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domingo, 26 de junho de 2022

Câncer > Leucemia Linfóide Aguda (LLA). FINAL

 

Vivendo com a Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

Para alguns pacientes com leucemia linfoide aguda, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram leucemia linfoide aguda.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle.

Cuidados no acompanhamento

O tratamento para o leucemia linfoide aguda pode persistir por meses ou anos. Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-lo ainda de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento, reestadiamento da doença e avaliação dos efeitos colaterais.

Acompanhamento clínico

Em pacientes sem sinais remanescentes do leucemia linfoide aguda, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento e exames de imagem a cada 6 - 12 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, e visitas anuais e exames complementares após esse tempo, embora as visitas ao médico possam ser mais frequentes no início.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do leucemia linfoide aguda, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento da leucemia linfoide aguda. Adotar comportamentos saudáveis, como não fumar, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regulares e manter um peso saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

No entanto, não se sabe se esses tipos de alterações podem ter efeitos positivos sobre a sua saúde de modo a se estenderem além do risco da leucemia linfoide aguda ou outros tipos de câncer.

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva da leucemia linfoide aguda. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Suporte emocional

Algo que ajuda muito o paciente com leucemia linfoide aguda a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Fonte: American Cancer Society (17/10/2018)

 

 

Mudanças no Estilo de Vida após a Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/09/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

 

Você não pode mudar o fato de você ter tido leucemia linfoide aguda, mas pode mudar o seu modo de vida. Faça escolhas saudáveis, sinta-se bem, reveja seus objetivos, encare a vida de uma nova forma.

Faça Escolhas Saudáveis

O diagnóstico da leucemia linfoide aguda faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária, tentam maneirar no álcool ou param de fumar.

Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

  • Alimente-se Bem

Tente não se preocupar com a mudança no paladar ou o possível ganho de peso devido ao tratamento. Se você tem dificuldades para se alimentar, procure mudar seus hábitos alimentares. Coma menos e mais vezes por dia. As coisas tendem a melhorar com o tempo. Se você sentir necessidade procure um nutricionista.

Uma das melhores coisas a se fazer agora é reorganizar seus hábitos alimentares. Opte por alimentos mais saudáveis e tente manter um peso adequado. Você se surpreenderá com os benefícios que isso irá lhe trazer.

  • Exercícios, Cansaço e Repouso

A sensação de estar sempre cansado pode ser comum após o tratamento da leucemia linfoide aguda. Porém é um tipo de cansaço diferente, que não melhora após um período de descanso. É uma espécie de fadiga e uma das maneiras de reduzir essa sensação é justamente buscar se exercitar, mesmo sendo difícil. Comece aos poucos, no seu ritmo, e vá aumentando os exercícios conforme vá se sentindo com mais disposição. Converse com seu médico sobre o melhor momento para iniciar a prática de exercícios.

Benefícios da atividade física:

  • Melhora o condicionamento cardiovascular.
  • Aliado a uma boa dieta, ajuda na perda de peso.
  • Melhora a musculatura.
  • Reduz a fadiga.
  • Pode diminuir a ansiedade e depressão.
  • Pode fazer com que você se sinta mais feliz e melhor consigo mesmo.
  • Reduz as chances do aparecimento de um novo câncer.

Diminuindo o Risco da Recidiva

A maioria das pessoas querem saber se mudanças específicas no estilo de vida podem reduzir o risco da leucemia linfoide aguda continuar progredindo ou recidivar. Para muitos tipos de câncer existem evidências comprovadas para outros não, isso não significa que nada vai ajudar é só que para a maior parte pesquisadores esta é uma área que ainda não foi bem estudada. A maioria dos estudos analisaram as mudanças de estilo de vida, primeiramente, como forma de prevenção do câncer, e não para diminuir a velocidade da progressão da doença ou de uma recidiva.

Adotar comportamentos saudáveis, como comer bem, praticar atividade física regular e manter um peso saudável também podem ajudar, mas não existe certeza. No entanto, sabe-se que esses tipos de ações podem ter efeitos positivos sobre a saúde que podem se estender além do seu risco de leucemia linfoide aguda ou outros cânceres.

Fonte: American Cancer Society (18/02/2016)

 

 

Como a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) pode afetar a Saúde Emocional

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

 

 

O tratamento da leucemia linfoide aguda é, na maioria das vezes, extremamente estressante. O paciente passa por tanta coisa, que cada etapa concluída é uma nova conquista. Com o término do tratamento o paciente percebe a doença como um todo e alguns medos ou incertezas podem tomar conta dele.

O paciente pode muitas vezes se pegar pensando na morte, ou no impacto da doença em sua família, amigos e vida profissional. O paciente acaba revendo seus relacionamentos e coisas aparentemente sem importância começam a ter valor.

Uma das coisas que ajuda muito o paciente com leucemia linfoide aguda a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé.

Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Fonte: American Cancer Society (18/02/2016)

 

 

Se o Tratamento para Leucemia Linfoide Aguda não Responder

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

 

Se a doença não responder ou recidivar após um tratamento, é possível que outro tipo de terapia ainda possa levar à cura ou pelo menos ao controle da doença, permitindo ao paciente viver mais com qualidade de vida. Mas, quando vários tipos de tratamentos já foram realizados e mesmo assim a doença continua em progressão, o câncer tende a se tornar resistente a todos os tratamentos. Se isso acontecer, é importante pesar os possíveis benefícios de um novo tratamento contra suas possíveis desvantagens.

Esta é provavelmente a parte mais difícil de sua batalha contra a leucemia linfoide aguda, quando você já passou por muitos tratamentos médicos e a doença não está respondendo como desejado. Seu médico pode lhe oferecer novas opções, mas em algum momento você deverá considerar que o tratamento não é mais susceptível de melhorar a sua saúde ou mudar sua sobrevida.

Se você quiser continuar com o tratamento, você precisa pensar sobre as chances da terapia trazer benefício e assim comparar com os possíveis riscos e efeitos colaterais do tratamento. Em muitos casos, o médico pode estimar qual a probabilidade da doença responder ao tratamento que você está considerando. Por exemplo, o médico pode dizer que mais sessões de químio ou radioterapia podem ter cerca de 1% de chance de responder. Alguns pacientes sentem que devem tentar esse 1%. Mas é importante compreender as suas razões ao optar pelo tratamento.

Não importa o que você decida fazer, você precisa se sentir bem. Certifique-se de que você está pedindo e recebendo tratamento para quaisquer sintomas que você possa apresentar, como náuseas ou dor. Este tipo de tratamento é chamado de cuidado paliativo.

Os cuidados paliativos ajudam a aliviar os sintomas, mas não se espera a cura da leucemia linfoide aguda. Podem ser administrados junto com o tratamento do câncer, ou pode até mesmo ser o tratamento da leucemia linfoide aguda. A diferença é o seu propósito, o principal objetivo dos cuidados paliativos é o de melhorar a qualidade de sua vida, ou ajudá-lo a sentir-se bem durante maior tempo possível. Às vezes isso significa utilizar medicamentos para tratar sintomas como dor ou náuseas.

Em algum momento, você pode se beneficiar dos cuidados paliativos. Este é um cuidado especial que trata a pessoa e não a doença, que se concentra na qualidade e não na duração da vida. A maior parte do tempo é administrado em casa. No entanto, a leucemia linfoide aguda pode estar causando problemas que precisam ser gerenciados e um hospice se concentra em seu conforto. Você deve saber que ao obter cuidados paliativos, muitas vezes significa o fim de tratamentos como químio e radioterapia, isso não quer dizer que você não pode ter o tratamento para os sintomas causados pela doença ou outras condições de saúde. No hospice o foco está em viver a vida, tanto quanto possível de forma que você esteja bem neste momento tão difícil.

Ficar esperançoso também é importante. Sua esperança para a cura pode não ser tão brilhante, mas ainda há esperança para bons momentos com a família e amigos, tempos cheios de felicidade e significado. Neste momento, fazer uma pausa no seu tratamento contra a leucemia linfoide aguda lhe dará a oportunidade de focar nas coisas mais importantes da sua vida. Agora é a hora de fazer algumas coisas que você sempre quis fazer e parar de fazer as coisas que você não deseja realizar. Embora a leucemia linfoide aguda possa estar além do seu controle, ainda há escolhas que você pode fazer.

Fonte: American Cancer Society (18/02/2016)

 

 

Novidades no Tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

Muitas pesquisas sobre leucemia linfoide aguda estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços sobre as causas, genética e tratamentos:

  • Genética

A maior compreensão dos genes (DNA) envolvidos em certas translocações que frequentemente ocorrem na leucemia linfoide aguda podem proporcionar discernimento de como essas células se tornam anormais. Os médicos agora estão tentando aprender como usar essas alterações para determinar o prognóstico de um paciente e se ele deve receber um tratamento mais ou menos intensivo.

O entendimento dessas alterações é utilizado no desenvolvimento de novas terapias específicas contra a leucemia linfoide aguda. Por exemplo, medicamentos, como o imatinibe e o dasatinib são agora usados no tratamento de pacientes com leucemia linfoide aguda cujas células leucêmicas têm o cromossomo Filadélfia. E muitos outros medicamentos que têm como alvo essas alterações nas células leucêmicas estão em desenvolvimento.

Novas técnicas de laboratório também estão ajudando os pesquisadores a identificar e classificar os diferentes tipos de leucemia linfoide aguda. Ao invés de apenas observar os genes simples, esses novos testes permitem examinar os padrões de genes diferentes nas células cancerígenas simultaneamente, o que permite adicionar mais informações aos resultados laboratoriais atuais.

Essas informações podem eventualmente possibilitar um tratamento mais personalizado da leucemia linfoide aguda.

  • Detecção da doença residual mínima

O progresso na compreensão das alterações do DNA na leucemia linfoide aguda proporcionou o desenvolvimento de exames altamente sensíveis para a detecção da doença residual mínima após o tratamento, quando poucas células leucêmicas estão presentes e não podem ser diagnosticadas por meio de exames de rotina da medula óssea.

Por exemplo, o exame da reação em cadeia da polimerase (PCR) pode identificar as células da leucemia linfoide aguda baseado em translocações ou rearranjos dos genes. O PCR pode ser útil para determinar se o tratamento destruiu completamente as células da leucemia linfoide aguda.

Atualmente, os pesquisadores estão tentando avaliar se os pacientes com doença residual mínima se beneficiarão de um ou mais tratamentos intensivos.

  • Quimioterapia

A quimioterapia ainda é o principal tratamento para quase todos os casos de leucemia linfoide aguda. Vários estudos estão em andamento para encontrar a combinação de medicamentos quimioterápicos mais eficazes, limitando os efeitos colaterais indesejados. Isto é especialmente importante para pacientes mais velhos, que muitas vezes têm mais dificuldade em tolerar os tratamentos atuais.

Novos medicamentos quimioterápicos estão sendo desenvolvidos e avaliados, como no caso da clofarabina aprovada para tratar leucemia linfoide aguda em crianças e que agora se mostra promissora nos estudos iniciais de adultos com a doença. Outro novo medicamento é nelarabine que pode ser usado no tratamento da leucemia linfoide aguda de células T. Outros medicamentos também estão sendo estudados.

Estudos também estão em andamento para determinar se pacientes com certos fatores prognósticos podem se beneficiar de uma quimioterapia mais intensiva, e se alguns pacientes com a doença podem não precisar de muito tratamento.

A eficácia da quimioterapia pode ser limitada, em alguns casos, porque as células leucêmicas tornam-se resistentes a ela. Atualmente, os pesquisadores estão buscando maneiras de prevenir ou reverter esta resistência usando outros medicamentos junto com a quimioterapia.

  • Transplante de células tronco

Os pesquisadores continuam refinando os transplantes de células tronco para aumentar sua eficácia, reduzir as complicações e determinar quais pacientes têm maiores probabilidades de serem beneficiados com este tratamento. Muitos estudos estão em andamento para determinar exatamente a melhor técnica de transplante.

Também está sendo estudada a infusão de leucócitos de um doador em pacientes que já receberam um transplante alogênico e tiveram recidiva. Nesta técnica, o paciente recebe uma infusão de leucócitos a partir do mesmo doador. Os primeiros resultados desse estudo são promissores, entretanto mais pesquisas sobre esta abordagem são necessárias.

  • Terapia alvo

Novas terapias alvo que atacam especificamente algumas das alterações genéticas observadas nas células da leucemia linfoide aguda estão se tornando uma parte importante do tratamento para alguns pacientes com leucemia linfoide aguda. Esses medicamentos agem de forma diferente dos medicamentos quimioterápicos padrão.

Muitos outros medicamentos que têm como alvo outras alterações nas células da leucemia linfoide aguda também estão sendo estudados, como:

  1. Inibidores do proteassoma, como bortezomibe, carfilzomibe e ixazomib.
  2. Inibidores de BCL-2, como venetoclax.
  3. Inibidores da Syk, como entospletinib.
  4. Inibidores de TORC1/2, como sapanisertib.
  • Imunoterapia

O objetivo da imunoterapia é estimular o sistema imunológico para combater ou destruir as células cancerígenas.

  • Anticorpos monoclonais

Esses medicamentos são produzidos a partir de proteínas do sistema imunológico (anticorpos). Eles podem ser desenvolvidos para serem ligados apenas a determinadas moléculas, como aquelas encontradas nas células da leucemia linfoide aguda.

Alguns anticorpos monoclonais já estão aprovados para o tratamento da leucemia linfoide aguda. Esses medicamentos são normalmente usados se outros tratamentos não estiverem mais respondendo. Entretanto, no momento, esses medicamentos estão em fase de estudos para uso no início do tratamento junto com a quimioterapia.

Outros anticorpos monoclonais, como rituximabe e ofatumumabe, já são usados no tratamento de outras doenças do sangue e estão agora sendo estudados para uso contra a leucemia linfoide aguda.

O epratuzumab, um novo anticorpo, também se mostrou promissor contra a leucemia linfoide aguda nos estudos iniciais. Entretanto, mais estudos estão em andamento.

Uma abordagem de tratamento promissora é anexar um medicamento quimioterápico a um anticorpo monoclonal. O anticorpo funciona como um dispositivo que leva o quimioterápico até a célula leucêmica. Vários desses medicamentos mostraram-se promissores nos estudos iniciais e estão sendo testados em estudos clínicos.

Vários outros anticorpos monoclonais também estão sendo estudados para tratar a leucemia linfoide aguda.

  • Terapia com células T CAR

É uma forma nova e promissora de combater o sistema imunológico contra a leucemia. Nesta técnica, as células T imunológicas são removidas do sangue do paciente e modificadas em laboratório adicionando um receptor artificial, denominada receptor de antígeno quimérico ou CAR, o que permite a identificação dos antígenos específicos das células leucêmicas. As células T CAR modificadas no laboratório são infundidas de volta no paciente para destruir as células leucêmicas.

Essa técnica mostrou resultados promissores nos estudos clínicos iniciais contra alguns tipos de leucemias avançadas, difíceis de serem tratadas, e atualmente é uma opção de tratamento para algumas crianças e adultos jovens com leucemia linfoide aguda. Entretanto, alguns pacientes apresentaram efeitos colaterais importantes com esse tratamento, como febre alta e pressão arterial baixa nos dias após a administração. Os pesquisadores estão estudando a melhor forma de gerenciar esses efeitos colaterais.

  • Inibidores do controle imunológico

Uma função importante do sistema imunológico consiste em sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. Em inglês, são chamados de check point inhibitors, ou inibidores dos pontos de controle. As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos imunoterápicos modernos têm como alvo esses pontos de controle, reestabelecendo a atividade destas células da imunidade no combate às células cancerosas. Alguns desses medicamentos já estão sendo usados para tratar outros tipos de câncer, e agora estão sendo estudados para uso no tratamento da leucemia linfoide aguda.

Fonte: American Cancer Society (17/10/2018)

 

 

 

 

 

 

 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla


https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia

http://www.oncoguia.org.br/

 

 

Câncer : Leucemia Linfoide Aguda - LLA.3

 

QUAIS SÃO OS TIPOS DE LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA?

O diagnóstico da LLA requer a identificação de 20% ou mais de blastos leucêmicos de origem linfoide (linfoblastos) na medula óssea. Os subtipos de LLA são determinados com base nos resultados dos exames feitos em laboratório.


Subtipos de LLA

Os subtipos de LLA (L1, L2 e L3) dependem das características das células de leucemia. A identificação do subtipo é um fator importante no planejamento do tratamento, como medicamentos, as combinações e dosagens de quimioterápicos, tempo de duração e até mesmo se há ou não necessidade de um transplante de células-tronco hematopoiéticas.


Leucemia linfoide de células B / linfoma

Este subtipo de LLA começa em células imaturas que normalmente se desenvolvem em linfócitos de células B. É o subtipo mais comum. Entre as crianças, a LLA de células B representa aproximadamente 88% dos casos. Entre os adultos, representa 75% dos diagnósticos. Antes de 2008, a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificava a leucemia linfoide de células B como “leucemia linfoblástica B precursora”, e esse termo ainda é muito usado para distingui-la da LLA de células B maduras. A LLA de células B maduras é agora chamada de “leucemia de Burkitt”. O tratamento para a leucemia de Burkitt é baseado na terapia para o linfoma não-Hodgkin e é diferente do tratamento usado para LLA. Diante dos avanços científicos ocorridos, em 2016 a OMS atualizou a classificação dos subtipos de LLA, baseando-se principalmente nas alterações citogenéticas e na biologia de cada subtipo.

Leucemia Linfoide de células T

A Leucemia Linfoide de células T. origina-se em células imaturas que normalmente se desenvolveriam em linfócitos de células T. Este subtipo é menos comum e ocorre mais frequentemente em adultos do que em crianças. Entre os adultos, a linhagem de células T representa cerca de 25% dos casos. Entre as crianças, a linhagem de células T representa aproximadamente 12% dos casos.

 

QUAIS SÃO OS TIPOS DE LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA?

O diagnóstico da LLA requer a identificação de 20% ou mais de blastos leucêmicos de origem linfoide (linfoblastos) na medula óssea. Os subtipos de LLA são determinados com base nos resultados dos exames feitos em laboratório.


Subtipos de LLA

Os subtipos de LLA (L1, L2 e L3) dependem das características das células de leucemia. A identificação do subtipo é um fator importante no planejamento do tratamento, como medicamentos, as combinações e dosagens de quimioterápicos, tempo de duração e até mesmo se há ou não necessidade de um transplante de células-tronco hematopoiéticas.


Leucemia linfoide de células B / linfoma

Este subtipo de LLA começa em células imaturas que normalmente se desenvolvem em linfócitos de células B. É o subtipo mais comum. Entre as crianças, a LLA de células B representa aproximadamente 88% dos casos. Entre os adultos, representa 75% dos diagnósticos. Antes de 2008, a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificava a leucemia linfoide de células B como “leucemia linfoblástica B precursora”, e esse termo ainda é muito usado para distingui-la da LLA de células B maduras. A LLA de células B maduras é agora chamada de “leucemia de Burkitt”. O tratamento para a leucemia de Burkitt é baseado na terapia para o linfoma não-Hodgkin e é diferente do tratamento usado para LLA. Diante dos avanços científicos ocorridos, em 2016 a OMS atualizou a classificação dos subtipos de LLA, baseando-se principalmente nas alterações citogenéticas e na biologia de cada subtipo.

Leucemia Linfoide de células T

A Leucemia Linfoide de células T. origina-se em células imaturas que normalmente se desenvolveriam em linfócitos de células T. Este subtipo é menos comum e ocorre mais frequentemente em adultos do que em crianças. Entre os adultos, a linhagem de células T representa cerca de 25% dos casos. Entre as crianças, a linhagem de células T representa aproximadamente 12% dos casos.


Classificação revisada da organização mundial de saúde (OMS) em 2016

  • Leucemia Linfloblástica Aguda B
  • Leucemia linfoblástica aguda B não especificada em outras partes
  • Leucemia linfoblástica aguda B com anormalidades genéticas recorrentes
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(9;22)(q34.1;q11.2);BCR-ABL1 (Philadelphia positivo)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(v;11q23.3);KMT2A rearranjado (antigo MLL)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(12;21)(p13.2;q22.1); ETV6-RUNX1(antigo TEL-AML1)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com hiperdiploidia
  • Leucemia linfoblástica aguda B com hipodiploidia
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(5;14)(q31.1;q32.3) IL3-IGH
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(1;19)(q23;p13.3);TCF3-PBX1
  • Leucemia linfoblástica aguda B Philadelphia símile*
  • Leucemia linfoblástica aguda B com iAMP21*
  • Leucemia linfloblástica Aguda T
  • Leucemia linfoblástica aguda célula T precursora precoce (“early T-cell precursor”)*
  • Leucemia Linfloblástica Aguda de Células Natural Killer*
  • *Foram descritas há menos tempo na literatura e são consideradas entidades provisórias

 

 

QUAIS SÃO OS TIPOS DE LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA?

O diagnóstico da LLA requer a identificação de 20% ou mais de blastos leucêmicos de origem linfoide (linfoblastos) na medula óssea. Os subtipos de LLA são determinados com base nos resultados dos exames feitos em laboratório.


Subtipos de LLA

Os subtipos de LLA (L1, L2 e L3) dependem das características das células de leucemia. A identificação do subtipo é um fator importante no planejamento do tratamento, como medicamentos, as combinações e dosagens de quimioterápicos, tempo de duração e até mesmo se há ou não necessidade de um transplante de células-tronco hematopoiéticas.


Leucemia linfoide de células B / linfoma

Este subtipo de LLA começa em células imaturas que normalmente se desenvolvem em linfócitos de células B. É o subtipo mais comum. Entre as crianças, a LLA de células B representa aproximadamente 88% dos casos. Entre os adultos, representa 75% dos diagnósticos. Antes de 2008, a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificava a leucemia linfoide de células B como “leucemia linfoblástica B precursora”, e esse termo ainda é muito usado para distingui-la da LLA de células B maduras. A LLA de células B maduras é agora chamada de “leucemia de Burkitt”. O tratamento para a leucemia de Burkitt é baseado na terapia para o linfoma não-Hodgkin e é diferente do tratamento usado para LLA. Diante dos avanços científicos ocorridos, em 2016 a OMS atualizou a classificação dos subtipos de LLA, baseando-se principalmente nas alterações citogenéticas e na biologia de cada subtipo.

Leucemia Linfoide de células T

A Leucemia Linfoide de células T. origina-se em células imaturas que normalmente se desenvolveriam em linfócitos de células T. Este subtipo é menos comum e ocorre mais frequentemente em adultos do que em crianças. Entre os adultos, a linhagem de células T representa cerca de 25% dos casos. Entre as crianças, a linhagem de células T representa aproximadamente 12% dos casos.


Classificação revisada da organização mundial de saúde (OMS) em 2016

  • Leucemia Linfloblástica Aguda B
  • Leucemia linfoblástica aguda B não especificada em outras partes
  • Leucemia linfoblástica aguda B com anormalidades genéticas recorrentes
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(9;22)(q34.1;q11.2);BCR-ABL1 (Philadelphia positivo)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(v;11q23.3);KMT2A rearranjado (antigo MLL)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(12;21)(p13.2;q22.1); ETV6-RUNX1(antigo TEL-AML1)
  • Leucemia linfoblástica aguda B com hiperdiploidia
  • Leucemia linfoblástica aguda B com hipodiploidia
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(5;14)(q31.1;q32.3) IL3-IGH
  • Leucemia linfoblástica aguda B com t(1;19)(q23;p13.3);TCF3-PBX1
  • Leucemia linfoblástica aguda B Philadelphia símile*
  • Leucemia linfoblástica aguda B com iAMP21*
  • Leucemia linfloblástica Aguda T
  • Leucemia linfoblástica aguda célula T precursora precoce (“early T-cell precursor”)*
  • Leucemia Linfloblástica Aguda de Células Natural Killer*
  • *Foram descritas há menos tempo na literatura e são consideradas entidades provisórias

 

LEUCEMIA AGUDA FENÓTIPO MISTO (LAFM) – DOENÇA RELACIONADA A LLA

A leucemia aguda com fenótipo misto, também conhecida como “leucemia de linhagem mista”, é um subtipo de leucemia aguda de linhagem ambígua. São duas formas de leucemia combinadas: leucemia linfoblástica aguda (LLA) e leucemia mielóide aguda (LMA). A leucemia aguda com fenótipo misto representa de 2 a 5% de todas as leucemias agudas que acometem pacientes de todas as idades e compreende vários subtipos diferentes.

A melhor abordagem para o tratamento não foi ainda definida. Não há terapia padrão para LAFM e, em geral, a doença está associada a um mau prognóstico. Isso se deve à dificuldade de identificar corretamente esse tipo de leucemia, sua incidência rara, falta de experiência no tratamento e sua resistência à terapia de LLA e LMA. As razões subjacentes a essa resistência ainda não estão claras, mas podem estar relacionadas à alta porcentagem de pacientes com LAFM que apresentam anormalidades citogenéticas.

Desenvolver a melhor abordagem de tratamento envolve considerar uma diversidade de fatores, incluindo a idade do paciente, histórico médico, presença de outras condições médicas relevantes e as características das células leucêmicas, conforme determinado por imunofenotipagem e estudos citogenéticos e moleculares. Também é importante determinar se um paciente tem um subtipo positivo para cromossomo Philadelphia (Ph+). Esse subtipo é responsável por cerca de 25% de todos os casos de LAFM. Pacientes com LAFM Ph+ são tratados com quimioterapia para a idade específica, em combinação com um inibidor de tirosina quinase (TKI), seguido de transplante alogênico de células-tronco, se necessário.

Para pacientes com um subtipo não Ph+ LAFM, o tratamento consiste em um regime de LLA ou uma combinação de terapia de LLA e LMA, possivelmente seguida de um tratamento de consolidação com um transplante alogênico, quando há um doador compatível.

 

 

Converse com seu Médico sobre Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

 

Preparamos um roteiro de perguntas que podem lhe orientar numa conversa com seu médico. Alguns pontos são muito importantes e não devem ser deixados de lado:

No Diagnóstico

  • Que tipo de leucemia linfoide aguda eu tenho?
  • Qual é o estadiamento da minha doença? O que isso significa?
  • Qual é o meu prognóstico?
  • Eu tenho algum fator específico que afeta meu prognóstico?

Antes do Tratamento

  • Quais as opções de tratamento disponíveis para o meu caso? Precisamos tratar a doença de imediato?
  • Existem outros especialistas que eu devo consultar? Você pode sugerir alguém?
  • Qual o tratamento que você recomenda? Por quê?
  • Qual é o objetivo do meu tratamento?
  • Devemos considerar um transplante de células tronco? Quando?
  • É necessária a realização de exames adicionais antes de decidir o tipo de tratamento?
  • O que me recomenda antes do início do tratamento?
  • Quais são os possíveis riscos e efeitos colaterais deste tratamento, tanto no curto quanto no longo prazo?
  • Quanto tempo vai durar o tratamento? Onde será feito?
  • Preciso mudar minha alimentação durante o tratamento?
  • De que forma o tratamento afetará minhas atividades do dia a dia?

Durante e após o Tratamento

  • Como saberemos se o tratamento está respondendo?
  • Que tipo de acompanhamento será feito após o tratamento?
  • Como eu posso gerenciar os efeitos colaterais?
  • Quais sintomas ou efeitos colaterais devo lhe comunicar imediatamente?
  • Como posso entrar em contato você a noite, feriados e finais de semana?
  • Existem limites sobre o que posso (ou não) fazer?
  • Posso fazer exercícios físicos? O que posso fazer e com que frequência?
  • O que será feito se o tratamento não funcionar ou se a doença voltar?
  • Com que frequência devo fazer as consultas de retorno?
  • Poderei voltar a realizar minhas atividades normalmente?
  • Onde posso encontrar mais informações e suporte?

É muito importante perguntar e esclarecer todas suas dúvidas, a informação é um direito seu!

Fonte: American Cancer Society (18/02/2018)

 

 

 

obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs

Carla

https://www.abrale.org.br/doencas/leucemia

http://www.oncoguia.org.br/

 

 

Câncer : Leucemia Linfoide Aguda - LLA.2

    LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA TEM CURA?

Um paciente Leucemia Linfóide Aguda tem duas opções de tratamento: padrão ou clínico experimental. É importante conversar com a equipe médica sobre a melhor opção de tratamento.

Um diagnóstico de LLA está associado a uma ampla gama de resultados. Portanto, é essencial procurar tratamento em um centro especializado. Os pacientes de LLA precisam de tratamento assim que recebem o diagnóstico. Se o quadro do paciente permitir, ele ainda pode buscar uma segunda opinião, para se sentir mais confiante.

Converse com seu médico sobre:

  • Suas opções de tratamento e os resultados que você pode esperar
  • Os resultados esperados com a terapia padrão
  • Sobre a participação em um estudo clínico

Considerações quanto ao pré-tratamento. Adultos em idade fértil e pais de crianças com diagnóstico de LLA devem pedir ao médico informações sobre como lidar com o risco de infertilidade.


QUAIS OS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS?

 

 

LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA PROGNOSTICO

“Fatores prognósticos” são fatores que podem afetar a perspectiva ou o prognóstico do paciente e ajudam a prever uma expectativa de como a LLA de um paciente vai reagir ao tratamento. Esses fatores ajudam os médicos a planejar o tratamento inicial mais adequado, bem como os ajuda a determinar se o transplante de células-tronco é uma opção de tratamento e quando deve ser realizado.


Fatores prognósticos para crianças com LLA incluem:

  • Idade: as células de leucemia em crianças com menos de 1 ano e crianças com mais de 10 anos tendem a ser mais resistentes ao tratamento, por isso tratamentos mais fortes podem ser necessários para eliminar estas células.
  • Contagem de glóbulos brancos: as crianças com contagens de glóbulos brancos maior ou igual a 50.000/mm3 no momento do diagnóstico também necessitam de um tratamento mais intenso.
  • Certas mudanças nos cromossomos (alterações citogenéticas) ou genes podem tornar as células de leucemia mais fáceis ou difíceis de serem tratadas.
  • A presença de células de leucemia no líquido cefalorraquidiano e/ou nos testículos no momento do diagnóstico.
  • Como o paciente responde à terapia de indução inicial. Pacientes que têm uma melhor resposta à terapia de indução, geralmente têm um menor risco de recaída da doença.

Crianças com LLA de alto risco de recidiva geralmente recebem tratamento mais intenso que crianças com LLA de risco padrão.


Fatores prognósticos para adultos com LLA incluem

  • Idade: as células de leucemia em pacientes mais velhos tendem a ser mais resistentes ao tratamento. Pacientes com mais de 35 anos apresentam redução na duração da remissão, e maior dificuldade em tolerar aquimioterapia.
  • Contagem de glóbulos brancos: os pacientes com contagens de glóbulos brancos superiores a 30.000/mm3 para a linhagem B e superiores a 100.000/ mm3 para a linhagem T no momento do diagnóstico geralmente tem duração da remissão reduzida.
  • Certas mudanças nos cromossomos ou genes podem tornar as células da leucemia mais fáceis ou mais difíceis de serem tratadas.
  • Se as células de leucemia são encontradas no líquido cefalorraquidiano no momento do diagnóstico.
  • Como o paciente responde à terapia de indução inicial. Pacientes que respondem melhor à terapia de indução geralmente apresentam menor risco de recidiva.

 

 

 

 

COMO É  O TRATAMENTO DE QUIMIOTERAPIA PARA LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA?

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Quimioterapia

A quimioterapia é o tratamento de longo prazo mais utilizado para a LLA.

Geralmente dura cerca de 2 a 3 anos e é intensa, especialmente nos primeiros meses. A maioria dos tratamentos utilizam um coquetel de medicamentos.

Os medicamentos quimioterápicos eliminam as células de crescimento rápido em todo o corpo, tanto as células cancerosas, como as células normais e saudáveis, e funcionam de maneiras diferentes. Por isso é comum utilizar mais de um tipo de medicamento quimioterápico.

A quimioterapia é frequentemente administrada em ciclos. Cada ciclo é composto por um número de dias de tratamento seguidos por alguns dias de descanso, para que o corpo possa descansar e se recuperar. Os ciclos variam de duração, dependendo de quais quimioterápicos são usados.

Alguns medicamentos quimioterápicos são aplicados via intravenosa (na veia), e pode levar alguns minutos, horas ou vários dias (infusão contínua). A quimioterapia intravenosa é administrada por meio de um cateter, que será colocado cirurgicamente sob a pele na parte superior do tórax do paciente.

Veja como é o tratamento de quimioterapia para a Leucemia Linfóide Aguda

Existem três fases de tratamento que são mais comuns: indução, consolidação (ou intensificação) e manutenção. A consolidação e a manutenção são aplicadas após a remissão.


Terapia de Indução

É a fase inicial da quimioterapia. A medicação, as dosagens utilizadas e o momento da administração dependem de vários fatores, incluindo a idade, as características da leucemia e a saúde geral do paciente. O objetivo da terapia de indução é destruir o máximo de células da leucemia a fim de alcançar/induzir à remissão. Esta terapia geralmente utiliza vários medicamentos, que incluem: vincristina, antraciclinas (daunorrubicina, doxorrubicina) e corticosteroides (prednisona, dexametasona), administrados com ou sem asparaginase e/ou ciclofosfamida.

A gravidade da doença e os efeitos colaterais da terapia de indução podem levar a um período de internação de 4 a 6 semanas. Crianças e alguns pacientes que têm um cuidador e moram perto do centro médico são liberados para irem para casa mais cedo. Para algumas crianças, a permanência hospitalar é a primeira experiência delas fora de casa por um longo período de tempo. Informar sobre a doença e o tratamento de forma apropriada, ajudará a criança a confiar em você e na equipe de tratamento. Falar sobre seus medos e preocupações também ajudará seu filho a se sentir mais confortável.

Ao final da terapia de indução, os médicos irão avaliar se o paciente alcançou a remissão completa. Ela ocorre quando:

  • Nenhuma célula de leucemia é detectada na medula óssea (com um microscópio)
  • Tem menos de 5% de blastos na medula óssea
  • Não tem blastos no sangue periférico
  • As contagens de células do sangue voltam ao normal
  • Todos os sinais e sintomas de LLA desapareceram

Mesmo quando uma remissão completa é alcançada, algumas células de leucemia que não podem ser vistas com um microscópio ainda podem permanecer no corpo. A presença dessas células é chamada de “doença residual mínima (DRM)”. Pacientes que chegaram à remissão após o tratamento inicial para LLA, mas têm DRM, têm maior risco de recidiva da doença.

Depois que um paciente atinge a remissão completa, a terapia pós-remissão é administrada para destruir todas as células de leucemia remanescentes no corpo.

O medicamento Blinatumomabe (Blincyto®) é aprovado para tratar adultos e crianças com LLA de células precursoras B em remissão, mas ainda com DRM maior ou igual a 0,1%. Geralmente, se os blastos ainda são evidentes após o primeiro ciclo de quimioterapia de indução, um segundo ciclo de quimioterapia, usando diferentes quimioterápicos, é indicado.


Profilaxia e Tratamento do Sistema Nervoso Central (SNC)

Embora a presença de blastos no líquido cefalorraquidiano ao diagnóstico não seja comum (3 a 7% dos casos), sem o tratamento profilático (preventivo) mais de 50% dos pacientes desenvolverão leucemia do SNC. Assim, a profilaxia é administrada a todos os pacientes durante todas as fases do tratamento para evitar que as células leucêmicas se espalhem para o cérebro e a medula espinhal.

A terapia dirigida ao sistema nervoso central pode incluir:

Quimioterapia intratecal

Os medicamentos são injetados na parte inferior da coluna, com a agulha entre duas vértebras (ossos da coluna), em uma área cheia de líquido que fica entre as finas camadas de tecido que cobrem o cérebro e a medula espinhal. Esses medicamentos podem incluir metotrexato, citarabina e dexametasona.

Quimioterapia sistêmica em altas doses

Os medicamentos injetados no sangue atravessam uma membrana entre o vaso de sangue e o SNC (barreira hematoencefálica) e incluem metotrexato, citarabina, dexametasona 6-mercaptopurina e asparaginase.

Irradiação craniana

É a radioterapia do cérebro. Em pacientes pediátricos (exceto se com leucemia do SNC ou recidiva do SNC) não é usada. O tratamento sem radiação diminui as chances de o paciente apresentar efeitos tardios, como danos aos órgãos, desenvolvimento de segundo câncer e ainda comprometimento neurocognitivo.


Alguns medicamentos usados para tratamento e/ou estudos clínicos de LLA são:

Antibióticos antitumorais

  • Daunorubicina
  • Doxorubicina
  • Mitoxantrona
  • Idarubicina

Inibidor de enzima de reparo de DNA

  • Etoposide

Agentes que danificam o DNA

  • Cyclophosphamide
  • Ifosfamide

Enzimas que impedem as células de sobreviver

  • Asparaginase
  • Pegaspargase

Inibidores da tirosina quinase

  • Mesilato de imatinibe
  • Dasatinibe
  • Nilotinibe
  • Bosutinibe
  • Ponatinibe

Antimetabólitos

  • Clofarabina
  • Citarabina
  • Fludarabina
  • Hidroxiureia
  • 6-mercaptopurina
  • Metotrexato
  • Nelarabine
  • 6-thioguanine

Drogas que impedem as células de se dividir

  • Vincristina
  • Sulfato de vincristina lipossomal

Hormônios sintéticos (corticoides)

  • Prednisona
  • Metilprednisolona
  • Dexametasona

Imunoterapia

  • Alemtuzumabe
  • Rituximabe
  • Ofatumumabe
  • Blinatumomabe
  • Inotuzumabe ozogamicina
  • Tisagenlecleucel

 

Esta lista inclui tanto os medicamentos já utilizados no tratamento e os que estão sendo testados em estudos clínicos para o tratamento da LLA.


Terapia de consolidação (consolidação, reindução e manutenção)

Inclui os tratamentos administrados aos pacientes após a sua doença estar em remissão completa. Como na fase de indução, fatores como a idade do paciente, a capacidade de tolerar o tratamento intensivo, a citogenética, a disponibilidade de um doador de células-tronco e outras considerações, podem influenciar a abordagem do tratamento.

Consolidação

A segunda fase da quimioterapia é chamada de terapia de consolidação ou de “intensificação”. Terapia de consolidação é aplicada somente quando a LLA já está em remissão. O objetivo é destruir todas as células de leucemia remanescentes no corpo após a terapia de indução. Durante esta fase, os medicamentos quimioterápicos são administrados em doses mais altas que as administradas durante a fase de indução. A terapia de consolidação geralmente dura de 4 a 6 meses.

A combinação de medicamentos e a duração da terapia para protocolos de consolidação variam, mas podem consistir de combinações de drogas similares àquelas usadas durante a fase de indução. Após a fase de consolidação, alguns protocolos de tratamento fazem uma reindução, que consiste num tratamento intensificado, usando drogas semelhantes às da terapia de indução. Vários quimioterápicos são combinados para ajudar a impedir que as células de leucemia desenvolvam resistência.


Algumas das drogas usadas na fase de tratamento de consolidação incluem:

  • Metotrexato em altas doses
  • Citarabina
  • Vincristina
  • 6-mercaptopurina
  • Blinatumomabe
  • Inotuzumabe ozogamicina
  • Ciclofosfamida
  • Asparaginase
  • Corticosteroides (prednisona, dexametasona).

 

 

MANUTENÇÃO DO TRATAMENTO DE QUIMIOTERAPIA PARA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA

 

A terceira fase do tratamento da LLA é chamada de “manutenção”. O objetivo é prevenir a recidiva da doença após a terapia de indução e a consolidação. A maioria dos medicamentos de manutenção são de administração oral e os pacientes são tratados em ambiente ambulatorial. Eles recebem doses mais baixas de quimioterápicos e, como resultado, tendem a ter efeitos colaterais menos graves. A terapia de manutenção geralmente dura cerca de 2 anos para adultos e 1 ano e meio a 2 anos, para crianças. Em alguns casos, a quimioterapia pós-remissão também inclui medicamentos que não foram utilizados durante o tratamento de indução. A maioria dos tratamentos de manutenção inclui:

  • 6-mercaptopurina diariamente
  • Metotrexato semanalmente
  • Vincristina
  • Corticosteroides (prednisona, dexametasona)
  • Quimioterapia intratecal

 

 

 

 

Quais são os efeitos colaterais causados pelos tratamentos de LLA?

A maioria dos efeitos colaterais são temporários e desaparecem quando o corpo se ajusta à terapia ou quando a terapia é completada. As drogas quimioterápicas atacam rapidamente a divisão das células, tanto as doentes, quanto as normais. As células da medula óssea, as células da mucosa da boca e intestino e os folículos do cabelo se dividem rapidamente e podem ser afetadas pela quimioterapia. Os efeitos da quimioterapia podem ser diferentes e depender dos medicamentos usados.


Baixa contagem de células sanguíneas

A quimioterapia pode ser tóxica tanto para as células sanguíneas normais como para as células da LLA, levando à diminuição importante no número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. As transfusões de sangue (glóbulos vermelhos e plaquetas) são quase sempre necessárias durante o tratamento. A contagem de células do sangue geralmente retorna aos níveis normais após o tratamento.

Muitos efeitos colaterais da quimioterapia são causados devido às baixas contagens de glóbulos brancos. Medicamentos conhecidos como “fatores de crescimento” podem ser usados para estimular a medula óssea a produzir novos glóbulos brancos, reduzindo a chance de infecções graves. Os mais utilizados são os fatores estimuladores de colônias de granulócitos (G-CSF) e o fator estimulante de colônias de granulócitos-macrófagos (GM-CSF).


Infecção

A deficiência de glóbulos brancos pode levar a infecções por bactérias e fungos que estão normalmente presentes no ambiente, na pele, no nariz e na boca, nas gengivas ou no intestino. O risco de infecção é elevado porque, além dos glóbulos brancos baixos, a quimioterapia danifica as células que revestem a boca e o intestino, facilitando a entrada de bactérias na corrente sanguínea. Quando a contagem de glóbulos brancos é baixa, antibióticos para prevenir infecções bacterianas e medicações que previnem infecções fúngicas e virais são ministrados.

Pelo fato do paciente de LLA ser mais vulnerável a infecções, a equipe médica, a família e os amigos precisam aumentar o rigor dos hábitos de higiene e tomar precauções para evitar a exposição desse paciente a bactérias, vírus e outros agentes causadores de infecção. Os cateteres também precisam de atenção especial quanto à limpeza frequente.

Os pacientes devem procurar atendimento médico imediato diante do menor sinal de infecção. Uma temperatura de 38oC ou mais, ou o início de calafrios, pode ser o único sinal de infecção em um paciente com uma contagem muito baixa de leucócitos.

Outros sinais incluem tosse persistente, dor de garganta, dor para urinar ou diarreia. Os pacientes que têm LLA são aconselhados a tomar algumas vacinas. É recomendado que as crianças recebam uma vacina anual contra influenza (gripe).

Já os pacientes adultos são aconselhados a tomar vacina pneumocócica e a contra a influenza. As vacinas com organismos vivos, como a varicela (catapora) a poliomielite oral (Sabin) ou a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) não devem ser administradas. Se um membro da família ou um amigo receber uma vacina com organismos vivos, o paciente deve manter-se distante dele por um período de tempo (varicela 6 semanas, Sabin 3 semanas).


Síndrome de Lise tumoral

Os pacientes com LLA apresentam alto risco para o desenvolvimento de uma condição chamada “síndrome de lise tumoral”, que ocorre no início da terapia de indução quando o número de glóbulos brancos é muito alto. À medida que as células da leucemia morrem, elas se rompem e liberam seu conteúdo na corrente sanguínea, alterando o equilíbrio normal de substâncias químicas no sangue. Isso pode sobrecarregar os rins porque eles não conseguem eliminar as substâncias de uma só vez.

O ácido úrico é uma das substâncias químicas liberadas pelas células da LLA que estão morrendo. Níveis muito elevados de ácido úrico e outros produtos químicos podem causar sérios danos aos rins e ao coração. Se a síndrome não for tratada, o paciente pode ter arritmias cardíacas, convulsões, perda de controle muscular, insuficiência renal aguda e até chegar a óbito. Por isso, no início do tratamento, os pacientes com LLA são constantemente monitorados quanto ao desenvolvimento dessa síndrome, e recebem medicamentos como alopurinol ou rasburicase para prevenir ou diminuir os efeitos da síndrome de lise tumoral.


Outros efeitos colaterais da quimioterapia

Os quimioterápicos destroem as células que se dividem rapidamente e, portanto, agem tanto nas células do câncer quanto nas células saudáveis que se dividem rapidamente (revestimento dos intestinos, pele e folículos pilosos). Entre os efeitos colaterais, os mais comuns são:

  • Aftas
  • Diarreia
  • Perda de cabelo
  • Erupções cutâneas
  • Comichão na pele
  • Náusea e vômito
  • Dores de cabeça
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Neuropatia: dormência, formigamento ou fraqueza muscular (geralmente nas mãos ou pés).

Normalmente esses efeitos colaterais são de curto prazo e tendem a desaparecer quando o paciente termina o tratamento. Felizmente, medicamentos que neutralizam náuseas e vômitos podem ser ministrados.

Corticoides, como prednisona e dexametasona, são componentes principais de praticamente todos os protocolos de indução de LLA, além de serem frequentemente incorporados aos protocolos de consolidação e manutenção.

Os efeitos colaterais agudos podem incluir hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue) e diabetes melitus e, portanto, os pacientes devem ser monitorados para controle da glicemia. Outro efeito colateral potencial é a úlcera gástrica. Medicamentos que reduzem o ácido do estômago são recomendados para reduzir o risco de úlcera gástrica.

 

As terapias específicas usam medicamentos ou outras substâncias que têm como alvo as células específicas do câncer, destruindo-as e sendo menos propensas a atacar as células normais. As terapias específicas bloqueiam a ação de enzimas, proteínas ou outras moléculas envolvidas no crescimento e divisão das células do câncer. Outras ajudam o sistema imune a destruir as células de câncer ou distribuem substâncias tóxicas diretamente para as células de câncer e as matam.

As terapias específicas podem causar menos efeitos colaterais que os outros tipos de tratamentos para o câncer.  Elas são:

  • Inibidores de tirosina quinase: Cerca de 25% dos adultos e 3% das crianças com LLA tem um subtipo da doença chamado “LLA Ph-positivo” (LLA cromossomo Philadelphia positivo). Na LLA Ph+ o cromossomo Philadelphia contém a fusão genética anormal BCR-ABL, que fabrica uma proteína anormal responsável por ajudar as células da leucemia crescerem. Os inibidores de tirosina quinase são usados para tratar a LLA Ph+, pois inibem a proteína BCR-ABL. Além deles, a LLA

Ph+ também é tratada com combinação de quimioterapia: Os seguintes inibidores de tirosina quinase estão disponíveis para tratar LLA Ph+:

  • Imatinibe (Glivec®), via oral, é aprovado para adultos e em pediatria (acima de 1 ano) como primeira linha de tratamento junto com quimioterapia ou recidiva ou refratária
  • Dasatinibe (Sprycel®), via oral, é aprovado para adultos com LLA Ph+ com resistência ou intolerância à terapia anterior
  • Ponatinibe (Iclusig®), via oral, é aprovado para adultos com LLA Ph+ T315Ipositivo, ou que são resistentes ao dasatinibe, ou que são intolerantes ao dasatinibe e o tratamento com imatinib não é apropriado. Não está aprovado no Brasil

Efeitos colaterais comuns dos inibidores da tirosina quinase incluem diminuição das células do sangue, sangramento, náusea, vômito, diarreia, fadiga, erupções cutâneas, dores de cabeça / músculo / osso / e juntas. Também podem causar retenção de líquido debaixo dos olhos, mãos, pés ou pulmão.

Efeitos colaterais raros, mas sérios, são arritmia cardíaca, estreitamento dos vasos sanguíneos e formação de coágulo sanguíneo. O Dasatinibe pode causar retenção de líquido perto dos pulmões. Os efeitos do Ponatinibe incluem coágulo sanguíneo, estreitamento dos vasos sanguíneos, ataque cardíaco, derrame, problemas no fígado ou inflamação no pâncreas.

 

 

COMO SE DÁ O TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA NA LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA?

Alguns pacientes podem se beneficiar do transplante de células-tronco, que objetiva curar o paciente destruindo as células do câncer na medula óssea. Antes do procedimento, utiliza-se altas doses de quimioterapia e, em seguida, as células da medula óssea são substituídas por células-tronco novas e saudáveis, que crescem e se multiplicam.

Existem dois tipos principais de transplante de células-tronco:

ALOGÊNICO:  os pacientes recebem células-tronco de um doador 100% compatível, que pode ser um parente ou não, ou ainda ser um parente 50% compatível (transplante haploidêntico).

AUTÓLOGO:  os pacientes recebem suas próprias células-tronco. O transplante de células-tronco não é usado como o primeiro tratamento para LLA. Pode ser usado em pacientes de alto risco ou que não respondem ao tratamento. É um tratamento complexo e pode acarretar efeitos colaterais que podem ser fatais. A decisão de se submeter a um transplante deve ser discutida com o médico. Ele irá considerar vários fatores, incluindo a idade do paciente, a saúde geral, certos fatores prognósticos, tratamentos anteriores e se há um doador compatível.


TRANSPLANTE ALOGÊNICO

Transplante de medula óssea alogênico é o tipo de transplante de medula óssea mais comum para tratar a LLA. Na preparação, o paciente é submetido à quimioterapia, com ou sem radiação, com objetivo de matar as células doentes remanescentes e reduzir imunidade do paciente para aceitar a medula do doador. Então, o paciente recebe infusões de células-tronco advindas de um doador, que pode ser um membro da família, um desconhecido cadastrado no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) ou até mesmo de um cordão umbilical.

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O TMO alogênico cria um novo sistema imune para o paciente, que ajudará o corpo a brigar contra infecções e contra as células cancerígenas que possam ter sobrado. As células imunes transplantadas (chamadas de enxerto) enxergam as células leucêmicas no corpo como estranhas e as destrói. Isto é chamado de “efeito enxerto versus leucemia”.

O transplante alogênico de células-tronco, comparado a outras abordagens de tratamento, está associado a uma taxa mais alta de efeitos colaterais e mortalidade. Pode, no entanto, ser considerado para pacientes com LLA de alto risco, com base em resultados de testes citogenéticos e moleculares. A decisão de realizar um transplante alogênico também depende da idade do paciente e de seu entendimento sobre os possíveis benefícios e riscos: O limite superior de idade para transplante varia de acordo com o centro de tratamento; muitos usam a idade de 60 ou 65 anos como limite para o transplante alogênico e 70 anos para o transplante alogênico de intensidade reduzida.

A maioria das crianças com LLA não requerem de um transplante, mas pode ser uma opção para as que apresentam fatores de alto risco ou nas quais a doença é persistente.

Estudos demonstram que o transplante alogênico pode beneficiar pacientes adultos de alto risco e risco intermediário com menos de 60 anos de idade e que têm como doador um irmão compatível. O tempo para o transplante é um dos fatores mais importantes que influenciam os resultados, por isso é fundamental iniciar uma busca de doadores o mais rápido possível após o diagnóstico, a fim de identificar um doador da família ou não aparentado.

Após o transplante das células-tronco, um possível efeito colateral grave é a doença do enxerto contra o hospedeiro (GVHD). Ela ocorre quando as células imunes do doador (o enxerto) identificam as células no corpo do receptor (o hospedeiro) como estranhas e as atacam. As partes do corpo mais comumente danificadas pela GVHD incluem a pele, o fígado, o estômago, os intestinos e os olhos. A doença do enxerto contra o hospedeiro pode se desenvolver dentro de semanas após o transplante ou muito mais tarde. Um médico pode pedir medicamentos que possam ajudar a prevenir ou minimizar GVHD.


Transplante Alogênico de intensidade reduzida.

Pode ser uma opção de tratamento para pacientes idosos que não podem tolerar as altas doses de quimioterapia usadas na preparação para um transplante alogênico padrão. A terapia de condicionamento em um transplante de intensidade reduzida utiliza doses menores de quimioterapia e / ou radiação para preparar o paciente para as células do doador.

A terapia reduz o número de células cancerosas, mas não destrói completamente a medula óssea do paciente. Como em um transplante alogênico padrão, os glóbulos brancos do doador também podem reconhecer quaisquer células de leucemia remanescentes como estranhas, e destruí-las. Com o passar do tempo, se o transplante for bem-sucedido, as células-tronco do doador substituirão as células imunológicas do paciente. As células enxertadas (imunes do doador) reconhecem os antígenos de tecido menores nas células de leucemia do paciente e continuam a suprimir seu crescimento. Como também ocorre no transplante alogênico, o risco de DECH é um efeito colateral a ser considerado e é potencialmente incapacitante.


Transplante de Células-Tronco Autólogo

O transplante de medula óssea autólogo acontece quando a medula óssea do próprio paciente é removida, congelada e armazenada após conquistar a remissão. Uma vez que as células estão congeladas, o paciente recebe altas doses de quimioterapia adicionais e/ou radioterapia. Um transplante autólogo não é comumente utilizado para tratar a LLA, mas pode ser uma opção de tratamento para quem participa de estudos clínicos. Conversar com o médico sobre o transplante de células-tronco é o melhor caminho. Pergunte se é uma opção de tratamento para você ou seu filho.

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O QUE É IMUNOTERAPIA?

A imunoterapia é uma terapia que utiliza substâncias que estimulam e/ou suprimem o sistema imune para ajudar o corpo a combater o câncer. Existem tratamentos de imunoterapia que tem como alvo antígenos na superfície dos blastos da LLA, os anticorpos monoclonais.


Anticorpos monoclonais.

São proteínas produzidas em laboratório que se ligam a antígenos (tipo de proteína) nas células do câncer. A maioria se liga a uma substância específica. Esses medicamentos podem ser usados sozinhos para destruir as células do câncer ou para carregar medicamentos, toxinas ou substâncias radioativas diretamente para as células cancerígenas. Na LLA eles atacam os antígenos da superfície dos blastos. Anticorpos monoclonais importantes na LLA seriam para destruir os antígenos CD19, CD20, CD22, D33 e CD52 dos blastos.

Como exemplo temos:


Blinatumomabe (Blincyto®).

É um anticorpo monoclonal contra o CD19 indicado em adultos e crianças com LLA B recidivada ou refratária ou adultos com LLA B com doença residual mínima positiva que já atingiram remissão completa. Sua administração é na veia, lentamente, em infusão contínua durante 28 dias. Necessita internação nos primeiros dias do tratamento.

Efeitos colaterais desse medicamento incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Infecção
  • Náusea
  • Diarreia
  • Suor
  • Complicações neurológicas como convulsões, confusão, desorientação, fala arrastada e perda de equilíbrio

Inotuzumabe ozogamicina (Besponsa®).

É um anticorpo monoclonal contra o CD22 indicado como monoterapia para o tratamento de adultos com LLA B recidivada ou refratária. Está junto com um medicamento quimioterápico e quando se liga ao antígeno CD22 nas células B, ele entra na célula e libera o quimioterápico calicheamicina, causando a morte da célula. A administração é via intravenosa e pode ser feita ambulatorial. Efeitos colaterais comuns incluem aumento do risco de infecções, sangramento, fadiga, febre, náusea, dor de cabeça e dor abdominal. Não está aprovado no Brasil.


Terapia de células T Receptor de Antígeno Quimérico (CAR)

O Tisagenlecleucel (Kymriah®) é aprovado para o tratamento de pacientes até 25 anos de idade com LLA B refratária recidivada após transplante ou a partir da segunda recidiva. O

Tisagenlecleucel foi criado para fazer com que o próprio sistema imunológico do corpo combata o câncer. A dose do medicamento é preparada sob medida para cada paciente e utilizando suas próprias células T, que são glóbulos brancos que ajudam o corpo a combater infecções e câncer. As células T são coletadas do paciente e então modificadas com um novo gene contendo uma proteína CAR, de forma que as células T possam identificar e eliminar as células de leucemia com CD19 em sua superfície.

Essas células modificadas são infundidas de volta na corrente sanguínea do paciente para cumprirem o seu papel de destruir as células cancerígenas.

 

 

PESQUISA E ESTUDOS CLÍNICOS – NOVOS HORIZONTES PARA O TRATAMENTO DA LEUCEMIA LINFOIDE AGUDA

Novas abordagens estão sendo avaliadas em estudos clínicos para o tratamento da LLA, e prometem aumentar a taxa de remissão e encontrar uma cura.


Testes clínicos

Pacientes com LLA são encorajados a participar de estudos clínicos, que testam novos medicamentos e tratamentos antes de serem regulamentados como padrão. Cada novo medicamento ou protocolo de tratamento passa por uma série de fases em estudos clínicos antes de se tornarem parte da terapia. Os estudos clínicos são cuidadosamente projetados e revisados por médicos e pesquisadores para garantir a maior segurança e precisão científica possível. A participação do paciente é cuidadosamente conduzida para ser a melhor terapia disponível. Os estudos clínicos são projetados para serem assertivos e muito seguros. Existem ensaios clínicos para pacientes recém-diagnosticados, com doença avançada e para os que são resistentes aos medicamentos estudados ou incapazes de tolerá-los.


Abordagens de pesquisa

Pesquisas científicas estão sendo feitas para aprender mais sobre LLA, como melhor tratá-la e como prestar o melhor atendimento a pessoas diagnosticadas.

Agentes estudados

Aqui estão alguns exemplos (e algumas descrições) de agentes específicos que estão sendo estudados em ensaios clínicos para LLA.


Inibidor do Proteassoma

Bortezomibe (Velcade®) – Este medicamento, aprovado para o tratamento de mieloma múltiplo e linfoma de células do manto, está sendo estudado em combinação com outros medicamentos de quimioterapia padrão para o tratamento da LLA recidivada ou refratária. Ele também está sendo estudado para o tratamento de pacientes pediátricos recém-diagnosticados com LLA de células T.


Antimetabólito

Clofarabina (Clolar®) – Já aprovada para o tratamento da LLA pediátrica, a clofarabina apresenta resultados promissores em estudos em adultos. Também está sendo estudada em combinação com outras drogas, como a mitoxantrona, em ensaios clínicos para o tratamento de crianças com LLA recidivada ou refratária.


Inibidor da Janus Kinase (JAK) 1 e 2

Ruxolitinib (Jakafi®) –  Já aprovado para tratar pacientes com mielofibrose e policitemia vera, esta droga está sendo estudada em ensaios clínicos no tratamento da LLA refratária e recidivada pediátrica. Ele também está sendo estudado em combinação com vários medicamentos quimioterápicos no tratamento de crianças com ALT semelhante à Philadelphia (Ph) e alterações de CRLF2 e JAK.


Combinação especial de quimioterapia

Hiper-CVAD aumentada

A combinação hiper-CVAD (ciclofosfamida, vincristina, doxorrubicina, Adriamycin® e dexametasona) é um regime de tratamento bem estabelecido para a LLA em adultos. A formulação aumentada de hiper-CVAD foi projetada em 2011 e inclui doses intensificadas de vincristina e dexametasona juntamente com asparaginase. Os pesquisadores estão estudando a eficácia dessa combinação para o tratamento da LLA com outras drogas, incluindo a decitabina (Dacogen®).


Imunoterapia

Tisagenlecleucel (Kymriah®) – A terapia com células T receptoras de antígenos quiméricos (CAR) é um tipo de imunoterapia que consiste em projetar células imunológicas de pacientes para primeiro reconhecer e depois atacar as células cancerígenas. Tisagenlecleucel (Kymriah®) é aprovado pela FDA para pacientes até 25 anos de idade com recidiva ou LLA de células B refratária. É o resultado da reprogramação das células T do próprio paciente para localizar e destruir as células que têm a proteína CD19 em sua superfície. Em alguns casos, as células de leucemia não apresentam CD19 na superfície. Essas células podem escapar do Tisagenlecleucel e multiplicar-se. O objetivo da pesquisa é encontrar outros marcadores em células de leucemia que possam ser alvos junto com o CD19, como o CD22.

 

 

Cromossomo Philadelphia Positivo (Ph +) na LLA.

Cerca de 25% dos adultos e apenas cerca de 3% das crianças que sofrem de LLA têm um subtipo denominado “LLA Ph-positivo” (também conhecido como “L +” ou “TLA positivo para o cromossomo Philadelphia”). Pacientes com este subtipo de LLA têm uma alteração cromossômica que resulta em uma mutação específica do gene BCR-ABL. Esses pacientes são tratados com os inibidores de tirosina quinase (TKIs) combinados com quimioterapia.

Esta combinação tornou-se o padrão no atendimento de pacientes com LLA Ph+. Novas combinações de drogas estão sendo estudadas em estudos clínicos para o tratamento.


Philadelphia semelhante na LLA

É um subgrupo de LLA de células B que possui características genéticas semelhantes à LLA Ph+, mas não possui o gene de fusão BCR-ABL. Tem mais incidência em homens e pacientes com Síndrome de Down e ocorre de quatro a cinco vezes mais em crianças e adultos jovens do que na LLA Ph+. A incidência de LLA Ph-semelhante é de 10% em crianças com LLA de risco padrão e acima de 25% em adultos jovens com LLA de risco padrão.

Está associado a um prognóstico desfavorável. Estudos recentes que analisaram o perfil genético de pacientes com LLA Ph-semelhante sugeriram que o uso de TKIs e outras terapias direcionadas pode ajudar, e essa é uma área de pesquisa clínica ativa.


Infância x Formas adultas de LLA

A forma adulta da LLA é a mais resistente ao tratamento. No entanto, nos últimos anos, vários fatores contribuíram para remissões mais longas e sobrevida prolongada em pacientes adultos.

Esses fatores incluem:

  • Resultados melhorados com o transplante alogênico
  • Uso de TKIs para o tratamento de LLA Ph+
  • Uso de terapia intensiva pediátrica para adolescentes e adultos jovens

Para os pacientes com LLA acima dos 60 anos, a probabilidade de problemas de saúde e todas as características de risco são levados em consideração quando um plano de tratamento está sendo desenvolvido. A idade não é um motivo para suspender o tratamento. No entanto, os pacientes mais idosos podem ter uma resposta pior à terapia porque:

  • As células leucêmicas têm maior ocorrência de anormalidades citogenéticas e moleculares desfavoráveis
  • Os pacientes mais velhos podem ter outros problemas médicos, incluindo doença cardíaca, pulmonar, renal ou diabetes mellitus. O médico pode ter que selecionar drogas menos tóxicas ou diminuir a dosagem e a frequência do tratamento

O principal objetivo das terapias direcionadas aos pacientes com mais de 60 anos é manter a eficácia e minimizar os efeitos colaterais tóxicos. É importante saber que, mesmo em pacientes saudáveis com 75 anos ou mais, a principal causa de falha do tratamento não é a toxicidade, mas a falha do tratamento em eliminar as células cancerígenas.

Para pacientes com LLA resistentes ao tratamento ou com recidiva da doença, o transplante alogênico pode ser a melhor opção. Da mesma forma, pacientes com doença de alto risco são indicados para o transplante se for improvável que alcancem a remissão somente com a quimioterapia.

Um novo tipo de imunoterapia chamado “terapia de célula T de receptor de antígeno quimérico (CAR)” usa as próprias células do sistema imunológico do paciente para atacar e eliminar as células cancerígenas. Este tipo de imunoterapia está sendo estudada no tratamento da LLA refratária e recidivante em crianças e adultos. Converse com seu médico sobre tratamento em um ensaio clínico.

 


Adolescentes e adultos jovens.

Geralmente engloba pacientes entre 15 e 39 anos. Historicamente, eles eram tratados com um protocolo pediátrico ou adulto, dependendo da instituição de tratamento. Eles são diferentes:

  • Protocolos pediátricos são mais intensos e complexos do que aqueles utilizados em idosos
  • Tendem a usar mais pegaspargase, vincristina e corticosteróides.

Em contraste, os protocolos adultos, que tendem a usar mais ciclofosfamida e antraciclinas, como doxorrubicina e daunorrubicina

  • Tratamentos pediátricos são feitos por longos períodos de tempo

O tratamento do sistema nervoso central é iniciado mais cedo e é mais duradouro. Algumas crianças recebem terapia de manutenção por até três anos, enquanto os adultos tendem a receber dois anos.

Pesquisadores de estudos clínicos começaram a investigar o uso de uma variedade de opções de protocolos pediátricos para estes pacientes. Eles descobriram que os tratados com protocolos pediátricos têm taxas de sobrevivência melhoradas em comparação com os pacientes da mesma idade tratados em protocolos de adultos com LLA.


Leucemia refratária ou leucemia recidivante

Alguns pacientes apresentam células leucêmicas residuais em sua medula, mesmo após tratamento intensivo. A doença é então chamada de “leucemia refratária”. Outros pacientes alcançam a remissão, mas têm um número reduzido de células sanguíneas normais e um retorno de células de leucemia na medula. A doença é considerada recidivante.


LLA PH+

Para pacientes com LLA Ph+ recidivante ou refratária, existem várias opções de tratamento. Ele pode receber uma terapia TKI diferente, mas antes de iniciar o tratamento, o teste de mutação do gene BCR-ABL deve ser feito. O objetivo é procurar por mutações no gene de fusão BCR-ABL que afeta o quanto certos os TKIs funcionam. Cada TKI funciona de maneira um pouco diferente. Um TKI pode ser capaz de neutralizar uma mutação que outro TKI não pode. Muitos pacientes com LLA PH+ recebem imatinibe (Glivec®) durante a terapia de indução. Para aqueles pacientes cuja doença recidivou, os medicamentos dasatinibe (Sprycel®) ou ponatinibe (Iclusig®) podem ser opções de tratamento.

O TKI pode ser administrado isoladamente, e fazer parte de um protocolo de quimioterapia ou, em alguns casos, pode ser combinado com um corticoide. Se o TKI fizer parte de um protocolo de quimioterapia, normalmente, a posologia será diferente daquela usada durante a terapia inicial. Para alguns pacientes mais velhos que não toleram a quimioterapia, uma terapia TKI e um corticoide podem ser opção. Se a LLA não responder ao tratamento com TKIs, os médicos podem recomendar protocolos para LLA recidivada ou negativa refratária.

Esses protocolos incluem:

  • Blinatumomab (Blincyto®). Esta pode ser uma opção de tratamento para pacientes cuja LLA não respondeu a dois ou mais TKIs.
  • Inotuzumab ozogamicina (Besponsa®). Esta é uma opção de tratamento para adultos com LLA de células B refratária ou recidivante.
  • Tisagenlecleucel (Kymriah®). Este tratamento é para pacientes com LLA de células B que têm menos de 26 anos e apresentam doença refratária ou tiveram duas recaídas.

Um transplante alogênico de células-tronco também é uma opção para pacientes saudáveis que possuem um doador disponível. Alguns pacientes mais velhos e com problemas de saúde podem não tolerar um tratamento tão intenso.


LLA Ph

Para pacientes com LLA recidivada, Ph negativa, ou refratária, existem várias opções de tratamento. Uma opção é usar medicamentos diferentes dos que foram usados durante o primeiro protocolo de indução do paciente.

Estes medicamentos podem incluir:

• Blinatumomab

• Inotuzumab ozogamicina

• Protocolos com coquetéis que incluem vários medicamentos quimioterápicos, alguns dos quais podem ter sido administrados no passado. Exemplos:

  • Hiper-CVAD aumentado:

Este regime inclui ciclofosfamida, vincristina, doxorrubicina (Adriamycin®), dexametasona, pegaspargase, metotrexato e citarabina.

  • Doença CD20-positiva:

MOpAD – (metotrexato, vincristina [Oncovin®], L-asparaginase peguilada e dexametasona) com rituximabe para

No entanto, existem diferentes protocolos de quimioterapia que podem usar diversas combinações de medicamentos.

Alguns deles:

  • Nelarabina para pacientes com LLA de células T
  • Clofarabina
  • Vincristina lipossomal (Marqibo®), para o tratamento de pacientes adultos com

Ph- LLA em segunda ou em maior número de recaídas ou ainda cuja doença progrediu após duas ou mais terapias antileucemicas

  • Tisagenlecleucel

Na leucemia refratária, medicamentos diferentes daqueles usados no primeiro ciclo de tratamento podem ser administrados em um esforço para induzir à remissão. Após a remissão, o transplante de células-tronco pode ser uma opção e resultar em uma remissão mais duradoura. Em pacientes cuja doença recidivou, a duração da remissão, a idade do paciente e os achados citogenéticos nas células de leucemia influenciam a abordagem da terapia.

Converse com seu médico sobre terapias que estão em estudos clínicos para LLA refratária ou recidivante.

 

Depois que um paciente completa o tratamento para leucemia linfóide aguda (LLA) e está em remissão, testes de acompanhamento são realizados para verificar o funcionamento do tratamento e procurar sinais de recidiva. Os testes também verificam como os órgãos do paciente estão funcionando. Isso é importante, pois a LLA e seu tratamento podem danificar os órgãos. Durante o primeiro ano, um paciente passará por testes frequentes, mas os exames de acompanhamento são realizados com menos frequência durante o segundo e o terceiro ano. Com o passar do tempo, exames e check-ups menos frequentes podem ser necessários, mas as avaliações programadas devem continuar indefinidamente.


A National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomenda os seguintes exames durante os primeiros três anos após o término do tratamento:

Durante o primeiro ano após a conclusão da terapia

  • Um exame físico completo (incluindo exame testicular) a cada 1 ou 2 meses
  • Exames de sangue (hemograma completo [HC] com diferencial) a cada 1 ou 2 meses
  • Testes de função hepática até que os valores normais sejam alcançados
  • Punção da medula óssea, punção lombar e ecocardiograma, conforme indicação clínica

Durante o segundo ano após a conclusão da terapia

  • Um exame físico completo (incluindo exame testicular) a cada 3 e 6 meses
  • Exames de sangue (um hemograma completo com diferencial) a cada 3 e 6 meses.

Durante o terceiro ano depois do término de terapia

  • Um exame físico completo (incluindo exame testicular) a cada 6 e 12 meses
  • Exames de sangue (hemograma completo com diferencial) a cada 6 e 12 meses ou conforme orientado por um especialista

É importante manter um registro do tratamento do câncer para que o médico possa acompanhar os efeitos tardios específicos que podem estar associados. Essas informações incluem o diagnóstico, os nomes e as datas das medicações quimioterápicas, informações sobre tratamento de radiação, cirurgias realizadas, histórico de transplantes, detalhes sobre quaisquer outros tratamentos, nomes e datas de quaisquer complicações significativas e o tratamento recebido para essas complicações. Esta informação pode ajudar o médico a desenvolver um cronograma para visitas de acompanhamento e testes.

Adultos e crianças podem ter dificuldades quando retornam às suas rotinas diárias após um longo período de tratamento. É importante obter suporte durante todo esse tempo e pelo tempo que for necessário.


Efeitos a longo prazo do tratamento

Crianças e adultos jovens que foram tratados para a LLA podem ter maior risco de danos ao coração, outros tipos de câncer e problemas neurológicos ou cognitivos. Os pacientes devem ser acompanhados por um médico de cuidados primários para exames de saúde geral pelo menos uma vez por ano. Eles também devem ser examinados regularmente por um oncologista.

O tratamento para LLA às vezes causa efeitos que persistem após o término do tratamento (efeitos a longo prazo) ou se desenvolvem muito mais tarde na vida (efeitos tardios).

Vários fatores podem influenciar o risco de desenvolver efeitos a longo prazo ou tardios, incluindo:

  • O tipo e duração do tratamento
  • Idade no momento do tratamento
  • Gênero e saúde em geral

A maioria dos pacientes com LLA é tratada com antraciclina, como a daunorrubicina. As antraciclinas têm sido associadas ao aumento do risco de lesão do músculo cardíaco ou insuficiência cardíaca crônica. A doença cardíaca pode não se tornar aparente até muitos anos após o término da terapia.


OSTEONECROSE

O que é osteonecrose?

A osteonecrose, também chamada de “necrose vascular”  é a redução do fluxo sanguíneo para os ossos. O surgimento da osteonecrose e dor óssea, são potenciais efeitos colaterais a longo prazo associados à terapia com corticosteroides.

A osteonecrose frequentemente afeta as articulações que suportam peso, como os ossos e/ou joelhos do quadril, e parece ter uma incidência maior entre os adolescentes (provavelmente devido ao crescimento do esqueleto) do que em crianças mais jovens ou adultos. Para monitorar os pacientes que estão em risco de desenvolver essa condição, medidas de rotina dos níveis de cálcio e vitamina D devem ser obtidas e deve ser considerada avaliação periódica por imagem.


Às vezes, a radiação craniana é usada para pacientes com óbvio comprometimento da doença no sistema nervoso central (SNC) ou naqueles cuja doença recidiva. Os médicos estão limitando o uso deste tratamento (e com alternativas de terapia medicamentosa tanto quanto possível) para evitar o risco de efeitos a longo prazo ou tardios, como o comprometimento neurocognitivo e o desenvolvimento de segundo câncer.

As crianças podem sofrer efeitos colaterais do tratamento, tanto a curto como a longo prazo. Esses efeitos colaterais podem afetar o aprendizado, o crescimento, o desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento psicossocial. Quando as crianças retornam à escola, enfrentam novos desafios com suas famílias, para continuarem o tratamento. Por estarem cientes dos possíveis efeitos colaterais, os pais podem contar com a colaboração da equipe da escola para ajudar seus filhos a lidarem como as tarefas escolares. Estes e outros possíveis efeitos a longo prazo e tardios podem ser gerenciados.


Converse com seu médico sobre possíveis efeitos tardios e cuidados de acompanhamento.

Resultados do tratamento

Há algumas décadas, as taxas de cura eram muito baixas em crianças e adultos diagnosticados com LLA. Hoje, quase 90% das crianças e 40% dos adultos podem esperar remissão a longo prazo com sobrevida livre de leucemia e provável cura. Enquanto as taxas de cura de adultos ficam aquém das taxas de cura das crianças, as remissões nos adultos aumentaram nos últimos 10 anos e as remissões prolongadas também são mais frequentes.

 

Veja abaixo uma lista de dicas para combater e como amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia

 

O tratamento da LLA, pode trazer alguns efeitos adversos ao paciente, mas é importante entender que é possível amenizá-los, seja com medicamentos ou até mesmo com a alimentação.

Aqui vão algumas dicas para te ajudar neste momento:

Contra náuseas e vômitos:

  • Prefira alimentos frios ou gelados e diminua ou evite o uso de temperos fortes na preparação dos alimentos
  • Coma pequenas porções várias vezes ao dia

Contra a diarreia:

  • Aumente a ingestão de líquidos, como água, chá, suco
  • Evite alimentos laxativos, como doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva e ameixa preta

Contra a obstipação (prisão de ventre):

  • Evite o consumo de cereais refinados (arroz branco, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, amido de milho, polvilho)
  • Substitua alimentos pobres em fibras por alimentos ricos nesse nutriente (ex.: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, arroz integral, linhaça, aveia…)
  • Beba muita água

Contra a mucosite

  • Evite alimentos picantes e salgados com temperos fortes e alimentos ácidos (ex.: limão, laranja pera, morango, maracujá, abacaxi e kiwi)
  • Consuma preferencialmente alimentos macios ou pastosos (ex.: creme de espinafre, milho, purês, pães macios, sorvetes, flans, pudins e gelatinas) e também alimentos frios/gelados

Contra a xerostomia (boca seca)

  • Beba líquidos em abundância (ex.: água, chá, suco, sopa)
  • Aumente a ingestão de alimentos ácidos e cítricos
  • Evite alimentos ricos em sal
  • Chupe cubos de gelo ao longo do dia
  • Utilize pomadas industrializadas (“salivas artificiais”) antes das refeições

Imunidade baixa:

Pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar o médico.

 

Cirurgia para Leucemia Linfoide Aguda

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018


A cirurgia raramente é utilizada como forma de tratamento da leucemia linfoide aguda, uma vez que as células leucêmicas se espalham pela medula óssea e para muitos outros órgãos através do sangue.

O único procedimento cirúrgico realizado é a inserção de um cateter para ajudar na administração de medicamentos quimioterápicos.

Reservatório de Ommaya

A administração da quimioterapia diretamente no líquido cefalorraquidiano é muitas vezes uma parte do tratamento da leucemia linfoide aguda. Neste tratamento, denominado quimioterapia intratecal, os medicamentos podem ser administrados através de uma punção lombar ou de um reservatório de Ommaya.

Esse reservatório é um dispositivo ligado diretamente a uma das cavidades do cérebro (ventrículo). A químio intratecal pode ser administrada através da inserção de uma agulha direto nesse reservatório. A quimioterapia chega até o líquido cefalorraquidiano ​​no ventrículo. O líquido circula através dos ventrículos e na área ao redor do cérebro e da medula espinhal. Esse reservatório permite a administração da quimioterapia intratecal sem a necessidade de várias punções lombar. O líquido cefalorraquidiano também pode ser retirado do reservatório de Ommaya para coletar células leucêmicas e sinais de infecção.


Fonte: American Cancer Society (17/10/2018)

 

 

Radioterapia para Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 03/07/2015 - Data de atualização: 20/12/2018

 

 

O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. A radioterapia não é normalmente utilizada como uma das componentes terapêuticos principais em pacientes com leucemia linfoide aguda, mas é usada em determinadas situações:

  • Para tratar a disseminação para o cérebro, fluído espinhal ou para os testículos.
  • Para irradiar o corpo todo antes de um transplante de células tronco.
  • Raramente é usada para reduzir o tumor que pressiona a traqueia, causando problemas respiratórios.
  • Pode ser usada para diminuir dores ósseas.

A radioterapia externa é o tipo de tratamento utilizado com mais frequência para a leucemia linfoide aguda. O procedimento é indolor. Cada tratamento dura apenas alguns minutos, embora o tempo de posicionamento do paciente na mesa de tratamento, normalmente leva mais tempo.

Os efeitos colaterais dependem do local irradiado e da dose de radiação, podendo incluir:

  • Fadiga.
  • Reações cutâneas.
  • Perda de cabelo.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Aftas e problemas de deglutição.
  • Dor de cabeça.
  • Diminuição das taxas sanguíneas.

Estes efeitos tendem há desaparecer com o término do tratamento.


Fonte: American Cancer Society (17/10/2018)

 

 

 

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abs

Carla

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