quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Condenados ao Alzheimer...


POR 




Não vislumbro iniciativa do governo para combater epidemia da doença em curso. Censos não pesquisam quantos portadores temos desta e de outras formas de demência



Retornando de recente congresso sobre a doença de Alzheimer em Londres, trago na bagagem uma certeza: a prevenção e o diagnóstico precoce da doença são os únicos meios eficazes de frear uma epidemia em curso.

Os números são inquietantes: 50% da população hoje viva chegarão aos 80 anos, e 45% destes novos octogenários desenvolverão Alzheimer. Ou seja, cerca de um em cada quatro de nós encontra-se hoje estatisticamente condenado.


E o que temos a nosso favor?

Sabe-se agora que a doença tem início décadas antes das manifestações clínicas mais evidentes de déficit de memória, e da cognição como um todo. Hoje, já dispomos de exames genéticos, de imagem (pet scan) e do liquor (líquido da medula espinhal) que permitem definir com mais de 90% de segurança não só o diagnóstico muito precoce, mas também quais pacientes nesta fase pré-clinica têm maior probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer.

Estes novos exames (chamados biomarcadores) são importantes porque apenas a impressão clínica e neuropsicológica, sem o emprego deles, apresenta um erro inaceitável de 30% tanto no grupo que tem a doença e não é identificada (falso negativo) quanto nos pacientes que apresentam outras causas para seus sintomas e são erroneamente diagnosticados com tendo Alzheimer (falso positivo).

Assim como não devemos começar a tomar remédio para osteoporose com o osso já fraturado, a doença de Alzheimer deverá ser identificada e combatida em pacientes com queixas apenas iniciais e subjetivas de memória, e não quando as ligações entre os neurônios (sinapses) já estejam comprometidas pela doença.

Os remédios atualmente em uso, concebidos para combate à doença em fase já estabelecida, não alcançaram bons resultados, devendo ser suspensos na maioria dos casos em que se revelam ineficazes após os primeiros meses de uso. Os métodos de prevenção não farmacológicos que se mostraram eficazes e apresentados no congresso foram uma dieta adequada, a atividade física aeróbica regular, o diagnóstico e tratamento da apneia do sono, o combate ao isolamento social, determinados exercícios cognitivos e de mindfulness, controle do stress e de todos os outros fatores de risco para doença cardiovascular.

Felizmente, dezenas de novas drogas estão sendo avaliadas, todas voltadas para emprego em fase precoce da doença. Quinze delas estão na última fase de pesquisa clínica, sendo testadas em um número já maior de seres humanos, embora a mais avançada delas (com resultados significativamente positivos), ainda tem seu lançamento previsto para somente daqui a três anos. Minha esperança é que esta e outras destas novas drogas, quando combinadas, permitam o controle total da doença, tal como foi alcançado com o diabetes, a doença coronariana, e tantas outras.


Não vislumbro, no entanto, qualquer iniciativa governamental para combater esta epidemia da doença em curso. Nossos censos (IBGE) não pesquisam quantos portadores temos desta e de outras formas de demência, e as entidades reguladoras de saúde (ANS) e de medicamentos (Anvisa) não facilitam a instalação de cíclotron (acelerador de partículas) e elaboração de radiofármacos essenciais para a pesquisa e o diagnóstico precoce.

Precisamos nos mobilizar para vencermos estes obstáculos e estarmos aptos a usufruir dos incríveis avanços realizados nos dois últimos anos em países que valorizam as pesquisas científicas, para que muito em breve nenhum de nós seja mais agredido por esta devastadora doença.


Sergio Abramoff é médico


stest 

https://oglobo.globo.com/opiniao/condenados-ao-alzheimer-21687775#ixzz4prc3geZk

Diabetes: Audiência no Gabinete do Ministro da Saúde em Brasília

Audiência no Gabinete do Ministro da Saúde em Brasília
No dia 10 de agosto foi realizada audiência no gabinete do Ministro da Saúde.Nesta ocasião foram discutidas os seguintes assuntos:
1.Agilização para aquisição e distribuição de insulina ultra rápida pelo Ministério da Saúde para o tratamento de DM1, com protocolo.
2. Projeto de Lei do Senado Federal 225/2017 para criação de Centros de Diabetes no Brasil.
3. Insulina da Ucrânia, onde o senhor Ministro Saúde solicitou a nosso presidente Profº. Dr. Fadlo Fraige Filho, informações e atualizações sobre o tema, visto que está programado, à partir de outubro de 2017, que as insulinas NPH, não mais serão adquiridas do laboratório Novo Nordisk e sim do laboratório INDAR, da Ucrânia.
Tendo em vista o posicionamento FENAD/ANAD sobre a dúvida com relação à eficácia da insulina ucraniana e a capacidade de abastecimento ao nosso país, este estudo será entregue ao senhor Ministro, oportunamente.
Dr. Fadlo, lembrou que em 2006 a própria ANVISA suspendeu a distribuição dessas insulinas por falta de documentação adequada país.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-Sempre-Amigos-521681204556037/?hc_ref=ARQHXeSsZFyh-t5CoMw1CgePIyW6cn6fd0Cc_NbkSZ4pR_91t-ocLA-edf0d9KGJ3j4
https://www.facebook.com/Anad-Associa%C3%A7%C3%A3o-Nacional-de-Aten%C3%A7%C3%A3o-ao-Diabetes-217214664977957/?hc_ref=ARSUgnG0Apzs8bdMVvWSlmxmaUPTHSnZ4zlV8qqUIfcrmOM-oFlWO_7v1PTmdqcOrF4&fref=nf

sábado, 12 de agosto de 2017

Feliz Dia dos Pais

Imagem relacionadaResultado de imagem para mensagens dia dos pais

Palestra Gratuita: Bomba de Insulina - O que é e como funciona - 26/08/17

Por Debora Gisele Leoni - Jornalista 02/08/2017 às 18h08




http://www.adj.org.br/leitura-conteudo/00000893/M00001

Cardiologistas brasileiros estabelecem valores mais rígidos de colesterol ruim...

Estadão Conteúdo

Julia Marques, com colaboração de Luiz Fernando Toledo 

Em São Paulo 12/08/2017  /  


Na prática, os exames agora vão indicar os valores de referência de acordo com o risco cardíaco dos pacientes. Para facilitar avaliação de médicos e o entendimento de pacientes sobre grupos de risco, sociedade brasileira lançou aplicativo gratuito


Cardiologistas brasileiros estabelecem valores mais rígidos de colesterol ruim



Exames de colesterol vão indicar quais os valores de referência de acordo com o risco cardíaco dos pacientes Foto: REUTERS/Jessica Rinaldi
As altas taxas de colesterol na população levaram a novas mudanças nos parâmetros usados pelos médicos para medir o problema. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alterou valores de referência para colesterol e triglicérides, fechando o cerco dos limites considerados ideais. 
A mudança atinge principalmente o colesterol LDL, o “ruim”. Pacientes com risco cardíaco muito alto devem ter o índice abaixo de 50 miligramas por decilitro de sangue - antes, o ideal era de 70. Com a nova diretriz, o Brasil passa a ser o país mais rígido nesse parâmetro, segundo a SBC.

As alterações foram publicadas em uma atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose. Na prática, os exames de colesterol agora vão indicar quais os valores de referência de acordo com o risco cardíaco dos pacientes. “Quando uma pessoa que enfartou via que o valor ideal (de colesterol ruim) era abaixo de 160, nem voltava ao médico. Mas, para ele, a meta tem de ser mais baixa”, afirma o presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC, André Faludi.
São enquadrados no grupo de pacientes de risco cardíaco muito alto, por exemplo, aqueles que tiveram enfarte, derrame ou amputação da perna por doença na artéria. Já no grupo de risco alto estão os diabéticos, explica Faludi. Para esses, o colesterol “ruim” deve estar abaixo de 70 miligramas por decilitro de sangue. Pessoas que não têm fatores de risco podem ter o índice de até 130 mg/dl. 
A ideia é que os médicos se atentem a esses novos valores para indicar o tratamento mais adequado aos pacientes. Os laboratórios também devem mudar os índices de referência nos exames. Segundo Faludi, alguns estabelecimentos já aplicam a nova regra. “A primeira diretriz que reduziu os níveis de colesterol LDL para 50 é a do Brasil. Mas a Sociedade de Diabetes Europeia já reduziu para 55 nos pacientes diabéticos com doença cardiovascular. Existe uma tendência. Nos Estados Unidos, para o indivíduo que já teve fator de risco, o tratamento é para reduzir o colesterol o máximo possível.”
As novas regras mudam ainda o colesterol total: antes o valor considerado desejável era abaixo de 200 mg/dl - agora é de 190 mg/dl. Para Faludi, manter os índices de colesterol “ruim” baixos é benéfico para os pacientes. “Isso reduz o risco de enfarte e derrame”, diz. 
Para facilitar a avaliação de médicos sobre o grupo de risco em que se enquadram os pacientes, a SBC lançou um aplicativo gratuito. A ferramenta permite que o profissional preencha dados como idade do paciente, doenças crônicas e eventos prévios como enfarte e Acidente Vascular Cerebral (AVC) para determinar em qual grupo de risco ele está - e, assim, conferir qual o valor de colesterol considerado ideal. 

Hábitos. Para especialistas, o cerco maior ao colesterol deve levar a mudanças no estilo de vida dos pacientes de alto risco. “Diminuir gorduras saturadas e gorduras trans ajuda no tratamento”, diz Faludi, que ainda destaca a importância de exercícios físicos regulares. 
O documento com as novas diretrizes aponta, por exemplo, que o consumo de uma a duas porções de soja está associado a uma redução de 5% no colesterol ruim. Também incentiva a inclusão de fibras na alimentação e a decisão de banir o cigarro. 
Em casos mais graves, para chegar aos parâmetros, no entanto, os pacientes precisarão de remédios. “A medicação tem de ser usada em muitos casos, mas a primeira ação é a mudança de estilo de vida. Não é nosso objetivo que a população simplesmente tome mais remédio”, pondera o cardiologista do Hospital do Coração (HCor) Antonio Carlos Chagas. 
Para o publicitário Raphael d’Ávila Borges, de 31 anos, a medicação foi inevitável. Ele se preocupou quando viu o resultado dos exames, que apontava triglicérides em 490 mg/dl e colesterol ruim acima de 200 mg/dl . Nem o HDL - considerado o colesterol “bom” - de Borges estava adequado. 
“Fiz dieta por três a quatro meses, mas não adiantou. Então, comecei a tomar remédio e, provavelmente, vou tomar para a vida toda”, conta. O publicitário ainda tenta controlar os carboidratos e gorduras. 
Para o coordenador de marketing Davi Junior, de 37 anos, que tem colesterol alto, controlar o problema exige atenção e disciplina. “Faço exames rotineiros a cada três meses, em média”, afirma. Para diminuir a dose de medicamentos, pratica natação e modera na alimentação.
“Meu colesterol é tão alto que se só parar de comer determinados alimentos não chega ao ponto necessário. Tenho sempre de seguir esse trio (alimentação, exercício e medicamento) para dar certo.” / COLABOROU LUIZ FERNANDO TOLEDO
PARÂMETROS ALTERADOS
LDL (colesterol "ruim")
Como era - Pessoas com risco cardíaco alto devem ficar abaixo de 70 mg/DL 
Como fica - Pessoas com risco cardíaco muito alto devem ficar abaixo de 50 mg/DL
Colesterol total
Como era - Desejável: abaixo de 200 mg/DL
Como fica - Desejável: abaixo de 190 mg/DL
HDL (colesterol “bom”)
Como era - Desejável: acima de 60 mg/DL
Como fica - Desejável: acima de 40 mg/DL
Exigência de jejum no exame
Como era - Necessário jejum de 12 horas
Como fica - Deixa de ser necessário jejum 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cardiologistas-brasileiros-estabelecem-valores-mais-rigidos-de-colesterol-ruim,70001933579

Nem sempre é a memória: Alzheimer afeta visão, linguagem e motivação...

Cristiane Capuchinho 

Do UOL, em Porto Alegre 19/06/2017  04h00.


Metade dos pacientes com Alzheimer pode não ter problemas de memória no início da doença

Metade dos pacientes com Alzheimer pode não ter problemas de memória no início da doença..


O mal de Alzheimer costuma ser associado a momentos de falta de memória, no entanto, nem sempre a memória é prejudicada no início da doença. Os sintomas podem se manifestar em problemas na linguagem, desorientação espacial ou mesmo falta de motivação, alerta Marek-Marsel Mesulam, diretor de neurologia cognitiva da Universidade de Northwestern.



A descoberta muda o diagnóstico clássico da doença, que afeta mais de um milhão de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Uma boa memória passa a não ser suficiente para descartar o Alzheimer como doença possível em seus primeiros sintomas.

"Há uma tendência de achar que Alzheimer é uma doença da memória que atinge os mais velhos, mas na verdade há diferentes tipos de Alzheimer", afirma Mesulam. "Algumas vezes a memória é o maior problema, mas não é sempre."


O neurologista norte-americano explica que são quatro os tipos de Alzheimer diagnosticados entre os 40 e 70 anos. Um deles afeta principalmente a memória, e é o tipo mais conhecido. No entanto, em outras três formas, o paciente pode não ter qualquer sintoma de falta de memória no início da doença. 

O sintoma principal pode ser a afasia, quando a pessoa não encontra as palavras sistematicamente na hora de se expressar. Em outro tipo, há uma acentuada perda de motivação em atividades pelas quais a pessoa costumava se interessar ou por pessoas de seu círculo social, ou ainda elas estão fazendo coisas inapropriadas --"comprando demais, comendo demais"


Em uma quarta forma da doença, os primeiros sintomas aparecem com dificuldades de orientação.


"O paciente não encontra as coisas, em casos mais dramáticos não veem os objetos mesmo quando estão à sua frente, parece que ele está sempre olhando para o lugar errado. Às vezes, o paciente não consegue fazer a cama por não achar a orientação correta do lençol."
M-Marcel Mesulam, pesquisador



Mudança no diagnóstico, alteração no tratamento 

A importância desse novo olhar é a busca de um diagnóstico precoce correto --quanto mais cedo o diagnóstico, antes é possível começar o tratamento que retarda a doença, tendo em vista que ainda não há cura.


Segundo o pesquisador, a doença já está presente no cérebro dos pacientes muitos anos antes dos primeiros sintomas.

 "É importante saber que se nem todo Alzheimer é igual, os tratamentos psicossociais devem ser diferentes", lembra Mesulam. A terapia usada para pessoas com problemas graves de memória não vai funcionar para um paciente que tenha problemas de linguagem, por exemplo.


A predominância dos tipos de Alzheimer que não têm a memória como sintoma principal pode chegar a metade dos casos entre pacientes de 40 a 70 anos, estima o pesquisador norte-americano.

 O quadro foi apresentado no Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu em Porto Alegre.


O quadro foi apresentado no Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu em Porto Alegre. Em relação aos medicamentos, Mesulam diz que, teoricamente, as drogas devem funcionar para todos os tipos. No entanto, são necessários estudos específicos.



Getty Images



Envelhecimento da população acende alerta


Em 2010, o Brasil tinha 19,6 milhões de idosos (10% da população brasileira). A estimativa do IBGE é de que essa população triplique até 2050, chegando a 66,5 milhões de pessoas .

A doença é mais comum conforme a idade avança. Em um estudo brasileiro de 2004, Ricardo Nitrini, professor da USP (Universidade de São Paulo), observou que, após os 65 anos, a taxa de demência dobra a cada 5 anos.

O Alzheimer é responsável por mais da metade dos casos de demência acima dos 65 anos, segundo o Ministério da Saúde. Ainda pouco se sabe sobre como evitar o Alzheimer, no entanto, ao que parece, ter atividades desafiadoras a mente aumenta o número de conexões criadas entre as células nervosas, e isso retarda os sintomas mais graves da doença. 

* A jornalista viajou a convite do Instituto de Neurociências Integradas 





"Não subestimem suas habilidades", diz idoso japonês que luta contra Alzheimer Masahiko Sato (o de jaqueta laranja) é um engenheiro de sistemas aposentado diagnosticado com o mal de Alzheimer há dez anos. Aos 61 anos, ele combate o preconceito contra doenças mentais. Sato vive sozinho e tem dado palestras sobre o tema em várias partes do Japão. Já tem até um livro








Durante um passeio no parque, Sato leva pendurado no pescoço um crachá onde se lê "Eu tenho demência e preciso da sua assistência". Ele se tornou uma inspiração para pessoas que também sofrem da doença, encorajando as pessoas a falarem sobre o assunto, lutando para que o tema deixe de ser um estigma



Flores de cerejeira florescem no parque Omiya, no norte de Tóquio (Japão), durante visita de um grupo que combate o preconceito contra quem sofre de demência. "Eu quero dizer às pessoas que não subestimem suas habilidades. Há coisas que você não pode fazer mas há um monte que dá para fazer, então não se desespere", afirma Masahiko Sato, engenheiro diagnosticado com Alzheimer






Masahiko Sato, 61, se reúne com companheiros para um passeio no parque Omiya, no norte de Tóqui (Japão), para observar as cerejeiras florescendo. Há dez anos ele foi diagnosticado com mal de Alzheimer e chegou a pensar que sua vida estava acabada por causa da doença... - 









Kanemasa Ito, 72, arruma os sapatos dentro do armário junto com a mulher, Kimiko, 68, que foi diagnosticada com demência há 11 anos, enquanto se preparam para fazer compras em Kawasaki, no sul de Tóquio. Encorajar pacientes com demência a falar sobre o tema faz parte dos esforços do governo para aliviar a imagem negativa desse que já afeta cerca de 5 milhões de cidadãos, número que deve aumentar para 7 milhões até 2025 -- um em cada cinco japoneses com 65 anos ou mais...





Kanemasa Ito coloca um colar com GPS na mulher, Kimiko, 68, que foi diagnosticada com demência há 11 anos. Grande parte dos pacientes que sofrem algum tipo de demência no Japão vivem com familiares, que lutam para conciliar o cuidado com os trabalhos, mas a cada ano cerca de 100 mil pessoas acabam deixando de trabalhar para desempenhar a tarefa. Cerca de 11 mil pessoas com demência foram dadas como desaparecidas em 2014






Kanemasa Ito, 72, conversa com a mulher, Kimiko, 68, que há 11 anos foi diagnosticada com demência. Ito teve que fechar as duas lojas de conveniência que administrava com Kimiko quando soube que a mulher estava doente









"Eu planejava trabalhar até os 85 anos. Agora eu penso, será que vou passar o resto da minha vida cuidando da minha mulher?", se pergunta Kanemasa Ito. . Na imagem, ele e Kimiko descem escada em direção ao mercado em Kawasaki, no sul de Tóquio (Japão). Há 11 anos eles descobriram que ela sofria de demência 








Casal posta para foto durante passeio no parque Omiya, no norte de Tóquio (Japão), para observar as cerejeiras florescendo. A mulher de 62 anos descobriu que demência há dez anos. O governo japonês tem um plano que inclui uma ênfase na detecção precoce, mais médicos e cuidadores primários para cuidar de pessoas com demência 









Os programas de atenção a essa parcela da população são bem vistos por especialistas que lidam com o assunto. Mas, há o temor de que reformas do sistema de seguro, a longo prazo, sob a pressão fiscal em um país com enorme dívida pública, impulsionem os encargos das famílias, tornando mais difícil para as pessoas com deficiências mais leves ter acesso aos serviços.






Para Kanemasa Ito, cortes em qualquer benefício social poderiam ameaçar seu sonho de cuidar de Kumiko em casa. "Eu quero viver com ela em casa o maior tempo possível", disse ele, tocando suavemente seu pulso


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://noticias.uol.com.br/saude/album/2016/04/27/vivendo-com-demencia-veja-idosos-lidam-com-a-doenca-no-japao.htm#fotoNav=4




terça-feira, 8 de agosto de 2017

A imagem pode conter: texto

Violência Moral e Delapidação de Patrimônio


Infelizmente, temos que abordar um assunto triste e revoltante: a violência moral contra o idoso. Violência traduzida em forma de chantagem emocional e/ou delapidação do patrimônio.
E sempre foi assim. Os aproveitadores sabem que o idoso é mais vulnerável e às vezes frágil, não conhece direito a tecnologia, a visão está fraca para ler documentos e quase sempre confia na boa fé  dos outros.

Há um estudo da Serasa em que foi mostrado que pessoas com mais de 60 (sessenta) anos são as mais visadas pelos golpistas. Golpistas que ficam de olho no dinheiro da aposentadoria e poupança guardados durante uma vida toda. Às vezes, são pessoas da própria família que cometem violência moral com o intúito de usufruir do patrimônio do idoso.


Se, a pessoa estiver em fase inicial de demência, pode tomar decisões desastrosas. Trata-se do “custo oculto” de enfermidades como Alzheimer



O que fazer para evitar fraude ou se desconfiar que uma está em andamento?  Vale para si ou para terceiro. Vejamos:

  1. Num recebimento de ofertas, peça que a mesma seja enviada por escrito para ser analisada com calma, sem precipitações. Se houver má intenção, o outro desiste rapidinho. 
  2. Instale antivírus no computador e proteja sua caixa de mensagens com antispam. Delete os e-mails desconhecidos.
  3. Anote senhas em lugar de sua confiança e, de preferência, que mais ninguém tenha acesso. 
  4. Confira, sempre, seu saldo bancário e extratos de rendimentos. Nunca, jamais, em hipótese alguma dê informações pessoais ou financeiras por telefone, a não ser que você mesmo tenha procurado o serviço. 
  5. Prestar atenção no comportamento de um ente querido quando: 
    • Começa a apresentar comportamento confuso e demonstrar estar com medo. 
    • Houver saque atípico na conta corrente e/ou uso de cartão de crédito por terceiro. 
    • Mesmo tendo renda suficiente, as contas do dia a dia param de ser pagas.
    • acesso ao idoso é dificultado por seu cuidador.
Idealmente, quando percebemos situação de abuso para com algum idoso, o ideal é fazer uma denúncia à Promotoria do Idoso ou à Delegacia do Idoso de sua cidade. Informações pessoais do idoso como nome completo e endereço são importantes. A denúncia deve ser feita por escrito e protocolada pelo Ministério Público. Desta maneira, é possível cobrar as ações do MP. Em casos mais graves, é necessário contratar um advogado para processar judicialmente o usurpador.
Temos recebido diversas mensagens de pessoas que dizem ter feito a denúncia, mas nada foi feito por parte do Ministério Público. Nesta situação, é importante entender se a denúncia realmente chegou ao Promotor de Justiça e sua equipe. Tendo uma denúncia protocolada, é possível cobrar o “andamento” da denúncia e prazos.
Em qualquer situação de abuso, não tenha medo de falar com alguém de sua confiança. Você não está sozinho (a).
Se for o caso, procure o Banco ou Operadora de Cartão de Crédito ou PROCON de sua cidade.
Consulte, sempre, um advogado.

Conte, sempre, com os respaldos da Defensoria Pública e Ministério Público.
obs. conteúdo meramente informativo 
abs.
Carla
http://idosos.com.br/violencia-moral/

Fases da Demência Grave na Doença de Alzheimer (DA)



Demência Grave compromete a independencia.



Uma pessoa está em fase de demência grave quando é completamente dependente de outrem para cumprir as atividades diárias básicas.

Demência é uma síndrome de múltiplas causas caracterizada pela perda progressiva da capacidade cognitiva.

Porém, a evolução da demência grave é tão ampla, que permite sub-divisões na classificação do estado demencial. Por exemplo, uma pessoa que consegue sentar-se à mesa para fazer uma refeição e consegue engolir normalmente mas não consegue comer sem ajuda ou supervisão é considerado demente grave. Do mesmo modo, uma pessoa com restrições de mobilidade e que não consegue engolir normalmente, também é um demente grave.
Sendo assim, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de portadores da Doença de Alzheimer (DA), seus familiares e cuidadores, foi criada uma classificação evolutiva da doença. Entender cada fase da demência ajuda familiares e cuidadores a entender a melhor maneira de cuidar. Conhecer qual será a provável evolução do quadro do portador de DA traz um pouco de tranquilidade.
A tabela abaixo ilustra a evolução da DA em relação ao comprometimento cognitivo:
Evolução da DA
TABELA DE EVOLUÇÃO FUNCIONAL DA DA

obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla
http://idosos.com.br/fases-da-demencia-grave/

Escalas de Gravidade da Doença de Alzheimer


Escalas e Alzheimer


Quando temos um familiar com Doença de Alzheimer, surgem várias dúvidas. Grande parte delas, está relacionada ao estágio em que o paciente se encontra e como será a evolução da doença.

Para responder estas perguntas de maneira mais objetiva, foram criadas Escalas de Gravidade.

Na Doença de Alzheimer, o comprometimento funcional é crescente e surgem alterações de comportamento. A “Global Deterioration Scale (GDS)” é uma escala simples que ajuda a entender em que estágio o paciente está e o que se pode esperar no futuro. 
EstágioFuncionalidadeAlguns SintomasSinais de DemênciaDuração
1NormalNão háNão háNA
2Declínio Muito LeveLapsos de memória, esquecimento de objetosNão são detectados.NA
3Declínio LevePequenas alterações de concentração, dificuldades de encontrar nomes ou palavras, esquecimento rápido de informações recentes, aumento de dificuldade de planejamento ou organizaçãoPode ser indentificados sinais de DA em algumas pessoas.7 anos em média
4Declínio ModeradoPerda de capacidade de realizar operações matemáticas mentais, esquecimento de fatos da história pessoal, isolamento socialEvidentes em entrevista médica2 anos em média
5Declínio Moderadamente GraveLacunas na memória e pensamentos, dificuldade de recordar o próprio endereço, dificuldades em orientação espacial e temporal (que dia é hoje)2 anos em média
6Declínio GraveAlterações de personalidade e de sono, dificuldade crescente de controle urinário e fecal, necessita de auxílio em atividades diárias como para vestir-se. Pode se perder na rua, sofrer delírio ou compulsões, tem dificuldades com sua própria história.2,5 anos em média
7Declínio Muito GravePerda de habilidade de responder ao ambiente. Perda de controle motor e capacidade de conversação. Totalmente dependente para realizar atividades diárias como se alimentar. Podem perder a capacidade de sorrir, sentar sem apoio. Dificuldade de engolir.2,5 anos em média
A escala FAST, desenvolvida por Reisberg, também possui 7 estágios. Veja aqui.
Há outras escalas muito utilizadas, como a Clinical Dementia Rating scale (CDR) e o Score Clínico de Demência. Ambas são questionários aplicados por um profissional da saúde e respondidos pelo principal cuidador que classifica cada questão em de 0 a 3 (0, 0.5, 1, 2 ou 3).
Outra escala interessante é o Questionário das Atividades Funcionais. É um instrumento que avalia a execução das atividades diárias e pode identificar perdas de funcionalidade antes dos testes cognitivos.
A escala de Lawton e Brody avalia a capacidade de executar atividades complexas como usar o telefone, fazer compras, preparar refeições, etc.

Também é possível avaliar a progressão da DA através de exames de imagem. Tomografias ou ressonâncias podem detectar atrofias importantes. PET ou SPECT podem igualmente revelar alterações no córtex cerebral.

Cada equipe médica tem liberdade para usar os instrumentos que entende ser o mais adequado para cada caso. Procure um Geriatra.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

http://idosos.com.br/escalas-de-gravidade-do-alzheimer/