente em uma formulação de ação prolongada, esse impacto pode persistir por dias e exigir acompanhamento de quem tem diabetes.

O assunto foi discutido no DiabetesCast pelo jornalista Tom Bueno e pelos endocrinologistas Denise Franco e Fernando Valente. Durante o episódio, os especialistas explicaram que o risco depende do medicamento, da dose, do tempo de ação e da resposta de cada pessoa.

Isso não significa que toda injeção para dor aumente a glicose ou que quem tem diabetes deva recusar um tratamento. A questão é identificar o que será aplicado e conversar sobre os cuidados necessários.

“Não é só tomar”, destacou Fernando Valente ao explicar que os corticoides podem ser usados de diferentes formas, incluindo injeções. Como exemplo, o médico citou o uso em problemas ortopédicos.

Existem medicamentos que podem aumentar a glicose de quem convive com diabetes? | DiabetesCast #21

Por que o corticoide pode aumentar a glicose?

Os corticoides são medicamentos utilizados no tratamento de condições inflamatórias. No episódio, os especialistas citaram situações que envolvem doenças das articulações, problemas respiratórios e alergias.

Fernando Valente explicou que esses medicamentos podem interferir na maneira como o organismo lida com o açúcar no sangue.

“Os corticoides aumentam a resistência à insulina”, afirmou. “E também fazem com que o fígado jogue mais açúcar na circulação.”

Em linguagem simples, isso significa que a insulina passa a encontrar mais dificuldade para exercer sua função, enquanto o fígado libera mais glicose no sangue. Essa combinação pode elevar a glicemia, nome dado à concentração de glicose no sangue.

O mecanismo descrito pelo endocrinologista também é reconhecido nas recomendações da Associação Americana de Diabetes, que relacionam a hiperglicemia provocada por corticoides ao aumento da resistência à insulina e da produção de glicose pelo fígado. American Diabetes Association

Uma aplicação pode ter efeito prolongado

Durante a conversa, Tom Bueno relatou uma situação em que procurou atendimento ortopédico por um problema no pé e recebeu a proposta de usar uma injeção de corticoide.

Antes da aplicação, ele entrou em contato com Denise Franco, médica que acompanha seu diabetes. Segundo o relato apresentado no programa, os profissionais conversaram e optaram por um corticoide de curta duração, em vez da formulação de ação prolongada inicialmente proposta.

“A gente acabou usando uma medicação de um corticoide de curta duração e não fez um de longa duração”, contou Denise.

Ao comentar o medicamento mencionado no episódio, a médica explicou que o tempo de ação da injeção era um ponto importante para a decisão.

“A injeção, ela tem o mecanismo dela de duração, ela é mais prolongada”, afirmou.

Por isso, uma única aplicação não significa necessariamente um efeito restrito ao dia em que a pessoa recebeu o medicamento. No caso discutido pelos especialistas, a duração prolongada também tornava mais difícil acompanhar a redução do efeito sobre a glicose.

“Ela vai terminando aos poucos, então mesmo o ajuste de dose de insulina fica mais difícil”, explicou Denise.

O relato representa uma decisão tomada para aquele atendimento. Não estabelece que todas as pessoas devam receber o mesmo medicamento ou que uma alternativa de curta duração seja adequada em qualquer situação.

A dose e o tempo de ação fazem diferença

Fernando Valente chamou a atenção para outro ponto: não é preciso usar corticoide durante um período longo para que exista impacto na glicose.

“Às vezes nem é um período longo, mas dependendo da dose, isso pode ter um impacto muito importante”, disse.

Segundo o médico, a avaliação deve considerar a necessidade do tratamento, a dose e a duração do uso.

“Então o corticoide é pra gente usar com cautela, avaliar se tem indicação pelo menor tempo possível e na menor dose necessária.”

Essa escolha cabe aos profissionais responsáveis pelo atendimento. No episódio, Valente também explicou que algumas doenças exigem doses maiores para serem tratadas, o que pode tornar necessário lidar com os efeitos sobre a glicemia durante esse período.

Quem tem diabetes pode precisar de ajustes no tratamento

Quando o corticoide é necessário, o cuidado com o diabetes pode precisar ser adaptado. Denise Franco explicou que essa avaliação envolve tanto quem usa insulina quanto quem utiliza outros medicamentos para diabetes tipo 2.

A endocrinologista destacou que o tratamento da outra doença não pode ser ignorado apenas porque existe possibilidade de elevação da glicose.

“O corticoide é um recurso terapêutico e a gente vai ter que ajustar”, afirmou.

Fernando Valente reforçou que eventuais mudanças na dose de insulina devem ser discutidas com o profissional que acompanha a pessoa.

“Isso sempre conversando com o médico.”

Os especialistas também ressaltaram que a resposta não é igual para todos. Um medicamento com potencial para aumentar a glicose pode provocar alterações diferentes entre duas pessoas. Portanto, a possibilidade de um efeito não permite prever, sozinha, sua intensidade ou duração em cada caso.

O que perguntar antes de receber a injeção?

A orientação prática do episódio é informar que tem diabetes e perguntar qual medicamento será utilizado. Também vale conversar sobre o possível impacto na glicose e sobre como acompanhar o tratamento.

Entre as perguntas que ajudam nessa conversa estão:

  • A injeção contém corticoide?
  • O medicamento tem ação curta ou prolongada?
  • Ele pode aumentar minha glicose?
  • Preciso mudar a frequência de monitoramento?
  • Quem vai orientar possíveis ajustes no tratamento do diabetes?

Denise Franco destacou a importância de conferir o efeito de uma medicação nova, inclusive quando ela foi prescrita em outro atendimento.

“Se você vai tomar alguma coisa nova, dá uma checada com o seu médico para ver se aquilo vai impactar ou não.”

A mensagem final de Fernando Valente resume o cuidado proposto pelos especialistas: “A gente não pode ou não deve deixar de utilizar um medicamento quando realmente tem indicação.”

Para quem tem diabetes, saber o que será aplicado permite organizar o acompanhamento da glicose e discutir os ajustes necessários com a equipe de saúde.


REDAÇÃO





FONTE:https://umdiabetico.com.br/injecao-dor-aumenta-glicose-diabetes/ 


 

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abs

Carla



  • ⚕️ Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento

DIABETES: Herpes pode descompensar o diabetes? Infectologista explica no DiabetesCast


Podcast aborda a relação entre herpes e diabetes, os riscos do herpes-zóster e a importância da vacinação na prevenção.

 

Em conversa com Tom Bueno, o infectologista Igor Marinho explica por que as crises merecem atenção, o que diferencia o herpes simples do zóster e quando considerar a vacinação.

Uma crise de herpes pode ir além das bolhas e da ardência na pele. Para quem vive com diabetes, a infecção também pode dificultar o cuidado com a glicose.

Esse é um dos principais alertas do episódio do DiabetesCast com o infectologista Igor Marinho, apresentado pelo jornalista Tom Bueno e disponível no YouTube e no Spotify.

“Inclusive, o herpes pode causar a descompensação de doenças como, por exemplo, o próprio diabetes”, afirma o médico durante a entrevista.

A conversa parte de uma dúvida de quem enfrenta episódios recorrentes: qual é a relação entre herpes, diabetes e as defesas do organismo? Ao longo do programa, Marinho explica as diferenças entre as infecções, aborda o acompanhamento das crises e destaca a vacinação contra o herpes-zóster.

Por que uma crise de herpes merece atenção no diabetes?

Na entrevista, o infectologista explica que o estado de saúde da pessoa influencia a manifestação da infecção. Quando a glicose permanece elevada e o diabetes está fora das metas de tratamento, as defesas do organismo podem ficar comprometidas.

“Então o herpes tem uma relação direta com a sua condição imunológica naquele momento”, diz Marinho.

A relação entre diabetes e infecções funciona nos dois sentidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a hiperglicemia pode prejudicar mecanismos de defesa, enquanto uma infecção pode piorar o controle glicêmico.

No caso específico do herpes-zóster, a diretriz da SBD também aponta maior risco de desenvolver a doença entre pessoas com diabetes. Por isso, é importante distinguir esse quadro do herpes simples, em vez de tratar todas as infecções como se tivessem o mesmo comportamento.

Herpes na boca e herpes-zóster são diferentes

Uma das explicações centrais do DiabetesCast é que o nome parecido pode gerar confusão. O simples está associado aos vírus HSV-1 e HSV-2. O primeiro é a principal causa do herpes oral, enquanto o segundo está mais ligado ao genital. Ambos, porém, podem provocar infecção na região genital, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As manifestações podem incluir pequenas bolhas agrupadas, feridas, ardência e dor. Mesmo quando as lesões desaparecem, o vírus permanece no organismo e pode voltar a se manifestar.

O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, tem outra origem: é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. O quadro costuma provocar dor e lesões em uma faixa da pele, geralmente de um lado do corpo, acompanhando a região de um nervo.

“Mas o grande detalhe do herpes zóster é que ele costuma durar mais tempo e ele costuma ser muito mais doloroso”, explica Marinho.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma das possíveis complicações é a neuralgia pós-herpética, dor que pode persistir depois do desaparecimento das lesões.

LINK:https://youtu.be/Q9vwzX8AEjI?si=N-dugYoiivTEfBiN



Por que pode voltar depois de anos?

O episódio também aborda a capacidade desses vírus de permanecerem no organismo sem provocar sintomas o tempo todo. Esse período é chamado de latência.

“A manifestação pode acontecer não somente meses depois de eu ter entrado em contato com o vírus, mas às vezes até anos depois”, afirma o infectologista.

Isso ajuda a entender por que o surgimento de lesões não significa, necessariamente, que a infecção foi adquirida recentemente. No herpes simples, também é possível transmitir o vírus mesmo sem feridas visíveis, de acordo com a OMS.

Para quem tem crises frequentes, Marinho recomenda acompanhamento para avaliar o tratamento e investigar fatores que possam estar associados às recorrências.

Crises repetidas podem exigir tratamento preventivo

Ter várias vezes não significa que a pessoa precise apenas esperar as lesões desaparecerem. Durante o DiabetesCast, o médico explica que, em determinadas situações, o profissional pode prescrever antivirais por um período prolongado para reduzir as recorrências do herpes simples.

“É uma medicação para evitar que isso acabe se manifestando tanto”, resume.

A decisão depende da avaliação individual. Na conversa, o infectologista também destaca a importância de observar o controle do diabetes, o sono e outras condições de saúde.

Os antivirais ajudam a tratar e prevenir manifestações, mas não eliminam o vírus do organismo. A OMS informa que ainda não há vacina licenciada contra o herpes simples.

Existe vacina contra o herpes-zóster?

A prevenção do herpes-zóster ocupa parte importante da entrevista. Diferentemente do herpes simples, essa doença pode ser prevenida com vacina.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina recombinante é indicada para pessoas a partir dos 50 anos e, desde os 18 anos, para imunocomprometidos ou pessoas com risco aumentado de herpes-zóster. O esquema tem duas doses, e a indicação deve considerar a situação clínica.

“Então, procure o seu médico, pergunte sobre a importância de tomar essa vacina”, orienta Marinho.

O infectologista também lembra que ter apresentado herpes-zóster anteriormente não impede uma nova ocorrência. Por isso, quem já teve a doença também deve discutir a vacinação com o profissional de saúde, conforme as recomendações para sua faixa etária e condição clínica.

Assista ou ouça ao DiabetesCast completo

Além da relação com a glicose, o episódio explica como reconhecer as diferenças entre os quadros, por que as crises podem reaparecer e quais cuidados entram na prevenção.

“Os sintomas podem atrapalhar a nossa vida, atrapalhar uma viagem, atrapalhar o trabalho”, afirma Igor Marinho.

A conversa completa com o infectologista Igor Marinho, conduzida por Tom Bueno, está disponível no DiabetesCast, no YouTube e no Spotify.

REDAÇÃO


FONTE: https://umdiabetico.com.br/herpes-pode-descompensar-o-diabetes/

 

 

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MELHOR IDADE: Você sabe o que é FECALOMA?

 Fecaloma é uma massa de fezes muito dura, seca e grande, que fica presa no reto e às vezes no final do intestino. Acontece quando as fezes ficam acumuladas por muitos dias.

O que é e por que acontece
É o resultado de uma prisão de ventre prolongada. Em idosos isso é mais comum por alguns motivos:
• pouco movimento, ficam muito tempo sentados ou deitados
• beber pouca água
• alimentação com pouca fibra
• alguns remédios que ressecam o intestino
• não ir ao banheiro quando sente vontade
Como percebi na minha mãe
No meu caso, quando a dieta dela estava errada, ela ficava inquieta, sem apetite e até um pouco agressiva. Depois percebi que ela não estava conseguindo evacuar.
Idosos com Alzheimer muitas vezes não conseguem avisar.
Fique atenta a estes sinais:
• mais de 3 a 4 dias sem evacuar
• barriga inchada e dura
• dor ou esforço para fazer cocô
• febre, náusea ou ficar muito irritada sem motivo claro
O que ajuda a prevenir no dia a dia
Converse com o médico e a nutricionista dela antes de mudar qualquer coisa.
O que costuma ajudar:
• Líquidos: ofereça água várias vezes ao dia
• Alimentação: dieta com fibras na medida certa, orientada por nutricionista
• Movimento: mesmo sentada, movimentar as pernas e mudar de posição ajuda o intestino
• Massagem leve: o que eu fazia era colocar um pouco de óleo na mão e fazer movimentos suaves ao redor do umbigo, no sentido horário. Sempre com delicadeza e só se ela deixasse. Isso pode ajudar a estimular, mas não substitui o tratamento
O que NÃO fazer sozinha
Fecaloma pode ser perigoso. Não tente retirar com a mão, não use lavagem intestinal, laxante ou supositório por conta própria. A retirada, quando necessária, deve ser feita por profissional de saúde treinado, para não machucar o reto e evitar dor forte ou sangramento.
Quando procurar atendimento rápido
Procure o serviço de saúde se:
• não evacua há 4 a 5 dias
• a barriga está muito distendida
• tem febre, vômito, dor forte ou sangue nas fezes
• fica sonolenta, confusa ou desmaia ao tentar evacuar
A prevenção é o ponto principal.
Observar a frequência das
evacuações, anotar quando vai ao banheiro e manter a alimentação adequada fez toda diferença aqui em casa. Depois que trocamos de nutricionista e ajustamos a dieta, o intestino dela funcionou muito melhor.
Essas informações são educativas e não substituem a orientação do médico, enfermeiro ou nutricionista que acompanha sua mãe.










FONTE: https://www.facebook.com/alzheimer.annaizabel?__cft__[0]=AZg4XBxIzlGFLzZIKDhrF0dyHSs_T9tiA8iUBIw-wGtLJztHsqErEiR6MZqd7j9Mu71zDOicL404ki3BsmRjdUkInkSA1ivE0vBEm8WzFBdmEDUA6bN4QDGnheQhnd9IddcF4YYXRMPeY2cw_2TZqKF_9Hd4NnsU07D2JKiigcuWVrRGVftnKaXIiM8&__tn__=-UC%2CP-R


 

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