quinta-feira, 30 de junho de 2016

TMO =Doe medula. Salve vidas

Por meio de uma simples atitude, muitos pacientes podem ficar livres do câncer. Se você quer ser um doador de medula óssea voluntário, é necessário seguir os seguintes passos:
· Ter de 18 a 55 anos e estar em bom estado de saúde
· Procurar o hemocentro mais próximo de você (veja aqui a lista completa com todos os hemocentros:

· Preencher um formulário com dados pessoas e, neste mesmo dia, ter coletada uma amostra de sangue para testes que determine as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre doador e paciente.
Todos estes dados serão armazenados no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Já os dados do paciente que necessita de um transplante estarão no REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Por meio de um sistema informatizado, será realizado um cruzamento de dados e, caso encontre doador e paciente compatíveis, ambos serão avisados imediatamente.


Hoje, o Brasil é o terceiro maior banco de doadores do mundo, com cerca de 3,5 milhões de cadastrados. Mas é muito importante que os dados sejam mantidos atualizados, sempre (a atualização pode ser feita em 

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Carla
http://www.abrale.org.br/tmo/doe-medula 

TMO = Quem é candidato ao transplante?

Qualquer paciente em tratamento de um câncer do sangue, como a leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e mielodisplasia, por exemplo. Mas tudo irá depender de alguns fatores, como a necessidade de se realizar o procedimento, condição clínica do paciente, idade, se há um doador 100% compatível (caso o transplante escolhido for o alogênico). 
Importante! O médico responsável é quem dirá se há ou não indicação para o procedimento. 

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Carla
http://www.abrale.org.br/tmo/candidato-transplante

Transplante de Medula Óssea - TMO Enxerto x Hospedeiro

Enxerto x Hospedeiro - TMO
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A doença do enxerto versos hospedeiro pode acontecer após os transplantes realizados com doadores. Isto porque o organismo do doador passa a reconhecer as novas células-tronco infundidas como estranhas e, automaticamente, iniciam um ataque contra elas. São dois os tipos:

Aguda - ocorre normalmente nos primeiros três meses após o procedimento, e pode causar manchas vermelhas nas mãos, pés e rosto; manchas espalhadas pelo corpo; erupções na pele; febre; diarreia; dores abdominais; icterícia.
Crônica - se desenvolve a partir da aguda, e pode durar por anos. Seus principais sintomas são erupção na pele e coceira por todo o corpo; boca seca e sensível; olhos secos; enrijecimento e escurecimento da pele; perda de cabelo. 

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Carla
http://www.abrale.org.br/tmo/enxerto-hospedeiro

Transplante de Medula Óssea - TMO - Tipos

São quatro os tipos de transplante de células-tronco hematopoéticas:


Alogênico


É realizado a partir das células-tronco de um doador 100% compatível, seja ele da família ou não. Essa compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. A análise é realizada em laboratório, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamado de exame de histocompatibilidade (HLA). Na família, as chances de se encontrar um doador compatível são de 35%. Em toda a população, as chances são de 1 para cada 100 mil pessoas.
· Para o doador - A coleta pode ser feita de duas maneiras:
1ª – As células-tronco serão retiradas pelo osso da bacia, por meio de uma agulha na região da nádega. O procedimento dura 60 minutos, e é feito com anestesia. O doador precisará ficar em observação após o término.
2º - As células-tronco são retiradas pela veia. Aqui, o doador toma um remédio por alguns dias para aumentar a produção das células. Depois, o sangue pode ser filtrado por uma máquina que retira as células-tronco. Este processo de coleta dura de 4 a 6 horas. É importante deixar claro que não há risco algum para o doador e que sua medula estará totalmente recuperada em poucas semanas.
· Para o paciente – Antes do procedimento, será necessário receber altas doses de quimioterapia, que tem por objetivo atacar a maioria das células doentes. Em seguida, as células-tronco doadas serão infundidas no paciente, com a finalidade de reconstituir a fabricação das células saudáveis.
Normalmente, o paciente permanece internado por mais de 15 dias, para o acompanhamento da evolução no tratamento. Ele também recebe medicamentos imunossupressores, que têm como objetivo adequar o sistema imunológico e evitar a rejeição da nova medula.
Quando o sistema começa a funcionar novamente (geralmente em torno de 21 dias após o procedimento) pode-se dizer que houve a pega da medula, ou seja, o transplante obteve sucesso e a medula voltou a funcionar perfeitamente. Ainda assim, o monitoramento médico continua sendo essencial, pois mesmo após um ano de procedimento, pode vir a aparecer alguma complicação tardia. 


Autólogo

Ele acontece com as próprias células do paciente, mas só é possível nos casos em que a medula não esteja completamente comprometida e que haja um número suficiente de células-tronco saudáveis na medula ou no sangue do paciente. As células-tronco são retiradas do paciente, “tratadas” e congeladas. Feito isso, o paciente irá receber altas doses de quimioterapia, e somente quando estiver com pouquíssimas células doentes, ou nenhuma, em seu organismo, é que as células-tronco serão descongeladas e infundidas. O objetivo é reconstituir a fabricação das células saudáveis na medula óssea.




Singênico
O procedimento é exatamente o mesmo do alogênico, mas nesse caso o doador e o receptor são irmãos gêmeos univitelinos. 


Haploidêntico

Também é muito parecido com o transplante alogênico, com a diferença que o doador pode ser apenas 50% compatível, e obrigatoriamente da família. Ele só será indicado em casos em que haja a necessidade imediata e se o doador 100% compatível não for encontrado.

No Brasil, ele ainda não é muito realizado, mas definitivamente é mais uma esperança aos pacientes. 

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Carla
http://www.abrale.org.br/tmo/tipos


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Hemoglobinúria Paroxística Noturna : 8.2 - Vivendo com a

Atendimento humanizado à saúde: você sabe reconhecer?


Qualquer situação de saúde e doença que nos torne vulnerável diante da vida se configura como um momento de crise existencial. É como se a nossa relação entre passado, presente e futuro se modificasse a partir do início de um sintoma, do resultado de um exame, de um acidente ou outro acontecimento que nos torna física e/ou mentalmente vulneráveis. Muito do que conhecíamos sobre nós ou esperávamos para o futuro deixa de ser e dá lugar a tudo que permeia a nova condição existencial.
Mesmo quando o quadro parece ser somente de natureza orgânica, tudo que acontece impacta nosso ser integralmente trazendo consequências emocionais, sociais, espirituais e econômicas em maior ou menor grau.
Assim, quando adoecemos vivemos as mais variadas emoções, experienciamos diversos sentimentos e situações novas e inesperadas, para as quais nem sempre temos os recursos internos para lidar.
Quando em tratamento, nossa adesão e confiança dependerão da nossa segurança na equipe que cuida da gente. E, neste aspecto, muitos estudos mostram que a relação paciente-família e equipe é tão importante quanto a qualidade do tratamento técnico que nos é oferecido.
Mas, como saber se estamos recebendo um atendimento que nos humaniza em nossa condição e que favorece o nosso cuidado e recuperação?
Um atendimento humanizado é aquele que considera a integralidade da “unidade de cuidado”, ou seja, ele pressupõe a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento que se desenvolve entre paciente, familiares e equipe.
Estamos recebendo um atendimento humanizado quando:
  • O tratamento baseado na ética profissional.
  • O tratamento é individualizado, ou seja, considera a pessoa como um todo e não a classifica de maneira generalista em função do seu diagnóstico ou quadro geral.
  • O cuidado é realizado com empatia, atenção e acolhimento integral ao paciente e sua família/ acompanhante.
  • Existe uma escuta atenta e diferenciada, com a presença de um olhar sensível para as questões humanas.
  • Há respeito a intimidade e as diferenças.
  • A comunicação é eficiente e permite a troca de informações levando em consideração o estado emocional do paciente e da família.
  • O atendimento transmite confiança, segurança e apoio.
  • A estrutura física atende às necessidades de cuidado e tratamento.
Mas, nem sempre é fácil identificar se os itens acima listados estão realmente acontecendo na relação estabelecida entre quem cuida e é cuidado. Por isso, também é importante que saibamos reconhecer se há a desumanização.
Assim, alguns comportamentos podem ser indicativos da falta de humanização no tratamento:
  • Frieza e indiferença diante da situação do paciente e/ou família. 
  • O profissional não chama o paciente pelo nome, o infantiliza ou mantém sua atenção somente no diagnóstico ou procedimento, sem considerar o paciente como um todo ou os sentimentos envolvidos na situação.
  • A expressão dos sentimentos, medos e ansiedades não são acolhidos ou são desvalorizados.
  • Frases prontas, como “você tem que ser forte”, “não chore por isso”, tem situações muito piores que a sua”, etc. surgem no lugar de atitudes empáticas e acolhedoras.
  • O espaço e a estrutura de onde o atendimento ocorre é inadequada, ou precária ou expõe a saúde física e emocional da unidade de cuidado.
  • Não há o fornecimento das informações necessárias ou as dúvidas não são esclarecidas.
  • O paciente e/ou sua família se sentem inibidos ou com medo de perguntar ou se posicionar diante de uma situação.
  • A opinião e o que paciente e/ou família têm a dizer não são levados em consideração, não é escutado ou valorizado.
  • O paciente ou sua família é rotulado em função do seu diagnóstico ou algum comportamento característico.
  • Evita-se os “olhos nos olhos”.
  • O atendimento é demasiadamente rápido.
  • A intimidade física ou emocional do paciente e/ou família fica exposta desnecessariamente.
  • As crenças pessoais não são levadas em conta ou não são respeitadas.
  • Não há inclusão da família na atenção oferecida.
  • Há situações em que “falam sobre mim como se eu não estivesse presente”.
Vale ressaltar que nem sempre a questão é responsabilidade do (s) profissional (is) que nos atende (m). Muitas questões, como a estrutura física do local onde o tratamento é realizado, por exemplo, faz parte do funcionamento de uma instituição e, por vezes, a própria equipe também está exposta de maneira desumana e insalubre. Neste caso, é preciso que saibamos identificar de onde vem o problema para acionar os meios corretos e tentar solucioná-lo.
Investir na formação básica do ser humano e especialmente numa formação profissional que forneça os alicerces para um atendimento humanizado é a chave para que situações de descaso e descuido deixem de acontecer.
Como diz Leonardo Boff, “o que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”.
É o tão falado “olhos nos olhos” que humaniza o tratamento. É ele que permite a troca, o cuidado e o crescimento mútuo entre quem cuida e quem é cuidado. Em um atendimento humanizado todos saem ganhando independente do resultado final, porque nele o amor ao humano prevalece em sua mais nobre essência. 

Por Marcela Alice Bianco – Membro do Comitê Científico de Psicologia da ABRALE.

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Carla
http://www.abrale.org.br/atendimento-humanizado-a-saude

Transplante de Medula Óssea - TMO

Transplante de Medula Óssea - TMO
Você certamente já ouviu falar sobre este assunto. Hoje chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas, este procedimento é feito com o sangue da medula, sangue periférico (aquele que flui e circula no corpo) ou sangue do cordão umbilical.
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Para entender melhor: a medula óssea, conhecida como tutano, é um tecido líquido-gelatinoso localizado dentro dos ossos, responsável por fabricar todos os elementos do nosso sangue. É ali que nascem as células-tronco hematopoéticas: somente quando atingem a maturidade, elas se diferenciam em relação às suas funções, tornando-se glóbulos brancos (que combatem infecções), vermelhos (que carregam o oxigênio), e plaquetas (que ajudam na coagulação). Aí, sim, estão preparadas para serem lançadas na corrente sanguínea.

O problema da maior parte das doenças do sangue é uma falha nesse mecanismo, quando essas células sofrem uma mutação (normalmente sem causa conhecida), perdem suas funções e começam a atrapalhar o sistema. Pois nesse momento, o transplante entra como uma opção para combater esse transtorno e repovoar a medula com células saudáveis.
Este é um dos procedimentos que possibilitam a cura do câncer. Para alguns casos, o transplante é indicado logo no início. Em outros, essa opção só será aplicada se os primeiros tratamentos não apresentarem resultado. O especialista é quem saberá quando indicá-lo.
No Brasil, são 70 centros especializados no transplante de medula óssea e 26 para transplantes com doadores não-aparentados.
Importante! Se você é um candidato ao transplante, não hesite em tirar todas as suas dúvidas sobre o procedimento com seu médico. 

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Os 10 mandamentos de amor ao Idoso


I – Deixa-o falar - Porque do passado ele tem muito a contar. Coisas verdadeiras e outras nem tanto, mas todas úteis aos espíritos ainda em formação.


II – Deixa-o vencer nas discussões - E não fiques a lembrar a todo instante que suas idéias estão superadas. Ele precisa sentir-se seguro de si mesmo.


III – Deixa-o visitar seus velhos amigos - entreter-se com seus camaradas, porque é dessa maneira que ele consegue reviver os tempos idos.


IV – Deixa-o contar histórias demoradas - ou, muitas vezes, repetidas, porque ele precisa provar a si mesmo que os outros gostam de sua companhia.


V – Deixa-o viver entre as coisas que amou - e que sempre recorda, porque ele já sofre ao sentir que, aos poucos, vai sendo abandonado pela vida.


VI – Deixa-o reclamar, mesmo quando está sem razão – porque todo ancião, tem direito, como as crianças, à tolerância e à compreensão.


VII – Deixa-o viajar em teu carro – quando saíres de férias ou nos fins de semana, porque sentirás remorso, se algum tempo depois ele já não estiver aqui para fazer-lhe companhia.


VIII – Deixa-o envelhecer com o mesmo paciente afeto - com que assistes aos teus filhos crescerem, porque em ambos os casos estarás, demonstrando o mesmo sentimento de amor e proteção.


IX – Deixa-o rezar onde e como queira – porque ele deseja ver sempre a sombra de Deus no resto de estrada que ainda vai percorrer.


X – Deixa-o morrer – entre braços poderosos e amigos, porque o amor dos irmãos é o melhor sinal do amor do Pai que está no céu.


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Nota: “Os dez mandamentos do amor ao idoso” foram redigidos na Itália, por um frade carmelita. A tradução para o português foi feita por um confrade da mesma ordem, residente em Teresópolis, RJ. O texto acima foi revisto por um poeta pernambucano que não quis se identificar. São dele alguns acréscimos ao texto original.


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Carla

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Hemoglobinúria Paroxística Noturna : 8. - Vivendo com a

A psicologia pode te ajudar!
Apesar de todo o conhecimento e informações, o câncer ainda é repleto de estigmas.
O diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento podem desencadear um desequilíbrio emocional tanto no paciente quanto em sua família, trazendo sentimentos como medo, ansiedade e revolta.
As mudanças na vida das pessoas afetadas pela doença são significativas, o que evidencia a importância do apoio psicológico frente às dificuldades que precisam ser atendidas.
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A psico-oncologia, uma especialidade dentro da Psicologia da Saúde, representa a área de interface entre a Psicologia e a Oncologia e atua justamente nas necessidades destes pacientes. São diversos os momentos em que este profissional pode ajudar:

· Suporte emocional diante do diagnóstico:
Esta é uma fase marcada por angústia e ansiedade, afinal, após um período de expectativa e exames considerados complicados, receber o diagnóstico não é nada fácil.
No momento inicial do tratamento tudo é novo e fica muito difícil assimilar as informações de uma só vez.
O acompanhamento psicológico pode ser muito importante para auxiliar o paciente e familiares a se ajustarem a esta nova realidade. Aos poucos, todos poderão se sentir mais fortalecidos para passar por esta situação da melhor maneira possível.
· Suporte emocional durante o tratamento:
O tratamento do câncer pode ser muito desgastante, uma vez que envolve internações prolongadas, idas ao hospital, visitas ao médico e mudanças físicas. Em alguns casos os efeitos colaterais do tratamento também causam desconforto e, aliado a tudo isso, ainda é necessário lidar com as demandas da vida cotidiana ao mesmo tempo.
Em maior ou menor grau, o paciente pode apresentar dificuldades de lidar com estas situações. O trabalho da Psico-oncologia pode facilitar o manejo dos tratamentos médicos propostos, promovendo uma melhor forma de enfrentamento e qualidade de vida durante este período.
· Suporte emocional no término do tratamento e reinserção social:
Na maioria das vezes as pessoas interrompem os estudos e/ou o trabalho enquanto estão realizando o tratamento. Após a alta, normalmente estão aptos para voltar à rotina e este é um momento muito delicado, cercado de expectativas e ansiedade.
Em alguns casos os pacientes podem apresentar algum tipo de sequela causada pela doença e precisam aprender a lidar com estas limitações. Algumas pessoas, por exemplo, ainda não conseguem voltar para o mesmo local em que estudavam/trabalhavam e precisam enfrentar novas maneiras de buscar a inserção no mercado de trabalho.
Situações como estas fazem com que o apoio psicológico neste momento seja tão importante quanto o realizado durante o tratamento. O profissional ajudará o paciente a lidar com as situações do dia a dia, e também com a ansiedade presente nas consultas para acompanhamento e exames de controle – afinal, mesmo em alta, é muito comum ter o medo de a doença voltar.
O apoio psicológico também deve acontecer frente à impossibilidade de cura e a convivência com a doença crônica, que muitas vezes requer adaptabilidade a uma nova realidade.
Por Flávia Sayegh - Psicóloga da ABRALE.


É constituído por profissionais com experiência na área de Onco-Hematologia, que objetivam prestar suporte emocional a todas as pessoas que são tocadas pelo câncer hematológico, quer isso aconteça de forma direta, pelo paciente, ou de forma indireta, por familiares e equipe de saúde.
Os membros também ajudam na divulgação de informações atualizadas e elaboração de materiais didáticos.
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http://www.abrale.org.br/qualidade-de-vida/psicologia

Hemoglobinúria Paroxística Noturna:7 - Vivendo com a

Odontologia no Câncer

Com os cuidados bucais, é possível evitar alguns problemas bastante comuns aos que realizam quimioterapia, radioterapia ou que estão se recuperando de um transplante de medula óssea.
As principais complicações enfrentadas pelos pacientes são:
Mucosite oral: o surgimento de feridas na cavidade oral causa dor e desconforto, além de aumentar as chances de contrair bactérias.
Xerostomia: a secura excessiva da boca é comum, pois o tratamento acaba causando alterações nas glândulas salivares.
Cárie de radiação: por causa da baixa produção de saliva e de má higiene bucal, as cáries podem surgir.
Infecções oportunistas: a baixa imunidade deixa o paciente bem suscetível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.
Sangramento bucal: com o baixo número de plaquetas, ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea.
Perda do paladar: o tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.
Perda óssea: a perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente.

Como o tratamento acontece?
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Para tratar e amenizar os problemas bucais, é fundamental, antes de tudo, que durante todo o tratamento, e até mesmo antes de começá-lo, o paciente tenha um acompanhamento odontológico com um profissional especializado em câncer. A higiene bucal não pode ser deixada de lado, ainda que a região da boca esteja dolorida.

•  Nesse momento, é mais indicado o uso de escovas macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool.
•  Para aliviar a mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas, anti-inflamatórios e o tratamento com laser, conhecido por laserterapia, que também apresenta excelentes resultados.
• Quando houver redução de fluxo salivar e a boca ficar muito seca, pode-se usar protetor labial à base de lanolina e lubrificantes bucais, conhecidos como saliva artificial. Assim, evita-se possíveis feridas e infecções.
•  O sangramento nas gengivas também pode estar associado à placa bacteriana, que causa uma inflamação no local. Para evitá-lo, o profissional deve acompanhar com o paciente a forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas por meio do tratamento periodontal.
•  As infecções oportunistas exigem todo o cuidado possível. Para tratá-las, são indicados medicamentos tópicos ou orais, que só devem ser utilizados com o acompanha - mento médico e do dentista.
• Aos que tiveram perda óssea, os implantes dentários podem ser indicados. O que realmente irá importar é o estado clínico: se o paciente estiver em remissão completa, esse procedimento está liberado; mas, se ainda estiver em tratamento com quimio ou radioterapia, o paciente fica mais exposto a possíveis infecções no local do implante, o que não deve acontecer. As pessoas que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bisfosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos), tem restrição à colocação de implantes.
•O uso de aparelhos ortodônticos deve ser suspenso durante o tratamento para evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento ortodôntico normalmente.

Onde tratar?
Ainda que o tratamento odontológico especializado não esteja disponível em todos os hospitais do País, é muito importante que o paciente procure saber se onde ele se trata há esse tipo de serviço.
A Abrale também tem uma parceria com o Instituto Sorrir para a Vida, que desde 2007 oferece gratuitamente tratamento bucal às pessoas com câncer. Apenas os pacien tes cadastrados na Associação, e que sejam de São Paulo, terão acesso. 

É constituído por profissionais com experiência na área de Onco-Hematologia, que objetivam trabalhar por um melhor atendimento oncológico no país, com foco na saúde bucal, possibilitando aos pacientes os cuidados especiais no pré e pós tratamento.  Os membros que compõem este Comitê também ajudam na divulgação de informações e elaboração de materiais didáticos.

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Vídeo - GVHD em Odontologia
Dra. Karin Sá Fernandes - Cirurgiã-Dentista
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Sódio : como ele age no corpo?

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COMO ORGANIZAR OS MEDICAMENTOS DO IDOSO:

Todo cuidador familiar sabe do estresse e do cansaço que enfrenta (muitas vezes, sozinho!) ao cuidar de seu idoso querido. Não tem folga, não tem final de semana, não tem feriado, não tem férias. Não pediu para fazer esse trabalho e não sabe quando vai terminar.

O portal Cuidar de idosos oferece aos nossos cuidadores familiares algumas dicas, tentando minimizar e controlar a pesada carga de estresse a que são submetidos. Sabemos, inclusive, de vários casos de familiares que acabam ficando também doentes, necessitando de cuidados!

1. Coloque as suas necessidades em primeiro lugar:
Alimente-se corretamente, faça refeições nutritivas e variadas . Não desconte seu estresse nos doces ou abusando de bebidas alcoólicas. Durma pelo menos 8 horas por noite. Faça exames médicos regulares. 

Encontre tempo para fazer exercícios , mesmo que isso signifique que você tem que pedir a alguém para cuidar, enquanto você está fora. Se você sentir depressiva ( tristeza extrema, dificuldade de concentração, apatia, desesperança, pensamentos sobre a morte), procure imediatamente um médico.

2. Procure seus amigos:
o estresse aumenta o isolamento. Reunindo-se regularmente com seus familiares e amigos, você poderá dividir com eles suas apreensões e angústias. Sair de casa e passear faz bem!

3. Peça ajuda:
Faça uma lista de coisas que você tem que fazer, no cuidado com o idoso e procure outros familiares para te ajudar. Procure envolver toda a família, não aceite suportar o fardo do cuidado sozinho!

4. Procure os recursos da comunidade:
Atualmente, temos várias ONGs que dão suporte aos idosos e seus familiares (ABRAz, Brasil Parkinson, Associações de renais crônicos, de portadores de esclerose lateral amiotrófica). Veja se há programas de saúde de família no seu bairro, se há centros de referência de atenção ao idoso ou centro de referência de assistência social. Outras organizações: clubes de serviço (Rotary e Lions), paróquias e comunidades religiosas.

5. Faça uma pausa:
Você merece, tire férias. Se acaso sua família não puder te ajudar, pense na possibilidade de contratar cuidadores profissionais ou colocar seu idoso em uma ILPI (instituição de longa permanência para idosos), por um pequeno período, enquanto você descansa. Fará bem para você e também para seu idoso amado.

6. Aprenda a lidar com seus sentimentos:
Você não está sozinho nesse trabalho incasável de cuidar. Muitas outras pessoas também passam pelo mesmo problema que você. Participar de grupos de auto-ajuda e procurar auxílio com psicólogos ajudam a tolerar a carga de estresse.

7. Encontrar tempo para relaxar:
Fazer algo que você gosta, como ler, caminhar ou escutar música, pode recarregar suas baterias. Alguns cuidadores familiares buscam melhora o nível de estresse com yoga e meditação. Para todos, orações e práticas religiosas podem ser poderosas ferramentas.

8. Organize-se:
Sempre fazer primeiro as tarefas mais importantes (banho, medicações, alimentação) deixando outras tarefas menores para depois. Mantenha uma agenda atualizada e faça sempre o planejamento do dia seguinte. Não se preocupe se você não puder controlar tudo.

9. Basta dizer não:
Aceite o fato de que você simplesmente não pode fazer tudo! Resista à tentação de assumir mais atividades, projetos ou obrigações financeiras que você pode fazer. Se alguém te pedir para fazer algo, que irá te sobrecarregar mais ainda (avó cuidando de neto, por exemplo) , honestamente explique porque você não pode – e não se sinta culpado.

10. Você tem direito de ser feliz:
não deixe que outros familiares te digam o que você tenha que fazer. Você é dono de sua vida! Mesmo cuidando de idosos, não pense somente no estresse e na carga excessiva de trabalho. Pense também nessa experiência de vida riquíssima e nobre.que é cuidar de seu idoso amado!

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domingo, 26 de junho de 2016

27/06 - Palestra = Câncer e Doenças do Sangue

Hemoglobinúria Paroxística Noturna:6 - Vivendo com a

Boa alimentação

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Os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer atrapalham a ingestão de uma série de alimentos, e a alimentação rica e balanceada é fundamental no apoio ao tratamento. Mas que alimentos são os mais adequados? Quais as normas de higiene para manuseá-los? Essas são algumas perguntas feitas pelos pacientes.

Aqui, colocaremos algumas dicas que irão te ajudar neste momento, mas é importante salientar que o nutricionista, com foco no tratamento oncológico, é o profissional responsável por indicar qual a melhor dieta. Converse com o médico e veja se em seu centro de tratamento este serviço está disponível.

Alimentos contra os efeitos colaterais
Náuseas, vômitos e modificações no trânsito intestinal (tanto diarreia quanto intestino preso) podem ocorrer durante o tratamento oncológico. Além disso, alguns medicamentos alteram o paladar, o que causa menos apetite.
Contra náuseas e vômitos:
• Prefira alimentos frios ou gelados, como sorvetes, milk-shakes, vitaminas, frutas e saladas
• Diminua ou evite o uso de temperos fortes na preparação dos alimentos
• Faça as refeições em ambientes calmos e coma pequenas porções várias vezes ao dia
Contra a diarreia:
• Aumente a ingestão de líquidos, como água, chá, suco e água de coco
• Evite alimentos laxativos, como doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva e ameixa preta
Contra a obstipação (prisão de ventre):
• Evite o consumo de cereais refinados (arroz branco, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, maisena, polvilho)
• Substitua alimentos pobres em fibras por alimentos ricos nesse nutriente (ex.: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, arroz integral, linhaça, aveia, cevada, milho, trigo, pães e biscoitos integrais, cereais matinais, agrião, alface, abóbora, abobrinha, aipo, aspargos, beterraba, bró- colis, couve, acelga, batata-doce, rúcula, escarola, erva-doce, espinafre, repolho, salsa, cebolinha, cebola, cenoura crua, couve-flor, nabo, pepino, pimentão, quiabo, rabanete, tomate cru, vagem, abacaxi, ameixa, amora, banana, caju, cereja fresca, coco, damasco seco, figo, goiaba, kiwi, laranja com o bagaço, maçã com casca, manga, maracujá, mamão, melancia, melão, tangerina, morango, nectarina, pera com casca, pêssego com casca, tâmara, uva fresca e passa)
• Para maior benefício, consuma esses alimentos durante o dia, acompanhados de no mínimo dois litros de líquidos
• Para evitar a flatulência (formação excessiva de gases), que pode ocorrer com o aumento súbito de fibras na dieta, aumente esse consumo gradativamente
• Inclua na sua alimentação leites fermentados ou suplementos contendo probióticos (ex.: lactobacilos)
Receita de Pudim de Sorvete
Contra a mucosite:

• Evite alimentos picantes e salgados com temperos fortes e alimentos ácidos (ex.: limão, laranja pera, morango, maracujá, abacaxi e kiwi)
• Consuma preferencialmente alimentos macios ou pastosos (ex.: creme de espinafre, milho, purês, pães macios, sorvetes, flans, pudins e gelatinas) 
Contra a xerostomia (boca seca):
• Procure mascar chicletes e chupar balas
• Beba líquidos em abundância (ex.: água, chá, suco, sopa)
• Aumente a ingestão de alimentos ácidos e cítricos
• Acrescente molhos e caldos nas preparações salgadas
• Evite alimentos ricos em sal
• Chupe cubos de gelo ao longo do dia
• Utilize pomadas industrializadas (“salivas artificiais”) antes das refeições

Higienização dos alimentos
Durante o tratamento, o paciente costuma ficar com a imunidade bastante baixa, e sem as precauções necessárias, pode vir a contrair infecções. Portanto, há um importante cuidado a ser tomado na alimentação de pacientes com câncer: todos os alimentos devem ser armazenados, preparados e servidos de maneira adequada.
A higienização e o cuidado com todas as etapas antes da ingestão de um alimento são fundamentais para evitar infecções alimentares e outros problemas relacionados à contaminação em um momento tão sensível.
• Coma carnes sempre bem cozidas (bem passadas), para que não reste nenhuma parte crua ou mesmo rosada
• Descongele as carnes vermelhas, peixes ou aves na geladeira ou no micro-ondas, nunca em temperatura ambiente
• Não deixe alimentos perecíveis fora da geladeira por mais de duas horas
• Não deixe os alimentos com ovos, cremes ou à base de maionese fora da geladeira por mais de uma hora
• Divida grandes quantidades de alimentos em pequenas porções e guarde em potes rasos. Deixe na geladeira somente o alimento que for consumir nos próximos dois ou três dias e congele o restante
• Lave bem as frutas e vegetais em água corrente, e retire todas as áreas “machucadas” e estragadas dos vegetais
• Lave a embalagem dos alimentos (como enlatados) antes de abrir
• Não use o talher da preparação do alimento para provar o tempero
• Não prove alimentos com cheiro de azedo ou estragado
• Cozinhe os ovos até a clara estar completamente dura, e a gema, espessa

Água, a fonte da vida
agua
Pesquisas apontam que o câncer é causado por, entre outros fatores, acúmulo de toxinas. Sendo assim, tomar muita água não só previne o aparecimento de tumores como também ajuda no tratamento. É raríssimo que um indivíduo em terapia tenha que regular a quantidade de água ingerida. Quanto mais, melhor.

Posso tomar qualquer tipo de água?
Pois é, não é toda água que o paciente em tratamento do câncer pode beber. A água que vem da torneira, por exemplo, pode não ser muito adequada, já que contém produtos, como o cloro, que é tóxico e pode causar reações no organismo. O ideal é tomar a água mineral, aquela que vem na garrafinha, ou água filtrada, processo realizado por diversos aparelhos acessíveis a todos.

Ao comprar um alimento, todo cuidado é pouco
• Checar a data de fabricação e validade do produto, principalmente carnes, ovos e peixes
• Observe o odor, presença de insetos ou corpos estranhos nas embalagens danificadas e estufadas
• Selecione os vegetais e frutas mais frescas, sem áreas amassadas
• Evite salgadinhos e sobremesas não refrigeradas
• Evite estocar alimentos por longo tempo

É constituído por nutricionistas com experiência na área de Onco-Hematologia, que objetivam trabalhar por um melhor atendimento oncológico no país, no que diz respeito à promoção da saúde do paciente e à alimentação saudável e correta no pré e pós tratamento. Os membros que compõem este Comitê também ajudam na divulgação de informações e elaboração de materiais didáticos.

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla


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