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segunda-feira, 11 de maio de 2026

DIABETES: Ponto de cozimento do macarrão pode alterar a glicose de quem tem diabetes, alerta nutricionista

 

Entenda como tipo de massa, porção e combinações no prato definem o impacto no açúcar do sangue



Quem tem diabetes já ouviu ou que macarrão é um alimento a evitar. Mas a tradicional macarronada de domingo não precisa sair do cardápio. A nutricionista Carol Netto, especialista em nutrição clínica, explica que o impacto na glicemia depende de variáveis concretas: o tipo de massa, o ponto de cozimento, a porção e o que acompanha o prato. Portanto, antes de riscá-lo do cardápio, vale entender o que a ciência e a prática clínica dizem sobre cada escolha.

Por que o macarrão afeta a glicemia

O macarrão pertence ao grupo dos carboidratos complexos. Após a digestão, esses carboidratos são convertidos em glicose e absorvidos pela corrente sanguínea. Nesse contexto, o impacto sobre a glicemia é direto, mas a velocidade com que isso ocorre varia bastante conforme o tipo de massa e o preparo.

Refeições compostas apenas da massa, sem proteínas ou fibras, concentram grande quantidade de carboidratos em absorção rápida. Por outro lado, quando combinadas com outros grupos alimentares, a resposta glicêmica tende a ser mais gradual e controlável.

 “O problema central não está no macarrão isoladamente. A dificuldade aparece principalmente na porção, na forma de preparo e na ausência de proteínas e fibras no prato”, explica a especialista em nutrição clínica, Carol Netto.

Impacto glicêmico estimado por tipo de macarrão

A tabela abaixo compara o comportamento glicêmico estimado das principais opções disponíveis no mercado. Os valores de carboidratos referem-se sempre a massa cozida.

Tipo de macarrãoCarboidratos (100 g cozido)Impacto glicêmico estimadoObservação
Macarrão branco (trigo refinado)~30 gAltoAbsorção rápida. Pede combinação com proteína e fibra.
Macarrão integral~27–29 gModeradoMais fibras retardam a absorção da glicose.
Macarrão de lentilha ou grão-de-bico~20–25 gModerado baixoProteína e fibra naturalmente presentes.
Macarrão de arroz~33–35 gAltoSem glúten, mas maior teor de carboidratos disponíveis.
Macarrão konjac (shirataki)~1–3 gMuito baixoQuase sem carboidratos; rico em fibra solúvel (glucomanana).

Nota: os valores são estimativas e variam conforme a marca e o preparo. Consulte sempre o rótulo do produto e seu nutricionista.

Macarrão branco ou integral: o que muda na prática

O macarrão integral contém maior teor de fibras, o que contribui para uma absorção mais lenta da glicose. Ainda assim, a especialista ressalta que o consumo da massa branca também pode ocorrer, desde que acompanhado de estratégias nutricionais adequadas.

Nesse caso, incluir proteínas, como carne, ovo ou queijo, e pequenas quantidades de gordura no prato auxilia no controle da glicemia. Portanto, a escolha não precisa ser restritiva, mas orientada.

“O macarrão integral traz mais fibras e um pico glicêmico mais suave. No entanto, o macarrão tradicional também pode integrar o cardápio de quem tem diabetes, desde que a refeição seja bem composta”, orienta Carol.

Opções com menor impacto: o que considerar

Entre as massas com menor impacto glicêmico, as feitas de leguminosas como lentilha, grão-de-bico e feijão, por exemplo, se destacam pela combinação natural de proteínas e fibras. Nesse sentido, a absorção da glicose tende a ser mais gradual, mesmo sem estratégias adicionais no prato.

Já o macarrão konjac (shirataki), praticamente isento de carboidratos, representa a opção de menor impacto disponível. Mas, sua textura diferente exige adaptação e ele não substitui, em termos nutricionais, as demais variedades.

 O ponto de cozimento altera o índice glicêmico

Um fator pouco comentado, mas relevante na prática: o tempo de cozimento influencia diretamente o índice glicêmico da massa. O macarrão al dente, cozido por menos tempo, tem índice glicêmico menor do que a massa muito cozida.

O motivo é estrutural: o amido do macarrão al dente permanece mais resistente à digestão, retardando a liberação de glicose. Portanto, preferir esse ponto de cozimento é uma estratégia simples e eficaz para reduzir o pico glicêmico.

Macarrão cru ou cozido: o erro que compromete a contagem de carboidratos

Um equívoco frequente entre quem faz contagem de carboidratos envolve o momento da pesagem. Segundo Carol Netto, as tabelas de composição de alimentos utilizam como referência o macarrão cozido, já é assim que ele é consumido.

ReferênciaCarboidratos estimados
100 g de macarrão cru~70 g de carboidratos
100 g de macarrão cozido~30 g de carboidratos

Pesar o macarrão ainda cru pode levar a erros significativos no cálculo de insulina. Nesse contexto, o equívoco impacta diretamente o controle glicêmico, e o ajuste correto da dose.

O molho também interfere na glicemia

Além do tipo de massa, o molho influencia a resposta glicêmica pós-refeição. Preparações à bolonhesa tendem a conter menos carboidratos por porção quando comparadas ao molho sugo, em razão da presença da carne.

Já os molhos brancos, ricos em gordura, podem retardar a elevação da glicose, mas esse efeito pode resultar em pico tardio, exigindo monitoramento por mais tempo após a refeição. Por isso, o acompanhamento pós-prandial deve considerar medições entre três e cinco horas depois.

Molhos que exigem atenção redobrada

  • Molho branco (bechamel): retarda o pico, mas pode elevar a glicemia horas depois.
  • Molhos prontos industrializados: podem conter açúcar adicionado — leia o rótulo.
  • Preparações muito calóricas (quatro queijos, carbonara): combinam gordura e carboidrato em alta densidade.

Como montar o prato para reduzir o impacto glicêmico

A combinação dos alimentos no prato é um dos fatores mais eficazes para moderar a resposta glicêmica. Refeições que incluem carboidrato, proteína e fibra apresentam absorção mais gradual da glicose.

Nesse sentido, a nutricionista reforça que a refeição tradicional brasileira, com arroz, feijão, proteína e salada, distribui melhor os grupos alimentares e tende a gerar resposta glicêmica mais estável do que um prato baseado apenas em massa.

A forma de preparo também conta: o uso de óleo, manteiga ou gordura influencia o comportamento da glicose e deve ser observado. Com as informações certas sobre tipo de massa, porção, cozimento e combinações no prato, o macarrão pode, sim, fazer parte do cardápio de quem vive com diabetes. O que define o resultado não é a exclusão do alimento, mas a escolha consciente de como consumi-lo.






Gerente de Conteúdo e Redes Sociais - Jornalista mineira, natural de Uberlândia, Laura é descolada, sensível e criativa. Traz para o projeto uma visão estratégica e conectada com as tendências digitais. É responsável pela distribuição dos conteúdos nas redes sociais, escreve reportagens especiais para o portal e atua na produção audiovisual. Desde que abraçou a causa do diabetes, há três anos, mergulhou no universo do Um Diabético com dedicação e empatia. Está constantemente se atualizando para potencializar o alcance e o impacto do nosso conteúdo.







 FONTE: https://umdiabetico.com.br/ponto-de-cozimento-do-macarrao-pode-alterar-a-glicose-de-quem-tem-diabetes-alerta-nutricionista/

                                      


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

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