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terça-feira, 17 de março de 2026

DIABETES: Medo da dor faz crianças evitar rodízio de aplicação de insulina e aumenta risco de lipohipertrofia; entenda

 

 Menino olhando para área avermelhada no abdômen enquanto a mãe aplica insulina, destacando risco de lipohipertrofia e ansiedade infantil

 Aplicação de insulina em criança com diabetes: atenção ao rodízio e ao bem-estar psicológico

 

Compreender medos e hábitos pode ajudar a prevenir carocinhos e problemas de absorção da insulina

 

 

 

A recusa em variar os locais de aplicação de insulina na infância pode parecer um detalhe, mas tem impacto direto no tratamento do diabetes. O comportamento, muitas vezes ligado ao medo da dor, favorece o desenvolvimento de lipohipertrofia e prejudica a ação da insulina.

Medo da dor influencia comportamento na aplicação de insulina

A psicóloga Aline Feitosa, que convive com diabetes tipo 1, explica que a escolha repetitiva de um único local pode estar associada a experiências negativas anteriores. Segundo ela, a criança pode desenvolver pensamentos como “vai doer” ou “não quero sentir dor de novo”.

 

 

Nesse contexto, esses pensamentos geram ansiedade e levam à evitação de novos locais. Como resultado, a criança passa a repetir aplicações em uma região que considera mais segura. Além disso, o alívio imediato reforça esse comportamento, mesmo que traga prejuízos ao longo do tempo.

Ainda assim, Aline destaca que essa resposta é compreensível. No entanto, manter esse padrão pode aumentar o risco de lipohipertrofia, condição que interfere na absorção da insulina.

Lipohipertrofia: o que é e como afeta o controle glicêmico

A lipohipertrofia é uma alteração no tecido subcutâneo causada pelo uso repetido de insulina no mesmo local. A enfermeira e educadora em diabetes Gisele Filgueiras, que também convive com diabetes tipo 1, explica que o problema aparece como um “carocinho” ou nódulo endurecido.

Segundo ela, essa condição está relacionada a práticas inadequadas, como falta de rodízio e reutilização de agulhas. Além disso, a aplicação contínua no mesmo ponto leva ao acúmulo de gordura local e prejudica a absorção da insulina.

 

 

Na prática, isso impacta diretamente o controle glicêmico. Gisele relata que a insulina pode não agir corretamente nessas áreas, o que leva a glicemias elevadas mesmo com aumento de dose.

Um estudo publicado na revista Diabetes Care observou que pessoas com diabetes tipo 1 que aplicavam insulina em áreas com lipohipertrofia apresentaram aumento médio de 26% na glicemia, principalmente após refeições. Em alguns casos, os níveis ultrapassaram 300 mg/dL.

Portanto, não basta ajustar a dose ou trocar o tipo de insulina. A técnica de aplicação também influencia o resultado do tratamento.

Por que o rodízio de insulina é essencial

O rodízio de insulina consiste em alternar os locais de aplicação de forma organizada. Essa prática reduz o risco de lipohipertrofia e melhora a absorção do hormônio.

Gisele Filgueiras orienta que o paciente utilize regiões como abdômen, coxa, braço e glúteo, respeitando espaçamentos entre as aplicações. Além disso, ela recomenda seguir padrões como a “regra dos dois dedos” ou esquemas em formato de “M” ou “W”.

Enquanto isso, repetir aplicações no mesmo ponto aumenta o risco de deformidades no tecido. Em alguns casos, a recuperação da pele pode levar meses ou até anos.

Outro ponto importante envolve a reutilização de agulhas. Segundo a especialista, o uso repetido danifica a ponta e aumenta o desconforto, além de elevar o risco de inflamação e infecção.

Estratégias para ajudar crianças a variar locais de aplicação

A abordagem psicológica pode facilitar o processo de adaptação ao rodízio de insulina. Aline Feitosa destaca que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) oferece ferramentas práticas para lidar com o medo.

Entre as estratégias, está a psicoeducação, que ajuda a criança a entender, de forma simples, por que é importante variar os locais. Além disso, identificar e validar os pensamentos permite trabalhar percepções distorcidas sobre dor.

Outra técnica envolve a exposição gradual. Nesse caso, a criança começa alternando entre dois locais e, aos poucos, amplia as opções. Ainda assim, o reforço positivo é fundamental para estimular novos comportamentos.

Técnicas de regulação emocional, como respiração e distração, também podem reduzir a ansiedade durante a aplicação. Enquanto isso, manter uma rotina previsível ajuda a diminuir a insegurança.

A psicóloga ressalta que o objetivo é substituir pensamentos de ameaça por percepções mais realistas, como “posso tentar outros lugares” e “isso ajuda na minha saúde”.

Falhas na técnica também aumentam riscos

Além do rodízio, a técnica de aplicação influencia o tratamento. Gisele Filgueiras alerta que erros como não aguardar alguns segundos antes de retirar a agulha podem levar à perda de insulina.

Da mesma forma, não realizar o teste da caneta ou aplicar em áreas inflamadas pode comprometer a dose administrada. Outro fator envolve o uso de agulhas inadequadas, que aumentam o risco de atingir o músculo.

Enquanto isso, a higienização da pele deve ser feita com álcool ou água e sabão. O uso de álcool em gel não é recomendado, pois pode interferir na aplicação.

Portanto, observar sinais como dor, vermelhidão ou presença de nódulos ajuda a identificar problemas precocemente. A orientação é evitar essas áreas até que o tecido se recupere.

Impacto na rotina de quem convive com diabetes

A lipohipertrofia não surge de forma imediata. No entanto, o hábito de aplicar insulina sempre no mesmo local pode levar à condição ao longo do tempo.

Nesse cenário, o impacto vai além da pele. O controle glicêmico se torna instável, o que pode levar a ajustes frequentes na dose sem resolução do problema.

Além disso, a falta de informação ainda é um desafio. Gisele Filgueiras relata que muitos pacientes não recebem orientação adequada no diagnóstico, o que compromete as práticas desde o início do tratamento.

Por outro lado, incluir a criança no processo pode melhorar a adesão. Permitir que ela participe da escolha dos locais e acompanhe o rodízio contribui para o desenvolvimento da autonomia.

 

 

 

 LINK:https://youtu.be/HKrrI5PZdjc

 

 

 

Caroço no corpo após aplicações de insulina? entendo o motivo e como evitar  | DiabetesCast #4

 

 

 

 

 

Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.

 

 

 

Fundador & CEO | Jornalista e Criador de Conteúdo - Tom é jornalista experiente, com mais de 17 anos de carreira em televisão, tendo atuado como repórter e apresentador nas principais emissoras do país. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 22 anos, transformou sua trajetória pessoal em uma missão profissional. Além de liderar o Um Diabético, também realiza documentários e curtas com foco em saúde e impacto social. É reconhecido como um dos principais porta-vozes do diabetes no Brasil, dando voz e visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a condição.

 

 

 

 

 

 

 


FONTE: https://umdiabetico.com.br/5-verduras-que-controlam-o-diabetes-veja/

 

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abs.fraternos

Carla

 

Queijo aumenta a glicose de quem tem diabetes? Especialista explica

 

 tábua com diferentes tipos de queijo ao lado de medidor de glicose representando a relação entre queijo e controle da glicemia no diabetes

 Queijos possuem pouca quantidade de carboidrato, mas proteína e gordura também podem influenciar a glicemia horas após o consumo - Imagem gerada por IA

Especialista explica como proteína e gordura do queijo influenciam a glicose e quais tipos exigem mais atenção no diabetes
 

 

 

O consumo de queijo levanta dúvidas frequentes entre pessoas que vivem com diabetes. Muitos associam o alimento ao aumento imediato da glicose, enquanto outros acreditam que ele não interfere no controle glicêmico.

Nesse contexto, entender a composição nutricional do queijo ajuda a esclarecer como ele impacta a glicemia. A nutricionista e educadora em diabetes Carol Netto explica que o alimento tem baixo teor de carboidrato, mas contém proteína e gordura, dois nutrientes que também influenciam a glicose.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse contexto, o carboidrato ingerido se transforma totalmente em glicose. Já a proteína passa por um processo parcial de conversão, enquanto a gordura também pode contribuir para esse aumento ao longo do tempo.

Por outro lado, a diferença está no tempo em que essa conversão ocorre.

Como proteína e gordura podem elevar a glicose

O impacto do queijo na glicemia não ocorre de forma imediata. A digestão de proteína e gordura segue um ritmo diferente do carboidrato.

Segundo a nutricionista Carol Netto, parte da proteína consumida pode se transformar em glicose aproximadamente três horas após a ingestão. Enquanto isso, a gordura pode gerar impacto glicêmico entre quatro e cinco horas depois da refeição.

Em alguns casos, esse efeito pode aparecer até seis horas após o consumo.

Portanto, pessoas com diabetes podem observar elevação tardia da glicose após refeições com maior quantidade de queijo. Esse comportamento exige atenção durante o monitoramento da glicemia.

Além disso, o efeito pode variar de acordo com a quantidade ingerida e com o tipo de queijo escolhido.

Quantidade consumida também influencia o controle glicêmico

Mesmo alimentos com baixo teor de carboidrato podem impactar a glicemia quando consumidos em grandes quantidades.

Nesse contexto, Carol Netto explica que exageros na alimentação podem afetar o controle glicêmico. O queijo não foge dessa regra.

Se uma pessoa consome grandes porções, a soma de proteína e gordura pode contribuir para aumento gradual da glicose ao longo das horas seguintes.

Portanto, a recomendação envolve atenção à quantidade ingerida e acompanhamento da glicemia após as refeições.

Enquanto isso, pessoas que utilizam insulina ou outros medicamentos devem observar como o corpo responde ao alimento em diferentes situações.

Qual queijo costuma ter menor impacto para quem tem diabetes

Além da quantidade, o tipo de queijo também pode influenciar o impacto metabólico.

Segundo Carol Netto, os chamados queijos brancos costumam apresentar menor teor de gordura. Por esse motivo, tendem a provocar menor impacto tardio na glicemia.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • queijo minas frescal
  • muçarela
  • muçarela de búfala

Nesse contexto, a nutricionista afirma que esses tipos podem representar uma escolha mais adequada em comparação com queijos mais gordurosos.

Por outro lado, isso não significa que outros queijos estejam proibidos.

Durante um jantar ou em outras ocasiões, é possível consumir variedades diferentes. No entanto, a presença de gordura exige atenção maior na quantidade ingerida.

Diferenças entre tipos de queijo comuns no dia a dia

Algumas comparações ajudam a entender melhor as escolhas alimentares.

Entre queijo prato e muçarela, por exemplo, a diferença nutricional existe, mas não é grande. Ainda assim, a muçarela tende a apresentar menor teor de gordura.

Por esse motivo, pode representar uma opção mais adequada para quem busca manter a glicemia sob controle.

Outro exemplo citado por Carol Netto envolve o queijo brie trufado. Apesar de apresentar aparência semelhante a outros queijos brancos, ele contém maior quantidade de gordura.

Nesse caso, o consumo exige atenção maior à porção.

Enquanto isso, o queijo minas frescal apresenta teor menor de gordura e costuma ser utilizado em refeições do dia a dia.

Monitoramento da glicemia ajuda a entender a resposta do corpo

A relação entre alimentação e glicemia pode variar entre pessoas com diabetes.

Portanto, o monitoramento da glicose após as refeições ajuda a identificar como o organismo reage ao consumo de queijo.

Nesse contexto, observar o comportamento da glicemia algumas horas depois da refeição permite perceber possíveis elevações tardias.

Além disso, esse acompanhamento auxilia na organização das refeições e na escolha de porções mais adequadas.

Segundo a nutricionista Carol Netto, pessoas com diabetes podem consumir queijo, desde que considerem quantidade, tipo do alimento e monitoramento da glicemia.

Diabético pode comer queijo? | Tom Bueno

 

 

LINK:  https://youtu.be/RtYHqwCvwFo

 

 

L

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FONTE: https://umdiabetico.com.br/queijo-aumenta-glicose-de-quem-tem-diabetes/


 

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Carla

 

 

MELHOR IDADE: GUIA IBA - A DOENÇA DE ALZHEIMER E SEUS EFEITOS COLATERAIS

 

GUIA IBA - A DOENÇA DE ALZHEIMER E SEUS EFEITOS COLATERAIS
 
A Doença de Alzheimer não é apenas um esquecimento comum do envelhecimento; é uma patologia neurodegenerativa complexa que altera a essência de quem a porta. Para o cuidador familiar, compreender o "sujeito chamado Alzheimer" é fundamental para separar a pessoa amada da patologia que agora dita o ritmo da casa. Este guia explora as nuances dessa condição e os efeitos colaterais que impactam diretamente a rotina de cuidados.
 
Entendendo a Patologia
 
Quando falamos do Alzheimer como um "sujeito" ou um terceiro elemento na relação, referimo-nos à forma como a doença assume o controle das funções cognitivas. Ela se manifesta através da morte de neurônios e da interrupção de conexões sinápticas, causadas principalmente pelo acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau no cérebro. Esse processo não é linear e não afeta todos os idosos da mesma forma, o que exige do cuidador uma observação constante e adaptável.
Efeitos Colaterais Cognitivos: Além da Memória
O efeito mais conhecido é a perda da memória de curto prazo, mas o Alzheimer impõe outros danos severos:
Afasia: A perda progressiva da capacidade de se expressar e compreender a linguagem. O idoso começa a esquecer nomes de objetos comuns e, eventualmente, perde a capacidade de formar frases coerentes.
Desorientação Espaço-Temporal: O sujeito perde a noção de onde está e em que tempo vive. Isso gera o efeito colateral da "fuga" ou perambulação, pois o idoso tenta "voltar para casa", mesmo já estando nela.
Agnosia: A falha em reconhecer rostos familiares ou objetos de uso diário, o que causa profunda angústia tanto para o idoso quanto para a família.
Efeitos Colaterais Comportamentais e Psicológicos
Estes são, frequentemente, os desafios mais exaustivos para quem cuida:
Agitação e Agressividade: Muitas vezes decorrentes da frustração por não conseguir se comunicar ou por não entender o ambiente ao redor.
Síndrome do Pôr do Sol (Sundowning): Um aumento acentuado da confusão e ansiedade no final da tarde e início da noite, exigindo estratégias de iluminação e rotina calmante.
Depressão e Apatia: O idoso pode perder o interesse por atividades que antes amava, o que não deve ser confundido apenas com "cansaço", mas sim como um efeito neuroquímico da doença.
Efeitos Colaterais Físicos e de Autonomia
Com o avanço, o Alzheimer ataca as funções motoras:
Apraxia: A perda da habilidade de executar movimentos coordenados, como usar talheres, tomar banho sozinho ou vestir-se.
Alterações na Deglutição (Disfagia): Um efeito crítico que aumenta o risco de engasgos e pneumonias aspirativas.
Incontinência e Perda de Equilíbrio: A coordenação motora fina e grossa é comprometida, tornando as quedas um risco constante e grave.
A Missão do Cuidador Diante do Diagnóstico
O papel da família e do cuidador especializado não é "curar", algo que a ciência ainda busca, mas sim gerenciar esses efeitos colaterais com dignidade. Adaptar o ambiente, simplificar a comunicação e manter a calma diante das repetições são as ferramentas mais poderosas de quem lidera o cuidado.
O Alzheimer pode levar as lembranças, mas o afeto e a segurança proporcionados pelo cuidador permanecem como o único porto seguro do paciente.
📍 Instituto Berna Almeida (@institutobernalmeida)
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer

 

 

 


FONTE: https://www.facebook.com/1sujeitochamadoalzheimer



 

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