”Existe um momento muito doloroso dentro da trajetória das demências:
Quando comer deixa de ser algo natural.
Muitos cuidadores percebem primeiro uma tosse, depois um engasgo, mais tarde, aquela voz diferente, “molhada”, como se algo tivesse parado na garganta.
E quase sempre escutam:
“É só porque está comendo rápido.”
“É idade.”
“Foi apenas um engasgo.”
Mas às vezes não é, pode ser a DISFAGIA.
A Disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva, ela pode surgir em diversas doenças neurológicas, inclusive no Alzheimer e em outras demências.
O problema é que a Disfagia nem sempre aparece de forma dramática no início, muitas vezes ela chega silenciosamente, através de pequenos sinais que o Cuidador aprende a perceber antes mesmo de qualquer exame.
O primeiro pedido de socorro pode vir através da tosse
Existem cuidadores que dizem:
• “Toda vez que bebe água ele tosse.”
• “Ela parece cansada para comer.”
• “A comida fica parada na boca.”
• “Depois da refeição a voz muda.”
• “Ele engasga até com saliva.”
E é nesse momento que muitos começam a perceber que o corpo já não consegue coordenar a deglutição como antes.
E a “voz molhada”? O que é?
É quando a voz parece carregada de secreção, gorgolejante ou abafada após comer ou beber.
Em alguns casos, isso pode acontecer porque resíduos de líquidos ou alimentos permanecem na garganta, isso porque nem sempre o alimento segue corretamente para o esôfago.
Às vezes, pequenas partículas podem alcançar as vias respiratórias sem que a família perceba imediatamente.
E por que isso preocupa tanto?
Porque a disfagia pode aumentar o risco de:
• pneumonia aspirativa
• desnutrição
• perda de peso
• desidratação
• infecções respiratórias repetidas
• medo de se alimentar
Alguns idosos começam até a evitar comida sem conseguir explicar o motivo, outros demoram muito para mastigar, guardam alimento na boca ou parecem “esquecer” o movimento de engolir.
O Cuidador costuma perceber isso antes de todo mundo, é ele que observa:
• o olhar de medo durante a refeição
• o cansaço para mastigar
• a tosse repetida
• o engasgo com líquidos finos
• o silêncio diferente depois da comida
E muitas vezes ele sente que algo está errado antes mesmo de conseguir colocar em palavras.
Como ajudar?
Cada caso precisa ser avaliado individualmente, mas existem profissionais fundamentais nesse processo:
• fonoaudiólogo
• nutricionista
Em muitos casos, adaptações podem melhorar muito a segurança alimentar:
• mudança na consistência dos alimentos
• orientação postural
• redução da velocidade das refeições
• maior atenção ao ambiente e ao ritmo do idoso
Atenção Cuidador:
Nem todo engasgo significa disfagia grave, mas engasgos frequentes nunca devem ser ignorados, porque às vezes o corpo começa a pedir ajuda justamente durante aquilo que antes parecia simples:
uma colher de sopa, um gole de água, um pedaço de pão.
Reconhecer esses sinais precocemente pode proteger não apenas a alimentação, mas a vida.
Página e Grupo de Apoio Online: 1 Sujeito Chamado Alzheimer
FONTE: https://www.facebook.com/groups/mentesedemencias
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs
Carla






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