há um diaEm 28 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização sobre o Câncer Gástrico reforça a importância da educação em saúde e da disseminação responsável de informações baseadas em evidências.
Em 28 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização sobre o Câncer Gástrico reforça a importância da educação em saúde e da disseminação responsável de informações baseadas em evidências.
A atenção a esses sinais pode contribuir para uma avaliação clínica adequada e oportuna.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
A análise das Células Tumorais Circulantes (CTCs) é um avanço gigantesco na oncologia moderna. Ela permite acompanhar como o tumor responde ao tratamento com alta precisão e sem a necessidade de procedimentos invasivos constantes.
Identificar essas células e mapear sua genética ajuda os médicos a personalizar ainda mais os cuidados, garantindo terapias mais assertivas para cada paciente.
Você já tinha ouvido falar sobre esse exame de CTCs?
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Dr. Natalício Kern Filho - Médico Hematologista, Oncohematologista e Hemoterapeuta RQE10.418 | RQE 10.419, Medicina Interna | RQE 10.403. Preceptor Sírio Libanês CRM RS18819
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Quando se fala em saúde do coração, é comum pensar primeiro em pressão alta, colesterol ou nos sinais de um infarto. Para quem tem diabetes, porém, a atenção precisa começar bem antes de qualquer sintoma. A rotina de acompanhamento envolve a glicemia, mas também outros fatores que podem influenciar o risco cardiovascular.
É por isso que o Dia Mundial do Coração, celebrado neste 29 de setembro, também chama a atenção de quem vive com diabetes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a condição está associada a um risco maior de doenças cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. A relação entre diabetes e coração, no entanto, não se resume à glicose no sangue. Afinal, pressão arterial, colesterol, função renal, alimentação, atividade física, histórico familiar e outros fatores também podem fazer parte dessa avaliação
Por que o diabetes exige atenção especial ao coração?
A glicose elevada por períodos prolongados pode contribuir para alterações nos vasos sanguíneos e se somar a outros fatores de risco cardiovascular. Por isso, as diretrizes de diabetes recomendam uma avaliação que considere diferentes aspectos da saúde, e não apenas a hemoglobina glicada.
A American Diabetes Association destaca que a doença cardiovascular aterosclerótica e a insuficiência cardíaca são condições comuns entre pessoas com diabetes. As recomendações de 2026 também orientam o controle dos principais fatores de risco cardiovascular, como pressão arterial e alterações nos lipídios.
Isso ajuda a explicar uma situação que pode parecer contraditória: uma pessoa pode estar preocupada em manter a glicose dentro da meta e, ainda assim, precisar acompanhar outros fatores relacionados ao coração. Por isso, o cuidado cardiovascular não deve começar apenas depois de um infarto ou de outro evento. Afinal, manter a glicose sob controle é importante, mas não significa que todos os riscos cardiovasculares estejam sob controle.
Glicemia não é o único número que importa
A hemoglobina glicada é um dos principais exames utilizados no acompanhamento do diabetes, mas ela não conta sozinha toda a história do risco cardiovascular. Pressão arterial, colesterol, função renal, peso, tabagismo, nível de atividade física e histórico familiar também podem influenciar essa avaliação. As diretrizes da ADA recomendam que esses fatores sejam considerados no cuidado das pessoas com diabetes.
Além disso, há fatores de risco cardiovascular que podem passar despercebidos nos exames de rotina. Um exemplo é a lipoproteína(a), ou Lp(a), uma partícula semelhante ao LDL cuja concentração no sangue é determinada principalmente pela genética. Níveis elevados de Lp(a) estão associados a um risco maior de doenças cardiovasculares, e como ela tende a permanecer relativamente estável ao longo da vida, e não costuma ser incluída nos exames de rotina, uma pessoa pode apresentar níveis elevados sem saber.
Segundo as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a dosagem da Lp(a) é recomendada pelo menos uma vez na vida em adultos. A investigação pode ser especialmente relevante em pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença cardiovascular precoce e em alguns grupos de risco, incluindo pessoas com diabetes tipo 2.
O que a alimentação tem a ver com a saúde do coração?
A Sociedade Brasileira de Diabetes destaca que diferentes padrões alimentares estão associados à saúde cardiovascular. Entre os alimentos que aparecem com frequência nas evidências estão frutas, verduras, legumes, leguminosas, grãos integrais, peixes, castanhas e azeite de oliva extravirgem.
Mas a ideia não é encontrar um alimento que, sozinho, proteja o coração. Os estudos citados pela SBD apontam para o efeito de padrões alimentares completos. Em outras palavras, importa mais a combinação e a frequência dos alimentos ao longo do tempo do que transformar um único ingrediente em protagonista da prevenção cardiovascular.
Para quem tem diabetes, isso também significa considerar a quantidade de carboidratos, as fibras, as proteínas, as gorduras, o tamanho das porções e a composição da refeição. Arroz, feijão, batata, mandioca, massas e pães, por exemplo, não precisam ser automaticamente retirados do prato. A quantidade e a composição da refeição precisam fazer sentido para as necessidades de cada pessoa e para o tratamento utilizado.
Nesse contexto, a alimentação não precisa ser encarada como uma mudança radical de hábitos, mas como uma oportunidade de fazer escolhas mais favoráveis à saúde cardiovascular dentro da própria realidade brasileira. É essa a ideia por trás da Dieta Cardioprotetora Brasileira, desenvolvida pelo HCor em parceria com o Ministério da Saúde, que adapta princípios de uma alimentação cardioprotetora aos costumes e aos alimentos presentes no dia a dia da população.
A proposta é mostrar que esse cuidado pode fazer parte da rotina de alimentação sem depender de produtos específicos ou de uma dieta difícil de manter.
Quais alimentos merecem mais atenção?
Assim como alguns alimentos aparecem associados a padrões alimentares mais favoráveis à saúde cardiovascular, outros merecem atenção quando consumidos com frequência e em excesso.
A SBD cita carnes processadas, grãos refinados e bebidas açucaradas entre os alimentos associados a maior incidência de doença cardiovascular nas evidências apresentadas pela entidade. Isso não significa transformar a alimentação em uma lista de alimentos proibidos. Para quem tem diabetes, a avaliação deve considerar o contexto da refeição e da alimentação como um todo. A quantidade consumida, a frequência e a combinação com outros alimentos fazem diferença.
Essa abordagem é especialmente importante porque uma recomendação que funciona para uma pessoa pode não ser adequada da mesma maneira para outra.
Exercício também faz parte do cuidado cardiovascular
A prática regular de atividade física está entre as estratégias utilizadas para reduzir fatores de risco cardiovascular e também faz parte do cuidado do diabetes. Para algumas pessoas, porém, exercícios exigem atenção especial à glicose, principalmente quando há uso de insulina ou de medicamentos associados ao risco de hipoglicemia.
Por isso, quem pretende começar ou aumentar a intensidade dos exercícios deve considerar o próprio tratamento e as orientações da equipe de saúde. O objetivo não é transformar o exercício em uma obrigação isolada, mas incorporá-lo à rotina de maneira segura e possível de manter.
O cuidado começa antes dos sintomas
Esperar o aparecimento de um sintoma para começar a cuidar da saúde cardiovascular não é a melhor estratégia. Para quem tem diabetes, esse acompanhamento precisa fazer parte da rotina, mesmo quando não há nenhum sinal de problema no coração.
A prevenção passa pelo controle de fatores que podem ser modificados, como pressão arterial, colesterol, tabagismo, sedentarismo e alimentação. Histórico familiar e características genéticas também podem influenciar o risco e devem ser considerados na avaliação de cada pessoa.
Esse olhar mais amplo é importante porque o diabetes não envolve apenas a glicose. O acompanhamento cardiovascular precisa considerar o conjunto de fatores que pode influenciar o risco ao longo do tempo. Por isso, o cuidado não precisa seguir uma fórmula única. O mais importante é construir uma rotina que possa ser mantida, com acompanhamento regular e ajustes de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Quer saber mais? Confira este episódio do Diabetescast sobre como o diabetes afeta o coração.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento
Uma crise de rinite ou sinusite costuma ser associada a espirros, nariz entupido, secreção e dificuldade para respirar.
Mas, para quem tem diabetes, existe outra mudança que pode aparecer nesse período e nem sempre é relacionada ao problema respiratório: a glicemia pode ficar mais difícil de controlar.
Isso não significa que toda crise de rinite ou sinusite vai aumentar a glicose. O que pode acontecer é que o organismo, ao enfrentar uma doença ou infecção, entre em um estado de estresse físico. Como resposta, libera hormônios que ajudam o corpo a lidar com o problema, mas também podem elevar a glicemia.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), quando uma pessoa com diabetes fica doente, os hormônios liberados pelo organismo para combater a doença podem aumentar temporariamente a glicose no sangue. Dependendo do quadro, também podem ocorrer mudanças na alimentação, na hidratação e na rotina, o que interfere ainda mais no controle da glicemia.
Por isso, uma alteração inesperada da glicemia durante uma crise respiratória não deve ser analisada apenas pela alimentação ou pela dose habitual dos medicamentos para o diabetes.
Rinite e sinusite não são a mesma coisa
Embora muitas vezes sejam confundidas, rinite e sinusite são condições diferentes.
A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz. Na forma alérgica, o sistema imunológico reage a substâncias como ácaros, pólen, pelos de animais e mofo. Espirros, coceira no nariz, coriza e congestão estão entre os sintomas mais comuns.
A sinusite, também chamada de rinossinusite, envolve a inflamação dos seios da face, estruturas localizadas ao redor do nariz e dos olhos. O quadro pode causar congestão nasal, secreção, dor ou pressão no rosto e dor de cabeça.
Grande parte dos casos de sinusite aguda está relacionada a infecções virais e melhora sem antibióticos. O CDC alerta que antibióticos não são necessários para a maioria das infecções dos seios da face, e seu uso deve ser definido de acordo com a avaliação do quadro.
A diferença entre as duas condições importa porque a presença de uma infecção muda a forma como o organismo responde ao problema. Uma crise alérgica e uma infecção não produzem necessariamente a mesma resposta no corpo.
Por que uma infecção pode deixar a glicemia mais alta?
Quando o corpo precisa combater uma infecção, o sistema imunológico entra em ação. Para sustentar essa resposta, o organismo libera hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina.
Esses hormônios ajudam a disponibilizar energia rapidamente. Uma das formas de fazer isso é aumentar a quantidade de glicose circulando no sangue. Em quem tem diabetes, essa elevação pode ser mais difícil de compensar porque a ação ou a quantidade de insulina disponível pode não ser suficiente para acompanhar a mudança.
É por isso que uma pessoa pode estar seguindo a alimentação e o tratamento habituais e, ainda assim, perceber que a glicemia está mais alta durante uma doença.
O CDC orienta que pessoas com diabetes monitorem a glicose com mais atenção quando estão doentes justamente porque a resposta do organismo à doença pode elevar os níveis de açúcar no sangue. Em quem usa insulina, a necessidade do hormônio também pode mudar durante esse período.
A alteração também não precisa acontecer apenas quando há febre. Uma infecção ou outra doença aguda já pode ser suficiente para modificar o padrão da glicemia.
E a rinite, também pode interferir?
Aqui é importante fazer uma distinção.
Não há motivo para afirmar que uma crise de rinite alérgica, por si só, necessariamente provoca uma elevação da glicemia. A relação é mais complexa e depende do que está acontecendo com cada pessoa.
Uma revisão publicada em 2025 analisou a relação entre diabetes e diferentes doenças do nariz e dos seios da face. Os autores descrevem interações entre alterações metabólicas, inflamação e funcionamento das vias aéreas, especialmente nos casos de rinossinusite crônica. Ao mesmo tempo, os próprios autores destacam que ainda existem questões a serem esclarecidas sobre essas relações.
Na prática, uma crise alérgica pode vir acompanhada de fatores que indiretamente dificultam o controle do diabetes, como noites mal dormidas, desconforto, alterações na rotina e uso de determinados medicamentos.
Isso é diferente de dizer que a rinite causa hiperglicemia. O contexto da crise é que deve ser observado.
O medicamento usado para tratar a crise também importa
Existe outro ponto que merece atenção: alguns medicamentos utilizados para controlar inflamações podem alterar a glicemia.
Os corticosteroides, conhecidos popularmente como corticoides, reduzem processos inflamatórios, mas também podem aumentar a quantidade de glicose no sangue. Eles podem fazer isso, entre outros mecanismos, estimulando o fígado a liberar mais glicose e reduzindo a sensibilidade do organismo à insulina.
O efeito varia conforme o tipo de corticosteroide, a dose, o tempo de tratamento e a forma de administração. Doses mais altas por via oral ou injetável tendem a produzir efeitos mais importantes sobre a glicemia.
Isso explica por que algumas pessoas com diabetes percebem uma mudança significativa na glicemia depois de iniciar um tratamento com corticoide.
Mas existe um cuidado importante: o fato de um medicamento poder elevar a glicemia não significa que ele deva ser suspenso ou substituído por conta própria. Se o tratamento foi prescrito, a equipe de saúde deve avaliar a necessidade do medicamento e orientar como acompanhar a glicose durante o uso.
Também não é correto colocar todos os medicamentos para rinite e sinusite na mesma categoria. Existem diferentes tratamentos, com mecanismos e efeitos distintos.
O diabetes também pode influenciar a saúde respiratória
A relação entre diabetes e problemas respiratórios não acontece somente em uma direção.
O próprio diabetes pode afetar a resposta do organismo às infecções. O CDC explica que níveis elevados de glicose podem dificultar o funcionamento adequado de células do sistema imunológico. Com isso, algumas pessoas com diabetes podem ter maior dificuldade para combater determinadas infecções e levar mais tempo para se recuperar.
Entre as doenças infecciosas observadas com maior frequência estão algumas infecções do trato respiratório.
Isso cria uma relação que merece atenção: uma doença pode dificultar temporariamente o controle da glicemia, enquanto a glicemia persistentemente elevada também pode prejudicar a resposta do organismo às infecções.
Por esse motivo, controlar o diabetes faz parte dos cuidados gerais com a saúde, inclusive durante períodos em que a principal preocupação parece ser apenas uma crise respiratória.
O que fazer quando a glicemia muda durante uma crise?
Se a glicemia começar a apresentar um padrão diferente enquanto a pessoa está doente, o primeiro passo é aumentar a atenção ao monitoramento, seguindo o plano estabelecido pela equipe de saúde.
As orientações do CDC para os chamados “dias de doença” incluem acompanhar a glicemia com maior frequência, manter a hidratação e continuar os medicamentos conforme a orientação recebida. Para pessoas que utilizam insulina, a doença pode alterar a necessidade do hormônio, por isso o acompanhamento individual é importante.
Alguns cuidados são especialmente importantes:
acompanhe a glicemia de acordo com a orientação da equipe de saúde;
mantenha uma boa hidratação;
não interrompa a insulina por conta própria;
antes de iniciar um novo medicamento, informe que você tem diabetes;
pergunte se o tratamento escolhido pode interferir na glicemia;
siga o plano individual definido para períodos de doença.
Não existe uma quantidade universal de insulina que deva ser acrescentada durante uma infecção. Qualquer ajuste precisa considerar o tipo de diabetes, o tratamento utilizado e o comportamento da glicemia.
Quando a alteração da glicemia merece atenção imediata?
Na maioria das vezes, uma mudança temporária da glicemia durante uma doença pode ser acompanhada de acordo com o plano estabelecido pela equipe de saúde. Mas algumas situações exigem atendimento.
Em pessoas que utilizam insulina, principalmente no diabetes tipo 1, uma doença pode aumentar o risco de cetoacidose diabética quando há deficiência de insulina e formação de cetonas.
Náuseas, vômitos, dor abdominal, respiração rápida ou profunda, muita sede, desidratação, sonolência ou confusão são sinais de alerta. O CDC também orienta atenção às cetonas durante períodos de doença, especialmente quando a glicemia está elevada.
Além disso, dificuldade para respirar, incapacidade de manter líquidos, vômitos persistentes ou piora importante do quadro respiratório são motivos para procurar atendimento médico.
Uma crise respiratória pode mudar o padrão da glicemia
Rinite e sinusite não devem ser tratadas como causas automáticas de glicemia alta. O que existe é uma relação mais ampla entre doença, resposta inflamatória, infecção, medicamentos e controle do diabetes.
Durante uma infecção, o organismo pode liberar hormônios que aumentam a glicose. Em paralelo, alguns medicamentos, principalmente determinados corticosteroides, também podem interferir no controle glicêmico.
Por isso, se a glicemia começar a se comportar de maneira diferente durante uma crise respiratória, vale observar o quadro como um todo: quais sintomas apareceram, se existe uma infecção, quais medicamentos estão sendo utilizados e como os níveis de glicose estão respondendo.
Entender essa relação ajuda a evitar interpretações equivocadas e permite que a pessoa procure orientação quando perceber uma mudança que foge do seu padrão habitual.
Aviso médico: As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com médico e/ou nutricionista. Cada pessoa tem necessidades individuais , busque sempre orientação profissional antes de Tratamento