sábado, 6 de julho de 2013

BEBIDA ALCOÓLICA E PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS:

ESCLARECIMENTO DE GRANDE IMPORTÂNCIA PRESTADO POR  UM ESPECIALISTA AOS LEITORES DESTA PÁGINA.



✓BEBIDA ALCOÓLICA E PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS:



•Bebida alcoólica em excesso faz mal para qualquer um. Em quem é transplantado (transplante de rim, por exemplo), o álcool pode causar vários malefícios e seu consumo precisa ser evitado!


•ENTENDA:

O uso de bebida alcoólica é tema complexo. Envolve aspectos psíquicos e físicos. Engloba a dependência, a abstinência e o uso abusivo. O que define o alcoolismo é o uso constante e prolongado de álcool, que traz consequências físicas, psicológicas e sociais.

Álcool é uma droga socialmente aceita.

O limite entre uso social e o alcoolismo propriamente dito às vezes é tênue. Depende de vários fatores, como aspectos culturais, clínicos, características orgânicas individuais da pessoa, etc. Por exemplo, sabe-se que as mulheres toleram menos os efeitos do álcool que os homens.

Do ponto de vista orgânico, o álcool ingerido é absorvido pelo trato gastrointestinal e metabolizado pelo fígado. Se a quantidade for excessiva, pode causar lesão irreversível, a cirrose hepática, com suas graves consequências, podendo levar ao óbito. Além do fígado, o álcool lesa também o cérebro (destrói neurônios ) e nervos periféricos, podendo levar à demência e à neuropatias e suas consequências. Pode, ainda, lesar o pâncreas, o estômago (gastrite) e o coração, só para citar os principais órgãos. É inegável e indubitável o efeito nocivo.

A quantidade “social” de álcool seria aquela representada pelo consumo eventual, não diário, de pequena quantidade de álcool. Por “pequena quantidade”, entenda-se aquela que é metabolizada sem maiores problemas pelo organismo, não trazendo lesões. E um efeito dessa magnitude, sem causar lesões, depende da dose de álcool, que é individual para cada pessoa, dependendo do peso corporal dessa pessoa, do sexo, da quantidade de gordura corporal, da quantidade de água corporal, do estado de saúde dessa pessoa. Algo como 1 cálice de vinho/dia; 1 lata de cerveja/dia; 1 dose de destilado/dia (dose pequena). Eu observo, entretanto, que se o consumo for diário, preencherá um dos critérios que definem “alcoolismo”. Então, na minha opinião, o consumo dessa única dose não deve ser diário.


Especificamente para o transplantado de rim, que é um indivíduo portador de Doença Renal Crônica que recebeu um outro rim normal e que faz uso contínuo de medicamentos imunossupressores, de metabolismo hepático, este indivíduo deve evitar o consumo excessivo de álcool. O melhor seria evitar severamente o consumo de álcool, pelos motivos já citados acima.


O transplantado deve preservar ao máximo o seu rim novo, deve se manter o mais saudável possível, deve ter hábitos de vida saudáveis. Ele faz parte de uma minoria que teve acesso a um novo rim. Ano passado tínhamos cerca de 100.000 pessoas fazendo diálise no Brasil e foram transplantados 5.300 rins, somente.


➨FONTE: Dr. Rui Alberto Gomes - CRM 62826/SP - Médico Nefrologista em Mogi das Cruzes, atende em consultório

próprio é coordenador do Instituto de Nefrologia da

cidade. Especialista pela Sociedade Brasileira de

Nefrologia, professor de Medicina da UMC e

doutorado pela Unifesp/EPM.


•PERFIL:https://www.facebook.com/doutorruiagomes?fref=ts

✎Lembrando que o contato direto com sua equipe médica cuidadora é de extrema importância para esclarecimentos de dúvidas de maneira única e individual.

—Por Geison Oliveira.

p.s: conteúdo meramente informativo consulte o seu médico.



abs,
Carla

extraído:http://www.facebook.com/pages/Dicas-de-Hemodi%C3%A1lise-e-Transplantes-Nevakubo/270395653033630

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