terça-feira, 31 de janeiro de 2017

OITO DICAS QUE GARANTEM AO DIABÉTICO UMA VIAGEM SEGURA

Educadores da Associação Americana de Diabetes (AADE) simplificaram as orientações para segurança nas viagens aos pacientes com diabetes que são confrontados com o desafio de gerenciar seus níveis de glicose, enquanto na estrada ou durante um voo.
Pensando no futuro, a definição de um plano prático – como este a partir desta associação – pode capacitar os doentes para garantir a sua segurança e criar um quadro para férias dos mais agradáveis ​​durante todo o verão.
  1. Medicação em dose dupla. AADE recomenda aos pacientes levarem medicamentos o suficiente para o dobro de tempo planejado, para cobrir atrasos de viagens inesperados e suprimentos acidentalmente extraviados. Deve-se solicitar uma bomba de reserva, caso faça uso deste equipamento. Levar prescrições de insulinas e medicamentos também são recomendados.
  2. Proteja os suprimentos. Ao invés de colocar o material na bagagem despachada ou colocá-los no porta-malas, a AADE instrui pacientes para mantê-los ao seu alcance, de preferência em sua embalagem original, para evitar confusão ou dúvida.
  3. Auto-identificação. Vestir uma pulseira médica ou colar, ou carregar um atestado médico ou cartão de saúde com contatos de emergência, são maneiras simples para os pacientes deixar que os outros saibam que têm diabetes. A AADE sugere aprender frases essenciais em línguas estrangeiras também.
  4. Levar lanches e tratamento para a hipoglicemia. Porque a baixa de glicose no sangue pode ocorrer a qualquer momento, A AADE recomenda aos pacientes sempre carregar consigo uma abundância de lanches saudáveis, bem como glicose em comprimidos ou gel .
  5. Comunique-se antes do voo. Pacientes podem notificar os funcionários da Transportation Security Administration (TSA) ou da segurança de aeroportos, de sua condição e também verificar antes de sair de casa as políticas de segurança local. A AADE também adverte aos pacientes que usam frascos / seringas sobre os cuidados sobre a pressão do ar.
  6. Teste Muitas vezes Devido a diferentes alimentos, atividade e fusos horários, a viagem pode levar a mudanças nos níveis de glicose; A AADE recomenda aos pacientes testar sua glicose com maior freqüência e fazer um plano para ajustar o cronograma de injeção.
  7. Cuidados para os pés. A AADE sugere que os pacientes usem sapatos confortáveis ​​e meias em todos os momentos e verifique os seus pés e tornozelos depois de passeios para o inchaço. Meias de compressão podem combater o inchaço durante o vôo, e apontar e flexionar os pés pode melhorar o fluxo sanguíneo.
  8. Prepare-se para uma emergência. Solicitando aos hotéis para recomendar médicos locais que tratam diabetes é uma maneira para os pacientes ficar um passo à frente de uma emergência. A AADE aconselha os pacientes a compilar uma lista de médicos que falam seu idioma antes da viagem.

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Carla

O DESAFIO DA DIABETES PARA MÉDICOS E PACIENTES

desafio-diabetes
Meu paciente parecia um pobre coitado – morria de sede, vivia exausto e corria para ir ao banheiro a cada poucos minutos. Sua visão estava embaçada e ele vinha perdendo peso nas últimas semanas, apesar de comer vorazmente. Eu mal o havia conhecido, mas já era capaz de diagnosticá-lo com diabetes em cerca de um minuto. O incomum foi que esta era uma consulta programada porque, geralmente, a esmagadora maioria dos pacientes com esses sintomas chegam provenientes dos departamentos de emergência e centros de cuidados urgentes. Após uma aplicação de insulina de ação rápida e de cinco copos de água, o meu paciente se sentia como um novo homem, sem a necessidade de ter ido ao pronto-socorro. Mas agora, é claro, o trabalho iria começar.
Um novo diagnóstico de diabetes proporciona um enorme trabalho – muito o que explicar, grandes mudanças na vida para contemplar, dissipar os mitos, tratar de consultas com um nutricionista e uma enfermeira de diabetes. E logo dois dias depois, eu tinha um novo paciente para uma outra consulta programada – sede, cansaço, perda de peso, comendo e bebendo como um louco, os olhos com a visão tão turva que mal podia ver. Mal conseguimos passar das apresentações e eu já tinha feito outro novo diagnóstico de diabetes. Outra dose de insulina, outros cinco copos de água, e, em seguida, um mergulho no emaranhado de educação em diabetes.
A maioria das minhas consultas com pacientes diabéticos são programadas – mesmo com os pacientes recém-diagnosticados – e não envolvem tais apresentações dramáticas. Mais frequentemente a doença é verificada durante a triagem dos pacientes que possuem fatores de risco como obesidade ou histórico familiar da doença, que possuem comumente doenças como hipertensão, doenças do coração ou colesterol elevado co-existindo.
Estes dois pacientes destacaram o papel descomunal que o diabetes desempenha no contexto dos cuidados primários. A onda de diabetes ao longo das duas últimas décadas a tornou uma das doenças mais comuns que os internistas e médicos de família tratam. Atualmente, os médicos parecem ter apenas boas ou más notícias nessa guerra do diabetes, que em clínica médica geral, tem parecido ser a única frente que existe.
A boa notícia é que as taxas de obesidade infantil têm começado a reduzir em algumas cidades, inclusive entre as crianças pobres, o primeiro sinal positivo da epidemia de obesidade nos últimos anos. As crianças obesas são potenciais pacientes diabéticos, por isso mesmo este progresso incremental é uma vitória da saúde pública que devemos comemorar.
Também boa notícia é um estudo no qual adultos com obesidade e pré-diabetes foram capazes de perder peso com sensíveis mudanças de estilo de vida e acompanhamento terapêutico. Isso ocorreu em um cenário de atenção primária, e não um ambiente de pesquisa, então isso também sugere que podemos ser capazes de dobrar a curva de novos diagnósticos de diabetes.
O castigo de Sísifo e o desafio da diabetes. O tratamento exige esforço e perseverança.
O castigo de Sísifo e o desafio da diabetes. O tratamento exige esforço e perseverança.
Mas há também uma má notícia. Mudanças de estilo de vida intensivos para pacientes com diabetes, infelizmente, não reduz o risco de acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco, embora esses pacientes sejam capazes de perder peso, melhorar suas qualidades de vida, tomar menos medicamentos e até mesmo diminuir os custos do tratamento. Mudanças de estilo de vida – dieta e exercício – exigem contínuos esforços e grandes investimento por parte dos pacientes, e nós gostaríamos de pensar que tal esforço seja refletido nos resultados clínicos. Esperamos que estudos futuros mostrem ainda mais benefícios.
Mesmo com todas as pesquisas e novos tratamentos disponíveis, o combate à diabetes pode parecer como uma tarefa de Sísifo. A contradição bizarra do fast food mais barato do que o alimento saudável, combinada com um bombardeio de publicidade – especialmente em direção às crianças – transforma em um desafio, até mesmo para pessoas mais motivadas, comer de forma saudável. Bebidas açucaradas em recipientes tamanho monstro, abundam. E a nossa fixação nas telas grandes e pequenas nos mantém cada vez mais sedentários.
Mas, apesar de todos estes desafios, existem sucessos, mesmo que não sejam perfeitos. Ambos os meus pacientes que vieram ao meu escritório e foram recém diagnosticados com diabetes essa semana melhoraram. Talvez fosse a concretude de seus sintomas que os motivaram, mas ambos têm feito um progresso constante fazendo os seus diabetes ficarem sob controle. Nos últimos meses, eles estão comendo de forma mais saudável e fazendo exercícios regularmente. Nós temos ainda de calibrar os seus medicamentos para que o açúcar no sangue não fique em níveis estratosféricos. No momento estão apenas moderadamente elevados.
Efeitos colaterais dos medicamentos, o custo dos suprimentos de seus medidores de glicose, a logística da vida real e os problemas concomitantes de pressão arterial e controle de colesterol tornam um desafio para se chegar à normalidade. Nós ainda estaríamos classificados como “falhas” se houvesse um departamento de controle de qualidade com medidas, pois ainda não atingimos as metas clínicas recomendadas, mas ambos os pacientes se sentem muito melhor e se encontram muito mais saudáveis agora. Portanto, não é uma má notícia e uma boa notícia.
Mas a verdadeira novidade para estes dois pacientes – e, para muitos, muitos mais como eles – é que o diabetes é uma maratona, não um corrida de curta distância. Embora tenha havido uma enxurrada de mudanças, o diabetes é algo com o qual irão conviver pelo resto de suas vidas. Eles sempre deverão estar cientes do que comem. Eles terão de manter o controle dos medicamentos, dos níveis de glicose, da ingestão de carboidratos, de suas consultas médicas, exercícios e peso. Eles terão que estar atentos para as muitas complicações que o diabetes pode trazer.
Isto, obviamente, não é novidade para quem tem diabetes ou trata de algum diabético, mas para estes dois pacientes isto era  uma coisa nova. Agora, se preparam para o longo curso, muitas vezes confuso, complicado e algo ocasionalmente gratificante de viver com uma doença crônica ao longo da vida.

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  O novo livro de Dr. Danielle Ofri  “O que os médicos sentem: como as emoções afetam a prática da medicina.” Ela é professora associada de medicina na NYU School of Medicine e editora-chefe do Bellevue Literary Review .


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PORQUE OS DOENTES NÃO ADEREM AO TRATAMENTO?

remedio-adesao-tratamentoAtualmente, uma percentagem significativa da população mundial depara-se com a necessidade de ter de aderir a um tratamento proposto por uma equipa clínica e ter de adotar medidas para controlar e tratar a sua condição crônica de saúde, como acontece no caso de diabetes e de algumas doenças mentais. No curso de qualquer tipo de tratamento, a não-adesão desenvolve-se gradualmente e poder estar relacionada ao agravamento da doença.
De uma maneira geral, a complexidade, a duração e a realização de alterações frequentes na medicação, a ausência imediata de melhoria dos sintomas e os efeitos secundários que podem causar, representam um entrave nessa adesão ao tratamento.
Porém, quando falamos de adesão ao tratamento referimo-nos a um fenômeno amplo, que não se limita ao cumprimento exclusivo da medicação que é prescrita, mas que engloba também a adesão ao tratamento não farmacológico (e.g. ida às consultas, cumprimento das indicações dadas pelo clínico associadas ao tratamento, por exemplo, cumprir uma dieta, fazer exercício físico, evitar o consumo de álcool e drogas, etc..
Relativamente aos fatores associados ao próprio tratamento, os mais relevantes prendem-se com a duração e a complexidade do regime terapêutico. Com efeito, os doentes apresentam níveis de adesão superiores quando os tratamentos são simples de aplicar e as indicações fáceis de entender, quando não estão sujeitos a mudanças frequentes do regime terapêutico, quando estes são de curta duração e quando não obrigam a alterações significativas nas rotinas quotidianas. Considera-se que os efeitos secundários podem também contribuir igualmente para limitar o grau de adesão. Os principais efeitos secundários mais comumente relatados pelos doentes, estão associados ao ganho de peso, disfunção sexual e alterações no sono.
A prescrição em simultâneo de múltiplos medicamentos, assim como muitas doses diárias ou dosagens elevadas, podem igualmente contribuir para um menor comprometimento com o tratamento, bem como o tipo de fármaco e a forma como este deve ser administrado e manuseado, o desconforto que provoca (o tamanho do comprimido e o cheiro ou o sabor de um xarope, por exemplo) ou ainda devido a experiências negativas no passado com os mesmos fármacos ou similares.
Apesar de a literatura relatar sobretudo o descumprimento relacionado com a não aplicação das regras do regime terapêutico, também a excessiva utilização de medicação constitui um comportamento de má adesão, podendo resultar em maior toxicidade e provocar uma multiplicação de efeitos secundários; do mesmo modo, a auto-medicação, isto é, o consumo de medicamentos por iniciativa do doente sem lhe terem sido prescritos por um médico, constitui também um comportamento não aderente.
Sabe-se atualmente que os doentes portadores de doenças crónicas, como diabetes, hipertensão, tuberculose, HIV e perturbações mentais (nomeadamente psicoses), têm um risco maior em não aderirem ao tratamento.
Os resultados da não-adesão são, por isso, considerados a primeira causa na redução dos benefícios do tratamento provocando complicações médicas e psicossociais, que acabam por afetar a qualidade de vida dos doentes.
E devido à conjuntura atual pela qual o país atravessa, um dos fatores que tem interferido com a adesão ao tratamento das doenças crônicas, incluindo as doenças de foro psiquiátrico, relaciona-se com o fator econômico associado ao custo dos medicamentos.
Por exemplo, devido às dificuldades econômicas, muitas vezes os doentes são levados, no caso de tomarem medicação para várias doenças crônicas, a selecionarem o fármaco que consideram ser “prioritário”. Perante este cenário, a medicação que é considerada “prioritária” atua sobretudo nas doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Ora, existindo concomitantemente prescrição medicação psicofarmacológica, esta terapêutica corre o risco de ser suspensa, sendo vista, em alguns casos, como “não-prioritária” pelo doente.

Por Ana Cardoso (Psicopedagoga) 
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OBESIDADE E DIABETES. UMA RELAÇÃO ESTREITA

Entrevista a Pauline Fréour – Le Figaro Santé

Réginald Allouche exerce duas funções, o de médico-nutricionista e de engenheiro. Especialista em diabetes há trinta anos, ele acaba de publicar seu “Método anti-diabetes. Como limitar ou suspender os riscos” (Éditions Flammarion). Um método detalhado em 8 semanas, claro e didático, com cardápios e receitas no final, que ele apresentou ao Figaro.
Le Figaro – Por que escreveu este livro?
Dr. Réginald Allouche – Há 30 anos, tenho trabalhado com pacientes diabéticos e cansei de ver esta doença progredir. É preciso saber que antes de cair na categoria do diabetes do tipo 2, que está ligado a hábitos de vida ruins em termos de dieta e sedentarismo, o paciente passa por uma fase de pré-diabetes que dura de 5 a 15 anos, durante a qual ainda é possível inverter a tendência. Estudos têm demonstrado que ao perder de 5 a 7% de seu peso corporal e ao praticar 3 sessões de exercício físico semanais de 50 minutos cada, o risco de diabetes foi reduzido de 63%. Isto é muito significativo. Por outro lado, se não fizemos nada, um paciente em pré-diabetes tem 7 chances em 10 de desenvolver o diabetes do tipo 2.
Até que ponto os franceses são afetados pelo diabetes?
Atualmente, a França tem 3,5 milhões de diabéticos do tipo 2, mas avalia-se que eles serão 6 milhões em 2020. Isto representará 10% da populaçao. Os Estados-Unidos já representam 15% e alguns países do Oriente Médio, 20%! Trata-se de uma doença que é considerada fora de controle pela Organização Mundial da Saúde.
O pré-diabetes não tem sintomas. Alguns sinais servem de alerta sobre a necessidade de consultar?
O sobrepeso é um fator de risco importante, pois ele representa 80% dos diabéticos. Trata-se também de uma doença cuja frequência aumenta com a idade, especialmente após os 45 anos de idade. Finalmente, uma sonolência extrema após as refeições – algumas pessoas dormem! – a irritabilidade, uma fadiga crônica persistente, compulsões alimentares, devem levar a uma investigação.
Por que é importante reagir?
O pré-diabetes é reversível, o diabetes, não. Mas as complicações do diabetes são graves: é a primeira causa de cegueira na França e de amputações não traumáticas. O diabetes também é a causa de insuficiência renal e de neuropatias. Ele reduz a expectativa de vida, aumentando o risco de cânceres e de doenças neurodegenerativas.
No seu livro, o senhor alerta contra «os boatos em termos de dieta ». Quais são os erros mais comuns a serem evitados?
É preciso evitar dietas muito restritivas que impedem a prática de esporte. Por uma razão simples: em repouso, um quilo de músculo queima 30 calorias. Portanto, quanto mais sua massa muscular for importante, mais seu organismo queima calorias em repouso. Praticar exercício físico não ajuda a perder peso, mas evita engordar novamente. E isso é importante, pois ao perder peso, é preciso manter esse novo peso por um ano para que nosso cérebro o registre como seu «novo padrão ». Caso contrário, ele vai tentar compensar e os quilos voltarão.
E quanto à alimentação?
Os produtos da indústria agroalimentar são ricos em açúcares e sal para melhorar sua conservação e seu gosto. Não se trata de uma conspiração contra as indústrias, eles fazem isso para atender as expectativas dos clientes, que querem seus produtos aos melhores preços. Portanto, seria necessário conseguir comer mais produtos locais e frescos. Mas eu sei que não é fácil e, às vezes, caro. Mas ao olharmos a qualidade dos produtos, nos protegeremos melhor. Por exemplo, um queijo AOC garante que a vaca leiteira comeu capim e que seu leite contém menos ômegas-6, que consumimos em grande quantidade se comparado com os ômegas -3. O mesmo vale para a carne quando o animal se alimenta nos pastos.
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domingo, 29 de janeiro de 2017

CUIDAR DA ALIMENTAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA EVITAR O DIABETES GESTACIONAL

Quem tem diabetes sabe que o cuidado com a alimentação é fundamental para o controle da doença. E para as mulheres grávidas essa atenção deve ser redobrada. As alterações hormonais durante a gestação podem levar ao aumento de peso, o que pode ocasionar o surgimento do diabetes gestacional. O Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), do Governo do Ceará, faz um alerta sobre a importância de manter uma alimentação saudável e balanceada durante o período gestacional para evitar ou tratar o diabetes.
As alterações na produção de hormônios é natural para o desenvolvimento do bebê, mas o excesso no aumento de peso não. “Nas gestantes, as necessidades nutricionais estão aumentadas, mas isso não significa que elas terão que comer por dois. É preciso manter uma alimentação bem saudável com alimentos de alto valor nutricional e baixo valor calórico”, afirma Adriana Forti, endocrinologista e diretora do CIDH.
A futura mamãe da Valentina, Socorro Farias, de 36 anos, foi diagnosticada com diabetes gestacional no terceiro mês de gravidez. “Eu não estava sentindo nada anormal, nenhuma mudança, mas depois de uma consulta de rotina do pré-natal no posto de saúde, me disseram do aumento da glicose. Fiz novos exames e o diabetes foi confirmado”, diz. Hoje, com seis meses de gestação, ela é acompanhada pela equipe de profissionais do centro e mudou radicalmente a sua alimentação. “Quando soube fiquei muito preocupada, desde então sigo rigorosamente a dieta”, fala.
A dieta da gestante com diabetes não difere muito da adotada por uma gestante com as taxas glicêmicas desejáveis. Toda futura mamãe deve procurar um profissional capacitado. “Fazer dieta sem acompanhamento pode interferir ainda mais na saúde da mãe e do bebê”, enfatiza a endocrinologista. O planejamento alimentar adequado oferece para a criança nutrientes importantes para o seu desenvolvimento sem elevar a glicose no sangue da mãe. “Minha alimentação tem frutas e verduras. Não tomo mais refrigerante e nem como besteira entre as refeições.”, relata Socorro.
O cardápio para as gestantes com diabetes gestacional ou não deve ser composta por uma alimentação diversificada, mas sempre evitando alimentos ricos em açúcar e gordura. O indicado é comer pequenas porções, em intervalos semelhantes e fazer o equilíbrio entre os nutrientes como: proteínas, vitaminas, fibras, verduras, frutas e fontes de gorduras saudáveis. “Outra orientação importante é não pular as refeições. Isso faz com que seja mais difícil em tentação”, enfatiza a endocrinologista. Os alimentos ricos em carboidratos devem ser consumidos preferencialmente na forma integral, como arroz integral, pães integrais, cereais e em quantidades determinadas pelo nutricionista que acompanha a gravidez.
Atendimento às mães com diabetes gestacional
No CIDH, atendimento a mães com diabetes acontece às segundas, quartas e sextas-feiras, no período da manhã. As mulheres são acompanhadas por nutricionistas, enfermeiras e endocrinologistas. Com o tratamento é possível manter os valores glicêmicos da mãe e do bebê adequados. Em alguns casos, mesmo com uma dieta balanceada, pode acontecer das taxas glicêmicas não atingirem o esperado e com isso inicia-se o tratamento medicamentoso. O encaminhamento ao centro é feito através das unidades de saúde do Estado.
Em muitos casos, com o nascimento da criança, a doença some. Mas é importante que a nova mãe retorne ao médico. “Entre a 4ª e 12ª semana após o parto, a mãe deve realizar novo  teste de tolerância a glicose para saber se a diabetes permaneceu ou não”, aconselha Adriana.
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Artrite Reumatóide: Sintomas e diagnóstico da doença

Fonte de imagem: Providence Health & Services
Com causas ainda desconhecidas, a artrite reumatóide tem provavelmente origem multifatorial
A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica de natureza autoimune, com um potencial de danos irreversíveis nas articulações. Consequentemente, acaba por comprometer muito a qualidade de vida do paciente – que se vê progressivamente impedido de executar atividades que antes eram rotineiras, inclusive no âmbito profissional.
Com causas ainda desconhecidas, a artrite reumatóide tem provavelmente origem multifatorial – uma combinação de predisposição genética com fatores ambientais que acabam por resultar numa resposta autoimune do organismo contra os tecidos sinoviais (aqueles que cobrem tendões e articulações), evoluindo para a destruição da cartilagem e do osso subcondral. Um dos principais sintomas que diferenciam este tipo de artrite dos outros é a simetria.
Os sintomas iniciais geralmente estão relacionados com inchaço das articulações das mãos e punhos, num padrão simétrico e de distribuição proximal. O paciente costuma apresentar outras queixas importantes: dores generalizadas, cansaço, indisposição e rigidez matinal; inchaços e aumento de partes moles; nódulos reumatóides – localizados debaixo da pele, principalmente em áreas de apoio. Como estes sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, é fundamental que o paciente procure um médico reumatologista para conduzir ao diagnóstico e tratamento corretos.
As manifestações musculoesqueléticas são dominantes e muito precoces na artrite reumatóide. Depois de afetar mãos e punhos de modo simétrico, a doença pode evoluir para os pés e grandes articulações. Mais tarde, também pode atingir outras estruturas e sistemas, como pulmões, sistema cardiovascular, pele e olhos. O diagnóstico da artrite reumatóide é clínico, baseado na anamnese e exame físico, correlacionado com exames complementares laboratoriais e de imagens, como radiografias convencionais, ecografia e ressonância magnética.
As radiografias permitem avaliar as deformidades e o grau de comprometimento articular. A ecografia é um método útil na deteção precoce e na monitorização de sinais indiretos de atividade inflamatória, como derrame articular e proliferação sinovial. Trata-se de um exame de menor custo se comparado com a ressonância magnética, sem contraindicações para pacientes com implantes metálicos ou com claustrofobia. A ressonância magnética, por sua vez, é um método de maior sensibilidade para detetar as alterações da artrite reumatóide na sua fase inicial, já que permite uma melhor avaliação das alterações estruturais de partes moles, ossos e cartilagens, além de erosões subcondrais, quistos, edema ósseo periarticular e derrame articular.
Neste contexto, o equipamento de ressonância magnética das extremidades torna-se uma opção relevante na avaliação das pequenas articulações que costumam ser comprometidas pela artrite reumatóide. O exame é realizado com maior conforto numa cadeira reclinável, inserindo-se apenas a área anatómica de interesse no equipamento. Além de simplificar e agilizar o exame, o paciente sente-se mais tranquilo ao saber que não precisará de ficar deitado num espaço restrito – o que é particularmente importante em casos de claustrofobia.
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sábado, 28 de janeiro de 2017

GLIBENCLAMIDA E METFORMINA SÃO SEMELHANTES NO CONTROLE DA GLICOSE DURANTE A DIABETES GESTACIONAL

Para pacientes com diabetes mellitus gestacional (DMG), Glibenclamida e Metformina são comparáveis em termos de controle de glicose e de segurança, de acordo com um estudo publicado na Diabetes Care.
Zohar Nachum, MD, do Emek Medical Center em Afula, Israel, e colegas, randomizaram pacientes com o DMG com gestação de 13 a 33 semanas cujas glicemias eram mal controladas pela dieta para receber glibenclamida ou metformina (53 e 51 pacientes, respectivamente). Uma outra droga seria adicionada se o controle glicêmico ideal não fosse alcançado. Se os efeitos adversos ocorressem, a droga seria substituída. Seria adicionado a insulina se ambos os tratamentos falhassem.
Os pesquisadores descobriram que Glibenclamida foi incompatível em 18 pacientes devido a efeitos adversos e falta de controle glicêmico (6 e 12 pacientes, respectivamente). Metformina falhou em outros 15 pacientes devido a efeitos adversos e falta de controle glicêmico (1 e 14 pacientes, respectivamente).
O grupo de metformina teve maior sucesso do tratamento após terapia de segunda linha em comparação com o grupo de Glibenclamida (87% vs 50%, respectivamente). Nos grupos de glibenclamida e metformina, 17% e 4% dos pacientes, respectivamente, foram eventualmente tratados com insulina. A necessidade de insulina foi reduzida de 32% para 11% dos pacientes após a combinação das drogas. A média diária de glicose no sangue, macrosomia, hipoglicemia neonatal e desequilíbrio eletrolítico foram comparáveis entre os grupos.
“Sua combinação demonstra uma taxa de eficácia elevada com uma significativamente menor necessidade de insulina, com uma possível vantagem para metformina sobre Glibenclamida como terapia de primeira linha”, observam os autores.

REFERÊNCIA

  1. Nachum Z, Zafran N, Salim R, et al Glyburide vs Metformina e sua combinação para o tratamento de diabetes mellitus gestacional: A estudo randomizado controlado. Diabetes Care. 2017. doi:10.2337 / dc16-2307

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Dez dicas para prevenir a Infeção Urinária

Fonte de imagem: NetDoctor

Doença afeta sobretudo as mulheres, mas pode ser prevenida.
Quando a vontade de fazer xixi é intensa, vem acompanhada de dor e a urina tem um pouco de sangue, é momento de ficar alerta. Estes são os principais sintomas da infeção urinária, doença que atinge sobretudo as mulheres.
A infeção urinária ou Infeção do Trato Urinário (ITU) são os nomes mais comuns da cistite, que se dá em qualquer órgão do trato urinário (uretra, bexiga, rins, ureteres), mas é comum no baixo trato, bexiga e uretra.
Com a proximidade do verão, a estação mais quente do ano, a ocorrência de infeções urinárias aumenta e, de acordo com a ginecologista Licia Costa, as mulheres são as mais suscetíveis, por conta de alguns fatores. Entre eles, a própria anatomia do corpo feminino, que possui a uretra mais curta, e a proximidade entre a vagina e o ânus. “Isto acontece porque a uretra feminina, por onde sai o xixi, mede cerca de 5 cm. Nos homens, a uretra chega a 22 cm. Ou seja: as bactérias que provocam a infeção percorrem, nas mulheres, um caminho bem mais curto até chegar à bexiga”, explica a especialista.
Se estiver grávida, o alerta deve ser redobrado. A infeção urinária pode ser silenciosa e muito comum neste período, por causa das alterações funcionais e anatómicas dos rins e das vias urinárias. Portanto, o pré-natal deve ser feito corretamente, para que o médico possa sinalizar qualquer coisa errada que esteja a ocorrer durante a gravidez e, assim, proteger a saúde do bebé e da mãe.
Como prevenir?
1. Para evitar a infeção urinária é preciso realizar higiene adequada, especialmente, antes e após a relação sexual;
2. Ao higienizar a região íntima feminina, fazê-lo sempre no sentido da frente para trás;
3. Ingerir bastante água evitando bebidas alcoólicas durante todo o dia;
4. Evitar reter a urina;
5. Evitar relações sexuais desprotegidas;
6. Tomar banho com água corrente, temperatura não elevada e pouco sabonete;
7. Evitar as roupas muito justas e as de fibras sintéticas;
8. Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos;
9. Trocar frequentemente os tampões e os pensos higiénicos durante o período menstrual;
10. Evitar alterações radicais na dieta.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

VOCÊ SABE QUANTO AÇÚCAR CONSOME? CONFIRA, EM FOTOS


Pode não parecer, mas o açúcar está presente em vários tipos de alimentos. Pense em uma embalagem de 200 mililitros de molho de tomate, por exemplo. Você sabia que esse produto pode ter até 4 cubos de açúcar entre seus ingredientes? Pesquisas científicas já demonstraram que o consumo excessivo de açúcar pode predispor a uma série de problemas, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Para ajudar  a conscientizar a população sobre o tema, o fotógrafo Antonio Rodríguez Estrada criou o projeto sinazúcar.org. “Uma das causas da atual epidemia de obesidade é o abuso de produtos industrializados na alimentação diária”, afirmou Estrada ao periódico espanhol El País.
A série de imagens, que pode ser conferida na galeria a seguir, mostra alguns produtos com as suas respectivas quantidades de açúcar.
Uma lata de Fanta tem 28g de açúcaruma lata de Fanta tem 28 g de açúcar

250 ml de molho para a salada tem 24 g de açúcarMolho para salada 250 g

Iogurte Nestlé para bebês tem 9 g de açúcarIorgute Nestlé para bebês tem 9 g de açúcar


Uma garrafa de 500 ml de Coca-Cola tem 53 g de açúcarUma garrafa de 500 ml de Coca - Cola tem 53g de açúcar.

Um picolé Magnum tem 23g de açúcarUm Picolé Magnum Kibon tem 23 g de açúcar

Papinha Nestlé35 g de Papinha Nestlé  tem 9,2 de açúcar
Versão light do Activia, da Danone, possui 16 g de açúcarUm Iorgute Activia  versão Ligth tem  16 g de açúcar

Café Mocca com cobertura de chocolate do Starbucks tem 80 g de açúcarCafé Mocca Starbucks com cobertura de chocolate tem 80 g de açúcar

Uma lata do energético Monster (553ml) tem 60 g de açúcarUma lata de Energético Monster (553ml) tem 60 g de açúcar

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Pacientes com Parkinson têm melhoras significativas com projeto da Unesc / Criciúma - SC

Valdemiro deixou a cadeira de rodas por conta dos exercícios

19 JAN 2017 - Aos 66 anos Valdemiro Henrique foi diagnosticado com o mal de Parkinson, uma doença degenerativa que atinge cerca de 4 milhões de pessoas no mundo. Há alguns meses, ele teve uma complicação e acabou indo parar em uma cadeira de rodas. Mas o que Valdemiro não esperava é que a Unesc poderia ajudar. Hoje ele já consegue andar sozinho, sem nem precisar de muletas, e se sente melhor a cada dia de tratamento.

A melhora se deu por conta dos exercícios físicos desenvolvidos pelo projeto de pesquisa da mestranda do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), Hérica Salvaro. Para Valdemiro, que já havia feito diversos outros tratamentos, a melhora foi uma grande surpresa. “Esse foi o único tratamento que deu certo pra mim. Os exercícios me ajudaram a voltar a andar, minhas pernas têm mais força agora, cada dia é uma evolução diferente”, comentou.

Além dos exercícios, Valdemiro também criou um grande vínculo com equipe do projeto e com os seus colegas de tratamento. “Eles atendem a gente muito bem aqui na Unesc. O carinho é o melhor remédio para nós. Sinto falta quando não é o dia de encontro do grupo, somos todos grandes amigos”, ressaltou.

Entenda o Parkinson
Segundo Hérica Salvaro, a principal característica da doença é a degeneração dos neurônios dopaminérgicos. “Esses neurônios são responsáveis principalmente pelo nosso movimento. Por isso que as pessoas com a doença apresentam tremor, dificuldade para caminhar, postura afetada, entre outros sintomas”, contou a mestranda.

Hérica afirmou ainda que diversos estudos apontam o exercício físico como ferramenta para reduzir a degeneração desses neurônios específicos, o que serviu como ponto de partida para o desenvolvimento da pesquisa na Unesc. “Com a prática eles sentem melhora na caminhada, na postura, diminuição do tremor, diminuição do risco de quedas, melhora do equilíbrio e de outros sintomas”, ressaltou. 

Pesquisa é a chave para o tratamento
O tratamento é todo baseado em estudos, ele inclui exercícios de aquecimento, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e coordenação, exercícios respiratórios além de exercícios de reabilitação vestibular. As atividades são realizadas três vezes por semana, durante 50 minutos aproximadamente, sempre no período matutino.

Para Hérica, melhorar a vida das pessoas por meio da pesquisa é uma grande conquista. “Quando se trabalha com pesquisa, temos que ter dedicação exclusiva, dias de estudos, de testes, experimentos, temos que ter uma entrega total, porém quando teremos os resultados em mãos e quando olhamos os pacientes felizes e cada vez melhores, com certeza tudo isso vai ter valido a pena. É gratificante saber que não serão só essas pessoas beneficiadas e sim as pessoas com Parkinson do mundo inteiro”, contou a mestranda. 

A vida do Ademar também mudou
Outro participante do projeto que sentiu uma evolução grande foi o Ademar Pacheco. Hoje ele sente uma segurança muito maior para caminhar, segurar objetos e diversos outros movimentos diários. “Desde que adotei o exercício a minha vida mudou. O Parkinson muitas vezes trava os meus movimentos, mas quando me sinto assim em casa já faço alguns exercícios orientados pela equipe e me sinto melhor”, comentou.

Ademar também ressaltou a grande família que ganhou com o projeto. “Além de sentir a minha melhora, ver os meus amigos evoluindo diariamente, junto comigo, também traz uma felicidade muito grande. Nós nos unimos muito e isso dá força para todos nós”, afirmou. 

O projeto

O projeto, intitulado “Efeitos do Exercício Físico sobre a Resposta Inflamatória Sistêmica, Parâmetros de Estresse Oxidativo Plasmático e Sistema Vestibular em Pacientes com Doença de Parkinson”, tem orientação do professor Ricardo Pinho e ocorre no Lafibe (Laboratório de Fisiologia e Bioquímica do Exercício) da Unesc. Para mais informações entre em contato pelo telefone 3431-2532.

“Durante anos o meu grupo vem estudando em animais os efeitos do exercício sobre diversos mecanismos celulares na doença de Parkinson. Foi com base nisso que estamos promovendo uma translação daquilo que encontramos neste estudos, aplicando agora em humanos, com o objetivo central em reduzir a progressão da doença e melhorar a condição de vida desses pacientes”, comentou Pinho.

Fonte: EngePlus.

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abs
Carla
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Parkinson começa no Coração, não no Cérebro

Biocruces numa investigação revela que os pacientes sofrem de arritmias anos antes de começar tremores e rigidez

18 enero 2017 - Parkinson não é um problema exclusivo do cérebro. Ele afeta todo o corpo e é muitas vezes anunciado como sintomas aparentemente não relacionados sistema nervoso central tais como arritmias cardíacas e outras complicações cardíacas. Uma equipe do Instituto de Pesquisa em Saúde Biocruces assina esta conclusão, que é chamada por mudar a abordagem à doença e cujos detalhes serão anunciados hoje em uma nova sessão de reuniões com Salud de El Correo, através de seus autores, especialistas Juan Carlos Esteban Gómez, coordenadora de Doenças Neurodegenerativas Biocruces e pesquisadora Beatriz Merino Tijero.

"Vimos que certos problemas de saúde são o anúncio do início precoce da doença. Muitos anos antes de começar a tremores, os pacientes têm arritmias, problemas com constipação e perda do sentido do gosto que alertam para o que vai acontecer", diz o especialista pesquisador do Cruces Hospital Center. "Na década seguinte -adianta- é muito possível que já teremos vacinas capazes de parar a progressão da doença. Se formos capazes de detectar e controlar os sintomas antes de iniciar o dano cerebral será dado um passo de gigante contra a doença de Parkinson. "

A constatação de que Biocruces rubrica em colaboração com um centro de Nova York é o resultado da tese de doutoramento de Beatriz Tijero. Seu trabalho foi baseado em evidências: 80% das pessoas afetadas, aproximadamente, são incapazes de aumentar a sua frequência cardíaca acima de 80 ou, no máximo, 90 batimentos por minuto. Por muito exercício que você faça, suba escadas, e não sobe destes batimentos. Por que isso?

Gomez e Tijero encontraram a resposta para esta pergunta. A doença, dizem eles, é causada pela acumulação excessiva de uma proteína, sinucleína, que destrói os neurônios. Este fenômeno ocorre não apenas nos neurônios do cérebro, mas também nas chamadas periféricas", que estão no coração e causam arritmias; no cólon, e assim prisão de ventre; e nível urogenital; e, por esse motivo, existem problemas de urina." A análise de um grupo de doentes que pertencem à mesma família de genes com Parkinson levou-os a provar que a doença afetou todos, 100%, iniciado com uma arritmia cardíaca. Ou seja, nem toda arritmia finaliza em Parkinson, mas a doença de acordo com o conhecido agora- sempre estréia com uma falha na regularidade dos batimentos cardíacos.

Neurônios no jogo

Exames de medicina nuclear revelaram que os corações dos pacientes, em comparação com pessoas saudáveis, eram frios, "desprovidos" dos nervos necessários para o músculo cardíaco se contrair. O achado da Biocruces coincide com o desenvolvimento de uma vacina para conter o alastramento da doença e que, até agora, tem dado bons resultados em animais, e também o primeiro grupo de voluntários saudáveis. Resta ver se ela funciona em pessoas afetadas. "É possível retardar a progressão da doença nos próximos dez anos. A cura não sei, mas pará-la quando se trata apenas ainda de uma arritmia ".

A condição tem sido tradicionalmente caracterizada por três itens associados aos sintomas de mobilidade dos doentes que são tremor, rigidez muscular e lentidão. Pesquisadores bascos argumentam que este paradigma já não é suficiente. "Se tivéssemos de esperar que estes indicadores se manifestem, teremos metade perdida dos neurônios dopaminérgicos na área", alertam os especialistas. Original em espanhol, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: El Correo.

P.S.: Concluo após inúmeras leituras, (vide palavras chave alfa sinucleína e hipotensão) que o acúmulo, ou a aderência da alfa sinucleína às paredes do coração, também seria responsável pela hipotensão arterial, que acometem a muitos de nós.