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quarta-feira, 18 de março de 2026

Câncer colorretal: prevenir e não remediar

 

07/04/2021 ·

 

 

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A incidência do câncer colorretal vem aumentando de maneira significativa em quase todo o mundo, com 2 milhões de casos novos diagnosticados a cada ano.

No Brasil, esse tumor só é suplantado em número de casos novos anuais pelo câncer de mama em mulheres e pelo de próstata em homens. A boa notícia é que este é um câncer que pode não apenas ser prevenido, mas que também apresenta altos índices de cura quando o diagnóstico for precoce. 

Por isso, em várias partes do mundo, promovem-se ao longo do mês de março (conhecido como março azul) campanhas de esclarecimento e, quando possível, incrementa-se a oferta de exames de prevenção.

O mês azul passou quase em branco no Brasil, algo compreensível em decorrência da gravidade da pandemia de Covid-19 que nos devasta e que vem demandando quase todas as atenções do sistema de saúde. 

De qualquer maneira, vale a pena reforçar a importância da prevenção desse câncer, cujo impacto passa pela identificação dos grupos de risco, da conscientização da população quanto a seus riscos individuais e do acesso à colonoscopia dita de rastreamento – que é o exame por excelência em programas de prevenção de câncer colorretal, embora alguns deles incluam a pesquisa periódica de sangue oculto nas fezes.

Existem três grupos de risco relacionados ao câncer colorretal, os quais requerem propostas distintas de prevenção.

No de maior risco, encontram-se indivíduos e famílias com alterações genéticas que podem ser transmitidas de geração a geração, com especial ênfase para o chamado câncer colorretal hereditário. 

Para estes, as colonoscopias iniciam-se aos 25-30 anos de idade e devem ser repetidas a cada dois anos. Nos casos de poliposes, também de transmissão hereditária, as colonoscopias iniciam-se ao redor dos 12 anos de idade, sendo repetidas periodicamente ao longo de três décadas, na expectativa de se diagnosticar ou afastar a doença. 

Finalmente, neste grupo encaixam-se os portadores de doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa e moléstia de Crohn), com periodicidade de colonoscopias definida pelas características clínicas e endoscópicas dessas doenças, assim como pacientes submetidos a uma pouco frequente cirurgia onde os ureteres são implantados no cólon.

Já o grupo de médio risco é de longe o mais importante, sendo definido por pessoas com mais de 45 anos de idade e sem história pessoal ou familiar de câncer colorretal, e que responde por cerca de 90% de todos os casos diagnosticados. Para os indivíduos deste grupo, aconselha-se a colonoscopia a cada dez anos ou, então, com intervalos menores no caso de se encontrar pólipos adenomatosos, que são precursores do câncer colorretal e que podem ser ressecados durante a própria colonoscopia.

No grupo de baixo risco, por sua vez, encontram-se as pessoas com menos de 45 anos de idade, sem os fatores de risco acima descritos e que não necessitam de colonoscopias de rastreamento.

Outro aspecto importante na prevenção do câncer colorretal é o relacionado com hábitos alimentares e estilo de vida, algo para o qual se deve atentar desde a infância. 

Embora existam controvérsias, sabe-se que a dieta rica em fibras vegetais e pobre em gorduras animais tem efeito protetor, o mesmo acontecendo com a prática de exercícios físicos e o uso de aspirina. Já a obesidade parece favorecer o desenvolvimento desse tumor.

Em resumo, é importante que procuremos estar atentos aos nossos riscos individuais de desenvolver câncer colorretal, bem como estimulados a participar de programas de prevenção e diagnóstico precoce.

Nesse sentido, a orientação de seu médico pode ser fundamental. Adicionalmente, nunca é demais reforçar que é uma responsabilidade dos sistemas de saúde, tanto público quanto privado, favorecer o acesso às colonoscopias, quando necessárias. A vida agradece!

*Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo em 26/3/2021

 

 

 

FONTE: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/blog/oncologia/

 

 

 

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Carla

 

 

DIABETES: Nutricionista revela o impacto do pistache na glicose de quem tem diabetes; resposta surpreende

 Pistaches naturais em destaque sobre superfície de madeira

 Pistache é destaque por seu baixo índice glicêmico no diabetes

 

 

Com baixo índice glicêmico, fibras e gorduras saudáveis, o pistache ganha espaço no dia a dia de quem tem diabetes
 

 

O pistache virou tendência nas prateleiras e nas redes sociais. Versátil, saboroso e com fama de nutritivo, ele aparece in natura, em sorvetes, brigadeiros, cremes e até em pratos salgados. Mas para quem convive com diabetes, a pergunta inevitável é: esse grão verde pode mesmo entrar no cardápio?

A resposta, segundo a Nutricionista Carol Netto, Doutora em diabetes e doença renal, é sim. O pistache é uma oleaginosa com perfil nutricional favorável ao controle glicêmico, desde que consumido na quantidade certa e nas versões adequadas. A seguir, o Portal Um Diabético reúne o que você precisa saber.

 

O que é o pistache e por que ele se destaca entre as oleaginosas

O pistache é um fruto seco da família das castanhas, com sabor suave e cor verde característica. Originário do Oriente Médio e da Ásia Central, ele ganhou espaço crescente no Brasil tanto como lanche quanto como ingrediente culinário. Nutritivo e versátil, pode ser consumido cru, torrado, com ou sem casca, e em uma variedade de preparações doces e salgadas.

Do ponto de vista nutricional, o pistache se destaca por combinar proteínas, fibras e gorduras mono e poli-insaturadas em um único alimento, além de concentrar micronutrientes relevantes para quem tem diabetes. Nesse contexto, ele se diferencia de outros petiscos comuns, que costumam ter alto teor de carboidratos refinados e baixo valor nutritivo.

Por que o pistache é indicado para quem tem diabetes

Diferentemente de outros alimentos vistos como “proibidos” para quem convive com a condição, o pistache apresenta características que favorecem o controle glicêmico. Para a Nutricionista Carol Netto, “o pistache é excelente para quem tem diabetes, pois possui baixo índice glicêmico, fibras, gorduras saudáveis e proteínas, que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue sem causar picos glicêmicos.”

Os principais benefícios descritos pela especialista incluem:

 

 

  •  Controle glicêmico: estudos mostram que o pistache ajuda a reduzir os picos glicêmicos e a hemoglobina glicada (HbA1c).
  • Cardioprotetor: rico em gorduras mono e poli-insaturadas, ajuda a reduzir o colesterol LDL e protege veias e artérias, uma preocupação central para quem tem diabetes.
  • Rico em vitamina B6: essencial para o metabolismo da glicose.
  • Fonte de potássio, vitamina E, vitamina K, magnésio e antioxidantes como luteína e zeaxantina, que beneficiam a saúde ocular.
  • Controle de peso e saciedade: as fibras e proteínas promovem saciedade, diminuindo a fome entre refeições.

Pistache cru ou torrado: qual a diferença para o diabético

A forma de consumo influencia tanto o perfil nutricional quanto o impacto glicêmico. A Nutricionista Carol Netto esclarece as principais diferenças:

Pistache cruPistache torrado
Sabor mais suave e adocicadoSabor mais intenso e crocante
Mantém mais antioxidantes (luteína, zeaxantina)Parte dos antioxidantes pode ser reduzida pelo calor
Versátil para receitas: brigadeiros, cremes, sorvetes, saladas e molhosMais comum como lanche direto
Recomendado para receitas que preservam o aroma naturalPrefira versões sem sal adicionado ou com pouco sódio

Em ambos os casos, a orientação é priorizar versões naturais, evitando as industrializadas com excesso de sódio ou aditivos, que podem ser prejudiciais para a saúde cardiovascular, uma preocupação relevante para pessoas com diabetes.

Quanto consumir: a porção certa faz a diferença

Apesar dos benefícios, o pistache é um alimento calórico. Por isso, a moderação é indispensável, especialmente para quem tem diabetes e precisa equilibrar a ingestão de gorduras e calorias ao longo do dia.

“A porção recomendada é de cerca de 30 g a 50 g por dia, o equivalente a um punhado. Nessa quantidade, o pistache contribui para a saciedade e para a saúde cardiovascular sem comprometer o controle glicêmico. Prefira as versões naturais para evitar excesso de sódio.” | Nutricionista Carol Netto | Especialista em nutrição clínica

A casca também pode funcionar como aliada no controle da porção: ao descascá-los um a um, o ritmo de consumo naturalmente diminui, facilitando a percepção da quantidade ingerida.

Como incluir o pistache na rotina de quem tem diabetes

A versatilidade do pistache é um dos seus pontos fortes. A Nutricionista Carol Netto apresenta as principais formas de consumo:

     Dicas práticas de consumo

  • Como lanche entre refeições: consuma in natura (com ou sem casca), preferencialmente no período da tarde, para manter a saciedade até o jantar.
  • Em saladas: picado ou em lascas, o pistache acrescenta crocância e valor nutricional sem elevar o índice glicêmico da refeição.
  • Em receitas caseiras: brigadeiros, cremes e sorvetes com pistache permitem maior controle dos ingredientes, sempre preferindo versões com redução de açúcar.
  • Em pratos quentes: combina bem com frango, peixe e massas integrais, acrescentando gorduras saudáveis e proteínas.

Como cobertura: polvilhado sobre iogurte natural sem açúcar ou vitaminas, enriquece o lanche com nutrientes e sabor.

 

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 

 

 

 

 

 

 


FONTE: https://umdiabetico.com.br/5-verduras-que-controlam-o-diabetes-veja/

 

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Carla

 

DIABETES: 5 verduras que ajudam a controlar a glicose de quem tem diabetes

Verduras verdes como espinafre, brócolis, couve e rúcula em mesa de madeira, alimentos que ajudam no controle da glicemia no diabetes

 Espinafre, brócolis, couve, rúcula e outras verduras ricas em fibras ajudam no controle da glicemia em pessoas com diabetes. - Imagem gerada por IA

 

Folhas verde-escuras e vegetais como brócolis e agrião estão entre os aliados mais eficazes para estabilizar o açúcar no sangue. Entenda por que funcionam e como incluí-los na rotina

 

Manter a glicemia estável ao longo do dia é um dos principais desafios de quem convive com diabetes. Além do tratamento medicamentoso e da prática de atividade física, a alimentação exerce papel central nesse controle.

Nesse contexto, as verduras e folhas verdes se destacam como aliadas acessíveis e com respaldo científico: ricas em fibras, antioxidantes e compostos bioativos, elas ajudam a retardar a absorção do açúcar e a melhorar a resposta do organismo à insulina. No entanto, nem toda verdura age da mesma forma.

Algumas têm propriedades especialmente relevantes para quem tem diabetes tipo 1 ou tipo 2. Por isso, o Portal Um Diabético reuniu as principais evidências e orientações nutricionais para ajudar na montagem de um prato mais estratégico.

Por que as verduras fazem diferença no controle glicêmico

As verduras, em especial as folhas verdes e os vegetais como brócolis, couve-flor, repolho e couve, têm baixíssimo teor de carboidratos disponíveis, alto teor de fibras e grande concentração de micronutrientes protetores. Esse perfil nutricional resulta em impacto mínimo sobre a glicemia após as refeições.

Além disso, quando consumidas antes do arroz ou de outro carboidrato, as verduras já ajudam a reduzir o pico glicêmico total da refeição. O mecanismo é direto: as fibras formam uma espécie de gel no intestino que torna a digestão mais lenta, impedindo que a glicose seja absorvida de forma rápida e repentina.

Ainda assim, o benefício vai além do efeito imediato. O consumo regular de verduras também melhora a saúde intestinal, reduz marcadores de inflamação e contribui para o controle do peso — três fatores diretamente ligados à sensibilidade à insulina.

 

 

Cinco verduras que se destacam para quem tem diabetes

A tabela abaixo reúne as principais escolhas recomendadas, com base em seus mecanismos de ação e formas práticas de preparo:

 A tabela abaixo reúne as principais escolhas recomendadas, com base em seus mecanismos de ação e formas práticas de preparo:

VerduraPor que ajuda no controle glicêmicoComo consumir
EspinafrePredominantemente fonte de fibras insolúveis, também contém fibras solúveis. Rico em magnésio e antioxidantes. Contribui para a saciedade e melhora a sensibilidade à insulina com baixíssimas calorias.Refogado, cru em saladas ou em sopas.
BrócolisContém sulforafano, composto bioativo presente em todos os vegetais crucíferos (brássicas), associado à redução da glicemia e à melhora da resistência à insulina.Cozido no vapor, assado ou cru com homus.
CouveAlto teor de fibras e vitamina K. Contribui para reduzir processos inflamatórios.No suco verde, refogada ou em saladas.
RúculaRica em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios. Baixo índice glicêmico.Crua em saladas ou levemente refogada.
AgriãoFonte de vitamina C, vitamina K e flavonoides que auxiliam no controle da glicemia.Cru em saladas ou como acompanhamento.

“Espinafre, brócolis, alface, couve e repolho são alimentos que contribuem para evitar picos de glicose justamente por terem menos açúcares e mais fibras.”diz, Martha Amodio, Nutricionista (CRN 3 6670)

O brócolis e o sulforafano: o composto que a ciência estuda com atenção

O brócolis, estudado pelo seu potencial no controle glicêmico, merece destaque especial. Além das fibras, ele é a principal fonte de sulforafano, um composto bioativo presente em todos os vegetais crucíferos (brássicas), como couve, repolho, couve-flor e rúcula.

O consumo regular de brócolis no prato oferece uma dose funcional do composto e integra um padrão alimentar rico em fibras e antioxidantes, amplamente recomendado para quem tem diabetes.

 

 

Como as fibras das verduras atuam na glicemia

As fibras presentes nas verduras funcionam como um regulador natural do açúcar no sangue. Quando consumidas junto às refeições, tornam o processo digestivo mais lento e reduzem a velocidade com que a glicose entra na corrente sanguínea.

Nesse contexto, é importante distinguir os dois tipos. As fibras insolúveis, predominantes no espinafre, aumentam o volume do bolo alimentar e aceleram o trânsito intestinal. Já as fibras solúveis — também presentes no espinafre, embora em menor proporção, e abundantes na couve — se dissolvem em água e formam um gel viscoso no intestino, que captura parte dos açúcares e retarda sua absorção. Ambos os tipos contribuem, por mecanismos complementares, para o controle glicêmico.

Além disso, a recomendação de fibras para pessoas com diabetes é de cerca de 25 g ao dia para mulheres e até 38 g para homens. As verduras são uma das formas mais acessíveis de atingir essa meta no dia a dia.

“O benefício vai além do controle imediato da glicose. O consumo diário dessas folhas e vegetais melhora a saúde intestinal e isso impacta diretamente no equilíbrio metabólico como um todo.” diz, Martha Amodio, Nutricionista

Como incluir mais verduras na rotina

  • No almoço: comece sempre pelas folhas e verduras antes de servir o carboidrato. Isso já ajuda a reduzir o pico glicêmico da refeição.
  • No jantar: sopas com espinafre, couve e leguminosas como lentilha são opções nutritivas e de baixo impacto glicêmico. No jantar, uma boa opção é dar preferência a verduras cozidas, refogadas ou assadas. Como à noite a digestão tende a ser naturalmente mais lenta, os vegetais crus podem ser um pouco mais difíceis de digerir para algumas pessoas.
  • Em lanches: brócolis com pasta de grão-de-bico saciam sem elevar a glicose. Brócolis crus funcionam bem para algumas pessoas, mas muitas acabam tolerando melhor o brócolis levemente cozido no vapor, que costuma ser mais fácil de digerir.
  • No preparo: prefira cozinhar no vapor, refogar com pouco azeite ou consumir cru — esses métodos preservam mais nutrientes e mantêm o índice glicêmico baixo.
  • Na variedade: alterne entre diferentes tipos de folhas para garantir perfis nutricionais complementares.

Para vegetais com maior densidade de carboidratos, como cenoura e beterraba, a porção e a forma de consumo são o que realmente fazem diferença. Pequenas quantidades, até cerca de 4 colheres de sopa, normalmente não geram impacto relevante quando integram um prato equilibrado. Já preparações concentradas, como suco de beterraba ou sopa de cenoura muito densa, merecem mais atenção por aumentarem a quantidade total de carboidrato.

Para encerrar, a nutricionista Martha Amodio orienta: comece sempre a refeição pelas verduras, pois isso reduz o pico glicêmico dos carboidratos que vêm depois. Além disso, vale variar o preparo — cru, no vapor ou refogado — já que cada forma preserva nutrientes diferentes. Por fim, a especialista recomenda combinar as verduras com proteínas magras para potencializar o controle glicêmico e aumentar a saciedade ao longo do dia.

 

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 

 

 

 

 

 

 


FONTE: https://umdiabetico.com.br/5-verduras-que-controlam-o-diabetes-veja/

 

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