domingo, 15 de outubro de 2017

SUS terá medicamento de aplicação mais fácil para crianças com Diabetes

NATÁLIA CANCIAN
DE BRASÍLIA

11/10/2017 13h36


Tatuagens podem acabar com processo diário de picar a ponta dos dedos para monitorar a glicemia
Paciente faz controle da diabetes; SUS terá novo medicamento para crianças a partir do próximo ano
O SUS passará a ofertar, a partir de 2018, um novo medicamento para crianças com diabetes tipo 1 –a insulina análoga.
Ao todo, 100 mil crianças que possuem maior dificuldade de controle da doença devem passar a receber o medicamento. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo Ministério da Saúde.
Segundo a pasta, o medicamento permite maior controle glicêmico e reduz o risco de complicações pela diabetes, além de ser de mais fácil aplicação por ter a embalagem no formato de caneta.
"Ao invés das seringas, é uma caneta de muito mais fácil aplicação e que permite o reuso", afirma Renato Alves Teixeira, diretor do departamento de assistência farmacêutica.
A resposta desse medicamento também é considerada mais rápida em relação à insulina regular, indicada para ser utilizada cerca de 30 minutos antes das refeições. Já a análoga tem intervalo quase imediato, informa o diretor.
A inclusão do medicamento no SUS atende a demanda antiga de entidades do setor, que já pleiteavam a incorporação desde 2014.
Nos últimos anos, o medicamento também era alvo de demandas judiciais e distribuição irregular, segundo Teixeira. O valor investido para oferta do novo tratamento é de R$ 135 milhões por ano.
Embora as crianças sejam consideradas público prioritário, o produto também poderá ser ofertado para adultos com esse tipo de diabetes, desde que com indicação médica, informa.
CANETAS
Além da inclusão do novo medicamento no SUS, a pasta negocia a oferta de caneta para aplicação da insulina para todas as crianças com diabetes, incluindo aquelas que fazem uso da insulina regular.
A previsão é que, encerrada a compra, a oferta ocorra a partir do segundo trimestre de 2018. Cerca de 1 milhão de crianças têm diagnóstico de diabetes no país.
"Entendemos que a criança ir para escola levando uma seringa para aplicar traz um desconforto. Estamos na fase de registro para oferta de canetas para insulina regular", diz Marco Fireman, secretário de ciência e tecnologia. Em seguida, a pasta deve negociar oferta semelhante para adultos com diabetes.
FARMÁCIA POPULAR
Atualmente, a oferta de insulina é gratuita por meio do programa Farmácia Popular. Mas a continuidade dessa distribuição no programa tem sido alvo de impasse.
Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governo negocia com a indústria e farmácias a possibilidade de redução dos preços cobrados, tidos como mais altos do que o pago para oferta regular no SUS.
Se isso não ocorrer, a pasta prevê a possibilidade de retirar a oferta do medicamento do Farmácia Popular. Uma medida que tem gerado críticas no setor, que lembra que o programa foi criado para facilitar o acesso aos medicamentos no país.
"O Ministério paga R$ 10 quando faz a compra direta para distribuir na sua rede própria e R$ 27 para a farmácia que entrega o medicamento. Então já chamamos os setores responsáveis e estamos buscando uma solução para aumentar a oferta", diz Barros.
O ministro admite, no entanto, a possibilidade de rever a distribuição por meio do Farmácia Popular. Mas nega uma redução no acesso.
"Se não houver entendimento com as farmácias, ela passará a ser distribuída na rede própria, como outros medicamentos", afirma.
obs.conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla
http://m.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/10/1926248-sus-tera-medicamento-de-aplicacao-mais-facil-para-criancas-com-diabetes.shtml

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vitamina B12 baixa e Demência

Vitamina B12 baixa e demência


 
Estudos recentes indicam que a deficiência de vitamina B12 aumenta o risco de demência. Será que um tratamento de vitamina B12 pode ajudar?

Artigo de convidado: Demência e micronutrientes

As doenças mentais estão associadas a uma diminuição do nível de micronutrientes no organismo. Em alguns casos, as pessoas de idade avançada não se alimentam de uma forma equilibrada e em outros, a absorção dos nutrientes essenciais dos alimentos não é feita corretamente. Qual é então a relação entre a influência dos micronutrientes no organismo e a demência? Qual é o papel da vitamina B12? E como pode a vitamina B12 ajudar a prevenir e a tratar a demência?
 
Para ajudar a responder a essas questões pedimos á especialista Dra. Birgit Schiel para nos esclarecer sobre o assunto.

A falta de nutrição conduz a desequilíbrios cognitivos

Estudos indicam que um desempenho mental equilibrado é promovido por níveis satisfatórios de micronutrientes no organismo.
 
As pessoas de idade mais avançada têm mais dificuldades em consumir alimentos com micronutrientes como resultado de mudanças de comportamento de consumo alimentar. Além disso, nesses casos, a absorção dos nutrientes nem sempre funciona perfeitamente.
 

O estresse oxidativo como um fator na neurodegeneração

Os micronutrientes protegem as células nervosas da degeneração oxidativa e também de processos de desequilíbrio como as lesões contra-arteriosclerótica. Eles ajudam a melhorar a microcirculação do sangue no cérebro. O metabolismo da homocisteína ajuda ainda a reduzir os processos inflamatórios.
 

Os micronutrientes na prevenção da demência

Os seguintes micronutrientes são de particular importância para a preservação das habilidades mentais:
  • Vitaminas B (por exemplo, o ácido fólico, a vitamina B12) melhoram o metabolismo energético das células e o aumentam o fluxo de sangue para o cérebro.
  • Ácidos gordos ómega-3 (particularmente o ácido docosahexaenóico – DHA) desempenham um papel fundamental na função do sistema nervoso central.
  • Coenzima Q10 protege contra a perda de células cerebrais e contribui para a estabilização das membranas das células.
  • Acetil-L-carnitina promove a libertação de acetilcolina, é neuroprotector e pode melhorar a função cerebral.
  • Zinco é importante a fim de evitar a perda de células do cérebro. Os níveis de zinco em pacientes com demência é muitas vezes reduzida.
  • Ginkgo leva a um melhor fluxo de sangue para o cérebro e para um aumento no desempenho da memória.

Vitamina B12 – deficiência aumenta risco de demência

A deficiência de vitamina B12 pode aumentar o declínio cognitivo em idade avançada. Este fato é comprovado por um estudo publicado na plataforma “Neurology” em 2011. Os resultados sugerem que a falta de vitamina B12, essencial para uma adequada função neuronal, deve ser considerada como um factor de risco potencial para o desenvolvimento de doenças mentais.
* Referências:

Complexo B como um factor no declínio cognitivo

Factores de metilação tais como o ácido fólico, a vitamina B12 e a vitamina B6 podem atrofiar a matéria cinzenta e, assim, contribuir para o declínio cognitivo. Isto foi revelado por um estudo da Universidade de Oxford, em 156 pacientes com déficits cognitivos leves primeira mostrados. Foi suplementado um suplemento B-complexo com 800 mcg de ácido fólico, 20 mg de vitamina B6 e 500 mcg de vitamina B12. Este estudo demonstra a possibilidade de intervenção relativamente simples para reduzir a perda de neurónios específicos no lobo temporal medial.2

Metilcobalamina – vitamina B12 ativa

A metilcobalamina é uma forma de vitamina B12, que no SNC (sistema nervoso central) desempenha um papel essencial no crescimento celular. A cianocobalamina tem de ser metabolizada no fígado, apenas em uma das formas activas (5-desoxiadenosilcobalamina, metilcobalamina), que só é possível, no entanto, a função do fígado está suficientemente garantida. As propriedades neuroprotectoras de metilcobalamina pode ser explicado pelo fato de que a vitamina B12 promovido processos de regeneração neuronal e como ácido fólico ajuda a reduzir os níveis de homocisteína.

A vitamina B12 e demência – conclusões

A vitamina B12 na sua forma ativa (metilcobalamina) representa uma oportunidade interessante para a prevenção, bem como para o tratamento da demência. A monitorização regular dos níveis de vitamina B12 e dos parâmetros associados (por exemplo, os níveis de homocisteína, ácido fólico e vitamina B6) podem ajudar a identificar lacunas no tempo.
Sobre a autora:
Birgit SchielDra. Birgit Schiel
Vida e aconselhamento social (foco no aconselhamento de saúde)
Diplomada em Ciências da Saúde – Especialidade: Farmácia
Doutorada em Ciências Naturais
Trabalho de aconselhamento científico para o projeto Pro Medico
Contato (em alemão ou inglês): beratung@purecaps.at

Referências: