Será Natal???

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua
atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você. Há uma correria generalizada...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Que familiares e pessoas que  se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação se reconciliem.
Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!
E os sóbrios comentam: É louco!
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
Natal é fraternidade...
Mas o Natal também é união...
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...
E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...
Gratidão!!!
abs.fraternos
Carla




terça-feira, 30 de março de 2010


Um famoso palestrante começou um Seminário segurando uma nota de 20 dólares.
Numa sala, com 200 pessoas, ele perguntou:Quem quer esta nota de 20 dólares?
"Mãos começaram a se erguer.Ele disse - Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto!
Então ele amassou a nota.
E perguntou, outra vez
- Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuaram erguidas.
Bom - ele disse - e se eu fizer isto?
E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e esfregá-la.
Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou:
E agora? Quem ainda quer esta nota?
Todas as mãos permaneceram erguidas.
Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição
Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor.
Ela ainda valerá 20 dólares.
Essa situação também se dá conosco.
Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos.
E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância.
Porém, creiam, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos o nosso valor ante o Universo.
Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos.
A nossa valia. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou sabemos, mas pelo que SOMOS!
Somos especiais.
VOCÊ é especial. Muito especial. Jamais se esqueça disso!
abraços,
Carla

segunda-feira, 29 de março de 2010


ONDE ESTÃO NOSSOS DEFEITOS?

"Os homens caminham pela face da Terra em uma fila indiana, onde cada um carrega uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades e, na de trás, guardamos todos os nossos defeitos. Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito.





Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, em todos os defeitos que ele possui. E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito."




David Braga

sexta-feira, 26 de março de 2010

Lupus -Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação



O que é Lupus?

O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica que provoca alterações no sistema imunológico, que é responsável por proteger nosso corpo de agentes estranhos.
Em uma pessoa que tem Lupus, os anticorpos reconhecem o tecido conjuntivo do corpo como invasor e atacam as células normais, afetando a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o Lupus como uma doença auto-imune.
Entretanto, o Lupus não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna. A maioria dos casos ocorre esporadicamente, indicando que fatores genéticos e ambientais têm um papel importante na doença. Sua incidência é maior em mulheres em idade reprodutiva.
A doença não aparece da mesma forma em todos os pacientes, pelo contrário, varia de casos simples que exigem intervenções médicas mínimas, a casos mais graves nos quais ocorrem danos a órgãos vitais. As principais complicações são as deformidades articulares, insuficiência renal e problemas vasculares periféricos e neurológicos. A doença é caracterizada por períodos de atividade, intercalados por períodos de remissão que podem durar semanas, meses ou anos. Alguns pacientes nunca desenvolvem complicações graves.

Quais os sintomas do Lúpus?

A doença causa alterações na pele, que se torna mais sensível ao sol e à luz. Em conseqüência disso, poderão ocorrer lesões nas áreas expostas aos raios ultravioletas, bem como vermelhidão no nariz e na face, formando uma mancha que se assemelha às asas de borboleta. É comum o aparecimento de úlceras na boca e nariz. Algumas pessoas podem sentir fadiga, ter queda de cabelo e perda de peso.
Outros sintomas são:
artrite (inflamação das juntas periféricas, com dor, inchaço ou fluído)
serosite (inflamação dos revestimentos do pulmão e do coração)
alterações renais (presença de proteínas e sedimentos na urina)
alterações neurológicas (anormalidades sem explicações - psicose ou depressão)

Qual a relação entre Lupus e doença renal?

Estima-se que cerca de um terço dos pacientes com Lúpus desenvolvam Nefrite Lúpica, ou seja, doença dos rins ocasionada pelo Lúpus.
A doença causa a perda de proteína na urina, o que pode levar à retenção de fluidos. O resultado é inchaços nas pernas, tornozelos e dedos. Esse é freqüentemente o primeiro sintoma da nefrite lúpica notado pelo paciente.
Existem ainda outros problemas renais causados pelo Lúpus. Por exemplo, infecções no trato urinário com sensação de ardor ao urinar são muitos comuns nos pacientes com lúpus e requerem um tratamento à base de antibióticos. Da mesma forma, medicamentos usados no tratamento do lúpus podem causar diminuição da função renal ou retenção de fluidos. Esses problemas normalmente desaparecem quando a medicação é descontinuada.

Existe tratamento para Lupus?

Não há cura para o Lupus, mas existe o tratamento que, quando acompanhado corretamente, permite que as pessoas que sofrem da doença vivam bem. Esse tratamento engloba, além dos medicamentos, alguns cuidados importantes:
O paciente com fotossensibilidade ou manchas deve evitar a exposição ao sol, fazendo sempre o uso de filtros solares.
O uso de corticosteróides provoca retenção de água no organismo, provocando inchaços. Nesse caso, deve-se diminuir o sal na dieta normal.
Sulfas, anticoncepcionais orais e penicilinas podem disparar a doença e devem ser evitados.
O álcool e o fumo são prejudiciais a qualquer pessoa, mas no caso de Lupus deve-se principalmente evitar a interação do álcool com sedativos e antialérgicos, e do fumo no caso de acometimento pulmonar.
As articulações têm estruturas que devem ser bem cuidadas. Quando inflamadas, precisam de períodos de repouso intercalados com os de atividade. Esse cuidado irá evitar o aparecimento de lesões. É importante também, estar atento à postura e posições de trabalho e lazer.
A prática de exercícios regulares pode ajudar a prevenir fraqueza muscular e fadiga.
Os medicamentos mais comuns para o tratamento da doença são os corticosteróides, antiinflamatórios não esteróides e os antimaláricos imunossupressores.

Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR

Primeiro pâncreas artificial totalmente computadorizado melhora o tratamento e evita o risco de hipoglicemia durante o sono. 

 

 

O diabetes tipo 1 aparece sem avisar. Não existe causa ou explicação. O pâncreas deixa de produzir insulina, e sem ela não temos energia. Quem se depara com o diagnóstico da doença precisa seguir uma dura rotina: medir constantemente o nível de açúcar no sangue e injetar insulina diversas vezes ao dia.

Para facilitar a vida de quem deve passar por isso pelo resto da vida, cientistas da Universidade de Cambridge (Reino Unido), em parceria com a Fundação Internacional de Pesquisa de Diabetes Juvenil, conseguiram montar um sistema capaz de imitar as funções do órgão humano debilitado. O objetivo do primeiro pâncreas artificial totalmente computadorizado é melhorar o tratamento e evitar o risco de hipoglicemia durante o sono.

O novo método de aplicação tem três componentes acoplados: um monitor de nível glicêmico contínuo, uma bomba de insulina e um programa de computador que faz o cálculo necessário para as aplicações

– As bombas já são bem conhecidas e estima-se que há 300 mil usuários no mundo. O medidor é uma tecnologia mais recente, usado por cerca de 10 mil pessoas. O foco da pesquisa é desenvolver um programa para calcular a dosagem certa e criar dispositivos integrados para facilitar a vida dos pacientes – afirma um dos autores, Roman Hovorka.

Manter o nível de açúcar no sangue durante uma noite de sono é uma das dificuldades para diabéticos do tipo 1, especialmente crianças. A glicose pode cair sem que o diabético perceba, podendo provocar algum ataque ou até levar ao coma.

– Quando dormimos ficamos de oito a 12 horas sem comer, então o risco de hipoglicemia aumenta. Geralmente, recomendamos ao paciente tomar uma atitude preventiva, comer um carboidrato antes de dormir. O pâncreas artificial não é uma novidade ou necessidade, mas pode facilitar o tratamento – opina Reginaldo Albuquerque, endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O estudo de Cambridge conseguiu comprovar que o sistema automático é mais eficaz do que o tratamento convencional para ajudar a manter o controle durante a noite. A forma como o pâncreas artificial vai ser usado ainda deve ser definida pelos cientistas. Os testes clínicos ainda estão na fase inicial.

COMO FUNCIONA
1 - Sensor de glicose
Um monitor permanente é colocado no abdômen para medir o nível de glicose no sangue.
2 - Algoritmo
As informações são transmitidas por um programa de computador para comandar a necessidade e a quantidade da dose de insulina.
3 - Bomba de insulina
O dispositivo faz a aplicação na pele do paciente.
 
fonte:www.jujubadiabetes.blogpot.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diabetes - Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação


O que é diabetes?

Diabetes Mellitus, simplesmente chamada diabetes, é uma doença causada por quantidades insuficientes de insulina no organismo ou pela incapacidade do organismo em utilizar quantidades normais de insulina. Este desequilíbrio na utilização da insulina causa aumento de açúcar no sangue e, eventualmente, várias alterações podem ocorrer em diversas partes do organismo.


Existem tipos diferentes de diabetes?

Sim, há vários tipos de diabetes, os mais comuns são: tipo 1 e tipo 2.
diabetes tipo 1 ocorre principalmente em pessoas jovens e era também conhecido como diabetes "juvenil". Este tipo de diabetes é causado pela incapacidade do pâncreas em produzir quantidades suficientes de insulina. Na diabetes tipo 1, o paciente depende de injeções diárias de insulina.
Diabetes tipo 2 desenvolve-se em pessoas habitualmente com mais de 40 anos e era também conhecida como diabetes "adulto". Neste caso, quantidades quase normais de insulina são produzidas pelo pâncreas, mas o organismo é incapaz de ter uma resposta de utilização normal. O aumento do açúcar no sangue pode ser habitualmente controlado com uma dieta apropriada e/ou através de medicações por via oral.


Como a diabetes ataca os rins?

Como conseqüência da diabetes, os pequenos vasos sanguíneos do organismo são lesados e o rim assim como os outros órgãos incluindo os olhos, pele, nervos, músculos, intestinos e o coração, também são afetados. O rim torna-se incapaz de filtrar o sangue adequadamente quando os seus vasos sanguíneos são lesados. Neste caso a eliminação de um excesso de sal e água do organismo torna-se mais difícil e substâncias tóxicas acumulam-se no sangue. A insuficiência dos rins que resulta da diabetes é chamada "nefropatia" diabética. Quando os nervos do organismo são lesados pela diabetes (denominado neuropatia), pode ocorrer uma dificuldade no esvaziamento da bexiga. A urina pode ficar retida na bexiga e a pressão elevada no interior da bexiga pode transmitir-se para cima atingindo os rins e levando a uma hipertensão renal. Além disso, se a urina permanece muito tempo na bexiga pode ocorrer uma infecção urinária, devido ao crescimento rápido de bactérias facilitado pela alta concentração de açúcar na urina.


Podem ocorrer outras complicações no diabético?

Pacientes com diabetes podem desenvolver pressão alta (hipertensão). Pode ocorrer um desenvolvimento mais rápido, no endurecimento das artérias (arterioclerose) e isto pode afetar o coração. Os olhos podem ser afetados, (chama-se retinopatia) e eventualmente pode ocorrer cegueira.


Que outras coisas podem afetar o paciente com diabetes?

Os pacientes diabéticos são muito suscetíveis aos efeitos adversos de certas medicações utilizadas para combater a dor. Quando estas medicações são ingeridas por um paciente diabético, uma complicação destas medicações pode ser a perda rápida da função do rim. Como exemplo, podemos citar os medicamentos analgésicos e antiinflamatórios que contenham Ibupofreno. Estes medicamentos podem ser perigosos para o paciente diabético. Todo o paciente diabético deve consultar seu médico antes de tomar qualquer medicação.


Quais as chances de um paciente diabético desenvolver doença renal?

Aproximadamente 50% do tipo 1 (juvenil) e 10% do tipo 2 (início adulto) desenvolverão eventualmente uma enfermidade progressiva dos rins, que causará uma insuficiência permanente dos rins.


Quais são os sinais iniciais de doença renal em diabéticos?

O sinal mais precoce de enfermidade renal diabética é o aparecimento de microalbuminúria (pequenas quantidades de albumina na urina, habitualmente não detectadas por exames simples de urina). A presença de microalbuminúria é preditora do desenvolvimento posterior de proteinúria (presença de proteínas na urina) e insuficiência renal.
Um sinal precoce de enfermidade renal diabética é a presença de proteína na urina e isto habitualmente ocorre após dez anos ou mais de diabetes tipo 1 e mais tarde ainda em pacientes diabéticos tipo 2. À medida que a quantidade de proteína na urina aumenta, ocorre uma diminuição da quantidade de proteína no sangue. Em razão disso, a diminuição da proteína no sangue resulta numa retenção de líquido a qual causa edema das pernas e um aumento das micções à noite. Pressão arterial elevada pode ocorrer ou piorar à medida que a doença progride. Todo paciente diabético deve verificar regularmente, através de seu médico, a sua pressão arterial e fazer exames de sangue e urina. Esta conduta levará a um melhor controle da doença e ao tratamento mais precoce da pressão arterial elevada presente.


Quais são os sinais tardios de doença renal em diabéticos?

À medida que a função do rim diminui (indicada nos exames de sangue, por um aumento da uréia e creatinina), vários sintomas não-específicos podem aparecer. Estes sintomas podem ser: náuseas, vômitos, perda do apetite, fadiga fácil, prurido, câimbras musculares e anemia. A necessidade de insulina pode, na verdade, diminuir quando a insuficiência dos rins já é avançada. Se qualquer destes sintomas citados ocorrer, o paciente deve consultar seu médico.


Quais são os sinais precoces e tardios de doenças renais no diabético?

Sinais precoces e tardios de doenças renais no diabético:
Proteína na urina (microalbuminúria);
Pressão alta;
Edema e cãimbras nas pernas;
Micções noturnas;
Exames de sangue anormais (elevação da uréia, creatinina);
Diminuição da necessidade de insulina ou medicamentos para controlar o diabetes;
Enjôo pela manhã, náuseas e vômitos;
Fraqueza, palidez e anemia;
Coceira.


O que pode ser feito para se prevenir a lesão do rim pelo diabético?

Não há dúvida que um controle adequado do diabetes (controle da glicemia), resulta numa redução das chances de se desenvolver uma doença renal mais grave. É extremamente importante controlar-se a pressão alta já que, a hipertensão agrava qualquer lesão renal causada por diabetes. Recomenda-se um período de sono adequado, seguir-se uma dieta adequada, evitar cigarros e álcool e fazer-se exercícios adequadamente. Estes são hábitos de vida saudáveis que beneficiarão o paciente diabético. O paciente deve ter seu médico. É também importante lembrar que muitos pacientes com diabetes não desenvolvem doença dos rins. Isto significa que ter diabetes não indica necessariamente que os rins irão tornar-se insuficientes. Há evidências recentes de que há um fator genético importante que predispõe ao aparecimento de doença renal no diabético.
Além do controle rígido da glicemia, sabe-se mais recentemente que uma dieta com menor quantidade de proteína reduz o ritmo de deterioração da função renal. Além do mais, modernas drogas anti-hipertensivas como os inibidores da enzima conversora (exemplo: Captopril), tem o mesmo efeito benéfico da dieta hipoproteica.


Se a diabetes afetou os rins o que pode ser feito?

Toda vez que o paciente diabético apresentar os sintomas e sinais de doença renal descritos acima, ou se desejar saber se já possui lesão renal, deverá procurar seu médico. Através de exames de urina e de sangue, o médico poderá dizer se os rins estão funcionando adequadamente e prescrever o melhor tratamento para seu paciente.


O que acontece se um paciente já possui a diminuição da função do rim?

O primeiro passo é verificar se realmente a diabetes é a causa do problema renal. Caso a hipótese seja comprovada, será necessário controlar adequadamente a pressão arterial, tratar as infecções urinárias, corrigir qualquer disfunção da bexiga ou obstrução do trato urinário e evitar medicamentos que possam lesar os rins. Esses cuidados vão ajudar os rins a trabalhar melhor e funcionar mais tempo.


Como se pode retardar a progressão da doença renal?

O especialista de doenças do rim (nefrologista), junto com o paciente e a família, planejará um tratamento individualizado. De maneira geral, o controle da pressão arterial, com medicação e uma dieta especial, parece prolongar o tempo de função do rim e retardar a progressão da insuficiência renal.


O que é insuficiência renal terminal da diabetes?

Isto se refere ao período no qual os rins são incapazes de manter um indivíduo em bom estado de saúde e diálise e/ou transplante são necessários. Este período geralmente ocorre quando a função remanescente no rim é inferior a 10%. De uma maneira geral, o tempo médio entre o início da lesão renal pelo diabético e o aparecimento de insuficiência renal terminal varia entre 5 a 7 anos.


Como se trata a insuficiência renal terminal em pacientes diabéticos?

Há três tipos de tratamento que podem ser utilizados quando os rins falham: transplante renal, hemodiálise e diálise peritoneal. O tipo de tratamento escolhido será determinado pelo estado de saúde do paciente, condição médica e o impacto que o método causaria no estilo de vida e preferência pessoal do paciente. Os resultados a longo prazo de cada tipo de tratamento também são levados em consideração no planejamento. As decisões com relação ao tipo de tratamento são individualizadas, não são exclusivas. Vários pacientes já foram submetidos a cada uma destas três formas de tratamento em épocas diferentes de suas vidas. O que pode ser o melhor tratamento para um paciente numa época, pode não ser o melhor para outro ou para o mesmo paciente numa outra época.


Pode um paciente com diabetes receber um transplante renal?

Sim, o rim transplantado pode vir de um parente (transplante renal com um doador vivo parente), ou de uma pessoa que faleceu (transplante de cadáver). Após o transplante a quantidade de insulina necessária para o controle da glicemia habitualmente aumenta, devido a um melhor apetite, maior ingestão de alimentos, maior degradação da insulina pelo rim além do uso dos medicamentos, particularmente a cortisona, utilizada na prevenção da rejeição do novo rim.


Qual é o papel da dieta baixa em proteínas no tratamento da lesão renal?

Pesquisas recentes indicam que uma dieta alta em proteína pode causar danos aos rins. Tem-se sugerido que a diminuição da proteína na dieta pode reduzir a progressão da insuficiência renal causada por várias enfermidades, incluindo a diabetes. Recomenda-se que o paciente discuta estes aspectos com seu médico e qualquer modificação na dieta, pode ser feito com o auxílio da nutricionista. Os pacientes não devem iniciar uma dieta baixa em proteínas sem supervisão, porque isto poderá resultar em desnutrição.


Qual é o futuro de pacientes com diabetes?

Há realmente um grande esforço na investigação dos mecanismos do diabético. Espera-se que a terapêutica baseie-se mais na prevenção do que no tratamento suportivo no futuro. Entretanto, o cuidado clínico do diabético melhorou muito com o advento da monitorização da glicemia através de aparelhos tipo glicosímetro, melhor reconhecimento do papel da pressão alta na progressão da nefropatia diabética e novas informações sobre o efeito da dieta na preservação da função renal. Quando a diabetes causar uma insuficiência renal grave, o diabético pode ter sucessos com diálise ou transplante renal, e o sucesso é igual a de um paciente com insuficiência renal não-diabético . Finalmente os transplantes de pâncreas que então curam a diabetes estão aumentando em número e sucesso. Recentemente, um grupo de pesquisadores de Edmonton (Canadá) relatou 100% de sucesso em 7 pacientes com o transplante de ilhotas de pâncreas (as células que produzem insulina).

Portanto, o futuro é realmente promissor com relação às novas descobertas dos mecanismos e manejo do diabetes.


Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR




Fonte: http://www.pro-renal.org.br/renal_02.php


FIQUEM ATENTOS AO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO
abs, Carla

quarta-feira, 24 de março de 2010

Doença Renal Policística -Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação




O que é doença renal policística?

É uma enfermidade que acaba substituindo o tecido normal dos rins, por cistos cheios de líquido. O crescimento progressivo destes inúmeros cistos, eventualmente desloca o tecido normal do rim, causando dano renal. Este dano acaba determinando uma insuficiência dos rins, fazendo com que haja um acúmulo de toxinas no organismo.
Existem duas formas principais da doença. A forma mais comum é uma doença hereditária que afeta metade dos filhos de pais que tiveram a doença. A doença policística do adulto, habitualmente, aparece entre 30 e 50 anos de idade. A outra forma principal, doença policística da infância, afeta recém-natos e crianças jovens. Esta forma é também hereditária, mas é muito menos comum.
A doença renal policística do adulto afeta ou compromete muitos órgãos no organismo, não apenas os rins. Os cistos que se formam nos rins são dilatações cheias de líquidos, originárias das estruturas normais dos rins chamados túbulos renais. Os cistos também podem se formar no fígado, pâncreas e outros órgãos. Estas dilatações, também chamadas de divertículos, se formam no intestino grosso. As válvulas do coração também podem estar alteradas causando um sopro cardíaco. Estas dilatações nos vasos sangüíneos do cérebro são chamadas de aneurismas.

Quem é afetado pela doença policística do adulto?

A doença é encontrada em todas as partes do mundo e em todas as raças humanas. Tanto o homem como a mulher podem adquirir a doença.
A forma autossômica dominante, que ocorre nos adultos, tem uma prevalência de um caso para 300 habitantes, até um caso para 1.000 habitantes e é responsável por 10% das insuficiências crônicas dos rins nos Estados Unidos. Mais de 600.000 norte-americanos têm esta doença. Noventa por cento dos casos são herdados, como um traço autossômico dominante, e aproximadamente 10% dos casos ocorrem espontaneamente por mutação cromossômica, ou seja, não existe nenhuma história familiar da doença.
A forma autossômica recessiva que ocorre nas crianças é uma doença genética rara que ocorre um caso para 10.000 até um caso par 40.000 pessoas, numa comunidade. A maioria dos casos é diagnosticada no primeiro ano de vida.

Como uma pessoa adquire esta doença?

A forma adulta da doença é quase sempre hereditária. Ela é causada por um gene anormal. Se um dos pais tem a doença policística do adulto, cada filho terá uma chance de 50% de herdar a doença. Se nenhum dos pais tiver o gene para doença policística do adulto, nenhuma das crianças herdará a doença, embora possa ter havido uma história familiar anterior da doença. A forma infantil da doença policística é também causada por um gene anormal. Neste caso os pais não têm nenhum sintoma, mas carregam um gene recessivo para a doença. Se ambos os pais têm este gene, um dos filhos pode herdar a doença.
Hoje em dia se sabe que na verdade a doença autossômica dominante (forma adulta) pode ser causada por dois diferentes tipos de defeito genético: um localizado no cromossomo 16 (PKD-1) e a outra é chamada de PKD-2, cujo defeito genético está localizado no cromossomo 4. Parece que os pacientes que têm defeito genético PKD-2 são mais velhos quando eles desenvolvem os cistos, e portanto desenvolvem insuficiência dos rins numa idade mais tardia.
Já a forma autossômica recessiva da doença policística dos rins,forma infantil, é causada por um defeito genético localizado no cromossomo 6. É uma das doenças hereditárias dos rins mais comuns na infância.

Quais são os sinais de doença policística?

Na forma adulta a doença pode se apresentar em qualquer idade, mas freqüentemente causa sintomas na 3a ou 4a década. Os pacientes podem ter dor nas costas devido ao aumento do tamanho dos rins. Dor mais aguda pode indicar infecção ou obstrução por coágulos ou pedras nos rins, ou mesmo uma hemorragia dentro de um cisto. O aparecimento do sangue na urina é comum e muitos pacientes, à noite, necessitam urinar.
A formação de pedras nos rins (cálculos) ocorre em 15 a 20% dos pacientes.
Além disso, a elevação da pressão arterial encontrada em 20 a 30% das crianças e em até 75% dos adultos. A causa da pressão alta é secundária à isquema (falta de sangue para o rim, devido a compressão dos cistos). Com isso, o rim ativa um sistema chamado renina-angiotensina que acaba elevando a pressão arterial.
Infecção urinária também é comum e pode ser da bexiga ou do próprio rim, além disso, um cisto pode se infectar.
Na forma infantil, a maioria dos casos é diagnosticada no primeiro ano de vida, quando a criança apresenta massas abdominais dos dois lados. A morte neste período pós-nascimento ocorre, principalmente, devido ao pouco desenvolvimento dos pulmões. Muitas crianças, portanto, evoluem para a insuficiência dos rins.

Como a doença policística do adulto é diagnosticada?

Como a forma adulta tem um início muito variável com relação a idade, se sabe que os exames radiológicos mostrarão os cistos em torno dos 18 anos, mesmo que não haja nenhum sintoma. A urografia excretora é o teste menos sensível para fazer o diagnóstico. A ultrassonografia (ecografia) é sensível bastante para detectar a maioria dos casos de doença policística dos rins, mas não é sensível o suficiente para excluir completamente o diagnóstico. Atualmente o exame mais sensível é a tomografia computadorizada com infusão de contraste. Se até os 28 anos a ecografia for negativa, assim como a tomografia computadorizada, é muito provável que esta pessoa não tenha a doença renal policística e, portanto, não irá transmitir o defeito genético. Na forma infantil o ultrassom (ecografia renal) é a maneira mais comum de se fazer um diagnóstico, mesmo antes do nascimento da criança. Todas as manifestações clínicas podem ter a doença policística dos rins. Além das já citadas, cistos podem-se desenvolver também no fígado e no pâncreas. Mas estes, geralmente, não causam problemas. Diverticulose do cólon também é comum. Aproximadamente 30% dos pacientes com doenças policísticas dos rins têm anormalidades nas válvulas cardíacas (prolapso da válvula mitral), e também aproximadamente 10% dos pacientes têm aneurismas cerebrais que podem, eventualmente se romper.

Se um filho tem doença renal policística dos rins e o outro não, qual é o aconselhamento genético que se pode fazer para a pessoa que não tem a doença?

Se um dos irmãos tiver mais de 25 anos de idade e for comprovado, através da tomografia computadorizada, a inexistência de cistos nos rins e fígado, é bem provável que a pessoa não desenvolva a doença e que, conseqüentemente, não a transmita para seus filhos.
Existe um exame de sangue para os familiares de um paciente que tenha a doença renal policística, para saber se alguém tem a doença, ou se algum familiar pode ser um doador de rim?
Existe um teste, comercialmente disponível, em laboratórios especializados que procuram um marcador que ocorre com o cromossomo 16. Mas para que o exame seja informativo, deve-se ter um ou mais membros da família que tenham a doença, para serem testados e verificar quais destes indivíduos assintomáticos carregam o gene.

Pode uma pessoa ter a doença policística do adulto mesmo se a ultrassonografia for normal?

Sim. Abaixo dos 30 anos, mais ou menos, 20% das pessoas que têm a doença podem ter uma ultrassonografia aparentemente normal, porque os cistos são muitos pequenos para serem detectados. Se a ultrassonografia é normal, uma tomografia computadorizada pode ser feita para se tentar detectar estes cistos pequenos. A identificação do gene anormal é a melhor maneira de identificar pessoas que tem o gene, mas ainda não tem cistos.

Se um dos pais tem rins policísticos, com que idade os filhos podem ser testados para saber se a doença foi transmitida?

A maioria dos nefrologistas não aconselha os pais a submeterem seus filhos a exames antes que eles atinjam a idade de 18 anos e possam tomar suas próprias decisões. Se um filho tem sintomas de infecções urinárias, em qualquer idade, naturalmente os estudos apropriados devem ser feitos para investigar o problema. Não existe nenhuma terapia específica para o tratamento de pessoas com doença renal policística e que estejam totalmente assintomáticos. Portanto, a única razão para se fazer o diagnóstico mais precocemente é para se fazer o aconselhamento genético e o planejamento familiar.

Numa família em que um dos pais tem doença renal policística, qual é a chance dos filhos terem a doença?

Em cada filho de um pai ou mãe afetado, a proporção na doença renal policística dominante é de 50%.

Como a doença policística do adulto é tratada?

No momento, não existe um tratamento específico. Entretanto, é importante que as pessoas que têm a doença sejam submetidas a check-ups regulares, para prevenir complicações, particularmente o aumento da pressão arterial e a insuficiência dos rins. Alguns dos tratamentos incluem: cuidado meticuloso da pressão arterial, tratamento adequado das infecções de bexiga e dos rins, e identificação dos pacientes que tem aneurisma no cérebro. Pesquisas em andamento podem levar a tratamentos mais específicos no futuro.

Quando e por que a função do rim diminui na doença policística do adulto?

A idade na qual os rins falham varia muito, mas, mais ou menos 50% terão insuficiência renal em torno dos 60 anos. Não se sabe porque os cistos causam insuficiência dos rins. Pacientes com pressão alta, sangue na urina e rins aumentados, parecem desenvolver insuficiência dos rins numa idade mais precoce.

O que acontece quando os rins falham?

Os sintomas de insuficiência dos rins aparecem apenas quando apenas 80 a 90% da função renal foi perdida. Estes sintomas incluem perda do apetite, náuseas, vômitos, fadiga, coceira e tremores musculares. Sem tratamento, o acúmulo de toxinas no sangue pode levar a um coma, convulsões e morte. Se os rins falham, o paciente pode ser tratado por hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. Os pacientes com doença policística do adulto, toleram bem qualquer destes tratamentos. Há necessidade de uma dieta especial, para um paciente com doença policística do adulto. No momento não existe nenhuma dieta específica que previna os cistos de se desenvolverem nos pacientes com esta doença. Entretanto, a redução da ingestão de proteínas pode diminuir os sintomas provenientes do acúmulo de toxinas na circulação. Se a pressão sangüínea estiver elevada, a redução do sal na dieta pode ser recomendada.

Exercícios são recomendados para pessoas com doença policística do adulto?

Sim. Para qualquer um o exercício ajuda a manter uma melhor condição física. Caminhar, nadar e andar de bicicleta são excelentes atividades. Indivíduos que têm rins muito aumentados de volume, devido aos cistos, podem sangrar quando realizam certas atividades. Neste caso os pacientes devem consultar seus médicos antes de começar um programa de exercício. Além disto, como parte de uma boa saúde geral, os pacientes devem comer corretamente e não fumar.

As pessoas com doença policística do adulto devem ter filhos?

A gravidez é segura para mulheres com esta doença, se elas tiverem função normal dos rins e pressão arterial normal. Infelizmente as mulheres com esta doença estão mais propensas à hipertensão arterial durante a gravidez. Além disto, a gravidez parece ser o fator importante na determinação do número e tamanho dos cistos hepáticos. Como qualquer outra enfermidade renal, as mulheres que têm diminuição da função do rim e pressão alta, podem ter mais problemas durante a gravidez, e a possibilidade de parto prematuro. Necessita-se de controle adequado da pressão arterial e da função renal. As pessoas que têm doença policística do adulto e estão preocupadas com a possibilidade de passar a doença para seus filhos, devem consultar um geneticista para ajudar a tomar uma decisão.

É verdade que os pacientes com doença policística do adulto necessitam retirar os rins antes do transplante?

Não necessariamente. No momento, a maior parte dos centros transplantadores recomenda a remoção dos rins antigos, somente em pacientes com rins muito grandes, com uma história de infecções nos rins ou em pacientes que tiveram episódios de sangramento. Você deve perguntar a seu médico sobre este aspecto.

Como deve ser tratada a hipertensão arterial?

Além da redução de peso e o controle na ingestão do sal, medicamentos anti-hipertensivos, particularmente os chamados inibidores da enzima de convenção, são considerados as drogas ideais para o manejo da pressão alta nesta doença.
Para se fazer um transplante existe risco da doença policística retornar no novo enxerto?
Não. Isto porque a doença policística é uma forma hereditária e o rim transplantado não contém a anormalidade genética.

O resultado de transplantes renais em pacientes com doença policística dos rins é o mesmo que outras doenças?

Sim. Os pacientes que recebem um rim de cadáver, tem uma sobrevida do enxerto de 80 a 85% no primeiro ano pós-transplante, e da ordem de 90 a 95% quando o doador for vivo, parente.

Pode um irmão sem doença doar um rim para um outro irmão que tenha a doença?

Se este doador sem a doença tiver mais de 21 anos de idade e a tomografia computadorizada com contraste não mostrar cistos nos rins, muito provavelmente esta pessoa não tem a doença. Além disso, pode ser feito um exame de sangue pesquisar se esta pessoa é portadora do defeito genético. Mas para isso é preciso que mais dois membros da família tenham a doença, para que se possa fazer o teste comparativo.

Que pesquisa está sendo feita em doença policística do adulto?

Um grande esforço de pesquisa está sendo feita. Alguns estudos são dirigidos para a pressão alta, aneurismas, a doença em crianças e no manejo da dor. Pesquisas em laboratório se dirigem para o estudo dos genes associados com a doença policística do adulto e estudos para verificar o que acontece quando um cisto se forma e cresce.
Aonde eu posso obter mais informações?

Se você necessitar de informações adicionais, procure falar com seu médico
Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR

terça-feira, 23 de março de 2010

Vacina Contra Gripe Suína (H1N1)


Vacina Contra Gripe Suína (H1N1)

Saiba tudo sobre a vacina contra gripe suína (H1N1). Quando será o início da campanha, quem deve se vacinar e quais cuidados necessários.
A gripe suína foi um dos maiores temas de saúde de 2009 e uma das medidas com maior impacto em 2010 será a vacinação.
Com o intuito de informar aos nossos leitores sobre a vacina contra a gripe suina, o portal Banco de Saúde preparou uma matéria especial sobre a produção da vacina, o início da campanha e também sobre o grupo prioritário.
A medida que novas informações forem sendo liberadas, esta matéria será atualizada. Calendário de vacinação resumido

A vacina contra gripe suína
O órgão responsável pela distribuição da vacina para todo o Brasil é o Ministério da Saúde, que, segundo o governo paulista, deve receber até o início de março 83 milhões de doses da vacina.
O governo brasileiro gastou R$ 1 bilhão nas 83 milhões de doses da vacina.
Os primeiros lotes já começaram a chegar no Brasil.
As doses serão enviadas ao Brasil de forma escalonada. Estima-se que todas as doses cheguem ao Brasil até o início de março.
A secretária de Estado da Saúde de São Paulo informou que os primeiros lotes, com 600 mil doses já foram colocados a disposição do Ministério da Saúde.
O Instituto Butantan
De acordo com o Diretor da Fundação Butantan, José Guedes, o instituto dará início sua própria produção de vacina provavelmente em agosto.
Os equipamentos direcionados a produção da vacina já estão sendo testados pela Sanofi e esperam a autorização da Anvisa para que a produção tenha início.
O instituto pretende entregar a vacina em julho de 2011.
A fábrica possui capacidade de gerar 50 milhões de doses por ano podendo possibilitar a ampliação da população selecionada.
Além de gerar vacinas próprias, o instituto possui o objetivo de embalar as doses enviadas ao Brasil.
O instituto Butantan já recebeu 5,6 milhões de doses – 13,5% do total encomendado.

Grupo de prioritários


Inicialmente estão entre o grupo de prioritários:


* Trabalhadores de saúde envolvidos em atendimento aos pacientes;
* Grávidas;
* Indígenas;
* Crianças entre 6 meses e 2 anos;
* Adultos entre 20 e 39 anos;
* Pacientes de doenças crônicas
* Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos);
* Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
* Asmáticos (formas graves);
* Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
* Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
* Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
* Diabetes mellitus;
* Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
* Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes em diálise);
* Doença hematológica (hemoglobinopatias);
* Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki);
* Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
* Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular)..

Fonte:http://www.bancodesaude.com.br/sistema-respiratorio/vacina-gripe-suina

Reflita



Sete vezes desprezei minha alma:
Quando a vi disfarçar-se com a humildade para alcançar a grandeza;
Quando a vi coxear na presença dos coxos;
Quanto lhe deram a escolher entre o fácil e o difícil, e escolheu o fácil;
Quando cometeu um mal e consolou-se com a idéia de que outros cometem o mal também;
Quando aceitou a humilhação por covardia e atribuiu sua paciência à fortaleza;
Quando desprezou a fealdade de uma face que não era, na realidade, senão uma de suas próprias máscaras;
Quando considerou uma virtude elogiar e glorificar.


Gibran Khalil

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cisto Renal - Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação





CISTO RENAL

O que é cisto renal?

Os cistos renais são dilatações de alguma parte do nefron. O nefron é a unidade funcional do rim constituído de um filtro, o glomérulo e de túbulos que levam a urina até a pelve renal, de onde, através do ureter, a urina chega até a bexiga.
Os cistos se desenvolvem em razão desses fatores:
Aumento da pressão dentro do rim
Aumento do gradiente das soluções salinas que banham o nefron
Obstruções de graus variados, que ocorrem em qualquer lugar do nefron
Estas condições favorecem a passagem dos líquidos para os locais frágeis do nefron, possibilitando a formação de cistos. Durante a formação dos cistos, há sempre crescimento de células, forrando todas as suas paredes. Também há aumento do intercâmbio de líquidos, semelhantes ao plasma, que acabam preenchendo o cisto. Dessa maneira, os cistos têm paredes celulares finas e estão cheios de um líquido semelhante ao plasma que pode conter algumas substâncias semi-sólidas.
Os cistos podem ocorrer em um ou nos dois rins e são, quase sempre, de tamanho inferior a 3 cm. Dependendo do número de cistos, pode ser definido se o paciente é portador de cistos renais isolados ou de uma doença chamada rins policísticos. Os fatores responsáveis pela formação dos cistos podem ser hereditários ou adquiridos.

O que são os cistos renais adquiridos?

São cistos renais não herdados. Eles surgem, normalmente, após os 50 anos, aumentam de freqüência com o avançar da idade e estão presentes em mais de 50% das pessoas, após os 60 anos. Podem ser solitários, múltiplos, uni ou bilaterais e, eventualmente, podem apresentar sintomas clínicos de dor lombar, sangue na urina, infecção urinária e hipertensão arterial. Dificilmente os cistos se infectam e formam abscessos. Pode ocorrer, eventualmente, ruptura e surgir sangramento interno ou aparecer no exame de urina.
Uma das causas dos cistos adquiridos é a insuficiência renal crônica. A incidência em pacientes renais aumenta com o número de anos de insuficiência. Na insuficiência renal, quando a creatinina é de 3 mg%, 20% dos pacientes têm cistos renais. Quando é superior a 3mg%, 30% dos pacientes estão atingidos.
O mesmo ocorre na hemodiálise, na qual a incidência da doença acontece da seguinte forma:
Em pacientes com até 2 anos de diálise- incidência de 35%
Pacientes entre 2 a 4 anos de diálise - incidência de 50%
Pacientes entre 4 a 8 anos de diálise - incidência de 70%
Pacientes com mais de 8 anos de diálise- incidência de 85%
Os responsáveis pela maioria dos cistos adquiridos são os cistos simples.

Cistos Renais Simples

O cisto simples é a forma mais comum de cisto de rim. Embora suas causas não estejam ainda comprovadas, sabe-se que o cisto simples não é uma condição herdada.
Freqüentemente, a doença não causa sintomas ou prejudica o rim. Em alguns casos, porém, o paciente pode sentir dor se os cistos aumentarem e apertarem outros órgãos. Outras vezes, os cistos tornam-se infecciosos e começam a sangrar. Cistos simples também podem causar pressão alta. Entretanto, apenas muito raramente os cistos prejudicam função de rim.
Esses cistos, poucas vezes, são palpáveis no exame físico, porque dificilmente crescem muito e quase sempre são descobertos de maneira ocasional nos exames de rotina. Nos exames laboratoriais, podem ser encontrados sinais de infecção urinária, hematúria e dificuldades para concentrar a urina.
A maneira mais eficiente de diagnóstico é a ecografia abdominal e renal, na qual eles se apresentam arredondados, nitidamente marcados por uma parede fina e contêm, no seu interior, um líquido homogêneo, mais ou menos denso, sem massas (ou nódulos) e com uma superfície regular. Estas características os diferenciam dos tumores ou nódulos sólidos, de superfície irregular que são sugestivos de tumores benignos ou malignos.

Como o cisto renal simples pode ser tratado?

Não existe tratamento específico, depende dos sinais e sintomas que o paciente apresenta. O portador de cisto deve ser acompanhado anualmente para prevenir eventuais complicações, como cálculos ou infecções, e evitar que alguns cistos com crescimento exagerado possam provocar obstrução e sofrimento ao paciente. A maioria dos cistos simples acompanha a pessoa por toda a vida sem causar nenhum problema médico.

O que são os cistos renais hereditários?

São cistos desenvolvidos em razão da herança genética, transmitida de pais para filhos. Entre as principais doenças císticas renais hereditárias encontramos:
Rim esponja medular
Doença cística medular
Rim multicístico congênito
Rim policístico autossômico dominante e rim policístico autossômico recessivo, mais conhecidos como Doença Renal Policística

O que é o "rim esponja medular"?

O rim esponja medular caracteriza-se pela dilatação dos túbulos coletores renais, que dão o aspecto de uma esponja quando o rim é examinado anatomicamente. É considerada uma doença congênita esporádica que pode ocorrer tanto no homem como na mulher.
Nos pacientes portadores de rim esponja medular, pode ocorrer com freqüência litíase renal, pela perda exagerada de cálcio, facilitando a formação de cálculos de cálcio. Hematúria e litíase são as duas manifestações clínicas dessa nefropatia. O diagnóstico é feito pela urografia excretora, que mostra a dilatação dos túbulos coletores da medula renal, muitas vezes cheios de pequenos cálculos renais.

O que é doença cística medular?

Essa doença hereditária apresenta cistos na zona medular renal e não na zona cortical, como de costume. Dois exemplos são a nefroptiasis juvenil familial e a doença cística medular.
Geralmente, a doença surge em pacientes entre 20 e 30 anos, causando vários defeitos físicos como anormalidades esqueléticas, fibrose hepática e lesões do sistema nervoso central. Clinicamente, 80% dos pacientes queixam-se de ingesta abundante de água (polidipsia), diurese abundante (poliúria), anemia, fraqueza, retardo de crescimento corporal e mental, hipertensão e insuficiência renal crônica de grau variado.
A doença pode ser diagnosticada ecograficamente por pequenos cistos, a maioria de 2 a 3 mm na zona medular e com uma zona cortical renal muito fina e esclerosada.

O que é "rim congênito multicístico"?

O rim congênito multicístico é uma forma de alteração cística do rim quase sempre unilateral, ao contrário do policístico que é sempre bilateral. Apresenta-se clinicamente com grandes massas abdominais pelo enorme crescimento dos cistos renais.

Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR
Fonte: http://www.pro-renal.org.br/renal_02.php

domingo, 21 de março de 2010

Nefrite - Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação

3. Nefrite






O que é nefrite?

Nefrite (também chamada glomerulonefrite) é um termo usado para descrever enfermidades renais, nas quais a parte filtrante do rim (glomérulo) está inflamada.




Existem tipos diferentes de nefrite?

Sim. Existe a nefrite (glomerulonefrite aguda) e a nefrite crônica (glomerulonefrite crônica). No primeiro caso, há uma tendência para a melhora espontânea. E na forma crônica ocorre uma lesão progressiva dos rins. Sinais da doença podem ser a presença de proteína e sangue na urina e habitualmente uma elevação da pressão arterial. No Brasil, a nefrite crônica é a causa mais comum da insuficiência crônica dos rins, causando uma enfermidade terminal nestes órgãos, a qual habitualmente termina em diálise.



O que é síndrome nefrótica (nefrose)?

A síndrome nefrótica, também chamada de nefrose, é um termo usado para descrever uma condição na qual existe grande perda de proteína na urina, habitualmente em associação com níveis reduzidos de proteína no sangue. Além disso, há um aumento da concentração de colesterol no sangue e retenção de líquidos (edema). Pode ser secundária a uma doença primária dos rins ou uma complicação de uma enfermidade sistêmica.



Quais são os sintomas e sinais de uma nefrite aguda?

Nefrite aguda é habitualmente uma doença de crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade. Nos homens ocorre mais freqüentemente que nas mulheres. Mais ou menos 10 dias após o início de uma infecção de garganta ou de pele, o paciente freqüentemente notará uma diminuição da quantidade de urina que muda de cor se tornando no tom coca-cola ou chá forte. Pode haver uma sensação de queimação ao urinar. Há retenção de líquido que tipicamente envolve a face, as pálpebras e mãos. Isto é melhor, percebido pela manhã, ao se levantar. Falta de ar e tosse podem ocorrer devido a congestão de líquido nos pulmões. Um aumento da pressão arterial também é comum.
Existem várias outras doenças sistêmicas e hereditárias que podem produzir sintomas similares a uma nefrite aguda. Um exemplo é o Lupus Eritematoso. Também outras doenças renais de causas desconhecidas podem produzir sintomas similares e estas são chamadas de glomerulonefrite membranoproliferativo, nefropatia por IgA, etc.




Qual é a causa da nefrite aguda?

Os pacientes com nefrite aguda freqüentemente têm evidência de uma infecção recente. E a mais comum é uma infecção por estreptococo da garganta ou da pele. Existem, no entanto, outras bactérias e infecções virais que podem estar associadas a uma nefrite aguda.



Quais são os sintomas e sinais de uma nefrite crônica?

A maior parte das doenças que causa nefrite crônica tem uma evolução longa. Habitualmente há períodos sem nenhum sintoma. Durante esse tempo, no entanto, há uma lesão progressiva dos rins. Nas fases iniciais freqüentemente são detectadas apenas anormalidades no exame de urina (por exemplo, sangue na urina, proteína na urina). Hipertensão arterial pode ser detectada especialmente quando já existe uma diminuição da função renal. Com a progressão da doença existe inchaço das pernas (edema) e pressão alta persistente. Hipertensão arterial (pressão alta) é freqüentemente difícil de ser tratada. Sinais de insuficiência renal crônica (uremia) são notados quando existe uma perda importante da função renal. Estes sinais são:
perda de apetite;
náuseas e vômitos;
fadiga extrema, mesmo após uma noite bem dormida e perda importante da energia;
dificuldade em dormir;
prurido e pele seca;
câimbras, especialmente à noite.


Quais são as causas de nefrite crônica?

Existem várias causas, mas ocasionalmente uma nefrite aguda pode ter uma fase silenciosa depois do quadro agudo e aparecer muitos anos mais tarde como um problema crônico. Muitas causas da síndrome nefrótica (nefrose) algumas vezes causam lesões do rim, típicas de uma nefrite crônica, particularmente quando a nefrose não responder ao tratamento.



Como é feito o diagnóstico de nefrite?

Os sinais e sintomas mencionados são as primeiras pistas para o diagnóstico. Na nefrite aguda, exames de sangue podem indicar uma infecção estreptocócica recente. Outras formas desta enfermidade são detectadas através de exames de sangue especiais, revelando o tipo de lesão que ocorre no rim, sem, contudo, indicar a sua causa exata. Além disso, culturas da garganta, da pele ou de outras áreas de infecção local identificam a bactéria responsável pelo problema. O exame de urina pode mostrar a presença de sangue, proteínas e outros elementos. Outros exames de sangue que indicam inflamações nos rins podem mostrar quanto da função renal foi perdida.
Freqüentemente é necessário se fazer uma biópsia do rim (remover, sob anestesia local, um pequeno pedaço do tecido renal através de uma agulha especial), para estabelecer o diagnóstico exato e determinar a evolução do paciente, a curto e longo prazo. Algumas vezes este procedimento também é necessário para que o médico planeje o melhor tratamento possível.


A nefrite pode ser prevenida?

Não é possível se prevenir uma nefrite aguda, exceto através de uma boa higiene de pele. Mantendo-se a pele limpa, diminuem-se as chances de se adquirir uma infecção mais séria. Não existe nenhum bom método de se evitar uma infecção da garganta. Como a nefrite crônica representa uma variedade enorme de enfermidades, não há como se prevenir o aparecimento da doença.


Que tratamento existe para a nefrose (síndrome nefrótica)?

Em alguns casos de síndrome nefrótica, o tratamento com medicamentos como a cortisona reduzirá significativamente a quantidade de proteína perdida na urina. Em outras formas a cortisona não parece ser útil. Nesses casos, o tratamento consistirá no uso de diuréticos para controlar o inchaço e a pressão alta.



Que tratamento existe para a nefrite?


Não existe um tratamento específico para a nefrite aguda. A doença estará habitualmente sanada em três a doze meses depois do início. Tanto na aguda como na crônica, é muito importante controlar a elevação da pressão arterial, pois o seu descontrole pode levar a uma perda rápida da função do rim. Diuréticos são freqüentemente utilizados para controlar o excesso de retenção de líquidos.
Na nefrite crônica, cortisona e outras drogas têm sido utilizadas, embora este tratamento na maioria das vezes não seja bem sucedido. Quase sempre a restrição de proteína, sal e potássio na dieta são partes importantes na dieta prescrita. Uma supervisão do médico é necessária para que se possa tratar as complicações da enfermidade renal crônica.
A Fundação Pró-Renal está à sua disposição para fornecer informações adicionais sobre os diferentes tipos de tratamento para as pessoas cujos rins apresentam alguma enfermidade ou algum grau de insuficiência e poderá indicar os programas disponíveis na sua comunidade.



Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR


Fonte:
http://www.pro-renal.org.br/renal_02.php

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hipertensão Arterial - Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal - Continuação








O que é pressão arterial?

A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias. A contração do coração impulsionando o sangue é que cria esta força. Quando o coração se contrai (bate), a pressão do sangue aumenta. Quando relaxa (entre os batimentos) esta diminui. Ela é maior nas artérias e menor nas veias. As artérias transportam o sangue oxigenado através do corpo e as veias retornam o sangue sem oxigênio para o coração.

O que é pressão alta?

Ela ocorre quando os vasos sangüíneos tornam-se estreitos ou rígidos, forçando o coração a bombear o sangue com mais força através do corpo. Quando a força do sangue contra a parede das artérias torna-se muito alta, se diz que o indivíduo possui pressão alta ou hipertensão arterial.


O que significam os números quando se determina a pressão arterial?

O número inicial, ao se determinar a pressão arterial, é a pressão sistólica. Ela indica a força que o coração faz para bombear o sangue. O segundo é a pressão nas artérias quando o coração não está se contraindo (entre os batimentos). Habitualmente uma pressão arterial acima de 140/90 é considerada alta para adultos. Para idosos (65 ou mais) a pressão acima de 160/90 é tomada como alta.

As crianças podem ter pressão alta?

Sim, embora não seja tão comum como nos adultos. A determinação regular da pressão arterial deve ser feita ao longo da vida.

Existe alguma relação entre pressão alta e doença renal?

Sim, hipertensão arterial e enfermidade renal estão intimamente relacionadas. Se a pressão elevada não for controlada pode haver dano renal. A hipertensão arterial é uma das principais causas da insuficiência renal no mundo.
Por outro lado, alguns problemas renais podem causar hipertensão arterial. A correção do problema pode eliminar a pressão elevada em alguns casos.


Como se detecta a hipertensão arterial?

Hipertensão arterial é uma doença silenciosa. Os sintomas habitualmente não estão presentes, embora alguns que possuem pressão elevada queixem-se de dor de cabeça, tontura ou sangramento nasal. Habitualmente a única maneira de se determinar a doença é medir a pressão arterial. O seu médico, enfermeira ou outro profissional ligado à área de saúde pode determinar a sua pressão arterial rapidamente, sem dor, utilizando um aparelho chamado esfigmomanômetro. Se a primeira determinação da pressão arterial revelar um valor elevado é importante medi-la novamente. Uma única determinação anormal não significa necessariamente que você tem pressão alta.

Quais são os sintomas de hipertensão arterial?

Esta anomalia é freqüentemente chamada de "assassino silencioso" porque os sintomas geralmente estão ausentes. Nos Estados Unidos se acredita que aproximadamente 60 milhões de americanos sofrem de hipertensão. A única maneira de se saber é medi-la freqüentemente.

Quais são as causas?

Embora várias enfermidades incluindo doenças dos rins, possam causar pressão alta, em 90% das vezes a causa não é identificável. Estes indivíduos são considerados como portadores de hipertensão primária ou essencial. Alguns têm uma tendência maior para desenvolver hipertensão arterial. Estas seriam: idosos, aqueles com uma história familiar de pressão arterial, indivíduos com excesso de peso, e pessoas da raça negra. Muito sal na alimentação pode também aumentar o risco de se desenvolver a moléstia.

Quais são os problemas renais que causam este mal?

Pode se desenvolver como resultado de uma variedade de enfermidades renais. Algumas delas mais comuns como: glomerulonefrite ou nefrite - enfermidade na qual as unidades filtrantes (glomérulos) tornam-se inflamadas. Esta inflamação (nefrite) pode ser aguda ou crônica; doença policística - uma enfermidade hereditária na qual grandes cistos se desenvolvem nos rins destruindo o tecido renal normal; estenose de artéria renal - neste caso há um estreitamento de uma ou ambas as artérias que levam sangue para os rins. Além do mais, a insuficiência renal pode causar hipertensão arterial devido à retenção excessiva de sal e líquidos ou causando a liberação de um hormônio produzido no rim, chamado renina.
Algumas destas condições podem ser tratadas com sucesso, eliminando a pressão arterial. Por exemplo: a estenose da artéria renal pode ser corrigida com cirurgia ou por uma técnica denominada angioplastia.
O que mais pode causar hipertensão arterial?

Pode ocasionalmente advir de uma anormalidade de glândulas endócrinas como a adrenal, pituitária, tiróide ou paratiróide. Estas causas são relativamente raras e podem ser curadas tratando-se a anormalidade endócrina. Alguns medicamentos como as pílulas anticoncepcionais, descongestionantes e pílulas dietéticas podem também elevar a pressão arterial. O seu médico pode aconselhá-lo a suspender a medicação ou trocá-la por outra.

Porque a pressão alta é tão perigosa?

Se a hipertensão arterial não é controlada, pode haver lesão de órgãos letais, principalmente coração, cérebro, rins e artérias de outras partes do corpo. Há uma aceleração do processo de arteriosclerose, que é a formação de depósito de colesterol nos vasos sangüíneos causando a obstrução destes vasos que irrigam o coração produzindo o ataque cardíaco (infarto). A força para bombear o coração contra uma pressão elevada pode torná-lo insuficiente. A obstrução de vasos sangüíneos que irrigam o cérebro causa os "derrames" e se a pressão é extremamente elevada, estes vasos podem se romper causando uma hemorragia cerebral. O mesmo fenômeno nos vasos que irrigam as pernas pode causar gangrena.

A hipertensão arterial é mais grave em negros?

Sim. É uma das principais causas de morte nos negros americanos. Além de haver uma maior incidência, eles a têm nas formas mais severas e graves e a desenvolvem em idade mais precoce.

Como essa doença lesa os rins?

Pode tornar os vasos sangüíneos dos rins mais espessados e rígidos. Com isto há uma redução da irrigação sangüínea tornando a função renal ineficiente. Portanto, estes órgãos tornam-se incapazes de remover os produtos nocivos do corpo. Há uma retenção de sal, a qual faz com que o organismo armazene líquido. Este acúmulo sobrecarrega o coração, aumenta a pressão arterial e pode traduzir-se sob a forma de edema (inchaço). A diminuição da irrigação sangüínea dos rins também pode lesar ainda mais o tecido renal, causando uma perda maior da função renal. Eventualmente ocorre uma insuficiência total causando a uremia. Este tipo de lesão ocorre quando a pressão não é controlada.

Como a hipertensão é tratada?

Quando se detecta a moléstia, recomendam-se algumas alterações de hábitos de vida. Perder peso, reduzir o sal e álcool, parar de fumar, exercitar-se regularmente e reduzir o stress. Habitualmente estas medidas controlam a pressão arterial. Se estas alterações de hábitos de vida não normalizarem a pressão arterial ou se esta for extremamente elevada há necessidade de se prescrever medicamentos. Em muitos casos há necessidade de se tomar a medicação para o resto da vida.

Estes medicamentos causam efeitos colaterais?

Sim, alguns desses medicamentos podem causar fraqueza, fadiga, insônia, aumento da freqüência urinária, depressão, confusão mental, boca seca, congestão nasal, tonturas, dor de cabeça, diminuição das funções sexuais. Qualquer sintoma diferente deve ser relatado a seu médico. As medicações podem ser trocadas para eliminar estes efeitos intoleráveis.

Dr. M.C. RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR
Fonte: http://www.pro-renal.org.br/renal_02.php

quinta-feira, 18 de março de 2010























abraços, Carla

Obrigada pela visita!

"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela." - Albert Einstein



"A fé é ignorar tudo aquilo que é verdade." - Friedrich Nietzsche





"O seu pensar é ilimitado. O poder do seu pensamento provém de Deus." - Lourival Lopes








Carla






terça-feira, 16 de março de 2010

Cálculo Renal ou Urolitíase - Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal

Doenças Relacionadas à Insuficiência Renal



O que é cálculo renal?

A urolitíase ou cálculo renal (pedra no rim) desenvolve-se quando o sal e as substâncias minerais contidas na urina formam cristais, os quais aderem-se uns aos outros crescendo em tamanho. Estes cristais usualmente são removidos do corpo pelo fluxo natural da urina, mas em certas situações, aderem ao tecido renal ou localizam-se, em áreas de onde não conseguem ser removidos. Estes cristais podem crescer variando desde o tamanho de um grão de arroz até o tamanho de um caroço de azeitona. A maior parte dos cálculos inicia a sua formação dentro do rim, mas alguns podem deslocar-se para outras partes do sistema urinário, como o ureter ou a bexiga e lá crescerem.

Qual a incidência de cálculos na população em geral?

A urolitíase é um problema médico muito importante. Apenas nos Estados Unidos sabe-se que mais de 400 mil pessoas são hospitalizadas anualmente para tratamento de cálculos renais e possivelmente um número similar é tratado sem internação. Aproximadamente 25% dos pacientes hospitalizados são submetidos à cirurgia como parte do tratamento. Estima-se que 12% dos homens e 5% das mulheres terão sintomas de cálculos renais pelo menos uma vez durante suas vidas. Como são geralmente múltiplos e tem uma tendência a recorrerem após a passagem espontânea ou remoção cirúrgica, o tratamento efetivo depende da determinação da causa específica que levou à formação do cálculo.

Quais são as causas que originam a formação de um cálculo renal?

A formação de um cálculo renal geralmente resulta de múltiplos fatores atuando conjuntamente em um indivíduo suscetível. Os seguintes fatores predispõem ao problema:
idade: mais comum durante idade média;
sexo: três vezes mais comum em homens do que em mulheres;
atividade: imobilização ou perda excessiva de líquidos através do suor;
clima mais comum: em climas quentes ou durante os meses de verão;
diminuição da ingestão de água, durante a noite, viagens ou secundário aos hábitos; distúrbios genéticos, tais como: gota, cistinúria, hiperoxaluria primária;
distúrbios metabólicos, tais como: problemas renais, endócrinos e intestinais que aumentam a quantidade de cálcio e oxalato no sangue e na urina;
dieta: alimentos que contém quantidades excessivas de oxalato e cálcio podem aumentar a tendência de formação em cálculos em pessoas suscetíveis;
uso incorreto de medicações;
infecção urinária e urina estagnada resultante de algum bloqueio do aparelho urinário pode promover a chance de cristais se agregarem e crescerem.
Embora se saiba muito sobre as circunstâncias de formação de cálculos, os mecanismos ainda permanecem obscuros. Por exemplo, a urina normalmente contém substâncias químicas que inibem a formação de cristais, mas ninguém sabe porque estes inibidores não funcionam para todos. Tampouco se sabe porque se formam em alguns indivíduos, mas não em outros com as mesmas condições pré-disponentes.

Quais são os sintomas?

Cálculos renais podem se formar em algumas pessoas sem nenhum sintoma. Alguns "silenciosos" podem causar somente episódios de sangue na urina ou infecção persistente. Mais comumente o cálculo se move e irrita o sistema urinário ou obstrui o fluxo da urina. Isto pode provocar dor intensa que, comumente, se inicia de forma rápida e dura alguns minutos ou até horas, seguido de longos períodos de alívio. Náuseas ou vômitos podem acompanhar tal desconforto. A dor do cálculo renal habitualmente se inicia no rim ou na parte inferior do abdome e posteriormente se dirige à região da virilha. Pode ocorrer sensação de queimação e uma necessidade urgente de urinar quando o cálculo se aproxima da bexiga. A presença de urina com odor fétido, febre, calafrios e fraqueza podem indicar uma infecção associada, a qual pode resultar numa enfermidade mais séria.

Como são diagnosticados os cálculos?

Como 90% dos cálculos contêm cálcio, uma radiografia pode comumente identificar a sua presença. Contraste pode ser injetado na veia para identificar o tamanho e a localização do cálculo, mas recentemente a ecografia ou ultrassonografia do aparelho urinário tem podido detectar a presença de cálculos nos rins de forma não-invasiva, ou seja, sem a necessidade de injetar um contraste na circulação sangüínea. Assim sendo, habitualmente apenas uma radiografia simples de abdome, pode detectar cálculos rádio-opacos (pela presença de cálcio) associada a uma ecografia renal são exames suficientes para diagnosticar sua localização e tamanho. Os "silenciosos", aqueles que normalmente não causam sintomas, comumente são descobertos durante uma radiografia do abdome feita por outras razões. Cálculos associados com obstrução ou infecção crônica do aparelho urinário devem ser removidos para evitar lesão do rim.
Quando o diagnóstico for feito, as amostras do sangue e urina do paciente serão examinadas na busca de anormalidades que justifiquem a causa da formação dos cálculos. Os pacientes devem ser questionados sobre suas dietas, uso de medicações, hábitos de vida e história familiar para se conhecer fatores que estejam contribuindo para a formação dos cálculos.

Como são tratados os cálculos?

Os cálculos variam em composição, tamanho e dissolubilidade. Existem cinco tipos predominantes: Oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, ácido úrico, cistina, estruvita (infectado) e cálculos de tipos mistos.
Ácido úrico, cistina e estruvita podem ser dissolvidos alternando-se a acidez ou a alcalinidade da urina e usando-se certos medicamentos capazes de diminuir a concentração destas substâncias na urina. Cálculos que contém cálcio habitualmente não podem ser dissolvidos por medicamentos como os acima citados. A maior parte pode ser tratada conservadoramente com a ingestão elevada de líquido, eliminação de excessos dietéticos e medicação. Noventa por cento dos cálculos saem do rim e passam ao ureter dentro de três a seis semanas. Os cálculos que não passam através do ureter podem ser removidos através de cateteres especiais ou através da desintegração com ultrassom. Em ambos os casos o médico coloca um aparelho na bexiga (cistoscópio) ou no ureter (ureteroscópio) para facilitar a remoção.
Quando precisam ser removidos por cirurgia existem várias alternativas. Um procedimento percutâneo pode ser feito no qual uma agulha é introduzida pelas costas até o rim e através desta, o médico passa um aparelho (nefroscópio) através do qual ele remove o cálculo ou pode fragmentá-lo e remover seus fragmentos. Se este procedimento for bem sucedido, a hospitalização é curta e o restabelecimento é mais rápido que uma cirurgia convencional.
Recentemente outro tratamento para cálculos renais foi introduzido, é a litotripsia extracorpórea. Com este novo método, eles são "despedaçados" com ondas de choque que os pulveriza e o paciente elimina pequenos fragmentos. Esta técnica tem sido continuamente aperfeiçoada de forma que habitualmente não é mais necessária a anestesia e pode inclusive ser realizada em caráter ambulatorial, ou seja, os pacientes não necessitam de hospitalização.
É importante salientar que nem todos os cálculos são suscetíveis de serem fragmentados por este método e são tratados, sempre que possível, com técnicas não- cirúrgicas.

Como os cálculos renais podem ser prevenidos?

Existe evidência inquestionável de que beber pouco líquido diminui a quantidade de urina e aumenta a contração de substâncias que se acumulam para formar cálculos. Como as substâncias urinárias originam-se da alimentação ou medicamentos, os pacientes podem prevenir o problema simplesmente aumentando a ingestão de líquidos e modificando a dieta. Para aqueles em que isto é difícil, a formação de cálculos pode ser evitada através de medicamentos após uma investigação para se determinar as causas específicas.
Os medicamentos utilizados para diminuir a probabilidade de cálculos são específicos para diminuir as substâncias na urina que estão em excesso e aumentar a capacidade da urina em manter estas substâncias em solução. Felizmente os tratamentos que existem são efetivos na prevenção da formação de cálculos. Quando existe uma infecção associada, os cálculos devem ser removidos completamente para impedir o crescimento futuro e manutenção da infecção. Por algumas vezes, o uso prolongado de antibióticos é necessário após a remoção de um cálculo.
Em resumo, o progresso científico trouxe uma melhor compreensão dos mecanismos da formação dos cálculos e conseqüentemente uma oportunidade de uma melhor orientação. O advento destas novas técnicas não-invasivas como a litotripsia extracorpórea permitiu que muitas vezes a cirurgia se torne desnecessária no manejo de cálculos renais. No entanto, muitos mecanismos de sua formação ainda são obscuros e necessitam uma pesquisa continuada.

O que é uma infecção urinária?

A infecção urinária é uma inflamação causada por bactérias que invadem os rins, bexiga ou ureteres - os canais que levam a urina dos rins para a bexiga. Você certamente já ouviu falar de infecções urinárias sendo chamadas por diferentes nomes como: "infecção de bexiga", "cistite", "infecção renal" ou "pielonefrite".

Quais são os sintomas de uma infecção urinária?

Pode não haver nenhum sintoma. Quando os sintomas estiverem presentes, os mais comuns são: dor e sensação de queimação ao urinar; sensação de necessidade urgente de urinar com freqüência, embora o volume de urina geralmente seja pequeno; necessidade de se levantar freqüentemente à noite para urinar; e uma urina turva, sanguinolenta ou com odor fétido. Em alguns casos, pode haver o aparecimento súbito de febre e calafrios, com ou sem dor nas costas.

Estes sintomas sempre significam infecção urinária?

Não. Algumas pessoas podem ter estes sintomas de dor ou queimação ao urinar ou ter que urinar freqüentemente e não terem infecção urinária. Fatores tais como o fumo, a ingestão de grandes quantidades de café ou somente "nervosismo" podem justificar os sintomas. O exame simples da urina e uma cultura da urina são os exames freqüentemente solicitados e que indicam a presença ou não de uma infecção.

Como posso saber se tenho uma infecção urinária?

Você pode suspeitar de uma infecção urinária baseado-se em alguns dos sintomas mencionados. Como citado anteriormente, alguns pacientes que têm infecção urinária podem não ter nenhum sintoma. Portanto, a única maneira de você ou de seu médico certificarem-se que você tem uma infecção urinária é realizando um exame simples de urina (parcial de urina) e/ou uma cultura de urina.

São necessários outros testes ou radiografias?

Normalmente a urina é estéril (não contém bactérias). Uma infecção urinária ocorre quando a bactéria atinge a urina através da uretra (estrutura que drena a urina da bexiga para o exterior). Então, as bactérias na urina movem-se na direção da bexiga e algumas vezes atingem os rins através dos ureteres (canais que comunicam os rins à bexiga). Em pequeno número de pacientes, a obstrução do fluxo de urina, refluxo (retorno da urina da bexiga para os rins) ou irritações crônicas produzidas no rim ou na bexiga por cálculos, permitem que ocorra a infecção.

Existem tipos diferentes de infecções urinárias?

Sim. A maior parte das infecções urinárias está limitada à bexiga e não envolve os rins. Estas infecções da bexiga (cistite) podem trazer bastante desconforto, pois freqüentemente se acompanham de uma sensação de queimação e dor ao urinar. Infecção do rim (pielonefrite) é menos freqüente, mas é muito mais séria. Pode haver febre, náuseas ou vômitos e dor nas costas ou abaixo das costelas.

São necessários outros testes ou radiografias?

Algumas vezes. Quando uma criança tem uma infecção urinária, especialmente quando ela é de repetição, existe uma grande possibilidade de que a causa seja por uma obstrução ou refluxo no trato urinário. Portanto, os médicos freqüentemente solicitam uma radiografia dos rins e/ou um teste que usa ondas sonoras (ultrassom, ecografia) e algumas vezes há necessidade de examinar a bexiga com instrumentos especiais (cistoscopia). Infecções urinárias de bexiga ou dos rins recorrentes em adultos podem exigir testes similares.

Por que algumas mulheres têm infecções urinárias freqüentes?

As mulheres são mais suscetíveis a infecções urinárias do que os homens, porque a uretra da mulher é mais curta do que a do homem e as bactérias têm, portanto uma distância menor a percorrer. Algumas causas de maior suscetibilidade são: a gravidez, a entrada de bactérias na uretra durante as relações sexuais e a falta de hormônios depois da menopausa. Freqüentemente, não existe uma razão óbvia para a infecção.
No entanto, se os exames não revelam nenhuma anormalidade no rim, as chances de complicações renais ou outros problemas, decorrentes das infecções urinárias freqüentes, serão bem pequenas.

Existe alguma maneira da mulher evitar as infecções urinárias de repetição?

Sim. Existem muitas coisas que podem ajudar. É preciso que as mulheres façam uma higiene pessoal sempre da frente para trás. Isto evita a disseminação de bactérias da vagina ou do ânus para a uretra. Após urinar e após relações sexuais, se enxugar com movimentos da frente para trás, também ajudam a evitar as infecções urinárias. Algumas pacientes com infecções urinárias de repetição se beneficiam de substâncias que funcionam como antisépticos urinários e reduzem o crescimento bacteriano no trato urinário. Algumas mulheres após a menopausa podem se beneficiar com cremes hormonais na vagina.

E os homens têm infecções urinárias?

Sim. Os homens também podem ter infecções urinárias, mas muito menos freqüentes do que as mulheres. Em homens jovens, isto habitualmente resulta de uma inflamação e infecção da próstata (prostatite). Em homens mais idosos a infecção urinária é freqüentemente resultado do aumento de tamanho da próstata, a qual bloqueia o fluxo de urina.

E crianças podem ter infecções urinárias?

Sim, embora menos freqüentemente do que adultos. As meninas especialmente entre as idades de 4 a 8 anos, estão mais sujeitas às infecções urinárias do que os meninos. Quando uma criança tem uma infecção com febre elevada, existe habitualmente alguma forma de bloqueio ou refluxo, e testes especiais precisam ser realizados.

Como os pais podem saber se uma criança tem infecção urinária?

Crianças mais velhas podem queixar-se dos mesmos sintomas que os adultos, mas crianças mais jovens podem não ser capazes de descrever o que sentem. A criança pode ter febre, pode estar enjoada ou irritada. A urina nas fraldas pode revelar um odor forte ou fétido, ou os pais podem notar sangue ou pus na parte inferior da fralda. Crianças na idade pré-escola ou escolar podem queixar-se de dor ao redor do umbigo. Aquelas crianças que já controlam as micções podem passar a urinar na cama a noite. Portanto, a criança que apresentar alguns destes sintomas deve ser examinada por um médico.

Infecções dos rins podem causar insuficiência renal?

Muito raramente. Estudos muito cuidadosos revelaram que mesmo infecções de repetição em pacientes com trato urinário normal, quase nunca causam lesão renal ou insuficiência. Entretanto, se um indivíduo tem um bloqueio do trato urinário, refluxo ou outra anormalidade, então infecção pode contribuir para a lesão progressiva dos rins.

Dr.M.C.RiellaMédico Nefrologista - CRM 2370 PR