terça-feira, 31 de maio de 2016

Aumento de ferro associada ao Diabetes Gestacional

Saúde Diabetes Notícias relata sobre aumento de ferro na diabetes gestacional

Fonte: diabeteshealth.com
Pessoal de Saúde Diabetes
Em: 29 de abril de 2016
Pesquisadores da Universidade de Instituto Kolling de Pesquisa Médica de Sydney 
Aumento de ferro associada ao diabetes Gestacional
descobriram recentemente que as mulheres grávidas com níveis de ferro elevados estão em maior risco de desenvolver diabetes gestacional. Esta descoberta veio depois de estudar mais de 3.750 mulheres, e as medidas foram tomadas durante o primeiro trimestre de documentar os seus níveis de ferritina (Aferritina é uma macromolécula de peso molecular igual a 600.000 Dalton e formada por uma fração polipeptídica (apoferritina), no interior da qual são encontrados até 4.átomos de ferro. Em condições normais, isso pode representar 25% do ferro total encontrado no corpo. Além disso, a ferritina pode ser encontrada sob a forma de vários isômeros).

E receptores de  transferrina (Transferrina ou siderofilina é uma glicoproteina (proteínas modificadas por ligações covalentes a hidratos de carbono) plasmática do sangue que transporta o ferro. Sua função fundamental é ceder ferro às células da medula, baço, fígado e músculo. [ Grande parte é sintetizada pelo fígado, mas existem outros locais de síntese. [) solúvel. As proteínas C-reativa também foram medidos, achando que as mulheres que, eventualmente, desenvolveram diabetes gestacional tinham níveis de ferritina sérica mais elevados.
Este estudo não encontrou uma ligação entre diabetes gestacional e os níveis de receptor solúvel da transferrina. A principal estaladiça é que um aumento do risco de diabetes gestacional foi associado com elevados consumos dietéticos de ferro antes da concepção e durante a gravidez precoce.
Estes resultados foram publicados na Diabetic Medicine em 12 de janeiro de 2016.
O site Diabete.Com.Br avisa: As informações contidas neste site não se destinam ou implica a ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Todo o conteúdo, incluindo texto, gráficos, imagens e informações, contidos ou disponíveis através deste site são apenas para fins informativos gerais. As opiniões expressas aqui são as opiniões de escritores, colaboradores e comentaristas, e não são necessariamente aqueles de Diabete. Com.Br. Nunca desconsidere o conselho médico profissional ou demorem a procurar tratamento médico por causa de algo que tenha lido ou acessado através deste site.
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abs
Carla
extraído:http://diabete.com.br/aumento-de-ferro-associada-ao-diabetes-gestacional/

segunda-feira, 30 de maio de 2016



"Entrego e confio.
Aceito e agradeço".

Vamos sonhar e fazer o bem. Amém! 🙏🏻 
Boa noite gente!!


abs 
Carla

Quem diria sobrepeso reduz risco de vida de mortalidade em pessoas com diabetes tipo 2

Afinal de contas, qual é o efeito do excesso de peso sobre o risco de mortalidade em pessoas com diabetes tipo 2?

  • Fonte: diabetes.org.br (Sociedade Brasileira de Diabetes)
  • Por: Dr. Augusto Pimazoni Netto
No conceito tradicional, e universalmente aceito, o excesso de peso seria uma condi
Quem diria sobrepeso reduz risco de vida de mortalidade em pessoas com diabetes tipo 2
ção que levaria a um aumento do risco de morte. Mas as coisas não parecem ser bem assim. Quando falamos em excesso de peso, temos que considerar duas condições clínicas distintas: o sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9 kg/m2) e a obesidade franca (IMC > 30 kg/m2).

Um estudo recentemente publicado no Annals of Internal Medicine investigou a correlação entre o índice de massa corpórea (IMC) e o prognóstico clínico de pacientes com DM2, que não apresentavam doença cardiovascular conhecida no início do estudo. Informações sobre mortalidade por todas as causas e sobre a ocorrência de morbidade cardiovascular (síndrome coronariana aguda, AVC e insuficiência cardíaca).
Foram incluídos 10.568 pacientes, os quais foram acompanhados por um prazo de 10,6 anos. A idade mediana foi de 63 anos e 54% dos pacientes eram do sexo masculino. Os resultados desse estudo foram até certo ponto surpreendentes, em função dos seguintes achados: tanto os pacientes com sobrepeso como aqueles com franca obesidade apresentaram uma taxa mais alta de eventos cardíacos, tais como síndrome coronariana aguda e insuficiência cardíaca em comparação aos pacientes que apresentavam peso normal (IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2). Entretanto, apesar do grupo com sobrepeso apresentar aumento na taxa de eventos cardiovasculares, esse grupo apresentou um risco de mortalidade similar àquele apresentado por pessoas de peso normal.
Em outras palavras, os resultados desse estudo caracterizaram a condição conhecida como “o paradoxo da obesidade”, uma vez que, apesar dos pacientes com sobrepeso apresentarem risco mais alto de eventos cardiovasculares, paradoxalmente, esse risco de maior morbidade não teve como consequência um aumento de risco de mortalidade. Em resumo, os autores concluíram que os pacientes com DM2 que apresentavam sobrepeso ou obesidade, também apresentaram maior probabilidade de hospitalização por doenças cardiovasculares, enquanto que o grupo com sobrepeso apresentou uma redução inesperada do risco de morte.
Dr. Augusto Pimazoni Netto
Informações do Autor
Dr. Augusto Pimazoni Netto
Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

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abs
Carla
extraído:http://diabete.com.br/quem-diria-sobrepeso-reduz-risco-de-vida-de-mortalidade-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2/
Do tempo que lido com cuidadores e analisando as fases de minha mãe, eu digo sem nenhuma duvida que quem cuida de um portador de Alzheimer tem capacidade de cuidar do mundo inteiro...
O cuidador de Alzheimer conhece ao mesmo tempo o céu e o inferno, literalmente, em vida...

Sentimentos do Cuidador...
Aqui são abordados alguns sentimentos que frequentemente os familiares e cuidadores de pessoas com Demência costumam experienciar. Estes podem incluir sentimentos de culpa, tristeza, perda e raiva.

Cuidar de alguém com Demência pode ser muito gratificante, mas também pode ser muito difícil, desgastante, solitário e, às vezes, avassalador. À medida que as necessidades da pessoa com Demência se alteram, poderá ter que lidar com muitos sentimentos diferentes.

Os sentimentos
Alguns dos sentimentos mais comuns experienciados pelos familiares e cuidadores são a culpa, tristeza, perda e raiva.

Culpa
É bastante comum sentir-se culpado, culpado pela forma como a pessoa com Demência foi tratada no passado, culpado por se sentir envergonhado pelo comportamento estranho da pessoa, culpado por perder a calma ou culpado por não querer a responsabilidade de cuidar de um pessoa com Demência.

Se a pessoa com Demência for para um hospital ou para um lar residencial, poderá sentir-se culpado, apesar de ter feito tudo o que podia, por não ter conseguido mantê-la em casa por mais tempo. É comum sentir-se culpado por ter feito promessas passadas, tais como "Eu vou sempre cuidar de si", e depois não as ter conseguido cumprir.

Tristeza e perda
A tristeza é uma resposta emocional à perda. A perda pode ser por vários motivos, tais como terminar uma relação, mudar de casa, perder saúde, divórcio ou morte. Se alguém próximo desenvolver Demência, somos confrontados com a perda da pessoa que conhecíamos anteriormente e da relação que tínhamos com ela. As pessoas que cuidam dos cônjuges podem sentir tristeza por existir uma perda do futuro que planearam compartilhar.
A tristeza é um sentimento muito individual e as pessoas podem senti-la de formas diferentes, em alturas diferentes. Nem sempre se tornará mais fácil com o passar do tempo.

Raiva
É natural sentir-se frustrado e zangado, zangado por ter de ser um cuidador, zangado com os outros que não estão a ajudar, zangado com a pessoa com Demência devido aos seus comportamentos difíceis e zangado com serviços de apoio.

Os sentimentos de angústia, frustração, culpa, cansaço, e aborrecimento são bastante normais. No entanto, se se sentir desta maneira ou sentir que pode perder o controlo, é importante falar sobre os seus sentimentos com alguém, como por exemplo o seu médico. 

Alzheimer Austrália.

Empadão de frango

Fonte: Adj Diabetes Brasil
Informações nutricional (por porção de 100g)
Empadão de frango
  • Rendimento: 9 porções de 100g cada
  • Calorias: 235 kcal/porção
  • Carboidratos: 22,5 g/porção
  • Proteínas: 11 g/porção
  • Gorduras: 12 g/porção
Ingredientes:
Massa:
  • 2 xícara (chá) farinha de trigo
  • 4 colheres (sopa) margarina light
  • ½ lata creme de leite light
  • Sal a gosto
  • 1 colher (chá) fermento em pó
Recheio:
  • 1 peito de frango sem osso
  • ½ lata creme de leite light
  • 3 ovos ligeiramente batidos
  • Sal a gosto
  • 2 colheres (sopa) cebolinha picada
  • 1 gema para pincelar
Preparo:
  • Coloque a farinha em um recipiente. Faça um buraco no centro e adicione a margarina, o creme de leite, o sal e o fermento.
  • Misture até que a massa fique homogênea e solte das mãos.
  • Deixe descansar por uma hora.
Preparo do recheio:
  •  Primeiramente cozinhe o peito de frango, deixe esfriar e desfie.
  • Depois de desfiar o frango, junte os outros ingredientes misture tudo e reserve.
  • Forre uma forma redonda de tamanho médio com uma parte da massa, recheie e cubra com a massa restante.
  • Pincele com a gema e leve ao forno pré-aquecido (200o C) para assar.
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs

Carla
extraído;http://diabete.com.br/empadao-de-frango/

domingo, 29 de maio de 2016

Metformina e Insulina Combo pode reduzir o risco de morte no diabetes tipo 2

Estima-se que 29 milhões de pessoas (cerca de 9% da população) nos Estados Unidos e 3,5 milhões de pessoas (cerca de 10% da população) no Reino Unido têm diabetes tipo 2.

  • Fonte: Diabetes Digest
  • Postado por: diabetesselfmanagement.com
  • 20 de maio de 2016
  • Por: Diane Fennell
    Metformina e Insulina Combo pode reduzir o risco de morte no diabetes tipo 2
Pessoas com diabetes tipo 2 tratadas com metformina e insulina têm um risco reduzido de morte e graves problemas cardíacos em comparação com pessoas que estão sendo tratadas apenas com insulina, de acordo com um novo estudo daUniversidade de Cardiff, no País de Gales
Na diabetes Tipo 2, os níveis de açúcar no sangue são causados ​​por resistência a insulina, em que o corpo não se utilizar eficientemente a insulina, e a secreção inadequada de insulina pelo pâncreas. O medicamento metformina oral é, juntamente com uma dieta saudável e exercício físico, o tratamento de primeira linha, mas, uma vez que a condição é geralmente progressiva, a maioria das pessoas com diabetes tipo 2 eventualmente, necessitam de terapêutica com insulina.
Para determinar se o uso de metformina, juntamente com a insulina tem quaisquer efeitos sobre o risco de morte, os principais problemas cardíacos ou câncer em pessoas com diabetes tipo 2, os pesquisadores analisaram dados de 12.020 pessoas que estavam sendo tratados com insulina a partir de janeiro de 2000 a janeiro 2013. Eles seguiram os 5.536 indivíduos, dos quais estavam tomando insulina e metformina e 6.484 dos quais estavam tomando insulina por si só, para uma média de três anos e meio, a partir do momento em que tenham sido prescritos primeira insulina.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas que utilizam metformina junto com insulina tinha um 40% menor risco de morte e um 25% menor risco de grandes problemas cardíacos em comparação com aqueles que utilizam insulina sozinho. Não houve diferença no risco de câncer entre aqueles que utilizam metformina e insulina e aqueles que utilizam insulina sozinho.
“Nesta pesquisa examinaram dose de insulina, juntamente com o impacto da combinação de insulina com metformina. Descobrimos que houve uma redução considerável no número de mortes e problemas cardíacos quando esta droga barata e comum foi usado em conjunto com a insulina “, disse o autor do estudo Craig Currie, PhD. “Se for possível, os pacientes com diabetes tipo 2, iniciado em insulina também deve ser dada a metformina”, acrescentou, em uma comunicação com o Medscape Medical News.
Estudos adicionais são necessários para avaliar plenamente os possíveis benefícios do uso de metformina junto com insulina em pessoas com diabetes tipo 2, Currie observa.
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Carla
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DOENÇA DE PARKINSON

INTRODUÇÃO

A Doença de Parkinson (DP) está entre os principais transtornos neuro-degenerativos da atualidade. Acredita-se que cerca de 1% da população acima de 65 anos seja portador. Isso contabiliza mais de 6 milhões de pessoas pelo mundo. Isso a torna o segundo transtorno degenerativo do sistema nervoso central, atrás apenas da famosa doença de Alzheimer.
A doença se manifesta clinicamente, na maioria das vezes, por volta dos 50 a 65 anos de idade, sendo crônica e progressiva. Existem casos de início mais tardios e mais precoces, mesmo antes dos 40 anos. As formas mais precoces podem se associar a Parkinsonismos genéticos (mais raros).
Trata-se de uma doença neurológica crônica e lentamente progressiva.

SINTOMAS

Na doença de Parkinson os sintomas motores são os mais exuberantes, a forma mais comum traz uma associação delentificação de movimentos, rigidez muscular e tremor. O paciente apresenta dificuldades progressivas de realizar tarefas que exijam destreza e velocidade. O quadro geralmente começa de um lado do corpo, acometendo o outro lado na evolução do problema.
O tremor é o sintoma mais característico, mais conhecido, apesar de não ser presente em todos, pois existem formas da doença aonde o paciente não treme (Parkinson atremulante, cerca de 15%). O tremor geralmente é de um tipo específico, sendo pior no repouso (melhorando com o movimento), é geralmente lento (cerca de 4 Hz) e piora durante a marcha. Muitas vezes o paciente parece estar contando dinheiro ou enrolando pílulas, dado a característica um pouco rotatória do tremor nas mãos. Outras regiões também podem tremer, como os pés, o queixo e até a cabeça. Agora, existem muitas outras causas de tremor na população, sendo o mais frequente o tremor essencial (uma doença genética, benigna, aonde o tremor é pior na ação e geralmente bilateral).
Para diagnóstico de Parkinson o médico especialista avaliará o tipo de tremor (quando houver) associado aos sintomas adicionais, como a lentificação e a rigidez.
Os pacientes com Parkinson geralmente apresentam alterações características na marcha (jeito de andar). Os passos ficam mais curtos, o tronco mais curvado para frente, os braços tendem a balançar menos em relação ao corpo (redução do balanço passivo) e existe tendência a queda e instabilidade. Por vezes, os pacientes apresentam dificuldade de iniciar o ato motor, hesitando um pouco no começo de uma caminhada.
Muitas vezes, os pacientes descrevam alteração de sua caligrafia, com letras cada vez menores, evento clínico chamado de micrografia. Além disso, nota-se um rosto menos expressivo e fala mais baixa e monótona.
Além dos sintomas motores, portados da doença de Parkinson podem apresentar sintomas como: intestino mais preso, dificuldade em perceber cheiros (hiposmia), distúrbios de sono (agitação), depressão, problemas de atenção e memória, oscilação de pressão arterial, dores musculares, etc. A alteração de olfato é bastante comum, podendo aparecer muitos anos antes

SINTOMAS PRINCIPAIS
TREMOR DE REPOUSO
RIGIDEZ
LENTIFICAÇÃO de MOVIMENTOS

SINAIS E SINTOMAS MOTORES ACESÓRIOS
ALTERAÇÃO da MARCHA
ROSTO MENOS EXPRESSIVO
MICROGRAFIA
VOZ BAIXA e MONÓTONA

SINTOMAS NÃO MOTORES
HIPOSMIA
DEPRESSÃO
SINTOMAS COGNITIVOS
INTESTINO PRESO
DISTURBIOS DE SONO
OSCILAÇÃO de PRESSÃO


DIAGNÓSTICO

A doença é diagnosticada pela avaliação clínica. A doença não aparece em exames de sangue e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Os exames geralmente são feitos para afastar outras doenças que podem simular o Parkinson, tais como hidrocefalia, múltiplos AVC’s, sangramentos, etc. Muito importante também afastar o Parkinsonismo induzido por medicamentos, que geralmente é mais simétrico, com mais rigidez e parcialmente reversível com a suspensão do medicamento suspeito. As classes de medicamento que podem gerar parkisonismo são: anti-vertigem, remédios para náuseas e medicamentos para psicose e alucinações.
O diagnóstico infelizmente demora muito na nossa realidade médica atual. Os sintomas iniciais podem ser sutis e o paciente deixa passar ou busca profissionais de outras especialidades, tais como ortopedistas.

CAUSAS DA DOENÇA DE PARKINSON







A causa definitiva é ainda desconhecida. Acredita-se, atualmente, que existam fatores genéticos de predisposição associados a eventos ambientais ainda desconhecidos.
O mecanismo da doença é a degeneração de algumas áreas cerebrais, principalmente uma região chamada substância negra, no tronco cerebral. Os neurônios dessa região produzem dopamina, um neurotransmissor muito importante para o controle do sistema motor. Na doença, ocorre acúmulo de proteínas anormais levando à morte e disfunção desses neurônios.

TRATAMENTO

Não existe cura para a doença. Trata-se de um transtorno crônico e lentamente progressivo. A evolução varia muito de caso a caso, existem alguns que evoluem em poucos anos e outros com evolução em décadas. Existem tratamento para a doença e ele é bastante efetivo, principalmente nas fases iniciais da doença.
Existem diversas opções de medicamentos, que podem ser dados isolados ou em associações. Os medicamentos aliviam os sintomas, sem alterar diretamente a evolução da doença. A maioria é dada pelo SUS.
Além de medicamentos para o quadro motor, são por vezes necessários medicamentos para os sintomas associados, tais como distúrbio de sono, depressão, etc.
Associado ao medicamento é fundamental a indicação de fisioterapia especializada (neurológica), fonoterapia (casos selecionados) e mesmo TO e psicólogos, sendo essa indicação também a depender de cada caso.
TRATAMENTO
Medicamentos quadro motor
Medicamentos sintomas associados
Fisioterapia especializada
Fono / Psicologia / TO

Leandro Teles

LEANDRO TELES

O Neurologista Leandro Teles é especialista em doenças e distúrbios neurológicos e atende em consultório particular em Perdizes, São Paulo/SP

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abs
Carla
extraído:http://www.leandroteles.com.br/blog/2016/03/08/doenca-de-parkinson/

sábado, 28 de maio de 2016

Nem tudo que treme é Parkinson

Nem tudo que treme é Parkinson
Uma parcela relativamente grande da população desenvolve em determinados momentos da vida algum tipo de tremor. As causas são inúmeras, da Doença de Parkinson aos distúrbios da glândula tireóide, passando pela ansiedade, o tremor essencial, a abstinência alcoólica, disfunção hepática, etc…. Por isso é fundamental a busca por um médico neurologista a fim de chegar ao diagnostico correto e posterior alivio dos sintomas.

O tremor é definido como um movimento involuntário rítmico que pode acometer qualquer articulação do corpo,pode variar de intensidade durante o dia, sendo geralmente pior em momentos de stress e desaparecendo geralmente com o sono. O diagnóstico correto surge da avaliação do perfil do paciente (sexo, idade, outras doenças, hábitos de vida, etc.) aliado a identificação do tipo de tremor (característica e distribuição do tremor).
Por ser um movimento rítmico em torno de determinada articulação o tremor apresenta AMPLITDE e FREQUÊNCIA, além de EIXO e situação em que é precipitado.
Com relação a essa última característica o tremor pode ser dividido em duas formas básicas:
1. Tremor de Repouso = é pior quando o paciente está parado e relaxado, melhora quando o paciente utiliza aquele membro (é o tremor característico da doença de Parkinson, lógico que aliado aos outros sintomas – veja adiante). Geralmente de baixa frequência, a amplitude pode ser alta.
2. Tremor de Ação = este é o tipo de tremor mais comum. Subdivide-se em tremor postural, aonde o paciente apresenta o tremor quando assume determinada postura (por exemplo, quando estende os braços). E tremor cinético, que ocorre durante determinado movimento (ao tentar alcançar um copo, por exemplo).

VAMOS FALAR UM POUCO SOBRE TREMOR ESSENCIAL



Esse tremor é de origem genética. Os pacientes geralmente não apresentam outros sintomas neurológicos, apenas o tremor. O tremor essencial clássico é bilateral e geralmente simétrico (alguns pacientes podem ter alguma assimetria – com um lado predominante de sintomas). Pode iniciar-se em qualquer idade, geralmente o paciente tem historia familiar de tremor (outros membros mais velhos da família tem um quadro semelhante). O tremor é distal (ou seja, mas proeminente nas mãos) e mais intenso quando o paciente estica os braços (diferente do Parkinson que treme mais com o membro em repouso).
Um fato curioso é que o paciente tem o tremor aliviado com o consumo de álcool (essa característica é clássica e bastante visível). É importante não confundir o tremor com o tremor da abstinência alcoólica (que é freqüente em usuários crônicos e intensos de álcool). Isso é um critério diagnóstico, não uma dica de tratamento, uma vez que sabemos os risco do consumo exagerado de bebida alcoólica.
Existem inúmeras possibilidades de tratamento para esse tipo de tremor, a maioria pautada em medicamentos de uso contínuo. A grande maioria desses pacientes leva uma vida normal e têm baixa taxa de progressão para doença de Parkinson. É importante seguimento clínico com médico Neurologista.

DOENÇA DE PARKINSON

A doença de Parkinson é uma patologia relativamente comum e de causa desconhecida. Pode iniciar em qualquer idade, mas é raríssima antes dos 65 anos. Ocorre perda de neurônios em regiões específicas do cérebro. É uma doença degenerativa e progressiva, que geralmente evolui lentamente durante muitos anos.
O quadro clínico clássico é de tremor, rigidez e lenificação de movimentos. O tremor geralmente é o que chama atenção primeiro. No início é de um lado só do corpo (com a evolução atinge também o outro lado). Isso é um aspecto muito importante a ser ressaltado, a Doença de Parkinson geralmente começa ASSIMÉTRICA (diferente de outros tremores que são geralmente simétricos). O tremor é mais percebido quando o membro está relaxado (tremor de repouso), geralmente melhora com a ação do membro e desaparece durante o sono. É geralmente um tremor grosseiro, com alta amplitude e freqüência baixa, como se o paciente estivesse “contando moedas” com as mãos.
Além do tremor o paciente apresenta rigidez muscular. Essa rigidez é percebida quando tenta-se movimentar a articulação do paciente com ele relaxado, nota-se que a articulação fica mais dura. Outro parâmetro é a lenificação progressiva dos movimentos. O paciente com Parkinson faz movimentos mais lentos e dificultosos, por vezes hesita ao tentar iniciar uma ação.
Além dessa Tríade Clássica (tremor de repouso / rigidez e lenificação dos movimentos) outras coisas podem ser notadas no paciente:
1- Alteração de marcha = o paciente passa a andar diferente. O tronco fica mais curvado para frente e os passos mais curtos. Os braços passam a balançar menos em relação ao corpo do paciente (perda do balanço passivo dos braços). O paciente pode ter dificuldade em iniciar a marcha. O tremor na mãos (geralmente mais intenso de um lado) é bem visível quando o paciente anda com os braços relaxados.
2- Alteração no rosto do paciente = o paciente com Parkinson fica com o rosto menos expressivo, chamamos isso de “rosto em máscara” ou “rosto congelado”. Como o rosto expressa nosso estado emocional o paciente com Parkinson pode ter dificuldade em transmitir seu estado de espírito atual, parecendo por vezes mais triste e desinteressado do que realmente está.
3- Instabilidade Postural = o paciente com Parkinson pode ter maior tendência a quedas sem motivos aparentes. Ele se desinstabiliza com maior facilidade, principalmente quando vira ou muda de direção durante a marcha. Quedas são frequentes, principalmente após 2 ou 3 anos do início da doença.
4- Alterações do sono. Com relativa frequência o paciente com Parkinson move-se durante o sono, como se estivesse vivenciando seus sonhos. Essa é geralmente uma queixa de quem dorme ao lado do paciente, uma vez que este geralmente nem percebe.
Como podemos ver a Doença de Parkinson é patologia complexa que envolve muitos sintomas além do tremor. É uma doença progressiva que exige avaliação e seguimento especializados. O paciente tem ser seguido por profissionais como: neurologista, Fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros…
O tratamento da Doença de Parkinson é também multifatorial. A reabilitação fisioterápica aliada ao uso de medicações geralmente mantém a capacidade funcional do paciente por muitos e muitos anos. Poucas doenças crônicas em neurologia respondem tão bem aos remédios como a Doença de Parkinson. No início do tratamento o paciente pode ficar completamente livre dos sintomas ou pelo menos muito bem compensado a ponto de ter uma vida independente e produtiva. Com a evolução da doença os medicamentos precisam ser constantemente ajustados e eventualmente aliados a outras drogas para terem o mesmo efeito. Por vezes surgem efeitos colaterais associado ao uso intenso dessas medicações, tais como movimentos involuntários. Nesta fase mais tardia o controle dos sintomas é parcial, mas ainda muito importante.
O paciente com Parkinson deve ser constantemente acompanhado pelo médico neurologista e em cada fase da doença o foco será sempre em prover a melhor qualidade de vida ao paciente.
Não existe cura definitiva para essa patologia, mas os excelentes resultados do tratamento dependem do reconhecimento precoce do problema e da busca pelo atendimento adequado.
Leandro Teles

LEANDRO TELES

O Neurologista Leandro Teles é especialista em doenças e distúrbios neurológicos e atende em consultório particular em Perdizes, São Paulo/SP.

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