terça-feira, 29 de agosto de 2017

CUIDADORES INFORMAIS DE PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER PEDEM SOCORRO

Ver Abaixo-AssinadoPara: Exmo Sr Presidente da Republica/Câmara dos Deputados/ Comissão Proteção aos Idosos/ Previdência Social

A cada dia a Doença de Alzheimer, tem vitimado milhões de pessoas e tem deixado sequelas irreversíveis no paciente, Cuidadores e seus familiares.
Milhares de Cuidadores Informais por falta de condições em arcar com os honorários de um Cuidador Profissional, largam seus empregos, renunciam sua vida em prol do ente querido, e com isto passam a sobreviverem com 1 salário mínimo do aposentado, sabendo se que este valor não dá nem para arcar com os medicamentos necessários para esta doença.
Observando estes aspectos relevantes como as modificações no estilo de vida do cuidador e família a sobrecarga física e emocional decorrente do cuidado, cansaço e estresse manifestados em irritabilidade, frustração, tristeza, solidão sentimentos frequentemente relatados, estando estes associados ao convívio diário com o doente, falta de recursos financeiros para se manter.
Considerando a necessidade imperiosa de ações práticas a curto e médico prazo no sentido de amenizar a situação drástica em que se encontra os Cuidadores Informais da Doença de Alzheimer, nós, Cuidadores Informais, familiares e profissionais de saúde da área, convocamos e solicitamos as autoridades competentes a estabelecerem, de imediato, seu apoio e ações práticas considerando as seguintes prioridades:
Reconhecimento da doença de Alzheimer e de outras formas de demência como uma prioridade nacional de saúde pública e de política social;
Reconhecimento da urgência da implementação de uma lei de AUXILIO CUIDADOR INFORMAL DA DOENÇA DE ALZHEIMER, no valor de R$ 1.200,00(Hum mil e duzentos ) para tratamento de saúde devidos as sequelas adquiridas pelo tempo oriundas desta doença, já que o mesmo não tem mais nenhum recurso devido ao tempo integral dedicado ao ente querido, sem direitos a uma vida digna e com qualidade.
Realização de uma campanha nacional patrocinada pelo poder público em parceria com a grande mídia para alertar e informar sobre os sintomas e os primeiros sinais da doença com vistas ao seu diagnóstico precoce e consequente retardo da evolução e melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras e de seus familiares;

Realização de um debate nacional que envolva as autoridades executivas e legislativas, cuidadores, profissionais além de formadores de opinião, políticos, sociais e econômicos que instrumentalize e ponha em curso ações emergenciais desta ação de alta e inadiável necessidade.
Realização de um projeto Alzheimer x Escolas com palestras e informativos de como lidar com esta doença, sabendo se que milhares de alunos ainda não tem noção do que ocorre com um ente querido vitimado.
Dentre mais reivindicações nossos idosos portadores de Doenças Degenerativas necessitam
· Transportes
· Convênios Redução nos preços de medicamentos
· Redução nos preços de fraldas
· Qualidade de vida aos Cuidadores e Portadores
· Conscientização Social
· Assistência Social
· Atendimento Domiciliar
Aproveitando as reivindicações acima informamos que necessitamos do apoio mundial, pois esta doença está sendo a bancarrota de nossa família.
Cuidando de nossos entes queridos perdemos a noção de espaço, tempo, perdemos a nossa identidade pois estamos sozinhos, não há quem nos ajude , não há quem nos estenda as mãos.
O mundo precisa saber o que passamos, as nossas necessidades, da dor que é ver nossos pais, avós, familiares indo embora de nossas vidas sem ao menos nos dizer adeus.
Precisamos de ajuda e conscientização mundial...
Olhem por nós!!!

Atenciosamente
GRUPO ” UM SUJEITO CHAMADO ALZHEIMER “
 abs. 
Carla
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR101015

Cientistas lançam jogo de realidade virtual para detectar o Alzheimer...








O Sea Quest Hero parece um jogo eletrônico no qual os participantes enfrentam labirintos, tentam evitar tiros e fogem de monstros marinhos, mas na realidade é uma ferramenta para que os cientistas possam estudar o mal de Alzheimer... - 


obs. conteúdo informativo procure seu médico
abs
Carla
 

Pacientes com Rins Transplantados são prejudicados por falta de remédios

obs. conteúdo informativo

abs
Carla


http://g1.globo.com/sao-paulo/videos/t/todos-os-videos/v/pacientes-com-rins-transplantados-sao-prejudicados-por-falta-de-remedios/5561297/

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Avaliação Neuropsicológica é necessária para diagnosticar a DA

em Demências e Alzheimer por  
 Idoso deve pasar por avaliação neuropsicológica.


Sabemos que, com o aumento no número de idosos, cresce também o número de doenças neurodegenerativas. A mais frequente é a doença de Alzheimer (DA). O quadro clínico inicial da DA é o declínio de memória episódica, acompanhada do comprometimento progressivo de outros domínios cognitivos. Exemplos são afasia (declínio de linguagem), apraxia (declínio em funções motoras) e orientação.

A doença foi inicialmente descrita por Alois Alzheimer em 1907. Mas, recentemente, o grupo de pesquisa National Institute on Aging – Alzheimer’s Association workgroups (NIA-AAW) (Mckhann et al., 2011) estabeleceu critérios diagnósticos para a DA.

Este Instituto recomenda que o diagnóstico da doença deve ser baseado em uma série de déficits em duas ou mais áreas da cognição com piora progressiva da memória e outras funções cognitivas.

As recomendações propostas por Mckhann et al. (2011) está em concordância com os critérios abordados no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – APA, 2013). O diagnóstico é predominantemente clínico. Exames laboratoriais e de neuromimagem são solicitados para afastar outras hipóteses diagnósticas. Por exemplo, tumor cerebral que pode manifestar-se como quadro demencial.



Muitas vezes o geriatra (ou neurologista ou psiquiatra) solicita exames de neuroimagem (Tomografia ou Ressonância de Crâneo) e o exame aparece “atrofia compatível com a idade”. Ou seja, esse resultado significa dizer que o exames está normal. Contudo, os familiares queixam-se de esquecimentos para fatos recentes, dentre outros sintomas.

É nesse momento que a Avaliação Neuropsicológica (conhecida também como testes cognitivos) torna-se imperativa.

A Avaliação Neuropsicológica é importante em qualquer fase da vida. Seu objetivo é descrever e compreender alterações comportamentais, cognitivas e funcionais e sua relação com áreas cerebrais que possam estar comprometidas. “Áreas cerebrais comprometidas” significa que parte do cérebro (ou o cérebro como um todo) não está funcionando como deveria. Isso não acontece necessariamente por lesão (estrutura). O cérebro pode estar acometido por uma doença neurodegenerativa.

A Avaliação Neuropsicológica com o paciente idoso engloba áreas cognitivas (como memória, atenção, funções executivas, linguagem, dentre outras), aspectos emocionais (ansiedade e/ou depressão) e atividades de vida diária. Esta última área é avaliada através de questionário com um familiar de convívio diário.

O neuropsicólogo é o profissional especializado para aplicar esse tipo de avaliação. Além de aplicar os teste, o neuropsicólogo tem a responsabilidade de interpretar os resultados e auxiliar a investigação diagnóstica de alterações das funções cerebrais.

 


Quer testar seu pai, sua mãe, seus avós? Pergunte o dia em que estamos, pergunte o dia da semana ou o ano. Pergunte o que comeu no almoço ou jantar. Verifique se o idoso consegue responder as perguntas sobre o que acabou de acontecer. E, mesmo se o seu idoso conseguiu responder, não hesite em procurar um neuropsicólogo para fazer uma avaliação fidedigna de suas condições mentais.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
https://idosos.com.br/avaliacao-neuropsicologica-e-da/

Devemos corrigir as alterações posturais do idoso?

em Fisioterapia por  


Alterações posturais do idoso são típicas do envelhecimento. Diferentes mudanças decorrentes desse processo podem comprometer a postura.

Para as alterações posturais, são fatores importantes o decréscimo da função muscular resultante da redução substancial de massa muscular e um aumento na gordura corporal. A diminuição da acuidade visual (dificultando a autocorreção e orientação espacial) e alterações do sistema vestibular (relacionado ao equilíbrio) também colaboram no processo.

Tais alterações geram diminuição da velocidade de caminhada. Também são afetados o equilíbrio, a habilidade de subir escadas e de levantar-se de uma posição sentada. Todos estes fatores favorecem a diminuição da consciência corporal e da independência funcional.

Esse conjunto de alterações gera ajustes posturais para manter o corpo estável em situações estáticas e/ou dinâmicas.

Esses ajustes posturais são as alterações que podem ser visivelmente observadas na postura de pessoas com idade avançada:
  • aumento da curvatura cifótica da coluna torácica,
  • diminuição da lordose lombar,
  • aumento do ângulo de flexão dos joelhos,
  • deslocamento do eixo da articulação coxofemoral para posterior e
  • inclinação do tronco para anterior.
No entanto, nem sempre essas alterações são causa de dores ou disfunções, já que são frutos de uma adaptação biomecânica aos sinais do envelhecimento. Portanto, o tratamento das alterações posturais nessa faixa etária pode ser bem-vindo quando há sintomas como dores, déficit de equilíbrio, quedas, ou de maneira preventiva, buscando não sobrecarregar outros sistemas do corpo. Ou seja, quando não há dores, não se recomenda tratar os desvio de postura.


Mas, quando há dores, de modo geral, o tratamento se dá através do fortalecimento muscular. O que possibilita a ativação de reflexos posturais saudáveis (sem gerar compensações de sobrecarga biomecânica para o organismo). Além disso, é muito importante trabalhar a consciência corporal, para que o idoso consiga efetuar a autocorreção de sua postura. Para isso, podem ser trabalhadas técnicas que utilizem imagem corporal no espelho, equilíbrio e mudanças de posição.


Desta forma pode-se dizer que é possível, sim, corrigir a postura de um indivíduo idoso. Apesar de serem necessários muito mais tempo, disposição e esforço, mudanças benéficas podem acontecer e melhorar a qualidade de vida dessa população.

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abs
Carla
https://idosos.com.br/alteracoes-posturais-do-idoso/

Diabetes: Juntos & Conectados - 0800 para informações sobre a Bomba de Insulina

Existe um 0800 disponibilizado pela Roche para aquelas pessoas que se interessarem sobre a Bomba de insulina... Seja para conhecer, para entender se tem ou não perfil para usar-la, para saber como conseguir , para qualquer curiosidade sobre a Bomba... Chama-se Programa Juntos e Conectados.... 

Achei bem uma ideia bem legal!!!! É um ponta-pé inicial para desmistificar o uso da Bomba de Insulina para aquela pessoas que não sabem como funciona ou não sabem se tem perfil para usar. Acho que é super válido tentar!!!!


INSS começa a convocar aposentados por invalidez para perícia médica

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
 
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) começaram, na última sexta-feira (25), a convocar aposentados por invalidez para a realização de perícias médicas. A intenção é fazer um pente-fino nos benefícios concedidos. A economia prevista para o final do procedimento é de R$ 10 bilhões, de acordo com o MDS.

Os aposentados serão informados sobre a convocação por meio de cartas enviadas pelos Correios. No primeiro lote, foram enviadas 22.057 cartas para 25 estados e o Distrito Federal, exceto Roraima. Serão convocados aqueles com menos de 60 anos que estão com o benefício sem revisão há mais de dois anos. Ao todo, o governo quer convocar 1 milhão de segurados até dezembro de 2018.

A previsão é de que as primeiras perícias médicas comecem em setembro, considerando os prazos de entrega das correspondências e de contato dos beneficiários para a marcação do agendamento.

Aqueles que receberem a carta devem entrar em contato com o INSS pelo número 135 em até cinco dias corridos, com exceção de domingo, e agendar a perícia. Quem não fizer o agendamento terá o benefício suspenso.

A partir da suspensão, são contados 60 dias para que se marque a perícia. Se o agendamento for feito nesse prazo, o benefício é liberado até a realização da perícia. Passados os 60 dias sem que o beneficiário se manifeste, o benefício será cessado.


Balanço

Além dos aposentados por invalidez, aqueles que recebem auxílio-doença também foram convocados pelo INSS. De acordo com balanço divulgado pelo ministério, até o dia 4 de agosto, foram realizadas 210.649 perícias entre aqueles que recebiam auxílio-doença. Foram cancelados 168.396 benefícios. A ausência de convocados levou ao cancelamento de outros 20.304 benefícios.

Além disso, 33.798 benefícios foram convertidos em aposentadoria por invalidez, 1.892 em auxílio-acidente, 1.105 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício e 5.458 pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional. Ao todo, 530.191 benefícios de auxílio-doença serão revisados.

A economia anual estimada com auxílio-doença até agora é de R$ 2,7 bilhões.

Edição: Maria Claudia
 
obs. conteúdo meramente informativo
 
abs.
 
Carla
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/inss-comeca-convocar-aposentados-por-invalidez-para-pericia-medica 

Lista de medicamentos do SUS inclui novos remédios para HIV e Alzheimer

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil
Medicamentos

Novos medicamentos são incluídos no RenameArquivo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde divulgou hoje (25) a nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os novos medicamentos incluídos está o dolutegravir, para tratamento de infecção pelo HIV.

Também foi incluída a rivastigmina como adesivo transdérmico, para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer; o cloridrato de cinacalcete e paricalcitol, para pacientes com hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica, e a ceftriaxona, para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes a ciprofloxacina.

A nova edição da Rename, que conta com 869 medicamentos, também prevê a centralização do tratamento básico da toxoplasmose, com o objetivo de solucionar episódios de desabastecimento no país. O Ministério da Saúde iniciará aquisição dos medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina, que atualmente são ofertados pelos municípios no âmbito da Atenção Básica.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova relação de medicamentos essenciais foi obtida após consolidação das inclusões, exclusões e alterações dos medicamentos recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. A organização da Rename segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece o material como uma das estratégias para promover o acesso e uso seguro e racional de medicamentos. A lista define a responsabilidade de aquisição e distribuição de cada ente do SUS - estados, municípios e União.

Edição: Amanda Cieglinski
 
 
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Carla
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/lista-de-medicamentos-do-sus-inclui-novos-remedios-para-hiv-e-alzheimer 

domingo, 27 de agosto de 2017

Diabetes: MiniMed 640G: Cena 7 - A decisão de parar...

MiniMed 640G: Cena 7 - A decisão de parar...

Consulta com a minha Super Endócrino, um aprendizado conjunto, as análises dos últimos exames feitos antes de começarmos o teste com o MiniMed640G, uma ansiedade grande pelo que o novo vinha trazendo.
Ela nunca me negou nada desde o dia 1, aquele que me colocou na estatística do diabetes tipo 1. Agora não ia ser diferente.
Leu, buscou informação, aprendeu, falou com especialistas, me ouviu um tanto! Me deixou segura para mudar o tratamento e testar uma baita tecnologia, acompanhando tudo bem de pertinho.
Relatórios encaminhados, o contato com a Educadora Lygia, as incertezas compartilhadas e cada ajuste sob supervisão.

O fato é que com tudo isso e mesmo depois das últimas alterações feitas nas doses de insulina, fiquei um dia mais estável e logo a situação de picos glicêmicos voltou. Antes das refeições a glicemia sempre na faixa dos cento e pouco; uma hora depois, ia lá para a casa dos duzentos.

Conversei com a Lygia e mais uma vez íamos tentar melhorar o cenário com uma nova dose de insulina e uma nova redução na relação insulina / carboidrato, para correção das refeições.
Não deu tempo.

No sábado de manhã estava tudo sob controle. Fiz a troca do reservatório e do cateter como devido,  com toda a calma e atenção do mundo! Na hora do almoço, 110 mg/dL.
A partir daí a subida começou.
Comandei a Bomba para correção da glicemia e fiquei esperando que começasse a baixar, já que isso tinha acontecido anteriormente, em outro dia, por uma contagem de carboidratos um pouquinho incerta.

Nada!

Continuava o movimento de subida...
Em um intervalo de umas quatro horas, foram 3 correções sem qualquer efeito. No início da noite eu comecei a entrar em pânico: uma linha quase reta passando dos 300.
Até atingir um pico de 344mg/dL!!
Não registrava glicemias assim desde o meu diagnóstico. 
Só conseguia pensar em todo o trabalho que vem sendo feito até aqui com mudança de insulinas, de me manter focada na rotina de atividade física, de buscar compreender o efeito de cada alimento no meu organismo, de tentar não deixar as situações externas interferirem tanto assim na minha doçura. Nem sempre tive acertos, mas estava conseguindo cada vez mais ter um melhor controle.

A glicada, que finalmente desceu este ano (6,9% em fevereiro 6,5% em junho) sem grandes registros de hipoglicemia, estaria em risco de novo? Eu estaria em risco de cair em uma cetoacidose?

Mais um fator que me preocupava: não tinha mais sensores disponíveis.
Como foi noticiado há alguns dias pela Medtronic, o problema é mundial. Só que sem o sensor se comunicando com a Bomba a todo momento e passando por essa instabilidade tão grande com as minhas glicemias, o receio de ir adiante com o teste só aumentou.

Liguei para a minha Endócrino, conversamos e a decisão foi uma só: tirar a Bomba.

Um misto de alívio e decepção para mim.
Embora no fundo eu saiba que não se trata disso, a sensação era de que eu tinha 'falhado' no teste, de que não era capaz de manejar uma terapia diferente depois de 8 anos e meio habituada à uma outra.

Ainda tinha a suspeita de que a cânula pudesse estar dobrada (isso pode acontecer durante a aplicação do conjunto de infusão), mas não foi o caso. Ela estava intacta, direitinha:
Vejo amigos que usam bomba de insulina há tempos e adoram. Outros que começaram a testar agora, junto comigo, e também estão muito adaptados.
Eu pensei que estivesse indo pelo mesmo caminho.
Nem estava escutando mais o apito da Bomba no meio da madrugada, indicando a suspensão de insulina; não me embolava mais no catéter; não precisava desconectar na hora do banho; fazia as calibrações três vezes ao dia sem qualquer incômodo.
Mas a verdade é que eu me sentia limitada carregando um 'equipamento' preso em mim, preso nas minhas roupas.
O curioso em relação a esse aspecto é que escuto justamente o oposto: quem usa bomba e está acostumado e adaptado ao tratamento, diz que a Bomba trouxe mais liberdade.

Vale registrar que não foi isso que me fez encerrar o teste tão cedo. Se estivesse tudo em ordem com as minhas glicemias, essa seria a menor das questões.

Pela primeira vez me senti nocauteada pelo diabetes e não foi nada bom. Tive medo, de verdade.
Conversando com a equipe da Medtronic, há razões possíveis para esta instabilidade. Para começar, os ajustes normais numa fase inicial de tratamento. Pode ter sido uma obstrução parcial do cateter, pode ter sido alguma outra coisa... Eles estão avaliando os meus relatórios para tentar ter uma visão mais real do que ocorreu. Pode ter sido também uma precipitação minha em não ter insistido.

Uma ressalva bem grande: vou sentir falta do sossego de dormir sabendo que o algoritmo me protegeria de uma eventual hipoglicemia!

Ao que tudo indica, uma terapia usando somente a insulina de ação rápida não foi a melhor para mim.  Com a Levemir e, depois, com a Tresiba, eu não tinha tantas variações glicêmicas. Com o teste, foram 10 dias de Bomba sem chegar a uma estabilidade mínima. Acho que isso foi o que realmente me incomodou nesse período, mesmo tendo a consciência de que o diabetes não é uma ciência exata.

Voltei para a terapia com as canetas de insulina e tudo parece estar se reorganizando por aqui.

O tempo foi curto, mas cada passo desse processo (todos registrados aqui: Cena 1 / Cena 2 / Cena 3 / Cena 4 / Cena 5 / Cena 6) foi importante para eu entender um pouco mais sobre este outro tipo de tratamento. E, mesmo não funcionando para mim, percebo o quanto pode revolucionar a saúde de tantas pessoas com diabetes.

Agradeço mais uma vez à Medtronic pela oportunidade.
À confiança e cuidado da Carol, do Paulo e da Anelize.
À dedicação da Lygia.
Aos outros queridos que estão fazendo o teste e trocando ideias, carinho e atenção todos os dias nessa jornada.

Continuo achando o MiniMed640G um sistema incrível, uma opção de tratamento que pode melhorar muito a qualidade de vida de pessoas doces. Só não é o tratamento mais adequado para mim.

Testar, conhecer, questionar, avaliar... Saber entender o que o corpo diz.
Me cuidar e não deixar que o diabetes jamais assuma um papel de mosntrinho no meu caminho. Foi assim que eu comecei a me relacionar com essa condição e é assim que eu vou seguir em frente.






sábado, 26 de agosto de 2017


Diabetes: MiniMed 640G: Cena 6 - A troca do sensor e o balanço das horas...

MiniMed 640G: Cena 6 - A troca do sensor e o balanço das horas...

Novo dia de troca... Dessa vez, além do cateter, o sensor.
Diferente do cateter, o sensor requer uma mão de obra um pouco menor. O primeiro eu apliquei no braço porque estava contando com a ajuda da Lygia. Para o segundo, minha opção foi um lugar onde eu conseguisse fazer tudo sozinha.

Antes de começar, é preciso carregar o Guardian. Enquanto fazia isso, já fui preparando o sensor e o aplicador:
Ah, como muita gente tem me perguntado onde fica o reservatório de insulina na Bomba, é aí onde tem esta tampinha e de onde sai o cateter:
Escolhi aplicar o cateter de novo na barriga e o sensor, desta vez, foi no flanco.
E uma decisão importante: como eu tive alergia ao adesivo que prende o sensor na pele, optamos por não colocá-lo, deixando somente a kinesio tape como proteção (trata-se de uma bandagem elástica adesiva, usada principalmente por fisioterapeutas).

Sensor ativado, partimos para avaliar os dados dos Relatórios do período...
Fui direto ao ponto, já que alguma coisa anda estranha e me incomodando.
Acordo, calibro a Bomba, lanço a quantidade de carboidratos do café da manhã e o resultado me parece estar sempre errado. Esta semana tive uma experiência de 132 mg/dL antes e uma hora depois já estava batendo a casa dos 230 mg/dL!! Que pânico!

Duas horas depois, a doçura ainda estava 204 mg/dL. Foi a primeira vez que me apavorei - e me irritei! - com os números, depois de ter começado a usar a Bomba. Fiquei grudada na tela da Bomba acompanhando cada pontinho de queda, enquanto praticamente mergulhei em uma garrafa de água! 3 horas depois, 167 mg/dL.




Na hora do almoço, a mesma situação: glicemia razoável antes da refeição e glicemia disparando uma hora depois.

Quanta frustração!
Uma sensação de que eu estava fazendo tudo errado, de que a Bomba não é para mim.

Conversei com a minha Educadora e a orientação foi para eu me acalmar... Não era caso de alarde.
Mesmo sabendo que não deveria, em uma das vezes não esperei e comandei a Bomba para corrigir. Mais: passei um bom tempo acompanhando o gráfico para ver se ia baixando.
Desde que me descobri como parte da estatística do diabetes tipo 1, nunca tinha sentido medo da condição. Já tive medo de ter que deixar de tocar, de viajar, de abrir mão das coisas que eu gosto. Agora foi diferente. A sensação de perder o controle sobre o diabetes, sobre a minha glicemia, sobre essa tal doença crônica, bateu bem forte. Eu sei que nós temos só um mínimo desse controle e que ele vem através da alimentação, da prática de atividades físicas, de gerenciar as dosagens de insulina, pende de uma situação de estresse ou não. Mas o racional vai embora nessas horas e a minha vontade foi de arrancar a bomba e voltar ao meu tratamento anterior.
Que exercício de paciência!

De acordo com a análise da Lygia, essa montanha-russa glicêmica pode ter tido uma influência direta do período pré-menstrual (já contei aqui como isso interfere). Criamos um novo padrão horário de insulina, aumentando em 20% na parte da tarde e da noite. Também diminuímos a relação insulina / carboidrato.

Amanhã tenho consulta com a minha Endócrino e vamos repassar e confirmar todo esse esquema.
Entre tapas e beijos, os dias seguem em modo biônico...


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

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obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
 
abs.
 
Carla
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Diabetes: MiniMed 640G: Cena 5 - As Primeiras Análises de Resultados...

MiniMed 640G: Cena 5 - As Primeiras Análises de Resultados...



3 dias depois da instalação, a primeira avaliação com a minha Educadora.
A Lygia veio na minha casa e fizemos a troca do cateter e reservatório da Bomba, baixamos os dados de tudo que aconteceu nessas 72 horas e ela me deu mais algumas orientações sobre a operação da Bomba, para melhorar os resultados do tratamento.

Me vi de volta ao dia da minha primeira aplicação de insulina. Lá atrás, quando cheguei em casa depois da consulta que revelou o meu diagnóstico, eu fiquei um bom tempo com a caneta desmontada na minha mão, tentando entender tudo que ia acontecer.
Agora, com a experiência da Bomba, essa sensação se repetiu quando chegou o momento da primeira troca do cateter.




O processo em si é bem simples. Um mini-roteiro a ser seguido, tudo muito claro.
A Lygia foi me explicando o passo a passo e fizemos juntas: rebobina a Bomba + remove o reservatório antigo + tira o conjunto de infusão do corpo + abre o reservatório novo (procedimento padrão de aspirar o ar até a quantidade de insulina necessária para três dias) + aspira insulina do frasco + abre o conjunto de infusão novo + desenrola o cateter + encaixa o reservatório novo + aplica o conjunto de infusão no corpo (limpando o local onde será aplicado com álcool 70) + enche a cânula e pronto!!
Parece complicado, mas não é. O que pega, para mim, é não ter a prática e correr o risco de inutilizar um cateter ou desperdiçar insulina.

Aliás, o desperdício de insulina acabou acontecendo, mas outra razão...
Na Bomba, o reservatório é sempre preenchido com a quantidade estimada para três dias (prazo para troca). A Lygia e a Monique (minha Super Endócrino) calcularam uma dose de insulina específica considerando a dose de Tresiba que eu estava usando e adicionando um percentual para as correções. Como eu sou iniciante neste tipo de terapia e a gente não sabia exatamente qual seria a necessidade de insulina por dia, o cálculo foi para cima. O que acontece é que sobrou uma quantidade razoável no reservatório, que acabou indo para o lixo! Que dor no coração!!!!
Por causa disso, no novo reservatório reduzimos a quantidade.
Troca feita, partimos para a análise dos dados.
A Medtronic tem um programa chamado Carelink que computa todas as informações que a Bomba registra. Um monitoramento que é como um retrato da doçura a cada 24 horas!
Com esses dados a gente tem um panorama do que está adequado e do que precisa ser ajustado no tratamento.
Números, gráficos... informações importantes e relevantes sobre a variação glicêmica, as correções, as suspensões de insulina e hipoglicemias evitadas, as eventuais hiperglicemias:
Nessa avaliação, descobri que estava cometendo um errinho: quando eu lançava a quantidade de carboidratos das refeições, eu não lançava a glicemia do momento. Fazia isso somente quando calibrava a Bomba. Assim, a correção não estava sendo feita como deveria e isso, provavelmente, justifica alguns resultados de glicose mais altos do que o esperado.
Aumentamos a dose de insulina em horários mais críticos para mim - do início da manhã até o horário do almoço e do final da noite até o início da madrugada - e agora é esperar como serão os dias seguintes.

A ansiedade na hora do sono praticamente se foi. Decidi deixar a Bomba presa pelo clipe no pijama e foi a melhor solução.

O mais difícil é me manter firme e não interferir na operação da Bomba o tempo todo.
Cada vez que eu vejo uma suspensão de insulina, sei que será evitada uma hipo. Só que fico me controlando para não correr para a cozinha em busca de mel ou qualquer coisa que funcione para compensar a queda da glicemia. Em casos de hiper, a mesma coisa: a vontade de já mandar mais uma dose de insulina para dentro é enorme!

Haja calma e serenidade para deixar o algoritmo trabalhar...
Fico aflita com algumas variações grandes de glicose, confesso. Meu controle é bom e ver essas alterações me dão uma certa insegurança. Mas como eu sei que é normal acontecer no início de todo novo tratamento, tento manter a calma. 
O Carelink ajudou nesse ponto também: pude ver que as minhas médias de glicemia foram 118 mg/dL no dia 1, 157 mg/dL no dia 2 e 142 mg/dL no dia 3!

De maneira geral, estamos nos entendendo - eu e a Bomba - cada vez melhor!!