
Quimioterapia: 3 Mitos Que Atrapalham Tratamentos e Custam Vidas
A palavra quimioterapia continua carregada de medo, ideias erradas e frases feitas que passam de boca em boca.
O problema? Estes mitos atrasam decisões, aumentam o sofrimento e, em casos concretos, comprometem o sucesso do tratamento.
Vamos desmontar três dos maiores mitos sobre a quimioterapia, explicar porque surgiram e mostrar o que a ciência realmente diz.
Porque este mito existe?
Durante décadas, a quimioterapia foi feita com fármacos pouco seletivos, doses elevadas e com fraco controlo dos efeitos secundários.
As imagens ficaram: vómitos constantes, queda total de cabelo, fadiga insuportável, sofrimento extremo.
Essas histórias continuam a circular — mesmo que já não representem a realidade actual.
A quimioterapia não é um castigo, é uma ferramenta terapêutica.
Hoje:
As doses são ajustadas ao doente
Existem esquemas personalizados
Os efeitos secundários são prevenidos e tratados, não ignorados
Muitos doentes mantêm vida activa durante o tratamento
O controlo de sintomas melhorou drasticamente
A tolerância ao tratamento é incomparavelmente superior à de há 20 anos
A qualidade de vida é hoje um parâmetro avaliado em todos os ensaios clínicos
Porque este mito existe?
Alguns efeitos secundários existem, sim.
E alguns podem persistir durante meses.
O erro é transformar efeitos transitórios em sentenças permanentes.
A realidade
A maioria dos efeitos da quimioterapia é temporária e reversível, sendo dependente do fármaco e da dose
Função cognitiva, força muscular e energia tendem a recuperar
A neuroplasticidade permite adaptação cerebral
O organismo regenera após o fim do tratamento
Mesmo efeitos como:
fadiga
“névoa mental”
alterações digestivas
Porque este mito existe?
Durante muito tempo, foi verdade.
Hoje, já não é.
A realidade
A quimioterapia moderna caminha para a medicina de precisão:
Esquemas adaptados ao tipo de tumor
Ajustes consoante idade, comorbilidades e genética
Combinação com terapias alvo e imunoterapia
Decisões baseadas em biomarcadores
Respondem melhor a esquemas específicos
Beneficiam de menor toxicidade com maior eficácia
Generalizar é erro.
O maior problema destes mitos não é apenas o medo.
É o que eles provocam:
atrasos no início do tratamento
recusa de terapias potencialmente curativas
sofrimento evitável
decisões baseadas em desinformação
Em oncologia, informação errada custa tempo.
E tempo, infelizmente, custa prognóstico.
Informação é poder terapêutico
É exactamente por isso que criámos um recurso único em língua portuguesa.
Este manual:
• explica o que a quimioterapia é e não é
• desmonta mitos com base científica
• ensina o que vigiar, o que prevenir e quando agir
• dá ao doente e ao cuidador algo raro: controlo informado
Quem consegue entender o tratamento, sofre menos e decide melhor.
E isso, em oncologia, faz toda a diferença.
FONTE: https://www.facebook.com/profile.php?id=61556412820585&__cft__[0]=AZZkJ-vQ720hMJXGc3e35cjnI4mRwqHUDjsukMg5mIZSZas4i5pBzG46iDyOSIHxbw30rj_6eJI245unRbuO5KnCriK4ANSPqwj8OSZ-k7wi8NVMRJskb_ui9XLIsmj6MGUA4l1she9fYJSVypnHob29jmHtGZhe24hqnJ7i-p4GFmfm0YYlnv6N_JuZDNBwbYIxZUQUTPlMOI7C72uToO9lFKSnuqTQ2cri97Fi07XC2g&__tn__=-UC%2CP-y-R

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs.
Carla







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