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quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Sódio e a Doença Renal

O que é o sódio
 
O sódio é um dos mais abundantes minerais existentes sendo que o seu componente principal é o cloreto de sódio (o sódio liga-se ao elemento cloro), o famoso sal de cozinha. Muitas pessoas associam a palavra “sal” quando o termo “sódio” é referido.
 
 
Os alimentos que consumimos podem conter o cloreto de sódio (sal) ou podem ainda conter o sódio de outras formas. Os alimentos de origem vegetal têm pouca quantidade de sódio, no entanto, os alimentos derivados de animais, como a carne, o peixe e o leite, são ricos em sódio.
 
 
 
Para que serve o sódio
 
O sódio é um dos três maiores electrólitos presentes no corpo humano (a par com o potássio e o cloro) e estes são essenciais na manutenção da homeostasia corporal, controlando os fluídos que entram e saem dos tecidos e células do corpo.
 
 
O sódio é responsável por regular a pressão e o volume sanguíneo, auxiliar na transmissão dos impulsos nervosos e na contracção muscular e regular o equilíbrio ácido-base e hidro-electrolítico.
 
 
 
O Sódio e a Doença Renal
 
Os rins são a principal via pela qual o sódio é excretado. A quantidade de sódio excretado na urina depende da quantidade de sódio e água reabsorvidos no nefrónio. Se pouco sódio for reabsorvido, urina-se mais. Pelo contrário, se muito sódio for reabsorvido, a quantidade de urina é menor.
 
 
Na Doença Renal Crónica (DRC) a manutenção do equilíbrio entre a água e o sódio é o primeiro problema a ser tido em conta e, com o progressivo agravamento da lesão renal, surgem outros problemas graves relacionados com a homeostase do cálcio e do fósforo. Se os rins não estiverem a cumprir adequadamente as suas funções, o nível de sódio pode ficar alterado no corpo humano, o que pode conduzir a défice ou excesso deste componente na corrente sanguínea, levando a diversos sinais e sintomas.
 
 
O sódio tem uma elevada taxa de absorção, sendo que, praticamente a totalidade deste mineral passa para o sangue. Sendo função dos rins eliminar os excessos, há que ter em atenção que estes excessos correspondem a 90% do que é ingerido através dos alimentos.
 
 
 
Hiponatrémia
 
A hiponatremia acontece quando a concentração de sódio no sangue está abaixo dos 136 miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Esta alteração pode acontecer devido a:
  • Quantidade aumentada de água no corpo humano, derivado de uma ingestão excessiva por via oral ou por uma toma em grande quantidade de líquidos endovenosos (o que faz com que o sódio se dilua);
  • Perdas extra-renais, como vómitos, diarreia e queimaduras;
  • Toma excessiva de diuréticos (ao eliminarmos a água, o sódio também é excretado);
  • Dietas pobres em sódio;
  • Hiperglicémia (há uma atracção de água para o sistema circulatório mas uma redução da concentração de sódio);
  • Glândulas supra-renais hipoactivas que excretam demasiado sódio (doença de Addison).
 
 
A velocidade com que a concentração de sódio no sangue diminui determina em parte a gravidade dos sintomas. Quando a concentração desce lentamente, os sintomas tendem a ser menos exacerbados e não aparecem até que os valores sejam extremamente baixos. Quando a concentração diminui abruptamente, os sintomas são mais graves. Como o cérebro é especialmente sensível às alterações da concentração de sódio no sangue, pode surgir letargia, confusão, apreensão, convulsões e coma.
 
 
Quando a esta diminuição de sódio se associa uma baixo volume de líquidos na corrente sanguínea, pode provocar-se hipotensão arterial, taquicardia e diminuição do débito urinário. Por outro lado, quando esta diminuição for acompanhada por um excesso de líquidos na corrente sanguínea, há um aumento de peso, edemas (inchaços) e distensão dos vasos sanguíneos.
 
 
A hiponatremia grave é uma urgência médica que exige tratamento imediato e intensivo e o aumento lento de sódio na corrente sanguínea, com a administração endovenosa de fluidos, é uma das principais formas de tratamento. A par desta atitude, restringe-se o consumo de líquidos e tenta-se identificar e corrigir a causa de base da hiponatremia.
 
 
 
Hipernatrémia
 
A hipernatremia surge quando a concentração de sódio no sangue for superior a 145 miliequivalentes (mEq) por litro de sangue. Esta afecção pode dar-se devido a:
 
  • Dieta rica em sódio;
  • Administração por via endovenosa de soluções salinas hipertónicas;
  • Hiper-secreção de aldosterona;
  • Perda de água em grande quantidade (em situações de febre, diarreia, diabetes insípida, diabetes infecções respiratórias).
 
 
A hipernatremia é mais frequente entre as pessoas idosas pois, de uma forma geral, a sensação de sede percebe-se mais tarde e com menor intensidade nestas pessoas do que nas pessoas mais jovens. Com o avançar da idade, os rins são menos capazes de concentrar a urina, e, desta forma, estas pessoas também não podem reter a água com a mesma eficácia. A sede surge, deste modo, como um dos principais sintomas desta alteração, conjuntamente com as mucosas secas, agitação, convulsões e mesmo edema pulmonar.
 
 
Quando a hipernatrémia ocorre associada ao aumento do volume de água na corrente sanguínea, pode haver um aumento de peso, edemas, hipertensão arterial e sensação de taquicardia.
 
 
Apesar do sódio ser essencial para várias funções do corpo humano, demasiado sódio é perigoso para as pessoas com DRC, uma vez que os rins não conseguem eliminar o sódio e os líquidos em excesso e o aumento da pressão arterial é um dos principais riscos. Por seu turno, um aumento da pressão arterial reduz a função renal, levando a acumular de produtos tóxicos e líquidos no corpo.
 
 
 
O Sódio e a alimentação
 
Se a pessoa está no último estádio da DRC e está em programa regular de hemodiálise / diálise peritoneal, um regime alimentar pobre em sódio pode ser prescrito, de modo a controlar a pressão arterial e o volume de líquidos. Ao se controlar o sódio, evitam-se as cãibras e as hipotensões durante as sessões de hemodiálise. Assim, há um conjunto de factores a ter em conta:
 
  • Antes de se usar substitutos do sal, deve-se questionar a equipa de saúde sobre os mesmos pois, muitos deles, contém potássio em excesso, que, por sua vez, deve também ser evitado;
  • Consultar a equipa de saúde sobre a quantidade de sal que se pode consumir, bem como sobre a quantidade de sal presente nos alimentos consumidos diariamente;
  • Ler sempre os rótulos dos produtos;
  • Limitar o consumo de alimentos processados, congelados e enlatados;
  • Comparar as composições nutricionais entre as várias marcas, seleccionado a marca que apresentar menos sal;
  • Privilegiar os condimentos frescos como ervas aromáticas e as especiarias, em detrimento do sal;
  • Tomar especial atenção quando se frequenta restaurantes, evitando molhos e formas de confecção que usem mais sal;
  • Se necessário, deve-se explicar a situação de doença, apelando a um maior rigor na preparação da refeição;
  • Nos restaurantes deve-se evitar também as sopas, carnes curadas, alimentos fumados e a conhecida “fast food” pois contém, normalmente, grandes concentrações de sal.
  • Adicionar o sal/temperos à comida apenas 15minutos antes de estar cozinhada.
 
 
Doentes em hemodiálise e diálise peritoneal devem restringir o consumo de Sódio de 1,8g a 2,3g/dia. - A recomendação da ingestão de sódio é individualizada dependendo do volume e das perdas urinárias. O excesso de ingestão de sódio pode provocar um maior ganho de peso interdialitico, edema, HTA e insuficiência cardíaca
 
 
 
Para um dieta mais agradavel utilize condimentos e ervas aromáticas, estas melhoram a sabor dos alimentos e ao mesmo tempo diminuem a sensação de sede. É impressionante a rapidez com que o seu paladar se adapta à mudança de sabor.
 
 
  • Ervas aromáticas / condimentos - alecrim, alho, cebolinho, coentros, louro, salsa, tomilho, sumo de limão, aipo, óregão, hortelã, vinagre.
  • Moderação - cravinho, piripiri, pimenta, caril, colorau, açafrão - aumentam a sensação de sede
 
 
 A quantidade de sódio dos produtos precisa ser multiplicada por 2,5 para termos o equivalente em sal de cozinha. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1250mg ou 1,25 g de sal.
 
 
Referências Bibliográficas:
DAVITA - Sodium and Chronic Kidney Disease
MARTINEZ, Pedro P. ; CARVALHO, Marileda B. - Participação da excreção renal de cálcio, fósforo, sódio e potássio na homeostase em cães sadios e cães com doença renal crônica. Pesq. Vet. Bras. ISSN 0100-736X. Vol.30, Nº10 (2010), p. 868-876.
NATIONAL KIDNEY FOUNDATION – Dining out with confidence: a guide for patients with kidney disease
PORTAL DA DIÁLISE – Educar para Prevenir
SOCIEDADE PORTUGUESA DE NEFROLOGIA
SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0. THOMAS, Nicola. – Enfermagem em nefrologia. 2ª ed. Loures: Lusociência. 2005. 489 p. ISBN 978-972-8383-85-5.
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://www.portaldadialise.com/articles/o-sodio-e-a-doenca-renal
 

O que acontece com o seu corpo quando você deixa de comer açúcar?

O que acontece com o seu corpo quando você deixa de comer açúcar?
 
 
 
 
 
 
 
O açúcar é uma das substâncias mais consumidas em todo o mundo, e infelizmente também representa uma das mais perigosas para a saúde. Ainda que o seu sabor doce tenha conquistado nosso paladar ao longo da história, a ingestão de açúcar pode diminuir a longo prazo a nossa qualidade de vida e ser a causa de muitos problemas de saúde.
 
Temos que levar em conta que nem todos os açúcares são iguais. Vamos esclarecer que o tipo de açúcar que pode afetar gravemente a saúde é o açúcar branco refinado. Sim, esse mesmo que tanto encontramos nos supermercados e que está presente em pães, comidas processadas, biscoitos, doces, entre muitos outros alimentos.
 
As grandes indústrias nos treinaram para preferir os açúcares em todos os momentos, e inclusive para que nos sintamos ansiosos para consumi-los. De fato, podemos afirmar que é muito difícil eliminar totalmente da dieta o consumo de açúcar, já que ele está presente em muitos dos alimentos que fazem parte da nossa vida cotidiana. No entanto, vale a pena conhecer os perigos de consumir açúcar frequentemente, para ter consciência de que este hábito não faz bem ao nosso corpo e começar a considerar a ideia de reduzi-lo ao máximo na dieta. Sabe o que acontece quando você deixa de comer açúcar?

Seus níveis de energia melhoram

energia ligada ao açucar
 
Muitas pessoas têm o péssimo costume de consumir bebidas açucaradas, bebidas energéticas ou outros produtos carregados de açúcar quando sentem que precisam recarregar as energias. No entanto, vários estudos puderam determinar que o excesso de açúcar no organismo pode ser uma das causas destas “quedas” que podem interromper nossas atividades diárias.
 
O consumo excessivo de açúcar bloqueia a capacidade do corpo para manter as reservas de energia em níveis mais altos. Reduzindo ao máximo o consumo de açúcar, estas “quedas” de energia serão parte do passado.

Protegerá seu coração consumir menos açúcar

Reduzir o consumo de açúcar também reduz os riscos de sofrer um ataque cardíaco, conforme destaca uma publicação do Journal of the American Heart Association, na qual foram revelados os perigos do açúcar para a saúde do coração.

Protege do câncer

Eviat açucar ajuda a prevenir o câncer
 
Vários estudos em todo o mundo coincidiram ao determinar que o açúcar é o alimento das células cancerígenas. Por isso, reduzir o consumo de açúcar também pode ajudar a prevenir diferentes tipos de câncer, e evitar que as células malignas desta doença possam se propagar pelo organismo.
 

Protege seu fígado

A frutose e a glicose em excesso podem provocar no fígado um efeito tóxico similar ao que se sente com o consumo excessivo de álcool. Os especialistas recomendam fazer uma limpeza hepática periodicamente para reduzir os riscos de ter problemas no fígado devido ao consumo de açúcar.

Você dormirá melhor

dormir melhor consumindo menos açucar
O consumo de açúcar pode gerar uma queda de energia no corpo, mas ao mesmo tempo, pode alterar o sono. As pessoas que conseguem eliminar ao máximo o consumo de açúcar da dieta notam rapidamente como seus hábitos de sono melhoram, e a insônia deixa de ocorrer.

Você manterá sua pele jovem

O consumo de açúcar pode interferir na produção de elastina e colágeno, que são duas das principais proteínas da pele. A longo prazo, o açúcar pode provocar o envelhecimento precoce e causar outras alterações na pele.

Você conseguirá manter um peso mais equilibrado

Perder peso consumindo menos açucar
Os alimentos ricos em açúcar também costumam ter altos níveis de gordura, carboidratos e calorias, que são as principais causas do aumento de peso. Eliminar da dieta os açúcares também vai ajudar a eliminar em grande parte este tipo de substância, por isso será mais fácil manter um peso equilibrado e saudável.

Melhora a digestão

Ao eliminar o açúcar da dieta, também estaremos dando um “empurrão” ao aparelho digestivo para que ele melhore a sua capacidade de processar todos os alimentos. Graças a isso, evitaremos problemas de prisão de ventre e outras condições do cólon.

Você se sentirá mais satisfeito

Diferentes estudos puderam determinar que o consumo excessivo de açúcar favorece o desenvolvimento da resistência à leptina, que é o hormônio encarregado de dar o sinal de saciedade ao cérebro.

Você irá melhorar a sua saúde dental

As bactérias na sua boca ficam muito felizes quando você as alimenta com açúcares. O consumo de açúcar aumenta as possibilidades de ter cáries e outros problemas nos dentes. Quando reduzimos ao máximo o consumo de açúcar, estamos contribuindo para ter dentes muito mais saudáveis.
 
 
obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico
abs,
Carla
extraído:http://melhorcomsaude.com/acontece-corpo-voce-comer-acucar/
 


O Verdadeiro Banho no Leito...

Publicado em 16 de out de 2013
Vídeo realizado para matéria de Aspectos Fundamentais na Saúde II (Enfermagem - 2º Semestre)

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